Aqui se cultuam grandes pensadores e líderes que impulsionaram positivamente a história.

 

Os problemas da vitória são mais agradáveis que os problemas da derrota, mas não menos difíceis.

 

Winston Churchill

 

"Se o remédio é amargo, mas o paciente precisa dele para viver, deve-se suspender o remédio?"
  

Margaret Thatcher

 

"O anticapitalismo só se mantém em evidência por viver à custa do capitalismo."

 

Ludwig Von Mises

 

"Leis más são o pior tipo de tirania."

 

Edmund Burke

 

“A virtude e a verdadeira honra deviam governar o mundo.”

 

José Bonifácio

 

"Nada é tão maravilhoso quanto a arte de ser livre, mas nada é mais difícil de aprender a usar do que a liberdade.."

Alexis de Tocqueville

 

"Você consegue realizar muito se você não se importa com quem ganha o crédito."

 

Ronald Reagan

 

“O futuro da  humanidade passa pela família. Só ela salva”

 

S. João Paulo II

 

"Existe um caminho que vai dos olhos ao coração sem passar pelo intelecto."

 

Gilbert Keith Chesterton

 

"O ressentido passa a considerar mau o bom, pequeno o grande, feio o belo, simplesmente por estar fora do alcance de seu poder,"
 

 

João Camilo de Oliveira Torres


Artigos do Puggina

Percival Puggina

20/01/2021

 

Percival Puggina

Engana-se quem pensa que os grandes noticiários ininterruptos dos principais veículos de comunicação mantêm o público a par do que está acontecendo e ajudam a formar um juízo sobre os fatos narrados. Infelizmente não é bem assim. A desinformação começa na escolha dos temas. Noticiar algo significa, frequentemente, não noticiar algo. Há notícias escolhidas para difusão e notícias escolhidas para omissão.

A pluralidade dos meios não significa pluralismo nos meios, notadamente quando estes se tornam militantes de uma causa política, como está acontecendo no Brasil.

Salvo exceções, os noticiários de TV e rádio provêm de uma redação. Apenas noticiários rápidos e variados, acríticos, como os de rádio, lidos por locutores, poderiam sintetizar, ao longo do dia, o conjunto dos acontecimentos. Não haveria recursos humanos para abastecer um jornalismo completo com textos, imagens e opiniões sobre todos os fatos importantes de cada jornada. São pautados, então, certamente, os mais interessantes, os que servem aos objetivos da empresa e assim as opiniões são emitidas, ou omitidas. Aqui no Brasil, há dois anos, as notícias que servem nunca são boas ao governo. Estas vêm por e-mail ou em pequenos vídeos na redes sociais. Na imagem diariamente transmitida em editoriais, colunistas selecionados, noticiários de TV e comentaristas cevados na casa ou convidados, o governo é formado por um grupo de malfeitores.

Que Bolsonaro não é o príncipe perfeito estamos cansados de antever e saber, mas é o disponível, como demonstram as peças no tabuleiro do xadrez da política nacional. Quando estamos jogando xadrez, de nada vale nosso desejo de que as peças estejam em posições diferentes. Elas são as que vemos, nas posições em que estão. A mesa tem uma cadeira de cada lado. O resto, em volta, é torcedor, é peru, é secador. As cadeiras, não obstante, são apenas duas.

Em menos de um par de anos teremos eleições e a posição das peças no jogo mostra que se ninguém chutar a mesa ou derrubar o tabuleiro da disputa presidencial, de um lado estará o príncipe imperfeito, com suas deficiências e qualidades; do lado oposto haverá alguém representando os derrotados na eleição de 2018: PT, PCdoB, Psol, PDT, Rede e outros afins. Nesse jogo, a vida me ensinou o que não quero.

Ora, se todo o empenho da mídia que considero militante, a que me referi no início deste artigo, vai a desfavor do lado onde joga o atual presidente, ela serve, então, doses diárias de suporte ao lado oposto. E o faz sem sequer precisar referir que esse lado existe. A CNBB fez a mesma coisa durante anos, atacando os governos não petistas e ajudando o partido a ponto de merecer, posteriormente, o público reconhecimento de Lula ao apoio recebido.

Note-se que a própria oposição sequer se movimenta politicamente junto à sociedade. Ela se beneficia mais com o cotidiano serviço que lhe é prestado por alguém supostamente “neutro”, interessado apenas no bem do país, como seriam os grandes meios de comunicação. Esse é o quadro. Quem não entendeu até agora, não entenderá jamais.

 

* Percival Puggina (76), membro da Academia Rio-Grandense de Letras e Cidadão de Porto Alegre, é arquiteto, empresário, escritor e titular do site Conservadores e Liberais (Puggina.org); colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil pelos maus brasileiros. Membro da ADCE. Integrante do grupo Pensar+.

 

Percival Puggina

16/01/2021

 

Percival Puggina

A preocupação maior de José Dirceu

Falando em Belo Horizonte, no dia 13 de novembro de 2018, durante reunião com militantes de seu partido, José Dirceu apontou o foco em que se deveria concentrar a ação dos companheiros. Sob aplausos, mencionou a importância da Cultura e da Educação. No dizer do principal estrategista do petismo, seus adversários não têm o controle dessas áreas. E encerrou com uma lisa e franca confissão: “A pior ameaça que nós vamos viver é a Escola Sem Partido porque a Cultura e a Educação é onde estão as mentes e os corações”.

Ganha sentido, então a pergunta a nós mesmos: é bom o resultado obtido pela nação com essa apropriação política da Educação e da Cultura em um país pluralista para ali ser exercido o domínio de corações e mentes?

STF e ministro Roberto Barroso

         Há cinco meses, mais uma vez o STF fez José Dirceu sorrir. Por 9 a 1 declarou inconstitucional o projeto de escola sem partido aprovado em Alagoas. Extinguiu a preocupação do guru petista! Em seu voto, combateu a neutralidade política e ideológica pretendida pela lei estadual. Alegou nada haver na Constituição sobre essa neutralidade e, lá pelas tantas afirmou: “Quanto maior é o contato do aluno com visões de mundo diferentes, mais amplo tende a ser o universo de ideias a partir do qual pode desenvolver uma visão crítica, e mais confortável tende a ser o trânsito em ambientes diferentes dos seus”.

         Fez de conta não ver a realidade para manter tudo como está. Aliás, não é exatamente essa única visão de mundo que a folgada maioria do STF impõe à nação?  E não é o que acontece na maior parte das federais, para ficar apenas com estas porque nós as custeamos?

Listas Tríplices

         Listas tríplices, como se sabe, não havendo burlas nem golpes, apresentam os nomes por ordem de votação. Em vista disso, entendem alguns que não escolher o primeiro é desconhecer o resultado de uma eleição democrática travada no corpo funcional que promove as três indicações.

         Um amigo magistrado alertou-me esta semana para o problema de fundo com uma frase singela. Disse ele: “Escolher o primeiro nada tem a ver com democracia”. E não tem mesmo. Dê-se razão ao sábio jurista. Pode até ter efeito contrário.

Corporativismo

         Impor a escolha do primeiro tem muito mais a ver com espírito de corpo, com corporativismo, com defesa de interesses particulares ou de grupo do que com democracia. Como escrevi em artigo anterior, a escolha de qualquer um dos três pelo governante permite a alternância no poder porque o governante que procede a escolha é parte de um sistema político e eleitoral que permite a alternância.  E essa é uma condição essencial ao pluralismo e às democracias. Todo o coro dos inconformados tem a ver com o resultado da eleição presidencial de 2018 e com a alternância que determinou.

         Há pessoas para as quais pluralismo, liberdade, democracia e estado de direito são rótulos de gaveta no maquiavélico laboratório educacional e cultural em que manipulam corações e mentes. Não lhes interessam Cultura e Educação, mas o poder que delas emana. Perguntem ao José Dirceu...

 

* Percival Puggina (76), membro da Academia Rio-Grandense de Letras e Cidadão de Porto Alegre, é arquiteto, empresário, escritor e titular do site Conservadores e Liberais (Puggina.org); colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil pelos maus brasileiros. Membro da ADCE. Integrante do grupo Pensar+.

 

 

 

 

Percival Puggina

14/01/2021

 

Percival Puggina

         Dentre os fatos em curso na reitoria da UFPel, o que mais chama a atenção é o esforço dos envolvidos em conferir seriedade a ações adequadas ao palco de um grupo político.

         Dá tristeza admitir que em órgão vital de uma Universidade se costure estratégia tão ridícula. Estratégia, aliás, reveladora dos desvios de finalidade de que essas instituições são acusadas, numa generalização imprópria. Sim, generalizações são impróprias, mas o problema, onde existe, é este: elas se ideologizam, politizam e militam a ponto de fazerem coisas assim. A universidade é deles.

         Em tais instituições, quando tomadas, opera a contradição em termos de um pluralismo singular, monocular e monofônico. Um só pensar, um só ver e um só falar. Estabeleceu-se em seu corpo social uma ditadura do pensamento único, onde a divergência desperta mecanismos de rejeição, a exemplo do organismo humano em presença de corpos estranhos. Isso é gravíssimo.

         Chega-se, então, a prova provada pela UFPel: a reitora nomeada se presta à função de “laranja” do companheiro mais votado para integrar a lista tríplice. Os presentes à coletiva, em suas manifestações, tampouco deixam dúvida sobre as cores desse companheirismo, pois se referiram ao que faziam como forma de “contra atacar os golpistas de Brasília e de Pelotas”...

Para o fantasioso picadeiro acadêmico, o voto dos companheiros se sobrepõe à lei federal, aos poderes atribuídos pela Constituição ao presidente da República e à interpretação da lei já explicitada na liminar do ministro Edson Fachin. Na lógica da douta militância, impor seu querer através de um estratagema não é golpismo. Golpista é o governo, imperdoável por havê-los afastado do poder com o peso de 57 milhões de votos. O ministro Fachin, diga-se de passagem, também foi extraído por Dilma de idêntico ninho ideológico, mas não deixou de ler, na lei, o que ela diz: da lista tríplice, escolha o presidente quem quiser. Essa liberdade de escolha não convive com artimanhas, jogos de guerra ou laranjas para contornar as não escolhas do presidente. Se isso persistir, a universidade terá uma reitora de direito e um reitor de fato...

Sempre que a Constituição ou a legislação infraconstitucional atribui poderes de escolha ao governante, ela atende ao interesse de promover, graças ao rodízio dos grupos políticos no poder, simétrico rodízio entre diferentes visões de mundo, de sociedade, de vida. Evita-se, assim, o que acabou acontecendo no STF e na maior parte das universidades federais, com a destruição do pluralismo, da universalidade, do espírito acadêmico e do criativo convívio entre contrários. 

É compreensível a ira de quem aparelhou a universidade a ponto de se permitir a “rebelião” da UFPel. Compreender quanto dói uma saudade não é deixar de extrair a lição dissimulada no som cavo dos discursos vazios.

 

* Percival Puggina (76), membro da Academia Rio-Grandense de Letras e Cidadão de Porto Alegre, é arquiteto, empresário, escritor e titular do site Conservadores e Liberais (Puggina.org); colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil pelos maus brasileiros. Membro da ADCE. Integrante do grupo Pensar+.

 

 

 

 

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Por que criei este site

Minha posição política é conservadora em relação ao que tem valor permanente. Quer mudar dentro da ordem o que precisa ser mudado. É democrata e serve ao bem da pessoa humana segundo uma antropologia e uma ética cristã. É pró-vida e sustenta a superior dignidade da pessoa humana. Vê a liberdade como sócia bem sucedida da verdade e da responsabilidade. É liberal porque sabe o quanto é necessário impor freios e limites ao Estado, cujos poderes deveriam agir para se tornarem cada vez menos necessários. Defende o direito de propriedade e as liberdades econômicas. Sem prejuízo de muitas outras exclusões, nessa posição política não há lugar para defensores de totalitarismos e autoritarismos, para fabianos e companheiros de viagem de esquerdistas, nem para políticos patrimonialistas.

 

Para defender essas posições, nasceu este website em 2003. Mediante sucessivas incorporações de novas tecnologias chega a esta quarta forma visual de apresentar os conteúdos com que espera proporcionar a seus leitores bom alimento à mente e ao espírito. Sejam todos muito bem-vindos e que Deus os abençoe.

Fique Sabendo

BIDEN E A FUTURA POLÍTICA DOS EUA EM RELAÇÃO A CUBA

Jorge Hernandez Fonseca

19/01/2021

 

Jorge Hernandez Fonseca

Joseph Biden assumirá o cargo de novo presidente dos Estados Unidos da América. A respeito de Cuba, durante sua campanha à presidência, disse que "retomará a mesma política de Obama para com a ilha". Tem a lógica da continuidade, sabendo que Biden foi o vice-presidente de Obama e como tal apoiou sua retomada com Havana. Vamos analisar.

Há aspectos que o novo presidente deve levar em conta: a abordagem de Obama em relação à Cuba de Fidel e Raúl Castro é universalmente considerada uma tentativa fracassada, por vários motivos. O principal argumento de Obama então era que “a política anterior dos Estados Unidos em relação a Havana não havia alcançado nenhum progresso democrático e que continuar fazendo 'o mesmo' daria 'o mesmo' resultado. Agora devemos dizer, seguindo o mesmo princípio, se Biden faz 'o mesmo' que Obama, dará 'os mesmos' resultados fracassados.

A história de Cuba e dos Estados Unidos está unida pelo próprio nascimento da ilha como República independente, pelo apoio bélico que a América do Norte deu para jogar fora o passado colonial que pesava sobre o nobre povo cubano. Da mesma forma, a Instituição Presidencial dos Estados Unidos que Biden passará a representar, também está associada à liberdade de Cuba no 26º Presidente dos Estados Unidos, Theodore Roosevelt, que foi soldado na decisiva batalha pela liberdade do país, no arredores de Santiago de Cuba.

Vivemos nos Estados Unidos. Somos milhões de cubano-americanos tomados como exemplo pelo presidente Obama em seu discurso em Havana, orgulhosos de nosso trabalho neste grande país, onde elegemos 10 congressistas, incluindo 3 senadores, ajudando também a formar uma metrópole no sul da Flórida (Miami). Também por isso queremos ser ouvidos durante a formação e execução da nova política que se propõe a respeito de Cuba.

A Cuba dos Castro foi, por muitos anos, um parasita da ex-União Soviética. Agora é da Venezuela chavista, rompendo-a. Agora pretende parasitar o orçamento norte-americano, fruto em parte de nossos esforços. Nem mesmo a Rússia apoia financeiramente a ilha, porque o castrismo não honrou suas dívidas, como não honrou o Clube de Paris, entre tantos outros exemplos. O sistema cubano não produziu bens ou serviços nestes 62 anos de socialismo cru.

Direitos humanos e liberdade econômica devem ser as chaves para as discussões com a ditadura cubana. Não ceda a nada se o regime castrista não der sinais concretos de passos rumo à prosperidade de seu povo e/ou à eliminação da rígida repressão às liberdades de seu povo. O recente episódio contra o Grupo San Isidro, que gerou um protesto espontâneo de centenas de intelectuais e artistas, não deve se repetir, assim como não deve se repetir arrastando Senhoras de Branco pelas ruas e um longo et cetera autoritário..

A ditadura castrista vive um momento de extrema fragilidade da ordem econômica, política e social. Qualquer apoio direto ou indireto resultará em vários anos adicionais de ditadura. A inteligência empregada nesta abordagem dependerá da liberdade de Cuba.

*    18 de janeiro de 2020

**   Tradução do editor do site

*** Os artigos deste autor podem ser consultados em http://www.cubalibredigital.com

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A NOVELA FORD - SUBSÍDIOS

Gilberto Simões Pires, em Ponto Crítico

13/01/2021

 

Gilberto Simões Pires, em Ponto Crítico

O CASO FORD

Dentre várias NOVELAS que competem no dia a dia com a VACINAÇÃO contra o CORONAVÍRUS, uma que ganhou grande notoriedade e interesse geral foi a notícia do ENCERRAMENTO DAS ATIVIDADES INDUSTRIAIS DA FORD no Brasil. Como a decisão tomada pelo board da tradicional multinacional do setor automobilístico pegou todos de SURPRESA. A partir daí o interesse dos brasileiros se voltou para a descoberta dos REAIS MOTIVOS que levaram a montadora a desistir de produzir veículos no Brasil. 

CONSUMIDOR

Pois, antes de tudo é preciso lembrar que quem sustenta a produção e/ou a comercialização de qualquer produto ou serviço é o CONSUMIDOR. Quem não consegue seduzir constantemente aqueles que estão no outro lado do balcão sabe, perfeitamente, que terá enorme dificuldade para se manter por muito tempo no SOBERANO MERCADO. Se um ou outro CONSUMIDOR se mostra mais ou menos desatento, o fato é que a maioria, dentro de um setor onde a concorrência é grande, sabe muito bem o que quer.  

SUBSÍDIO FISCAL

Vale lembrar que ao longo do governo FHC várias empresas foram seduzidas, pela via TRIBUTÁRIA, a trocar de Estado para sediar novas plantas industriais. Assim, os governantes estaduais que mais concediam subsídios acabavam premiados com a instalação de unidades fabris. Vejam, por exemplo, que o setor coureiro-calçadista migrou em cheio para estados no nordeste e montadoras de veículos abriram fábricas no PR, RS, BA, etc., todas movidas pelo fantástico combustível do SUBSÍDIO FISCAL, que nada mais é do que vantagens financeiras concedidas pelo governo com o propósito de obter resultados econômicos mais vantajosos.  Pois, da mesma forma como fizeram os governantes estaduais, a Argentina e o Uruguai fizeram com o Brasil.

NENHUM SUBSÍDIO AO COMPRADOR

O que chama a atenção, ainda que não tenha sido devidamente explorado, é que até hoje NENHUM SUBSÍDIO foi dado ao CONSUMIDOR. Ao contrário, no caso de veículos (para ficar somente dentro do tema NOVELA DA FORD), o maior prejudicado é o COMPRADOR, que paga por DOIS VEÍCULOS e RECEBE APENAS UM.  

SEM IMPOSTOS MENORES PARA O CONSUMIDOR

Mesmo que os motivos da saída da Ford não estejam ligados à economia de subsídios fiscais, o fato é que de 2003 a 2018, segundo dados oficiais, a União deixou de arrecadar R$ 40 bilhões em impostos ao conceder benefícios fiscais ao setor automotivo. Mais: em 2019 foram R$ 6,6 bilhões e em 2020, até novembro, foram R$ 2,4 bilhões. No entanto, uma coisa é MAIS DO QUE CERTA: os CONSUMIDORES NÃO FORAM BENEFICIADOS COM IMPOSTOS MENORES. De novo: se tivéssemos uma CARGA TRIBUTÁRIA parecida com a de outros países, o consumo de automóveis, e tudo mais, seria simplesmente fantástico. Sem medo de errar, isto por si só garantiria a existência de mil montadoras no Brasil. 

DOIS POR UM

Resumindo: se o CUSTO BRASIL é um grande impeditivo para o nosso crescimento e desenvolvimento, mais ainda é ruim para os CONSUMIDORES brasileiros, que pagam, indistintamente, o preço de DOIS PRODUTOS para poderem levar UM PARA SUAS CASAS.E nem assim os nossos maus congressistas se interessam pelas REFORMAS -TRIBUTÁRIA E ADMINISTRATIVA-.

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PRIVATIZAÇÕES ACELERAM EM 2021

Assessoria de Comunicação da AGU

11/01/2021

 

Força-tarefa da AGU atuará em 129 leilões previstos para este ano 

 Objetivo da equipe é conferir segurança jurídica a concessões de infraestrutura que devem atrair R$ 370 bilhões em investimentos para o país.

 O governo federal planeja realizar leilões de 129 ativos em 2021, atraindo R$ 370 bilhões em investimentos por meio de concessões, privatizações e renovações em áreas como transportes, portos, energia, petróleo e gás. E a Advocacia-Geral da União (AGU) está preparada para conferir segurança jurídica aos projetos considerados fundamentais para o desenvolvimento do país, evitando que sofram qualquer empecilho judicial.

A atuação é levada adiante por meio da Força-Tarefa de Infraestrutura, equipe criada para assegurar investimentos em políticas públicas nesses setores. O grupo é composto por 27 membros, mas, dependendo do projeto, mais de 120 advogados públicos podem atuar no caso.

“A Força-Tarefa tem se revelado um importante instrumento de atuação coordenada dos órgãos da AGU que utilizam técnicas de monitoramento especial, plantões de acompanhamento e atuação prioritária estratégica em ações relevantes que busquem de alguma forma impactar nos eventos organizados e executados pela administração pública federal”, explica o Procurador Federal Marcos Felipe Aragão Moraes, Coordenador-Geral do Núcleo de Inteligência e Estratégia do Departamento de Contencioso da Procuradoria-Geral Federal.

Entre os projetos previstos para 2021 estão, por exemplo, a privatização da Codesa, da CBTU-MG, o projeto da Linha 2 do metrô de Belo Horizonte/M e a capitalização da Eletrobras; além do leilão do 5G.

Na área de infraestrutura estão previstas mais de 50 concessões, com previsão de mais de R$ 137,5 bilhões de investimentos e arrecadação de quase R$ 3 bilhões em outorga para o governo.

Projetos importantes devem ser realizados em abril, quando está marcado o maior leilão aeroportuário da história do Brasil, que irá conceder 22 aeroportos divididos em três blocos. No mesmo mês deve ocorrer o leilão da Companhia Estadual de Águas e Esgoto (CEDAE), no Rio de Janeiro – considerado o maior projeto de concessão de saneamento básico do país, com previsão de R$ 30 bilhões em investimentos e mais de R$ 10,6 bilhões em arrecadação. No final de abril, há ainda a concessão para exploração e desenvolvimento da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL 1), entre as cidades de Ilhéus e Caetité, na Bahia. Serão R$ 5 bilhões investidos no trecho ao longo do prazo de concessão.

“Para 2021, com a retomada das agendas de leilões de Infraestrutura e de Minas e Energia – seja na área de portos, aeroportos, ferrovias e rodovias, seja na área de petróleo e de energia elétrica – espera-se a realização de mais eventos e a realização de novos plantões para acompanhamento de eventuais processos judiciais na matéria”, resume o Advogado da União Marcelo Moura da Conceição, Diretor substituto do Departamento de Serviço Público da Procuradoria-Geral da União.

Balanço

Em 2020, foram concluídos por meio Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) da Presidência da República 29 leilões que vão gerar mais de R$ 42 bilhões em investimentos nos próximos anos, além de arrecadação de R$ 7,4 bilhões em outorgas. E a atuação da Força-Tarefa da AGU foi essencial para a concretização dos projetos.

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Vídeos


O PLURALISMO SINGULAR DA UFPEL

15/01/2021

Grande número das universidades federais está a serviço de pautas e causas políticas em prejuízo do pluralismo e da própria universalidade do conhecimento.

UMA VACINA NECESSÁRIA, MAS NÃO OBRIGATÓRIA, CONTRA O VÍRUS DO TOTALITARISMO. DOSE ÚNICA.

29/12/2020

Como proteger-nos da epidemia totalitária que ameaça a humanidade. Uma uma "vacina" filosófica antiga pode reforçar nossas convicções e evitar que as profecias de Orwell se concretizem.

UM NOVO TOTALITARISMO SE ESTRUTURA NO OCIDENTE

21/12/2020

A exemplo dos anteriores, se apresenta movido a boas intenções; diferentemente dos anteriores, não usa armas, mas avança diretamente sobre a liberdade dos indivíduos.

OS RESPONSÁVEIS PELA IMPUNIDADE PATROCINAM A CRIMINALIDADE NO BRASIL

08/12/2020

Os responsáveis ocultos da invasão de Criciúma, nos quais ninguém fala.

O RESULTADO DAS ELEIÇÕES MUNICIPAIS PODERIA TER SIDO MELHOR?

02/12/2020

Uma análise dos resultados. Quem ganhou? Quem perdeu? Poderia ter sido melhor?

O NECESSÁRIO E QUALIFICADO VOTO DOS IDOSOS

24/11/2020

A experiência e sabedoria dos idosos é necessária a todas as sociedades políticas através dos milênios. Desqualificar seus votos, vê-los como supérfluos, é mais uma forma de destruir nossa cultura e civilização


LIVRO - A Tragédia da Utopia

É meu mais recente livro publicado. Aos 60 anos da revolução que destruiu a antiga Pérola do Caribe, ampliei e atualizei neste livro a primeira edição da obra, publicada em 2004. A análise da realidade cubana segue os mesmos passos, mas o foco do texto vai posto, principalmente, no jovem leitor brasileiro. Enquanto a primeira edição olhou de modo descritivo a realidade em si, esta segunda edição amplia as informações e registra as alterações constatadas ao longo dos últimos 15 anos, levando em conta a necessidade de confrontar as mentiras que a propaganda pró Cuba conta com a verdade que lá se vê, e de destruir com as razões da Razão os sofismas que são construídos para justificar a perversidade do regime.

 

Contato para aquisição através do link abaixo ou na seção Livros do Autor.


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Fato Comentado

Percival Puggina

Na véspera do Natal, matéria do UOL destacou: “Brasil tem mais mortes por covid em uma semana do que 63 países juntos na pandemia inteira”. Sim, e daí? Que países são esses? Qual sua população? Qual sua interação com o resto do mundo? Um rápido passeio pelo Google buscando informações sobre covid-19 divulgadas em nossa imprensa evidencia que os números são selecionados a dedo para criar uma sensação de que o Brasil enfrenta a covid-19 de um modo desastrado com resultados incomparavelmente trágicos.

Não seriam reprováveis, nem a ênfase, nem o tempo dedicado ao assunto, se o objetivo fosse suscitar na população um justificado zelo pela saúde e a adoção de medidas preventivas. Mas não. As redações militantes, os apresentadores opinativos e o recrutamento dos “peritos” têm por objetivo permanente (e não me digam que é apenas colateral) imputar responsabilidade ao presidente da República (exatamente aquele a quem o STF atribuiu apenas responsabilidade supletiva). Longas e repetitivas conversas são entretidas diante das câmeras para transmitir a ideia de que o presidente é o causador da mortandade. Não raro isso é dito com todas as letras e apontado como motivo para impeachment (aquele instrumento constitucional que antes era golpista).

O mesmo jornalismo que faz isso há quase um ano usando os óbitos da covid, em agosto de 2019 valeu-se do piche que começava a chegar no litoral do Nordeste para acusar o governo pela “falta de medidas preventivas e de proteção”. Como se fosse possível prever e prevenir a conduta criminosa de um petroleiro clandestino, muitos dias antes, a 100 km da nossa costa! Foram semanas com imagens desoladoras nas telas e depoimentos convenientemente pinçados a cada tartaruga envolta em gosma negra que aparecia diante das câmeras.  Malgrado o empenho da Marinha, do Ibama e o necessário apoio de milhares de voluntários, o responsável pela extensão do desastre era o presidente. Tinha que ser. Era politicamente necessário dizer isso. A banca canta o jogo e joga assim.

O que não se diz sobre o enfrentamento à covid-19, porque aí diminui a “culpa” do presidente, é que algo entre 17 e 21 outros países têm mais óbitos do que o Brasil por milhão de habitantes.  O vírus tem causado mais óbitos do que aqui em economias desenvolvidas, sociedades culturalmente avançadas e com fácil acesso a recursos tecnológicos e meios de ação, como Bélgica, Itália, Reino Unido, França, Estados Unidos. No entanto, afora os Estados Unidos e Brasil, não se diz que os culpados são seus governantes. Só brasileiros e norte-americanos morrem por culpa de seus presidentes... Arre!

Se é verdade que ambos, por vezes, e por temperamento, falam e agem antes de pensar, também é certo que parte significativa da grande imprensa só fala e canta o jogo pensado por sua banca.

  • Percival Puggina
  • 17 Janeiro 2021

 

Percival Puggina

 

Leio no Diário do Poder

A estratégia do marqueteiro João Doria não resistiu aos números finais da eficácia da Coronavac, 50,3%, um sopro acima do mínimo exigido e a anos-luz dos 98% alardeados pelo próprio governador de São Paulo em setembro.

O resultado final foi visto como real motivo para os inúmeros adiamentos no anúncio da taxa e para a demora no envio de dados dos estudos clínicos solicitados pela Anvisa para conceder uso emergencial. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Há dias, os 78% já haviam sido considerados um fracasso e Dória sequer deu entrevista, outrora tão frequentes, em seu show do meio-dia.

Ao enfrentar a realidade de apenas 50% de eficácia, restou ao governo de SP a incrível boa vontade dos jornalistas para justificarem o fiasco.

Questionado sobre se manteria a compra de 100 milhões de doses do imunizante, o Ministério da Saúde optou por não responder.

COMENTO

A demora dos chineses e do Butantã em fornecer os dados de eficácia de sua vacina dispara vaias e aplausos.
Vaias à qualidade da vacina e a milimétrica distância que a separa daquela condição de “sem comprovação científica sobre sua utilidade” tão usada em relação a alguns protocolos de tratamento precoce. Aplausos à Anvisa, que conquistou ainda maior credibilidade por  manter seus padrões técnicos longe das cornetas da mídia militante.

Claro que uma vacina com 50% de eficácia é melhor do que o “toma uma aspirina, vai para casa e espera a falta de ar”, mas convenhamos que não vale 1% do marketing investido por João Dória que pensou chegar à presidência tomando injeção.  

  • Percival Puggina
  • 13 Janeiro 2021

 

Percival Puggina

Aos 75 anos, Lula voltou a Cuba. Desta feita, em lua de mel e para participar de documentário produzido pelo diretor Oliver Stone. Assim, sem nenhum adendo, a viagem foi levada ao conhecimento da opinião pública. Portanto, segundo o noticiado, Lula não foi abraçar nem reafirmar seus votos – estes, sim, eternos e promissores – à revolução e seus líderes. Por outro lado, conforme sugere um leitor, não terá ele ido Cuba fazer política, usando a entrevista para esse fim, sendo a lua de mel mero efeito colateral?

         É incrível que nenhuma grande empresa de comunicação, brasileira ou norte-americana, tenha manifestado curiosidade e tomado a iniciativa de enviar um correspondente para cobrir eventuais atividades políticas de Lula em Cuba. Nem mesmo o nome do hotel onde está hospedado chegou ao conhecimento do público brasileiro, não por acaso, pagador parcial ou total dos requintados passadio e albergaria.

         As últimas notícias sobre a viagem de Lula, sem qualquer acréscimo ou supressão, são idênticas às de duas semanas passadas e as mesmas do período anterior à viagem.

                  Diante de tamanho vazio, meu leitor pergunta, não sem razão: “Sendo Lula, juntamente com Fidel Castro, criador do Foro de São Paulo, é descabido supor que a viagem e a ausência da mídia internacional seja oportunidade para confabulações da esquerda revolucionária nele congregada? Não estarão em Havana, coincidentemente, nestes mesmos dias, algumas canetas robustas da Nova Ordem Mundial?”.

         Não é impróprio perguntar, então, se tal silêncio não é, por si só, uma notícia importante.

  • Percival Puggina
  • 07 Janeiro 2021

 

 

O ministro Luiz Fux é o presidente do Supremo, aquele tribunal onde todos são “supremos”. Imagine o grau de “supremacia” que representa presidi-la. 

Quando li que o STF havia solicitado reserva de sete mil doses de vacinas para atender os tribunais superiores, fiquei aguardando as reações, mais ou menos como quem vê o clarão e fica esperando o trovão. E o trovão veio, com o justo clamor do povo. O ministro tentou justificar a solicitação recusada pela Anvisa (meu apreço por essa agência aumenta a cada dia) alegando a importância dos serviços prestados e haver muitos servidores cuja “maturidade” representava riscos adicionais, blá, blá, blá. Entendi, realmente assim. Conversa fiada para explicar o inexplicável.

Naquela situação, a Anvisa demonstrou mais senso de justiça que o STF. E isso não me surpreendeu. Se a conduta do tribunal e a justificativa me desagradaram, mais ainda me desagradou a sequência dos acontecimentos, quando soube que o presidente do STF havia exonerado de suas funções o médico autor da solicitação original assinada e expedida pelo Diretor-Geral do STF. Ao explicar o ato, o ministro deu por esquecido o que dissera antes e afirmou que o pedido feito à Anvisa era uma “falta de noção”.

Aí me lembrei do meu cinto. Eu tenho um cinto que ganhei do meu neto. Tanto pode ser azul ou marrom, conforme se gire a fivela.

  • Percival Puggina
  • 01 Janeiro 2021

 

 

Li em O Globo (23/12)

BRASÍIA - O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux, defendeu o pedido feito pela Corte à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para reservar 7 mil doses da vacina contra a Covid-19. A reserva de vacinas não está prevista no plano nacional de imunização (PNI) contra a doença divulgada pelo Ministério da Saúde na semana passada. Mas, segundo Fux, o pedido feito pelo STF seria atendido apenas dentro das possibilidades e depois da imunização dos grupos prioritários.

O ofício do STF foi enviado no dia 30 de novembro e é assinado pelo diretor-geral do STF, Edmundo Veras dos Santos Filho. O documento não pede que as vacinas sejam encaminhadas de forma antecipada ao STF e ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que também é presidido por Fux. Mas, se a reserva fosse acatada, isso poderia permitir que pessoas que não estão nos grupos considerados prioritários segundo o Ministério da Saúde teriam acesso à vacina antes do restante da população em geral. O Superior Tribunal  de Justiça (STJ) também fez um pedido semelhante. A Fiocruz já negou ambas as solicitações e informou que a produção é destinada "integralmente" ao Ministério da Saúde.

COMENTO

            Isso é o Supremo, sendo o mesmo, “se achando” e crendo que até a saúde da Corte deve ser prioridade nacional. No pedido da reserva de 7 mil doses da vacina, o Diretor Geral do Tribunal, explica que com o STF assumindo essa vacinação de seu pessoal, o sistema público de saúde seria aliviado dessa responsabilidade, preservando-se o sistema público para cuidar  inteiramente do restante da população. E acrescenta haver na instituição pessoas que compõem os grupos de risco. Desnecessário lembrar que nenhum dos ministros tem 75 anos (aposentam-se ao completar essa idade) e não integram, portanto, a ordem de prioridades determinada pelo Ministério da Saúde...

Que coisa horrorosa! Isso é um selfie do STF enviado à nação e agora exigindo do presidente Fux malabarismos retóricos para explicar porque a foto saiu tão ruim.

            Parabéns à Fiocruz – aplausos de pé, por favor! – que teve a inusitada bravura de dizer – Não! – ao Supremo Tribunal Federal, informando-o de que as vacinas seriam entregues integralmente ao Ministério da Saúde.  A Fundação Oswaldo Cruz completou, em maio, 120 anos de inestimáveis serviços à saúde da população brasileira.

  • Percival Puggina, com conteúdo O Globo
  • 26 Dezembro 2020