• Érika Figueiredo
  • 30 Julho 2021

 


Érika Figueiredo

 

Tenha valores sólidos, e lute para preservá-los e perpetuá-los. O resto é narrativa.

Assisti ao filme O GUIA DA FAMÍLIA PERFEITA (Le Guide de La Famille Parfaite), na Netflix. Uma família de classe média canadense, que vive refém das redes sociais e dos conselhos de “especialistas”, depara-se com situações que a modernidade não resolve, e com a necessidade de reconhecer a falência da educação atual.

            Louis Morissette vive o pai de meia idade, que está no segundo casamento, e tem dois filhos que residem consigo: uma mocinha de 16 anos (fruto da primeira união) e um menino de 5, nascido na constância do segundo matrimônio, com uma mulher mais jovem.

            O protagonista é um tipo conservador, criado nas regras da educação convencional, que se horroriza com as novas formas de lidar com as questões adolescentes e com os jovens de hoje. Para ele, é como se estivesse eternamente em uma “festa estranha com gente esquisita”, definição essa na qual inclui-se sua atual esposa.

            Quando sua filha mais velha começa a apresentar problemas na escola, os quais envolvem mau desempenho, venda e consumo de drogas e ausência de amigos, ele se desespera em busca de uma solução, não contando com o apoio da mãe da menina, que é bailarina em Barcelona e considera-o “muito severo e radical”.

            Sentindo-se perdido e sem respostas, com vários “especialistas” ditando-lhe regras de ação e de comportamento, as quais não fazem qualquer sentido, ele parte em uma busca solitária por respostas, que inevitavelmente, leva-no à conclusão de que a sociedade está doente, vivendo de imagens e ilusões que não correspondem à realidade.

            Quando tenta dialogar com a ex esposa e com a atual, sobre como os filhos reagem à estrutura em que estão inseridos, na qual as crianças têm seu “lugar de fala” (expressão da moda cultuada pelos moderninhos de plantão), é repelido de forma brusca, com frases de efeito do tipo: “se todos fazem, por que eles não podem fazer?”, “o mundo mudou”, “precisamos respeitar os desejos e sentimentos dos nossos filhos”, “a sociedade está obcecada pelo sucesso” e outras pérolas da modernidade.

            Sempre fui uma mãe rigorosa, zelosa e ciente do meu papel. Não deleguei as responsabilidades de educar e dar exemplo, tampouco furtei-me a ensinar o que é certo e errado. Cobrei desempenho e corrigi atitudes, deixando claro para meus filhos que todas as nossas escolhas trazem consequências, e que meu objetivo primordial é formar homens preparados para a vida adulta.

            Evidentemente, dentro da inversão de valores a que estamos submetidos diariamente, fui muito criticada, apontada como autoritária, insensível e vários outros adjetivos. Mantive-me firme no propósito de conduzi-los à maturidade e à realização de sua vocação, mesmo quando ouvi que o regime da minha casa era ditatorial. Não me arrependo.

            Ao ver filhos mandando nos pais, que foram esvaziados de sua autoridade, como os do filme, agradeço a Deus, por ter-me intuído no caminho que escolhi seguir, na educação dos meus filhos.

            No filme, o menino de cinco anos bate nas pessoas, joga-se no chão fazendo pirraça, não dorme sozinho no próprio quarto, não come o que lhe é servido, e ainda assim, os pais promovem uma festa por sua formatura na creche, com direito a beca e chapéu (oi?). Qualquer semelhança com as crianças que vemos por aí não é mera coincidência.

            O que a estória da tela aponta é a falência do modelo aplaudido pela sociedade, por não dar limites às crianças e jovens, formando adultos confusos, perdidos em suas trajetórias, mimados, exaltados, egoístas e descompromissados com qualquer coisa, que não seja o próprio umbigo.

            A esposa do protagonista passa as duas horas de filme filmando e fotografando todos os eventos do cotidiano, para postar no instagram com a hashtag #família perfeita#. Enquanto a vida doméstica desmorona, o que importa, para ela, é a forma pela qual ela é vista nas redes sociais.

        Viciada em ginástica e dietas, vê-se comendo sozinha a comida que prepara em casa, pois ninguém suporta comer folhas e pão sem gluten as 24 horas do dia. Envolta em sua própria superficialidade, não enxerga um palmo à frente do nariz, e não percebe o mal que faz a si mesma e aos outros, tornando-se um peso a mais para o marido suportar.

          A adolescente da trama, dividida entre uma mãe que se comporta como se tivesse a mesma idade dela, e um pai que tenta, desesperadamente, impor-lhe limites e rotina, oculta suas reprovações nas provas, fechando-se um um mundo particular, no qual oscila entre a aprovação e a reprovação do comportamento da mãe, que não assume qualquer responsabilidade por sua criação, sob o argumento de que “trabalha fora do país”.

     Quando essa tese da mãe é confrontada pelo terapeuta da menina, que diz-lhe que ela “fez uma escolha, e que essa escolha não inclui a filha”, esta fica indignada, sentindo-se injustiçada e incompreendida. Leva a filha para passar uns dias consigo, arrasta-a para bares e boates, fica com homens na sua frente, dá-lhe bebidas, dorme fora de casa e acredita firmemente que está “ensinando-lhe a viver”.

      Um acontecimento dramático chama todos à reflexão. E essa família precisará repensar seus valores e suas atitudes, para que consiga sobreviver à civilização moderna. Que saudades do tempo em que jovens de dezoito anos já eram homens feitos, preparados para a guerra ou para o trabalho, para o casamento e para a criação dos próprios filhos.

            Vivemos num mundo de gente feita de geléia, que desmonta com um leve empurrão, busca aprovação e reconhecimento o tempo todo. Conduzem-se como se o mundo devesse-lhes alguma coisa, correndo das responsabilidades e tratando bichos de estimação como se filhos fossem.

       É preciso acordar. Não há mais tempo para as esquisitices da atualidade. A vida não espera, e Deus deu a cada um de nós uma missão, que é necessário que identifiquemos, para podermos cumprir. Nenhuma vida pode ser em vão, ou baseada tão somente em prazer e hedonismo.

            O homem moderno está cada vez mais perdido, esquizofrênico, egoísta, refém da aprovação pública e carente de limites. O que o filme que ora descrevo nos traz é , tão somente, um fiel e triste retrato do que nos tornamos.

            Dá pra mudar isso? É claro que sim! Como sempre disse meu pai, “onde há vontade, há um caminho”. Não tema desagradar a audiência, ser julgado ou mal interpretado. Tenha valores sólidos, e lute para preservá-los e perpetuá-los. O resto é narrativa.

  

*     Publicado originalmente em Tribuna Diária - https://www.tribunadiaria.com.br/ler-coluna/1040/familia-perfeita.html

**    Erika Figueiredo é Promotora de Justiça, escritora, mãe, cristã e conservadora. Fala de história, filosofia, política e direito. 

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  • Gilberto Simões Pires, em Ponto Crítico
  • 28 Julho 2021

 

Gilberto Simões Pires

 

RECONCILIAÇÃO

O relacionamento de AMOR e ÓDIO que é destilado a todo momento por brasileiros em geral à boa parte dos meios de comunicação é algo muito surreal. Vejam que ao mesmo tempo em que os brasileiros -sofredores- expõem claros e definitivos sentimentos de ÓDIO eterno com as NARRATIVAS, a maioria, cheia de AMOR, segue lendo, ouvindo e assistindo os mesmos noticiários como se buscassem uma reconciliação.

 ÓDIO ESCANCARADO

Aliás, bem antes das eleições de 2018 escrevi um editorial informando, por exemplo, que havia deixado de assistir a Rede Globo face ao escancarado ÓDIO que a organização passou a nutrir, e colocar no ar, através de seu vasto contingente de jornalistas, ao então candidato Jair Bolsonaro. E, conforme está lá escrito e registrado em -ARTIGOS ANTERIORES-, em nenhum momento senti falta dos telejornais da Globo, exibidos tanto pela TV ABERTA quanto pelos canais da TV CABO.

 MORDENDO A ISCA

Ora, quem tem ÓDIO, certamente usa este sentimento para tentar destruir o seu AMANTE. Em se tratando de meios de comunicação, mais do que sabido, a arma que tem sido utilizada, infelizmente, é a MÁ INFORMAÇÃO. Com NARRATIVAS FALSAS, carregadas de MANIPULAÇÃO, as NOTÍCIAS (?) são lançadas e, como se vê, muita gente acaba mordendo a isca. A partir daí, ao invés de IGNORAR as informações, muita gente COMPARTILHA , provocando discussões sobre coisas que na maioria das vezes são INVENÇÕES cujo propósito é gerar dúvida e/ou desconfiança.

 FALSIDADES

Isto tem sido muito comum nas Redes Sociais e, principalmente, através do WhatsApp, Telegram, etc., onde grupos formados por centenas de participantes acabam recebendo mensagens FALSAS e/ou FABRICADAS cujo propósito é o de colocar os mais desavisados em dúvida sobre a honestidade de pessoas preocupadas com o bom futuro do Brasil. Não raro, além do presidente também seus ministros têm se tornado alvo de mentiras que depois de serem lançadas, por força do ÓDIO nutrido mostram enorme dificuldades para serem desmentidas.

 AGENDA MAIS LIBERAL

O que acontece neste momento é que a MINORIA está muito mais organizada do que a MAIORIA. Com união de praticamente todas as instituições querendo impedir o avanço de uma AGENDA MAIS LIBERAL, o prato da discórdia está servido. Para disfarçar e colocar a dúvida na cabeça dos brasileiros em geral, o alvo visível a olho nu é o presidente Jair Bolsonaro, mas na verdade o que realmente incomoda não é o presidente, mas a AGENDA. Afinal, não é à toa que o LIBERALISMO sempre foi demonizado no nosso empobrecido Brasil. 

 

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  • Valterlucio Bessa Campelo
  • 26 Julho 2021

 

Valterlúcio Bessa Campelo

 

Em poucos minutos nasci. Me banharam com a água do poço, me deitaram em panos novos e me refrescaram com um abano de palha naquele calor de maio. Era tempo de chão esturricado no sertão nordestino. Não era tempo de nascer, era tempo de morrer, como os bois e os pés de feijão que viraram pó na caatinga. Nasci assim mesmo, de teimoso.

Meu pai tinha 30 anos e era um lavrador em terras áridas, puxava ervas daninhas pros pés com uma enxada que tinha o cabo alisado por suas mãos calejadas. Era também negociante das poucas cabeças de gado que os vizinhos punham à venda uma vez por ano. Dinheiro para comprar tecidos para minha mãe coser roupas novas e, talvez, um par de sapatos para ir à missa.

Minha mãe tinha 34 anos e já criava três dos cinco filhos que havia parido, dois viraram anjinhos, num lugar onde as incelências eram frequentes. “Será que ele se cria?” perguntavam os parentes uns aos outros. Me criei, mesmo lambido pela morte na forma de “doença de menino”. No céu, não me quiseram como anjo.

No domingo eu cresci, brinquei e aprendi. Já não foi na caatinga, foi na cidade, entre outras crianças, amparado por professores pacientes fazendo jogos e longas caminhadas ao meio dia, indo ou vindo do grupo escolar. Cresci bem nutrido, arengueiro e sabido. Força para lutar, arenga só pra arengar e esperteza para me safar.

Na segunda-feira eu cresci, sofri, me apaixonei e aprendi. Pela manhã, as dúvidas, os conflitos, os traumas. Durante a tarde, a paixão, o primeiro tocar, frêmitos no coração e um romantismo acanhado, inspirado nos livros que li. De noite, os prazeres do corpo e do copo, os mal feitos inconfessáveis e o penar pra aprender.

Na terça-feira eu me aventurei, lutei, amei e aprendi. Já não foi onde era, foi fora daquele mundo. Primeiro, sozinho, perdido em mim e na vida. Depois, com ela, que juntou-se ao devir, trazendo esperança, amor e certezas. Mais tarde, mudança, eu queria ser o que era, não bastava aprender.

A quarta-feira é tempo de luta, então lutei, lutei e lutei. Também mais amei, cristalizei o querer. O sentir que entreguei recebi em mais da medida, eu já não era eu, eu éramos nós. Renunciar ao ser para sermos é dobrar a cuia da porção divina. Pra não lutar por lutar, mais aprendi. A luta pode riscar na mente um novo saber.

Na quinta-feira alegrei-me como nunca antes nem depois. Veio do céu, em forma feminina, um presente de Deus. Imerecido, talvez, desejado é certo, necessário também. E mais lutei, amei e aprendi. Uma provação repentina, um recomeço, outro mundo a ver e entender. Saltei no escuro agarrado em seu braço. Éramos três e ela nos sustentava com uma força e um sorriso que nunca tive ou terei.

Na sexta-feira, de novo, a necessidade do recomeço. A vida é assim para quem não se rende, lutar é de lei, amar é só amar e aprender é preciso. Fiz uma volta ao passado, como se ele fosse um barco ancorado a nossa espera. Não era. O passado não estava no lugar onde deixei, não pudemos ficar. Sonhamos o sonho errado, tivemos que acordar.

Agora é sábado, ainda manhã. Voltei pro lugar onde vivi a terça-feira e a quarta-feira. Ainda posso lutar? Amar? Aprender? Lutei tanto e aqui estou, quase sem forças para continuar. Aprendo desde o domingo e nada sei. Coleciono dúvidas como se ainda fosse segunda-feira e as minhas certezas se desmancham no ar, não resistem à luz mais efêmera.

Não, isto não é um olhar para trás, não é um lamento, uma saudade, uma tristeza. É que à minha frente surgiu um enorme espelho e eu só vejo o que foi, o que fui e o que fiz, não consigo enxergar o que virá. Quando o sábado estiver chegando ao fim, o que restará? Um homem quebrantado, uma vida vivida e esquecida num canto da sala? Isso me enche de medo.

Me disseram que a noite do sábado pode ser tranquila, com tempo para observar os domingos dos que nascem e as segundas-feiras dos que aprendem. Mas, também pode ser longa e penosa. Como saber, com esse espelho atrapalhando a visão? É melhor aguardar. Ainda bem que tenho a graça de amar. Ela e ela.

*     Publicado originalmente no blog do autor e enviado por ele a este site.

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  • Rafael Coelho Leal
  • 26 Julho 2021

 

Rafael Coelho Leal

 

Como diria um velho amigo “perdi a capacidade de me espantar”.

Observo que após a mais grave crise deste século e uma das maiores da história da humanidade (vírus chinês) a sensatez , a coerência e a sensibilidade foram muito mais afetadas do que os tecidos e órgãos humanos.

A cada dia me deparo com posições que em outros tempos pareceriam dignas de choque ou anedota.

Para mim está claro, a Covid 19 foi REVELADORA.

Trouxe à tona sentimentos, noções (ou falta delas), conclusões e ditames surpreendentes.

Conceitos consagrados relativizaram-se a bel prazer de quem os forja e os emite.

Responsabilidades foram terceirizadas, direitos sem nenhum fundamento exigidos, imposições autoritárias absolutamente insanas impingidas.

Vilões travestiram-se de heróis.

Heróis foram vilanizados e perseguidos.

A Pandemia das revelações.

O ser humano escancarou seu lado de maior bestialidade: egoísmo, vaidade, egocentrismo, absoluta despreocupação com o próximo, desconexão com a realidade, medo insuperável, ideologias antes de vidas, despreparo, arrogância…

Nossas vidas nunca mais serão as mesmas.

*   Rafael Coelho Leal é advogado.

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  • Gilberto Simões Pires, em Ponto Crítico
  • 24 Julho 2021

 

Gilberto Simões Pires, em Ponto Crítico

 

SUPERPODERES

A partir do momento em que CORONAVÍRUS foi declarado como PANDEMIA, pela Organização Mundial da Saúde, inúmeros governadores e prefeitos do nosso empobrecido Brasil entenderam que a OMS lhes conferia o DIREITO DITATORIAL de dizer aos seus governados que só o ESSENCIAL poderia ser produzido e/ou consumido. Mais: através dos supostos SUPERPODERES que acreditavam ter recebido da OMS, eles saberiam definir o que era ESSENCIAL e o que era ACESSÓRIO.  

CLIMA DE ABSURDOS

Pois, neste clima onde os absurdos ganharam proporções impressionantes, muitas empresas foram obrigadas a fechar suas portas porque não sabiam produzir algo que fosse considerado ESSENCIAL pelos governantes SUPERPODEROSOS e com isso milhões de brasileiros simplesmente foram demitidos porque não se mostraram capazes de fazer algo que fosse considerado como ESSENCIAL para os consumidores.

ÁLCOOL EM GEL

O curioso, para não dizer revoltante, é que o ÁLCOOL EM GEL, que junto com as MÁSCARAS, foi, e continua sendo, o artigo MAIS ESSENCIAL DE TODOS, figura como o TERCEIRO PRODUTO MAIS TRIBUTADO NO BRASIL (perdendo apenas para TABACO e COMBUSTÍVEIS, segundo informa a Associação Brasileira da Indústria de Higiene e Limpeza, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC). Em nenhum momento, os SUPERPODEROSOS acharam por bem em reduzir os tributos sobre o produto considerado como mais ESSENCIAL. Nem mesmo o fato de que, em 2020, as vendas de ÁLCOOL EM GEL dispararam 808%, 

A MAIOR PARTE VAI PARA O GOVERNO

Como se vê, infelizmente, esses maus governadores e prefeitos do mal, além de não entender que só o consumidor tem o DIREITO SAGRADO de definir aquilo que é ou não ESSENCIAL para si próprio e/ou para seus dependentes, ainda usa seus poderes TRIBUTÁRIOS para ficar com a maior parte do valor do indispensável ÁLCOOL EM GEL que é vendido -compulsoriamente- no mercado.

MAUS GOVERNANTES

Ora, diante de tamanho absurdo misturado com grossa injustiça, o que precisa ficar bem claro é que em momento de PANDEMIA, os IMPOSTOS deveriam ser considerados como TOTALMENTE DISPENSÁVEIS. Melhor: PROIBIDOS DE SEREM COBRADOS. Não só para o ÁLCOOL EM GEL, mas todos os PRODUTOS. De novo, para que fique bem claro: o que não é ESSENCIAL NEM ACESSÓRIO são esses maus governantes.   

 

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  • Autora desconhecida
  • 24 Julho 2021

 

Autoria desconhecida (?)

 

Nota do editor do blog: Transcrevo parte de um texto maior que me foi enviado, sem indicação de autoria e com indícios de haver recebido acréscimos em relação ao original. Por isso, extraí apenas a parte que trata de questões de gênero no idioma português. Se alguém conhecer a autora, por gentileza avise. Diz o texto:

"Em português, a vogal temática na maioria das vezes não define gênero.

Gênero é definido pelo artigo que acompanha a palavra.

Vou mostrar pra vocês:

O motorista. Termina em A e não é feminino.

O poeta. Termina em A e não é feminino.

A ação, depressão, impressão, ficção. Todas as palavras que terminam em ção são femininas, embora terminem com O.

Boa parte dos adjetivos da língua portuguesa podem ser tanto masculinos quanto femininos, independentemente da letra final: feliz, triste, alerta, inteligente, emocionante, livre, doente, especial, agradável, etc.

Terminar uma palavra com E não faz com que ela seja neutra.

A alface. Termina em E e é feminino.

O elefante. Termina em E e é masculino.

Como o gênero em português é determinado muito mais pelos artigos do que pelas vogais temáticas, se vocês querem uma língua neutra, precisam criar um artigo neutro, não encher um texto de X, @ e E.

E mesmo que fosse o caso, o Português não aceita gênero neutro. Vocês teriam que mudar um idioma inteiro para combater o 'preconceito'."

Comento

Ademais, ninguém tem o direito de submeter o idioma falado por todos ao modo como se vê e/ou quer ser visto e descrito. Ninguém tem o direito de, para identificar-se, suprimir a identificação dos demais. O idioma não é patrimônio de nenhum grupinho político ou de interesse.

 

 

 

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