• Dagoberto Lima Godoy
  • 07 Abril 2026

 

 

Dagoberto Lima Godoy

           A explosão da dívida dos Estados Unidos é um sintoma de desgaste estrutural. A dívida americana já ronda os US$ 39 trilhões, acima de 120% do PIB, segundo o FMI. Isso não significa colapso iminente do sistema americano, mas indica que o coração financeiro do mundo já não transmite a mesma sensação de solidez inquestionável de outrora. Tampouco significa o desaparecimento súbito da ordem anterior. O que se vê é a erosão simultânea de vários de seus pilares: a supremacia incontestada do dólar, a neutralidade das cadeias globais, a abundância de energia barata e a ideia de que a globalização havia domesticado a guerra.

A ordem mundial não está apenas se reordenando por planilhas, tarifas e algoritmos; está sendo redesenhada também pelo uso da força. A guerra da Rússia contra a Ucrânia demonstra quanto energia, alimentos e logística continuam sendo armas estratégicas, assim como o confronto militar direto dos Estados Unidos contra o Irã projeta forte impacto potencial sobre petróleo, seguros, fretes e estabilidade regional.

Mas a transformação mais profunda decorre do fato de a economia digital ter-se tornado brutalmente material. A escalada da inteligência artificial está empurrando para cima a demanda por eletricidade, refrigeração, cobre, lítio, grafite, terras raras e capacidade firme de geração. A demanda por minerais críticos segue crescendo e permanece fortemente concentrada, sobretudo no refino controlado pela China.

Nesse cenário, o Brasil ganha relevo. Não por ser potência militar ou líder em inteligência artificial, mas por deter um conjunto de ativos que o novo ciclo histórico valoriza crescentemente: energia limpa, alimentos, água, território e minerais críticos, como lítio, grafite, níquel, cobre, nióbio e terras raras. Num mundo que passa a girar em torno de infraestrutura energética, transição industrial e segurança de suprimentos, isso confere ao Brasil um peso que parece ainda não ter sido inteiramente percebido por sua própria elite dirigente.

Nesse quadro, os BRICS ensaiam, não uma substituição frontal do dólar, como Lula por vezes sugere, mas uma erosão prática de sua centralidade, por meio de sistemas de pagamento e cooperação financeira colocados no centro da agenda do bloco. Pelas manifestações oficiais, o Brasil parece inclinar-se para esse polo alternativo, embora essa opção estratégica não tenha sido efetivamente discutida no Congresso Nacional.

O governo Lula parece acreditar que a aproximação com os BRICS amplia a margem de manobra diplomática, abre espaço para financiamento, cooperação tecnológica seletiva, pagamentos em moedas locais, quando convenientes, e maior poder de barganha diante do sistema tradicional. Isso pode elevar o valor estratégico de nossos ativos materiais — energia, agropecuária e minerais. Mas há três ilusões que o país precisa evitar.

A primeira é imaginar que os BRICS já constituam uma ordem coesa. Não constituem. O bloco reúne interesses frequentemente divergentes, ritmos distintos e visões estratégicas por vezes incompatíveis.

A segunda é supor que China e Rússia sejam parceiros neutros ou desinteressados. Não são. Toda potência opera segundo seus próprios objetivos nacionais.

A terceira é crer que o Brasil possa reduzir rapidamente sua dependência funcional da ordem financeira baseada no dólar. Também não pode. O dólar continua central porque ainda não existe outro sistema com a mesma profundidade, liquidez e capacidade de absorver poupança global.

Por isso, a aposta correta do Brasil não é “trocar de lado”. É usar a reestruturação do mundo para ampliar sua autonomia, sem romper com nenhum polo essencial, muito menos com seus históricos parceiros ocidentais.

Afinal, o mundo não vive exatamente um reset econômico. Vive uma sacudida, um reordenamento. E, em tempos assim, os países que prosperam não são necessariamente os mais ideológicos, mas os que sabem ocupar posições indispensáveis. O Brasil pode ser um deles, mas só acertará se compreender que sua vocação não é ser satélite de uma ordem nem soldado de outra, e sim procurar ser necessário para ambas.

*           O autor, Dagoberto Lima Godoy, é engenheiro civil

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  • Dartagnan da Silva Zanela
  • 03 Abril 2026

 

Dartagnan da Silva Zanela

                    Lembro-me da primeira vez que assisti ao filme A Paixão de Cristo (2004), de Mel Gibson. Como também não esqueço o guaju que se espalhou pelos quatro ventos contra a obra, com incontáveis figuras, figurinhas, figuraças e figurões rasgando as vestes por conta da forma crua com que o diretor procurou retratar a Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo. E, do mesmo modo, não me esqueço das palavras ditas pelo Papa São João Paulo II que, ao ser perguntado sobre o que achou do filme, disse, de forma lacônica: "Foi assim".

Mas, como estava dizendo, não me esqueço da primeira vez que o assisti. Cheguei ao cinema, tomei meu assento e, enquanto aguardava o início da exibição, havia um clima levemente festivo dentro da sala de projeção, típico de um cinema. De repente, a luz foi apagada, a exibição começou e, gradativamente, o silêncio tomou conta da sala; o ambiente foi tomado pelas cenas da película, com os diálogos das personagens encenadas nas línguas da época — aramaico, hebraico e latim — juntamente com uma trilha sonora que nos envolvia de tal forma que nos colocava como testemunhas diretas da Sexta-Feira Santa.

Até hoje, quando revejo esta obra de arte, sinto-me impactado, tendo o véu que encobre meus olhos e coração partido ao meio, tal qual o véu do Templo que se partiu quando Cristo expirou no alto do madeiro da cruz.

Desde seu nascimento neste mundo, o Nazareno foi um sinal de contradição entre os homens. Sua presença revela em nós — em cada um de nós — a pessoa que deveríamos ser, mas que resistimos e nos negamos, com muita força, a nos tornar. Por isso, não é à toa que o referido filme, à época, causou tanto escândalo entre aqueles que se consideram pessoas muito boas, boníssimas. Aliás, lembremos e, se possível for, jamais nos esqueçamos de que, como nos recorda Léon Bloy, no mundo há apenas dois tipos de pessoas: aquelas boas que se acham ruins, e as ruins que se consideram boas.

Isso mesmo! Toda pessoa que se considera muito boa, de certa forma, é movida por um "espírito de Caifás", acreditando candidamente que está fazendo algo muito bom e justo através das suas maldades mal disfarçadas de cada dia. Espírito esse que, no início deste milênio, moveu muitos a apedrejar o filme em questão, e que move boleiras de outros a realizar mil e uma ações reprováveis, crentes de que, na verdade, estariam agindo de forma benemérita — seja nas redes sociais ou em círculos não tão privados de escarnecedores.

Mas voltemos ao ponto: a primeira vez que assisti ao filme supracitado. Após o término da exibição, ao invés de balbúrdia e agitação, conversas e cumprimentos entre amigos, havia apenas silêncio. Aquele silêncio que tememos ouvir. Todos, um a um, foram levantando-se para sair da sala. Eu fui diretamente para o elevador, com a cabeça baixa, pensativo com o que eu acabara de testemunhar, pensando na vida, na minha porca vida; então, resolvi levantar a minha cabeça e o que vi foi uma longa fila de pessoas silentes que, como eu, estavam de cabeça baixa, pensando. Por isso, repito: não é à toa, nem por acaso, que os ecos desta produção incomodaram tanta gente — e que até hoje incomodam.

Hoje, passadas duas décadas e meia, o filme pode ser assistido — ou revisitado — por qualquer um pela internet. E se formos fazer isso, façamos com os olhos bem abertos e, se possível for, com o coração na mão, para que o olhar do Servo Sofredor nos desnude diante do altar da nossa consciência. Fazendo isso, com certeza o clima irá pesar, mas é preciso que ele pese para que nossa alma possa ser elevada ao encontro d'Ele.

*           O autor, Dartagnan da Silva Zanela, é professor, escrevinhador e bebedor de café. Autor de "UM GRANDE MONTE DE PÓ E SOMBRAS", entre outros livros.

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  • Gilberto Simões Pires, em Ponto Crítico
  • 02 Abril 2026

Gilberto Simões Pires 

   

RELEMBRANDO 2017

Mais do que sabido e sempre lembrado, Geraldo Alckmin, durante a campanha eleitoral de 2017, na clara tentativa de deslegitimar a candidatura de Lula na eleição de 2017 relembrou várias vezes, sempre com muita ênfase, que o COMPROVADO ENVOLVIMENTO DO PETISTA nos ENORMES ESCÂNDALOS que vieram à tona através da Operação Lava Jato, NADA MAIS ERA DO QUE -VOLTAR À CENA DO CRIME-. 

 

ATO DE INVEJA?

Entretanto, a considerar que o mesmo Geraldo Alckmin achou por bem aceitar o convite para ser vice de Lula na eleição de 2022, a tal FRASE por ele popularizada e repetida inúmeras vezes, passou a ser interpretada pelos eleitores em geral como um ATO DE INVEJA por não ter participado das inúmeras FALCATRUAS que ele apontava com voz alta.

 

PERMANECER NAS CENAS DOS CRIMES...

Pois, ontem, 31 de março, tão logo Lula confirmou, em reunião ministerial, que Alckmin será seu vice-presidente na chapa de reeleição nas eleições de outubro deste ano, tudo leva a crer que AMBOS (Lula e Alckmin), de mãos dadas, não pretendem -VOLTAR À CENA DO CRIME-, mas apenas e tão somente -PERMANECER - FESTIVAMENTE- NAS CENAS DOS CRIMES-.  

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  • Alex Pipkin, PhD
  • 02 Abril 2026


Alex Pipkin, PhD


          Chamam de sensibilidade. Eu chamo de rendição.

Nunca tivemos tanto acesso a dados e evidências. Ainda assim, retrocedemos para uma preferência infantil por soluções que não sobrevivem a cinco minutos de realidade. Decide-se pelo que conforta o ego, não pelo que resolve o problema. A economia se transformou num painel de desejos, em que se ignora que ela continua sendo um sistema brutal de causa e consequência.

A vida não opera sobre intenções. Opera sobre incentivos.

Uma vez que o ambiente premia risco e responsabilidade, o indivíduo avança. Não por altruísmo, mas pela ambição legítima de colher o que plantou. Ao fazer isso, arrasta consigo tudo ao redor. O lucro, agora demonizado em grau máximo, é apenas o sinal de que algo útil foi entregue a alguém.

O que vivemos hoje é o triunfo da antítese. Um Estado que chama gastança do dinheiro do contribuinte de direito e financia o delírio com um garimpo tributário permanente. Um manicômio regulatório em que contratar é um ato de coragem. O resultado não é proteção; é escassez organizada.

Nesse cenário, o empreendedor não hesita; ele se retrai. Não calcula expansão; passa a calcular danos. A prudência se transforma em medo, e esse passa a ser a única estratégia possível.

O mais perverso é que isso não é erro, é planejamento deliberado. Transformaram ressentimento em política e vendem contenção como qualidade. Promete-se justiça destruindo exatamente os mecanismos que permitem a ascensão. No final, sobra o igualitarismo mais antigo da história. Evidente, todos nivelados, por baixo.

Isso contamina tudo. A ambição desaparece do mapa. O esforço próprio perde valor. A mediocridade deixa de ser exceção e passa a ser a regra. O diagnóstico já não é o problema. O problema é a recusa. Recusa em aceitar o que funciona, e em enfrentar o custo do crescimento. Recusa em trocar conforto por responsabilidade.

Sem isso, não há injustiça a corrigir. Há, apenas, a escolha do caminho ordenado do atraso: a desistência, não inocente, de correr riscos, lutar e conquistar.

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  • Adriano Alves-Marreiros
  • 02 Abril 2026

 

Adriano Alves-Marreiros

– Ah, a música – disse Dumbledore, secando os olhos. – Uma mágica que transcende todas que fazemos aqui!

J.K. Rowling

      Prosseguimos com nossa série de artigos de inspiração na Música.  Se nas outras duas elogiei a qualidade da canção, nesta não posso fazer o mesmo, embora seja de um dos maiores compositores de todos os tempos, John Lennon: sim, nosso alvo será aquela que é a vaca sagrada de tantos militantes...

Sem dúvida, algumas das maiores canções de todos os tempos foram feitas por ele e Paul nos Beatles. Canções de amor como Woman e Starting over, já na carreira solo, são encantadoras.  Obras primas às dezenas podem ser mencionadas.  Mas esta, além de superestimada, tem significados ainda menos disfarçados que as outras.

Vamos então àquela que, junto com postes de led, pombas brancas, desarmamento das pessoas de bem e abraços em lagoas e praças, pode nos propiciar “um mundo melhor” ...

Imagine”: criando um mundo “melhor”, à imagem e semelhança do que pretenderam muitos ditadores...

Imagine there´s no heaven” (imagine que não haja o paraíso) é o verso que começa “despretensiosamente” a música que propõe um paraíso segundo a ideologia receita do autor. Ele também nos manda imaginar que não há inferno sob nós (“no hell below us”), o que é mais fácil; pois, criado o mundo ideal de Lennon, o inferno não estará mais sob: mas around us (à nossa volta), como já aconteceu na URSS e em outros lugares em que esse mundo ideal foi tentado seguindo a idéia ou ideologia de alguém. Seria o caso, então, de lembrar e não de imaginar... Mas, para que você não lembre, ele imediatamente quer todas as pessoas vivendo o presente (“living for today”), apenas o presente.  Esquecer o passado, ou recontá-lo, é muito importante para o “agente de transformação social” que é alguém como aquele alfaiate da piada atribuída ao Millôr que, vendo que o terno não serve, faz ajustes no cliente...

Ficando mais explícito, ele manda imaginar que não há países (“imagine there's no countries”) passando ao internacionalismo, objetivo de certas ideologias, e afirma que não seria difícil de imaginar isso (“It isn´t hard to do”), desta vez revelando até dons proféticos: quem poderia prever que nações ocidentais de imensa história, alta cultura e tradição, cederiam suas soberanias tão facilmente, deixando-se governar por burocratas não eleitos que, por vezes, impõem por tratados as mesmas regras que aqueles povos rejeitaram em referendos.  Quem iria imaginar que até a nação mais poderosa do mundo teria se curvado por quase uma década ao Globalismo[1].  Então, realmente, hoje podemos dizer: “It isn´t hard to do”.  Ainda mais se fizerem as pessoas imaginarem que realmente não há nada pelo qual matar ou morrer (“Nothing to kill or die for”) tornando-as fracas e submissas, tolamente pacifistas e esquecendo de episódios em que se lutou e se deu a vida pela Democracia, pela Liberdade, contra o totalitarismo, por princípios e para não deixarem invadir sua pátria (mas se não há países...).

Evidentemente que a religião manteria as pessoas pensando em valores pelos quais valeria a pena viver e morrer e manteria a cultura, que precisa ser destruída para facilitar a vinda da revolução; então, imagine que não (...) há religião, também (“Imagine there´s (...) no religion too”).  Com isso, o deus Lenin, digo, Lennon, ou qualquer outro, vai poder impor uma forma boa e pacífica de viver sem conflitos (“Living life in peace”): principalmente sem conflitos com esse deus... Sem que haja religiões para atrapalhar.

A ideologia agora se revela totalmente quando nosso caro John, cuja fortuna ao morrer atingia algumas dezenas de milhões de libras, nos manda imaginar que não existem propriedades (“Imagine no possessions”), desde que não notemos as dele (duplipensar[2]).  Essa precisa explicar?  Mas sobre o direito à propriedade privada, devo lembrar que é uma das garantias da liberdade e da dignidade da pessoa humana (Leia Mises, Locke e tantos outros).  Sem ele, não existe nenhum âmbito em que o governo não mande, mesmo que esse governo se disfarce de outras formas não (tão evidentemente) governamentais... Curiosamente, o autor sugere que a ausência de propriedade levaria à inexistência de fome e ganância (“No need for greed or hunger”).  Mas será que você viu mais abundância e fartura nos países que restringiram o direito à propriedade ou nos que o respeitam: indaguem...  Impedem as pessoas de saírem de quais?  Para quais elas querem ir? Lembro de uma “fraternidade dos homens” (“a brotherhood of men”), por exemplo, que fez milhões morrerem de fome no Holodomor porque acharam que os ucranianos não eram fraternos como eles queriam[3]...

No refrão Lennon profetiza mais uma vez e diz que tem esperança de que um dia você se unirá a sonhadores como ele ( “I hope someday you'll join us”) e realmente o politicamente correto, o domínio da imprensa, da academia, a manipulação da arte fizeram com que muitas pessoas sejam “modinhas”, isto é, seguidoras de toda moda politicamente correta da vez, sentindo-se constrangidas pela Espiral do Silêncio[4] que direciona o que você deve pensar para não se sentir deslocado e que muitas vezes já foi um tema mal visto que foi tornado bem visto e inquestionável por meio da janela de Overton[5] (procure saber mais sobre o assunto: você vai entender muita coisa). 

E quando houver modinhas suficientes para que a revolução vença, por meio do Globalismo[6], então “the world will be just one” (o mundo será um só): e você terá a liberdade de fazer aquilo que a oligarquia não eleita determinar... como já anda acontecendo aqui e ali...

O camarada Lenin nos ensinou que […] na guerra dos exércitos, não se pode atingir o objetivo estratégico, que é a destruição do inimigo e a ocupação de seu território, sem ter antes atingido uma série de objetivos táticos, visando a desagregar o inimigo antes de enfrentá-lo em campo aberto.“

Antonio Gramsci

Agora vou ouvir a música... (não, vou não: é chata pra caramba!)

 

*O autor é fã da música dos Beatles mas imagine se ele iria gostar desta...

 

[1] “O Globalismo é uma política internacionalista, implantada por burocratas, que vê o mundo inteiro como uma esfera propícia para sua influência política. O objetivo do globalismo é determinar, dirigir e controlar todas as relações entre os cidadãos de vários continentes por meio de intervenções e decretos autoritários.”, trecho do artigo publicado em < https://www.mises.org.br/article/2639/a-diferenca-basica-entre-globalismo-e-globalizacao-economica-um-e-o-oposto-do-outro > Leia mais em outras fontes.

[2] Conceito demonstrado por Orwell na obra 1984.

[3] Ah, mas foi um tirano e não a fraternidade... Sim! E você acha que essas “fraternidades de homens” não vão ser lideradas???

[4] Teoria sobre comunicação formulada por Elizabeth Noelle-Neuman em que“O resultado é um processo em espiral que incita os indivíduos a perceber as mudanças de opinião e a segui-las até que uma opinião se estabelece como atitude prevalecente, enquanto as outras opiniões são rejeitadas ou evitadas por todos, à exceção dos duros de espírito.  Nessa teoria o importante são as opiniões dominantes, e estas tendem a se refletir nos meios, a opinião individual passa por um processo de crivo do coletivo para ganhar a força.”.  Leia um resumo, contendo os trechos acima em < https://teoriasdacomunicacao2.wordpress.com/teoria-espiral-do-silencio/ > e aprofunde-se mais em outras fontes.

[5] “A Janela de Overton é uma teoria política que descreve como a percepção da opinião pública pode ser mudada de modo que ideias que antes eram consideradas absurdas sejam aceitas a longo prazo”, usando, em geral, 5 etapas: 1) do impensável ao radical 2)do radical ao aceitável 3) do aceitável ao sensato 4) do sensato ao popular 5) do popular ao político. Leia um resumo, contendo a o trecho acima, aqui : < https://amenteemaravilhosa.com.br/janela-de-overton/  > e aprofunde-se em outras fontes.

 

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  • Gilberto Simões Pires, em Ponto Crítico
  • 27 Março 2026

 

Gilberto Simões Pires

ECONOMISTA SINCERO

Antes de tudo é simplesmente impossível discordar do -ECONOMISTA SINCERO-, personagem criado pelo economista Charles Mendlowicz, professor, influenciador financeiro e autor do best-seller -18 PRINCÍPIOS PAR VOCÊ EVOLUIR-, quando ele diz que o desenho do cenário econômico do nosso empobrecido Brasil, revela que estamos numa clara SINUCA DE BICO. Na TEORIA, ainda que a queda de 0,25 ponto percentual da TAXA SELIC possa ser vista como uma TENDÊNCIA, na PRÁTICA é como baixar a temperatura de uma sauna de 80°C para 75°C. Ou seja, VOCÊ CONTINUA TORRANDO. 

CAMISA DE FORÇA FISCAL

O cenário, segundo SINCERO e todos aqueles que ainda são capazes de DESENVOLVER O RACIOCÍO LÓGICO, é agravado sobremaneira pela percepção de uma -CAMISA DE FORÇA FISCAL-, cortada e costurada com IMPIEDOSOS AUMENTOS DE IMPOSTOS EM -TRÊS ANOS-; E UMA IMPLACÁVEL E CRESCENTE DÍVIDA PÚBLICA -CONSTRUÍDA, DIA APÓS DIA, PELO INCONSEQUÊNTE GOVERNO LULA-.

CÉTICO

Pois fazendo coro à GRITANTE RACIONALIDADE, nesta semana até o INSENSATO gestor da Verde Asset, Luis Stuhlberger, que além de FAZER PUBLICAMENTE O -L- também assinou o -MANIFESTO PRÓ LULA- durante a campanha eleitoral de 2022, numa -possível- (não muito clara) demonstração de ARREPENDIMENTO TARDIO, se declarou CÉTICO quanto ao futuro econômico do país, independentemente do vencedor do pleito. Para o LULISTA, uma eventual vitória da oposição poderia gerar -euforia inicial no mercado-, mas as dificuldades práticas para realizar ajustes profundos nas contas públicas tendem a frear o otimismo.

BIDU

Mais: o -BIDÚ- Stuhlberger conclui, sem apontar para o CONHECIDO CAUSADOR, que o Brasil enfrenta um descompasso financeiro severo, com gastos projetados em R$ 500 bilhões acima do antigo teto para o ano de 2026. Segundo sua análise, um ajuste fiscal necessário para equilibrar as contas seria de tal magnitude que se torna praticamente inviável politicamente para qualquer governante que assuma o cargo. 

 

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