(Publicado originalmente em www.pontocritico.com)
ELEIÇÕES MUNICIPAIS
Encerrada a longa novela que levou ao Impeachment da criminosa, mentirosa, e agora definitivamente ex-presidente, Dilma Neocomunista Rousseff, passo a me dedicar, de corpo, mente e alma, às ELEIÇÕES MUNICIPAIS.
Afinal, depois de tudo que o Brasil todo assistiu nestes últimos dois anos, escolher maus prefeitos e vereadores deve ser visto como algo simplesmente impensável.
NOVA SÉRIE - 1º CAPÍTULO
Pois, para dar início a esta NOVA SÉRIE, com foco no dia 2 de outubro (menos de quatro semanas), reporto à reunião que os Pensadores que integram o Pensar+ fizeram, no início deste ano, quando ficou acordado que melhor seria se pudéssemos apresentar CANDIDATOS-PENSADORES, como aconteceu nas Eleições de 2014, quando, o pensador Marcel Van Hattem resultou eleito como deputado que muito tem nos orgulhado pelas suas atitudes no Parlamento do RS.
MESMA RECEITA
Aliás, esta mesma fórmula, ou receita, pode ser seguida em todos os 5570 municípios espalhados pelo nosso imenso país. Basta que grupos de gente que pensa e manifesta o raciocínio lógico não só apontem boas soluções, mas também façam parte do processo que as torna possíveis e factíveis. Aí, certamente, os bons resultados acabam acontecendo.
DESEJOS DE TODOS
Vale dizer que nestas eleições, antes de escolher em qual candidato votar, tanto para prefeito quanto para vereador, o Pensar+ preferiu apontar, independente de outros bons nomes fora do grupo, quais candidatos demonstram capacidade para produzir políticas públicas que atendam aos desejos, interesses e vontades de TODOS OS CIDADÃOS, e não apenas de grupos, corporações, sindicatos e outros que tais.
TIME DE PROTAGONISTAS
Na medida em que o tema era discutido, CINCO PENSADORES resolveram que era a hora de partir para esta que é considerada a SEGUNDA EXPERIÊNCIA DO PENSAR+, a qual espera-se que seja tão exitosa quanto a primeira que culminou com a eleição do Marcel Van Hattem.
Se em 2014 o Pensar+ teve UM PENSADOR COMO CANDIDATO, nesta eleição municipal apresenta UM TIME DE PENSADORES.
Mais: se até agora os pensadores foram AGENTES PREGADORES no esclarecimento da relação CAUSA/EFEITO das decisões governamentais, caso se elejam passam a figurar também como ATORES das mudanças que Porto Alegre exige.
CANDIDATOS-PENSADORES EM PORTO ALEGRE
Anotem aí o TIME DE PENSADORES-CANDIDATOS:
Para PREFEITO são dois:
o deputado Federal Nelson Marchezan Jr (45); e,
o cientista político Fábio Ostermann (17).
Para VEREADOR, o trio é formado por:
FERNANDA BARTH (11456);
FELIPE CAMOZZATO (30500); e,
RICARDO GOMES (11022).
ANÁLISE E QUESTIONAMENTO
No próximo editorial desta Série abro espaço para que cada candidato exponha os motivos que o levaram a se lançar CANDIDATO A PREFEITO E/OU A VEREADOR. Assim, ao se apresentar poderá ser avaliado pelos leitores-eleitores, seus dependentes ou pessoas de suas relações.
Peço que analisem com o máximo cuidado e questionem seus programas e atitudes.
O comunismo brasileiro deixou, há muito, de ser um movimento doutrinário baseado no marxismo como método de conquista e manutenção do poder através da "luta de classes", fantasia história de Karl Marx e Friedrich Engels.
Esse movimento político passou a seguir Antònio Gramsci, "Il Gobbo", fundador do PCI (Partido Comunista Italiano), adotando como método a infiltração e aparelhamento dos seus agentes nas instituições do Estado e nos meios de informação, nos sindicatos e na dita sociedade civil organizada.
Mas a sua vertente mais vistosa é a da contracultura, movimento que atingiu seu apogeu na década de 60 e que ficou mais conhecido como cultura hippie: sexo, droga, rock'n roll. É proibido proibir, cantava Caetano Velloso, caminhando contra o vento sem lenço, sem documento. Essa é, também, a vertente pela qual militam os "inocentes úteis" de que o líder bolchevique, Vladimir Lênin, dizia serem imprescindíveis como massa de manobra a ser, com a vitória do "socialismo científico, descartável pelo expurgo.
É certo que não ignoramos os efeitos econômicos deletérios, a ruína social e a corrosão de nossas instituições políticas que a desinformação "politicamente correta" da mídia não foi capaz de escamotear totalmente. Mas o que dizer das mazelas de nossa decadência moral e intelectual, igualmente produzidas, propositalmente, por esses anos nefastos dos "progressistas" no poder? Sabemos que nada têm de uma evolução natural dos costumes?
Precisamos entender que tudo isso é o resultado de um projeto de poder satânico, para que possamos combater com eficácia as raízes desse mal.
De nada valerão a destituição de Dilma Russeff ou a prisão de Lula, fantoches de um movimento supranacional, apátrida, financiado com recursos ilimitados por governos e plutocratas estrangeiros, se não atuarmos nas escolas de nossos filhos, na igreja - que a chamada teologia da libertação fez pregar uma religião social, não a religião revelada - nos sindicatos, nas associações de classe, enfim, no ninho que a serpente socialista invadiu e aparelhou.
(Publicado originalmente em http://rodrigoconstantino.com/)
Comentário sobre artigo de Vinicius Mota na Folha (05/09)
Burgueses filhinhos de papai, que jamais arrumaram o próprio quarto, querem “salvar o mundo”. E como exatamente? Gritando “Fora Temer” nas ruas, para defender o PT, enquanto jogam pedras na polícia e depredam tudo em volta. Esses vagabundos criminosos que a imprensa insiste em chamar de “manifestantes” perderam qualquer elo com a realidade, pensam lutar em nome do povo trabalhador, mas esse está do outro lado, levando pedradas.
Vinicius Mota foi direto ao ponto em coluna hoje na Folha, o mesmo jornal que dá destaque, em sua capa, aos “manifestantes” que seriam pacíficos, mas cujas “manifestações” terminam sempre em pancadaria, talvez por culpa da polícia. Diz Mota:
De cada 100 policiais militares brasileiros, 49 declaram-se pretos ou pardos. Um soldado paulista ganha menos de cinco mínimos mensais. Já protestos de esquerda têm menos pretos e pardos. A renda do militante supera a de uma família chefiada por um soldado PM e, por muito, a de um lar brasileiro típico.
A elite vermelha pretende falar em nome da maioria da população, mas está distante dela. Policiais, desafiados nas ruas a cada manifestação, estão mais próximos da rotina das classes trabalhadoras.
Ninguém se iluda com críticas furiosas da esquerda ao menor sinal de excesso na repressão. A preocupação com a integridade das pessoas —somente das que se chocam com a polícia, nunca das que são vítimas da brutalidade militante— é mero pretexto de uma disputa de poder.
O PT, autoritário até o último fio de barba comunista, fez uma “autocrítica” de seus erros, e concluiu que faltou aparelhar mais o estado, as Forças Armadas. Se pudesse, faria o mesmo com a polícia: seria toda ela vermelha, com estrelas no peito, servindo ao ideal comunista. Mota chama isso de “delírio autoritário”, e sabemos que o “partido” estaria disposto a usar tal força contra o povo que ousasse se manifestar de verdade, de forma pacífica, como seu camarada Maduro faz na Venezuela, reprimindo com violência a população.
Tudo nessa esquerda jurássica é hipocrisia, cinismo, inversão. São canalhas, que encontram na política sua religião e estão dispostos a aderir a uma “violência redentora”. Se os comunistas justificam a morte de cem milhões de inocentes em busca da utopia, os petistas nada sentem diante de 12 milhões de desempregados na busca pela “justiça social”. Mota conclui:
A esquerda brasileira, da velha e da nova geração, não sepultou a violência política. Nas derivações subletradas do marxismo de hoje, o culto da revolução —o banho de sangue que abriria caminho para o mundo pacificado— deu lugar ao prazer estético da depredação e do confronto provocado com a polícia.
O comitê central circula os alvos: empresários, imprensa, parlamentares, procuradores e juízes são atingidos dia e noite pela acusação de “golpistas”. As tropas de assalto nas ruas entendem o recado e partem para a ação. Dilma Rousseff pronuncia a fatwa e vai morar em Ipanema.
O professor Denis Rosenfield, em coluna no GLOBO, celebra o fim da era petista e destaca a insensibilidade dessa gente, a falta de noção, nas palavras da senadora Kátia Abreu, pedindo impunidade a Dilma alegando que ela não teria como viver apenas com R$ 5 mil da aposentadoria, sem trabalho. Aqui revela que trabalho, pela ótica dessa turma, é só cargo público, e mostra distanciamento em relação ao povo. Quantos policiais ganham mais do que R$ 5 mil mensais? Diz Rosenfield:
Um exemplo particularmente ilustrativo foi o de uma senadora que produziu uma esquisita “justificativa”, a de que a presidente não deveria ser inabilitada para o exercício de cargos públicos por não poder viver com um rendimento de R$5.000. O discurso foi piegas e teve como suposto argumento o de que a condenação, se não fatiada, seria uma “injustiça”. Estranha noção de injustiça.
O absurdo é visível: uma criminosa por responsabilidade fiscal, responsável pela maior crise recente da história brasileira, com o país arruinado, estaria sendo tratada “injustamente”. Nem uma palavra sobre os milhões de brasileiros que tiveram redução salarial ou lutam para sobreviver e para quem viver com R$ 5.000 reais seria um sonho. Estes sim foram tratados injustamente pelo conjunto da obra petista e, em particular, pela presidente que ora se afasta.
Foto: Marginal disfarçado de manifestante ataca agência bancária. Fonte: Folha
(Publicado originalmente em Zero Hora, 06/09/2016)
A ex-presidente Dilma, definitivamente, é uma ingrata. Respondeu com belicosidade a uma proposta de compaixão!
A senadora Kátia Abreu, ao propor o fatiamento da pena do impeachment, em um acerto com o presidente Renan Calheiros e o presidente do Supremo, Ricardo Lewandovsky, contando com o apoio maciço do PT, usou um argumento assaz curioso.
Disse que tinha acertado com a agora ex-presidente essa proposta, pois Dilma Rousseff apenas tinha como aposentadoria rendimentos de R$ 5 mil mensais, o que seria insuficiente para o seu sustento. Necessitaria de outro cargo público, como o de, por exemplo, dar aulas em universidades. Apelou para a compaixão dos senadores.
Evidentemente, não teve a mesma preocupação com o bem-estar de aproximadamente 12 milhões de desempregados, que chegaram a essa lamentável condição graças à política econômica do governo petista. A mesma pessoa que cometeu crime de responsabilidade é a que levou ao caos econômico e social atual.
Ora, o que fez posteriormente a ex-presidente? Respondeu que a manobra que a favoreceu não a tinha como destinatária, mas o ainda deputado Eduardo Cunha! Logo, seria o PT que estaria apoiando uma eventual absolvição do deputado! Da mesma maneira, a senadora que tanto a apoiou, sua maior amiga, seria, também, um instrumento deste deputado.
Enquanto senadores petistas, comunistas e afins do PMDB procuravam aliviar a pena da ex-presidente, para que possa viver "dignamente", pobrezinha, a própria faz um discurso, logo após, cuja característica maior foi a belicosidade. Nem soube reconhecer o agrado oferecido pelos "seus" senadores.
Anunciou a resistência, prometendo um até logo, como se o seu afastamento fosse simplesmente transitório. Anunciou a "luta" e a "resistência", como se estas estivessem ao seu alcance. Evidentemente, não tem força nem tropas para alcançar o seu objetivo. Seu discurso já caiu no vazio.
Contudo, ele mostra que em nenhum momento reconheceu os seus erros, exime-se de qualquer responsabilidade pelo desastre brasileiro e, ainda mais, anuncia que, se tiver condições, continuará a lutar contra o Brasil.
Felizmente, ninguém mais lhe dá ouvidos, nem o PT que gostaria de virar esta página. Apenas os seus próximos ainda prestam atenção aos seus discursos. Os seus pedidos baseados em uma suposta humildade nada mais foram do que uma maneira de encobrir unhas prontas para o ataque.
A agressividade estava estampada em seu rosto. É uma ingrata!
* Professor de Filosofia
Ao despedir-se da presidência, a senhora Roussef, dirigindo-se à nação, martelou na tese do “golpe”, e com tal virulência, só comparável a de seu criador quando prometeu “incendiar” o país se sua pupila fosse defenestrada da presidência pelo julgamento parlamentar. A mesma linguagem bélica foi ouvida em pleno Palácio do Planalto, saída da garganta do líder do MST - “armas na mão”. Coerentes no concitar ao terrorismo urbano, qual se viu em várias capitais.
Tome-se o último movimento de São Paulo como objeto representativo do modelo disperso noutras capitais: o encontro entre a baderna e a Lei. Na avenida Paulista evidenciou-se maior, mais destrutivo, mais armado e bem planejado. Surpreende o fato de tais manifestações delituosas, sempre começando pacíficas, evoluindo em minutos de caminhada, à arruaça irrepressível. Elas são anunciadas em dia e hora e vem se repetindo há anos. Conforme temos assistido, estes movimentos não desempenham comportamento civilizado e democrático. São agressões à urbanidade. A arruaça anunciada impunha à autoridade precaver-se, equipada de plano estratégico de combate de rua.
As imagens televisivas mostram – sempre - as forças policiais a reboque da trupe devastadora. Sobra o rastro da destruição de bens públicos e privados. Os mascarados apedrejam e castigam a polícia ao choque dos rojões, torneando as labaredas atiçadas na rua. Procissão diabólica e sinistra que se dissolve impune pelas vielas adjacentes.
Um grupo de moços descontentes destrói a viatura policial; outra expulsa os passageiros e incendeia o ônibus. Tudo sob o olhar contemplativo dos policiais. A inação escandalosa dos soldados certamente deve-se a ordem superior. O mais grave neste descumprimento do dever. O plano da autoridade resume-se em dispersar os vândalos, quando o certo na técnica militar seria conte-los, cercá-los, conduzi-los, identificá-los e processá-los na forma da lei. Primar o objetivo imperioso de evitar o crime. E não desfilar na cauda dos arruaceiros desnudando a cena ridícula da humilhação da autoridade e da democracia.
POA I / setembro / 2016
PÓS-IMPEACHMENT: A SUPERIORIDADE DO PARLAMENTARISMO!
1. O processo de impeachment de Dilma concluiu após quase um ano. Um ano de estrangulamento político da economia brasileira. Um ano de afundamento ainda maior da imagem dos políticos. E um ano de sofrimento e depressão da presidente Dilma Rousseff.
2. Os graves equívocos dos governos do PT, agravados com Dilma, geraram a maior crise brasileira de todos os tempos, política, econômica, social e moral. A imagem externa do Brasil desintegrou.
3. Quando as crises dos países se tornam multilaterais, ao mesmo tempo se torna sustentável e se aprofunda. O tempo e o custo de recuperação se ampliam muito e ampliam o custo social e suas sequelas.
4. Os regimes políticos devem incorporar flexibilidade institucional de forma a que minimizem o tempo e a profundidade da crise e assim minimizem o custo social da mesma. O presidencialismo é um sistema rígido. Mas os Estados Unidos souberam construir, em sua cultura política, momentos limites.
5. Um exemplo desses foi o caso Nixon. Uma crise onde o gabinete presidencial grampeou o partido adversário. O processo foi levado até o ponto em que seu prolongamento -possível- não teria volta e seria pago pelo país. Nesse momento, o presidente renunciou.
6. O processo de impeachment de Dilma se alargou desnecessariamente levando o país junto. Tentaram comprar votos através de nomeações em todos os níveis. Realizaram todos os recursos possíveis no judiciário. Retardaram o quanto puderam, mesmo quando além das responsabilidades políticas, econômicas, sociais e morais, ficaram transparentes os chamados crimes de responsabilidade.
7. E então iniciou-se um processo de resistência tríplice: parlamentar, jurídico e político-social. Esse arrastou no tempo algo que tinha resultado pré-conhecido. Na Câmara de Deputados e no Senado 70% dos parlamentares tinham sua opinião formada já em março de 2016. Mas só 5 meses depois o julgamento culminou com Dilma e sua base política usando todas as chicanas e baixarias possíveis.
8. No parlamentarismo, uma crise semelhante que construiu uma rejeição parlamentar de 70%, prescindiria até da questão jurídica do crime de responsabilidade. Teria sido resolvida em março. O presidencialismo norte-americano, em sua maturidade política, no momento em que o processo não teria volta, teria sido resolvido por iniciativa do próprio presidente, como no caso Nixon.
9. Na América Latina, com um presidencialismo hiper-hegemônico, esse processo não tem fim -vide Venezuela- ou se alarga demasiadamente, impondo um enorme custo ao país e a seu povo. Foi o que aconteceu com o impeachment de Dilma. E o custo político atingiu o próprio PT, que sai desse processo em frangalhos.
10. Na medida em que o amadurecimento da cultura política no Brasil tem um prazo indefinido, talvez o processo Dilma tenha ensinado de forma suficiente e aberto as portas para o Parlamentarismo.