Aqui se cultuam grandes pensadores e líderes que impulsionaram positivamente a história.

“O estado deve ser um servo. E não um mestre!”

Margaret Thatcher

"Todos querem viver à custa do Estado, mas esquecem que o Estado vive à custa de todos".

Frédéric Bastiat

"Justiça sem misericórdia é crueldade."

S. Tomás de Aquino

“No final de contas, o valor de um Estado é o valor dos indivíduos que o compõem.”

John Stuart Mill

"A Cultura é o mar onde navega ou se perde, bóia ou naufraga o barco da política partidária".

Olavo de Carvalho

"Os marxistas inteligentes são patifes. Os marxistas honestos são burros. E os inteligentes e honestos nunca são marxistas."

José Osvaldo de Meira Penna

"As pessoas não serão capazes de olhar para a posteridade, se não tiverem em consideração a experiência dos seus antepassados."

Edmond Burke

"Cuidado com o Estado. Ele é perigoso e anda armado.”

Roberto Campos

"⁠Como os comunistas perceberam desde o início, controlar a linguagem é controlar o pensamento - não o pensamento real, mas as possibilidades do pensamento."

Roger Scruton

"Um homem com convicção pode superar uma centena que tem apenas opiniões."

 

Winston Churchill

 

"O poder concentrado sempre foi o inimigo da liberdade."

Ronald Reagan

Artigos do Puggina

Percival Puggina

11/04/2026

 

 

Percival Puggina

         Considero impossível uma derrota da oposição na eleição presidencial. Com cinco mandatos entre os seis deste século, Lula e os seus são os únicos responsáveis pelo empobrecimento e endividamento dos brasileiros. Desse pacote de prejuízos faz parte a atual configuração do STF, que atinge, ao lado do presidente, o ápice de seu desprestígio.

Há poucos dias foi informado que o messias de Garanhuns teria aconselhado Dias Toffoli a cair fora e, agora, tenta descolar sua imagem da pessoa de Alexandre de Moraes, recomendando-lhe não manchar a própria biografia. Para a conta de Lula vão, também, os muitos desserviços à nação proporcionados pelos presidentes das duas casas do Congresso. Não, não há no Brasil, número suficiente de eleitores manipuláveis ao ponto de reeleger alguém como Lula.  

Por isso, enquanto tantos se preocupam com a sucessão presidencial, iludidos pela mitificação que cerca o presidencialismo, eu me preocupo com a eleição dos novos senadores. Aqui, a necessidade parece ser superior à oferta. Os 54 que saírem das urnas terão oito anos de mandato e apenas dentro de quatro anos será possível alterar um terço da composição da Casa. É uma escolha de longo prazo entre liberdade e servidão, entre democracia e tirania.

Eis-nos, então, diante de um paradoxo: por que a eleição majoritária dos senadores poderá não refletir o que se antevê para a eleição majoritária do presidente? Tal fenômeno se deve à gritante desproporção na representação da população no Senado Federal. Enquanto, por exemplo, a região Nordeste tem um senador para cada 2,1 milhões de habitantes, a região Sudeste tem um senador para cada 7,4 milhões de habitantes. Essa desproporção, que se reproduz em todas as regiões, afasta quaisquer simetrias entre os votos para presidente e para senador.

Um problema ainda mais grave me traz aflição em relação às reformas institucionais sem as quais estaremos em muito maus lençóis. Refiro-me ao fato de, em pleno século XXI, partidos brasileiros brotarem como fungo à sombra dos recursos públicos e ainda terem chefes e chefetes nacionais e regionais. São eles que, nestes dias, notadamente entre os cinzentos e mornos partidos do Centrão, estão montando as chapas majoritárias e as nominatas para as eleições de deputados. Parece que retornamos ao Segundo Império, quando, sob o telhado do Partido Republicano, surgiram suas muitas versões regionais. Aqui no RS, foi muito ativo o PRR (Partido Republicano Riograndense); em São Paulo, o PRP; no Rio, o PRFluminense, e assim por diante.

Ao autorizar a ida de Bolsonaro para prisão domiciliar, o ministro Alexandre de Moraes lhe impôs sanções adicionais de natureza política. Foram proibidas concentrações a menos de um quilômetro de sua residência e ele só recebe visitas dos médicos, advogados e membros do mais estreito círculo familiar! Em outras palavras, está impedido de manifestar apoio ou rejeição a nada e a ninguém.

Com disfarce de conduta humanitária, o óbito político de Bolsonaro foi a cereja judicial no bolo da eleição. Nos partidos que se poderiam beneficiar de uma vitória presidencial da oposição, as estratégias para montagem das chapas majoritárias ficaram inteiramente ao gosto dos seus caciques. Valdemar Costa Neto (PL), Gilberto Cassab (PSD), Antonio Rueda (União Brasil) e Marcos Pereira (Republicanos), ao longo dos últimos anos, puxando cordéis, desacreditaram politicamente o Senado. E é exatamente isso que estão fazendo e buscando reproduzir.

O Brasil precisaria, hoje, de eleitores com uma consciência política que quase ninguém efetivamente cuidou de formar.

Percival Puggina (81) é arquiteto, escritor, titular do site Liberais e Conservadores (www.puggina.org), colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil. Integrante do grupo Pensar+. Membro da Academia Rio-Grandense de Letras.

Percival Puggina

05/04/2026

 

Percival Puggina

 

         Fazer política exige alguns talentos especiais. Não é por acaso que pessoas competentes, vencedoras em outros setores de atividade, são mal sucedidas quando, convocadas à atividade política, se apresentam ante o eleitorado.

A partir do momento em que por ampla maioria, a atual configuração do STF formou trincheira no teatro das operações políticas e abriu o arsenal dos meios jurídicos de que dispunha, suas decisões produziram as consequências que todos pudemos ver e lastimar. Num rápido sumário: oposição intimidada, redes sociais amordaçadas, população silenciosa, ministros parecendo usufrutuários do Supremo, e militância de redação recebendo poderosa parceria para acabar com as pretensões políticas de conservadores e liberais. Nas refregas quotidianas, era comum ver estúdios que lembravam barraca de campanha onde, entusiasmados jornalistas, diante do mapa dos fatos, recebiam do STF, por celular, mensagens transmitidas como se vindas do Alto Comando de uma guerra contra a direita.

Alijado assim, o povo – aquele povo de onde, se não me falha a memória, a Constituição diz emanar todo o poder – se descobria desabrigado na noite da História. A democracia, de hábito ruidosa, foi sendo silenciada. No vocabulário dos antigos, em meio a tanta truculência, a divergência foi sendo “exemplada”. A cada opinião ou movimento, levava um “para-te quieto”. A harmonia entre os poderes de Estado tinha lado para existir. Palácio do Planalto e STF eram a goiabada e o queijo ou o “baião de dois”, como disse certa vez alguém referindo-se a uma situação semelhante.

Assim como se sucedem as fases da Lua, o tempo passa e o calendário eleitoral comanda o andar dessa história. Na lua minguante de outubro, haverá eleições. Ao longo do ano, tem pesquisa, tem candidatos na rua, há conversas reservadas, há notícias a dar e objetivos a alcançar.

Não é por acaso que a rejeição ao presidente da República coincide com a avaliação negativa do Supremo Tribunal Federal, superando os 50%!

Trata-se de uma consequência inevitável da truculência verbal e judicial, e da inaptidão para a política como ela deve transcorrer num regime democrático. Ao tratar a divergência como inimiga, os donos da cena construíram o passado, sim, mas construíram, também, o futuro. Impor sigilos, brigar com certos fatos e ocultar outros nunca foi boa política. Ufanismo sem causa, agressividade explícita, maus tratos à opinião pública, censura, ânimo vingativo, injustiça explícita e abuso de poder não combinam com voto. Presidência da República e Supremo Tribunal Federal são, agora, os principais cabos eleitorais da oposição brasileira.

Percival Puggina (81) é arquiteto, escritor, titular do site Liberais e Conservadores (www.puggina.org), colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil. Integrante do grupo Pensar+. Membro da Academia Rio-Grandense de Letras.

Percival Puggina

03/04/2026

 

Percival Puggina      

        Durante os primeiros três séculos do cristianismo, a crucifixão de Jesus era vista como algo tão infame que os cristãos não se identificavam pela cruz, mas pelo esquemático desenho de um peixe. Foi com Constantino que ela se afirmou como símbolo cristão. E, mesmo assim, apenas a cruz, não o crucifixo. Outros séculos transcorreram até surgir a representação do crucificado, mas em forma gloriosa, reinando do alto da cruz. E um milênio inteiro decorreu entre agonia do Calvário e as primeiras representações gráficas do sofrimento humano de Cristo.

Creio que esse dado serve para explicar, em parte, o profundo impacto causado pelo filme de Mel Gibson. A pintura e a escultura jamais puderam comunicar, de modo perceptível à sensibilidade humana, a flagelação e a agonia de Jesus. Só com o cinema surgiria o conjunto dos instrumentos de comunicação necessários. E foi preciso ao próprio cinema vencer todo o século XX para chegarmos à uma Paixão de Cristo que alcançasse o realismo e a intensidade atingidos pela obra de Mel Gibson. Se tivermos que buscar um único mérito no filme – e ele tem muitos outros – certamente será este: pela primeira vez em quase dois mil anos, o sofrimento de Jesus encontrou uma representação real, compreensível aos olhos humanos.

Vitorio Messori, num texto que tive a oportunidade de ler, cita São Tomás de Aquino, quando este adverte que não se deve representar a verdade com argumentos irrisórios. A meditação que Gibson faz sobre a Paixão (o filme é isso) por certo não incorre nesse equívoco. Martela, com extraordinário vigor, a mensagem essencial da paixão, morte e ressurreição. Cristo não fez essa trajetória por culpa dos judeus que pediram sua condenação, ou dos romanos que o flagelaram e crucificaram. Foi pelos pecados da humanidade inteira que Ele assumiu a cruz, do alto da qual pediu ao Pai que perdoasse aqueles que o faziam padecer porque eles não sabiam o que faziam. E não sabiam mesmo.

O filme nos põe na cena dos fatos, junto a Maria e João, com uma espada de dor atravessada no peito. Comove e move. Vale à pena submeter-nos à crueza das imagens?  Se apenas comover pela dor, não. Se mover pelo amor, sim.

Percival Puggina (81) é arquiteto, escritor, titular do site Liberais e Conservadores (www.puggina.org), colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil. Integrante do grupo Pensar+. Membro da Academia Rio-Grandense de Letras.

 

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Por que criei este site

Minha posição política é conservadora em relação ao que tem valor permanente. Quer mudar dentro da ordem o que precisa ser mudado. É democrata e serve ao bem da pessoa humana segundo uma antropologia e uma ética cristã. É pró-vida e sustenta a superior dignidade da pessoa humana. Vê a liberdade como sócia bem sucedida da verdade e da responsabilidade. É liberal porque sabe o quanto é necessário impor freios e limites ao Estado, cujos poderes deveriam agir para se tornarem cada vez menos necessários. Defende o direito de propriedade e as liberdades econômicas. Sem prejuízo de muitas outras exclusões, nessa posição política não há lugar para defensores de totalitarismos e autoritarismos, para fabianos e companheiros de viagem de esquerdistas, nem para políticos patrimonialistas.

 

Para defender essas posições, nasceu este website em 2003. Mediante sucessivas incorporações de novas tecnologias chega a esta quarta forma visual de apresentar os conteúdos com que espera proporcionar a seus leitores bom alimento à mente e ao espírito. Sejam todos muito bem-vindos e que Deus os abençoe.

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LIVRO - A Tragédia da Utopia

É meu mais recente livro publicado. Aos 60 anos da revolução que destruiu a antiga Pérola do Caribe, ampliei e atualizei neste livro a primeira edição da obra, publicada em 2004. A análise da realidade cubana segue os mesmos passos, mas o foco do texto vai posto, principalmente, no jovem leitor brasileiro. Enquanto a primeira edição olhou de modo descritivo a realidade em si, esta segunda edição amplia as informações e registra as alterações constatadas ao longo dos últimos 15 anos, levando em conta a necessidade de confrontar as mentiras que a propaganda pró Cuba conta com a verdade que lá se vê, e de destruir com as razões da Razão os sofismas que são construídos para justificar a perversidade do regime.

 

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