Aqui se cultuam grandes pensadores e líderes que impulsionaram positivamente a história.

“O estado deve ser um servo. E não um mestre!”

Margaret Thatcher

"Todos querem viver à custa do Estado, mas esquecem que o Estado vive à custa de todos".

Frédéric Bastiat

"Justiça sem misericórdia é crueldade."

S. Tomás de Aquino

“No final de contas, o valor de um Estado é o valor dos indivíduos que o compõem.”

John Stuart Mill

"A Cultura é o mar onde navega ou se perde, bóia ou naufraga o barco da política partidária".

Olavo de Carvalho

"Os marxistas inteligentes são patifes. Os marxistas honestos são burros. E os inteligentes e honestos nunca são marxistas."

José Osvaldo de Meira Penna

"As pessoas não serão capazes de olhar para a posteridade, se não tiverem em consideração a experiência dos seus antepassados."

Edmond Burke

"Cuidado com o Estado. Ele é perigoso e anda armado.”

Roberto Campos

"⁠Como os comunistas perceberam desde o início, controlar a linguagem é controlar o pensamento - não o pensamento real, mas as possibilidades do pensamento."

Roger Scruton

"Um homem com convicção pode superar uma centena que tem apenas opiniões."

 

Winston Churchill

 

"O poder concentrado sempre foi o inimigo da liberdade."

Ronald Reagan

Artigos do Puggina

Percival Puggina

19/07/2026

 

 

Percival Puggina

         Ei, você! Sim, você mesmo. Você percebeu o que aconteceu no aumento, pelos Estados Unidos, das tarifas aplicadas sobre a importação de produtos brasileiros? Você percebeu o quanto foi falsificada a indignação da torcida lulopetista organizada nas redes sociais e na mídia mercenária, cuidando sempre de responsabilizar a oposição pela conduta irresponsável do embusteiro de Garanhuns? Observou que, no fundo, regozijavam-se, considerando o dano ao Brasil como um empurrãozinho na campanha de Lula?

As dificuldades que estão recaindo sobre nossa economia não podem ser avaliadas em modo desconexo com o que aconteceu na eleição de 2022. Naquele período, a oposição brasileira foi engasgada, esganada e enganada por indescritíveis restrições que a impediram de dizer o óbvio em qualquer pleito, para qualquer candidato: criticar seu adversário, apontando-lhe as más companhias e os males da vida pregressa. Tão logo eleito o atual presidente, seus parceiros retornaram aos banquetes do poder. Quem são? São militantes com contracheque, são empresários na intimidade do caixa, são políticos que abusam do poder sem qualquer aval popular.

Com Lula, o Brasil se integrou às organizações políticas do Foro de São Paulo, das quais, desde 1989, não proveio uma única democracia. De volta ao governo, Lula comprometeu o Brasil com o bloco dos inimigos do Ocidente e, agora, anda a braços dados com Irã, China, Hamas e seus comparsas. Coincidentemente, desde que o lulopetismo formou consistente maioria no STF, embalsamada e silenciosa, a democracia deixou saudades no Brasil. As instituições se descredibilizam e autodestroem. Parece uma rosca sem fim.

Passados quatro anos, empilham-se os escândalos. Todos sabem quem é quem no power point da corrupção, da blindagem, das ameaças, do sigilo e da impunidade.  Por isso, comecei este artigo dizendo “Ei, você!”. Sim, você que trabalha de sol a sol, você que tem uma família para cuidar e deve protegê-la dos bandidos das ruas e dos gabinetes precisa saber que, no jogo político, o mal age, sempre, mediante corpo político próprio. E não deixa dúvidas sobre sua identidade.

Esse é um claro divisor de águas. Agora, pela primeira vez, tal divisor se apresenta nítido em qualquer tema sob debate. Portanto, é a hora da informação e do juízo que foram truculentamente negados ao eleitor em 2022.

O presidente brasileiro tem tamanha confiança na falta de juízo de uma grossa fatia do eleitorado que se percebe beneficiado pela posição do governo norte-americano. Apostou contra o Brasil. Este perdeu, ele ganhou. E você? Você observa o país indo à bancarrota e a consagração da tolice como vitamina de poderes que saíram de controle. A omissão dos bons cidadãos não está entre as possibilidades do momento.

Percival Puggina (81) é arquiteto, escritor, titular do site Liberais e Conservadores (www.puggina.org), colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil. Integrante do grupo Pensar+. Membro da Academia Rio-Grandense de Letras.

 

Percival Puggina

11/07/2026

 

 

Percival Puggina

         O professor Alan Sokal criou um caso e fez escola quando, em 1996, visando demonstrar publicamente a falta de rigor intelectual de uma revista acadêmica, usou seu conhecimento para enviar a ela um artigo técnico. Recheado de absurdos, mas enfeitado com jargões e cortejando as tendências ideológicas do veículo, o texto foi publicado. Então, Sokal, que leciona Matemática na UCL de Londres e Física na Universidade de Nova Iorque, divulgou o fato e seu intuito, mostrando por quais caminhos andava parcela já expressiva do ambiente acadêmico “progressista” norte-americano.

Vinte anos depois, três autores – James A. Lindsay, Helen Pluckrose e Peter Boghossian –, para evidenciarem a inversão de valores e a fragilidade intelectual de certa elite acadêmica, encaminharam vinte artigos a diversas publicações. A exemplo do artigo de Sokal, os textos eram repletos de idiotices com maquiagem esquerdista, expressas em rebuscada linguagem científica. Sete dos vinte foram aceitos para publicação e quatro efetivamente divulgados antes de a farsa se tornar pública. O episódio ficou conhecido como “Sokal squared” ou “Sokal ao quadrado”.

Há alguns dias, recebi da editora Avis Rara um exemplar do compilado de textos de James A. Lindsay sobre Paulo Freire, nosso conhecido patrono da Educação brasileira, intitulado “A pedagogia do marxismo”. O livro traz uma crítica severa e consistente à perniciosa influência de Freire na educação ... dos Estados Unidos. Sim, leitor. Até onde avancei na leitura, a obra faz meras menções laterais ao Brasil. Sua preocupação é mostrar o estrago que produz, no país do autor, uma pedagogia cuja finalidade é essencialmente política e voltada para a formação de militância em larga escala.

Não é de surpreender. Quando, no início de 1963, o desconhecido Paulo Freire realizou sua famosa experiência em Angicos, alfabetizando trezentos adultos em quarenta horas, o aprendizado focava duas áreas – alfabetização e política. Por quê? Todo mundo sabe. O aproveitamento foi avaliado em 87% quanto à Política e em 70% quanto à alfabetização. Para ele, a Educação é um ato político. Em suas próprias palavras a um repórter do Jornal da República (Recife, 31/08/70), ele fazia política através da Pedagogia.

A grande armadilha que montou e que o levou à sagração nos altares da apreciação esquerdista internacional está na sedução produzida pela simplificação de um fenômeno complexo. Para suas vítimas, Freire se torna um Cristo redivivo e faz o milagre de, através da Educação, “conscientizar” a sociedade, em vasta proporção, de que a “opressão” é “a causa” da pobreza material, motivando à “luta pela libertação”. Marxismo em modo tosco. Nada como um partido de esquerda para vender essa mercadoria à cadeia produtiva da Educação.

A opressão, onde exista, pode ser consequência da pobreza, não causa. A pobreza tem causas; assim, no plural! Entre tantas outras, elas são históricas, culturais, geográficas, políticas, econômicas, educacionais, familiares e individuais. Onde Paulo Freire é lido ou foi ouvido sobre Educação, o produto colhido das salas de aula é imprestável à superação da pobreza. Aliás, exceto para os militantes mais úteis aos companheiros e camaradas, só serve para agravá-la.

Segundo o livro de James Lindsay, isso está sendo provado também nos Estados Unidos. O resultado da educação freireana, segundo o autor, “é que as crianças norte-americanas em idade escolar quase sempre fracassam no desenvolvimento de competências básica em praticamente todas as matérias e em praticamente todos os níveis de ensino. (...) a educação dessas crianças foi usurpada e o que a está substituindo destina-se a ser usado como arma contra a sociedade da qual seu futuro depende”.

Percival Puggina (81) é arquiteto, escritor, titular do site Liberais e Conservadores (www.puggina.org), colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil. Integrante do grupo Pensar+. Membro da Academia Rio-Grandense de Letras.

 

 

 

Percival Puggina

05/07/2026

 

Percival Puggina

 

“Por que tudo da direita vira drama e na esquerda nada pega?”

            Em minha escrivaninha, entre papéis contendo anotações que não sei quando irei reler, há um pequeno pote metálico, cilíndrico, com seis linhas de furos paralelos. Ele percorreu um longo caminho do design à vitrina onde minha mulher o viu, gostou e comprou. Dentro dele, uma dúzia contada de diferentes canetas, na maioria com tinta seca pelo desuso. Sobre elas, ergue-se um velho lápis de madeira, ponta feita e nunca refeita.

Aquela extremidade aguçada atrai atenção quando sento para escrever. Ela me faz pensar numa época em que pensamento e sofrimento não rimavam toscamente numa mesma frase. Hoje, porém, meu amigo jornalista Júlio Ribeiro convidou-me para seu programa na Rádio +Brasil propondo uma pergunta que se ouve como um gemido de dor: “Por que tudo da direita vira drama e na esquerda nada pega?”

Olho para meu lápis que está ali, conceitual, íntegro, perfeito em conteúdo e forma, símbolo de um tempo no qual escritores escreviam desenhando palavras. Hoje, apertam teclas, digitam. Abandono, então, o lápis e lanço sobre a tela estes pensamentos que julgo responder à pergunta, embora rimem com os sofrimentos que causam.

1.  Ninguém se espanta ou surpreende com o que é comum e rotineiro. A história dos governos de esquerda é recheada por sucessivos escândalos que vão das tesourarias aos abusos de poder, sigilos centenários, blindagens e jurisprudências politizadas. É a banalização do mal. Surpreender-se com isso é como se escandalizar com o mercantilismo do Centrão.

2.  Numa eleição, parcela expressiva da direita examina os candidatos sob a lente de seus princípios. Corretíssimo. Ante a menor suspeita lançada sobre seu candidato, porém, muitos desses cidadãos se juntam ao coro dos próprios adversários, sem pensar nos danos. “E isso é um erro?”, talvez indague o leitor. Sim! Em pleitos bipolares, se o oponente representar a continuidade do mal banalizado que descrevi acima, esse é um equívoco óbvio, uma irresponsabilidade, cujas más consequências se perpetuarão, no mínimo, por mais quatro anos.

3.  Tanto isoladamente quanto em conjunto, as redes sociais não são articuladas, como a palavra “rede” parece sugerir. Ao contrário, são fragmentadas e caóticas. O predomínio da direita nesse espaço, após o impacto de sua estreia na eleição de 2018, é insuficiente para enfrentar a função orgânica da velha imprensa, principalmente quando articulada com o Estado. É por isso que você quase nada assiste ou lê nesses veículos sobre o ativismo judicial, o desastre da Educação em nosso país, a irresponsabilidade dos milhões de omissos em pleitos anteriores, os escândalos proporcionados pelos poderes que se blindam. É longa a lista das matérias congeladas no silêncio dos dispendiosos necrotérios de aluguel junto às redações.

4. As ruidosas redes sociais, com o passar do tempo, disputam espaço no mercado publicitário com a velha mídia. Os dois sistemas se tornaram antagônicos. Se as redes são majoritariamente de direita, a velha imprensa busca parceria e recursos no oficialismo estatal, onde, sublinhe-se, obtém resultados mensuráveis e monetizáveis.

Caríssimos leitores, eu os adverti, de início, sobre pensamentos e sofrimentos. No entanto – e por isso penso e resisto – tudo vale a pena se a alma não é pequena, como aprendi de Fernando Pessoa.

Percival Puggina (81) é arquiteto, escritor, titular do site Liberais e Conservadores (www.puggina.org), colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil. Integrante do grupo Pensar+. Membro da Academia Rio-Grandense de Letras.

 

 

 

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Por que criei este site

Minha posição política é conservadora em relação ao que tem valor permanente. Quer mudar dentro da ordem o que precisa ser mudado. É democrata e serve ao bem da pessoa humana segundo uma antropologia e uma ética cristã. É pró-vida e sustenta a superior dignidade da pessoa humana. Vê a liberdade como sócia bem sucedida da verdade e da responsabilidade. É liberal porque sabe o quanto é necessário impor freios e limites ao Estado, cujos poderes deveriam agir para se tornarem cada vez menos necessários. Defende o direito de propriedade e as liberdades econômicas. Sem prejuízo de muitas outras exclusões, nessa posição política não há lugar para defensores de totalitarismos e autoritarismos, para fabianos e companheiros de viagem de esquerdistas, nem para políticos patrimonialistas.

 

Para defender essas posições, nasceu este website em 2003. Mediante sucessivas incorporações de novas tecnologias chega a esta quarta forma visual de apresentar os conteúdos com que espera proporcionar a seus leitores bom alimento à mente e ao espírito. Sejam todos muito bem-vindos e que Deus os abençoe.

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LIVRO - A Tragédia da Utopia

É meu mais recente livro publicado. Aos 60 anos da revolução que destruiu a antiga Pérola do Caribe, ampliei e atualizei neste livro a primeira edição da obra, publicada em 2004. A análise da realidade cubana segue os mesmos passos, mas o foco do texto vai posto, principalmente, no jovem leitor brasileiro. Enquanto a primeira edição olhou de modo descritivo a realidade em si, esta segunda edição amplia as informações e registra as alterações constatadas ao longo dos últimos 15 anos, levando em conta a necessidade de confrontar as mentiras que a propaganda pró Cuba conta com a verdade que lá se vê, e de destruir com as razões da Razão os sofismas que são construídos para justificar a perversidade do regime.

 

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