Aqui se cultuam grandes pensadores e líderes que impulsionaram positivamente a história.

“Para as esquerdas brasileiras, o socialismo não fracassou; é apenas um sucesso mal explicado.”

Roberto Campos

"Pois é assim que o suicídio de uma nação se inicia: quando o sentimentalismo prevalece sobre a razão."

 

Roger Scruton

"É uma ideia tipicamente socialista considerar o ganho como um defeito. Eu penso que o verdadeiro defeito é ter perdas."

 

Winston Churchill

 

"Ninguém se lembraria do Bom Samaritano se ele só tivesse boas intenções. Ele possuía também dinheiro."
  

Margaret Thatcher

 

"A economia não lida com coisas e objetos materiais tangíveis, trata dos homens, suas ações e propósitos.“

 

 

Ludwig Von Mises

 

"Há um limite e que a tolerância deixa de ser virtude."

 

Edmund Burke

 

"No Brasil, a virtude, quando existe, é heroica, porque tem que lutar com a opinião e o governo."

 

José Bonifácio

 

"O melhor programa social é o trabalho."

Ronald Reagan

 

.”Uma vez que se privou o homem da verdade, é pura ilusão pretender torná-lo livre." 

S. João Paulo II

 

"Um estranho fanatismo preenche nossos dias: o ódio fanático contra a moral, especialmente contra a moral cristã."

 

Gilbert Keith Chesterton


Artigos do Puggina

Percival Puggina

13/04/2021

Percival Puggina

 

 

         A pergunta lançada como um grito por Bento XVI ao visitar o campo de extermínio de Auschwitz em 2006 ecoa 15 anos mais tarde diante dessa versão moderna da peste representada pela covid-19. Onde estava Deus quando permitiu o surgimento desse vírus que mata, enferma, esgota recursos materiais e financeiros, fecha igrejas, destrói empregos, joga bilhões de homens livres em prisão domiciliar? Lembro que a pergunta profundamente humana de Bento XVI foi estampada em todos os jornais e replicada em todos os idiomas. Causava certo desconforto, espécie de cheque mate teológico aplicado às pessoas de fé. Até, claro, pararmos para pensar.  

ento XVI é um ser humano sujeito às nossas mesmas angústias e inquietudes. Ele não fala com Deus todos os dias através do celular. Quem ainda não se interrogou sobre o silêncio de Deus? Quem, perante a dor, o sofrimento e a aflição, já não clamou pela interferência direta do Altíssimo?

         O paciente Jó, sofredor sempre fiel, nos fornece antigo exemplo bíblico desses brados da nossa débil natureza, que soam e ressoam através das gerações. A manifestação de Bento XVI, que ele mesmo chamou de grito da humanidade, foi humilde e reiterada expressão dessa mesma humanidade. Nem mesmo Jesus escapou a tão inevitável contingência: “Pai! Por que me abandonaste?”.

         É fácil imaginar, igualmente, a presença divina atuando nos incontáveis gestos de solidariedade que, por certo, ocorrem em situações assim. Ativo no coração dos que o amam, ali age o Deus de todas as vítimas, consolo dos que sofrem, esperança dos aflitos e destino final dos seus filhos. Age entre os que rezam pelo fim da pandemia e entre os cientistas que escrutinam o vírus. Age nas equipes de saúde, e quando os braços, ali, querem tombar de cansaço e desânimo. Age entre os que consolam quantos perderam entes queridos. Age entre os incontáveis atos de assistência às famílias de doentes e desempregados. Age no heroico empenho de tantos empreendedores para manter suas empresas e seus postos de trabalho.

 A nós, claro, pareceria mais proveitoso um Deus que atuasse como gerente supremo dos eventos humanos, intervindo para evitar quaisquer males, retificando a imprudência dos homens, proclamando verdades cotidianas em dizeres escritos com as nuvens do céu, fazendo o bem que não fazemos, a todos santificando por ação de seu querer e pela impossibilidade do erro e do pecado.

Nesse paraíso terrestre, nada seria como é e nós não seríamos como somos. Não haveria cruz, nem Cristo. Não haveria lágrimas, nem dor. Tampouco morte, ou vida. É o imenso respeito divino à nossa liberdade que configura a existência humana como tal e nos concede o direito de bradar aos céus. No entanto, tão rapidamente quanto Deus nos ouve, ouve-nos nosso próprio coração.

Aprendamos com as lições da história, da ciência, da razão, do amor e da prudência. Aprendamos com o que acontece quando o materialismo, o relativismo e os totalitarismos, frios como aço, investem na concretização de seus projetos de poder. Eles jamais abandonam o tabuleiro das opções e seus males sempre se fazem sentir.

* Percival Puggina (75), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil. Integrante do grupo Pensar+.

Percival Puggina

11/04/2021

Percival Puggina

 

São raros, raríssimos na reduzida população de tigres, os apreciados tigres-brancos. Li, em algum lugar, que corresponderiam a 1/10000 nascimentos no conjunto da população selvagem.

Nos grandes meios de comunicação do Brasil, jornalistas com independência e coragem para nadar contra a corrente são raros como tigres brancos. Não tenho dúvida de que, se não fossem tão escassos, a nação alcançaria maior consenso, se aproximaria da verdade sobre os fatos e encontraria mais facilmente soluções para muitos dos grandes problemas nacionais.

No entanto:

  • quando o Congresso legisla para criar novos meandros nos processos penais e afastar ainda mais os criminosos do cumprimento das penas, a grande imprensa noticia e não critica;
  • quando o Congresso cria preceitos que inibem a ação dos  agentes do Estado (policiais, promotores, magistrados), a maior parte do jornalismo brasileiro noticia e não critica;
  • quando o Congresso se omite de votar sobre prisão em segunda instância (indispensável à celeridade dos processos, aos acordos de leniência e ao certeiro combate à impunidade), a grande imprensa cala num silêncio escandaloso;
  • quando senadores, deputados, ou seus partidos, admitem lisamente estarem votando contra propostas do Executivo para conseguir mais “espaço” no governo, a mídia militante silencia sobre a malícia do fato e sobre o prejuízo que ele possa causar ao país.

Por último, mas não por fim, jamais, nem por acaso ou falta de assunto, nosso jornalismo examina os erros do modelo institucional que é, este sim, a causa original da maior parte de tais condutas, males e malefícios.

O jornalista J.R.Guzzo, um desses raríssimos Tigres Brancos, em artigo de 11/04 no Estadão, chama a atenção dos desatentos e omissos, especialmente colegas, sindicalistas, juristas, entidades defensoras de direitos humanos, para o caso do jornalista Oswaldo Eustáquio. Em certo trecho, diz assim:

(...) o jornalista Oswaldo Eustáquio, indiciado num inquérito ilegal no STF, está preso há três meses e meio por crime de opinião, acusado de violar a Lei de Segurança Nacional que sobreviveu ao regime militar. Não foi preso em flagrante. Não cometeu nenhum crime descrito na lei como “hediondo” e, portanto, inafiançável. Não tem direito a nenhuma das múltiplas garantias que a lei brasileira oferece a qualquer acusado de infração penal. Não tem acesso completo às informações do seu processo. Não lhe foi dito até agora quais são, exatamente, as acusações que estão sendo feitas contra ele. Não há data para a conclusão do inquérito, e nenhuma obrigação por parte dos carcereiros de responder às perguntas dos seus advogados. Não tem culpa formada. Não foi condenado por nenhum dos 361 artigos do Código Penal. Mas está preso desde o dia 18 de dezembro de 2020, por ordem e desejo do ministro Alexandre Moraes.

Valiosos princípios e bens morais precisam estar mortos para justificar silêncios que encobrem, também, muitos disparates praticados e opiniões abusivas de quem não consegue entender os limites à conduta pública de um julgador. Como pretendem, algum dos nossos, ingressar na política sem voto, bater sem levar e se indignar com a própria impopularidade?

Os tigres brancos não salvam a mídia brasileira. Mas são um lenitivo à inteligência e uma boa régua para medir aqueles que – em meio a tantos acontecimentos graves, tanto abuso e desrespeito à Constituição por parte do Supremo – se põem a examinar, minuciosamente, cardápios e compra de lagostas.

 

Percival Puggina (76), membro da Academia Rio-Grandense de Letras e Cidadão de Porto Alegre, é arquiteto, empresário, escritor e titular do site Conservadores e Liberais (Puggina.org); colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil pelos maus brasileiros. Membro da ADCE. Integrante do grupo Pensar+.

        

Percival Puggina

09/04/2021

Percival Puggina

 

         Em nova decisão monocrática, o STF invade competência de outro poder mediante decisão monocrática de um de seus membros. Não lhes basta interferir na política nacional segundo um ativismo nunca antes visto. Não lhes basta a toda hora largarem de mão o carro de bombeiro e botarem fogo no circo. Não lhes basta emitirem opiniões pessoais destemperadas e desbragadas,  como se fossem líderes mal educados de facção política. Não lhes bastam os votos ridículos recheados de adjetivos e interjeições. Querem, mesmo, desestabilizar o país interna e externamente.

         Quando os deputados federais mantiveram a absurda prisão do colega preso de modo totalmente irregular, assustados talvez porque o ministro Alexandre mostra os dentes quando fala (vá que morda), o problema de que trato aqui começou a se evidenciar. Colhe-se aquilo que se semeia e nada mais.

Neste momento, dezenas de pedidos de pedidos de impeachment se amontoam nas duas casas do Congresso. No Senado, especificamente, há CPIs contra o presidente e pedidos de impeachment contra ministros do STF. Recentemente ingressou um contra Alexandre de Moraes com quase três milhões de assinaturas populares. E nada!

         Ah! – dirá alguém – o ministro atendeu à Constituição, que manda instalar as CPIs quando os três requisitos nela alinhados são atendidos. É verdade. Mas não tem sido assim. E é bom que não seja porque, se fosse, o Congresso não cuidaria de outras coisas, pois sempre existe um terço das Casas querendo desfrutar de alguém no paredão dos interrogatórios e impropérios. A matilha, quando longe do poder, está sempre ouriçada. Danem-se as consequências internas e externas da instabilidade política. O nome disso é irresponsabilidade.

         Ademais, como bem disse o dócil Rodrigo Pacheco, presidente do Senado, não há como fazer uma CPI em sessões virtuais. Aliás, em sessões virtuais o Congresso tem aprontado cada uma!...

         Parece evidente, ao menos para mim, que está faltando ao Parlamento, doses de reforço daquele hormônio próprio da masculinidade, a testosterona, que responde por algumas características do macho na espécie humana. Nada contra as senhoras congressistas, mas já passou da hora de alguém bater na mesa. É do parlamento a ação prioritária para isso. E não é necessariamente do seu presidente que até agora só mostrou altura e voz grossa. É atribuição do plenário, que, aliás, já fugiu de votar a lava-toga.  

         Por que não andam os pedidos de impeachment dos ministros do STF que se acumulam no Senado? Por que nenhum senador atravessa a rua e cobra do Supremo atitude simétrica, desta feita contra eles mesmos?  

         São perguntas que vejo sem resposta nesta manhã do dia 9 de abril, quando sinto cada vez mais evidente a consigna “Acuse-os do que faz”, a que me referi quando abordei o plano golpista que as forças militantes da mídia e da oposição, atribuíam ao presidente.

 

Percival Puggina (76), membro da Academia Rio-Grandense de Letras e Cidadão de Porto Alegre, é arquiteto, empresário, escritor e titular do site Conservadores e Liberais (Puggina.org); colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil pelos maus brasileiros. Membro da ADCE. Integrante do grupo Pensar+.

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Por que criei este site

Minha posição política é conservadora em relação ao que tem valor permanente. Quer mudar dentro da ordem o que precisa ser mudado. É democrata e serve ao bem da pessoa humana segundo uma antropologia e uma ética cristã. É pró-vida e sustenta a superior dignidade da pessoa humana. Vê a liberdade como sócia bem sucedida da verdade e da responsabilidade. É liberal porque sabe o quanto é necessário impor freios e limites ao Estado, cujos poderes deveriam agir para se tornarem cada vez menos necessários. Defende o direito de propriedade e as liberdades econômicas. Sem prejuízo de muitas outras exclusões, nessa posição política não há lugar para defensores de totalitarismos e autoritarismos, para fabianos e companheiros de viagem de esquerdistas, nem para políticos patrimonialistas.

 

Para defender essas posições, nasceu este website em 2003. Mediante sucessivas incorporações de novas tecnologias chega a esta quarta forma visual de apresentar os conteúdos com que espera proporcionar a seus leitores bom alimento à mente e ao espírito. Sejam todos muito bem-vindos e que Deus os abençoe.

Fique Sabendo

TUDO PELO PODER, E DANE-SE O BRASIL!

Percival Puggina, com conteúdo do Diário do Poder

14/04/2021

Percival Puggina

 

Leio no Diário do Poder

Ao atingir a marca de 32 milhões de doses de vacinas aplicadas, o Brasil imunizou o equivalente à soma de toda a população de três países europeus: Bélgica, Portugal e República Tcheca.

Os europeus são elogiados pelo combate à pandemia, mas têm número proporcional de mortes maior que o do Brasil.

Na rica Bélgica, morreram 2.021 pessoas a cada milhão de habitantes. No Brasil o número é de 1,6 mil. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Se a campanha brasileira de imunização fosse realizada na Austrália, por exemplo, todos os 25 milhões de habitantes teriam recebido uma dose.

Os tchecos têm o segundo pior resultado do mundo: 2,6 mil por milhão. Em Portugal, foram 1,6 mil mortes para cada 1 milhão de habitantes.

No quesito mortes por milhão de habitantes, o Brasil é o 15º do mundo, também atrás de Itália, Reino Unido e Estados Unidos.

Comento

Há 36 anos aprendi com o amigo e mestre Prof. Cézar Saldanha Souza Júnior que, no presidencialismo, como o presidente da República é Chefe de Estado e Chefe de Governo, o amor à pátria frequentemente cede à política do momento. Assim, causar dano à imagem do país e depreciá-lo é entendido como dano ao governante que precisa ser derrotado. E a comunicação social vira uma sinistra operação de disiformation.  Em virtude desse fenômeno, mesmo com o time canarinho em campo, sempre há quem torça contra o Brasil.

Desde o resultado eleitoral de 2018, está escancarada a campanha contra a imagem interna e externa de nosso país, proporcionada por brasileiros inconformados, com apoio de companheiros e camaradas de aquém e de além-mar.

A grande mídia militante jamais dirá que o Brasil submeteu suas decisões de compras de vacinas aos cuidadosos protocolos da Anvisa.  E jamais relacionará a isso os percalços que os produtos de alguns laboratórios estão enfrentando em diversos países em virtude das urgências comerciais e políticas. Há 15 países onde a mortalidade por milhão é maior do que no Brasil, mas só aqui é o governo e não a doença que mata. Só não falta vacina nos países fabricantes, mas, dizem, o Brasil só não tem mais vacinas disponíveis por culpa do governo. E a crise política se instala não porque exista, mas porque é preciso que ela se instale.

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Nota de esclarecimento

Brasília (DF), 07/04/2021 - O Ministério da Defesa (MD) informa que a matéria "Hospitais das Forças Armadas reservam vagas para militares e deixam até 85% de leitos ociosos sem atender civis", publicada em 6 de abril, no portal da Folha de S. Paulo, contém graves manipulações, incorreções, omissões e inverdades, que levam o leitor à completa desinformação. 

Ao contrário do que induz o título da matéria, a grande maioria dos hospitais militares está com quase todos os leitos de UTI ocupados. Na realidade, muitos hospitais militares têm frequentemente removido pacientes para outras regiões para evitar o colapso. Assim como os hospitais civis, a situação varia de acordo com cada região. Os números são críticos e evoluem diariamente.

 A reportagem deliberadamente usou dados de hospitais pequenos, com poucos leitos, recursos limitados e de alguns que sequer possuem UTI.

No caso do Exército, a matéria afirmou que os leitos clínicos estão ociosos nos hospitais em Florianópolis-SC, Curitiba-PR, Marabá-PA e em Juiz de Fora-MG. No entanto, a reportagem omitiu que os leitos de UTI, dessas mesmas unidades, estão totalmente ocupados. No Paraná, no Pará e na Zona da Mata Mineira a ocupação é de, respectivamente, de 117%, 133% e 500%. Em Santa Catarina, não há leitos de UTI.

No caso da Força Aérea, o Esquadrão de Saúde de Guaratinguetá, também alvo da reportagem, está instalado dentro de uma escola de formação da FAB. Ele possui sete leitos de enfermaria Covid-19 para atender 3.000 militares, sendo que desse total 1.300 alunos estudam em regime de internato. Já os esquadrões de saúde de Curitiba-PR e de Lagoa Santa-MG possuem, respectivamente, seis e 13 leitos de enfermaria. Ressalta-se que essas unidades não dispõem de estrutura para internação de longa permanência e também não possuem disponibilidade de UTI.

A matéria mostra ainda todo o seu viés, tendencioso e desonesto, ao mencionar que as Forças Armadas “contrariam os princípios da dignidade humana e violam o dever constitucional do Estado de oferecer acesso à saúde de forma universal”. O jornalista deliberadamente ignora e omite todas as ações que as Forças Armadas vêm realizando há mais de um ano, em apoio abnegado à população brasileira, desde o início da pandemia.

O sistema de saúde das Forças Armadas possui caraterísticas específicas para atender militares que estão na linha de frente, atuando em todo o território nacional, nos inúmeros apoios diuturnos, como transporte de material, insumos, e, agora na vacinação dos brasileiros. A reportagem omitiu também que os hospitais militares não fazem parte do Sistema Único de Saúde (SUS) e que atendem 1,8 milhão de usuários da família militar (militares da ativa, inativos, dependentes e pensionistas), em sua maioria idosos, que contribuem de forma compulsória todos os meses para os fundos de saúde das Forças Armadas.

Mesmo com seu sistema de saúde fortemente pressionado, com carência de recursos e de pessoal, os profissionais de saúde militares também estão fortemente engajados nas Operações Covid-19 e Verde Brasil-2. As Forças Armadas seguem atendendo à população civil, especialmente as comunidades indígenas e ribeirinhas, tanto na Amazônia como no Pantanal, realizando evacuação de pacientes nas regiões mais críticas, transportando toneladas de oxigênio, medicamentos e suprimentos, transportando, montando e operando hospitais de campanha, além de, em parceria com a academia e com a indústria, fabricando respiradores.

Apesar de os dados do HFA e dos hospitais militares estarem disponíveis para acesso público na internet, a matéria insinua que há falta de transparência. Mesmo após a pasta ter respondido a todas as informações solicitadas dentro do prazo acordado, a reportagem ignorou que os leitos dos hospitais são operacionais e de alta rotatividade. Logo, ocupados tanto por pacientes com Covid-19, quanto por pacientes oncológicos e em pós-operatório.

Este Ministério sempre se colocou à disposição para informar e responder prontamente a todos os questionamentos demandados por esse veículo no que tange ao combate à Covid-19. Entretanto, a reportagem optou por buscar um viés claramente negativo em um assunto de tamanha relevância para a sociedade brasileira neste momento em que todos os esforços estão concentrados no combate ao novo coronavírus.

O MD lamenta que assunto de tamanha gravidade seja objeto de matéria que induz a sociedade brasileira à desinformação.

Reiteramos que as Forças Armadas atuam na atual pandemia, com extrema dedicação, no limite de suas capacidades, sempre com total transparência e prontidão, preservando e salvando vidas.

Centro de Comunicação Social da Defesa (CCOMSOD)
Ministério da Defesa

 

 

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Raquel Vieira

Info Tracker é utilizado pelo poder público como apoio de gestão

 Em um momento em que todos buscam respostas para entender e minimizar os efeitos da pandemia da COVID-19, a união de esforços nunca foi tão relevante, especialmente no mundo acadêmico. Descobertas têm sido partilhadas em tempo recorde na intenção de frear os impactos para a população e salvar vidas.

O sistema Info Tracker - desenvolvido com o apoio do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI - CEPID FAPESP), permite monitorar o avanço da doença e utiliza matemática e inteligência artificial para projetar o número de infectados, mortes, pacientes recuperados, entre outros dados no Estado de São Paulo e Brasil.

Trata-se de uma referência para consultas e tomadas de decisão que está auxiliando também a Rede Nacional de Consórcios Públicos dos Municípios, que agrega mais de 2 mil cidades brasileiras.

O presidente, Victor Ivo Borges, comentou a parceria. “A plataforma digital auxilia sobremaneira nas produções de informações aos gestores para tomada de decisão frente à pandemia”.

O Info Tracker foi criado em junho de 2020 por cinco matemáticos e cientistas da computação, entre eles, o matemático e cientista de dados Wallace Correa de Oliveira Casaca, docente da Unesp/Rosana e pesquisador do CeMEAI.  Wallace conta que a equipe tem sido procurada por gestores interlocutores de diversas cidades do estado como Limeira, Barretos e Presidente Prudente, em busca de apoio para interpretar dados e compreender melhor a situação epidemiológica. “O contato com a Rede Nacional, por intermédio do seu presidente, o Victor, amplia a possibilidade de trazer a outros municípios parâmetros matemáticos capazes de observar a realidade em cada cidade e prover aos seus gestores os números sobre o comportamento diário da crise e necessidade de ações de curto e longo prazo”, explica.

Victor observa que os modelos matemáticos preditivos fortalecem o planejamento e a estratégia. “Os modelos indicam as tendências diante dos comportamentos e da dinâmica da doença. Saúde e Matemática andando juntas. O Professor Wallace e toda equipe são peças chaves neste contexto”.

 Sobre o CeMEAI

O Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), com sede no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) financiados pela FAPESP.

O CeMEAI é estruturado para promover o uso de ciências matemáticas como um recurso industrial em três áreas básicas: Ciência de Dados, Mecânica de Fluidos Computacional e Otimização e Pesquisa Operacional.

Além do ICMC-USP, CCET-UFSCar / IMECC-UNICAMP / IBILCE-UNESP / FCT-UNESP / IAE e IME-USP compõem o CeMEAI como instituições associadas.

 Sobre o RNCP

A Rede Nacional de Consórcios Públicos fomenta e articula políticas públicas em favor os Consórcios Públicos em todos os Estados da Federação. A articulação se dá com os entes dos governos municipais, Estaduais e Federal. A Rede defende a solução Consorciada para várias gestões como nas áreas de saúde, saneamento, meio ambiente, desenvolvimento regional, tributária e outras.

* Raquel Vieira é assessoria de  Comunicação do CeMEAI

 

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Vídeos


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OS 32 ANOS DE CENTRÃO E A HIPOCRISIA DA MÍDIA MILILTANTE

15/02/2021

A hipocrisia desvelada em oito minutos.


LIVRO - A Tragédia da Utopia

É meu mais recente livro publicado. Aos 60 anos da revolução que destruiu a antiga Pérola do Caribe, ampliei e atualizei neste livro a primeira edição da obra, publicada em 2004. A análise da realidade cubana segue os mesmos passos, mas o foco do texto vai posto, principalmente, no jovem leitor brasileiro. Enquanto a primeira edição olhou de modo descritivo a realidade em si, esta segunda edição amplia as informações e registra as alterações constatadas ao longo dos últimos 15 anos, levando em conta a necessidade de confrontar as mentiras que a propaganda pró Cuba conta com a verdade que lá se vê, e de destruir com as razões da Razão os sofismas que são construídos para justificar a perversidade do regime.

 

Contato para aquisição através do link abaixo ou na seção Livros do Autor.


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Fato Comentado

 

Percival Puggina

 

         Durante quase dois dias consecutivos, os ministros do STF dissertaram sobre os perigos da pandemia, a necessidade de minimizar os contatos  entre as pessoas e a imprescindível sujeição das igrejas às regras que determinassem seu fechamento. Era tão importante torná-las inacessíveis, por perigosas, que o leque de impedimentos constitucionais ficou fechado sobre as mesas e arejou apenas os votos dos ministros Dias Toffoli e Nunes Marques.

         Nunca foi dito, mas, de certo modo, entre as arengas e as realidades dispersas no país, fluía a noção de que as atividades religiosas presenciais eram supérfluas ou potencialmente perigosas.

         A decisão foi festejada pela mídia militante que exaltou o elevado discernimento de que se revestiu e que se refletiu no dilatado placar de 9 votos a favor do lockdown religioso.

         Não passaram 24 horas da votação e cá no Rio Grande do Sul o governo decidiu que a partir de segunda-feira (12/04) as igrejas poderão abrir entre as 5 horas e as 22 horas, ou 20 horas, respectivamente, nos dias de semana e nos fins de semana.

         Alguns dos mais expressivos monumentos que já visitei na Europa são obras votivas que comemoram o fim da peste e registram a memória de suas vítimas. Destaco, entre outras, a belíssima Pestsäule de Viena, a Coluna da Peste em Kremnica (Eslováquia), a Cappella della Piazza de Siena e a Basilica di Santa Maria della Salute, em Veneza.

         Claro que para os doutos de toga do STF, a oração comunitária pelos enfermos, pelos mortos, pela saúde, as missas, a eucaristia, os sacramentos, os cultos, são irrelevantes produtos de confeitaria sentimental pendentes da bênção do Estado. Isso, claro, só não é assim quando, solenemente, casam as próprias filhas...

         Aqui no RS, ao menos, toda a discurseira jurídico-epidemiológica de quinta-feira, virou pó na reunião local do dia seguinte.

  • Percival Puggina
  • 11 Abril 2021

Leio no Portal Brasil Livre (1)

 

A Universidade de Oxford quer “descolonizar” o currículo, por exemplo, chamando à música clássica “música branca da era dos escravos”, revela o Telegraph.

Telegraph examinou documentos internos da universidade de língua inglesa mais antiga do mundo, segundo os quais os professores criticam o currículo por “cumplicidade com o nacionalismo branco”. Os conferencistas criticam a música de Mozart, Beethoven e outros compositores clássicos como “música branca da era dos escravos” e consideram que ela faz parte da “supremacia branca”. O sistema de notação musical (escrita musical com pentagrama, claves, semibreves etc.) deve ser reformado, dizem eles, porque faz parte do “sistema colonialista de representação”. A notação musical que não “sacudiu as suas ligações com o passado colonial” é uma “bofetada na cara” para alguns estudantes de música.

As habilidades musicais clássicas como tocar piano ou reger orquestras não deveriam mais ser obrigatórias, pois “favorecem estruturalmente a música branca” e, portanto, “causam grande sofrimento aos alunos negros”. 

Comento

Era só questão de tempo para que o fenômeno chegasse à música clássica, transformada em som dos vilãos opressores.  Não estamos mais diante da insuperável produção musical daqueles tempos e de uma coletânea de talentos nunca mais superados. Não estamos mais a nos perguntar quais os fatores que convergiram para sua produção. Não estamos mais a vasculhar os pentagramas em busca de suas harmonias. Não!

Agora, sob a égide do marxismo cultural, estamos “impondo um sofrimento” aos não brancos com tais estudos e imposições sonoras. A mediocridade se encontra com a ideologia. E ninguém aparece para dizer que essa falcatrua ideológica é proposta e/ou imposta por gente branca porque maldade não tem cor, ignorância não tem cor, mistificação não tem cor. E ganância por supremacia política não tem cor, seu moderador é de natureza ética e essa ética está sendo desconstruída.

 Sim, essa falcatrua mata a cultura para destruir seus valores e se apoderar de uma sociedade inteira.

(1)   A excelente matéria que motivou este comentário deve ser lida e está no Portal Brasil Livre, em https://portalbrasillivre.com/a-teoria-critica-racial-penetrou-na-universidade-de-oxford-a-musica-classica-e-muito-branca/

  • Percival Puggina, com conteúdo do Portal Brasil Livre
  • 05 Abril 2021

 

Percival Puggina

 

Amigo que mora no Canadá escreveu-me há dois dias fazendo um pedido. Ele pretendia presentear sua tia com a assinatura de um jornal diário, brasileiro, de notícias nacionais e internacionais, impresso.  Queria minha indicação porque fazia questão de um veículo que não seguisse a cartilha esquerdista dominante no mainstream. Depois de horas de consulta entre amigos jornalistas e cientistas políticos, realmente surpreso, cheguei a um resultado igual a zero. O que ele quer, não existe.

Relatei as consultas feitas e conclui informando-o: “Lamento, meu caro, mas nosso país está assim”.

Agora, recebo dele e-mail com o seguinte teor:

O Brasil não está só nesse cenário horroroso. Aqui no Canadá, a revista MacLeans, que eu assino há muitos anos, não chega a ser como as daí, mas não esta longe. Nos USA,  não renovei a assinatura da revista Time, como fazia há 23 anos. Eles continuam me mandando a revista, mas ela dá vontade de vomitar. O Youtube, que era minha fonte de informações, está sendo censurado pesadamente.

Os democratas promoveram a maior fraude da historia do país para eleger um sujeito que não consegue reunir mais do que 15 pessoas e isso não apenas não foi noticia em lugar algum, como qualquer texto que contenha a palavra fraude é brutalmente censurado. A exemplo do que fez o governo petista daí, esse atual democrata está ressuscitando o racismo. O jornal Epoch Times que era a única leitura impressa confiável até agora, em sua edição de 03 de marco de 2021 traz um artigo de um certo Michael Zwaagstra, professor de high school, denunciando a seguinte pérola:

"No inicio deste ano o Departamento de Educação do Estado de Oregon (nas mãos dos democratas) enviou e-mail aos professores de Matemática das escolas do Estado solicitando que se inscrevam num curso virtual intitulado: Caminho para um Imparcial Ensino de Matemática. O curso que se denomina Woke Math, ensina professores que corrigir erros em equações e focar em respostas corretas são práticas que perpetuam a white supremacy culture.” 

***

Em junho de 2007 escrevi um artigo sobre certo professor cuja tese de doutorado tratava da necessidade “de conscientizar os futuros professores de matemática de sua tarefa como intelectuais orgânicos a serviço da construção da hegemonia dos excluídos, dos explorados em geral”.

Sem mais palavras, fico pensando naqueles que proclamam seu desânimo, mesmo vendo os resultados colhidos por aqueles que não desanimam.

  • Percival Puggina
  • 26 Março 2021

 

Percival Puggina

         Meu amigo e guru do jornalismo destemido, Políbio Braga, em vídeo de ontem, que pode (e deve) ser assistido aqui, desqualificou a decisão do juiz Eugênio Terra que sustou as principais medidas de retorno às atividades econômicas no estado gaúcho. É a receita do diabo, conforme descrita por C.S. Lewis no livro “Cartas de um diabo a seu aprendiz”.

         A liminar concedida pelo magistrado atendeu a um pedido da CUT que, por essas coisas da vida, caiu nas mãos certas. Como lembrou o Políbio, o doutor, anteriormente, havia escrito artigo para jornal defendendo o lockdown.

         Esses são, em essência, os fatos, e os fatos são de ontem. Vamos tratar aqui de algo mais antigo. Refiro-me ao ativismo judicial e à insegurança jurídica que dele decorre. O mau exemplo do STF, que “constitucionaliza” seu querer e se não querer, exprime uma tendência anterior a essa desastrosa composição do STF. Há muito tempo vem sendo assim em juízos singulares de todo o país e se expande aos órgãos auxiliares como o Ministério Público. Isso é muito ruim; é mais um problema institucional. Ele se agrava por que os cursos de Direito costumam conduzir os alunos nessa direção que, não por acaso, é comum ao pensamento de esquerda.

Tudo se passa como se o Judiciário fosse o poder dos mais sábios, da mais virtuosa ação de Estado e dos que melhor conhecem e frequentam o endereço do bem.

         Por outro lado, não podemos esquecer que a CUT, autora da ação, é uma organização sindical que se declara “de nível máximo” na representação dos trabalhadores e tem sido o braço sindical do PT. Entre defender o emprego de seus filiados e cumprir a agenda do PT, a escolha da CUT será sempre político-partidária porque ela mesma diz de si “ter atuação fundamental na disputa da hegemonia”. E nós sabemos o que isso significou e continua a significar.

Ah, se os desempregados tivessem uma central sindical!

         Quem comanda a CUT está naquela única condição necessária e suficiente para apoiar o lockdown: vida ganha, salário garantido. Situação, aliás, análoga à do juiz que concedeu a liminar, também ele em condição de absoluta estabilidade. O desemprego de milhões, a fome proclamada em cartazes de pedintes nas sinaleiras da cidade, a quebradeira de empresas, a multiplicação das placas anunciando a venda ou o aluguel dos pontos comerciais nada significam para eles. O número crescente de moradores de rua, tampouco. Aliás, logo ali adiante, estarão estes últimos a suscitar pedidos de providência urgentes do Ministério Público aos depauperados poderes locais...

         Estamos assistindo ao flagrante fracionamento da sociedade, dividida entre os que precisam trabalhar para viver e uma parcela significativa daqueles que, estando com a vida ganha, lixam-se em relação à subsistência dos demais.  

  • Percival Puggina
  • 21 Março 2021

 

 

         Sentei-me diante do computador para escrever uma frase que veio à mente diante da notícia: o ministro Alexandre de Moraes determinou que o deputado Daniel Silveira fosse conduzido a prisão domiciliar, de onde passa a exercer seu mandato. O ministro negou liberdade provisória, mas, tolerante como é, meteu-lhe uma tornozeleira e mandou-o para casa.

         A frase que me veio é esta:

Se o deputado podia ficar em casa, por o ministro o prendeu? Se era imperioso prendê-lo, por que o mandou para casa?

         A pergunta se impõe por ter ocorrido a prisão do parlamentar em condições impraticáveis à luz do Direito brasileiro. Nenhum juiz, por linha dura que seja, por metido a xerife que seja, por pouco estudioso que seja e tenha sido, não homologa um “flagrante” daqueles, no qual a única coisa flagrante era a arbitrariedade cometida. Salvo eventuais interrupções, assisti inteira à sessão em que a Câmara dos Deputados “homologou” a prisão. Nenhum dos oradores que defenderam a medida apresentou um único argumento jurídico para sustentar a prisão em flagrante, ainda que fosse para viver, o argumento, em solidão e desolação retórica. Nenhum!

         A frase, porém, me fez lembrar as prisões que vêm acontecendo em Cuba, onde a polícia faz a mesma coisa. Prende opositores “por uns tempos”, sem dar explicações e, dias mais tarde, os põe em liberdade também sem justificativa alguma. Tudo porque quer, como convém ao ditador e ao ditatorial regime.

         Enquanto pensava sobre o tema e ia escrevendo estas linhas, chega-me a notícia de que o jornalista Caio Coppola iniciou coleta de adesões a um pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes. Subscrevi, claro. E vi que, em apenas 12 horas, já fora superada a meta de meio milhão de assinaturas. Um milhão de cidadãos brasileiros já se integraram à mobilização e aderiram ao requerimento que pode ser acessado aqui. Vamos lá, pessoal!

  • Percival Puggina
  • 15 Março 2021