• Guilherme Fiuza, O Globo
  • 08 Abril 2017


 

O Partido dos Trabalhadores (PT) soltou uma nota oficial esclarecendo que está tudo normal na Venezuela. Essas notícias horríveis que você recebe são a versão conspiratória da grande imprensa, que junto ao governo brasileiro golpista quer atacar a esquerda no continente (não é licença poética, procure a íntegra). Quase ao mesmo tempo, engrossando a ofensiva fascista da direita, Sérgio Moro condenou o companheiro André Vargas a mais quatro anos de prisão em regime fechado.

Você já se esqueceu de quem é André Vargas — mas não se preocupe, isso é normal. Ninguém é obrigado a decorar James Joyce, nem a literatura completa da Lava-Jato. André Vargas foi um meteoro petista, desses que viravam personalidades proeminentes da República da noite para o dia — na época em que os companheiros mandavam nisso aqui.

Um dia André Vargas não era ninguém, no outro era vice-presidente da Câmara dos Deputados, desafiando publicamente Joaquim Barbosa com o famoso punho cerrado de José Dirceu, o Simón Bolívar do Paraná. Joaquim Barbosa era um ministro do Supremo, que condenou a turma de Dirceu pelo mensalão. Mensalão era um escândalo sem precedentes até surgir a Lava-Jato. E a Lava-Jato começou revelando ao Brasil o segredo da ascensão meteórica de André Vargas no partido governante: dinheiro roubado.

Você pode não se lembrar do meliante, mas o dinheiro era seu.
Está tudo normal na Venezuela, e os companheiros quase iam conseguindo instaurar essa normalidade no Brasil — quando pegaram André Vargas e os doleiros da revolução. Foi ali que a direita começou a matar o sonho de um Brasil bolivariano e igualitário, com todos unidos na fila do papel higiênico.

É preciso muita coragem para apoiar o regime de Nicolás Maduro nas circunstâncias atuais, de cara lavada e à luz do dia. Parabéns ao PT. Do partido estrelado por André Vargas, Vaccari, Delúbio, Paulo Bernardo, Gleisi, Delcídio, João Santana, Pizzolato, Dirceu, Dilma, Lula e cia — enfim, a turma do sol quadrado (os que já viram e os que ainda verão) — pode-se dizer tudo, menos que não seja um partido coerente. O PSOL está morrendo de inveja.

O massacre progressista nas ruas da Venezuela foi aplaudido pelos pacifistas do PSOL até anteontem, quando a ditadura libertária do companheiro Maduro perpetrou seu doce AI-5 sem perder a ternura. A imagem das botinas da guarda bolivariana empoderando uma jornalista caída no chão, entre outras cenas do excesso de democracia aclamado por Lula, confundiu a militância do bem. Enquanto durar o silêncio dos chavistas de butique em Hollywood, na MPB e nas salas de aula (sic), ninguém tem nada com isso. A Venezuela deles é mais embaixo.

Estão todos devidamente abençoados pelo Papa Francisco, o sacerdote da narrativa. No impeachment de Dilma Rousseff, que ceifou a busca da normalidade venezuelana no Brasil, o Pontífice declarou-se "muito triste" e cancelou sua viagem ao país. Agora que a ditadura transformista de Maduro rasgou a fantasia, jogando a força bruta sobre o povo e as instituições, Francisco foi lacônico: convidou os venezuelanos a "perseverar". É um fofo.
Diante da nova canetada fascista de Moro contra um guerreiro do povo, o menestrel do Vaticano bem que poderia deflagrar a campanha "somos todos André Vargas". E são mesmo. Estão irmanados pela fé na retórica coitada sobre todas as coisas — inclusive sobre a realidade onde o pau está comendo. Francisco, André e todos os cúmplices intelectuais da barbárie venezuelana são sócios de uma lenda — sublime e grandiosa como um panfleto de João Santana. Vivem disso. São os cafetões da bondade.

Um deputado que se apresenta como representante dos gays cuspiu em plenário, durante o impeachment, num deputado que se apresenta como representante dos militares. Uma guerra de mentirinha, que interessa essencialmente aos balaios eleitorais de ambos. Bate mais, meu amor. Mas a lenda é soberana, e o julgamento do deputado cuspidor terminou com uma advertência (ai, ai, ai) — que lhe permitiu inclusive tripudiar geral, declarando que sua cusparada foi o ato mais digno do Congresso durante o golpe. Filho mimado cospe na cara dos pais.

O que dizer a todos esses simpáticos mercenários da lenda? Saiam do armário, companheiros!

E o que dizer ao Brasil, semidestruído pela lenda? Pare de mimar esses canastrões, companheiro! Se não quiser ser escalpelado de vez pela normalidade deles.

* Guilherme Fiuza é jornalista

 

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  • Guilherme Socias Villela
  • 07 Abril 2017

 

“Pour qu’on ne puisse abuser du pouvoir (...) le pouvoir arrête le pouvoir”. Montesquieu (1689-1775)


A Carta Magna brasileira -seja a atual “Constituição Cidadã” (1988) ou as de 1934 e 1946 – (esta examinada com lupa, pelo gigantesco gênio de Pontes de Miranda) – poderia ser caracterizada como as demais: como uma tarrafa de pescaria. Explique-se: junto com possíveis peixes, chegam à terra velhas botinas usadas e outras tantas porcarias existentes nos rios.

As constituições são tarrafas! Assim, na maior das boas intenções – apregoam igualdade de todos perante a lei; a separação dos três poderes e seus indispensáveis “checks and balances” (freios e contrapesos). Aliás,érotina dizer-se que no Brasil suas cartas magnas foram, desde as primeiras,importadas desde a “imexível” constituição norte-americana, que conserva seus7 artigos e 27 emendas há 230 anos. Os diversos constituintes brasileiros só se esqueceram de trazer junto àformação histórica dopovo daquele País -- que muito difere da colonização brasileira (v. Vianna Moog – Bandeirantes e Pioneiros).

Então? Por que tarrafa? Porque ela arrasta peixes e botinas usadas?

Observe-se que a Constituição de 1988possui 166 direitos singulares e plurais; e tão somente 18 deveres. Pode? Mesmo na Escandinávia isso seria inviável. Mas os constituintes brasileiros chegaram lá! Assim, a “Constituição Cidadã”tarrafeou para o povo a necessidade de poder tudo, com poucos deveres. E como o setor privado não pode tudo atender, exigir tudo do Estado.

Que confusão!

Fosse pintado um quadro artístico – que estaria mais para Salvador Dali do que para Rembrandt -referente à atualidade econômica e social do País, ver-se-ia milhões de brasileiros com as mãos em forma de concha, com os olhos esperançosos, voltados para um céu distante, àespera de um milagre – que nunca virá!Nem mesmo ajudado pelos discursos dos políticos tradicionais.


* Economista e ex-prefeito de Porto Alegre

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  • Donald Boudreaux, em Mises Brasil
  • 05 Abril 2017

 

Responda rápido: quem realmente foi o grande beneficiado pelo capitalismo?

Se você respondeu "os ricos", você nunca estudou história.

A história nos mostra que todo o progresso industrial, todos os aperfeiçoamentos mecânicos e elétricos, todas as grandes maravilhas tecnológicas da era moderna, e todas as grandes conveniências e facilidades que hoje nos são disponíveis teriam significado relativamente pouco para os ricos e poderosos em qualquer época da história.

Por exemplo: um sistema moderno de saneamento básico, com rede de esgoto e água encanada, teria trazido benefícios adicionais para os ricos da Grécia Antiga? Dificilmente, pois eles tinham servos para lhes garantir todas essas comodidades. Os servos faziam o papel da água corrente.

Os nobres da Roma Antiga teriam maior qualidade de vida caso houvesse televisão e rádio? Improvável, pois eles podiam ter os principais músicos e atores da época fazendo apresentações exclusivas em suas mansões, como se fossem seus serventes.

Roupas manufaturadas, máquinas de lavar, microondas e supermercados? Os ricos e poderosos nunca precisaram se preocupar com essas coisas. Roupas e alimentos eram feitos e mantidos por seus serventes, que lhes entregavam tudo em mãos.

Que tal coisas mais modernas, como máquinas fotográficas ou mesmo smartphones para fazer selfies? Isso teria trazido pouquíssimos benefícios adicionais para os aristocratas da antiga, pois eles podiam simplesmente ordenar que os melhores e mais talentosos artistas do reino pintassem quadros com seus retratos e os retratos de outros membros da realeza.

Avancemos as comparações agora para o mundo moderno. Hoje, no smartphone de cada cidadão comum há inúmeros aplicativos que trazem grandes comodidades. Irei destacar dois: o GPS e os serviços de transporte, como Uber, Cabify e Lyft.

Pergunta: como exatamente os ricos e poderosos são beneficiados por um GPS e pelo Uber? Eles dificilmente precisam dessas duas comodidades, pois raramente dirigem por conta própria e ainda mais raramente pegam um taxi. Além de terem motoristas particulares, eles andam de limusines próprias e viajam de jatinhos, e possuem toda uma equipe de funcionários para esquematizar e cuidar de todos os detalhes de suas viagens.

Por outro lado, pense nos enormes benefícios que o GPS, a Uber e o Cabify trouxeram para o cidadão comum, que agora não apenas pode ir a qualquer lugar com seu próprio carro como também pode se deslocar de forma barata e luxuosa em sua própria cidade. E sem precisar de toda uma equipe de funcionários para fazer os preparativos e arranjos.

Os exemplos são inúmeros e podem ser expandidos infinitamente: desde toda a enciclopédia de informações trazidas pela internet ao cidadão comum (os ricos e poderosos nunca tiveram dificuldade de acesso à informação), passando pelas facilidades de lazer, entretenimento e cultura (hoje, você lê todos os livros em seu smartphone e assiste a todos os filmes na comodidade de sua casa, sob demanda; acesso a livros e filmes nunca foi problema para os ricos e poderosos), e culminando na fartura e na facilidade de acesso à alimentação e moradia.

Nada disso nunca foi problema para os ricos e poderosos. Já o capitalismo disponibilizou tudo para o cidadão comum.

Por isso, Ludwig von Mises sempre dizia que o capitalismo não é simplesmente produção em massa, mas sim produção em massa para satisfazer as necessidades das massas. No capitalismo, os grandes inovadores não produzem artigos caros, acessíveis apenas às classes mais altas: produzem bens baratos, que podem satisfazer as necessidades de todos.

Ao passo que, séculos atrás, toda a produção funcionava a serviço da gente abastada das cidades, existindo quase que exclusivamente para corresponder às demandas dessas classes privilegiadas, o surgimento e a expansão do capitalismo geraram a produção de artigos acessíveis a toda a população. Produção em massa para satisfazer às necessidades das massas.

Por isso, todas as grandes conquistas do capitalismo resultaram primordialmente no benefício do cidadão comum. Essas conquistas disponibilizaram para as massas confortos, luxos e conveniências que, antes, eram prerrogativa exclusiva dos ricos e poderosos.

Uma porção desproporcional dos benefícios do capitalismo, do livre mercado, da inovação, da invenção de novos produtos, do comércio e dos avanços tecnológicos vai para o cidadão comum, e não para os ricos e poderosos.

Eis o que disse Joseph Schumpeter sobre o poder do capitalismo em aprimorar o padrão de vida dos comuns:
O motor do capitalismo é, acima de tudo, um motor de produção em massa, o que inevitavelmente também significa produção para as massas. [...]

Verificar isso é fácil. Sem dúvidas, há bens e serviços disponíveis hoje ao cidadão comum atual que o próprio Luis XIV adoraria ter: por exemplo, a odontologia moderna. [...] Por outro lado, a luz elétrica não representaria um grande conforto ou dádiva para uma pessoa poderosa o suficiente para comprar um grande número de velas e ter servos para mantê-las constantemente acesas. Até mesmo a velocidade com que se viajava à época não deve ter sido objeto de grande consideração para um cavalheiro tão distinto.

Roupas fartas e baratas, fábricas de seda e algodão, sapatos, automóveis e vários outros bens são as típicas façanhas da produção capitalista. Por si sós, elas não representam aprimoramentos que mudariam enormemente a vida do homem rico e poderoso.

A Rainha Elizabeth sempre teve meias de seda. A façanha do capitalismo não consiste em fornecer mais meias de seda para as rainhas, mas sim em disponibilizá-las para as mulheres trabalhadoras em troca de quantidades de esforço continuamente decrescentes.

Apenas leia esse último parágrafo de novo. Deveríamos estar ensinando isso para as nossas crianças. No entanto, o que elas estão sendo ensinadas neste exato momento é que, sob o capitalismo, os ricos ficam cada vez mais ricos e os pobres, cada vez mais pobres. O exato oposto da realidade.

Conclusão
Progressistas que dizem que todos os ganhos de uma economia de mercado vão para os ricos são ignorantes da realidade que os cerca. Apenas pense no tanto que essas pessoas estão erradas da próxima vez que você usar seu laptop, tablet, smartphone, GPS, Spotify, ou se deslocar utilizando Uber, Lyft ou Cabify.

A única entidade que pode afetar, atrasar e atrapalhar todo esse progresso incrível, dificultando o acesso do cidadão comum a essas comodidades que melhoram seu padrão de vida, é o governo e suas políticas que destroçam a economia e o poder de compra das pessoas.

 

http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2646
 

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  • Paulo Briguet
  • 05 Abril 2017

 

(Publicado originalmente na Folha de Londrina)

Ideologias totalitárias transformam adversários em não pessoas

Mesmo quando faço minhas críticas mais pesadas, procuro sempre seguir algumas regras pessoais. Nunca me alegro com a infelicidade alheia; nunca me deixo dominar pela raiva; nunca esqueço que as pessoas podem, um dia, reconhecer os próprios erros e receber perdão; nunca sou condescendente com a mentira, porque o amor à verdade é a condição essencial para o amor ao próximo. Quem me conhece sabe que procuro sempre manter o bom humor, mesmo nas situações mais tensas. Acordo rindo, rezando e cantando; às vezes fazendo imitações. Vou dormir do mesmo jeito.

Como vocês sabem, já fui ateu, comunista e defensor do aborto. Desci ao inferno e descobri que o principal combustível da cultura da morte é o ódio, ódio em quantidades industriais. Não foi por acaso que os regimes revolucionários promoveram os maiores genocídios da história. Também não é por acaso que certos grupos continuam promovendo a morte de milhões de seres indefesos. As ideologias simplesmente negam o caráter humano àqueles que se coloquem no caminho da "causa". A vítima do comunismo é sempre o "burguês", "o tubarão capitalista" o "traidor", o "inimigo do povo" (assim como no nazismo era o "judeu explorador"). E a vítima do aborto é sempre um "amontoado de células", um "ser sem história". Ideologias são fábricas de não pessoas. Quando dominam as estruturas de poder, são capazes de destruir todo um país; foi precisamente o que aconteceu no Brasil.

O ódio funciona como uma droga. Quanto mais você o consome, precisa dele em maiores quantidades. Um dia, não é você mais que está falando, é ele. Descobri isso quando olhei para uma igreja devastada por um incêndio, há 17 anos, e pensei: "Esta é a minha alma". Foi o jeito que Deus encontrou para me alertar sobre o inferno em que estava preso.

Confesso que estava desacostumado a presenciar manifestações de ódio. Todos os protestos de rua em que participei nos últimos anos, embora houvesse indignação, foram pacíficos e alegres. Quanto aos protestos com bandeira comunista e petista, venho deles mantendo rigorosa distância.

Nesta semana, porém, eu vi o ódio bem de perto. Foi durante a audiência pública sobre o Dia do Nascituro. Assisti a homens e mulheres rugindo furiosamente contra uma simples data no calendário, destinada à reflexão sobre os nossos irmãozinhos e irmãzinhas não-nascidos. Por que tanto ódio contra seres tão indefesos?

É simples: a defesa dos nascituros vai contra o projeto de poder militante. Como eles não conseguiram eleger ninguém para defender essa visão totalitária de mundo, apelam às instituições e aos coletivos ainda controlados pela esquerda. Houve de tudo naquela audiência: de seminudez a carteirada.

No final da audiência, mostrei um pequeno crucifixo a uma das militantes mais furiosas. Ela me olhou com tamanho ódio e sarcasmo que não tive dúvidas: para essa turma, eu sou uma não pessoa. Você também, caro leitor cristão. E até o bebê que está na sua barriga, futura mamãe. Somos todos não pessoas.

http://www.folhadelondrina.com.br/blogs/paulo-briguet

 

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  • Gilberto Simões Pires, em Ponto Crítico
  • 02 Abril 2017


VIOLÊNCIA
Em todas as pesquisas de opinião pública, notadamente nos períodos pré-eleitorais, na extensa lista de preocupações que praticamente todos os brasileiros guardam, a que aparece sempre em primeiro lugar é a VIOLÊNCIA. Mais: como se distancia muito das demais, esta preocupação ganha uma proporção ainda maior.


CRIMINALIDADE URBANA
Sem a menor sombra de dúvida, o que faz o povo brasileiro colocar a VIOLÊNCIA no topo da lista de suas maiores e sérias preocupações é o dramático crescimento da criminalidade urbana, onde os marginais se sentem muito à vontade para assaltar, roubar e matar, inclusive com requintes de crueldade, como jamais se viu neste país.


PROLIFERAÇÃO DE VIOLÊNCIAS
Pois, se a VIOLÊNCIA URBANA surfou sozinha por um bom tempo na percepção dos brasileiros, o que se vê hoje é uma proliferação de inúmeras outras VIOLÊNCIAS, cujos estragos tem se mostrado ímpares, revoltantes e extremamente inquietantes.


TECIDO SOCIAL FRÁGIL
Envolvido por todos os lados com a brutal e destacada-VIOLÊNCIA URBANA-, que encabeça a lista de preocupações exposta pelos Institutos de Pesquisa, o povo brasileiro não tem se dado conta do quanto a VIOLÊNCIA está presente, de forma clara e selvagem, em praticamente todos os setores e ambientes longe das ruas.


PRESENTE
Com enorme grau de intensidade, a VIOLÊNCIA está presente na POLÍTICA, nos IMPOSTOS, nos PODERES LEGISLATIVO, EXECUTIVO e JUDICIÁRIO, no TRÂNSITO, nos SINDICATOS E MOVIMENTOS SOCIAIS, na ECONOMIA, no COMÉRCIO, na INDÚSTRIA, na DISTRIBUIÇÃO DE MEDALHAS de MÉRITO FARROUPILHA, nas LEIS ABSURDAS, no FUTEBOL, nas PRAIAS, nas FESTAS, nos BARES, nas ESCOLAS, nas CASAS, no IDIOMA, nas QUOTAS, na FALTA DE LIBERDADE, na PREVIDÊNCIA, na CARGA TRIBUTÁRIA, nos PRIVILÉGIOS, nos HOSPITAIS, etc, etc,


ADRIANA ANCELMO
É importante salientar também a brutal VIOLÊNCIA que o POVO BRASILEIRO sofreu com a PRISÃO DOMICILIAR da mulher do ex-governador Sérgio Cabral, Adriana Ancelmo, concedida pela ministra do STJ, Maria Thereza de Assis, sob o argumento de que ela precisa ir para casa para cuidar dos filhos. Pode?


FILHOS ABORRECIDOS
A propósito: só pelo fato da residência da criminosa Adriana Ancelmo ficar sem telefone e internet, como determina a Justiça, estou certo de que os filhos vão preferir ficar sozinhos. Até porque ficar em casa com uma criminosa, além de não ajudar na educação, ainda proíbe que os filhos conversem com seus amigos através das redes sociais.

 

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  • Autor anônimo, assina J.L.
  • 30 Março 2017


Eu não gosto de saber, que apesar de caber duas vezes dentro do Estado de São Paulo, a Coreia dos Sul tem um crescimento sustentado maior que o do Brasil. Eu não gosto de ver da janela do meu quarto do hotel, onde até o vaso sanitário é Hi-Tec, quatro A380 de três companhias diferentes, sendo duas coreanas, pousarem em sequência, em menos de cinco minutos, num aeroporto duas vezes o tamanho do de Guarulhos e cinco vezes maior em movimento diário de passageiros e aviões.

Eu não gosto de voar para a Coréia do Sul.

Eu não gosto da polidez do seu povo, que faz um singelo motorista de ônibus descer, chamar um táxi e orientar seu motorista a me levar no endereço que eu desejava ir. Ou de um outro, o qual tendo percebido que eu esperava seu ônibus no sentido errado, atravessou a rua e me chamou para embarcar. Ambos sem falar uma palavra de inglês.

Eu não gosto de voar para a Coréia do Sul.

Eu não gosto da educação da sua juventude, que chama os mais velhos de "sir", mesmo sendo um desconhecido, e usam palavras como "bom dia", "obrigado"... Eu não gosto do nivel de qualidade do seu ensino básico, que capacita todo e qualquer jovem coreano, independente da classe social, a se qualificar para qualquer um dos centros de excelência do conhecimento na Europa e EUA, sem cotas ou privilégios, mas sim por mérito.

Eu não gosto de saber que suas escolas não estão partidarizadas e que ideologias são discutidas, e não doutrinadas.

Eu não gosto de voar para a Coréia do Sul.

Eu não gosto de ver a urbanidade de suas cidades, da limpeza e organização de suas ruas e da eficiência de seus serviços públicos. Eu não gosto de sentir a democrática liberdade individual e a proteção aos seu cidadãos. Eu não gosto de ver a sua cultura ser preservada sem permitir que seu povo seja contaminado e pela degeneração ocidental.

Eu não gosto de voar para a Coréia do Sul.

Eu não gosto de saber que você chegou a tal nível de desenvolvimento, tendo se reerguido em menos de cinquenta anos, das cinzas de guerra que não era sua, que arrasou sua economia e dividiu um povo.

Eu não gosto de você, Coréia do Sul. Você joga na minha cara, impiedosamente, a minha realidade.
 

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