Percival Puggina

31/03/1964

Percival Puggina

 

         Acalmem suas expectativas. Não vem aqui nenhuma imersão nos bastidores da vida presidencial. Aliás, não há motivo nem possibilidade de que algo assim possa acontecer. Conheci o deputado num evento em Brasília há cerca de 20 anos e não lembro de que tenhamos trocado palavras. Depois disso, falei com o presidente apenas uma vez quando veio a Porto Alegre, em fevereiro de 2016. Houve, na Assembleia Legislativa, um evento em que fui o palestrante convidado. E foi só.

         Estou, portanto, bem longe de Brasília. O título “Um dia na vida de Bolsonaro” reflete o fato de que eu não suportaria 24 horas nas condições enfrentadas por Bolsonaro no exercício da função confiada a ele por 57 milhões de brasileiros, entre os quais eu mesmo. Desde 1889, nenhum presidente teve tais e tantos adversários poderosos agindo contra si de modo simultâneo e com violência que vai da facada real aos punhais virtualmente cravados nas costas e aos franco-atiradores acantonados nos muitos meandros do lulopetismo.

         Mas não é apenas o presidente a vítima cotidiana desses ataques. Em todos os espaços onde, no governo, alguém com ele afinado tenta impor o seu programa, imediatamente afiam-se as facas, armam-se as barricadas e geram-se as crises que acabam por afastar o desditoso de sua posição. Qualquer observador atento pode, inclusive, antecipar a próxima vítima, cujo nome, modestamente, já conheço, mas não vou revelar porque isso pode ser entendido como sugestão.  

         Tenho percebido sempre a mesma estratégia. Criam tumulto em torno de algum fato menor e soltam a conhecida matilha de lobos selvagens. Em seguida, a situação vira crise e começa a fritura do “causador da crise”.  As vítimas ou saem ou caem. E é sempre assim, desde que a esquerda surgiu como esquerda e seus fins “justificam” seus meios. Sempre é dos outros a culpa pelo mal que fazem. Pois é exatamente isso que vem sendo adotado contra o presidente da República e seu governo há mais de dois anos. E ele aguenta firme.

         Após um dia vivendo a vida de Bolsonaro, minhas estribeiras seriam perdidas, minhas analogias seriam substituídas por palavrões com endereço certo. A infinita resiliência de Bolsonaro é meritória e suas explosões de mau humor são plenamente justificáveis.

***

         Em relação ao recente episódio envolvendo a “inédita crise” com os militares, convém lembrar que o presidente da República é chefe de governo e é também, por essas incongruências do nosso presidencialismo, chefe de Estado. Como tal, e não como chefe do governo, é o comandante supremo das Forças Armadas. Os fatos ocorridos na área do Ministério da Defesa devem ter servido para mostrar algo que tantas vezes tenho dito: entre os comandos há unidade nas funções militares, mas existem divergências internas em relação à pauta política.

O problema do Brasil é político e é institucional. Tem que ser resolvido diretamente pela sociedade, impondo-se aos seus representantes no Congresso Nacional. De nada vale apontar os males e vícios do STF e deixar livres os congressistas, os únicos que poderiam corrigi-los. Enquanto a nação sofre e sangra, inflaram suas emendas parlamentares para R$ 50 bilhões, um montante que o Estado simplesmente não tem.

 

Percival Puggina (76), membro da Academia Rio-Grandense de Letras e Cidadão de Porto Alegre, é arquiteto, empresário, escritor e titular do site Conservadores e Liberais (Puggina.org); colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil pelos maus brasileiros. Membro da ADCE. Integrante do grupo Pensar+.

Percival Puggina

Percival Puggina

 

         Sábado, dia 6 de outubro, vivi um dia excepcionalmente feliz. Em companhia do amigo Coronel Jorge Schwerz (do Canal Ao Bom Combate) e sua esposa, fui a Camaquã participar do Congresso do Movimento Brasil Conservador do RS.

Dois anos de “terrorismo e pandemia” paralisaram essa atividade em seus primeiros movimentos, ainda em 2019. Agora, quando a normalidade parece voltar à vida, conservadores retomam seus encontros regionais e municipais com o intuito de identificar o adversário, arregimentar, motivar, preparar quadros, estabelecer metas e estratégias para que seus princípios e valores se constituam em força política reconhecível como tal.

Ao longo destes últimos anos, tenho repetido insistentemente que todo o fogo descarregado sobre o governo do presidente Bolsonaro tem o conservadorismo como alvo real. Nós conservadores queremos exatamente o que eles querem ver destruído, desconstituído, fora da pauta das alternativas. Trata-se, então, de um enfrentamento travado no plano das ideias, da cultura e da política. No Brasil, diante do que vemos acontecer, a empreitada conservadora é uma obra de salvação nacional.

Por isso, foi muito prazeroso falar ao público que lotou, com interesse e entusiasmo o amplo auditório e dependências do Centro Empresarial Humanize, num evento notável. Pretendia retornar a Porto Alegre após minha participação no início da manhã, mas fiquei até o final da tarde porque logo percebi uma boa oportunidade para conhecer, reencontrar e, principalmente, aprender com figuras destacadas do nosso conservadorismo. Ali estavam, movidos pelo mesmo ideal, intelectuais, políticas, comunicadores e lideranças como, entre outros, José Carlos Sepúlveda, Ernesto Araújo, Paulo Henrique Araújo, João Pedro Petek, deputado Luciano Zucco, deputado Eric Lins, vereadora Fernanda Barth, Felipe Pedri, Paula Cassol, Bruno Dornelles, Carina Belomé, Gustavo Vitorino e os três maravilhosos talentos (o Paulo, o Augusto e o Bismark) do grupo Hipócritas.

No início da manhã, também assistimos, falando de Brasília, o deputado Eduardo Bolsonaro e enquanto eu retornávamos a Porto Alegre, ainda se apresentavam àquele privilegiado e entusiasmado grupo, remotamente, os irmãos Weintraub, Valéria Sher e Anderson Sander.

Na coordenação geral do congresso do MBC/RS, a promissora liderança do jovem Maurício Costa, que, com numeroso e acolhedor grupo de parceiros da causa, fez acontecer o evento.

Foi semeadura em terreno fértil, necessária para colher uma restauração de princípios e valores em ausência dos quais o Brasil ficou irreconhecível e a própria obra civilizadora passa a exigir realinhamento e reconstrução.

Que em ritmo acelerado, sob as bênçãos de Deus, o mesmo se reproduza centenas, milhares de vezes em nosso país.

Percival Puggina (76), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil. Integrante do grupo Pensar+.

Percival Puggina

A Copa foi bom negócio? Sob qual ponto de vista? Cá, de onde a vejo, como cidadão, não me parece que a resposta seja afirmativa. É obvio que não opino e não devo opinar sobre ela na condição de torcedor, que sou, porque considero essa posição imprópria como ponto de observação para analisar empreendimento tão vultoso e oneroso. Como torcedor, talvez fosse arrastado para a lógica de Ronaldo, segundo quem "não se faz Copa do Mundo com hospital". Nem posso assumir como meus os pontos de vista da FIFA, dos jogadores, dos patrocinadores, ou seja, da rentável cadeia produtiva do espetáculo futebolístico. Vista por eles, a Copa é algo tão extraordinário quanto deveria ser porque, afinal, trata-se de empreendimento padrão FIFA.

Mas não é esse o modo correto, como cidadão brasileiro, de avaliar o evento. No próximo dia 14 - no day after - alguém já terá erguido o caneco e os visitantes terão ido embora. Nos gramados, mescladas com suor e sangue, terão secado todas as lágrimas de alegria e de tristeza. Nesse dia, estarei olhando meu país e me lembrando das cidades que o príncipe Potemkin construiu para despertar o interesse de Catarina II pela região da Crimeia, onde ele queria implantar um projeto de colonização. Consta que a rainha o acompanhou nessa longa viagem por motivos que não eram propriamente de Estado. E consta que eram todas de fachada as cidades salpicadas pelo príncipe ao longo do caminho por onde os dois arrulhantes pombinhos haveriam de passar. Eram para inglês ver, como dizemos por aqui. Será inevitável pensar assim depois de ter visto nossas capitais tão bem guarnecidas, nosso noticiário policial tão sossegado, nosso trânsito tão fluido nos dias de jogos. E é nisso que penso hoje ao observar multidões carregando nos rostos as cores da pátria. Como não se vê em Sete de Setembro algum.

Estaremos, meados de julho, em situação melhor do que estávamos em meados de junho? Não parece crível, depois de tanto empréstimo tomado e de tanto gasto feito para "inglês ver". Levarão em conta, as avaliações oficiais, as consequências no PIB nacional das horas e dos dias não trabalhados em todo o país? Pois é.

Para que não digam que só vi problemas, a Copa deixa um legado político significativo. A turma do "Não vai ter copa", aqueles aprendizes de terrorista, arrogantes, perniciosos, que se mediam pelos estragos que faziam, doravante terão que conviver com a irrecusável constatação de sua insignificância e da rejeição que o mundo civilizado nacional lhes explicitou. Também esses brutamontes, grotescos e supérfluos, foram só para inglês ver.

Zero Hora, 06 de julho de 2014.

Globo-on

BRASIL A PASSOS LARGOS PARA O SÉCULO 19! (Globo-on, 18) 1. Para o economista Francisco Eduardo Pires de Souza, da UFRJ, o país passa por um momento de desindustrialização. Mas até agora tudo parece estar ido bem devido ao comportamento dos preços das commodities, que têm garantido bons resultados para a balança comercial brasileira. Souza apresentou um estudo que mostra uma queda de 73% em um índice que considera o comportamento das exportações brasileiras de manufaturados na comparação com a trajetória das vendas mundiais desse tipo de produto. 2. O Brasil está perdendo rapidamente participação no mercado mundial de manufaturados, disse Souza, lembrando que nos mercados mundiais a participação brasileira diminuiu na venda de produtos mais elaborados. Segundo o economista, a estrutura da economia brasileira já reflete essa mudança no comércio exterior. Em 2004 a participação da indústria de transformação era de 19,4% do Produto Interno Bruto (PIB), patamar que passou para 15,8% do PIB em 2010. Essa queda se dá juntamente com a contrapartida do aumento da participação da extrativa, que mais que dobrou no PIB, disse Souza, lembrando que a fatia da extrativa corresponde a apenas 2,5% do PIB, mas tem peso de 24% no comércio exterior brasileiro. CONSELHO AO CONSELHÃO DO TARSO Bem que os membros do Conselhão do Tarso poderiam dar a ele estes três conselhos: 1. FAÇA TUDO O QUE O PT COBRAVA DO GOVERNO QUANDO ESTAVA NA OPOSIÇÃO 2. CUMPRA TUDO O QUE PROMETEU DURANTE A CAMPANHA ELEITORAL; 3. PARE DE INVENTAR NOVIDADES QUE ONEREM A SOCIEDADE.

Percival Puggina

SEM ESPERANÇAS COM A CNBB Embora o novo presidente da CNBB (D. Raymundo Damasceno) tenha um perfil moderado, não se pode dizer o mesmo do novo Secretário-Geral ( D. Leonardo Ulrich Steiner), detentor da posição que comanda operacionalmente a entidade. Ele é bispo da Prelazia de São Félix do Araguaia. E na página da Prelazia, sua posse consagrou este registro (http://bit.ly/ihAICq): Chegada a São Félix do Araguaia No dia 1 º de Maio de 2005 no Centro Comunitário de São Félix do Araguaia, MT,sob uma chuva torrencial,tomou posse o novo Bispo da Prelazia de São Félix do Araguaia,Dom Leonardo Ulrich Steiner. Vindas de todos os cantos da Prelazia e do País,mais de 1.500 pessoas entre lavradores, bispos, povos indígenas,familiares de Leonardo e amigos de nossa Igreja,sentiram a emoção de participar de uma celebração viva e de uma transição serena.Leonardo disse que a caminhada desta Igreja,no que depender dele,vai continuar.?Vamos seguir lutando pelos povos indígenas e pela Reforma Agrária ?.Pedro ao entregar a Leonardo o anel de tucum relembrou que as causas que defendemos definem quem somos,e as causas desta Igreja são de todos conhecidas: Opção pelos pobres,defesa dos povos indígenas,compromisso com os lavradores e sem terra,formação de comunidades inculturadas e participativas, vivência eficaz da solidariedade. Leonardo anunciou que vai morar na mesma casa de Pedro,mostrando desse modo,uma imagem de continuidade e sintonia.O povo bateu palmas. Nas faixas espalhadas pelas ruas e no Centro Comunitário estavam estampados os sentimentos da Comunidade:?Bendito o que vem em nome do Senhor ?,?A luta continua ?.

Álvaro Dias

JABUTI EM MP ABRE PORTAS PARA A CORRUPÇÃO (Do blog do sen. Álvaro Dis) Está na pauta da Câmara dos Deputados na próxima semana a votação das alterações na Lei 8.666, a chamada lei das licitações. O governo quer criar um novo sistema, denominado Regime Diferenciado de Contratações Públicas (RDC), que irá permitir que a administração pública possa acelerar licitações sem ter que seguir as restrições impostas pela legislação atual. A justificativa apresentada pelas lideranças governistas é de que as novas regras visam dar celeridade às obras da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016. O grave é que, entre as mudanças, o governo quer que os contratos de obras não possuam limites para o aumento do custo original, o que deixa brechas para que as obras possam ter seus custos elevados indefinidamente. E mais: as novas regras estão sendo propostas como contrabando dentro da MP 521/2010, que nada tem a ver com o assunto, já que seu objetivo original é reajustar o valor da bolsa para médicos-residentes. Com esta medida, o Palácio do Planalto mais uma vez afronta a Constituição e o Poder Legislativo. Que a Copa do Mundo precisa de um regime diferenciado de obras, isto é inegável, mas flexibilizar a Lei de Licitações, e ainda desrespeitando a Constituição, significa abrir as portas para o superfaturamento de obras e a corrupção. A Copa passa, a Olimpíada passa, mas o rombo nos cofres públicos fica para o contribuinte.

Reinaldo Azevedo

UNIÃO HOMOAFETIVA É O ESCAMBAU Que diabo é ?união homoafetiva?, de que tanto se falou no Supremo ontem? Por que os heterossexuais, quando põem aquilo naquilo, ?transam?, ?fazem sexo?, ?copulam? ? e outros verbos e substantivos que não devo usar num blog quase de família ?, e os gays mantêm uma união ou relação ?homoafetiva?? Por que não se diz também ?união heteroafetiva?? Quando se recorre a essa linguagem de apelo eufemístico, quem é que está exercitando o preconceito? Quer dizer que a cópula celebrada segundo os meios tradicionais oferecidos pela natureza é ?sexo?; já a outra é ?homoafetividade?? Heterossexual tem tesão; gay tem afeto, é isso? É curiosa essa operação mental ? e, de fato, de caráter ideológico ? que consiste em dessexualizar as relações gays para que pareçam, então, expressões de uma humanidade superior, grandiosa, que pairasse acima dos apetites e vulgaridades humanas. O ministro Ricardo Lewandowski, que se esforça para roubar no meu coração o lugar ocupado por Ayres Britto ? tudo na maior heteroafetividade heterossexual, hein? ?, disse ontem: ?(?)estão surgindo, entre nós e em diversos países do mundo, ao lado da tradicional família patriarcal, de base patrimonial e constituída, predominantemente, para os fins de procriação, outras formas de convivência familiar, fundadas no afeto, e nas quais se valoriza, de forma particular, a busca da felicidade, o bem estar, o respeito e o desenvolvimento pessoal de seus integrantes.? Resta evidente: para ele, os gays se juntam pelo afeto e para buscar a felicidade; os héteros, para procriar e cuidar do patrimônio. Meu Deus! Lewandowski andou lendo, a esta altura da vida, ?A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado?, de Engels? Era um livrinho muito popular na minha turma quando eu tinha, vou fazer as contas?, 15 anos! Qual é? Até as pedras sabem que a vida social e noturna de boa parte dos gays é muito mais intensa do que a da média dos heteressexuais, e bem poucos estão preocupados com ?afetividade?. Não vai juízo moral nenhum aqui. É só matéria de fato. Então vamos lá. Já que é preciso dar uma marretada na Constituição, já que é preciso ignorar o que lá vai escrito, já que é preciso fraudar a vontade, por enquanto, expressa na Constituição e, vá lá, já que a causa parece justa, então é preciso emprestar-lhe um caráter etéreo, superior, grandioso, até mesmo dessexualizado, para que a resistência ao que se pretendia ver aprovado no Supremo fosse vista como uma agressão ao Bem absoluto. ?União homoafetiva? fica parecendo coisa de santos, não de gente. Assim, fraudar a Constituição em nome da homoafetividade parece um avanço humanista; se fosse só para legalizar o casamento gay, aí os ministros não se sentiriam à vontade. Isso, sim, é moralismo chinfrim. Como se chama cada um dos parceiros de uma relação ?homoafetiva?? É um homoafeto? ? Oi, como vai? Este é Jurandir, meu homoafeto! Sou um libertário! Acho que os gays têm direito de fazer sexo, entenderam? Sem eufemismos.

Cesar Maia

A FRÁGIL BASE ALIADA DO GOVERNO (Extraído do Ex-blog do Cesar Maia em 02/05/2011) (...) 3. Vai entrar em pauta a reforma eleitoral, onde a base aliada vai afiar as unhas e não deixar votar. Vai se votar o código florestal e outra vez a base aliada vai se dividir. Vêm aí os vetos que, derrubados pela maioria do Congresso, irão ser litigiados no STF. O que fazer com a regulamentação da emenda 29, recursos para a saúde? E por aí vai. 4. A base é aliada para dividir cargos e benesses, mas não é aliada, do ponto de vista político, para tratar de questões específicas, com visões distintas e até antagônicas ao PT. Com isso, essa imensa maioria governista será a garantia de imobilismo. Nada de relevante ocorrerá no Congresso, pois a verdade dos números dá às teses do PT, quem sabe, 25% do Congresso. 5. A oposição -nesse sentido- é parte constituinte do governo. É muito maior do que quando se contabiliza, ingenuamente, pelas bancadas dos partidos que apoiaram a eleição de Dilma ou não.

ZERO HORA

AMBIGUIDADE (Publicado na Página 10 da edição de Zero Hora de 25/04/2011, pela jornalista Rosane de Oliveira) Um dos principais pensadores do PP, Percival Puggina, está incomodado com o comportamento ambíguo do partido em relação ao governo de Tarso Genro. Essa ambiguidade afronta a doutrina partidária. PP e PT não deveriam ser líquidos nem miscíveis. A política precisa expressar o antagonismo das ideias. Dizer-se que fazemos agrados ao governo para que nossos prefeitos não sejam prejudicados desvenda uma estratégia que ofende o governo e apequena o partido. Puggina louva a conduta dos deputados que ainda resistem ao que chama de constrangedora operação adesista.