Aqui se cultuam grandes pensadores e líderes que impulsionaram positivamente a história.

“Uma vez criada a entidade burocrática, ela, como a matéria de Lavoisier, jamais se destrói, apenas se transforma.”

Roberto Campos

"Nós, conservadores, somos chatos. Mas também estamos certos"..

Roger Scruton

"Os homens tropeçam por vezes na verdade, mas a maior parte torna a levantar-se e continua depressa o seu caminho, como se nada houvesse acontecido."

 

Winston Churchill

 

"O exército pode passar cem anos sem ser usado, mas não pode passar um minuto sem estar preparado".
  

Rui Barbosa

 

"A humanidade precisa,antes de mais nada, se libertar da submissão a slogans absurdos e voltar a confiar na sensatez e na razão."
 

 

Ludwig Von Mises

 

"Os homens não podem melhorar uma sociedade ateando fogo nela: precisam buscar suas antigas virtudes e trazê-las de volta à luz.“

 

Russel Kirk

 

"Aprendi a procurar a felicidade limitando os desejos, em vez de tentar satisfazê-los."

 

John Stuart Mill

 

"Comunistas são pessoas que leram Marx e Lenin; anticomunistas são as que entenderam."

Ronald Reagan

 

"É a fé que incita a razão a sair de qualquer isolamento e a abraçar de bom grado qualquer risco por tudo o que é belo, bom e verdadeiro."

S. João Paulo II

"A marca especial do mundo moderno não é ser cético, mas ser dogmático sem se dar conta disso".

Gilbert Keith Chesterton


Artigos do Puggina

Percival Puggina

15/01/2022

 

Percival Puggina

 

O que queres que faça? Almoçar cada dia um sapo e não ter nojo? Trazer os joelhos encardidos? Exercitar a espinha em todos os sentidos? Gastar o próprio ventre a caminhar de bojo? Não, muito obrigado! (Edmond Rostand, em Cyrano de Bergerac).

         Eis o que nos está sendo cotidianamente pedido. A isso também digo – Não, muito obrigado!

Se alguém imagina que os perigos que rondam a nação chegarão batendo à porta e pedindo licença, está muito enganado. Tal expectativa é de alto risco.

Tenho lido frases escritas por cidadãos brasileiros nas redes sociais defendendo censura e prisão para quem não vacinar filhos na faixa etária de 5 a 14 anos! Tenho visto cidadãos brasileiros falando como alguns ministros do STF falam; e isso é péssimo!  Tenho visto cidadãos brasileiros entregarem espontaneamente seu discernimento, sua liberdade de pensamento e expressão e aceitarem que a verdade possa ser estatizada! Tenho ouvido aplausos à prisão de brasileiros por atos que não constituem crimes e à soltura de bandidos condenados para retorno expedito às urnas e à vida pública! A tudo assisto em uma nação que, certo dia, acreditou serem para pessoas com ficha limpa as disputas eleitorais!

Em respeito a todos os leitores, não diria o que afirmarei agora se não estivesse tão evidente que parcela significativa da sociedade entregou a liberdade e perdeu a autonomia, e essa perda já é o próprio perigo tomando posições, ou seja, desorientando corações e mentes.

Do exterior, vem a pergunta insistente: “O que acontece com o Brasil? O povo quer confiar-se a corruptos condenados?”

A resposta sai sofrida porque exige falar de um país onde as formas de autoridade – seja moral, intelectual, ou espiritual – entraram em colapso. Em muitos casos, restou apenas o poder, sem autoridade. Onde essa autoridade (auctoritas de que falavam os romanos) definha, vai-se a moral das gentes. Por erosão constante, ela definha nas famílias, nas escolas, na política, nos meios intelectuais e nos religiosos, nas cortes.

Esse não é o meu Brasil! Esse Brasil é obra de mãos maliciosas e gananciosas pelo poder. Ele, o poder, é sempre o tema, como Celso Daniel veio a saber pelo pior modo possível.

Este Brasil forma cidadãos proporcionando uma educação militante e deficiente junto com uma ruptura dos vínculos com as fontes de verdadeira autoridade intelectual e moral. Mas isso está acontecendo em todo o Ocidente, não é mesmo? E a tirania entra sem bater à porta.

Felizmente, alguns, ainda, dizem –  “Não, muito obrigado!”. 

Percival Puggina (77), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil. Integrante do grupo Pensar+.

 

 

Percival Puggina

13/01/2022

 

Percival Puggina

 

         Você quer um candidato a presidente perfeito, assim como você? Não tem. Então, vamos falar sério.

         O mercado eleitoral para 2022 se movimenta em torno do que temos e salta aos olhos a grande responsabilidade dos conservadores brasileiros em relação às posições reavidas em 2018. É em torno delas que, desde então, a disputa se trava! Tudo mais, do mi-mi-mi ao blábláblá, das rotulagens às narrativas, gira em torno desse eixo. E o mundo, com interesse, observa.

Pense nas famílias norte-americanas, notadamente no caso iniciado pela senhora Stacy Langton, do Condado de Fairfax, na Virgínia, quando soube que uma escola local passara como temas a alunos de high school (14 a 17 anos) descrever “uma cena de sexo que você não mostraria à sua mãe” e escrever “um cenário Disney x-rated” (proibida para menores). Pense nas bibliotecas escolares (e o mesmo acontece em outros estados), que disponibilizam aos estudantes livros com cenas pornôs entre adultos e jovens.

Pondere, agora, a contestação a essas denúncias feita pelo autor de Lawn Boy, um desses livros. Entrevistado pelo Washington Post, ele respondeu:

“Penso que essas pessoas estão aterrorizadas porque estão perdendo a guerra cultural”.

E tudo começará a ficar mais claro. O fenômeno é mundial, tem inúmeras faces e frentes, multidões de agentes, muito dinheiro envolvido e inesgotáveis fontes de recursos.

Voltei a ler os discursos de Bolsonaro na abertura da Assembleia Geral da ONU nos anos de 2019, 2020 e 2021. Os três foram, como de hábito, severamente criticados pela mídia nacional. No entanto, encontrei, em todos, momentos de grande coragem e fortíssimos motivos para chamar a atenção de muitos, mundo afora.

Note-se que o presidente fala à nata mais fina do “politicamente correto”. Fala a chefes de Estado e de governo, chanceleres e à alta diplomacia mundial. No que diz, em acréscimo a temas de específico interesse brasileiro, o presidente adiciona afirmações assim:

A ideologia se instalou no terreno da cultura, da educação e da mídia, dominando meios de comunicação, universidades e escolas.

A ideologia invadiu nossos lares para investir contra a célula mater de qualquer sociedade saudável, a família.

Tentam ainda destruir a inocência de nossas crianças, pervertendo até mesmo sua identidade mais básica e elementar, a biológica.

A ideologia invadiu a própria alma humana para dela expulsar Deus e a dignidade com que Ele nos revestiu. (2019)

O Brasil é um país cristão e conservador e tem na família sua base. (2020)

O Brasil tem um presidente que acredita em Deus, respeita a Constituição e seus militares, valoriza a família e deve lealdade a seu povo.

Temos a família tradicional como fundamento da civilização. E a liberdade do ser humano só se completa com a liberdade de culto e expressão.

Sempre defendi combater o vírus e o desemprego de forma simultânea e com a mesma responsabilidade. As medidas de isolamento e lockdown deixaram um legado de inflação, em especial, nos gêneros alimentícios no mundo todo. (2021)

Mesmo sendo uma das 10 maiores economias do mundo, somos responsáveis por apenas 3% da emissão de carbono. (2020)

Esta não é a Organização do Interesse Global! É a Organização das Nações Unidas. Assim deve permanecer! (2019)

Deus abençoe a todos! (2021)

Vejo aí motivos mais do que suficientes para que o presidente desperte atenções na também imensa parcela da população do Ocidente que não quer dar razão ao autor de “Lawn boy”.

Percival Puggina (77), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil. Integrante do grupo Pensar+.

 

Percival Puggina

11/01/2022

 

Percival Puggina

 

         Depois de três anos atrapalhando e prejudicando deliberadamente o país agora são candidatos para “salvá-lo”?  À miudeza se responde com grandeza!

       Em artigo anterior, publicado na semana passada, afirmei que a vitória de Bolsonaro disse ao mundo que, aqui no Brasil, haveria resistência à hegemonia esquerdista, autorrotulada “progressista”. No entanto, poderosas máquinas de guerra não são enfrentadas sem determinar reações. Elas foram interna e externamente implacáveis e causaram dificuldades ao país.

Não creio, porém, que esse contexto tenha levado qualquer fração do eleitorado vitorioso naquelas urnas a gostar do que antes não gostava, a aprovar o que antes condenava, nem a inverter seus princípios e seus valores. As coisas não acontecem assim. A estratégia oposicionista, que se faz supor exitosa, consiste em fazer crer que o presidente cria os próprios embaraços (eventualmente, isso acontece em qualquer governo, mas não é a regra, nem a causa).

Portanto, tudo se passa na mídia de massa como se o presidente da República conseguisse transformar um perfumado e plácido mar de rosas em turbulenta cachoeira de desastres. Quem lê editoriais colhe a impressão de que os próprios veículos, o Congresso Nacional, o STF, fazem o possível para tudo andar bem, mas o governo não deixa! Essa é a mensagem que tentam fazer chegar ao eleitor enquanto procuram intimidar os conservadores nos restritos espaços das redes sociais.

A despeito da cotidiana corrida de obstáculos, o governo poderia operar com maior desembaraço não fosse a impossibilidade de compor maioria parlamentar. Estou bem atento às manifestações dos presidenciáveis. Lidam com o futuro como se as dificuldades institucionais do país se resolvessem com suas vitórias pessoais nas urnas de outubro. É como se dissessem: “Votem em mim. A governabilidade a gente vê depois”...  Tá bom!

Bolsonaro tentou contornar essa montanhosa e espinhosa barreira indicando previamente, para a maior parte de seu ministério, técnicos de fora do circuito político-eleitoral. Qual o resultado? O mercado de votos parlamentares se sublevou! As cotações dispararam. O pregão teve que ser fechado. Rodrigo Maia era o senhor do sim e do não e só liberava o que não tinha importância. De responsável pela pauta, tornou-se senhor das decisões e já posava com ares de Primeiro Ministro. Lembram?

Ao mesmo tempo, em meio ao deliberado tumulto das relações institucionais, o STF dava carteiraço operando como dono da democracia e  “poder moderador” da República... Logo aquele estranho colegiado onde tão frequentemente falta moderação!

A questão, portanto persiste. E persiste num escandaloso silêncio das instituições! O que têm a dizer os candidatos a presidente que vêm ao eleitor pedir voto depois de haverem, mediante sucessivas ações e omissões, procurado impedir o programa vitorioso nas urnas de 2018? O que tem a dizer sobre o que se recusaram a votar? Pergunto: como esperam obter maioria num parlamento onde haverá mais de duas dezenas de minorias no outro lado do balcão dos negócios que hoje frequentam?  Como pretendem votos depois de agirem como agiram?

Este não pode ser um não assunto na campanha eleitoral que já começou! À miudeza se responde com grandeza!

Percival Puggina (77), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil. Integrante do grupo Pensar+.

 

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Por que criei este site

Minha posição política é conservadora em relação ao que tem valor permanente. Quer mudar dentro da ordem o que precisa ser mudado. É democrata e serve ao bem da pessoa humana segundo uma antropologia e uma ética cristã. É pró-vida e sustenta a superior dignidade da pessoa humana. Vê a liberdade como sócia bem sucedida da verdade e da responsabilidade. É liberal porque sabe o quanto é necessário impor freios e limites ao Estado, cujos poderes deveriam agir para se tornarem cada vez menos necessários. Defende o direito de propriedade e as liberdades econômicas. Sem prejuízo de muitas outras exclusões, nessa posição política não há lugar para defensores de totalitarismos e autoritarismos, para fabianos e companheiros de viagem de esquerdistas, nem para políticos patrimonialistas.

 

Para defender essas posições, nasceu este website em 2003. Mediante sucessivas incorporações de novas tecnologias chega a esta quarta forma visual de apresentar os conteúdos com que espera proporcionar a seus leitores bom alimento à mente e ao espírito. Sejam todos muito bem-vindos e que Deus os abençoe.

Fique Sabendo

 

Percival Puggina

 

         Acabo de ler em Epoch Times que a inflação medida no Índice de Preços ao Consumidor norte-americano pelo Bureau of Labor Statistics alcançou 7%, o maior salto em 12 meses desde o ano de 1982.  É o efeito lá, em dólares, da chamada inflação mundial. No Brasil a alta de preços foi medida em 10% no ano de 2021.  

O resultado afeta o bolso de todos e, claro, sofre mais quem pode menos.

O mal estar social é grande. As pessoas reclamam. A oposição se refestela! Seus economistas põem a culpa em Bolsonaro e recheiam seus candidatos com criativas inutilidades.

No entanto, caro leitor, há um problema. A queixa é grátis, mas não deveria ser totalmente liberada. Na minha perspectiva, cá no meu observatório, só deveriam ter direito a reclamar aqueles cidadãos que se opuseram ao fique-em-casa, ao fecha-tudo, ao lockdown e ao discurso segundo o qual “a economia a gente vê depois”.

Convenhamos, durante meses a fio tivemos que defender o direito ao trabalho e a liberdade num ambiente em que éramos vistos como seres insensíveis, para os quais o dinheiro valia mais do que a vida... Sim, até esse tipo de insulto tivemos que ler e ouvir.

Agora, infelizmente, o depois e a inflação vieram para todos.

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SUICÍDIO MULTICULTURAL DA ALEMANHA

Giulio Meotti

07/01/2022

 

Giulio Meotti
Em 6 de Janeiro de 2022

 

-  Vou continuar tendo uma postura crítica àqueles... que usam a estrutura liberal e a tolerância da constituição para impor visões totalitárias do estado que minam as normas do Estado de Direito usando doutrinação antiocidental...Não vou adaptar a minha visão de liberdade de expressão... 'Todos têm o direito de expressar livremente sua opinião desde que não seja contrária à lei da Sharia." Ralph Giordano, FAZ.net.

-   Depois que uma barragem se rompe, é um salve-se quem puder para ver quem cede mais rápido.

-   A cidade também está mudando o nome de suas praças para dar espaço ao Islã. "Moscheeplatz" ("Praça da Mesquita"), nome almejado pelo prefeito Marcel Philipp, acordado com o Departamento de Assuntos Religiosos da Turquia...

-    A despeito disso, diz-se que a "Grande Substituição" e a islamização da Europa não passam de teorias da conspiração. Será que realmente estamos cientes de como será a Europa do amanhã?

A hegemonia do Ocidente acabou,"ressaltou recentemente o presidente turco Recep Tayyip Erdogan. "Durou séculos, mas já era".

Concomitantemente, as mesquitas da cidade de Colônia, a quarta maior cidade da Alemanha, obtiveram licença para transmitir todas as sextas-feiras o chamado às orações pelos sistemas de alto-falantes dos minaretes.

"Muitos residentes de Colônia são muçulmanos", salientou a prefeita Henriette Reker, "e na minha opinião é um sinal de respeito permitir a chamada do muezim (encarregado que chama os muçulmanos às orações do alto dos minaretes)."

Para outros, o chamado muçulmano às orações representa o mesmo grito de conquista que os cristãos do Oriente Médio e da África ouvem cinco vezes todos os dias e todas as noites nas portas das igrejas e casas. Agora é a vez da Alemanha.

Há dezesseis anos, o Papa Bento XVI fez sua primeira visita papal à cidade de Colônia. Ele convidou os jovens da Europa a voltarem às suas raízes numa peregrinação ao túmulo dos Reis Magos. Um ano depois, em Regensburg, ele soou o alerta em relação à violência intrínseca do Islã. Colônia agora virou o palco onde a Alemanha acabou de assinar a rendição ao Islã político.

O jornalista Daniel Kremer, escreveu no jornal Bild, lembrando que muitas das mesquitas de Colônia são financiadas pelo governo turco e administradas por Erdogan, "um sujeito que se opõe aos valores liberais de nossa democracia" e salientou:

"é errado equiparar os sinos da igreja ao chamado para a oração. Os sinos representam um sinal sem palavras que também ajuda a dizer as horas. Mas o muezim grita 'Alá é Grande!' e 'eu atesto que não há outro Deus a não ser Alá.' É uma enorme diferença."

Os sinos das igrejas não proclamam que o deus cristão é o único deus e que Jesus é seu filho.

Ahmad Mansour, especialista em integração, também refutou a posição da prefeita Recker. "Não se trata de 'liberdade religiosa' ou 'diversidade', como quer fazer crer a prefeita Reker," ressaltou Mansour. "A mesquita quer visibilidade. O muezim é uma demonstração de poder".

No ano passado, um tribunal da cidade de Münster deliberou que uma mesquita local seja autorizada a realizar o chamado às orações em público na sexta-feira pelo sistema de alto-falantes. A mesquita é administrada pela União Turco-Islâmica para Assuntos Religiosos (DITIB). Sendo a maior organização pai de mesquitas da Alemanha, a DITIB providencia imãs e financiamento, além de administrar cerca de 900 mesquitas na Alemanha, contando com aproximadamente 800 mil membros.

Pouco depois da decisão, o governo estadual de Hesse deliberou que as chamadas do muezim para as orações por meio dos alto-falantes da minarete estão autorizadas sem a necessidade de licença.

Oito das 100 cidades mais populosas da Alemanha, observou a revista Der Spiegel, já deram luz verde para a transmissão de chamadas islâmicas para orações em público. Em Düren, a mesquita turca Fatih chama os fiéis para as orações três vezes ao dia. A professora de etnologia Susanne Schröter, da Universidade Goethe em Frankfurt, esclarece que os muçulmanos veem as chamadas para as orações como triunfo do "Islã forte" em cima do "cristianismo fraco" e, ao que tudo indica, acompanhado pelo anseio do crescente islâmico substituir as estrelas da União Europeia.

"Será que o chamado do muezim será ouvido em toda a Alemanha?" perguntou o Bild, jornal de maior circulação da Alemanha. O chamado do muezim já pode ser ouvido em Munique. Desde abril de 2020, cinco mesquitas estão transmitindo o chamado às orações pelo sistema de alto-falantes. "A chamada do muezim não necessita licença," ressaltaram as autoridades de Hanover, onde há 27 mesquitas. "Lembra o som dos sinos das igrejas, da liberdade da prática religiosa que é protegida pela constituição".

Uma resposta na mesma linha veio de Dresden: "nós nos vemos como uma sociedade urbana diversificada e cosmopolita".

De Frankfurt, domicílio de uma mesquita que acomoda até 6 mil fiéis, o prefeito declarou: "a lei não prevê a necessidade de licença para a oração do muezim, a exemplo dos sinos das igrejas".

Cidades como Dortmund, Hamm, Siegen, Düren e Oldenburg também permitiram que mesquitas transmitissem o chamado islâmico à oração por intermédio do sistema de alto-falantes. Em Nuremberg, sede de uma dozena de mesquitas, permitir a chamada do muezim aparentemente "não é nenhum problema".

O ex-presidente do Tribunal Constitucional da região do Reno, Norte da Westphalia, Michael Bertrams,fala de um "triunfo político" do presidente da Turquia, já Hamed Abdel-Samad, um sociólogo que vive protegido por seguranças armados por conta de ameaças de morte dos islamistas, meteu o dedo na ferida:

"o chamado às orações começa com 'Allahu Akbar', também é o grito de guerra dos muçulmanos. Isso significa que Alá é o maior. Maior que o inimigo, maior que o povo, maior que a vida, maior que a Alemanha, maior que tudo. E como ele é maior que tudo, ao fim e ao cabo só vale a sua lei, a sharia".

Malte Kaufmann, membro do Bundestag escreveu:

"doravante, em todas as sextas-feiras em Colônia, 'não há outro deus a não ser Alá!' Mas a islamização não deveria tomar forma na Alemanha... Estamos alertando há anos! O clamor do muezim é uma asseveração de poder. Passo a passo, o Ocidente cristão está sendo traído".

"A história da Mesquita Central de Colônia documenta a ingenuidade das autoridades alemãs no trato com as organizações islâmicas", relata da Suíça o Neue Zürcher Zeitung, o jornal no idioma alemão mais antigo da Europa.

"Antes do início da construção, a Associação Turca prometeu ao então prefeito de Colônia, Fritz Schramma, que os sermões seriam realizados em alemão e que a mesquita se tornaria um ponto de encontro de membros de diferentes religiões. O ex-prefeito, um dos maiores patrocinadores da mesquita, não foi convidado para a inauguração. Eles queriam construir uma casa para encontros interculturais nos quais o Islã fosse pregado em alemão. No estado de espírito de Erdogan, foi criado um centro nacionalista islâmico. Depois dessa chicana, quem acredita que o muezim vai parar por cinco minutos sequer está sendo embalado no mundo dos contos de fadas ".

O que dá a impressão é que há uma atmosfera infantil, gritantemente aberta de capitulação. "Quem diz sim aos campanários também deve dizer sim aos minaretes", disse o Cardeal Rainer Maria Woelki, arcebispo de Colônia. Parece que as igrejas alemãs estão cometendo suicídio. A arquidiocese de Colônia, a maior da Alemanha e uma das mais ricas do mundo, planeja reduzir suas paróquias de 500 para 50 até 2030. Em Colônia, Erdogan veio para a inauguração da maior mesquita e foi recebido pela chanceler alemã Angela Merkel, filha de um pastor prussiano. Este gesto de boa vontade não impediu o presidente turco, em 2020, de transformar a grande basílica bizantina de Hagia Sophia em mesquita. A Igreja Católica de São Teodoro em Colônia até contribuiu para a islamização da cidade ao financiar a mesquita, em nome de algum quimérico diálogo inter-religioso.

Ralph Giordano, escritor judeu que escapou do Holocausto, criticou a decisão de Colônia, o "islã político" e a "megalomania da grande mesquita", é ao seu ver "uma espécie de declaração de guerra". Em um artigo para o jornal FAZ, Giordano escreveu:

"Vou continuar tendo uma postura crítica aos imãs que usam a estrutura liberal e a tolerância da constituição para impor visões totalitárias do estado que minam as normas do Estado de Direito usando doutrinação antiocidental para incutir a lei da Sharia..."

"Quero ter o direito de dizer que não quero ver burcas ou xadores nas ruas alemãs, assim como não quero ouvir os chamados dos muezins dos minaretes. Também não vou adaptar a minha visão de liberdade de expressão a um demônio que a interpreta da seguinte forma: todos têm o direito de expressar livremente sua opinião desde que não seja contrária à lei da Sharia'. Não e três vezes não!".

Depois que uma barragem se rompe, é um salve-se quem puder para ver quem cede mais rápido. Até o chefe da Chancelaria Alemã, Helge Braun, que ao que consta gostaria de se tornar o líder do partido CDU de Angela Merkel, se manifestou favorável que as mesquitas transmitissem a chamada às orações.

Em Aachen, cidade do imperador Carlos Magno e sua maravilhosa catedral e seus arredores, o chamado do muezim não só se sente em casa. A cidade também está mudando o nome de suas praças para dar espaço ao Islã. "Moscheeplatz" ("Praça da Mesquita") é o novo nome de uma praça pública em Aachen. Evidentemente, trata-se da mudança almejada pelo prefeito Marcel Philipp, que de acordo com a DITIB turca salientou: "estou muito contente na qualidade de prefeito por termos uma Praça da Mesquita", ressaltou o prefeito.

Em 11 de novembro, o muezim chegou em Raunheim, uma cidade nos arredores de Frankfurt, a primeira em Hesse a permitir oficialmente orações por meio de alto-falantes todas as sextas-feiras e, durante o Ramadã, todos os dias antes da oração antes do pôr do sol.

"O princípio da equanimidade também se aplica à religião numa sociedade democrática", explicou o prefeito Thomas Jühe. E também há a questão demográfica: 70% da população de Raunheim é formada por migrantes. "Aqui há mais muçulmanos do que cristãos", enfatizou Jühe.

A despeito disso, diz-se que a "Grande Substituição" e a islamização da Europa não passam de teorias da conspiração. Será que realmente estamos cientes de como será a Europa do amanhã?

Em uma entrevista com Boulevard Voltaire, Thilo Sarrazin, ex-presidente do banco central da Alemanha e autor de dois best-sellers sobre multiculturalismo e islã que sacudiu o debate na Alemanha, diz que a decisão de Colônia está perfeitamente alinhada com o futuro demográfico da Alemanha:

"se esta a tendência não esfriar, a população alemã, chegará ao fim nos próximos 100 anos. No último capítulo do Germany is Disappearing, esbocei o rumo que a situação tomará nos próximos anos... A decisão de Colônia não me surpreende em nada. Corresponde à minha imagem de como as coisas vão evoluir nesta área. Na França, descobri que Michel Houellebecq diz o mesmo em seu livro Soumission".

Até os dois principais jornais do establishment alemão criticaram a crescente tendência.

O Frankfurter Allgemeine Zeitung tomou partido contrário à decisão de Colônia de autorizar a oração do muezim em 50 mesquitas da cidade. Ronya Othmann escreveu:

"contrastando com o Adhan, a chamada islâmica às orações, o badalar dos sinos é apenas um som, não uma mensagem. 'Tolerância' é uma palavra como 'diversidade' e 'respeito', um chiclete velho mascado até não ter mais gosto. Se Erdogan acarpetou aldeias Alevis e Yazidi com mesquitas e as fez ressoar a fé islâmica cinco vezes por dia, é um ato de submissão islamista e não podemos permitir que isto aconteça em Colônia".

O jornal Süddeutsche Zeitung de Munique também foi duro:

"o chamado às orações não é novidade na Alemanha. Ele já é ouvido em dezenas de cidades há muito tempo. O Ocidente Cristão, se é que ainda existe, não cairá de sopetão. Mas Recep Tayyip Erdo?an uma vez citou um poema: 'minaretes são baionetas, cúpulas são capacetes,... crentes são soldados. Uma coisa é inegável: o islamismo está em ascensão há décadas. A ascensão ao poder do Talibã no Afeganistão é saudada pelos islamistas como triunfo abençoado com o poder da fé. Então a transformação de Hagia Sophia em mesquita... Isso pode ter pouco a ver com as ideias e pensamentos da maioria dos muçulmanos na Alemanha. Mas para um islamista, o Adhan é a confirmação diária do mandato político".

Agora temos música alta ecoando de uma tenda acima da Willy-Brandt-Platz de Leipzig, enormes banners verdes com letras em árabe e jovens distribuindo panfletos aos transeuntes. O Bild nos diz que o aniversário de Maomé está sendo comemorado em uma grande cidade alemã. Se a França é o país da agressão islamista, a Alemanha é o país da rendição. O Pew Research Center estima que em 2050, a população muçulmana da Alemanha atingirá 17,5 milhões, 20% da população. Hoje ela é de apenas 8%. A "cidade dos Três Magos" será renomeada de "cidade dos muezins"?

"Prepare-se para o muezim diário..."alertou Henryk Broder no jornal Die Welt. "Já é uma realidade em EstocolmoLondresBruxelas e Amsterdam... "

*       Giulio Meotti, Editor Cultural do diário Il Foglio, é jornalista e escritor italiano.

**     Original em inglês: Germany's Multicultural Suicide
***    Tradução: Joseph Skilnik

****   Publicado originalmente em https://pt.gatestoneinstitute.org/18106/suicidio-multicultural-alemanha

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Ella Kietlinska e Joshua Philipp, em Epoch Times

 

Segundo o Dr. Aaron Kheriaty, ex-professor de psiquiatria e diretor do Programa de Ética Médica da Universidade da Califórnia, Irvine (UCI), uma vez que a vacinação obrigatória é introduzida na sociedade e as pessoas se acostumam a mostrar seu certificado de vacina COVID-19 para participar da vida social, as autoridades podem usar essa infraestrutura para outras políticas coercitivas,

A vacinação obrigatória anula o direito de fornecer consentimento informado quando se trata de intervenção médica, não permitindo que pacientes ou pais de crianças tomem suas próprias decisões a esse respeito, disse Kheriaty, que foi recentemente demitido de seu cargo na UCI por contestar a política de vacinação contra COVID-19 na Universidade.

Para muitas pessoas, mostrar um comprovante de vacinação para poder viajar, ir a um restaurante, uma arena esportiva, comprar comida ou fazer outras coisas pode parecer trivial, pois tomar a vacina COVID-19 faz com que alguns se sintam mais seguros, especialmente aqueles que são mais velhos ou têm comorbidades, disse Kheriaty ao programa “Crossroads” da EpochTV.

No entanto, “uma vez que a infraestrutura está pronta, e as pessoas se acostumaram, isso se tornou normal. Essa infraestrutura pode ser facilmente usada para todos os outros fins”, disse o especialista em ética, chamando-a de “um desenvolvimento muito nefasto”.

Não há vacinas esterilizantes para COVID-19, pois os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) admitiram que essas vacinas não impedem a infecção e a transmissão, ao contrário da imunidade natural, continuou Kheriaty.

De acordo com o CDC, “as pessoas vacinadas ainda podem ser infectadas e têm o potencial de espalhar o vírus para outras pessoas, embora a taxas muito mais baixas do que as pessoas não vacinadas”.

“É por isso que a ética tradicional de consentimento livre e informado é tão importante manter com essas intervenções”, disse Kheriaty.

Outra consequência da vacinação obrigatória sem consentimento informado é “o problema de as pessoas se acostumarem com as coisas sob o pretexto de uma emergência de saúde pública ou em uma situação na qual foram submetidas a propaganda que induz ao medo por dois anos, [e] aceitando coisas que eles nunca teriam aceitado em circunstâncias normais ”, observou ele.

“Estou muito preocupado com o uso das liberdades civis comuns como incentivos e castigos para fazer as pessoas se comportarem da maneira que as autoridades de saúde pública querem que você se comporte”, continuou Kheriaty.

“Lançar isso com uma vacina que muitas pessoas queriam faz com que pareça mais benigno e inócuo do que realmente é. … Isso concentra muito poder nas mãos, não apenas de funcionários do governo, mas também de pessoas com interesses econômicos que podem querer nos empurrar nessa ou naquela direção. ”

Por exemplo, quem está no poder pode usar essa infraestrutura para desligar a capacidade de uma pessoa de comprar gasolina porque a pegada de carbono dessa pessoa é muito alta, disse o ex-professor.

A nova tecnologia avançada, especialmente a tecnologia do smartphone, que permite rastrear onde as pessoas estão e se estão próximas a outras pessoas, foi "ligada a objetivos médicos e de saúde pública de maneiras que são novas" e não era vista há 10 a 15 anos atrás, disse Kheriaty.

Nos últimos 10 anos, os governos se envolveram no tipo de cenários de planejamento de pandemia que envolveram não apenas médicos e epidemiologistas tentando encontrar a melhor resposta à gripe, gripe aviária ou outros surtos, mas também muitas vezes envolveram agências de segurança, como a CIA ou aspectos dos militares, ele explicou.

“Sob o pretexto de [uma] emergência de saúde pública, houve uma enorme mudança de poder durante a pandemia e, na verdade, uma enorme mudança para cima da riqueza durante a pandemia que considero muito preocupante”.

O especialista em ética médica está particularmente preocupado com a falta de definição do que constitui uma emergência de saúde pública. O governo federal ou os governos estaduais prorrogaram o estado de emergência a cada 90 dias nos últimos dois anos, mas os critérios para determinar o que é uma emergência de saúde, como o número de casos, o número de hospitalizações, percentual da população infectada, ou outros métricas nunca foram definidas, ele explicou.

“[Isso] significa que não temos como saber quando a emergência acabou... Tipos comuns de proteção e limites constitucionais comuns foram colocados de lado por dois anos, e não sabemos, e não temos nenhuma medida para saber quando isso vai parar. ”

“Isso me parece altamente problemático apenas de uma perspectiva social e política, porque significa que essas pessoas receberam poderes enormes. Quero dizer, nunca antes em minha vida os governadores exerceram tanto poder sobre aspectos muito pessoais e íntimos de nossas vidas. ”

“Cidadãos comuns, pessoas comuns ao redor do mundo, eu acho, precisam começar a exigir de seus líderes definições claras, limites claros sobre quem pode declarar este estado de emergência, por quanto tempo ele pode durar.”

 Conflito de interesses

A pesquisa científica é frequentemente financiada pelo governo federal, explicou Kheriaty, acrescentando que agências como o National Institutes of Health, o CDC, a Food and Drug Administration (FDA), todas reportando ao Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS) “tornaram-se estreitamente alinhadas ao longo dos anos, com os interesses das empresas farmacêuticas de formas muito concretas e tangíveis”.

Por exemplo, o NIH “projetou e fez os testes clínicos para a vacina Moderna e, na verdade, copossui a patente da vacina Moderna”, disse o especialista em ética.

Os dólares do contribuinte foram usados ??como subsídios para financiar estudos científicos e o desenvolvimento da vacina, disse Kheriaty observando que "como o [NIH] tem copropriedade dessas patentes, eles lucram quando a vacina é vendida".

“Para mim, seria um claro conflito de interesses”, acrescentou.

O FDA autoriza o uso da vacina e o CDC faz a recomendação sobre como usar a vacina, disse Kheriaty. “E essas recomendações são normalmente traduzidas hoje em dia em vacinação obrigatória.”

O Epoch Times entrou em contato com o Departamento de Saúde e Serviços Humanos, Institutos Nacionais de Saúde, CDC, FDA e Moderna para comentários.

Um assessor de imprensa do FDA disse em um e-mail para o Epoch Times que “o FDA não exige vacinações. Se um estado, governo local ou empregador, por exemplo, pode exigir ou exigir a vacinação contra COVID-19 é uma questão de estado ou de outra lei aplicável”.

“A outra questão importante é que as empresas farmacêuticas são totalmente indenizadas contra qualquer responsabilidade pelas vacinas”, disse Kheriaty.

Como resultado, os medicamentos passam por testes de segurança mais rigorosos do que as vacinas, porque os fabricantes de produtos farmacêuticos são os únicos responsáveis ??por quaisquer danos causados ??por um medicamento, observou ele.

“[As empresas farmacêuticas] convenceram o governo federal, há vários anos, de que as vacinas não eram suficientemente lucrativas e os custos de pesquisa e desenvolvimento eram muito altos se fossem responsáveis ??por danos.”

Outra maneira pela qual as empresas farmacêuticas podem exercer influência indevida sobre a opinião pública é a publicidade direta de produtos farmacêuticos aos consumidores, disse Kheriaty.

Ele foi originalmente proibido pela lei federal, então as empresas farmacêuticas costumavam comercializar seus produtos apenas para médicos, explicou ele. No entanto, essa lei foi alterada no final dos anos 90 para permitir que as empresas farmacêuticas anunciassem seus medicamentos diretamente aos pacientes, o que deu a essas empresas influência sobre muitos meios de comunicação e redes de TV, acrescentou.

“Para que os interesses econômicos não ultrapassem os interesses da saúde pública, provavelmente precisamos de algumas das proteções antigas em vigor que foram reduzidas nas últimas duas décadas. E precisamos de uma separação mais rígida entre as agências encarregadas de regulamentar as empresas farmacêuticas e seus produtos e as próprias empresas”, concluiu Kheriaty.

Ele também aconselhou as pessoas a buscarem muitas fontes diferentes de informação, avaliá-las cuidadosamente e pensar sobre sua credibilidade.

“Embora seja verdade que você pode não ser um virologista, ou pode não ser um epidemiologista, você é um ser humano racional que pode reconhecer uma contradição aberta, que pode reconhecer quando algo é completamente ilógico e não faz sentido . ... Então, uma suspeita saudável de um especialista que não está disposto a explicar as coisas, citar evidências, responder perguntas, acho que é saudável para as pessoas comuns nos dias de hoje. ”

“Acho que todos precisam realmente examinar suas próprias convicções e se perguntar: ‘Ok, onde está minha linha na areia?’”.

 

*      Ella Kietlinska é repórter do Epoch Times em Nova York.

**   Joshua Philipp é um repórter investigativo premiado do Epoch Times e apresentador do programa "Crossroads" da EpochTV. Ele é um especialista reconhecido em guerra irrestrita, guerra híbrida assimétrica, subversão e perspectivas históricas sobre as questões de hoje. Seus mais de 10 anos de pesquisas e investigações sobre o Partido Comunista Chinês, subversão e tópicos relacionados lhe dão uma visão única da ameaça global e do cenário político.

***   Texto original de 5 de janeiro de 2022, em Epoch Times

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É meu mais recente livro publicado. Aos 60 anos da revolução que destruiu a antiga Pérola do Caribe, ampliei e atualizei neste livro a primeira edição da obra, publicada em 2004. A análise da realidade cubana segue os mesmos passos, mas o foco do texto vai posto, principalmente, no jovem leitor brasileiro. Enquanto a primeira edição olhou de modo descritivo a realidade em si, esta segunda edição amplia as informações e registra as alterações constatadas ao longo dos últimos 15 anos, levando em conta a necessidade de confrontar as mentiras que a propaganda pró Cuba conta com a verdade que lá se vê, e de destruir com as razões da Razão os sofismas que são construídos para justificar a perversidade do regime.

 

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Fato Comentado

 

Percival Puggina

 

         As ordens de Lisboa eram muito claras e rapidamente a notícia se propagou pelas províncias: as Cortes Gerais do Reino (constituinte portuguesa) cobravam o retorno de D. Pedro a Portugal, a cessação da autonomia administrativa do Regente e atribuíam a si o encargo de indicar os gestores das províncias.

Na perspectiva de Portugal as ordens faziam muito sentido. Desde o início do século XIX, com a vinda da família real para o Brasil, o caixa português estava no vermelho e se deslocara para este outro lado do Atlântico o eixo do poder político e econômico. O retorno de D. João, em 26 de abril de 1821 restabelecera a coroa no Palácio da Bemposta, mas naquele momento as rédeas do poder estavam nas mãos das Cortes.

A população se mobilizou contra as ordens. Agitaram-se os independentistas. José Bonifácio, o maior deles. Circulou um abaixo-assinado entre a elite brasileira, com oito mil assinaturas, pedindo a D. Pedro que descumprisse as determinações recebidas e permanecesse no Brasil.

Em Lisboa, D. João VI nada podia fazer. O poder estava nas Cortes e ele, para manter a Coroa, jurara a Constituição. Contudo, deixara acionado o GPS com o rumo a ser seguido pelo filho em caso de necessidade: “Pedro, se o Brasil se separar, antes seja para ti que me hás de respeitar, do que para algum desses aventureiros”.

Assim, em 9 de janeiro de 1822 (200 anos no dia de ontem), o príncipe expressa o sentimento nacional emergente e anuncia sua decisão de permanecer no Brasil.

As oito mil assinaturas representavam 8% da população do Rio de Janeiro, mas D. Pedro compreendeu a vontade de seus súditos. Hoje, milhões de assinaturas de eleitores vão para a lixeira de um Congresso  que volta as costas às petições, ao clamor das ruas, ao interesse nacional. E só desperta quando os temas suscitam o interesse eleitoral, ou financeiro, ou muito particular das suas remexidas maiorias.

Esses portugueses de nossa história amaram mais o Brasil do que muitos brasileiros de hoje.

  • Percival Puggina
  • 10 Janeiro 2022

 

Percival Puggina

 

         Tenho em mãos uma caixa de Dipirona, um medicamento de uso corrente que me foi receitado para emprego em caso de dor ou febre, pois estou com Covid-19.

Como faço com tudo que me cai nas mãos, leio a bula da Dipirona. As três partes mais prolixas são, respectivamente, “Quando não devo usar este medicamento”, “O que devo saber antes de usar este medicamento”, e a longa lista que alinha “Quais os males que este medicamento pode causar”. Quem lê, não toma. Aliás, não pretendo tomar. Meus sintomas são muito brandos e o mais incomodo é o isolamento.

São todos esses alertas, feitos pelo laboratório fabricante de um medicamento comum, que me trazem ao tema da vacinação infantil contra a Covid-19. Querem torná-la obrigatória e contam, para isso, com agressiva campanha nos meios de comunicação. Reproduz-se o surrado mecanismo que parece ungir tantos jornalistas à condição de sacerdotes missionários de uma causa sagrada. Agem como exorcistas da divergência. Aventam a possibilidade de perda de direitos familiares sobre as crianças!

Pergunto-me: como podem usar seus espaços nos meios de comunicação para defender a irrestrita vacinação infantil contra a Covid-19, sem cogitar de eventuais condições prévias? Sem a mais tênue advertência sobre o que observar nas crianças após a vacinação (reações adversas)? Sem sequer alertar para o caráter experimental da vacina, usada em condições emergenciais, numa população de baixíssimo risco?

Os amados mestres, que ao longo da vida me ensinaram a pensar, também achariam tudo isso muito estranho e me apontam como mais correto o caminho que passa pela ampla informação e pelo respeito ao direito dos pais. O clima deste país está ficando sufocante.

  • Percival Puggina
  • 07 Janeiro 2022

 

Percival Puggina

 

         Dizem ser das piores experiências, acordar com ladrão dentro de casa. Os rumos pelos quais essa história comum tem continuidade são os mais variados e, não raro, trágicos.

Por vezes, essa é a sensação que me vem quando penso sobre o estresse que caracteriza a política nacional. Alguns apoiam essa invasão; outros, muito recentemente, foram despertados para o que estava acontecendo com o país e perceberam o desastre eminente. Para os primeiros, errada e fora dos planos, foi a vigília de tantos, levando aos últimos resultados eleitorais. Para os despertos, é urgente recuperar a liberdade, a democracia e o efetivo pluralismo.

Durante décadas, uns poucos, em vão, alertavam para o que estava acontecendo. Modestamente, cá nesta extremidade do palco das ações, eu era um deles. Os novos donos falavam sozinhos. Faziam lembrar, por vezes, aquelas cenas de filmes italianos em que il ragazzo e la ragazza sentavam em lados opostos da mesa enquanto os pés namoravam sob proteção da toalha. E a esquerda sentiu-se dona do Brasil. Hoje, ragazzo e ragazza sentaram-se ao sofá e diminuíram as luzes do ambiente.

A tomada dos espaços importantes para o poder político, na perspectiva de Gramsci, Zé Dirceu e tantos outros, incluiu, claro, o espaço acadêmico. Dele emerge, anualmente, um exército de “lacradores” como os que produziram, contra o consumo de carne, aquela publicidade maluca do Bradesco (que parecia trabalho de grupo num curso de publicidade e propaganda). As três mocinhas e quem as orientou devem ter aprendido que criar gado é um negócio dos diabos e agir contra esse mercado merece recompensa em créditos de carbono. Que loucura!

A compreensão de tantos à natureza dos acontecimentos em curso no país é um dos fatos mais relevantes das últimas décadas.  A democracia precisa disso como nós precisamos do ar que respiramos. Esse despertar causa desconforto aos invasores noturnos e diurnos, mas derrubou temporariamente a ponte para o desastre.

Festejo, então, a notícia de que o Grupo Pecuária Brasil (GPB) deixou o Bradesco. O grupo é formado por mais de 14 mil membros de 200 cidades de 17 estados brasileiros, Distrito Federal e outros três países.

É apenas uma pequena amostra de o quanto foi saudável esse despertar.

 

 

  • Percival Puggina
  • 31 Dezembro 2021

Nota do editor: Neste Natal foi surpreendido com o distinto presente discriminado no Ato Real abaixo transcrito. Agradeço a homenagem e o reconhecimento que considero excessivo à minha contribuição para “o resgate e a manutenção do tecido histórico-social, ao exercer minha profissão como legítimo ministério”. De minha parte, longa vida à Civilização Ocidental!

Resumo do Decreto Real Natalino 2021 da Principesca Casa de Bessières.

Sua Alteza Fidelíssima Dona Lorena Peixoto Nogueira Rodriguez Martinez Salles Correa, a Duquesa D´Ístria e Par de França, Chefe de Nome e de Armas da Principesca Casa de Bessières, em Decreto Real Natalino 2021, decidiu – entre outros itens – agraciar através da Confraria de Lara, onze pessoas que têm contribuído para o resgate e a manutenção do tecido histórico-social, ao exercer suas profissões como legítimos ministérios. Cada um dos agraciados receberá sua respectiva carta de reconhecimento, que será confirmada ao longo do ano imediatamente posterior à homenagem, de forma absolutamente gratuita e sem implicar qualquer obrigação posterior.

LISTA DE HOMENAGEADOS DA CONFRARIA DE LARA EM 2021

Alberto Brum Novaes

Christiane Wittel

Francisco Platoni

José Gobbo Ferreira

Lucas Ferrugem

Luka Sulic

Marcelo Buhatem

Márcio Scansani

Percival Puggina

Pina Douglas

Stjepan Hauser

Obs: a reputação ilibada constitui requisito essencial para a confirmação da homenagem. Denúncias e pedidos de exclusão da graça devem ser apresentados ao Corpo de Nobreza da Principesca Casa de Bessières, em petição simples, por qualquer meio escrito, juntamente com as provas necessárias.

O Decreto Real Natalino 2021 também intermediou a publicização das seguintes Casas Reais in exilium:

Casa Real e Ducal de Arpades, restaurada após 720 anos in exilium.

Casa Real e Ducal Monteiro de Barros, agora formalizada.

Casa Real e Ducal Schina, restaurada desde 21 de janeiro de 2021.

Casa Real e Ducal de Bueno da Ribeira, restaurada desde 15 de fevereiro de 2021.

Que todos tenham um excelente Natal!

  • Confraria de Lara e Casas Reais Restauradas
  • 24 Dezembro 2021

Percival Puggina

 

São 11 dias sem poder nem sorrir na Coreia do Norte

Leio no site Terra

Medida vale para celebrar os 10 anos da morte de Kim Jong-il, pai do atual ditador Kim Jong-un.

É proibido rir, consumir bebidas alcoólicas e demonstrar qualquer manifestação de felicidade na Coreia do Norte durante 11 dias. A medida impositiva quer reverenciar o luto de 10 anos do ex-ditador do país, Kim Jong-il, morto em 17 de dezembro de 2011 aos 69 anos. Ele faleceu vítima de ataque cardíaco e, em seu lugar, foi empossado o filho Kim Jong-un, quando tinha 28 anos.

Jong-il ficou à frente do país entre 1994 e sua morte. E no dia que marcou os 10 anos do falecimento, 17, os norte-coreanos foram proibidos, inclusive, de fazer compras.

Uma homenagem foi prestada em praça na capital, Pyongyang, quando os presentes ficaram em silêncio com as cabeças inclinadas diante dos retratos de Jong-il e de seu pai, fundador da Coreia do Norte, Kim il-sung.

Comento

Temos, no Brasil, líderes políticos que ensoparam seus lenços de lágrimas e enviaram sentidas condolências quando morreu o ditadorzão, pai do ditadorzinho. São os mesmos que quando perguntados sobre prisões políticas em Cuba, respondem com ataques ao “bloqueio” comercial dos Estados Unidos; são os mesmos que pediam a Hugo Chávez receitas para permanência no poder por longos anos; e são os mesmos que olham para o próprio futuro com iguais expectativas. Pois até esses sabem que, saindo às ruas, podem levar vaias. Mas há quem, fazendo o que fizer, se julgue credor de reverências como as da foto.

Na raiz do totalitarismo está o insaciável desejo de permanência no poder e o desconhecimento da dignidade do outro, uma psicopatia que desgraça nações inteiras. A vacina contra esse mal é a consciência dos cidadãos levando ao dever cívico de agir para que tais ideias e aqueles que as cultivem sejam democraticamente mantidos a sábia e prudente distância do poder.    

  • Percival Puggina
  • 23 Dezembro 2021