Alex Pipkin, PhD
Por natureza, associo-me mais aos céticos do que aos otimistas. Nestes “novos tempos modernos”, otimismo exacerbado é característica marcante de sinalizadores de virtude e, imagino, porta aberta para triviais retóricas, platitudes e decepções.
No entanto, sou adepto daqueles que comungam de uma visão positiva quanto ao progresso, por meio da destruição criativa e da respectiva engenhosidade e liberdade das pessoas para conceberem novas ideias e soluções inovadoras.
Acredito na capacidade inventiva dos indivíduos, ao contrário dos profetas do pessimismo e adoradores de capatazes.
Ao longo da história, mensageiros do apocalipse - que lucram com suas profecias -, opuseram-se aos avanços tecnológicos, em nome da preservação de empregos, do desastre ambiental, do combate à fome, entre outras tragédias anunciadas.
Nesse mundo de puros desejos, dos direitos ilimitados descolados de deveres, os ludistas contemporâneos são pródigos.
No século XIX, com a Revolução Industrial, trabalhadores destruíam máquinas que iriam, supostamente, substituir a mão de obra humana, gerando desemprego e miséria. Ficaram conhecidos como “ludistas”. Numa análise retrospectiva racional, porém, é singelo constatar o avanço das inovações e do correspondente progresso das condições de vida das pessoas.
Não existe nada que seja perfeito. Sempre haverá questões complexas e dilemas a superar.
Não obstante, o avanço das tecnologias da informação, da IA, enfim, gerenciadas por humanos do bem - evidente que a maldade está entre nós -, agregará muito mais valor a vida dos cidadãos, em nível quanti e qualitativo, de soluções melhores e mais baratas, de liberdades e, similarmente, do tão propalado tema do emprego - para alguns, desemprego.
Muitos que se autoproclamam especialistas, afirmam que o avanço tecnológico impulsionou as desigualdades sociais. Sim, dependendo do tipo de emprego/atividade, contudo, diminuiu, enormemente, o mais importante, a pobreza.
Esses especialistas alertam para o quase sempre inimigo mortal, o vilão mercado, referenciando a importância - meu juízo, maléfica - do intervencionismo do grande pai soberano Estado.
Os supremos agentes estatais, ao estilo pavloviano, salivam entre os dentes afiados, a cada oportunidade de ingerirem e comandarem a vida das pessoas.
A história se repete, assim e mais uma vez, emerge uma visão míope, desconsiderando os fatos, de que são os indivíduos, livres para pensar, para criar novas soluções, para inovar e para estabelecer relacionamentos colaborativos espontâneos e voluntários, tentando e aperfeiçoamento tais inovações e suas arestas, os genuínos responsáveis pela construção do futuro e da prosperidade para todos.
Novamente, a história factual comprova que o intervencionismo do “pai salvador”, é quase sempre o problema, não a solução.
A narrativa estatal para interferir e controlar, vincula-se ao grande poder do oligopólio das grandes corporações tecnológicas.
No meu sentir, as gigantes tecnológicas atuaram na direção da descentralização da informação e do poder, e não o contrário, como muitos pressupõem.
Sou ainda um sujeito, digamos, analógico. Semanas atrás participei de um treinamento sobre novas ferramentas de IA, completamente “democráticas”, de código aberto, que geram oportunidades reais para todos, pessoas e empresas. Não, mais uma vez, não estamos falando de um jogo de soma zero!
Um trivial questionamento: a “verdade” não se encontrava monopolizada?
Eles, de verdade, acobertam e/ou desconhecem que o surgimento de um oligopólio ocorre por meio de um processo natural, ou seja, essas empresas inovaram e lograram satisfazer - melhor - os desejos e as necessidades de clientes/consumidores. Simples assim.
Ludistas “progressistas” não enxergam o óbvio: tecnologias inovadoras impactaram no desaparecimento de negócios ultrapassados, entretanto, criaram novos setores e empregos, inclusive, melhor remunerados.
Criadores de riqueza investiram, inovaram, empregaram, treinaram seus funcionários e criaram soluções para as pessoas e, portanto, para a sociedade. Eu chamo isso de progresso compartilhado. É assim que se faz.
Evidente que a destruição criativa, como o próprio nome do processo diz, destrói o antigo, já não tão produtivo, e gera novos setores e soluções mais produtivas. A soberania do consumidor sabe julgar o efetivo “incremento de produtividade”. Considerando-se todos os eventuais ônus do processo, a vida da pessoas ficou mais produtiva, fácil, legal, mais barata, mais conveniente…
Rejeitando-se à corrupção da verdade, as tecnologias inovadoras, comprovadamente, agiram pragmaticamente na geração de novos e diferentes tipos de empregos e empregabilidade, no desenvolvimento de novas fontes de energia, sobretudo, verdes, renováveis, e num aumento brutal da produção de alimentos para saciar a fome global.
Desacredite dos pessimistas profetas do apocalipse. E eles são muitos.
Nos mercados livres, indivíduos dotados de liberdades individuais, para pensar, inovar e criar novas e melhores soluções para as pessoas, são aqueles que, de fato, materializam o verdadeiro progresso para todos.
São pessoas e empresas que investem, criam coisas novas, empregam e geram renda, riqueza e mais prosperidade.
Os ludistas “progressistas” estão propositalmente tapados. Mais regulação é a receita infalível para o fracasso - de todos.
As novas tecnologias não redundarão no “fim do mundo”, em mais desemprego e na catástrofe ambiental.
Nada disso. Produzirão mais liberdades, descentralização do poder, novos e distintos empregos e, de maneira derradeira, elas irão auxiliar na melhoria do mundo. Sinteticamente, maior prosperidade.
Gilberto Simões Pires
BOA TARDE, BRASIL
Na última 6ª feira, 4/8, fui informado pelo jornalista Júlio Ribeiro, âncora do -BOA TARDE, BRASIL-, programa -com forte tonalidade LIBERAL- que ia ao ar de segunda a sexta feira, das 13h10m às 15h, na Rádio Guaíba, de Porto Alegre, RS, havia chegado ao fim por decisão da diretoria da Record, proprietária da emissora gaúcha.
FALECIMENTO
Como fazia parte do seleto GRUPO DE COMENTARISTAS -LIBERAIS-, cuja maioria integra a SOCIEDADE PENSAR+, inclusive o próprio Júlio Ribeiro, fui um dos primeiros a receber a notícia do triste FALECIMENTO DO -BOA TARDE, BRASIL-, programa que esteve no ar por 2 anos e 10 meses, ou exatas 725 edições.
LIBERDADE
Antes de tudo, sem -VITIMISMO-, entendo, que -LIBERDADE DE IMPRENSA- é uma decisão exclusiva do DONO DO MEIO DE COMUNICAÇÃO. Gostando ou não, da mesma forma como o proprietário -TRANSMISSOR- tem a LIBERDADE de definir a linha editorial a ser observada pelos seus colaboradores, o mesmo acontece com o RECEPTOR, que tem a LIBERDADE DE ESCOLHER qual jornal quer ler, rádio que quer ouvir e televisão que quer assistir. Simples assim.
CONDIÇÃO DA SECOM
Dentro desta linha de propósitos e intenções, a Rede Record achou por bem que não poderia ficar sem a magnífica VERBA DE PUBLICIDADE GOVERNAMENTAL, prometida pelo ministro-chefe da SECOM, o petista Paulo Pimenta, desde que a emissora TIRASSE DO AR o programa BOA TARDE, BRASIL.
VOZ ROUCA DA LIBERDADE
Com isso, da mesma forma como aconteceu com o PONTOCRITICO.COM, que iniciei em outubro de 2009, pela internet, depois de sofrer implacável perseguição do governo Olívio Dutra, já fui informado que, em breve, o Júlio Ribeiro irá na mesma direção, ou seja, vai inaugurar o seu MEIO DE COMUNICAÇÃO, no qual só terá vez, com a minha participação, a VOZ ROUCA DA LIBERDADE.
BOA SORTE, JÚLIO RIBEIRO. CONTA COMIGO!
Dagoberto Lima Godoy
“Pela primeira vez, a gente está colocando o povo para dizer o que quer que a gente faça no governo e onde a gente aplica o dinheiro. E, quando tem o dedo do povo, é preciso respeitar.” (Luiz Inácio Lula da Silva - 11 de maio de 2023, Salvador-BA)
O Governo Lula está divulgando os resultados da consulta intitulada Brasil Participativo, realizada com grande alarde, movimentando a máquina estatal e conclamando a ajuda das organizações da sociedade civil. Com declarações como a acima epigrafada, da autoria do chefe, o governo pretende passar a ideia de que se trata de um legítimo instrumento de uma pretensa democracia participativa. Nós, gaúchos, lembramos bem de ação semelhante insistentemente praticada aqui por governos do PT e utilizada (com maestria, reconheçamos) pelo ex-prefeito e ex-governador Genro para vendê-la, mundo afora, como algo sério. Mas sabemos que tudo não passava de encenações manipulativas de assembleias pequenas, dominadas por ativistas partidários, deliberando sobre verbas insignificantes e resultados não auditados.
Agora o governo centro-petista alardeia que “ao todo, mais de um milhão e 400 mil pessoas participaram ativamente da etapa digital” e que “por meio do Brasil Participativo, o Governo Federal está garantindo [...] que o direito à participação social, previsto na Constituição de 1988, seja de fato uma prática e conquista das pessoas.” (Trechos do Relatório da Plataforma)
Uma simples análise numérica põe a nu a quimera governamental: 1, 4 milhão de participantes corresponde a um percentual de 0,7% da população, parcela absolutamente insignificante para ser apresentada como “a cara do povo brasileiro”, como faz a propaganda oficial. Com todo o respeito aos concidadãos que de bom grado tenham participado do engodo, isso mais parece a máscara de um teatro grego retratando a tragédia nacional, um país de duas caras de 60 milhões de votos.
Tirante o efeito demagógico, resta esperarmos sentados pelo documento que haverá de comprovar quantas das propostas aprovadas pelo BP constarão do Plano Plurianual (PPA) 2024-2027, após tão esmagadora manifestação da vontade popular.
Gilberto Simões Pires
NÍTIDO PROPÓSITO
Ontem à noite, tão logo foi divulgado o balanço da Petrobras, referente ao segundo trimestre deste ano, que apresentou QUEDA DE 47% DO LUCRO, em comparação com o mesmo período de 2022, ficou mais do que nítida a retomada do VELHO E CONHECIDO PROPÓSITO da TEMERÁRIA DIREÇÃO PETISTA, que voltou a assumir o comando da estatal em janeiro de 2023.
ALTÍSSIMA PRODUTIVIDADE
Visivelmente atacada, com -ALTÍSSIMA PRODUTIVIDADE-, por uma direção fortemente comprometida com a DESTRUIÇÃO, a RECEITA da Petrobras somou R$ 113,8 bilhões no período, resultado 33,4% MENOR do que o obtido em igual intervalo do ano anterior. Mais: o importante EBITDA (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês) ENCOLHEU 42,3% na base anual e 21,8% na base trimestral.
DESTRUIÇÃO TEM PRESSA
Antes de tudo, para confirmar que a DESTRUIÇÃO TEM PRESSA, Lula & Cia trataram de ABANDONAR O QUANTO ANTES o PPI - PREÇOS DE PARIDADE DE IMPORTAÇÃO, ressuscitando grandes, notórios e indisfarçáveis temores do universo de investidores. Não satisfeitos foram além: promoveram ALTERAÇÃO NA POLÍTICA DE DIVIDENDOS, que baixou os proventos de 60% para 45% de seu fluxo de caixa livre.
POSTURA OBJETIVA
Como a DIREÇÃO TEMERÁRIA assumiu em janeiro deste ano, os primeiros passos foram na direção de piorar o desempenho econômico da Petrobras. Entretanto, a considerar que o maior prazer é voltado para a ROUBALHEIRA, o que se espera daqui para frente é uma POSTURA OBJETIVA em duas direções: 1- seguir firme com a INCOMPETÊNCIA ADMINISTRATIVA; e, 2- dar início aos ATOS DE CORRUPÇÃO. Ambos, mais do que sabido, se tronaram MARCA REGISTRADA dos governos LULA/DILMA -PETISTAS.
Raul Jafet
Ouvi essa frase pela primeira vez quando minha mãe nos levou assistir a esse filme épico dos anos 50! Confesso que não me lembro do conteúdo do filme, mas da frase me lembro bem: " PARA ONDE VAIS?"
Uma breve visita ao Google e lembrei de um diálogo de Jesus com Pedro, pois o apóstolo apavorado com a cruel perseguição de Nero aos cristãos, tencionava fugir.
Um paradoxo em relação ao que vive hoje a Direita brasileira, que já sofre forte perseguição daqueles que comandam o país e constantemente expressam seu ódio contra tal ideologia prometendo fortes represálias à liberdade de expressão. Ela poderá qualificar expressões como antidemocráticas e aplicar severas sanções!
Grandes jornalistas considerados de Direita já foram banidos da grande mídia e relegados a blogs e podcasts devidamente controlados em seu alcance nas redes sociais.
Apesar de radicalmente contrário a tais posições ideológicas, por uma questão de justiça e imparcialidade sou forçado a "tirar o chapéu" para a esquerda brasileira.
Com um trabalho de "formiguinha" através dos anos, mesmo derrotada em diversas eleições legislativas e executivas, mesmo tendo escancarados seus milionários atos de corrupção nos mais diversos escalões, continuou plantando tal ideologia pacientemente no meio estudantil, mormente no âmbito universitário e no seio da própria família de tendência direitista. Muitas destas famílias são de classe média, justo a classe odiada pela esquerda brasileira, decantada em célebre exposição da socióloga Marilena Chauí!
Como no jogo de estratégia WAR, as peças foram introduzidas em todas as camadas sociais, inclusive as mais abastadas, as chamadas "esquerdas caviar" dos jovens de SUVs de luxo, baladeiros de IPhone, e as elegantes socialites com as suas pomposas bolsas Prada.
Nosso país restou dividido, só que para um lado tudo é permitido, inclusive desmonetizar, calar, julgar, invadir, prender sem o devido processo legal garantido constitucionalmente, tudo isso com o apoio da grande mídia, hoje completamente desfigurada daquela dos tempos de regime militar.
Retiram aos poucos, até o direito de defesa do cidadão de bem, já desvirtuando, mutilado, o novo código sancionado no governo anterior. Sem esquecer que o atual Presidente não vê crime algum em quem rouba celulares!
Mediante todo o quadro que se apresenta cada dia mais esdrúxulo, resta a pergunta:
QUO VADIS, BRASIL?
* O autor é jornalista e empresário.
Alex Pipkin
Ontem, às 16h, recebi um mandado de convocação de jurado. Pela 5a. vez.
Às 18:15h, retruquei por e-mail, pontuando que sou profissional liberal, tendo compromissos agendados e planejados como consultor empresarial e professor universitário.
Às 19:25h de ontem, recebi retorno de minha mensagem, solicitando meu comparecimento hoje, às 9h, para a sessão no Fórum.
A doutora - será que é PhD? - juíza do caso, fez uma emocionante exposição do papel diferenciado daqueles potenciais jurados que ali estavam, ressaltando a importância individual das pessoas por julgarem vítimas de acusados de homicidas, que trouxeram luto às famílias e a sociedade - meu impedindo?
A “doutora” juíza, posteriormente, leu uma lista, com o nome das pessoas que foram dispensas e/ou excluídas d?o referido julgamento.
Meu pleito estava lá, o último a ser lido. Solicitou-me “provas”. Ato contínuo, em uma sala repleta, com aproximadamente 80 pessoas, tomei a palavra. Informei-a que havia sido convocado ontem, às 16h, e já havia exposto meus motivos, com as respectivas justificativas.
Após sua fala - infelizmente não dispunha de lenço -, argumentei que, embora causa razoável, primeiramente, preocupava-me com minha lógica individualista, tendo em vista meus objetivos compromissos profissionais.
Disse ainda que, distintamente dela, não era funcionário estatal.
A “doutora” redarguiu, afirmando que era “agente política do Estado”, e que percebia minha lógica individualista. Dispensou-me da sessão, solicitando detalhamento de provas.
Será que sou um inescrupuloso individualista, indo de encontro a “lógica” coletivista, amplamente vociferada e encrustada em nossa sociedade verde-amarela? Penso que exerci, trivialmente, meu livre-arbítrio de pensar e agir.
Nesta direção, os aflorados sentimentos coletivistas, meu juízo, representam, pragmaticamente, um demérito, exatamente o contrário do que quer crer a grande massa de bom-mocistas coletivistas.
Imagino que meu auto-interesse me ajude e, por consequência, auxilio aos outros e às empresas com as quais trabalho.
Essa é a mentalidade estatal, encharcada de sentimentos, culpas e ordens sobre como as pessoas devem pensar e agir.
Uma mentalidade que impulsiona os indivíduos a pensarem e se agitarem com suas próprias consciências, e seus respectivos deveres comunitários.
Mais uma vez, confesso que quase chorei, com a narrativa justiceira e sentimental da referida doutora.
Penso, definitivamente, de forma distinta, isento de juízo de valor, tipo melhor ou pior.
De fato, preocupo-me comigo e com os que me cercam, fazendo, literalmente, o bem a todas as pessoas.
Não sou adepto da autopromoção de orgias mentais, culposas e, portanto, de julgamentos morais “coletivistas” em meu “eu” interior.
Pelo contrário, acho que o bem individual e da comunidade de fato se materializa, quando cada um se mantém preparado e atualizado em seus respectivos campos, em constante estado de alerta, para abraçar as oportunidades à frente, beneficiando a si próprio e aos outros.
Hoje, imagino que, mais uma vez, tive a oportunidade de cultivar minha mentalidade individual, que reputo como sendo a mais adequada.
Sai com um sentimento - ah, como somos sentimentais! -, de que a “doutora” pensa - e tomara que aja como pensa e verbaliza - distintamente de mim.
Sim, claro, somos seres humanos e, portanto, inalteravelmente, diferentes.