Geraldo Almendra

12/05/2009
Quando um chefe de Estado e governo afirma que a cobran??ca da sociedade ?ma hipocrisia, est?xplicado como acabou a vergonha geral da Na?. (Mauro Chaves). Esta tem sido a maior realiza?, at?gora, dos desgovernos civis: a constru? de uma sociedade imoral controlada pelos podres poderes da Rep?ca dos canalhas. Usando um feliz termo de Percival Puggina j?stamos no vig?mo quarto ano de “socializa? do idiota” que nasceu no construtivismo da ignor?ia para se transformar no imbecil coletivo, com absoluto m?to para os desgovernos civis para essa grande realiza? da canalha que entra no poder p?co para prevaricar e roubar o contribuinte. Se analisarmos os resultados das pol?cas educacionais e culturais ap?985 fica f?l entender porque chegamos ao fundo do po?da imoralidade de um poder p?co que desfila impune durante mais de duas d?das, fazendo de palha? e imbecis todos aqueles que sustentam suas sacanagens como a corrup?, o corporativismo s?do e a prevarica?, utilizados sem restri? com modelo padr?de comportamento. Quem sustenta a canalhice nacional? - Os contribuintes de todas as classes sociais com os absurdos impostos que pagam. No Brasil, sob o comando dos esclarecidos, incompetentes, omissos ou patifes, gestores do modelo e do processo da mentira chamada “abertura democr?ca”, a educa? p?ca do ensino fundamental e m?o pode ser rigorosamente definida como o construtivismo da ignor?ia das massas para viabilizar o dom?o da sociedade pelos canalhas da prostitui? da pol?ca e seus c?ices, executores dos desejos de preserva? do poder das oligarquias apodrecidas que tanto mal fizeram e continuam fazendo ao pa? agora de m? dadas com os canalhas que sa?m do submundo do comuno-sindicalismo para destruir o pa? Na outra ponta do processo educacional e cultural, escolas de primeira linha sempre praticaram um hediondo ass?o moral nos estudantes, preparando a elite dos patifes esclarecidos, que se passarem pela peneira da humilha?, com poucas exce?s, ir?se transformar em uma elite imoral. N?fosse assim a degenera? de valores nas rela?s p?cas e privadas n?teria chegado ao n?l da canalhice como instrumento preferencial de sobreviv?ia dos portadores dos diplomas de ensino superiores. Pobres gatos pingados somos n?ue bradamos, sem parar tentando sensibilizar a sociedade de que nosso pa?est?as m? de um covil de bandidos chamado de Congresso Nacional, uma verdadeira m?a da corrup? e do enriquecimento il?to, que est?endo protegida pelo s?do corporativismo que tomou conta dos podres poderes da Rep?ca gra? ?aior obra “social” dos desgovernos civis: uma sociedade v?ma do construtivismo da ignor?ia e com sua casta de esclarecidos patifes ou n? absolutamente covardes para esbo? qualquer rea? para livrar o pa?das m? do projeto petista de poder perp?o. No futuro, quando outras gera?s estiverem reconstruindo os estragos levados a cabo pela burguesia petista e seus c?ices, algu?poder?screver um livro para tentar descrever o quanto uma sociedade pode ser t?omissa e covarde. O t?lo deste livro poder?er “O sil?io dos patifes esclarecidos e a ignor?ia dos inocentes no pa?do imbecil coletivo”. Existem formas de protesto que podem surtir um efeito devastador no covil dos bandidos: n?comprar bens sup?luos diminuindo o caixa do desgoverno que usa o dinheiro pago pelos contribuintes para financiar suas patifarias, n?abastecer nos postos da Petrobr?para for?la a respeitar o consumidor e deixar de ser cabide de emprego dos militantes do petismo, e mudar de canal saindo da TV Globo para que sua estrutura pague o devido pre?pelo jornalismo marrom que pratica, e que fica vagando na fronteira do oportunismo da edi? de fatos, se colocando de forma rigorosamente ap?ida sempre em cima da fronteira dos sujos jogos de poder no pa? Falar de revolu? em uma sociedade que n?tem disposi? para fazer atos bem simples – que n?precisam ser com armas nas m? – como os citados , como um caminho alternativo para for? as mudan? necess?as, realmente ?ma perda de tempo e uma ang?a que se renova na perspectiva de que estamos sem mais sa? com a hiberna? ap?ida das casernas. Continuamos escrevendo para nunca recebermos o t?lo de covardes ap?idas em nossa biografia. 11/maio/2009

José Hildebrand Dacanal

11/05/2009
Meu genro era um pobre coitado. Como eu, nascido na ro?e sem perspectivas de futuro. Mas eu tivera a sorte de estudar nos antigos semin?os da antiga Igreja Cat?a, e de l?a? conhecendo oito l?uas. Ele n? mesmo porque os semin?os e a Igreja daquela ?ca j?inham acabado duas ou tr?d?das antes dele nascer. Uma coisa, por? nos unia: a curiosidade intelectual e a ambi? de subir na vida. ?o suficiente, desde que trilhando o reto caminho, como diria S?Paulo. Quando ele apareceu, trazendo consigo n?muito mais que seu bom car?r e a pouca idade, percebi imediatamente que ele era mais uma das incont?is v?mas que, independentemente do n?l econ?o e da classe social, formam o desastre civilizat? brasileiro das ?mas quatro d?das: 100 milh?de b?aros, desagrega? moral e caos pedag?o. E 60 mil mortos a bala por ano! Seguindo o velho vi?de ordenar o mundo ?inha volta e disto tirar as vantagens poss?is para uma vita grata – como diziam os romanos –, ainda que modesta, comecei a pensar no que fazer. Cheguei ?onclus?de que, se eu lhe desse alguma qualifica? e o treinasse, talvez ele pudesse me ajudar em algumas tarefas bra?s b?cas, como digita? de textos, editora? etc. Em resumo e na terminologia dos economistas: ele obteria algumas vantagens na rela? custo/benef?o e eu teria m?de obra barata e confi?l. Foi a?ue eu cometi um erro fatal. E um crime pedag?o. Em vez de dizer a ele que “estudar ?razer”, que “cada um deve falar e escrever como quiser”, que “an?se sint?ca ?ma velharia in?”, que “gram?ca ?m instrumento utilizado pela burguesia para dominar os pobres”, que “corrigir reda?s com caneta vermelha ?iolentar o aluno”, em vez de proferir tantas e t?brilhantes asnices (que os asnos reais me desculpem!), o que ?ue eu fiz? Peguei uma vara de ip?e um metro, bati na mesa e disse: – Meu filho, estudar ?ofrimento. Civiliza? ?epress? Voc?em que falar e escrever segundo as regras gramaticais, do contr?o voc??tem futuro. Vamos come? pela an?se morfol?a e sint?ca e pelo latim, para conhecer a l?a das l?uas indo-europeias. Pior do que isto: mandei-o ler livros “velhos”, a ter seus cadernos de voc?los, a decorar as cinco declina?s latinas. E ensinei-o a dissecar sintaticamente ora?s e per?os. Enfim, utilizei todos os m?dos antiquados, renegados e odiados pelos quadr?es da pedagogia dita moderna. E ent?o que aconteceu? Aconteceu – incr?l! – que estes m?dos utilizados h? mil anos no Ocidente funcionaram. E produziram um milagre. E um desastre. Um milagre porque em cerca de um ano ele dominou os conte? b?cos da sintaxe, compreendeu o sentido das declina?s e traduzia breves textos latinos. Um desastre porque logo depois ele come? a dar aulas em conhecida institui?, se prepara para o vestibular e certamente cursar?etras. E eu perdi meu auxiliar de confian?e fiquei sem a m?de obra barata que eu treinara! Veja, surpreso leitor, como eu sou um imbecil! Se eu tivesse aplicado os brilhantes m?dos desta r?a de asnos defensores e promotores da pedagogia dita moderna, nada disto teria acontecido. Sim, s?co leitor, eis a? prova irretorqu?l da verdade: o quadr?e sou eu. N?eles!

Ivanaldo Santos

11/05/2009
Atualmente no hor?o de 18h00 a Rede Globo de Televis?est?egravando e retransmitindo uma novela que a pr?a Rede Globo transmitiu na d?da de 1980, ou seja, a novela Para?. Sinteticamente, o enredo dessa novela ? seguinte: numa pequena e atrasada cidade do interior, profundamente influenciada pelos valores e modismos sociais das cidades grandes, uma jovem mo?cat?a conhecida como “santinha” vivi um dilema, ou seja, seguir os valores da religi?ou viver um caso de amor – que pode se transformar at?m casamento – com um jovem aventureiro que se auto-proclama “filho do diabo”. Em torno desse dilema circulam uma s?e de personagens que v?desde o padre, passando pelas mo? alienadas at?hegar aos tradicionais fazendeiros que aparecem nas novelas, conhecidos como “coron?”, que nunca trabalham, mas que levam uma vida confort?l. O interessante da atual retransmiss?da novela Para? ?ue, dessa vez, a Rede Globo n?escondeu seu esp?to secular e seu interesse em propagar o evangelho do ate?o. ?interessante notar que atualmente h?ma grande exig?ia para que as novelas sejam realistas e transmitam a mais profunda ess?ia dos grupos e estruturas sociais. Um bom exemplo dessa exig?ia s?os personagens homossexuais, deficientes f?cos ou de alguma minoria ?ica. Esses personagens s?apresentados pelas novelas, principalmente as novelas da Rede Globo, com grande realismo. No entanto, h?ma grande exce? a essa regra: ?ustamente a religi?crist?Todos os personagens (padres, freiras, mission?os, fi?, etc) que de alguma forma s?crist? s?apresentados de forma estereotipada e superficial. S?sempre personagens alienados, com profundos problemas psicol?os, dados ao ?ool e a fofocas, e na maioria das vezes s?perversos e cru?. A imagem dos crist? que as novelas apresentam, especialmente a Rede Globo, ?uito diferente da realidade encontrada dentro dos templos crist? em todo o territ? brasileiro. Quando o assunto ? Cristianismo a Rede Globo n?segue o princ?o de apresentar a realidade e a mais profunda ess?ia dos grupos sociais. Um pequeno mais significativo exemplo desse problema ? novela Para?. Nesta novela encontramos a personagem central, a “santinha”, rezando para uma Santa que ningu?sabe o nome. ?a Virgem Maria? ?Santa Rita de C?ia? ?Santa Luzia? Ningu?sabe. A novela Para? ?ma esp?e de “manual do desconhecimento religioso”. Al?disso, na novela a “santinha” perdeu a f?om muita facilidade e chegou para sua m?– a personagem “beata”, representada pela atriz C?ia Kiss – e disse duas coisas: 1) O tempo que passou no Convento (a jovem “santinha” fez um curso em um convento cat?o) foi um tempo perdido. ?interessante notar que se esse racioc?o for levado ao p?a letra muita coisa na sociedade contempor?a ser?onsiderada perda de tempo. Por acaso, n?ser?erda de tempo assistir as novelas, incluindo as da Rede Globo? N?ser?erda de tempo assistir aos diversos campeonatos de futebol? N?ser?erda de tempo passar horas nos Shopping Centres? Essas perguntas s?um bom tema para reflex?nas novelas. 2) O personagem “santinha” chegou para a m? a “beata”, e disse: “Eu falei pra santa (que ningu?sabe quem ?que n?vou cumprir a promessa (a “santinha” fez uma promessa) e eu acho que ela entendeu”. ?interessante notar que tradicionalmente as novelas cobram ou estimulam as pessoas a cumprirem com seus deveres. Nas novelas as pessoas devem votar, torcer por seus times de futebol, participar de festas, principalmente do carnaval. O ?o dever que as novelas n?estimulam ? dever com o sagrado, com o divino. Nas novelas o sagrado ?lgo desnecess?o e, portanto, n?deve ser praticado. Qualquer coisa tem valor nas novelas, menos o sagrado. A atual novela Para? ?m bom exemplo do marketing ateu. Nesta novela tem-se uma “santa” que ningu?sabe o nome, ?ealizada uma exalta? do “filho do diabo” e n?do Filho de Deus, ou seja, de Jesus Cristo, o padre da cidade n?realiza qualquer atividade de evangeliza?, os crist? piedosos s?rotulados de “beatas” e se quer aparecem nas cenas da novela. ?uma novela que as ora?s e os atos de f?rist??apresentados como superados e antiquados. Nesta novela o moderno ?alar do “filho do diabo”, viver de fofocas e de sonhar com o estilo de vida secular e at?esmo pag?das grandes cidades. As novelas funcionam no Brasil como uma esp?e de “catecismo secular” onde as pessoas, ao assistirem as novelas, aprendem o que deve ser feito no cotidiano, o que ?erto e errado. Pelo enredo da novela Para? qualquer cidad?que tenha o m?mo de senso cr?co vai perceber que para a Rede Globo o correto ??ter nenhuma religi? Ou melhor, a ?a religi?que deve ser praticada n?? Cristianismo, mas o culto as pr?as novelas. A novela Para? est?izendo para todos os brasileiros: “N?precisam acreditar em Deus, ir a Igreja e fazer ora?s. O que os brasileiros precisam ?penas assistir as novelas e acreditar em tudo o que elas ensinam”. Mesmo que esse ensinamento seja o culto ao “filho do diabo”. O Para? que a Rede Globo tem a oferecer aos brasileiros n?? Para? b?ico, anunciado por Jesus Cristo, mas ? para? da aliena? das novelas. E infelizmente multid?de brasileiros atualmente vivem iludidos correndo atr?do para? oferecido pela Rede Globo e n?correm atr?do Para? oferecido gratuitamente por Jesus Cristo.

Rogério Mendelski

11/05/2009
Vem a?ovas confus?no j?omplicado caso da reserva ind?na Raposa Serra do Sol, agora por conta de uma anunciada parceria entre o MST ga? (?) e atuais donos da espetacular ?a cont?a de terras em Roraima. Ainda estamos lembrados do principal motivo da expuls?dos arrozeiros da reserva: eram brancos e n?podiam estar em territ? ind?na, ainda mais produzindo arroz e criando gado. Desde o ano passado que o MST ga? elabora um acordo de coopera? com as tribos que habitam a Raposa Serra do Sol, t?logo o STF confirmou, em primeira fase, a demarca? cont?a da ?a. O MST vai mandar para os ?ios mil sacas de sementes de arroz org?co, produzidas e ensacadas nos assentamentos ga?s, dando in?o a um acordo de coopera? agr?la, “sem interferir na organiza? e na autonomia dos povos ind?nas”, disse Cedenir de Oliveira, da dire? nacional dos sem-terra. O interessante nisso tudo ?ue o MST ainda se disp? emprestar “um t?ico ou um agricultor para acompanhar o plantio”, garante Cedenir. Em abril, dois militantes do movimento estiveram em Roraima avaliando todas as possibilidades de implanta? de lavouras de arroz e argumentaram que nos assentamentos ga?s, em dez deles, numa ?a cultivada de 1.300 hectares, h? cultivo do cereal sem agrot?os e sem sementes transg?cas. Na informa? divulgada os representantes do MST disseram aos ?ios que o arroz org?co produzido nos assentamentos resulta numa m?a de 90 sacos (50 quilos) por hectare, igual ?e uma lavoura convencional, mas com economia de insumos. ?preciso ir devagar com o andor porque o santo ?igorosamente de barro. Segundo dados t?icos da Embrapa, “um hectare plantado de maneira convencional atinge seu ponto de equil?io entre 99 a 105 sacos, mas com custos operacionais b?cos (insumos, hora-m?ina, irriga? e m?de obra), sem computar juros sobre o capital investido, juros de financiamento, taxas e contribui?s, benfeitorias (estradas, cercas, instala?s agr?las) e administra?.” O MST s??roduzir arroz em parceria com as popula?s ind?nas da Reserva Raposa do Sol, com ?ices t?icos semelhantes, sem insumos e tecnologia, se Tup?erramar sobre a terra cultivada sementes divinas. Aqui no RS, sem a prote? da dan?da chuva, alguns assentamentos foram arrendados ilegalmente – os assentados n?sabiam plantar arroz – e a Justi?Federal teve de intervir na ?a, recolhendo a produ?. QUEM NÏ SABE, ENSINA N?deixa de ser ir?o. O MST ga? ensinando ?ios no cultivo de arroz, na Reserva Raposa do Sol, l?o distante estado de Roraima. O mesmo MST que n?controla seus assentados que n?conhecem a t?ica do plantio e, por isso mesmo, arrendam seus lotes para arrozeiros sem terras. Em Viam?e Eldorado do Sul, dois munic?os produtores de arroz, nos assentamentos do MST o arrendamento correu frouxo. O caso foi manchete pelas irregularidades e agora tramita na Justi?Federal a responsabiliza? do Incra que deveria ter fiscalizado e impedido tais arrendamentos. FALTA DIZER Uma informa? que o Incra deve aos contribuintes brasileiros: qual a real produ? de alimentos nos assentamentos do MST? Onde est? contribui? desses assentamentos da reforma agr?a na forma? dos estoques brasileiros de gr? que tanto precisamos exportar para nosso super?t agr?la? A D?IDA A produ? dos assentamentos ?aior do que o consumo total de cestas b?cas que a cidade e os contribuintes mandam para a milit?ia do MST? Qual ?esmo o n?o mensal das cestas b?cas encaminhadas aos assentamentos e acampamentos? INTERESSANTE Os arrozeiros foram expulsos de suas terras em Roraima porque elas pertenciam aos povos ind?nas, segundo decis?do STF. Agora os ?ios querem mostrar que podem produzir alimentos nessas ?as cultiv?is. N?seria mais apropriado os ?ios buscarem apoio t?ico na Embrapa?

Reinaldo Azevedo

11/05/2009
O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, como sabem, foi ?archa da Maconha. O homem ?esmo um revolucion?o. Numa das a?s armadas de que participou quando pertencia a um grupo terrorista, o mesmo de Dilma Rousseff, um inocente foi assassinado. O homem j?reinava os dedos para mudar o mundo. Que coisa! Minc ?inistro de Lula. A menos que seja ainda mais irrespons?l do que d? entender, foi ?al manifesta? com autoriza? de seu chefe. Na pr?ca, ?omo se o governo se mobilizasse contra uma lei que ele tem de fazer cumprir. E a presen?de Minc na tal marcha se torna, ent? um emblema do real comprometimento do governo com o combate ?drogas. Sua fala no evento n?poderia ser mais clara: “A lei atual despenalizou, mas n?descriminalizou. Ainda ?rime [fumar maconha], e eu acho que n?ever?os avan?. Como se v?trata-se da fala de quem tem uma agenda, de quem sabe que ?reciso caminhar aos poucos, mas “avan?” sempre. Hoje a maconha; depois, a coca?; amanh?sabe Deus. Botaremos todos os brasileiros na legalidade extinguindo as ilegalidades, entenderam? Corol?o: se voltarmos ao estado da natureza, os crimes deixam de existir. Como j?screvi aqui, em vez de a sociedade corrigir os Marcolas, os Marcolas ?ue v?reeducar a sociedade. Pouco me importa, j?screvi quinhentas vezes, o que cada um fuma, cheira ou injeta. N?tenho nada com isso. Ocorre que a droga, infelizmente, n???a mera quest?de ades?ou n?a um h?to ou v?o. Pensemos um pouco sobre a fala do “Coroa do Rio”, com aquela sua pinta de Tio Sukita do surf. O efeito da libera? total da maconha — descriminada, na pr?ca, ela j?st? no que respeita ao crime organizado seria ZERO. Para que houvesse alguma mudan?nessa ?a, seria preciso descriminar todas as drogas, especialmente a coca?. E o Brasil adotaria sozinho tal posi?. O resto do mundo continuaria a reprimir as drogas. Passar?os a ser um centro mundial de atra? de c?bros derretidos. Como se n?nos bastassem os nossos pr?os idiotas — alguns deles no topo da Rep?ca. Esse ministro boc?veria estudar um pouquinho, um pouquinho s?e l?a e de economia antes de disparar suas tolices. O que Minc acha que aconteceria com a m?de-obra criminosa que hoje se dedica ao narcotr?co? Todos se converteriam em trabalhadores? At? mais rematado dos imbecis, menos Minc, pode intuir o ?o: ela migraria para outros crimes. “Ah, te peguei, Reinaldo! Ent?voc?st?izendo que o narcotr?co ?t?ma solu??” N? Estou afirmando que o governo n?cumpre a sua parte na repress?ao tr?co de drogas e suas conseq?ias, como o tr?co de armas. Elas chegam de barco em plena Ba?da Guanabara! As fronteiras brasileiras s?terra (e ?as) de ningu? E esse estado continuaria a ser omisso. A legaliza? das drogas, que levaria a uma explos?de consumo — com as suas previs?is e ?as conseq?ias na sa?p?ca —, faria o pa?mergulhar no caos social. Acreditem: o estado necess?o para cuidar dos efeitos da libera? teria de ser muito mais competente do que aquele que se encarrega — e mal — da repress? Ou seja... Alguns dos meus leitores devem fumar maconha. Outros podem se emocionam quando uma linha reta, de repente, d?ma entortadinha. Alguns talvez gostem do Bolero de Ravel. Tenho certeza de que h?uem v?o cinema e mande colocar aquela manteiga nauseabunda na pipoca — pelo amor de Deus, gente! Cinema ?ugar de namorar, n?de entupir as coron?as... O ser humano ?ariado, ?vezes estranho. Digo, com Ter?io, que nada do que ?umano me ?stranho. Mas n?imito Fernando Lugo, o garanh?de batina (levantada) do Paraguai. N?recorro a Ter?io para justificar minha falta de limites. Ao contr?o: ele me serve como convite ?oler?ia com o Outro (o que n?quer dizer, claro, condescend?ia com o vale-tudo). Pois bem: digamos que n?haja nada de intrinsecamente mal na maconha (n?? opini?de um bom n?o de estudiosos) e que consumi-la possa ser igual a ouvir, como faz algu?em algum apartamento aqui das redondezas, o Bolero no ?mo volume (a minha sorte ?ue h?m bando de maritacas que mora entre o meu pr?o e o pr?o vizinho...). Bem, se o mundo decidir proibir o Bolero ou a nauseabunda manteiga derretida na pipoca — sei que n?contarei com essa gra? hehe... —, por mais que eu considere que seja mera quest?de gosto e direito individual consumir ou n?aquelas drogas, ser?reciso que eu reflita sobre as conseq?ias de integrar a cadeia certamente criminosa que se vai formar para comercializar o Bolero e a manteiga. Por alguma raz? o Bolero e a manteira s?liberados mundo afora, mas as drogas n? A quest?n??e moral privada, mas de ?ca coletiva. Essa hist? de que “sou apenas o consumidor e n?tenho culpa se a maconha ?roibida” ??ca do infantilismo ?co do nosso tempo. Tem, sim. Ao fazer certas escolhas, amig? voc?scolhe um mundo. O fato de haver pessoas nefastas que n?consomem drogas e consumidores que podem ser gente boa n?serve como crit?o para orientar pol?cas p?cas. IRRESPONSVEL. ?isso o que Minc ?Ele ?inistro de Estado. Se vai a uma marcha da maconha, leva a voz do governo. A m?a que embalou a passeata, como se noticiou, era a tal “Vou apertar, mas n?vou acender agora”, toda ela feita de refer?ias um tanto desairosas ?ol?a — e, pois, ao estado —, em oposi? ?uposta esperteza da nata da malandragem. Nada mais pat?co do que ver os bacanas do Rio (ou de qualquer lugar) macaqueando a suposta linguagem dos pobres — pobres que, diga-se, n?compareceram ao evento. Pais e m? de fam?a dos morros e das periferias das grandes cidades detestam as drogas. Sabem que seus filhos, se vitimados pelo mal, terminam assassinados antes dos 20. J?s usu?os de Copacabana, Ipanema ou Leblon ter?vida longa. Podem consumir droga ?ontade, que seu futuro est?ais ou menos garantido. Os de mais sorte chegam a ministros de estado. Imaginem se um comportamento como esse de Minc n?viraria um esc?alo pol?co em qualquer democracia do mundo! Imaginem o que a oposi? n?faria... Por aqui, n?vai acontecer nada. Ou melhor, vai: as drogas continuar?proibidas; a pol?a continuar?orrompida; o estado continuar?misso; 50 mil pessoas continuar?a ser assassinadas todo ano; os Mincs da vida continuar?a ir a marchas da maconha, e os marchadores da erva logo organizam uma outra marcha, a?ela paz. No s?do, d?dinheiro para os bandidos comprar rifles; no domingo, protestam contra o uso que eles fazem dos rifles que compraram. Entenderam? Minc precisa trocar os seus coletes transadinhos por uma camisa-de-for? Pronto! Fumei um ministro inteiro. E n?tou sentindo nada...

Ana Prudente

11/05/2009
Algum de voc?j?eu, j?iu ou ouviu falar que um Ministro de Estado de um pa?qualquer tenha se prestado a puxar uma MARCHA DA MACONHA? Pois ?o Carlos Minc hoje no Rio de Janeiro liderou uma passeata pela libera? da canabis sativa no Brasil. Deu entrevista para a Rede Bandeirantes muito orgulhoso de seu feito, chamando de hip?tas aqueles que n?aceitam a libera? da droga. Maconha pode, cigarro n?pode! Se voc?umar maconha ?erdoado por ser um dependente. Se fumar cigarro, segundo o Serra e tantos outros, ?m criminioso. Eu nunca vi um ministro se prestar a isso,s?ui no Brasil estas coisas acontecem! Ana Prudente

Percival Puggina

11/05/2009
Estou chegando da missa de s?mo dia da m?de uma querida amiga. Na prece dos fi?, fomos convidados a rezar pelos “movimentos sociais”. Aquela ora?, perante cujo enunciado, obviamente, fiquei calado, me fez lembrar foto publicada na edi? de Zero Hora de poucos dias atr? mais precisamente, em 7 deste m? um grupo de estudantes, de p?sobre as mesas de uma sala de reuni? exibia-se em atitude que tanto podia corresponder a um protesto quanto a um concurso de requebros. “Que diabo seria aquilo?” – eu me havia indagado ao observar a imagem. A mat?a esclarecia. Os jovens expressavam sua inconformidade com o esbo?do Plano de Carreira do Magist?o P?co Estadual. Entenda leitor: era mais ou menos como se os auxiliares de enfermagem estivessem descontentes com alguma quest?corporativa do hospital e os pacientes sa?em dos leitos para sapatear na mesa do diretor. Nelson Rodrigues, em O Globo do dia 28 de mar?de 1970, publicou artigo abordando um fen?o j?nt?em curso e que ele denominou “a socializa? do idiota” (anos depois, Olavo de Carvalho esmiu?ia brilhantemente o mesmo tema em “O imbecil coletivo”). L?elas tantas, o maior de todos os Nelson escreve assim: “Voc?se lembram das greves estudantis da Fran? (ele se referia ao que ocorrera a partir de Nanterre, em maio de 1968, o tal ‘ano que n?terminou’). Os jovens idiotas viravam carros, arrancavam paralelep?dos e incendiavam a Bolsa. E, ent? o velho De Gaulle falou aos idiotas. – ‘Eu sou a Revolu?.’ Que ele fosse a Revolu? era o de menos. O que realmente enfureceu o mundo foi o eu. Era algu?que queria ser algu? Um dos maiores jornalistas franceses escreveu furibundo artigo contra aquele espantoso orgulho. Aquele guerreiro de esporas rutilantes e penacho negro foi o ?mo eu franc? Os outros franceses s?massas, assembl?s, com?os, maiorias.” Os tais movimentos sociais, or?entos participativos, audi?ias p?cas e assemelhados s?express?dessa mesma coisa quarenta mais tarde, por obra e gra?dos projetos ideol?os e da ambi? petista pelo poder. O PT, desde cedo, compreendeu as imensas possibilidades abertas pela socializa? dos idiotas. Um idiota sozinho ?m sujeito rid?lo. Um parvo. Um imbecil solit?o. J?m ?us cheio de idiotas, ou uma passeata deles se transforma em express?da sociedade. Eleva-se ?ategoria de povo e – imensa vantagem! – se torna inimput?l. – “Como assim, inimput?l?” perguntar? leitor. Sim, o idiota socializado se ergue ?ondi? de ?io ou de crian? podendo meter-se em qualquer encrenca e cometer a maior tropelia sem que precise responder pelo que fizer. H?empre uma legi?de jornalistas para concordar e raros membros do Minist?o P?co e do Poder Judici?o para discordar. Vivemos o ex?o da individualidade. Os ?os indiv?os existentes no Brasil, hoje, para todos os efeitos, s?Lula, Daniel Dantas, Joaquim Barbosa e Gilmar Mendes. A presen?de Lula nessa lista ?lgo que o PT, como partido dos tais coletivos, tira de letra: trata-se de imposi? da realidade socializar a idiotice e promover o culto da individualidade do l?r. Stalin e Mao Zedong j? demonstraram h?uito tempo.

Percival Puggina

10/05/2009
“Eu quero escrever um poema sem a palavra saudade, sem recordar bem algum. Quero quebrar o sistema, o h?to t?comum de chorar a mocidade, o tempo que j?assou e a pr?a vida quebrou. (Ah! Se eu cantasse a saudade!)”. Eloah Oliveira Puggina, em ?tima Seara. Como escrevia bem a minha m? n??esmo? Suas trovas, poemas e poesias t?admir?l leveza e originalidade de forma e conte? Era um talento que feneceu e faleceu aos 84 anos sem ter tido tempo de encontrar o reconhecimento e a gl? porque sempre considerou que seu marido e seus sete filhos eram sua miss? Ambicionava apenas o bem de seus filhos e essa foi toda a gl? que almejou para si. Perdoem-me os leitores o tom inusitadamente intimista desta cr?a, mas n?haveria, na coincid?ia deste domingo com o Dia das M?, como romper a estreita liga? nervosa que une a mente ao cora? e este aos dedos que buscam as palavras no teclado do micro. Quando se visitam os grandes museus de artes pl?icas, com interesse nas obras e n?nos autores (o que faz enorme diferen?, salta aos olhos que quando o tema ? amor, os artistas s?compelidos a usar a imagem de Deus ou a imagem da mulher. E n??oincid?ia que ambos sejam meios para esse mesmo fim. N? n??oincid?ia. Deus ?mor e a mulher, ?ua semelhan? tamb? Nada, caro leitor, cara leitora, ??parecido com o amor de Deus quanto o amor da m?pelo filho, seja ele o cada vez mais freq?e filho ?o de nossos tempos, seja ele um dos vinte e tantos de antigamente, ou um dos sete de minha m?inha. Essa semelhan?transparece, inclusive, na infinita capacidade de evidenciar o amor nas circunst?ias em que ele ?ais exigido, ou seja, perante a necessidade do perd? Raramente, dificilmente, um homem perdoa antes de o perd?ser pedido. No entanto, Deus e as m? fazem exatamente isso, sempre. Dona Eloah era assim porque as m? costumam ser assim. Por isso, neste Dia das M?, quando a saudade me constrange o cora?, quero homenage?as com estes versos que minha m? gr?da, escreveu h?1 anos: “Meu corpo ?m ber? ??do ninho... quando caminho, a cada passo embalo e acalento meu bebezinho. E se adorme? Meu cora? arrulha em compasso bem terno e lento uma can?.” ZERO HORA, 10 de maio de 2009

Fernando M. Lopes

09/05/2009
H?nos mantenho contato com oficiais do Ex?ito, tanto por trabalho quanto por amizade, e eles me relatam as aventuras, alegrias e tristezas dos soldados e fuzileiros que comp?a miss?de paz da ONU no Haiti. Bom, at?s mais desavisados h?de lembrar do excelente trabalho das for? armadas brasileiras naquele miser?l pa?caribenho, destro?o pela guerra civil. Quando as Na?s Unidas se cansaram daquela zorra, enviaram as for? de paz em 2003. A popula? comemorou. E continua comemorando. O Haiti ainda n?saiu da mis?a, mas ao menos escapou da guerra, dos assassinatos em massa, das torturas, das gangues armadas. Hoje, gra? ?for? de paz comandadas pelo Brasil desde 2004, aquele ?m lugar melhor de se viver. Nosso Ex?ito pacificou as fac?s e reduziu a criminalidade; de quebra criou hospitais, escolas, fornecimento de ?a, infraestrutura, comunica?s. Deu ?ele povo sofrido um rumo, um norte, uma esperan? Trabalho de primeira; parab? aos militares. Infelizmente, isso ?ouco divulgado. Ou simplesmente n?o ?Coisa de nosso complexo de vira-latas, como diria N?on Rodrigues. Pior: Num Pa?onde faltam her?e sobram cafajestes, teimamos em ignorar os bons exemplos. Como sou mais teimoso ainda, vamos falar um pouco de dois desconhecidos: a capit?m?ca Carla Maria Clausi e o cabo Ricardo. J?uviram falar deles? Certamente n? mas devem ter visto algo sobre o desabamento de uma escola na capital haitiana, Porto Pr?ipe, no dia 7 de novembro, no qual mais de 90 pessoas perderam a vida. Foi um horror; v?os sobreviventes estavam sob toneladas de escombros, sem muita chance de salvamento, num lugar praticamente sem estrutura para atendimento de emerg?ias. Que fazer pelos soterrados? Em desespero, os haitianos se lembraram dos brasileiros; chamados, os militares enviaram imediatamente uma equipe m?ca completa, composta de soldados e fuzileiros navais. Foi a literal salva? de 4 crian?, de 6 a 7 anos de idade. A capit?m?ca Carla e o soldado enfermeiro Ricardo se esgueiraram pelos escombros, ignorando o perigo de morte por esmagamento e, a muito custo, conseguiram salvar as crian?. As fotos, enviadas do Haiti por um amigo militar, s?impressionantes. Mostram o grau de coragem dos dois her? que arriscaram suas vidas pelas das pobres crian?. Desafiaram a morte n?por gl?, dinheiro, fama ou medalhas. O agradecimento das fam?as levou os bravos soldados ?l?imas. Uns dir?que eles apenas cumpriram seu dever. Eu digo que foram al?disso; demonstraram coragem, bondade, desprendimento, hero?o. Mais do que reconhecimento, merecem todas as homenagens poss?is. Merecem ser lembrados. Quando vejo tais exemplos de car?r, logo v??ente todas aquelas medalhas que os pol?cos se auto-concedem (ou trocam) sem o menor motivo. Penso na Medalha Santos-Dumont que Marisa, mulher de Lullla, recebeu em 11 de janeiro deste ano por “relevantes servi?” (gargalhadas) prestados ?or?A?a. Que vergonha. E dizer o qu?e todas aquelas comendas que deputistas e senateiros recebem todos os anos, quando seus atos de “bravura extrema” se resumem a tomar u?ue em seus enormes gabinetes acarpetados e refrigerados, rodeados de servi?s e puxa-sacos? O Brasil n?tem jeito, mas alguns brasileiros t? Principalmente a capit?m?ca Carla e o cabo Ricardo. Acredito que Carla e Ricardo n?v?receber nenhuma medalha, nenhuma homenagem de nosso governo. Ele est?cupado demais, pendurando faixas e adornos brilhantes em pol?cos gordos que se re? em Bras?a para reclamar do calor; ent? fica aqui nossa pequena homenagem a esses dois her?que, se n?forem mesmo reconhecidos como tal, ao menos servem para denunciar essa medonha invers?de valores (mais uma!) num Pa?que trocou os fatos pela vers? a verdade pela fic?, o exemplo real pelo inventado. Enquanto a capit?e o soldado arriscam a vida por quatro crian? pobres sem o menor reconhecimento das autoridades, a excelent?ima primeira-dama d?olimento em sua comenda, refletindo sobre seus relevantes servi? prestados, refestelada nos pufes do Pal?o da Alvorada, aplaudida por um s?ito de empregados. Alberto Santos-Dumont deve estar virando no t?o.