• Alex Pipkin, PhD
  • 13 Junho 2024

 

Alex Pipkin, PhD
       Os indivíduos não precisam de babás, tampouco de muletas. Simples assim! Elas possuem condições próprias de refletir sobre suas decisões e ações.

Verdadeiramente, os indivíduos somente são livres quando são eles próprios responsáveis por suas decisões. Lamentavelmente, já que o progresso não é um processo inevitável, a civilização dá notórios passos para trás. A sanha coletivista, aquela do Estado do bem-estar social, invertendo os essenciais incentivos institucionais, promove e impulsiona os vícios da dependência em detrimento das virtudes do êxito individual, e por via de consequência, de todos.

Políticas intervencionistas ao extremo, nacional-desenvolvimentistas e protecionistas, que comprovadamente são ineficientes, comprometem-se em assegurar a “vida boa” para a população, em especial, aos descamisados, porém, ao cabo, trazem a ruína para esses e para todo um tecido social. Compulsoriamente, e de maneira coercitiva, todos são forçados a se associar com um Estado grande, populista e incompetente.

Governos centralizadores, desqualificados e, muitas vezes, tirânicos, arrogam-se o direito de dirigir e de interferir nas vidas, nas decisões e nos planos de vida de cidadãos possuidores de objetivos individuais bastante diversos e distintos. Nosso “contrato social implícito”, tem sido absurda e abusivamente usurpado.

De forma geral, uma pessoa trabalha mais de cinco meses para “contribuir” com sua cota, sangue, suor e lágrimas, para o sócio incompetente Estado. Impostos escorchantes alimentam literalmente - com lagostas e vinhos finos - uma deslite estatal e política, que vive de forma suntuosa, e que entrega migalhas a população, na forma de serviços públicos de péssima qualidade, e de programas sociais censuráveis e contraproducentes.

Tal “sociedade” só agrega benefícios para a conhecida deslite, prejudicando o povaréu, inclusive aqueles iludidos com as tais “bolsas-tudo”, retirando a responsabilidade individual, a renda, e o progresso econômico e social de todos. O corolário desse Estado gigantesco e bondoso é, sem dúvidas, decrescimento e/ou crescimento lento, o esfacelamento das virtudes humanas, e a dependência e a escravidão popular.

Ao invés de intervir nos mercados, de maneira completamente irresponsável e equivocada, o objetivo do governo deveria ser a preservação das liberdades individuais e econômicas, deixando a liderança da economia para o setor privado, e a prestação de serviços públicos de qualidade assegurada. Acima de tudo, esse sócio indesejado, teria que abandonar a sua usual prática de extorsão tributária, deixando com que os próprios indivíduos, com mais recursos em seus bolsos, pudessem decidir sobre seus próprios destinos.

“Dai a César o que é de César”, ou seja, todos comprimindo com as suas obrigações, desde que essas sejam racionais e justas, mas, objetivamente, sendo recompensados pelos frutos do seu próprio trabalho e esforço, sem serem coercitivamente roubados por governantes e agentes estatais ineptos, demagogos e incompetentes.

Os incentivos institucionais deveriam fomentar os valores virtuosos, do trabalho, da ética, da autoestima, do esforço e do desenvolvimento individual. De forma inequívoca, o Estado mastodôntico é uma névoa desprovida de contornos claros, que ludibria os incautos quanto a sua competência para “salvar” a vida das pessoas, especialmente a dos mais pobres. Quanto maior a incompreensão do embuste, maior é o tamanho do Estado incompetente.

Não se precisa de babás, muletas e/ou bengalas, seja lá o que for. Tudo que o governo dá com uma mão, ele já retirou dos cidadãos com as “duas mãos e suas garras afiadas”. Desafortunadamente, o período é de retrocessos, civilizatórios e morais. A mentira e a imprudência reinam, livres, leves e bem soltas.

Os artífices da armadilha do Estado grande não demonstram quaisquer tipos de constrangimento em adotar políticas intervencionistas e lesivas ao desenvolvimento individual. Políticas demagógicas e contraproducentes atropelam a natureza humana e o respeito pelas liberdades, e pelas consequentes escolhas que os indivíduos devem realizar por conta própria. Essas destroem uma cultura saudável.

Sem liberdades, individual e econômica, desrespeitam-se a agência moral, a responsabilidade individual, e os relacionamentos voluntários e colaborativos nos mercados. Não são só as pessoas que são escravizadas nesse tenebroso processo. Perdem todos. Perdem a civilização e o genuíno desenvolvimento econômico e social de e para todos.

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  • Dartagnan da Silva Zanela
  • 13 Junho 2024

 

 

Dartagnan da Silva Zanela

         Somente 16% dos brasileiros compraram algum livro nos últimos 12 meses, de acordo com uma pesquisa realizada pela Câmara Brasileira do Livro. Ou seja: 84% das pessoas, em nosso triste país, não compraram nenhum e, ouso dizer, que um bom tanto daqueles que compraram, nem os folhearam.

Este é um triste retrato da mentalidade tacanha da sociedade brasileira, especialmente daqueles que frequentaram os átrios da educação formal e ostentam, orgulhosamente, os seus diplomas.

O mais curioso é que são justamente essas pessoas, avessas ao universo sem fim dos livros, que miram seus olhos para as tenras gerações e, com o dedinho em riste, gostam de dar lições de moral sobre a importância da educação.

E se isso não bastasse, essas mesmíssimas pessoas, não deixam de dar as suas preciosas dicas e pitacos a respeito deste assunto que elas ignoram por completo e que, diga-se de passagem, nunca realmente quiseram conquistar.

Por isso, se pegarmos e puxarmos as correntes da memória, iremos lembrar de inúmeros momentos onde amigos e colegas compartilham seu contentamento por ter comprado uma blusa, uma calça maneira, um carro, um celular, a felicidade de ter ido a um show, a um baile ou algo similar, porém, quantas vezes um amigo ou colega chegou até nós, sorrindo, se derramando de alegria, por ter comprado um livro que a muito queria ler, quantas? Quantas vezes um amigo, faceiro, chegou até nós para contar que terminou de ler o livro que estava lendo, narrando detalhes e apresentando suas impressões sobre o mesmo, quantas vezes isso já ocorreu conosco? Quantas vezes, meu bom amigo, nós fizemos isso? Quantas? Pois é. Imaginei que a resposta seria essa.

Infelizmente, o imediatismo preguiçoso, em nosso país, anda de mãos dadas com o desamor ao conhecimento e com a ignorância presunçosa e isso, não é de agora não. Vem de longa data. Ou seja, o universo high-tech apenas potencializou esse traço de uma forma excepcional.

De mais a mais, ignora-se o fato de que a virtude do estudo, e a prática da leitura de maneira particular, não podem ser simplesmente ensinadas com ordens estéreis, com o uso de plataformas digitais ou com chiliques histéricos de indignação fingida, porque as virtudes não podem ser ensinadas, elas podem apenas ser aprendidas através do exemplo.

Mas não por meio daquele exemplo encenado, artificioso e oco. O exemplo tem que ser testemunhado sem ser exibido para ser eficaz.

Quando um pai, um tio, os adultos de um modo geral, passam a demonstrar amor pelos livros, pela literatura, quando as crianças têm a oportunidade de vê-los imersos numa leitura, da mesma maneira que os veem imersos na programação televisiva, ou em outras coisinhas nem um pouco apropriadas para qualquer idade, com toda certeza elas passarão a desejar esse misterioso objeto para saber o que há em suas páginas que faz as pessoas terem seus olhos alumiados com um brilho que não é encontrado em tela alguma.

Aliás, as crianças sabem onde realmente o coração das autoridades e demais cidadãos está quando começam a falar da importância da educação. Todos sabem, não é mesmo?

Por essa razão que a educação das tenras gerações começa com a perene correção da nossa. Por essa, e por muitíssimas outras, que qualquer um que realmente creia que a terceirização do sistema de ensino seria a salvação da lavoura o crê porque, provavelmente, nunca parou para pensar seriamente a respeito do assunto.

Possivelmente, nunca leu um livro sobre o tema. Talvez, nunca tenha lido livro algum sobre coisa alguma.

*    O autor, é professor, escrevinhador e bebedor de café. Autor de "A QUADRATURA DO CÍRCULO VICIOSO", entre outros livros.

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  • Edésio Reichert
  • 13 Junho 2024

 

 

Edésio Reichert

 

Já ouvi inúmeras vezes que dá medo pensar em ter filhos nesses tempos modernos, de tantas tecnologias, facilidades e ideologias, e que talvez o melhor seja não os ter.

Pelo menos duas razões parecem sustentar este temor. A primeira delas é que podemos acompanhar em segundos quase tudo o que acontece no mundo, seja bom ou ruim, graça ou desgraça. E pela natureza humana, o acidente, a tragédia, o que é negativo, atrai com mais facilidade a atenção das pessoas. Em se tratando de maus hábitos então, é ladeira abaixo, só desce, como disse Jordan Peterson. A preguiça é mais fácil do que o esforço; comer só o que se gosta e tem vontade é mais fácil do que fazer uma dieta saudável; a bagunça em uma casa é mais fácil do que ter tudo organizado, etc., ou seja, o caos é mais fácil que a ordem, seja no interior da pessoa ou no exterior.

Uma segunda razão para o receio de ter filhos é o risco de perder prazeres que nos são apresentados, o “curtir a vida” sofrerá prejuízos. Um filho inevitavelmente exige renúncias, sacrifícios, muito mais esforços em todos os sentidos, e que muitos adultos não estão dispostos a fazer tal troca.

Em meio a este conjunto de pensamentos, tecnologias, receios e desejos, e em grande número de casos, sem o menor preparo emocional, profissional, familiar, seguindo a última razão, de “curtir a vida”, os filhos são feitos e certamente a maioria deles, nasce.

E o grande desafio de ser pai ou mãe, de verdade, se apresenta: fazer renúncias, sacrifícios, para bem cuidar daquele pequeno ser. E se a resposta materna/paterna for negar-se a fazer este esforço que a boa educação dos filhos exige? O mais provável será fazer tudo o que a criança pedir, primeiro pelo choro, depois pelas palavras e birras; deixar ela ser egoísta e agressiva, não dividindo nada com outras crianças; servir tudo a ela; deixar ela o maior tempo possível vendo telas; transferir a educação dela para a creche, escola ou outra instituição. Em outras palavras: literalmente, deixar a criança mandar nos pais ou responsáveis.

Em poucos anos, terá um adolescente revoltado com todos e com a vida pois acha que ninguém o entende, e mais um pouco, um adulto cheio de problemas para se relacionar na vida social, amorosa, profissional, em que os outros adultos não farão questão de conviver com uma pessoa assim, pois não será prazeroso. Não acredita? Você, hoje, certamente não gosta de conviver com quem é preguiçoso, relaxado, se julga o dono da verdade, mentiroso, não é mesmo?

Mas será que as tecnologias, com sua inteligência artificial e outras engenharias, não poderão produzir uma solução para este grande desafio que é levar um recém-nascido a se tornar uma criança/adolescente/adulto equilibrado, honesto, responsável, com bons hábitos para o resto da vida?

Será que, bem à semelhança de filmes de ficção que mostram humanos robôs fazendo tudo o que é esperado deles, agindo como um reloginho, tudo dentro do programado, não dá pra sonhar com filhos assim?

Por aquilo que já é conhecido sobre a influência de tecnologias digitais sobre crianças e adolescentes, não dá para esperar solução positiva.

Michel Desmurget em seu livro A Fábrica de Cretinos Digitais, cita dezenas de estudos comprovando os graves danos causados no cérebro de crianças e adolescentes que ficam muitas horas diante das telas. “Uma maior utilização de telas, está associada a uma queda das capacidades de linguagem”. “A comunidade científica afirma há anos que a mídia eletrônica precisa ser reconhecida como um grande problema de saúde pública”, pois vicia igual ou mais que outras drogas.

Se olharmos mais para o futuro quem sabe se as engenharias romperem todos os limites éticos, se os líderes mundiais colocarem em prática o desejo insano de controlar completamente todas as pessoas, não tenhamos humanos geneticamente modificados para se comportar, exatamente como seus programadores desejam? Necessário lembrar que tal poder decretará o fim do maior bem que faz parte inseparável da vida humana: AS LIBERDADES.

São inegáveis as melhoras, os progressos, a organização, a otimização de recursos que tecnologias trouxeram em tudo a que se relaciona à vida humana.

Os conhecimentos disponíveis na internet mostrando como tudo pode ser feito, tornaram as coisas muito mais fáceis. Mas grande parte do conhecimento que for buscado nessas tecnologias, precisa ser testado na prática e nessa hora, nem sempre as coisas ocorrem como os vídeos ensinam. Só a repetição daquela ação poderá levar à aprendizagem definitiva, ou seja, a fixação daquele conhecimento.

E quando se trata de levar filhos a adquirir bons hábitos e comportamentos socialmente agradáveis de conviver, mostrar, insistir, repetir a mesma ação é absolutamente necessário. Isto exige dos pais ou responsáveis aquela dose extra de sacrifício, de paciência e dedicação.

Embora parece crescente o número de pais solteiros e mães solteiras que simplesmente não querem os filhos após o nascimento, é profundamente impactante a emoção de quem os tem, sobretudo em pais, avós, pois aquele novo ser desperta o maior de todos os sentimentos humanos, e acaba por atrair todas as atenções dos que estão à sua volta, pois claro, precisa disso para sobreviver.

Apesar das muitas dificuldades, os pais ou responsáveis precisam colocar em prática, enquanto eles são pequenos, aquela força que está no coração, e que, lamentavelmente, em muitos casos, se manifesta em uma tragédia, como quando se trata de tirar um filho das drogas ou da cadeia: A FORÇA DO AMOR. Esse impulso que move pais em momentos de tragédia PRECISA ser acordado, precisa ser colocado em ação através das pequenas correções, com muita paciência, com muita insistência, quando os filhos ainda são pequenos, para que eles tenham uma boa direção e adquiram bons hábitos; para que o desejo de ordem, no seu interior e exterior, entre de fato na vida deles.

A internet está repleta de sugestões muito didáticas, de como pais podem melhor praticar esta opção, como olhar com mais atenção para aquela criança, quando estiver com ela – considerando que muitas passam horas na creche ou escola.

Algumas coisas que ajudam muito. Estimule a imaginação e capacidade de observação por meio de contato com coisas concretas, como uma horta, ferramentas, produção de alimentos, jogos de tabuleiro, uma limpeza, guardar as compras do mercado, etc.

E muito importante: fale de Deus, fale que ELE é pai e gosta de pessoa que diz a verdade, pois nossa alma anseia pelo que é eterno, pelo que é elevado. Deixar de falar de Deus, como disse Anthony Esolen, é semelhante a olhar para teto de sua casa e pensar que o mundo acaba ali, que nada mais existe além dele. Loucura? Muitos pais praticam isso. Nosso fim não é igual ao fim de um rato, de uma barata ou um animal de estimação. Temos uma centelha de eternidade em nós.

Este AMOR de pais, de avós, que não é fruto de tecnologias, quando colocado em prática nos primeiros anos da criança, deixará claro para ela que a vida é feita de esforços, de alegrias e frustrações, de que a vida é troca, é cooperação, e de que ninguém, absolutamente ninguém nasceu apenas para ser servido. Ver filhos e netos bem educados e fortes para vida, é uma das maiores alegrias de pais, avós e faz bem para toda sociedade.

*       O autor, Edésio Reichert, é pequeno empresário no Paraná.

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  • Juliano Roberto de Oliveira
  • 10 Junho 2024

 

Juliano Roberto de Oliveira

       Ficamos assim: Lula, com sua sanha irrefreável por fazer palanque político e econômico sobre a tragédia do Rio Grande do Sul, decidiu importar arroz para suprir um suposto desabastecimento do produto no mercado interno.

Esta decisão, destaque-se, contraria todas as evidências de  que não haveria desabastecimento, uma vez que a safra 2023/2024 seria suficiente para atender à demanda do mercado brasileiro.

Os produtores gaúchos, já completamente arrasados pela tragédia, terão agora de concorrer com um produto subsidiado pelo governo federal.

Mais detalhes: o preço médio pago pelo quilo do arroz, segundo informações do Uol, é de R$ 5,00. O preço de venda no mercado interno deve ser de R$ 4,00. Uma defasagem de 20% que deverá ser paga pelo generoso contribuinte brasileiro (e pelo próprio produtor gaúcho que verá seu produto ser desprezado pelos potenciais clientes que, agora, terão à disposição uma opção mais acessível).

Deputados do Novo, Marcel van Hattem e Felipe Camozatto, além de Lucas Resecker, deputado do PSDB, haviam conseguido suspender esta bizarrice por meio de uma ação movida contra a União. Conseguiram, mas por pouco tempo.

Mesmo sob a comprovação de violação a princípios constitucionais, como à livre concorrência e à propriedade privada (violação que não deveria causar estranheza, visto que são estes dois princípios reiteradamente vilipendiados em nossa República), mesmo representando um golpe fatal à já combalida economia gaúcha, a decisão que havia suspendido a importação do produto foi derrubada e Lula pode seguir com seu plano de importação.

Como é típico de democracias esvaziadas, tão pujantes quanto à da vizinha venezuelana, teremos controle de preço e produto subsidiado com carimbo oficial do governo federal concorrendo diretamente com a indústria gaúcha de arroz.

A “boa vontade” do governo federal em atender às demandas das classes menos favorecidas não parece ter relação, porém, com uma demanda genuína não atendida pelo mercado. Parece ter relação com qualquer outra coisa. Ignorância econômica? Certamente. Ação propagandística que visa as eleições deste ano? Muito provavelmente.

As trapalhadas econômicas perpetradas por um governo de cunho intervencionista-dirigista já são conhecidas de todos os liberais e defensores de um modelo econômico de livre mercado, é claro. Como já está claro para quem entende que a pujança econômica de um país depende das ações privadas típicas de um mercado desimpedido, o respeito à propriedade privada e à livre iniciativa são, para os iluminados senhores do intervencionismo, princípios desprezíveis que não devem incomodar suas “perspicazes” decisões macroeconômicas. A coisa ganha contornos assustadores, porém, quando é amparada por decisões que pertencem à esfera judicial.

Como já apontado em breve e excelente artigo intitulado “Um arrozal de inoperância estatal”, do advogado Leonardo Corrêa, “[...] no momento de maior dor e sofrimento, os gaúchos enfrentam novo revés e se sentem desamparados pelo Poder Judiciário [...]”. A justiça, como se vê, ao conceder autorização para a compra do produto, aplicou triplo golpe contra a democracia brasileira. Como destacado pelo autor, saem fragilizados os pilares da economia de livre mercado, a luta pela recuperação da economia gaúcha e a própria confiança no poder judiciário como bastião da razoabilidade.

*       O autor, Juliano Roberto de Oliveira, é Bacharel em Administração de Empresas – FAI; Especialista em Qualidade e Produtividade – UNIFEI e Mestre em Eng. da Produção - UNIFEI

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  • Gilberto Simões Pires, em Ponto Crítico
  • 09 Junho 2024

Gilberto Simões Pires

FALÊNCIA

A primeira semana de junho está findando e com ela o desencantado povo brasileiro, sem cessar, manteve a clara infelicidade de CONFIRMAR que, na medida em que o tempo passa, ao invés de ver aumentada a ESPERANÇA DE DIAS MELHORES, a única coisa que consegue perceber, e/ou sentir, é a nítida CERTEZA de que o governo Lula só vai descansar depois de DECRETADA A FALÊNCIA DO NOSSO EMPOBRECIDO BRASIL.  

FESTEJAR OS INSUCESSOS

A cada decisão tomada, não resta a menor dúvida de que as INTENÇÕES, assim como praticamente todas as AÇÕES que são tomadas - dia após dia- , têm absoluto compromisso com o ERRO. E como tal a META perseguida pelo governo, em todos os níveis, contando sempre com ajuda máxima do STF, é FESTEJAR OS INSUCESSOS OBTIDOS. 

AS PRAGAS E O CURANDEIRO

Com o claro propósito de garantir o quanto antes o perseguido INSUCESSO TOTAL, Lula não adormece sem antes ROGAR AS PIORES PRAGAS CONTRA O PRESIDENTE DO BANCO CENTRAL, ROBERTO CAMPOS NETO. E na manhã seguinte, ao acordar, entona a voz e replica tudo que disse na noite anterior. Com isso, fica impossível não admitir que Lula não tem o menor apreço pela RESPONSABILDADE FISCAL, assim como seu -POSTE- Fernando Haddad, que tal qual um pretenso CURANDEIRO DA TRIBO PETISTA, corre, da manhã à noite, de um lado para outro, na procura de maneiras que levem ao AUMENTO DA ARREACADAÇÃO. 

MÁXIMA

Com isso, o ORÇAMENTO DA UNIÃO, que por muitos anos foi rotulado, acertadamente, como mera OBRA DE FICÇÃO, sob o comando de Lula simplesmente passou a ser reconhecido como ALGO FLAGRANTEMENTE DECORATIVO e, portanto, DISPENSADO DE SER OBEDECIDO. Dentro desse ambiente TRÁGICO, o que mais impressiona é que muita gente APLAUDIU A APROVAÇÃO DO -ARCABOUÇO FISCAL-. Ou seja, nada mais lógico do que a velha máxima - SÓ EXISTEM OS ESPERTOS PORQUE EXISTEM OS TROUXAS. Que tal? 

UM LEILÃO MUITO LOUCO

A propósito de tudo e mais um pouco, este editorial não pode fechar sem antes registrar o MAU ESTAR e o CHEIRO DE FALCATRUA que permeou o SAFADO LEILÃO DE ARROZ PROMOVIDO ONTEM PELA CONAB, que não por acaso se trata de uma  empresa pública federal. Leiam aqui o que foi apurado pelo site -THE AGRIBIZ- sobre o -ARROZÃO- (https://www.theagribiz.com/agronegocio/um-leilao-muito-louco-wisley-souza-o-desconhecido-rei-do-arroz-da-conab/). 

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  • Alex Pipkin, PhD
  • 07 Junho 2024


 

Alex Pipin, PhD

       Todo liberal “raiz” sabe que uma das mais básicas premissas liberais é a do livre comércio. Não poderia ser diferente. Aliás, os fatos da história econômica mundial comprovam cabalmente a importância estratégica, tanto das exportações, como das importações, a fim de gerar e acelerar o desenvolvimento econômico e social de uma nação.

O protecionismo, o intervencionismo de burocratas estatais interessados nas relações de compadrio em seus países é, indubitavelmente, um dos maiores cancros inibidores do efetivo progresso. Quando os cidadãos de uma nação são privados de comprar produtos/serviços mais baratos e/ou de melhor qualidade/produtividade, esses são compulsoriamente forçados a pagar mais caro por mercadorias de menor qualidade.

Desse modo, sobram menos recursos para as pessoas adquirirem outros produtos e serviços em seu país, afetando todo o mercado nacional e, portanto, reduzindo os empregos e o nível de investimento em uma determinada nação.

O protecionismo impõe a população comprar “pior” e, assim, diminui o poder de compra dos brasileiros, a demanda agregada nacional e, evidente, deteriora o padrão de vida das pessoas. Contudo, nessa presente situação envolvendo a importação de arroz, as circunstâncias são atípicas e muito distintas.

A maior tragédia de enchentes ocorrida no Rio Grande do Sul, impactou em quase todos municípios gaúchos, trazendo abissais prejuízos ao setor agrícola, como também à outras indústrias. Não entanto, várias entidades representativas do setor arrozeiro, já se manifestaram, confirmando que não haverá falta de arroz para fornecimento no país.

O que se vê - e o que não se vê -, é um Estado incompetente, mais uma vez, politizando questões-chave, desejando intervir nos mercados com mão de ferro, atrapalhando a vida dos empresários e das pessoas.

Neste momento crítico da economia gaúcha, o que o Estado deveria estar planejando e executando, são ações para impulsionar o crescimento da economia, ao invés de estar indo na contramão dos interesses do empresariado e do povo do Rio Grande do Sul.

A sanha intervencionista do desgoverno é tão grande, que mesmo após uma ação judicial que suspendia o leilão de arroz importado almejado pelo ex-presidiário, hoje, quinta-feira, dia 6/6, o TRF-4 derrubou tal liminar e, desta forma, manteve o leilão de arroz importado.

Nessa republiqueta rubra coletivista, a fúria e a bagunça judicial não encontram limites quando se trata de prejudicar o Estado do RS. Diferentemente da premissa basilar do livre comércio, pelo trágico contexto gaúcho, o que esse desgoverno quer, é aumentar o desemprego e prejudicar ainda mais a economia do RS. Além disso, claro, qualquer cego que pensa, sabe que devem estar contempladas no referido leilão, relações “perversas e libidinosas” por parte desse desgoverno.

É lamentável que o intervencionismo inepto e voraz de políticos e de burocratas estatais, sempre empregando uma narrativa velhaca e ideológica, a do “para o bem do povo”, de fato, esteja direcionada para lesar o Rio Grande do Sul, como também todos os demais estados e consumidores brasileiros. O livre comércio sempre é benéfico, sem dúvidas, porém, aqui a questão não é de natureza econômica.

Nessa circunstância, o que se vê é um desgoverno incompetente, ideológico, canhoto e mal-intencionado, fazendo todo o possível para afetar e dificultar a penosa recuperação do Estado dos gaúchos. Triste.

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