UOL Notícias

09/05/2009
O Minist?o P?co Federal em S?Paulo apresentou nesta sexta (8) ?ª Vara Federal de S?Paulo den?a contra o delegado Prot?es Queiroz por dois supostos vazamentos de informa?s e por fraude processual ?rente da Opera? Satiagraha. As conclus?foram apresentadas sobre o inqu?to da Pol?a Federal que investigou a conduta de Prot?es. O delegado da Pol?a Federal ?cusado de vazar informa?s e alterar dados de uma grava?; ele pode vir a ser r?em processo Os procuradores da Rep?ca F?o Elizeu Gaspar, Roberto Antonio Dassi?iana, Ana Carolina Previtalli e Cristiane Bacha Canzian Casagrande conclu?m, no entanto, que n?h?rime na participa? da Abin (Ag?ia Brasileira de Intelig?ia) na Satiagraha, opera? que prendeu, entre outros, o banqueiro Daniel Dantas, o ex-prefeito Celso Pitta e o megainvestidor Naji Nahas, em julho de 2008. O tema ?lvo de contesta?s por parte dos advogados dos acusados. Para os procuradores, a participa? dos agentes e o compartilhamento de informa?s com esses funcion?os p?cos n?configura crime, pois ?revista na lei do Sistema Brasileiro de Intelig?ia, o Sisbin. J? cess?desses servidores, sem formaliza? do comando da ag?ia, poderia, em tese, ser objeto de investiga?s de improbidade administrativa. Assim, o MP-SP requereu a remessa para a Procuradoria da Rep?ca no Distrito Federal, sede do comando da Abin. Os crimes O primeiro vazamento, segundo a den?a, ocorreu quando Queiroz convidou um produtor da Rede Globo para fazer a grava? em v?o de um dos encontros ocorridos em S?Paulo durante a a? controlada autorizada judicialmente. Nela, teriam sido registradas as ofertas de suborno de dois emiss?os de Daniel Dantas aos delegados da PF que atuavam na Satiagraha. O banqueiro foi condenado, em primeira inst?ia, a dez anos pelo caso e responde em liberdade. J? fraude processual teria ocorrido durante o tratamento dado pela PF ?ita. O escriv?da PF Amadeu Ranieri, da equipe de Queiroz, segundo depoimento que prestou ?F, editou a grava?, na qual foram suprimidas as imagens em que apareciam funcion?oa da TV durante a execu? da reportagem. O MPF entende que a prova foi alterada para que n?se soubesse que a filmagem foi feita pela Rede Globo. Com rela? ?iola? de sigilo funcional, teria havido contatos entre Queiroz e o rep?r C?r Tralli, tamb?da Globo. Segundo o MPF, passar informa?s sobre uma opera?, antes do in?o das dilig?ias da PF, ?rime. Uma das provas do vazamento, na opini?dos procuradores, foi a grava? e exibi?, exclusiva pela Globo, do momento da pris?de alguns investigados, como ocorreu no caso do ex-prefeito de S?Paulo Celso Pitta, resultando em dano ?magem desses investigados. O ex-prefeito foi flagrado de pijamas. O outro vazamento ocorrido no caso e que, ainda segundo o MPF, deve ser investigado pela Procuradoria da Rep?ca no Distrito Federal, ? que permitiu que uma rep?r da sucursal da Folha de S. Paulo em Bras?a publicasse a reportagem adiantando detalhes das investiga?s contra Dantas.

Nivaldo Cordeiro

08/05/2009
Cr?a do Quinho 08 de maio de 2008 L?inha Quinho caminhando em sentido contr?o ao meu. Andava lentamente e fazia gestos com os bra?, como se fora um maestro. Parecia reger uma orquestra imagin?a. Postei-me na sua frente e nem me percebeu, quase esbarrou em mim. Vinha como um viandante carregando a sua sombra. – Meu amigo Quinho, que ?sso? Ficou maluco? – Oh, doutor, que prazer v?o. N?o tinha percebido. Estava aqui cantando para mim mesmo a Marselhesa, a can? dos revolucion?os franceses. Viu que ? Ano da Fran?no Brasil? Pois ?li nos jornais agorinha. A?e lembrei do hino. Doutor, aquilo ?ue foi trag?a, a m?de todas as revolu?s. Lembra da m?a? Quinho cantarolou: “3 armas cidad?! Formai vossos batalh? Marchemos, marchemos! Nossa terra do sangue impuro se saciar? – Doutor, eu lembro dela cantada pela Piaf, que punha todo o cora? na interpreta?. ?bela a m?a, mas a letra ?m convite ao genoc?o de classe, que o comunismo levou avante por onde passou. O comunismo ? filho dileto da Revolu? Francesa. Um horror! Ali? a Revolu? Francesa ? revolu? por antonom?a, embora n?seja ela o come? mas o fim de um processo na Europa. – Explica isso, Quinho, que n?entendi. – Ora, doutor, a Europa vinha em terr?l convuls?intestina desde o final da Idade M?a, no plano do Esp?to. As seitas gn?cas tomavam conta. Depois veio o Renascimento, que fez emergir o lixo ocidental por inteiro, ressuscitando cad?res h?uito sepultados, como os de Epicuro e Zenon. E depois Lutero, aquele grande esp?to do Norte, fraturou a cristandade de forma irrevers?l. A Revolu? Francesa concluiu esse processo de descenso no plano pol?co, destruindo a harmonia entre o poder espiritual e o poder temporal. – Ora, Quinho, as coisas evoluem, repliquei. – As coisas mudam, doutor, n?significa necessariamente que evoluem. Aqui houve uma completa involu?, um retorno aos tempos pag?. J?eu a Declara? Universal dos Direitos do Homem e do Cidad? Eliminaram ali qualquer vest?o de Deus e da transcend?ia na vida pol?ca. Est??“O princ?o de toda a soberania reside essencialmente na raz?. Ora, a raz?n??rinc?o de nada, ?ma faculdade meramente instrumental do homem. Ecos do mefistof?co Rousseau. Aqui podemos dizer que o EU – falou sublinhando – ?ue passou a ser o princ?o, a medida de todas as coisas. A criatura foi posta no lugar de Deus. Um horror, uma regress? – Quinho, nunca pensei assim. – ?a imagem do Homem Vitruviano, do Leonardo da Vinci, a estrela que est?m toda parte, substituindo a cruz. O s?olo m?mo da arrog?ia humana, pelo qual o elo com Deus foi completamente abandonado. A suposta perfei? do Homem. Por isso a frase de Voltaire virou lema: “?rasez lInf?”, o grito de guerra contra a Igreja de Cristo. – O que voc?st?izendo ?ue a Revolu? Francesa tinha uma dimens?mais religiosa que pol?ca? –Justamente, doutor. Uma religi?secular foi fundada e, desde ent? persistir? far?o Estado a encarna? m?ma da divindade. Agora n?h?ais pessoas, mas cidad?, m?as an?as formadoras da multid? Da?ara o coletivismo e as idealiza?s pol?cas genocidas era s? passo. No cap?lo primeiro escreveram que “os homens nascem e permanecem livres e iguais em direitos”. Uma mentira, doutor. Um beb?em ?ivre e nem ?gual aos seus pais. Essa ? id? maluca de Rousseau, que pegou toda a gente. A igualdade ? grande mentira. H? princ?o da hierarquia natural, que existe em qualquer situa?. Por exemplo, o pai ?uperior ao filho, pelo menos at?ue este venha a se tornar adulto. Fiquei pensativo. Fazia sentido. – Puxa, Quinho, mesmo assim a Fran??m pa?simp?co. Vou ver a programa? do Ano Brasil Fran? – Ah, vale a pena. Um dia ainda quero ir l??margens de Rio Sena, cheio de sangue e hist?, doutor. Foi-se Quinho em seu caminho, regendo a Marselhesa.

Percival Puggina

07/05/2009
Lendo o interessante livro de Gustavo Grisa “RS sem medo do futuro”, percebi que muitas das reflex?nele contidas s??s para qualquer sociedade que pretenda ser justa, solid?a, eficiente e moderna. O Rio Grande do Sul, objeto da obra, talvez tenha maiores urg?ias porque, sob diversos aspectos, perdeu posi?s no contexto nacional ap??das de crescentes d?cits e baix?ima capacidade de investimento p?co. Uma realidade que s?ora se reverte. O receitu?o proposto pelo autor inclui algo que os ga?s sempre alinhamos entre nossas mais atraentes disponibilidades: nossos recursos humanos. Com efeito, s?as pessoas que fecundam todos os demais meios de produ?. Quanto mais preparadas, animadas, criativas e competentes, ou seja, quanto melhores forem as pessoas, mais apta estar? sociedade para promover seu desenvolvimento econ?o e social. E foi a?ue percebi a luz vermelha sobre o X da quest? Est?m curso no Rio Grande do Sul, j??lgum tempo, um processo doloso de desqualifica? desse seu mais valioso potencial. O mau desempenho dos alunos nos exames do IDEB e do ENEM e a consequente perda de posi?s no ranking nacional da Educa? fornecem a prova provada do que afirmo. A educa? brasileira est?ntre as piores do mundo e ?esse meio que afundam os indicadores educacionais do Rio Grande do Sul! Sob tais condi?s, fica dif?l olhar para o futuro sem medo. O que determina t?alarmante realidade? N?hesito em afirmar que a causa principal est?o contexto em que se desenvolve o ensino p?co, domado pelo conservadorismo dos m?dos e pelo corporativismo funcional. O corporativismo s?nsa em si e o conservadorismo n?aceita mudan?. ?o velho paradoxo: est?udo errado, mas n?mexe. O mais antigo exemplo que me ocorre j?onta vinte anos. ?de quando Bernardo de Souza, como secret?o de Educa? do governo Pedro Simon, pretendeu fazer com que cada escola tivesse o seu quadro de pessoal, abrangendo a discrimina? dos recursos humanos e as compet?ias funcionais requeridas para as atividades. Foi um escarc?e a palavra QPE (quadro de pessoal por escola), coisa l?a e indispens?l a qualquer gest?respons?l de pessoal, virou pauta de xingat?, esp?e de palavr?no vocabul?o corporativo. E vem sendo assim com tudo. O tema da educa? foi capturado pelo sindicato da categoria, que foi cooptada pela esquerda mais retr?da e a maioria do professorado ga? se transformou em militante do atraso, em freio ABS do progresso, insens?l ?rescente desqualifica? dos alunos. Para informa? de quem n?sabe: malgrado os p?imos resultados de suas sucessivas atua?s, mesmo na estreita pauta sindical, ?ada vez maior o controle da esquerda sobre o professorado rio-grandense. Na ?ma elei? para o Cpers/Sindicato, duas das tr?chapas foram de esquerda. E venceu a esquerda da esquerda. Se algu?tem d?a sobre o que pensam nossos professores sobre a vida, sobre o que lhes ?nsinado nas faculdades a respeito de suas miss? e sobre o seu desejo de serem “intelectuais org?cos” a servi?da captura de cora?s e mentes nas salas de aula, a?st?ma boa demonstra? do tamanho da encrenca com que se depara o futuro do Rio Grande do Sul. Interrogados, nove em dez professores estaduais dir?que seus principais objetivos s?ganhar mais e preparar os alunos para a “cidadania”. E, pelo que se v?a vida vivida, dentro e fora das escolas, n?est?conseguido coisa alguma. Nem transmitir conhecimento, nem ganhar mais, nem formar cidadania. Mas enquanto o tempo passa, perde-se futuro. E perde-se o futuro bem ali onde ele come? nas salas de aula. Lamentavelmente, nossas elites s? articulam, s?o ao Parlamento, s?locam crach?o peito contra a cria? de tributos. ?pena, porque, c?ntre n?se a disposi? para mobiliza?, para percorrer gabinetes parlamentares, para pressionar, se limitar a tanto, tamb?isso ?orporativismo, sabe? www.votors.com.br

Folha Online

07/05/2009
MRCIO FALCÏ da Folha Online, em Bras?a Um dia ap?er alvo de um protesto pedindo sua ren?a, o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, defendeu nesta quinta-feira a independ?ia dos ju?s na an?se dos processos. Mendes afirmou que o Judici?o n?pode se dobrar aos anseios da opini?p?ca, sem levar em considera? os preceitos constitucionais. Vamos ouvir as ruas para saber o que o povo pensa saber? O que o povo pensa sobre a concess?do habeas corpus? Isso ?m problema. N?se d?ndepend?ia a um juiz para que ele ficar consultando um sujeito na esquina. Temos que ter muito cuidado com isso para mantermos o Estado de Direito. Se o juiz perde isso [independ?ia], ele perde sua b?la e deixa de ser juiz, disse. Alan Marques/Folha Imagem Os manifestantes espalharam 10 mil velas pelo ch?da pra?dos Tr?Poderes A declara? foi feita durante um semin?o da AMB (Associa? dos Magistrados Brasileiros) que discute a participa? do Executivo na composi? dos tribunais. Mendes afirmou que o atual modelo, que prev? indica? pelo Executivo e a confirma? pelo Senado, evita a partidariza? da Suprema Corte. Segundo Mendes, o fato de um ministro ser indicado pelo presidente da Rep?ca n?o torna dependente politicamente. Todo modelo ?om desde que bem aplicado. A experi?ia brasileira nesses 100 anos tem se revelado ao meu ver um modelo equilibrado porque evita a partidariza?. O poder Executivo fica muito onerado com desejo de encontrar um nome que refuta um certo equilibro de for? Isso tem sido visto no atual governo Lula e tem funcionado bem. Ju?s indicados por um presidente n?se revelam servis a ele nem ao governo, afirmou. TCU O presidente do STF criticou o processo de escolha dos integrantes do TCU (Tribunal De Contas da Uni?, que segundo ele, segue o crit?o da politiza?. Se fossemos seguir esse modelo, corremos o risco de ter uma bancada de parlamentares e de ex-parlamentares no STF, disse. Atualmente, a composi? pol?ca do TCU ? que mais chama aten?. As nove vagas do tribunal s?divididas da seguinte maneira: 2/3 s?definidas pelo Congresso Nacional e 1/3 ?ndica? do presidente e referendada pelo Senado --sempre alternando. Com este sistema, hoje, o ?o de fiscaliza? conta com cinco ex-parlamentares. O interesse no TCU se justifica pelo sal?o de R$ 24,5 mil e pelo poder der de analisar as contas das autoridades.

Jayme Copstein

07/05/2009
Nos ?mos 600 anos, n?h?ncrenca neste velho mundo de Deus que n?tenha pa?s europeus nela metidos. Ent? ?if?l entender a fama de ber?da civiliza? ocidental de que esses pa?s gozam. Tamb?n?h?ncrenca nos ?mos 100 anos, da qual os pa?s europeus, apesar de a terem provocado, sa?em sem a ajuda dos Estados Unidos. Ent? ?if?l entender por que t?tanta raiva dos norte-americanos. Melhor dito: talvez seja por isso mesmo. Sem a participa? americana de 1917 (Primeira Guerra Mundial) ou a de 1941 (Segunda Guerra Mundial), n?teriam como se safar da paz germ?ca. N?fosse a Doutrina Truman, mais conhecida como Plano Marshall, n?teriam como se safar da paz sovi?ca. Nenhum outro continente pode ostentar em seu museu de ho rrores, figuras como Hitler, Stalin, Mussolini, Franco, Salazar, Pierre Laval, Horthy, Karadzic, Mladic, Tadic e nesta senda acaba-se desembocando em uma lista telef?a. Ent? n???l entender ju?s espanh? que jamais se preocuparam com os crimes do regime franquista, arvorando-se de magistrados para julgar outras na?s – fora do continente europeu, ?laro. Eu preferia os espanh?quando eram apenas balaqueiros, como aquele cardeal Rufo, da Ceia de Julio Dantas, que n?matou em duelo o Sol, pelas alturas / S?ra n?deixar Salamanca ?escuras. Ou um marinheiro, atracado em Rio Grande, ao tempo da guerra, contando em um bar da prodigiosa planta? de couves, cujos p? nascidos uns em cima dos outros, ficavam t?altos que acabavam transformados em mastros de navios para a marinha mercante espanhola. Com toda a certeza, fo i a causa da derrota da Invenc?l Armada de Felipe II –mastros assim n?resistem ?ventanias do mar. Os franceses s?mais espertos. Apesar de os americanos levarem a fama, foram eles que inventaram a propaganda. Conseguiram batizar de revolu? uma arrua?que abriu as portas de uma cadeia vazia, dep?m rei que preferia a carpintaria ao trono e se proclamar os fundadores da democracia e defensores da liberdade no mundo. A fa?ha da Bastilha aconteceu 13 anos ap? Revolu? Americana, quando foi escrita a ?a Constitui? dos Estados Unidos, enquanto a Fran?s?nseguiu ter seu primeiro governo democr?co quase cem anos depois, em 1870, j?st?a sexta constitui? e s? livrou da instabilidade pol?ca nos ?mos 40 anos. Quanto ?efesa da liberdade dos povos, os franceses conseguiram dar ares rom 26;nticos a um corpo de mercen?os, ref? de assassinos, ladr?e psicopatas, chamado Legi?Estrangeira, que reprimiu os povos nativos da frica francesa, cometendo crimes que est?raiz das dificuldade de relacionamento do Isl?om o Ocidente. Como diziam as velhas comadres, o bom-bocado n??ara quem faz – ?ara quem o come.

Cláudio Humberto

07/05/2009
Os presidentes do Senado e da C?ra dos Deputados, Jos?arney e Michel Temer, tiveram uma importante conversa a s?om o presidente Lula, consultando-o sobre eventual terceiro mandato. O presidente n?respondeu diretamente, devolvendo a pergunta a eles: “O que voc?acham disso?” A mudan?significativa ?ue, at?gora, o presidente Lula vinha negando a hip?e, em p?co e em conversa privadas. 06/05/2009 | 00:00 T?ra O governador paulista Jos?erra j?visou aos aliados mais ?imos que n?trocar? Pal?o dos Bandeirantes por nova disputa contra Lula.

Paulo Rabello de Castro

07/05/2009
A euforia, desta vez, ?limentada pelos bancos centrais com uma quantidade sem precedentes de moeda O SISTEMA de cr?to norte­americano ainda vai precisar de uma grande faxina de ativos desvalorizados antes de se ouvirem as trombetas da recupera? global. O an?o da concordata da Chrysler desmancha a profecia das autoridades e dos diversos porta­vozes do setor financeiro de que o balan?de lucros e perdas da crise j?eria virado o cabo da boa esperan? Os grandes bancos americanos ter?que contabilizar enormes perdas adicionais decorrentes da transforma? dos seus empr?imos ?montadoras GM e Chrysler em partes acion?as. Mas ?oss?l tamb?que, fora dos seus balan?, os bancos problem?cos carreguem mais alguns bilh?em opera?s de troca de riscos (ou swaps) de cr?to, tendo que arcar com o pagamento integral de d?das asseguradas, independentemente de as montadoras poderem ou n?saldar os valores originalmente devidos. Se isso se confirmar, mais socorro do governo americano aos bancos por meio do Tarp (Troubled Asset Relief Program) vai se tornar indispens?l. Desde o in?o da crise, cerca de US$ 2,7 trilh?(cerca de 20% do PIB) j?oram despendidos pelo governo em opera?s de socorro ou est?lo. Na absoluta contram? os mercados de renda vari?l continuaram a emitir sinais de euforia cada vez mais acentuados nas ?mas semanas e dias. A alta generalizada das Bolsas e das cota?s em mar? abril e nestes primeiros dias de maio (no Brasil, isso ocorre desde o fim de 2008) ?nterpretada por muitos como um sintoma inequ?co da virada, n?s? humor dos investidores como da pr?a retomada de compras pelos consumidores, mesmo nos pa?s hoje mais afetados pela retra? generalizada. Est?ais para retorno da bolha. A leitura alternativa ?ue essa recupera? recente das cota?s de Bolsa de Valores e de commodities, especialmente petr? e soja, foge aos padr?esperados de oferta e demanda, para se localizar, de novo, como no ano passado, na mesma febre especulativa que enfeiti? os especuladores com del?os de ganhos extraordin?os. E por que essa nova bolha acontece? A explica? ainda ? mesma que a de 2007 e a de 2008, s?e a euforia, desta vez, ?limentada pelas autoridades monet?as dos principais pa?s com uma quantidade sem precedentes de moeda, emitida para financiar as opera?s de socorro. Sem risco imediato de infla?, o Fed dos EUA, os bancos centrais da China e Jap? os bancos da Inglaterra e da Europa passaram a utilizar o expediente das emiss?sem lastro como recurso de ?ma inst?ia para financiar as interven?s de ajuda dos seus governos ao setor financeiro, ?empresas em apuros e ?ag?ias hipotec?as insolventes. A enorme liquidez adicional, neste primeiro momento, contorna o mercado de empr?imos a empresas, de cujos riscos de cr?to os bancos est?fugindo, para se alojar no circuito mais l?ido da compra e venda de ativos. Constitui atrativo permanente a especula? compradora em mercados de valores e commodities que permitem a entrada e a sa? a qualquer momento, embora extremante vol?is. S?esses movimentos de acomoda? da enorme massa monet?a adicional que, afinal, conduzem a est?los altistas nas Bolsas, como temos visto. Mesmo um n?especialista desconfiaria de que o apelo desesperado ?nje? de liquidez encontrar?mais ?rente, empresas e indiv?os ainda mais debilitados para prosseguir na rolagem de seus d?tos. Mas, at???ma festa dos comprados. * Professor de economia – paulo@rcconsultores.com.br

Érico Valduga, em Periscópio

07/05/2009
Parcela desconhecida do dinheiro de todos escorre por diversos ralos, mas nenhum deles ?aior do que o do Executivo. E ??o, na medida em que o Poder concentra quase 65% do bolo tribut?o, e administra as grandes empresas estatais e seus fundos de pens? A quanto voc?acham que ter?chegado as beirinhas criminosas dos ex-diretores do Senado, ao longo de pelo menos uma d?da de desvios de recursos? R$ 3 milh?a R$ 5 milh?por ano? E a apropria? para uso privado das passagens de avi?na C?ra dos Deputados, em per?o de tempo ainda maior? Algo parecido. Mas seja l?uanto for, o que provavelmente nunca saberemos e nem teremos o dinheiro de volta, no pa?da impunidade, o ralo dos congressistas ainda ?af?equeno, e est? c?aberto. O caso do Executivo ?uito pior, pois, como est?ncanado por cumplicidades diversas, na imprensa inclusive, v?e apenas as bocas de entrada e de sa? do dinheiro. O Tribunal de Contas da Uni?informou que cerca de 10% do BPC (Benef?o de Presta? Continuada), irm?do Bolsa Fam?a, beneficiam irregularmente seus destinat?os. Este programa de transfer?ia de renda, que destina um sal?o m?mo a idosos e deficientes (que n?trabalhem de forma regular) com renda familiar inferior a R$ 120,00 por m? gastou R$ 13.8 bilh?no ano passado (ante R$ 10.6 bilh?do BF). Uma auditoria apontou que um em cada 10 dos 1.5 milh?de deficientes e 1.4 milh?de idosos (mais deficientes do que idosos?) n?poderia receber o aux?o porque n?est?nquadrado na lei. Ou seja, 290 mil pessoas ganham ilegalmente R$ 1.380 bilh?, o equivalente ao or?ento do at?ntem momentoso programa de constru? de casas populares. Cruzamentos de cadastros mostraram que 104 mil deles s?propriet?os de ve?los, 14 mil possuem im?s rurais e 1.400 s?s?s de empresas.

Hiram Reis e Silva

07/05/2009
‘Mal?los sic?os, Ra?esp?, sem P?ia, ermos de brio, J?raidores alfanges afiando, O ensejo s?uardam favor?l De ensop?os no sangue Daqueles a quem bens, e honra devem.’ (Domingos Jos?on?ves de Magalh?) - STF aprova o Apharteid A decis?do Supremo Tribunal Federal (STF), no dia 19 de mar? de manter a demarca? da reserva Raposa e Serra do Sol, em Roraima, fronteira do Brasil com a Guiana e a Venezuela, tem apenas um triste e melanc?o significado – colocar a soberania brasileira em cheque. O territ? pertence agora a uma ‘na? ind?na’ e nela n?poder?viver ou sequer transitar os chamados ‘n??ios’, porque os fac?ras do Conselho Indigenista de Roraima (CIR) n?os reconhecem como irm? brasileiros. A decis?dos magistrados foi amparada em leis e portarias, mas n?na Constitui? Brasileira, como observou em seu voto solit?o o ministro Marco Aur?o de Melo. - Marco Aur?o de Melo - um Ministro do Brasil ‘Sou favor?l ?emarca? correta. E esta somente pode ser a resultante de um devido processo legal, mostrando-se impr?a a preval?ia, a ferro e fogo, da ?ca do resgate de d?da hist?a, simplesmente hist?a - e rom?ica, portanto, considerado o fato de o Brasil, em algum momento, haver sido habitado exclusivamente por ?ios. Os dados econ?os apresentados demonstram a import?ia da ?a para a economia do Estado, a relev?ia da presen?dos fazendeiros na regi?. - Casal ter?e deixar reserva ind?na ap?2 anos ‘Para algumas fam?as de Roraima, a demarca? da Terra Ind?na Raposa Serra do Sol tem gosto amargo. ?o caso da fam?a de Adolfo Esbell. Ele nasceu 82 anos atr?numa casinha ?margens do Inamar?igarap?e ?a escura e fresca que corre no sop?as montanhas que separam o Brasil da Guiana, no norte de Roraima. No domingo passado, ao visitar Esbell, a hist? do pecuarista inspirou o deputado Fernando Gabeira (PV-RJ) a pedir ao STF para que d?ais tempo para a sa? das pessoas com mais de 80 anos que vivem na reserva. O pai de Esbell era venezuelano e a m? brasileira, de origem ind?na. Ali cresceu, casou, teve 16 filhos, criou gado, cultivou arroz e feij? fincou ra?s que sonhou serem para sempre. O sonho dele desmoronou, por? no ?mo dia 25, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou a demarca? da Terra Ind?na Raposa Serra do Sol em ?a cont?a e deu prazo de pouco mais de um m?para todas as fam?as n?ind?nas sa?m da ?a, levando seus pertences. O nome de Esbell figurava na lista dos expulsos. O prazo de sa? vence amanh?Mas, at?ntem ?arde, Esbell e a esposa, Zilda, de 80 anos, n?haviam mudado nada na rotina da ?a herdada dos pais e que tem 320 hectares. As institui?s do governo que est?cuidando da remo? dos n?ind?nas ofereceram a Esbell R$ 134 mil de indeniza? e uma ?a de 280 hectares, num assentamento a quase duas centenas de quil?ros dali. ?um lugar de dif?l acesso, estradas prec?as, sem luz el?ica. ‘Nem fui ver. Pelo que me disseram, n??ugar para mim’, disse ele”. (O Estado de S. Paulo) - 1º de maio na Raposa e Serra do Sol (Izidro Sim?folhabv) “?preciso frisar, repetir e repetir novamente, que os arrozeiros eram apenas NOVE, e os fazendeiros (pequenos, na maioria / 200 cabe? de gado em m?a) passavam se 150, e que 28 PERMANECEM, na ?a, mesmo depois do prazo fatal de 30 de abril, porque n?tem para onde e nem como irem. A ?ase do governo federal em cima dos arrozeiros, como se fossem a maioria, dos ‘intrusos’ (!) ?orque maior resist?ia apresentaram e continuam apresentando, inclusive porque tinham condi?s financeiras de bancarem advogados. Os fazendeirinhos, gente de pouca instru? e, na sua esmagadora maioria sendo de pequenas posses, chiaram e reclamaram, mas nunca recorreram ?usti? Assim sendo, o governo bateu duro nos arrozeiros, porque eles tiveram a ‘ousadia’ de contrariarem os interesses ongueiros, estrangeiros e nacionais, da Diocese de Roraima e um governo lulista que n?se importa que estrangeiros fiquem com mais um peda?do Brasil, supostamente entregue ‘para os ?ios’. A MALOCA DO CONTÏ, por exemplo, na passagem da ponte sobre o Rio Cotingo, ? maior aldeia macuxi em Roraima. Seu tux? ?ONAS MARCOLINO, que formou-se em Direito e hoje ? Secret?o-Chefe da Secretaria Estadual do ?dio. A maloca do Cont?tem escola de 1º e 2º graus, telefone de orelh? ruas, casas de alvenaria, energia el?ica permanente, postes com lumin?as, ?a encanada, granja de projeto SEBRAE, tratores, implementos agr?las e caminh?e pista de pouso, al?de ficar na margem de uma rodovia estadual. Plantam arroz, feij? melancia para consumo e venda e n?s?ro?; s?lavouras extensas, feitas na tecnologia moderna, pois eles tem gente formada nisso. Nenhum dos ?ios em Roraima tem terras IMEMORIAIS NO BRASIL. S??ios IMIGRANTES: maxuci, ingaric?taurepang s?venezuelanos - wapixana s?peruanos, e n?se nega que possam viver no Brasil, mas a FUNAI e ONGs dizerem que aqui s?suas TERRAS IMEMORIAIS, para alegar supostos VASTOS DIREITOS, ?anipula? da hist? conhecida. A mesma coisa que fizeram com um balaio de etnias amazonenses que a fot?fa romena CLUDIA ANDUJAR (naturalizada suissa), que ‘fabricou’ a ‘etnia ianomami’, com apoio dos banqueiros Rockfeller, dos antrop?os de v?os pa?s e decisivo esfor?Diocese de Roraima, com seus padres e freiras da Teologia da Liberta?, a ala comunista da Igreja Cat?a. Imigrantes sempre foram e devem continuar sendo bem vindos e agasalhados em nosso pa?mas, afirmar, por exemplo, que japoneses, ?bes, chineses, judeus, bolivianos, coreanos, indianos, macuxi, ingaric?aurepang, wapixana e ianomami s?filhos de nossa terra e que aqui seriam suas terras imemoriais, ?azer tro?de nossa intelig?ia. Na chamada ‘desintrus? da Raposa / Serra do Sol, al?da informa? propositalmente torcida e da ofensa de chamar os leg?mos donos das fazendas e arrozais, de intrusos e posseiros de m??ficam casos ESTARRECEDORES de crime contra as fam?as, a sociedade, afora aquelas de terem tomado as terras de todos os ‘brancos’, com as mais deslavadas, estapaf?as e despudoradas alega?s. Uma carrada de fam?as dessa ?a ?ISTA: ‘branco’ casado com ?ias, tendo v?os filhos, todos vivendo juntos; as rela?s de compadrio entre fazendeiros e ?ios; ado? antiga de ?io como filho de fazendeiro e que hoje ?erdeiro de terras legalmente registradas, mas que com essa homologa?, querem que suas terras sejam TERRA EM COMUM com os demais ?ios. Todas as perversidades e ilegalidades contra grupos sociais, foram cometidas: desbaratamento de fam?as de ‘brancos’ com ?ias, empobrecimento das pessoas, n?indeniza?, separa? e antagonismos de grupos ?icos que se olham e medem com raiva, antagonismos religiosos entre ind?nas (?ios cat?os versus ?ios evang?cos – como na intermin?l guerra entre cat?os e protestantes na Irlanda). (...) O Deputado GABEIRA est???os dias em Roraima acompanhando os acontecimentos na Raposa/Serra do Sol, aflito e temeroso com o que v?Tem declarado publicamente que receia pelos conflitos entre ind?nas, que fatalmente ir?acontecer,mais hoje, mais amanh?u depois, entre os macuxi arrogantes da MINORIA do CIR-Conselho Ind?na de Roraima, bra?muito ativo da Diocese (padres e freiras a Teologia da Liberta?), e a MAIORIA dos ?ios macuxi, ingaric?aurepang e wapixana que s?filiados da SODIUR-Sociedade de Defesa dos ?dios Unidos do Norte de Roraima, ALIDICIR-Alian?de Integra? e Desenvolvimento das Comunidades Ind?nas de Roraima, ARIKOM-Associa? Regional dos Rios Kin?otingo e Monte Roraima. GABEIRA, acompanhado pelos Senadores Mozarildo Cavalcante (PTB) e Augusto Botelho (PT), em nome do Senado visitaram a cidade de Normandia e Vila Surumu, dentro da ?a ind?na. Ouvindo e vendo pessoalmente como est?as coisas e os ?mos, todos eles temem por conflitos entre os pr?os ?ios. Vila Surumu ?m caso bem demonstrativo: ?ios do CIR tomaram todas as casas de um lado da rua principal e os ?ios da SODIUR, todas as do outro lado. Como h?uitos anos ‘se estranham’, com conflitos que no passado j?esaguaram em assassinatos entre eles, ?laramente visto que, querendo ambos os grupos serem donos da Vila Surumu, o conflito f?co, de conseq?ias imprevis?is, j?st?esenhado h?empos. S?o v?quem n?quer, pois os ?s latentes e rec?ocos, tem neste momento, todas as condi?s para um acerto de contas entre eles, que n?se bicam e nem se beijam. O STF designou o Desembargador JIRAIR MEGUERIAN, Presidente do Tribunal Regional Federal, para comandar a desocupa? da Raposa/Serra do Sol. Desconhecedor da longa problem?ca e pouco amistosa rela? entre os pr?os ?ios, quer porque quer, que eles sentem e que se entendam sobre a partilha dos bens deixados pelos ‘brancos’. Reconhece, entretanto, que Vila Surumu ? ponto nevr?ico da Raposa / Serra do Sol, porque ali tanto est?os ?ios do CIR (?avor da ?a cont?a) quanto os ?ios da SODIUR (contra a ?a cont?a), que disputam a propriedade do lugar. O CIR n?quer arredar o p?e l?porque ??ue a Diocese de Roraima montou o seu quartel-general, criando uma escola somente para os seus obedientes ?ios, onde s?politicamente doutrinados. Havendo um extenso passado e um presente de encrencas entre eles, n?h?enhuma chance do entendimento. Talvez j?esconfiando disso, o Desembargador MEGUERIAN requisitou a presen?de 56 policiais federais, que, entretanto, n?tem como ficarem morando indefinidamente no local. Enquanto l?stiverem, n?haver?anifesta?s mas, quando de l?a?m. Um complicador para o Desembargador, ?ue os 28 pequenos propriet?os remanescentes na ?a, RECUSAM-SE SAIR. Retirar ?or? homens, mulheres e crian? injuriados, humilhados, despojados de todos os seus bens, com a vida truncada pela louca decis?do STF, ?mposs?l de se preverem as conseq?ias. Pode n?dar em nada, mas pode acontecer de tudo: suic?os ou gente desesperada que tente matar quem os queira tirar ?or? ?absolutamente imprevis?l o que vai acontecer. MEGUERIAN vai ter de fazer ‘figa’ para tudo dar certo. Veja-se o caso de CLODOILDE MOEIRA DE MORAIS, expulso da Fazenda Primavera, munic?o de Normandia, n?tem onde morar porque n?foi reassentado e nem indenizado. N?deram transporte nem para ele e nem para seu gado. Precisou vender parte dos animais para pagar frete e arrendamento de pasto, no munic?o de Alto Alegre. Gastou R$ 5.850,00 de frete, e mais o ICMS, porque transitou com o gado, de um munic?o para outro ! Tamb?vai ter de pagar mais R$ 500,00 mensais pelo arrendamento do pasto, pois sen? seu gado morrer?e fome. Clodoilde, tendo de recome? a vida com 70 anos, comprou as terras em LEILÏ JUDICIAL e hoje ?hamado de posseiro de m??Por a??as coisas na Raposa/Serra do Sol. Essa ?ma pequena parte das muitas terr?is injusti? e desmandos praticados contra as fam?as ‘brancas’. Um ditado popular j?firma: “QUEM BATE, ESQUECE. QUEM APANHA, NÏ ESQUECE NUNCA!” * Coronel de Engenharia Professor do Col?o Militar de Porto Alegre (CMPA) Acad?co da Academia de Hist? Militar Terrestre do Brasil (AHIMTB) Presidente da Sociedade de Amigos da Amaz? Brasileira (SAMBRAS)