• Cel. Jorge Baptista Ribeiro
  • 16 Junho 2021

 

.Cel. Jorge Baptista Ribeiro

 

Caiu-me nas mãos um dos vinte e um livros de autoria do advogado, ex-ministro do STF e renomado jurista, Eros Roberto Grau, intitulado “Eu tenho medo dos juízes”.  Eros Grau, por ser um profissional revolucionário do Partido Comunista Brasileiro, foi preso em 1972, época dos governos, decorrentes do Movimento Cívico Patriótico de1964. Entretanto, a todos surpreendendo, prolatou voto decisivo na apreciação pelo STF que aprovou a concessão da anistia, proposta pelo presidente João Figueiredo a fim de pacificar vencedores e vencidos no Movimento de 1964.  A anistia foi  concedida  a todos quantos, no período compreendido entre 02 de setembro de 1961 e 15 de agosto de 1979, cometeram crimes políticos ou conexos com estes, crimes eleitorais, aos que tiveram seus direitos políticos suspensos e aos servidores da Administração Direta e Indireta, de fundações vinculadas ao poder revolucionário.

Defendendo o  chamado Direito Moderno, Grau muito se inspirava em Jürgen Habermas, um filósofo e sociólogo alemão, marxista, vinculado à Teoria Crítica, corrente de pensamento desenvolvida pela Escola de Frankfurt.

 Grau, foi consultor da Bancada Paulista na Assembleia Nacional Constituinte de 1988 e membro da Comissão Especial de Revisão Constitucional, nomeado pelo Presidente da República Itamar Franco, também comunista,  em 1993, com a finalidade de identificar propostas de interesse fundamental para a Nação, no processo de revisão constitucional.

No Prefácio do seu livro, Eros Grau diz  que a sua experiência, durante os seis anos  que viveu como juiz  do STF foi extremamente significativa, enquanto prática de interpretação/aplicação do direito. Sobretudo,  porque acreditava que em sua acepção mais restrita, o direito, em seu sentido objetivo, é o sistema de normas que regula as condutas humanas por meio de direitos e deveres evolutivos e, portanto,  haviam de serem  revistos, atualizados. Além de tudo isto, complementou mencionando porque passou a realmente  temer juízes que, usando e abusando  dos princípios, lembravam-no da “Canção Amada Amante”, de Roberto Carlos: “sem saber o que é direito, fazem  suas próprias leis”. No final da sua obra, Grau reafirma ter medo dos juízes, do mesmo modo que teme o direito alternativo, o direito achado na rua e, principalmente, o direito achado na imprensa. Tais considerações acima  enunciadas visam mostrar como a banda toca nos tribunais e quem podem ser os instrumentistas, nos permitindo concluir que o Direito não é uma ciência rígida, matemática, podendo  ser usado para atender conveniências políticas, ideologias, pessoais, financeiras e tudo mais que a imaginação criadora pode construir, sob a capa protetora da Hermenêutica etc.   

Por outro lado, nem todo mundo sabe que, desde os albores da Nova República os comunistas pós-soviéticos adotaram a praxis gramsciana de domínio hegemônico das salas de aula, das cátedras, das letras, das  artes, do jornalismo e dos tribunais, particularmente mobiliaram a Suprema Corte, onde a maioria  dos ministros foi  lá plantada por presidentes  comunistas, para  tergiversarem nas letras da lei e mistificarem entendimentos técnicos, burocráticos e  jurídicos.   

Finalizo, afirmando que pelo  acima enunciado e também considerando  as identidades das  mãos  dos autores da  Constituição  de 1988,  seus modificadores  posteriores e a composição  do nosso atual Supremo Tribunal Federal, nos é permitida a afirmação de que  nossa Suprema Corte personifica uma Organização de Frente da comunalha.

*      Publicado originalmente no Portal Brasil Livre, em 30 de março de 2021

**    O autor é Cel de Infantaria e Estado Maior, Reformado do Exército. É um estudioso da Guerra Revolucionária, possuindo o curso da Escola Nacional de Informações (EsNI) que, por óbvias razões de domínio público, foi extinta pelo presidente Fernando Collor. Bacharelou-se em Ciências Sociais na então Universidade do Estado da Guanabara, hoje UFRJ.

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  • Cel. Av.Jorge Schwerz
  • 16 Junho 2021

 

Cel. Av.Jorge Schwerz

 

A polêmica da participação da Seleção Brasileira na Copa América deixou clara a hipocrisia de vários dos envolvidos, visto que a campanha contra o torneio foi iniciada pela empresa de televisão que não possui os direitos sobre a competição, enquanto se refestela com vários outros campeonatos jogados no Brasil e fora dele, demonstrando que os verdadeiros interesses são financeiros.

O envolvimento dos jogadores brasileiros nesta polêmica me fez lembrar dos ensinamentos que o maior deles, Pelé, deixou: jogue futebol, não se envolva em política!

E o seu último gol de placa me veio à mente quando assisti o documentário que a Netflix lançou este ano, chamado Pelé.

O Documentário cobre o período do Mundial da Suécia, em 1958, até o ápice de Pelé na Seleção brasileira de futebol, em 1970.

Vendo o documentário, tudo aquilo me pareceu uma grande partida de futebol, pois tinha firula, ataque, defesa, gol contra, lembrando os lances de uma partida de futebol.

Entretanto, neste caso, em vez de times de futebol, vemos de um lado Pelé, contando a sua história pessoal e em copas do mundo de futebol e, do outro, um time de canhotas, querendo marcar gols por intermédio da criação de narrativas, envolvendo a carreira de Pelé e a situação política do Brasil à época, tentando ligá-lo ao Governo Militar, ao mesmo tempo que martela as ladainhas de sempre.

E a partida começou com uma bela finta do Rei, pois logo aos três minutos de jogo, Pelé faz a primeira jogada para irritar o adversário, ao dizer: “O Brasil é o meu País, significa tudo para mim!”

Patriotismo sempre irritou a canhota brasileira.

Do outro lado, diálogos curtos, apresenta-se o time adversário. Esquerdistas notórios, inicialmente adulam Pelé, sem deixar de lado a mensagem sobre raça, condição social e a firula sobre o clima político da época.

Com a naturalidade das pessoas verdadeiras, Pelé lembra ter vindo de uma família pobre, mas que sempre trabalhou muito e que, quando o pai não pode trabalhar, saia cedo de casa para engraxar sapatos e ajudar a família.

Trabalho e família, coisas que sempre irritaram a esquerda.

A primeira das grandes ofensivas dos esquerdistas começa com Roberto Muylaert, jornalista, que declara que o medo do comunismo, em 1964, era infundado, tendo sido usado como desculpa para a instauração do Regime Militar.

E, ninguém mais que Gilberto Gil, fazendo-se de Professor de História, foi escalado para dizer que “havia um projeto americano de incentivar ditaduras nas Américas, para evitar, exatamente, a expansão do comunismo da União Soviética.”

Eles nem notaram que uma sentença contradiz a outra: se não havia comunismo, que comunismo era esse vindo da União Soviética?

E que, para lutar contra o comunismo não precisávamos de incentivos, o País lutaria por iniciativa própria, conforme vimos na Intentona Comunista de 1935. Eles sempre esquecem de 35!

O jogo fica pesado quando o entrevistador pergunta para Pelé se alguma coisa mudou para ele durante o Governo Militar. Ele diz que nada havia mudado no futebol e que ele não foi afetado em nada.

A cena segue com uma mistura de jogos do atleta e imagens de pessoas feridas em manifestações. Uma clara tentativa de atribuir a Pelé uma alienação sobre o clima político da época ou até uma insensibilidade com o que acontecia fora dos campos. Jogada desleal de todo esquerdista.

O tempo avança e chega o momento que os canhotas mais gostam: 1968 e o AI-5.

Como disse Muylaert, qualquer pessoa podia ser presa sem ter uma causa.

“Simplesmente sumiam com a pessoa!”

Naturalmente, esqueceram dos diversos ataques terroristas no País, em especial Marighela e o seu livrinho “Minimanual do Guerrilheiro Urbano”.

Paulo César Vasconcellos aproveita o clima e “entra de carrinho”, destacando o uso “político” do futebol, pois Médici assistia partidas de futebol todo domingo, no Maracanã, criando uma imagem de simpático, enquanto apresentam o corpo de Marighella, abatido em confronto com a polícia, sem esclarecer que se tratava do maior terrorista comunista brasileiro.

O contraponto dos esquerdistas de plantão, veio de Fernando Henrique Cardoso, marcando um gol contra, ao esclarecer que Pelé nunca foi figura identificada com o Estado. “Ele sempre foi muito mais do que isso. Países precisam de um herói para acreditar em alguma coisa. Os feitos de Pelé foram incorporados à glória nacional”.

Já a Deputada Petista Benedita da Silva, diz que a tristeza do brasileiro era extravasada no futebol. Sendo acompanhada em jogada combinada, por Gilberto Gil, que diz que Pelé era uma estrela brilhante que, de repente, fulgurava naquele céu negro da vida brasileira.

Como falei adulam e atacam.

Na sequência, o time de canhotas usa o gol 1.000 de Pelé e o seu encontro com o Presidente Médici, que o cumprimentou pelo excepcional feito, para o seu maior ataque: manchar a imagem de Pelé.

Ou, como disse Paulo César Vasconcellos, ecoando o pensamento esquerdista: “Pra muita gente, vai se olhar menos o que faz dentro do campo e mais o que fez fora. E fora é caracterizado por uma ausência de posicionamento político. Nesse momento da história isso vai pesar muito contra ele.”

O gol contra do lado de Pelé veio do jogador Paulo Cézar Lima (Caju), que replica a ideia da esquerda: “Eu achava que ele (Pelé) tinha um comportamento de nego sim-senhor, o negro que é submisso que aceita tudo, entendeu? Que não contesta, que não critica, que não julga. É uma das críticas que mantenho até hoje. Uma opinião dele relacionada a isso, mexeria muito, principalmente no Brasil”.

Mas é claro que ele mesmo não deixou de posar para a foto junto ao Presidente Médici, ao final da Copa. Na sua cabeça, só o Rei tinha que se posicionar.

E o ataque em massa continua com Juca Kfouri, que compara Pelé ao boxeador americano Muhammad Ali, o qual recusou-se a se alistar para lutar no Vietnam, insinuando ainda, o medo de Pelé, que se mostrasse revolta, não tinha certeza se seria ou não, maltratado ou torturado.

“Ditaduras são ditaduras!”

Daí o jogo começa a virar.

Pelé fala que acha que ajudou mais o Brasil com o futebol do que os políticos que ganham e trabalham para fazer isso.

O ápice de Pelé nesta partida é a Copa de 70, que a canhota apresenta como uma questão de estado e sugere que Pelé participou devido à pressão do governo.

Kfouri, para reforçar a sua tese, relembra que “foram criados slogans fascistóides: Brasil, ame-o ou deixe-o! Ninguém segura este País! Viveu-se uma euforia nacionalista no pior sentido do termo”. É a ladainha de sempre da esquerda, que afirma ser ruim amar o seu País.

Pelé confirma a pressão para jogar, mas ele não queria ir para a Copa de 70, devido aos insucessos pessoais em 62 e 66. A Copa de 70, antes de tudo, era um desafio pessoal para ele.

No começo da Copa de 70, o time brasileiro estava desacreditado, mesmo assim, cada vitória da seleção canarinho era uma vitória do povo brasileiro. Até os canhotas concordam.

Jairzinho serve Pelé, lembrando como ele liderou a vitória, sendo um incentivador que motivou a todos a serem grandes como ele. E conseguiu!

Zagalo sentencia ao final: “Tudo o que você possa imaginar, Pelé foi!”

O jornalista José Trajano admite que cobriu a copa e foi para o México no intuito de torcer contra a Ditadura, torcer contra o Brasil, mas que... “Chegamos lá, não tivemos coragem de torcer contra!”

O Rei do Futebol admitiu o nervosismo na final da Copa de 70, lembrando que teve um acesso de choro quando viu as bandeiras. Era o peso da responsabilidade do mais experiente do Brasil.

“Foi uma emoção, um desabafo”.

E descreve que orou pedindo a ajuda divina: “Meu Deus, essa para mim é a última copa. Eu quero a sua ajuda! Que Deus me ajude, que eu saia bem!” E se emociona com a recordação deste momento tocante. Pede desculpas por não controlar a emoção.

Nada enfurece mais a esquerda do que a presença de Deus.

A verdade é que todo o documentário foi uma surra na esquerda. Sei que eles não entendem assim e é por isso que não compreendem o Brasil e são sempre atropelados pela história.

Apesar de todo o esforço gasto para martelar velhas mentiras, o que sempre sobra do jogo esquerdista é a sua hipocrisia.

Tenho que admitir que, desta vez, Fernando Henrique Cardoso foi digno, quando cita ao final: “Pelé soldou a glória dele com a glória do Brasil. É como estar numa guerra e ter a bandeira do Brasil na mão. O mito dele é o nosso mito!”.

Pelé encerra: “A Copa de 70 foi o melhor momento da minha vida. Mas acho que foi mais importante para o País”.

É inegável o feito dos nossos atletas e, em especial, do Rei Pelé, em 1970, porém o gol de placa de que falo hoje, marcado do alto dos seus 80 anos, vem do exemplo sobre crenças e valores que fazem do Brasil um Gigante.

O amor e a importância da família, quando Pelé diz que tudo o que ele é, principalmente a humildade na sua formação, deve à família: “A base que me segurou e está me segurando até hoje. Nunca acho que sou melhor do que ninguém, nem mais do que ninguém. Graças a Deus essa foi a base e a educação que tive dos meus pais.”

O amor pelo País e ao seu pai, quando, em lágrimas relata a promessa que fez ao pai, na derrota do time brasileiro para o Uruguai, na Copa de 1950, prometendo que ganharia uma copa para o Brasil: “Não fica triste (Pai), eu vou ganhar a Copa do Mundo!” Ele tinha 9 anos de idade.

Relembra, aos 80 anos, o ensinamento do Pai para a sua primeira Copa, em 1958: “Confiança, pois dentro do campo são todos iguais. Isso me deu muita força!”

Deus sempre esteve presente no seu coração e o momento mais emocionante do documentário é quando descreve a oração, pedindo proteção divina, na final da Copa de 1970.

Esse documentário foi mais um golaço feito pelo Rei Pelé e uma surra em quem queria desvirtuar a sua imagem. Aprendam garotada!

Pra frente, Brasil! Salve a Seleção!

Que venha a Copa América!

*Jorge Schwerz é Coronel Aviador da Reserva da Força Aérea Brasileira; Mestre em Ciências pelo ITA; ex-Adido de Defesa e Aeronáutica na França e Bélgica; e Coordenador do Blog Ao Bom Combate!, no qual foi publicado originalmente em 12/06/2021..

 

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  • Adriano Marreiros
  • 14 Junho 2021

Adriano Marreiros

 

Eu pedi a Deus: não às agências de “checagem” e aos arautos da censura

“Deus me proteja de mim”, diz a canção de Chico César e do saudoso Dominguinhos, que também diz que “Caminho se conhece andando e então vez em quando é bom se perder”.  

Ouço isso enquanto vejo comentários sobre um tal documentário que tem buscado apavorar os usuários das redes sociais e que estaria fazendo que muitos estejam saindo delas.  Não duvido que estejam.  Muita gente acha que fulano é gente boa porque critica a corrupção.  Que ciclano é gente boa porque quer evitar que nos enganem com “fake” news.  A música prossegue pedindo mais a Deus: que me proteja “da maldade de gente boa”.  Muito sábia: como é que vou andar pelo caminho e me perder, procurando o que é a verdade, se tem “gente boa” que quer me impedir de andar, se tem “gente boa” que quer cassar o meu direito de me perder: mas, principalmente, porque tem “gente boa” que quer evitar a todo custo que eu tenha o direito de me achar?

Mas como assim? Que isso? Eles querem o seu bem, o BEM MAIOR pra Sociedade.  As agências de “checagem” e seu arautos (do establishment “progressista”) fazem isso por bondade, por amor a você  e contra “discursos de ódio”, que é como se chama qualquer coisa que não considerem “progressista”.  Na caixa de som, por bluetooth, a canção, por coincidência pede a Deus, desta vez, que me proteja também “da bondade de pessoa ruim”.

Sinceramente, não sou de criticar sem ver, mas não verei o tal documentário que pretende convencer que as redes trouxeram tudo de pior e que, por dedução, a imprensa tradicional e órgãos do Estado e do globalismo seriam os únicos confiáveis, os únicos que me iluminarão com a verdade...  Ele pode até pretender me fazer achar um caminho seguro pra trilhar, mas eu prefiro mesmo, bailando ao som da sanfona de Dominguinhos, me perder, porque “Perdido fica perguntando, vai só procurando e acha sem saber”...

Há dois anos, na mudança, achei um caderno de crônicas e poesias em que o então Cadete Marreiros, de 20 anos (1991), comentava que chamavam de opinião pública a opinião publicada.  Naquele tempo, só publicava quem os editores dos jornais, os editores das revistas, os editores da Sociedade permitiam.  As redes sociais permitiram que qualquer um publique sem as autorizações desse governo oculto, ou dessa panelinha, ou dos poderosos ou como você queira chamar.  Permitiu que se publicasse muita besteira e muita sabedoria.  Muita coisa errada e muita coisa certa. Muita mentira e muita verdade.  Mas a expressão mais exata é: permitiu publicar sem pedir licença ao poder, aos poderosos.  É o que se chama LIBERDADE DE EXPRESSÃO.  É o que se chama AUSÊNCIA DE CENSURA.  É o que se chama DEMOCRACIA DE VERDADE: pois, pela primeira vez na História, ao menos desde a Grécia antiga, o povo não precisou de intermediários, de “iluministas” nem de “editores” para expressar sua opinião, pela primeira vez podemos realmente falar em opinião pública, pela primeira vez podemos exercer a cidadania desde o tempo da Ágora dos gregos.

Ah, mas esse excesso de liberdade é perigoso?!  E as “fake” News?  Tolinho, o problema da Liberdade de expressão, ao longo de toda a História, nunca foi com as notícias falsas.  Você realmente acha que agora é?  Que o perigo está na liberdade de buscar a verdade? Que está na verdade, nos fatos reais? E a voz anasalada do Chico Cezar, justo nessa hora, lembra que “Perigo é se encontrar perdido, Deixar  sem ter sido, Não olhar, não ver”.

Muitos querem fazer você não olhar pra não ver o óbvio e, do jeito que as coisas andam, não sei como vai ser.  Recorro à Fé e reitero a Deus, Nosso senhor, e não aos burocratas e censores de plantão, o pedido do poeta:

Deus me proteja de mim e da maldade de gente boa

Da bondade da pessoa ruim
Deus me governe e guarde ilumine e zele assim... 

 

Crux Sacra Sit Mihi Lux / Non Draco Sit Mihi Dux 
Vade Retro Satana / Nunquam Suade Mihi Vana 
Sunt Mala Quae Libas / Ipse Venena Bibas

 

 

 

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  • Gilberto Simões Pires, Em Ponto Crítico
  • 13 Junho 2021

 

Gilberto Simões Pires

 

ELEIÇÕES 2018

Nas eleições de 2018, mais do que sabido, o PSOL teve o pior desempenho de sua história na disputa pela Presidência da República. Guilherme Boulos, então candidato do partido, obteve 617.115 votos, ou 0,58% do total de votos válidos. Por outro lado, o candidato escolhido pelos eleitores, Jair Bolsonaro, obteve, no primeiro turno, 49.276.897 votos, ou 46% do total e, no segundo turno, 57.797.847 de votos, ou 55,13% do total. 

QUEM MANDA É O PSOL

Pois, para aqueles que acreditam que o Brasil é um país DEMOCRÁTICO é importante que saibam que o PSOL, mesmo depois de obter o insignificante percentual de 0,58% dos votos válidos na corrida presidencial de 2018, é o partido que, através da maioria dos ministros da Suprema Corte, vem governando o nosso complicado País. Vejam que quase tudo que o PSOL quer, o STF obedece piamente e faz acontecer.

SUPREMO PSOLISTA

Para quem não sabe, os ministros do STF, atendendo com precisão um pedido do PSOL, entenderam como INCONSTITUCIONAL o decreto presidencial de Jair Bolsonaro que permitia ao Ministro da Educação a indicação de interventores para a direção dos institutos federais de educação. Mais: desconsiderar as eleições realizadas pelas próprias instituições.

SUSPENSÃO DAS DESOCUPAÇÕES

Mais recentemente, o ministro -psolista-, Luís Roberto Barroso, atendendo a vontade do PSOL, mandou suspender por seis meses as desocupações de áreas coletivas habitadas antes da pandemia, assim como também suspendeu, pelo mesmo período, despejos de locatários vulneráveis sem prévia defesa.

FERROGRÃO

Outro ministro do STF, Alexandre de Moraes, para mostrar e/ou demonstrar o quanto é um apreciador da ideologia psolista, resolveu, no dia 15/03, suspender totalmente, a pedido do PSOL, a construção da ferrovia -FERROGRÃO-, prejudicando brutalmente o Agronegócio Brasileiro, considerado em prosa e verso como a locomotiva do PIB brasileiro. 

A DEMOCRACIA DO STF

Resumo: no nosso empobrecido Brasil, diferente de qualquer democracia, onde o presidente eleito é o CHEFE DO EXECUTIVO, quem MANDA E GOVERNA É O STF com base nos interesses do PSOL, cujo candidato à presidente, em 2018, obteve 0,58% dos votos válidos.  

A propósito, esta foi uma semana exaustiva e cansativa para os ministros do STF. Além de AUTORIZAR a realização da Copa América, os ministros psolistas disseram que não se opõem à indicação de André Mendonça para ocupar a vaga de Marco Aurélio Mello.

Outra decisão -celestial- aí tomada pelo péssimo Superior Tribunal de Justiça aconteceu ontem. O STJ REVOGOU A PRISÃO de um homem que havido sido preso em -flagrante- por armazenar 420 quilos de maconha. O STJ entendeu, pasmem, que não havia justificativa para a entrada dos policiais na residência do criminoso.

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  • Raphael Guimarães Andrade
  • 13 Junho 2021

Raphael Guimarães Andrade

 

Em 1971, ganhei uma bolsa para estudar nos USA. Foi um seminário sobre desenvolvimento econômico na Harvard University.

Em um encontro com um professor, eu propus uma simples pergunta a ele. Qual o principal fator (citando apenas um), para explicar a diferença do desenvolvimento americano e o brasileiro, ao longo dos 500 anos de descobrimento de ambos os países?

O então o mestre sentenciou sem titubear: a justiça!

Explicou ele em poucas palavras:

“A sociedade só existe e se desenvolve fundamentada em suas leis e em sua igualitária execução. A justiça é o solo onde se edifica uma nação e sua cidadania.

Se pétrea, permitirá o soerguimento de grandes nações. Se pantanosa, nada de grande poderá ser construído.

Passados quase 50 anos deste aprendizado, a explicação continua cristalina e sólida como um diamante. Sem lei e justiça, não haverá uma grande nação.

Do pântano florescerão os "direitos adquiridos", a impunidade para os poderosos. Daí se multiplicarão as ervas daninhas da corrupção, que por sua vez sugarão a seiva vital que deveria alimentar todas as folhas que compõem a sociedade.

Como resultado se abrirá o abismo da desigualdade. Este abismo gerará violência e tensão social.

Neste ambiente de pura selvageria, os mais fortes esmagarão os mais fracos. O resultado final: o pântano se tornará praticamente inabitável. As riquezas fugirão sob as barbas gosmentas da justiça paquiderme, para outras nações.

Os mais capazes renunciarão a cidadania em busca de terras onde a justiça garanta o mínimo desejado: que a lei seja igual para todos.

Este é o fato presente e a verdade inegável do pântano chamado Brasil! Minha geração foi se esgotando na idiota discussão entre esquerda e direita.

E ainda continua imbecilizada na disputa entre "nós e eles", criada pelo inculto Lula e o séquito lulista.

Não enxergaram um palmo na frente do nariz da essência da democracia. Foram comprados com pixulecos, carros, sítios e apartamentos.

Não sei quantos jovens lerão este texto e terão capacidade de interpretar e aprofundar a discussão.

Aos meus quase 70 anos, faço o que está ao meu pequeno alcance.”

 

*  Buscado no Google. A versão mais antiga deste artigo encontreio aqui: https://vozmtz.blogspot.com/2017/11/a-justica-carcomida-e-o-pior-cancer-de.html. 

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  • Ciro Rosolem
  • 11 Junho 2021

 

*Por Ciro Rosolem

 

Em 7 de junho foi celebrado o Dia Mundial da Segurança Alimentar. A data foi estabelecida pela ONU em 2018 com objetivo de inspirar ações que ajudem a prevenir, detectar e gerenciar riscos de origem alimentar, contribuindo para segurança alimentar, saúde, direitos humanos, prosperidade econômica, agricultura, acesso a mercados, turismo e desenvolvimento sustentável.

Mas o Brasil é o celeiro do mundo. Produzimos o suficiente para um bilhão de pessoas, e temos pouco mais de 200 milhões vivendo aqui. Muito se fala do crescimento e sucesso da agricultura brasileira. Afinal somos top 5 no mundo em 30 produtos agrícolas. Realmente estávamos indo muito bem. Em 2014 havíamos, pela primeira vez, saído do mapa da fome das Nações Unidas. Foi uma conquista do desenvolvimento agrícola, produzindo alimentos mais baratos, em conjunção com políticas públicas de auxílio direto aos vulneráveis. Entretanto, a partir daí, segundo o IBGE, a insegurança alimentar grave voltou a crescer, bastante, 8% ao ano. Consequência da estagnação econômica, e não da falta de comida. Entre 2011 e 2020 o setor de serviços cresceu 1,5 % e a indústria encolheu 12,8 %. No mesmo período a agropecuária cresceu 25,4 %.

Agora, com os problemas agravados pela pandemia, segundo a Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional, ao final de 2020 praticamente metade da população brasileira sofria algum grau de insegurança alimentar. Quase 20 milhões de brasileiros padeciam de insegurança grave, ou seja, fome mesmo. O mais interessante é que, tanto no mundo como no Brasil, a insegurança alimentar é bem maior no campo que nas cidades. Principalmente entre pequenos agricultores em terras marginais. A fome no celeiro.

Tudo isso aparece com muita clareza na grande vitrine que são os supermercados, pois a carne subiu, o feijão subiu, o arroz subiu, a verdura está pelo olho da cara, e assim por diante. Aparentemente a agricultura é uma das vilãs da insegurança alimentar. Ora, se produzimos muito, exportamos bastante, porque os brasileiros estão sofrendo essa insegurança alimentar? Culpa da agricultura de exportação? Do poder econômico? Não mesmo! Só um exemplo: nos últimos dez anos cresceu a oferta de arroz, mesmo com redução de quase 50 % na área cultivada, preservando o ambiente. Um estudo recente do Instituo Millenium detalhou diversos efeitos positivos do crescimento da agropecuária na geração de empregos e renda, além de redução das desigualdades.

Por diversos motivos, os produtos agrícolas estão mais caros ultimamente. O problema é que poucos olham para traz e percebem quanto tempo os preços cresceram menos que a inflação. Com todos os reajustes ocorridos, segundo o DIEESE, em 2000, um salário mínimo comprava 1,28 cestas básicas, em 2021 compra 1,58. Ou seja, com todos esses aumentos, a agricultura brasileira ainda está produzindo alimentos relativamente baratos. Os preços dos alimentos cresceram menos que o valor do salário mínimo.

Então qual o problema real, e como resolvê-lo? Não é simples, mas já aprendemos algumas coisas. O principal motivo da insegurança alimentar é falta de renda, não de alimento. Embora políticas públicas de transferência direta de renda sejam importantes em determinados momentos, ficou claro que não se constituem em solução. Não diminui a dependência, é paliativa. Onde a agricultura tecnológica, organizada, cresceu, melhorou o nível de emprego e renda da população. Então, contra a insegurança alimentar o remédio é emprego. No Brasil, quando a economia parou, aumentou a insegurança.

Pasmem, a insegurança é maior entre os agricultores familiares, que recebem 70% das subvenções governamentais para o setor agropecuário. Algo não está funcionando bem, mais uma vez parece que o dinheiro não está sendo bem empregado. É que não basta dar terra. É preciso ensinar a produzir. Assistência técnica de qualidade, sem ideologias, sem política. E, infelizmente, temos visto o setor de assistência técnica pública encolher. Veja-se o exemplo do Estado de São Paulo, com o desmantelamento da CATI, que cuidava do assunto.

* Vice-Presidente de Comunicação do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS) e Professor Titular da Faculdade de Ciências Agrícolas da Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (FCA/Unesp Botucatu).

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