Alex Pipkin, PhD
Encontro-me combalido pela gripe; não é a peste da Covid-19.
Ontem, com tempo convidativo, resolvemos ir ao Cais Embarcadero, a fim de apreciar o pôr do sol do Guaíba.
Quando me acomodei em uma cadeira de um restaurante no local, repleto de gente de todas as idades, colorações e classes sociais, minha mente insistiu em me atiçar.
Seitas ideológicas, fisiológicas, tais como PT e PSOL, se opuseram ao projeto do Cais Mauá, em razão de vários aspectos (si hay capitalismo, yo soy contra), notadamente em função dos impactos ambientais.
Essa “esquerda” é contra a opressão dos fracos e oprimidos, é contrária à efetiva liberdade individual, é detratora do capitalismo e, de fato, deseja o decrescimento econômico e social.
A narrativa e o desgastado discurso é claro, como a água colorada: luta pela igualdade social - impossível -, e a “defesa” intransigente do meio ambiente.
O fato objetivo é que a revitalização do Cais Mauá transformou positivamente Porto Alegre, gerando empregos, renda, e riqueza para a cidade, por meio das atividades de comércio, de lazer, de cultura e de turismo.
A turma do “beautiful people”, dos guerreiros sociais, não enxerga muita coisa, especialmente, os impostos gerados neste local, que alimentam o famigerado assistencialismo, verdadeiramente, generosas esmolas sociais.
Lembrei do antigo livro do David Gertner, com o Kotler, Marketing de Lugares, em que eles defendem que países e cidades, devem desenvolver pontos e espaços que representem a marca e a imagem desses lugares. Isso se traduz em atração de investimentos.
Definitivamente, o Cais Embarcadero se constitui numa poderosa marca de Porto Alegre, atraindo e incluindo seus moradores, e transformando a cidade num polo turístico diferenciado.
Enquanto mirava para o lado de fora do restaurante, constatava a multidão de homens, mulheres, jovens, velhos, brancos, negros, judeus - como eu -, católicos, famílias inteiras, enfim, e jovens de 20 e poucos anos trabalhando nos restaurantes, bares e comércio locais. Minha cabeça não parava de pensar em como alguma mente racional poderia se posicionar contra um projeto desses?
Os guerreiros sociais petistas e psolistas desejam o Estado cada vez maior, a fim de acomodar a sua camarilha, enquanto reduzem os diretos e a ação dos indivíduos e das empresas, os genuínos criadores de riqueza.
A turma do intervencionismo estatal persiste em se concentrar na “governança” da aparência, deixando de lado o essencial conteúdo e os resultados dos projetos que são avaliados.
Essas “elites dos setores públicos”, estão preocupadas com seus processos formais - inexiste qualquer análise lógica de eficiência versus eficácia - que garantem seus empregos, mesmo que comprovadamente ineficientes e, em alguns casos, fraudulentos.
Pobre povo gaúcho e brasileiro, acredita no inacreditável.
O PT e assemelhados sempre lutarão por um governo cada vez maior, com mais empresas estatais, com maiores gastos com assistencialismo para o “voto certo”, e um maior grau de intervenção no mercado.
Em nossa Republiqueta das bananas, é desolador atestar a sempre presente mentalidade do “nós”, governo, versus “eles”, indivíduos e empresas. Lamentável.
O Cais Embarcadero representa, claramente, o êxito do capitalismo.
Por isso, essa esquerda religiosa não o quer. Pregam, intensamente, o decrescimento econômico!
Veem, mas não enxergam, que são os indivíduos e as empresas os reais criadores de emprego, renda e riqueza.
Inexiste melhor programa social que o emprego, somente possibilitado pelo crescimento econômico. Isento de crescimento, não há como bancar gastos sociais!
Mas quem viabiliza o crescimento? Elementar, meu caro Watson tupiniquim! A liderança, o esforço e a eficiência do setor privado.
Valterlucio Bessa Campelo
Esta semana foi pródiga em fatos que demonstram o horror de viver sob regimes tangentes à democracia. A lista é extensa. Tivemos, assim, por cima: as estrepolias do Lula da Silva e da Janja em viagem à Índia; o menosprezo do presidente à tragédia gaúcha; as declarações horrorosas e mal remendadas em favor de Putin; os mentidos e desmentidos dos ministros Dino (Justiça) e do Toffoli (STF) em relação aos documentos da ODEBRECHT; as acusações de que agentes do governo na CPMI de 8 de janeiro combinam depoimentos com inquiridos; as novas incursões do STF na seara parlamentar do Congresso Nacional visando a normalizar o aborto, precarizar a propriedade privada e financiar sindicatos; a compra pelo governo de apoio com novos e desnecessários ministérios, cargos e emendas parlamentares etc., etc., etc.
Apesar de cada uma dessas ocorrências merecer laudas e laudas de análise reprobatória, fixo-me em outra que, por simbólica, além de meritória, ao contrário, tem ao mesmo tempo o aplauso e um certo signo de esperança. Refiro-me à atuação nesta quarta-feira, do Dr. Sebastião Coelho, desembargador aposentado, atualmente advogado, em defesa de seu cliente no plenário do STF, onde, indevidamente (o acusado não tem foro privilegiado), os casos estão sendo julgados por fora do arcabouço legal conhecido.
À certa altura, no encerramento de sua fala, o Dr. Sebastião Coelho disse aos presentes e à nação que aqueles que ali estavam sentados – os Ministros do STF, eram as pessoas mais odiadas do país. De fato, os brasileiros, de modo geral, os têm como patrocinadores de injustiças. Não se trata, obviamente, da Instituição que já teve gente como Sobral Pinto, Evandro Lins, Nelson Hungria, Moreira Alves, Paulo Brossard e tantos outros, mas da atuação atual, da desconfiança de extrapolação de competência e ativismo despropositado.
A fala do Dr. Sebastião Coelho como advogado, embora distante do caso, me fez lembrar a Carta de Ruy Barbosa a Evaristo de Morais que ficou conhecida como o discurso “O Dever do Advogado”. Faço a seguir um brevíssimo preâmbulo para os que não a conhecem.
Em 14 de outubro de 1911, foi assassinado o capitão-de-fragata Luis Lopes da Cruz, por dois homens (Quincas Bombeiro e João da Estiva), supostamente a mando do Dr. José Mendes Tavares. O motivo seria de ordem conjugal - as minucias não interessam ao presente texto. Certo é que o Dr. José Mendes Tavares recorreu ao Dr. Evaristo de Morais para que realizasse a sua defesa, se declarando inocente. Ocorre também que ambos eram fortíssimos adversários políticos, pois o acusado defendia ferrenhamente Hermes da Fonseca e o advogado defendia Ruy Barbosa, num tempo em que as posições políticas eram exacerbadas.
Indeciso quanto a defender seu inimigo político, homem de enorme prestígio, Evaristo de Morais escreveu a Ruy, seu amigo, a título de consulta, uma carta na qual por fim indaga: “devo, por ser o acusado nosso adversário, desistir da defesa iniciada? Prosseguindo nela, sem a menor quebra dos laços que me prendem à bandeira do civilismo, cometo uma incorreção partidária?”.
Expunha assim, o grande Evaristo de Morais, o seu dilema. O direito ou o partido? De que modo posso me esforçar na defesa daquele que por outros motivos (políticos), gostaria de ver derrotado?
Eis que seis dias após o recebimento, Ruy Barbosa responde serenamente: “Os partidos transpõem a órbita da sua legítima ação, toda a vez que invadam a esfera da consciência profissional, e pretendam contrariar a expressão do Direito. Ante essa tragédia, por tantos lados abominável, de que foi vítima o Comandante Lopes da Cruz, o único interesse do civilismo, a única exigência do seu programa, é que se observem rigorosamente as condições da justiça. Civilismo quer dizer ordem civil, ordem jurídica, a saber: governo da lei, contraposto ao governo do arbítrio, ao governo da força, ao governo da espada. A espada enche hoje a política do Brasil. De instrumento de obediência e ordem, que as nossas instituições constitucionais a fizeram, coroou-se em rainha e soberana. Soberana das leis. Rainha da anarquia. Pugnando, pois, contra ela, o civilismo pugna pelo restabelecimento da nossa Constituição, pela restauração da nossa legalidade.”
Ruy Barbosa afirmava assim o civilismo (título da corrente partidária que abraçava) gêmeo da justiça e, como tal, acima de qualquer outro interesse. Hoje, ele diria que interesses partidários não podem estar acima da Lei. Dizer em 1911 que “a espada enche a política do Brasil”, equivale a dizer hoje que ministros e seus arbítrios vermelhos inundam a praça dos três poderes. Ruy Jamais desconfiaria que pouco mais de 100 anos depois, em sentido contrário à sua devoção, um ministro do STF se confessasse patrocinador de uma tendência ao ponto de proclamar a plenos pulmões “Derrotamos o Bolsonarismo!”.
Mais adiante Ruy Barbosa assinala: “Esta exigência da nossa vocação é a mais ingrata. Nem todos para ela têm a precisa coragem. Nem todos se acham habilitados, para ela, com essa intuição superior da caridade, que humaniza a repressão, sem a desarmar. Mas os que se sentem com a força de proceder com esse desassombro de ânimo, não podem inspirar senão simpatia às almas bem-formadas.”
Palmas para o Dr. Sebastião Coelho! convocaria Ruy Barbosa nesta quarta-feira. É preciso desassombro e coragem para ser advogado, é preciso desassombro e coragem para enfrentar suas excelências e dizer que a retórica de golpe não se sustenta porque não havia possibilidade fática de ser levada a termo. Seria como matar um boi com uma bolinha de papel. Possivelmente, processos em que a parte é vítima, delegado, promotor e juiz, impedindo grau de recurso, em prisões e sentenças sem individualização da conduta, fariam Ruy Barbosa chorar de vergonha, ou de raiva.
Sebastião Coelho é a voz dos brasileiros justos, é um alerta aos políticos, é também uma estocada ética em tantos advogados enfronhados nas cortinas de seda da OAB, ou nas camarilhas e corredores palacianos, inertes, passivos, enquanto o direito é dia a dia dilapidado neste país. A coragem demonstrada pelo advogado Sebastião Coelho antagoniza com tantos outros, silentes, servis.
Reconheçamos, não aparecem Ruys no Brasil, há, talvez, alguns poucos Sebastiões, e há uma submissão infinita, cada um esperando a migalha que em algum momento cairá do banquete dos poderosos.
Luiz Guedes, adv.
A notícia sobre a reforma tributária no ano de 2023 tem ocupado bastante o espaço na mídia e nas redes sociais. Natural isso, pois o tributo afeta toda a sociedade. E reforma tributária, no Brasil, sempre é vista com desconfiança, pois tem-se um risco concreto de aumento da carga tributária, seja para todos os contribuintes, ou para parte deles.
Um outro sentimento que desperta na população, em relação à reforma tributária, é de desconfiança, pois várias pessoas consideradas especialistas emitem opiniões distintas, com linguagem técnica, ficando difícil para a população em geral saber qual das opiniões pareça ser mais confiável. E uma pergunta legítima costuma surgir na cabeça das pessoas (eu me incluo nesse rol): essa reforma vai ser boa para quem?
Estava aqui a pensar que para tentar diminuir o potencial de dano de uma reforma tributária, deveria ter uma norma constitucional que obrigasse o legislador a fazer estudos prévios de impacto da tributação antes de apresentar qualquer projeto nessa seara. Isso seria uma medida importante para que, tanto o poder público, quanto toda a sociedade, pudesse tomar conhecimento prévio do impacto da tributação na economia, e, por consequente, na vida das pessoas e nos negócios. Provavelmente isso poderia ser um instrumento valioso para ajudar o setor privado e o setor público a analisar e debater as propostas de reforma.
As micro, pequenas e médias empresas – MPMEs estão bastante temorosas em relação à reforma tributária. Importante destacar que as MPMEs são a maioria das empresas do Brasil, sendo a maior parte dessas inseridas no setor de serviços. Para ser mais preciso, aquelas empresas representam mais de 90% do total das empresas existentes no Brasil, sendo responsável por aproximadamente 30% do PIB, segundo a Fecomércio MG. Quando se fala em contratação de mão de obra, o setor de serviços foi responsável por 85% das contratações em fevereiro de 2023, de acordo com a Agência Brasil.
As MPMEs, pelos números apresentados acima, são, sem dúvida, de grande importância para a economia brasileira, devendo a construção de um ambiente regulatório tributário favorável para o desenvolvimento dessas empresas[1] ser uma preocupação constante do poder público, de qualquer dos três poderes da República. As MPMEs têm uma função social importante, já que são responsáveis pela contratação de grande parte da força de trabalho e também são importantes para o mercado pela disponibilização de produtos e serviços aos consumidores, mormente no setor de serviços, que são a maioria e estão mais próximas do consumidor.
Algumas vozes estão afirmando que o setor de serviços será bastante afetado pela reforma tributária. Afirmam os especialistas que a tributação total deverá ser elevada para os prestadores de serviço dos principais setores de 16,33% para 32,68%. Isso importa em uma majoração de 100,12%. E o impacto recairá principalmente nos serviços profissionais de advogados, contadores, economistas, engenheiros, entre outros profissionais que não têm como se creditar diretamente de insumos, pois o principal custo vem da mão de obra.
Como destacado por Écio Costa, do site Poder 360, a “elevação oriunda somente da substituição da combinação de PIS (0,65%), Cofins (3,00%) e ISS (5,00%), que somados chegam a 8,65%, por CBS (9%) e IBS (16%), que somados chegam aos 25% propostos, resulta em um aumento de 189% na carga tributária”.
E continua, “Ao se considerar os demais impostos que não serão alterados – IRPJ (4,80%) e CSLL (2,88%) –, a carga vai de 16,33% para 32,68%, um aumento de 100,12%”. Vale destacar que o maior custo do setor de serviços é relativo à mão de obra, que não poderá ser deduzida do Imposto de Valor Agregado – IVA.
O setor que será beneficiado pela reforma tributária será a indústria, conforme exposto pelo Secretário Extraordinário da Reforma Tributária, Bernard Appy, no Seminário Reforma Tributária sobre o Consumo e o Crescimento Econômico patrocinado pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos – Abimaq.
Não nego que a indústria é um setor importante em uma economia, porém, uma análise que se deve fazer é a relação custo/benefício em beneficiar a indústria em detrimento do setor de serviços, na reforma tributária. Não é possível afirmar que a diminuição da tributação do setor industrial é resultado de um estudo sério do impacto da tributação, ou se é um resultado da capacidade de organização desse grupo de interesse para influenciar o legislador através do lobby. O setor de serviços, por ser bastante difuso, tem um custo de transação bem maior para conseguir se organizar para fazer pressão junto ao Poder Legislativo, o que, na prática, pode resultar em não conseguir a elaboração e implementação de uma norma tributária mais favorável, ou, ao menos, em impedir a elaboração de uma norma legal prejudicial ao setor no campo tributário.
Independente do exposto por especialistas, o fato mais importante é que o aumento de tributação é sempre ruim para os consumidores e para o setor produtivo. Também é ruim para o próprio Estado, pois a médio e longo prazos a tendência é a diminuição da arrecadação com tributos com a diminuição do número de empresas e redução do faturamento das que sobreviverem. O Brasil já tem uma carga tributária pesada para um país em desenvolvimento e aumentá-la significa tornar o desenvolvimento de atividades produtivas ainda mais difícil, além de dificultar o acesso da população a bens e serviços com maior valor agregado.
Até o presente momento, parece que o único ponto sem discordância (pelo menos relevante) é quanto à simplificação do sistema tributário. Porém, não estou convencido de que a simplificação seria mais importante do que a diminuição da carga tributária total para todos. As duas dimensões são igualmente importantes e não são excludentes entre si.
Sem dúvida alguma, mais eficaz para incentivar a economia seria mais dinheiro na mão das pessoas e das empresas e, para isso, o caminho seria a diminuição da carga tributária total. Mais dinheiro nas mãos dos atores econômicos significa mais investimento produtivo, mais inovação, mais criação e disponibilização de produtos e serviços com maior valor agregado (ex.: com mais tecnologia envolvida) à uma população com maior poder de compra e, com isso, mais acesso a esses produtos e serviços, podendo, com isso, ser gerado um círculo virtuoso de prosperidade e desenvolvimento socioeconômico.
Porém, parece que não será dessa vez que acontecerá isso no Brasil, e o círculo vicioso de aumento de tributação sobre consumidores, profissionais e empresas continuará sendo alimentado, tornando a possibilidade de desenvolvimento economicamente sustentável do país cada vez mais uma miragem difusa no horizonte inalcançável. Até quando? O futuro dirá.
[1] Não só dessas, mas também dessas.
* Enviado ao site puggina.org pelo autor
Gilberto Simões Pires
PERGUNTA
Uma empresa americana, que atua como HEADHUNTER e como tal busca os -melhores- talentos do mercado para trabalhar nas empresas onde presta assessoria na área de RECURSOS HUMANOS, ao entrevistar os candidatos para cargos de CEO e CFO, principalmente, tem por hábito fazer a seguinte pergunta: - QUEM VOCÊ DEMITIRIA PRIMEIRO: Aquele que é INTELIGENTE, mas não trabalha; ou o IDIOTA, que trabalha duro?
RESPOSTA
Normalmente, segundo informa a empresa de assessoria de forma aberta e bastante transparente, os candidatos preferem DEMITIR o IDIOTA. No campo da -justificativa- apontam que o IDIOTA QUE TRABALHA DURO é CAPAZ DE PRODUZIR ESTRAGOS IMPAGÁVEIS, enquanto o PREJUÍZO causado pelo INTELIGENTE QUE NÃO TRABALHA é representado, em tese, pelo custo do seu salário.
RESUMO
Pois, no nosso empobrecido Brasil, sem tirar nem pôr, não precisa ser um HEADHUNTER para saber e/ou entender que os INCOMPETENTES causam prejuízos muito maiores. Notoriamente aqueles que ocupam cargos de DIRETORIA nas empresas estatais, a considerar que, ao invés de serem escolhidos por empresas -CAÇADORAS DE TALENTOS, as escolhas são feitas pelo presidente, governadores, prefeitos e caciques políticos que os apoiam.
CORRUPTOS PERDEM PARA OS INCOMPETENTES
Vejam que no caso de EMPRESAS ESTATAIS, além dos INCOMPETENTES também se revelam os CORRUPTOS. Neste caso, como já ficou mais do que provado, por mais que os CORRUPTOS causem enormes prejuízos por conta dos SAQUES aos cofres das estatais, os INCOMPETENTES, através de más decisões, acabam causando PREJUÍZOS BEM MAIORES do que qualquer CORRUPTO.
Sílvio Lopes
"Neste mundo eu também reparei o seguinte: no lugar onde deviam estar a justiça e o direito, o que a gente encontra é a maldade". A constatação está inserida no livro de Eclesiastes, ou "o sábio". Como se vê, justiça e direito sempre estiveram presentes (ou ausentes) no cotidiano dos povos, seja na vida nos antigos povos nômades (os sumérios, entre eles), seja nas mais complexas civilizações que os sucederam pelo tempo. Sem o mínimo de justiça e direito, o que temos é exemplo típico das mais desaforadas e cruéis tiranias. Onde se fizeram implantadas e respeitadas, foram erigidas civilizações exemplares e evoluídas, em democracia e nas liberdades individuais (a partir da Grécia antiga).
Estes povos, no fim das contas, nos transmitiram a verdadeira forma de convivência do Estado com o indivíduo. Neles, ao Estado coube o estrito papel de lhes garantir unicamente o direito à vida e às liberdades. A busca da felicidade, a maneira de conduzir a vida é de estrita alçada de cada um de nós. Até neste item está implícito o chamado livre arbítrio bíblico, que nos faz criaturas únicas diante de nossos parceiros, os animais.
Tudo na vida tem o seu tempo. De amar e de odiar; de calar ou falar. Também há o tempo de paz e o tempo de guerra. Os exemplos históricos aí estão, claros, evidentes, cristalinos. Nossa paz nos foi tirada, nossos sonhos catapultados e lançados no rol das impossibilidades e nossos valores, vilipendiados e desonrados.
Haveria outros mais motivos para apontar que é chegado o tempo de guerra? Que sonhamos viver na paz, essa é a verdade, mas que isso jamais fez parte dos planos de nossos líderes que nos querem escravizar e tornar criaturas indignas do próprio e intransferível bem viver? Que para eles sequer a paz e, muito menos, as liberdades as merecemos verdadeiramente? Vamos continuar dando chances para os inimigos nos condenarem a uma vida de medo, total submissão e desonra?
No mesmo livro acima referido há um versículo que bem se adapta aos Brasil de hoje. Ei-lo: "Tenho visto escravos andando à cavalo e príncipes andando a pé como se escravos fossem". Até quando vamos nos conformar em ser príncipes e escravos ao mesmo tempo? E permitir, sem esboçar reação digna de gente sábia e livre, que tolos continuem a comandar os destinos de nossas vidas e de uma nação inteira?
* O autor, Sílvio Lopes, é jornalista, economista, professor e palestrante.
Alex Pipkin, PhD
Estudo de 2023, desenvolvido pela IEA (Associação Internacional para a Avaliação de Conquistas Educacionais), conduziu análises com crianças do 4º ano do ensino fundamental em 57 países, referente as habilidades de leitura.
Nenhuma surpresa: o Brasil ocupa a 52a. posição.
Quem não lê, não pensa. Quem não pensa, objetivamente, participa de modo ativo do jogo do telefone sem fio em suas respectivas bolhas de pertencimento. Parasitas ideológicos, desse modo, mantêm suas hordas de ineptos, manipulando-os ao seu bel prazer.
Triste, mas a grande massa do Pau Brasil é constituída de incautos. Não leem, não pensam.
Um dos lemas mais badalados, atualmente, nessas bolhas de ineptos, tem sido vociferar contra o capitalismo.
Sou obrigado a reiterar que eles não sabem o que, de fato, significa o sistema econômico capitalista, baseado nas economias de mercado.
O que eles ouviram falar, é que o malvado capitalista sem coração, explora os pobres e oprimidos trabalhadores.
Evidente que estamos diante de uma grosseira falácia.
Essas hordas de ineptos nunca leram, principalmente, Teoria dos Sentimentos Morais (1759), e A Riqueza das Nações (1776), ambos do grande Adam Smith.
Uma economia de mercado é baseada na divisão do trabalho e na propriedade privada dos meios de produção.
É mister deixar claro que pela divisão do trabalho se tem a cooperação entre pessoas, a cooperação social.
Cada indivíduo age por sua própria conta, entretanto, buscando satisfazer suas próprias necessidades como também necessidades de outras pessoas. Simples de compreender.
O IPhone, por exemplo, que os guerreiros sociais ostentam e utilizam, é resultado do trabalho e da produção de muita gente. Indivíduos produzem para si próprios e para os outros, numa economia suportada por trocas - especializadas.
Numa economia de mercado há o estabelecimento de relações voluntárias e colaborativas entre as pessoas, isentas de coerção.
São tais trocas que criam um mercado.
Talvez o componente mais importante de uma economia de mercado seja a presença da competição. Quando essa inexiste, os benefícios escorrem para os bolsos de burocratas estatais mancomunados com empresários do “e” minúsculo.
A turma da memória fixa na opressão não sabe o que diz. O mercado, de fato, é aquilo que produz a cooperação social entre as pessoas, de forma voluntária, possibilitando as inovações em produtos e serviços que melhoram as condições humanas e que engendram os frutos da civilização.
Mas e o Estado? Esse nada produz!
Além de me dar náuseas, estou cansado de ler economistas marxistas de carteirinha enaltecerem o decrescimento econômico em prol de baboseiras, tais como a tal “justiça social”.
Reitero que o melhor e mais eficiente programa social é o crescimento econômico.
Esse só ocorre com a liderança do setor privado, baseado no alcance de um efetivo aumento de produtividade.
Para tanto, parece-me essencial que existam certas condições básicas, tais como a melhoria do ensino, focado nos desafios da economia da digitalização, uma tributação justa, políticas públicas que incentivem o empreendedorismo e um mínimo intervencionismo estatal na economia, se e quando absolutamente necessário.
Penso que políticas públicas deveriam ajudar os criadores de riqueza - pessoas e empresas -, porém, o que se vê é o intervencionismo estatal destruindo valor e, assim, prejudicando a geração de empregos, renda e riqueza. São os fatos.
O maior de todos, Adam Smith, foi um ferrenho defensor das trocas de mercado, que atuaria como um mecanismo potencializador das interações sociais e econômicas, e dos respectivos ganhos por meio da cooperação social nos mercados.
Smith já previa os eventuais desvios nefastos que tristemente comprovamos nesse país chamado Brasil.
Aqui o compadrio opera intensamente. “Empresários” negociam intervenções do governo nos mercados para se locupletarem, repartindo pedaços do bolo com agentes estatais.
O verdadeiro capitalismo é o sistema que incrementa a cooperação social, de forma voluntária.
Em Teoria dos Sentimentos Morais, Smith afirma que há princípios na natureza humana que interessam ao homem ver a fortuna e a felicidade dos outros, e que são necessários para ele. Assim funciona a vida social, embora tenhamos uma série de maldosos livres e soltos por aí.
Não, caros membros tribais. Não é o sistema capitalista que não funciona, definitivamente não é.
O problema real é que no Brasil temos uma (des)elite política e alguns “empresários” - “e” minúsculo - que constituem um clã extrativista, concentrador de poder, que manda e desmanda há séculos no país.
Triste, mas esses só pensam naquilo: em roubar e em extorquir recursos do restante da sociedade.
Além de roubar o dinheiro dos criadores de riqueza, surrupiam as oportunidades e a esperança dos brasileiros.
Por menos retóricas contraproducentes e bom-mocistas, por mais capitalismo de fato!