Alex Pipkin, PhD
Quem me conhece, quem acompanha meus textos e reflexões ao longo do tempo, sabe da minha admiração quase reverencial pelo maior de todos: Adam Smith.
Não se trata apenas de respeito intelectual. Trata-se da convicção de que poucas mentes compreenderam tão profundamente a natureza da prosperidade humana quanto aquele filósofo escocês do século XVIII. Hoje, 9 de março de 2026, completam-se exatos 250 anos da publicação de "A Riqueza das Nações" (1776). Mas não estamos aqui para lustrar um busto de mármore.
Precisamos urgentemente resgatar uma “arma”. Em uma era em que o intervencionismo estatal abissal é requentado e servido como "panaceia civilizatória", a voz de Smith ressoa não como um eco do passado, mas como um insulto à arrogância dos planejadores centrais, os coletivistas de hoje.
Smith foi o primeiro a desmascarar o "homem do sistema", esse arquétipo eterno do burocrata que, do alto de sua pretensa iluminação, acredita que pode mover indivíduos como peças inertes em um tabuleiro de xadrez. O que vemos ao nosso redor é, funestamente, a antítese de Smith. Tem-se um emaranhado de privilégios onde grupos de pressão capturam o Estado para sufocar a concorrência sob o manto de um "protecionismo salvador". É o triunfo do compadrio, de relações promíscuas, sobre a competência.
A genialidade de Smith foi admitir o óbvio que o poder insiste em esconder. A prosperidade não é um decreto de cima para baixo; é uma emergência. Ela brota da liberdade do padeiro, do cervejeiro e do açougueiro de perseguirem seus próprios interesses. Essa "mão invisível" é a mais sofisticada rede de cooperação voluntária já descrita. Ao buscar o seu melhor, o indivíduo é compelido pela mecânica das trocas a ser útil ao próximo. Você não janta pela caridade do produtor, mas porque a liberdade dele em buscar o próprio sustento o obriga a servir à sua necessidade.
Smith fulminou as barreiras comerciais e o intervencionismo não por preciosismo técnico, mas por rigor moral. Ele sabia que cada tarifa "protetora" é, na prática, um imposto sobre o cidadão para subsidiar o barão industrial bem conectado. É uma transferência de riqueza da liberdade para o privilégio oficial.
Contudo, o edifício smithiano só para de pé por causa de sua fundação: "Teoria dos Sentimentos Morais" (1759). O mercado não é um vácuo ético, mas um ecossistema de confiança. Sem o "espectador imparcial" que nos governa internamente, a liberdade vira pilhagem.
Dois séculos e meio depois, a lição magna permanece, ou seja, a de que o Estado que se arroga o direito de planejar a vida dos indivíduos acaba apenas distribuindo a miséria comum. Adam Smith continua sendo o único antídoto real contra a engenharia social.
É 2026 e precisamos, cada vez mais, de Smith e das liberdades econômicas e individuais e, claramente, de muito menos "progressismo do atraso". A liberdade não precisa de tutores, apenas de espaço para respirar.
Ao cabo, tudo o mais é ruído; o barulho de quem teme perder o controle da narrativa e o poder de sedução das velhas “novas” ilusões.
Sílvio Lopes
"Quando o povo teme o governo, temos uma tirania; quando o governo teme o povo, estamos diante de uma democracia". A frase, cheia de significados (e tão atuais, entre nós, brasileiros!), foi eternizada por Winston Churchill. Vivemos, no Brasil, algo muito apropriado e sintonizado com a declaração do consagrado estadista britânico. Mas há sinais (visíveis e significativos), de que as " rochas começaram a se movimentar". Já não sem tempo...
O mesmo Churchill foi além ao proclamar que " a coragem não é a ausência de medo, mas o triunfo sobre ele". E é! As manifestações e protestos populares que voltaram a sacudir o país inteiro, denotam que o temor deixou de nos paralisar. E que essa é a alternativa que resta para livrar a nação brasileira da tirania do judiciário(e do lulupetismo, em conluio) que prostrou e impôs desassossego à nação. Afinal de contas, um poder unicamente repressivo não se sustenta por muito tempo, pois gera revolta. Agora, é apertar o torniquete que o resultado virá. Impossível não vir.
Além do mais, percebe-se que o avanço em busca do resgate da democracia brasileira é real, progressivo e indisfarçável. Já não há espaço para tergiversar, procrastinar ou mesmo ignorar o lamaçal em que nossa democracia foi jogada pela dobradinha PT-STF. Como diz um conhecido ditado cigano, "ou tiramos a carruagem da lama, agora, ou tudo virará lama". Não há outra coisa a fazer.
* O autor, Silvio Lopes, é jornalista, economista e palestrante.
Gilberto Simões Pires
META
Antes de tudo, mais do que sabido, ROMBOS NAS CONTAS PÚBLICAS, NOTORIAMENTE NAS EMPRESAS ESTATAIS BRASILEIRAS, NÃO SÃO OBRA DO ACASO, MAS DE UMA META QUE DEVE SER PERSEGUIDA -CONSTANTEMENTE- DE TODOS AQUELES QUE OCUPAM OS MAIS DIVERSOS CARGOS NESTE DESTRUIDOR GOVERNO LULA PETISTA.
TURMA ALTAMENTE FOCADA
No que diz respeito às ESTATAIS FEDERAIS, EM MATÉRIA DE ROMBOS A TURMA PETISTA DE DESTRUIDORES TEM DEMONSTRADO COMPORTAMENTO EXEMPLAR. ALTAMENTE FOCADO, DEPOIS DE ATINGIR -COM SOBRA- A META DE 2025, LULA ABRIU O ANO DE FORMA BRILHANTE: em JANEIRO de 2026, para quem não sabe, o ROMBO DAS ESTATAIS, segundo o RELATÓRIO -ESTATÍSTICAS FISCAIS DO BANCO CENTRAL, FOI DE R$ 3,3 BILHÕES, o maior SALDO NEGATIVO PARA O MÊS DA SÉRIE HISTÓRICA, INICIADA EM 2002. UM AUMENTO DE 560% ante JANEIRO DE 2025. Que tal?
HORS CONCOURS
Mais: com destaque especial, na categoria -HORS CONCOURS-, aparece, obviamente OS CORREIOS, por conta do FABULOSO ROMBO REGISTRADO NO ACUMULADO DE JANEIRO A SETEMBRO DE 2025, QUE ATINGIU A FANTÁSTICA MARCA DE R$ 6,1 BILHÕES, com a clara promessa de repetir a META-DESASTRE EM 2026.
BANCO CENTRAL NA RODA DO DESFORTÚNIO
O que está chamando a atenção nesta coleção de ROMBOS é o BANCO CENTRAL. Sob a presidência do PETISTA GABRIEL GALÍPOLO, a INSTITUIÇÃO FECHOU COM RESULTADO ACIMA DA META, AO APRESENTAR UM MAGNÍFICO PREJUÍZO DE R$ 119,97 BILHÕES EM 2025, com a alegação de que o RESULTADO NEGATIVO É CONSEQUÊNCIA DA VALORIZAÇÃO DO REAL FRENTE AO DÓLAR. Sei...
Valdemar Munaro
"Os que maquilam as mulheres causam menor mal (porquanto pouco se perde com não as ver ao natural), do que os que têm por profissão abusar, não de nossos olhos, mas da nossa inteligência, abastardando e corrompendo a própria essência das coisas".
Miguel de Montaigne (1533 – 1592), filósofo renascentista francês, autor da passagem citada, referia-se à oratória que, no entender de Sócrates e Platão, foi inventada astutamente para enganar e adular. A arte retórica floresceu, maiormente, conforme Montaigne, nos lugares e tempos em que ignorantes e vulgos detinham todo o poder; revelam, por conseguinte, a bancarrota intelectual e moral da cultura em que se alberga. Quando a civilização grega se corrompeu, a sofística proliferou como rato e se tornou um instrumento para acalmar ou excitar populachos. Semelhante fenômeno se deu na civilização romana: quanto mais apodrecido o império se tornava, mais crescia a orla de oradores. Se pelos frutos se conhecem as árvores, grandezas adquiridas na base de oratórias e salamaleques, serão sempre ocas e mentirosas.
"Por que, continua Montaigne, antes de julgar um homem o encaramos já todo empacotado? Nada do que nos mostra é dele e ele esconde tudo o que pode esclarecer-nos a seu respeito. O que precisamos saber é quanto vale a espada e não a bainha, porquanto talvez não demos grande coisa por ela. É necessário julgar o homem em si e não pelos seus adornos. Como diz espirituosamente um filósofo do passado: 'Sabeis por que o achais grande? Porque o medis com o pedestal!' O pedestal de uma estátua não é parte integrante dela. Devemos medi-lo sem pernas de pau, nem riquezas, nem dignidades: em mangas de camisa. É o seu físico adequado às suas funções? É ele sadio e alegre? Como tem a alma? Bela, capaz, bem-dotada sob todos os aspectos? Tem a fortuna influência sobre ela? Perturba-se ante um perigo iminente? É indiferente ao tipo de morte que, a cada instante, a pode atingir? É calma, igual, satisfeita com a sorte? Eis o que é preciso procurar saber e nos permite avaliar as diferenças existentes entre os homens: 'É sábio e sabe dominar-se? É capaz de resistir às paixões e desprezar as honrarias? Fechado por inteiro dentro de si mesmo, semelhante a uma bola perfeita que nenhuma aspereza impede de rodar, é influenciado pela fortuna?' Um tal homem está quinhentos braças acima dos reinos e ducados; é ele próprio o seu império" (Ensaios).
A CNBB, entidade episcopal brasileira similar a sindicato, promove outra vez, ora ocorrendo, a reiterada Campanha da Fraternidade neste ano focalizada nuclearmente na falta de moradia que machuca os pobres. O texto que a advoga vem acompanhado de sôfrega nervura teologal e parco convite à contrição e conversão. Suas inquirições beiram a um estelionato evangélico de pouco efeito evangelizador. Chove no molhado. Seus arrazoados quaresmais atendem prioritariamente aos apelos e dramas econômicos, sociais e políticos já eficazmente enraizados na vida do povo.
Passam a impressão, outrossim, de serem redatores cabeçudos e soberbos, visceralmente comprometidos e solidários à situação dos brasileiros sem moradia e sem vida digna no país. Para esses teólogos, porém, a causa da miserabilidade habitacional espraiada pelo Brasil é exclusivamente atribuída ao famigerado neoliberalismo, um monstro sem rosto e sem cauda, a serviço de ricos e abastados.
O texto não menciona, com vírgula sequer, a lama imoral socialista que também assola o continente em que habitamos. Estão na lista vermelha dos empobrecidos sem eira nem beira as nações como o Brasil, a Venezuela, a Nicarágua, Cuba etc., enroscadas nas teias da corrupção e da canalhice de seus governantes inescrupulosos e de suas instituições locupletadas. Tampouco o escrito desses teólogos menciona o roubo aos aposentados e desvalidos, as fraudes dos banqueiros, os gastos exorbitantes e as mordomias com dinheiro público de privilegiados que se autoproclamam defensores de oprimidos.
As pitadas bíblicas agregadas ao texto da Campanha, aparecem para enfeitar ou lambuzar o conteúdo. Com oportunismo, as Campanhas da Fraternidade viajam de carona na liturgia quaresmal cometendo o delito de se desviar de sua finalidade primordial: a Páscoa de Cristo. Ao invés de nos conduzir à interioridade e ao arrependimento, o texto derrama sobre os fiéis, carradas de julgamentos e moralismos travestidos de engenharias que atiçam vontades e energias a lutas exteriores e sociais.
Certamente, o déficit habitacional é uma causa justa a ser defendida, mas não é preciso ser católico, nem cristão para fazê-lo. Dispensam-se, portanto, empurrões 'teológicos' que jogam os crentes cada vez mais no circo da arena política. O estrangulamento teológico se acha no atrevimento hermenêutico abjeto que submete o Evangelho de Cristo à mera dramaturgia histórica e temporal dos homens. Em qualquer situação em que nos encontrarmos, desde há muito, já estamos suficiente e inevitavelmente enlameados nessa miséria política, econômica, religiosa, moral, educacional e jurídica que nos cerca. A ousadia desses teólogos, porém, é de, ao invés de nos soerguer, persistir em nos levar cada vez mais para o interior da cova. É de arrepiar!
A 'visão cristã' que orienta tais ensinamentos está restrita à solução dos problemas habitacionais. Semelhante promessa também faz e fez, às turras, o marxismo propalador de uma fraternidade futura, surrealista, jamais realizável. "Séculos passarão, escreveu Dostoievski, e a humanidade proclamará pela boca de seus sábios e de seus intelectuais que não há crimes e, por conseguinte, não há pecado; só há famintos. 'Nutre-os e então exige deles que sejam virtuosos!'".
Os teóricos da 'Fraternidade' tomam o Cristo como um ressentido ou um lamuriante andarilho que caminha pelas estradas da Galileia, Samaria, Judéia e afins, maldizendo a gruta em que nasceu, a ida ao Egito quando guri, as inospitalidades em Nazaré, Cafarnaum e Jerusalém, etc. Mas esse não é o Evangelho de Jesus. Não encontramos nele lamentos de Maria, nem de José, nem de Isabel, nem de Zacarias, nem de João Batista, muito menos de Jesus.
Os queixumes são exclusivamente nossos, da escola do pecado, que nos ensina a diatribe do vitimismo, da injustiça, da violência, da vingança. "Não há homem justo sobre a terra" (Ecl 7, 20 e Sl 14 ), diz a Escritura, 'todos somos culpados' (cfr Rm 3, 9s); por conseguinte, tudo o que falarmos, fizermos ou produzirmos virá contaminado de malícia e soberba.
O Autor da vida, ao invés (não o supremo modelo como supõe a CF), O ÚNICO INOCENTE, "por um iníquo julgamento foi arrebatado e sem que haja cometido injustiça alguma, nem sua boca tenha havido mentira, foi sepultado ao lado de facínoras" (Cfr Is 53). Ignominiosamente crucificado, ocupa um lugar absolutamente oposto ao dos homens, o nosso, em cuja moral justiceira e aleijada, mistura-se a avareza, a mentira, a indolência, a preguiça, o crime, a inveja, o ressentimento, o ciúme, a corrupção, a vingança e a morte.
Se nos compararmos a Cristo, veremos que ninguém é santo, ninguém é puro, inclusive os 'teólogos' e/ou clérigos que nos ensinam. Todos viajamos no mesmo trem do pecado e da iniquidade. Morreríamos empalados em nossa miséria e podridão, mesmo quando guarnecidos por confortáveis moradias, se Ele não tivesse, gratuita e amorosamente, vindo ao nosso encontro. É uma teologia fajuta a que desconhece, de um lado, a necessidade imprescindível da graça de Deus e, de outro, o poder do pecado e da morte sobre a vontade e inteligência humanas. Somos castigados pelo próprio mal que fazemos. Como dizem Platão e o poeta Hesíodo, 'nasce o castigo no momento mesmo em que nasce o pecado'. "A maldade, acrescenta Montaigne, engendra os próprios tormentos. O mal recai em quem o faz. A vespa, ao picar, perde o ferrão e com este as suas forças, para sempre: deixa a vida no ferimento que provoca".
Sendo assim, estamos todos involucrados nas tramoias da maldade e a única misericórdia que nos pode livrar dela, é a Páscoa e o perdão incondicional de Jesus. "Se ainda não sabemos que Jesus de Nazaré ressuscitou dentre os mortos então ainda não sabemos coisa alguma sobre a história" (J. Broadus).
Segundo o historiador J. Weiss, a tática é velha. Também os fariseus queriam cancelar Jesus e todos os fatos ligados a Ele. Mil outras vezes foi cancelado da face da terra e seu túmulo trancado conforme os tempos: os seus guardas, o estado, a religião, a filosofia, a ciência, a democracia, a aristocracia, o proletariado, a nação, o racionalismo, a prudência. Mas o Cristo guardado no túmulo ressuscitou. Muitos homens foram amados no seu tempo: Sócrates por seus discípulos, Júlio César pelos seus legionários, Napoleão por seus soldados, mas hoje estes estão inexoravelmente no passado. Nenhum coração palpita mais por seus ideais. Ninguém pensa em blasfemar a Sócrates, a Júlio César, a Napoleão porque não têm mais eficácia. Jesus, ao invés, é ainda hoje amado ou blasfemado. Nenhum vivente é tão vivo quanto Jesus.
O ressuscitado não pode ser tratado, portanto, como mera ilustração à nossa fraternidade como insiste fazer a teologia da libertação. Ele é e só pode ser a sua causalidade. Não nos peçam práticas fraternas sem nos dar o Cristo para o podermos ser! Os santos também seriam tão grandes egoístas e abestalhados quanto o são os demais homens, se não estivessem enxertados na vida de Cristo.
Que significado tem o 'Pretório' senão o de ser um espelhamento de nossos tribunais e poderes judiciais infestados de malícia, escárnio e podridão? Que significado tem o 'Jardim do Getsêmani' senão o de ser um espelhamento das nossas falsas lágrimas, traições e abandonos? Que significado tem o 'Gólgota' senão o de ser um espelhamento de nossas ignominiosas condenações, crimes, violências e cinismos?
Aquele que 'habitou entre nós', o Justo e Santo, sem obrigações e sem mérito algum de nossa parte, pagou a dívida que nos conduziria, fatalmente, ao inferno. 'Quem nada deve, tudo paga; quem nada paga, tudo deve' (S. Anselmo). A Páscoa, sem a qual, tudo ruiria, é o maior dos bens que Deus poderia dar à humanidade. O resto é palha, como disse S. Tomás.
A que serviriam nossas casas bem montadas e guarnecidas sem o Cristo ressuscitado? O moinho, segundo a visão hegeliana, faz a histórica girar para cima e para baixo num movimento cíclico sem começo e sem término. Cedo ou tarde, segundo Hegel, escravos se tornam senhores e senhores escravos. A história é um monstro perpetuando-se no seu próprio suicídio, uma gaiola chumbada no tempo e sem porta. Somente Cristo a quebrou.
Milhões de seres humanos buscam, inconscientemente, todos os dias, espantar sua miserabilidade. Casas de ouro ou de barro não evitam que vivamos ocamente, sem amor e sem sentido. Os teólogos da libertação veem os dramas humanos pela vitrine da epiderme. Cristo, porém, não nos vê, nem nos trata pela casca, se somos estamos vivendo em casebres ou mansões, se andamos descalços ou a cavalo, carroça ou BMWs. Ele conhece nossa alma e quer preencher o vazio que há nela.
As comunidades cristãs nascentes não eram apenas lugar de culto e oração; eram também porto seguro a desamparados materiais (Cfr. At 2, 44). Martinho Lutero, ao saber disso, passou a desprezar os pedintes, por achar que o ato de quem só quer esmola é vagabundagem ou não inserção comunitária. Igrejas realmente fraternas farão muitos perdidos encontrar seu ninho material e espiritual.
Em Betânia, na região dos amigos Lázaro, Maria e Marta, Jesus entrou, certa ocasião, na casa de Simão, o leproso. Veio-lhe ao encontro uma mulher e derramou perfume caríssimo sobre sua cabeça. Indignados, 'amantes dos pobres' e justiceiros lamentaram o desperdício, mas Jesus lhes disse: 'ela praticou uma boa ação para comigo... Pobres sempre tereis e quando quiserdes podeis lhes fazer o bem' (Mc 14, 5s).
Unindo-se a Cristo, o cristão aprenderá como amar e viver a justiça. Os teólogos da libertação priorizam as regras morais e pretendem extrair delas o milagre do encontro com Cristo e a vida nova, quando, na verdade, fazem o movimento inverso ensinado por Jesus. Seus insistentes apelos à prática da justiça desconectados de Cristo, se assemelham a imperativos kantianos: latem como cães encastelados sem assustar os passantes.
Santa Maria, 02/03/2026.
* O autor, Valdemar Munaro, é professor de Filosofia.
Alex Pipkin, PhD
Depois de anos estudando comportamento humano, nas empresas, nas negociações, nas fraturas em que interesse e caráter se enfrentam, tornei-me convicto de que há um equívoco destruidor embalando nossa época. Um erro confortável, incentivado por estruturas que passaram a premiar o desvio e a proteger a irresponsabilidade. Acreditamos que o progresso é automático, que a história é ascendente, que, uma vez civilizados, estamos vacinados contra o retrocesso. Nada é mais perigoso. Nada é mais atual.
Avançamos materialmente como nunca. A medicina prolonga a vida, a tecnologia simplifica rotinas, o transporte encurta distâncias, bens e serviços ampliam o conforto até dos que constroem sua retórica sobre a escassez. Vivemos melhor do que qualquer geração anterior sob quase todos os indicadores objetivos. Mas progresso técnico não é elevação moral. Conforto não produz consciência, e abundância não produz caráter.
A história não é linear; depende de freios internos e externos, e o primeiro a se desgastar é o invisível.
Adam Smith, ao examinar os sentimentos morais, descreveu o “espectador imparcial”, essa instância interior que nos vigia e nos julga. Não queremos apenas aprovação; queremos merecê-la. A reputação não é enfeite social, é capital moral. Perdê-la deveria custar caro: estima, confiança, relações. A vergonha não era fragilidade; era engrenagem da civilização.
O que acontece quando nada mais custa?
Quando a corrupção deixa de escandalizar e passa a ser racionalizada como estratégia de poder, quando a hipocrisia vira habilidade política e a incoerência é defendida com fervor tribal em nome do pertencimento cego, algo essencial se rompe. O freio interno enfraquece porque a consciência foi anestesiada por narrativas convenientes, e o freio externo se esfarela porque a sociedade já não pune reputacionalmente o vício.
Não é preciso que prédios desmoronem para que haja regressão. Basta que a emoção substitua a razão como árbitro supremo, que a lealdade afetiva pese mais que a verdade, que a vergonha deixe de operar como limite.
A sociedade pode continuar “funcional” na superfície e, ainda assim, perder densidade moral. Permanecer conectada e tornar-se menos responsável; informada e menos lúcida.
Podemos ter inteligência artificial e autocontrole rudimentar, infraestrutura moderna e maturidade ética infantil. Civilização não se mede pela sofisticação dos instrumentos, mas pela capacidade de conter impulsos.
Quando a consciência já não constrange e a reputação já não importa, o custo do vício desaparece. E, quando o vício deixa de custar, ele se expande vergonhosamente.
Não voltamos às cavernas. Voltamos à infância moral. Mesmo com aplicativos no bolso, retórica sofisticada e investigações que parecem não ter fim.
Talvez uma das ironias mais agudas do nosso tempo seja a de que enquanto se eternizam inquéritos que prometem salvar a ordem, normaliza-se a erosão silenciosa dos próprios critérios que sustentam a civilização.
O perigo não é apenas regredir. É regredir acreditando que estamos em uma era “progressista”.
Gilberto Simões Pires
SURTO DE EUFORIA
Na última 6ª feira, 20, tão logo saiu a notícia de que a Suprema Corte dos EUA decidiu DERRUBAR AS TARIFAS SOBRE PRODUTOS IMPORTADOS -IMPOSTAS GLOBALMENTE PELO PRESIDENTE TRUMP-, a MÍDIA BRASILEIRA ENTROU EM SURTO DE EUFORIA e como tal fez a FELICIDADE DO IGNARO POVO BRASILEIRO, que vê o governo TRUMP como INIMIGO PERVERSO DO NOSSO EMPOBRECIDO PAÍS.
AUTORIZAÇÃO DO CONGRESSO
Antes de tudo, para que fique bem claro, a DECISÃO DA SUPREMA CORTE veio após uma CONTESTAÇÃO JUDICIAL MOVIDA POR EMPRESAS AFETADAS PELAS TARIFAS E POR 12 ESTADOS NORTE-AMERICANOS, A MAIORIA DELES GOVERNADOS POR -DEMOCRATAS-, CONTRA O USO SEM PRECEDENTES DA LEI POR TRUMP PARA IMPOR UNILATERALMENTE IMPOSTOS DE IMPORTAÇÃO. Segundo o presidente da Suprema Corte dos EUA, John Roberts, Trump deve -APONTAR UMA AUTORIZAÇÃO CLARA AO CONGRESSO PARA JUSTIFICAR A SUA AFIRMAÇÃO EXTRAORDINÁRIA DO -PODER DE IMPOR TARIFAS-. ELE (TRUMP) NÃO TEM O DIREITO DE FAZER ISSO.
O BONDOSO GOVERNO LULA
Pois, para quem não sabe, enquanto a MÍDIA GRITA AOS QUATRO VENTOS noticiando que o PERVERSO -GOVERNO TRUMP -IMPÕE TARIFAS que dificultam sobremaneira a EXPORTAÇÃO DE VÁRIOS PRODUTOS E SERVIÇOS BRASILEIROS PARA OS EUA-, o BONDOSO -GOVERNO LULA-, protegido, ou comprado pela MÍDIA, IMPÕE -TARIFAS- (IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO) QUE ATINGEM CERCA DE 1.000 PRODUTOS, incluindo smartphones, máquinas industriais (bens de capital) e equipamentos de informática e telecomunicações, cujas alíquotas chegam a até 25%. Mais: parte dos reajustes já está em vigor e parte começa a valer em março....
TRUMP NÃO PODE, MAS LULA PODE
Como informa o site Poder 360, o Ministério da Fazenda se defende dizendo que o OBJETIVO DAS TARIFAS BRASILEIRAS é CONTER O AVANÇO DAS IMPORTAÇÕES E PROTEGER A INDÚSTRIA NACIONAL. Ou seja, TRUMP NÃO PODE, MAS LULA PODE. Em nota técnica, O MF informou que as compras externas de bens de capital e de informática cresceram 33,4% desde 2022. A participação desses produtos importados no consumo nacional superou 45% em dezembro do ano passado. Para a equipe econômica, esse nível de entrada no mercado nacional AMEAÇA "colapsar elos da cadeia produtiva" e provocar regressão produtiva e tecnológica no país. De novo: AQUI PODE...