• José Nêumanne
  • 01 Janeiro 2018

 

Sabe aquele truque do punguista que bate a carteira do transeunte incauto e, antes que ele reaja, sai correndo e gritando “pega ladrão” pela rua acima? Pois é esse exatamente o golpe com que o Partido dos Trabalhadores (PT) enfrenta a pendenga judicial protagonizada pelo seu primeiro, único e eterno candidato à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva, aiatolula para seus devotos, Lulinha paz e amor para os que por ele se deixam enganar. Primeiro, eles gritam “golpe!”, como gritaram quando Dilma Tatibitate Rousseff foi derrubada pelas próprias peraltices, anunciando que disputar voto sem ele na cédula não é eleição, é perseguição. Depois saem correndo atrás do prejuízo... dos outros.

A narrativa desse golpe, que eles tratam como se fosse um contragolpe, é a de que seu plano A a Z de poder tem sido acusado, denunciado e condenado e está agora à espera de uma provável, embora ainda eventual, confirmação da condenação em segunda instância. No caso, a Polícia Federal atuaria como se fosse um bate-pau de coronéis da política, que não querem ver o chefão de volta ao poder para desgraçar o Brasil de vez, depois do desastre que produziu a distribuição igualitária do desemprego dos trabalhadores e da quebradeira dos empresários, esta nossa isonomia cruel. O Ministério Público Federal seria um valhacouto de pistoleiros dos donos do poder. E os juízes que condenam, meros paus-mandados de imperialistas e entreguistas. Quem vai com a farinha da lógica volta com o pirão da mistificação: é tudo perseguição.

Talvez seja o caso, então, de lembrar que nem isso é original. Aqui mais uma vez o PT pavloviano que baba quando o padim fala recorre à filosofia do velho prussiano Friedrich Nietzsche proclamando o eterno retorno. Não queriam refundar o PT depois do assalto geral aos cofres da República? Pois muito bem, lá vão voltando os petistas às suas origens nos estertores da ditadura. Naquele tempo, os grupos fundidos hesitavam entre a revolução armada e a urna. Optaram pela paz e prosperaram.

Os guerrilheiros desarmados à custa de sangue, tortura e lágrimas voltaram do exílio convencidos de que só venceriam se assumissem o comando de um partido de massas. E o ideal para isso seria empregar o charme dos operários do moderno enclave metalúrgico do ABC. Lula, que desprezava os filhinhos de papai do estudantado e os clérigos progressistas, aceitou o papel que lhe cabia de chefe dos desunidos e então reagrupados. Afinal, sua resistência à volta dos ex-armados era só uma: queria dar ordens, nunca seguir instruções. E deixou isso claro a Cláudio Lembo, presidente do PDS paulista e emissário do general Golbery do Couto e Silva enviado a São Bernardo para convencê-lo a apoiar a anistia.

A conquista da máquina pública não derramou sangue dos militantes, que avançaram com sofreguidão sobre os cofres da viúva e os dilapidaram sem dó. Viraram pregoeiros do melhor e mais seguro negócio do mundo: ganhar bilhões sem arriscar a vida, como os traficantes do morro, demandando apenas os sufrágios dos iludidos. A desprezada e velha democracia burguesa virou um pregão de ocasião: só o voto vale. A eleição é a única fonte legítima do poder. Os outros pressupostos do Estado democrático – igualdade de direitos, equilíbrio e autonomia dos Poderes, impessoalidade das instituições – foram esmagados sob o neopragmatismo dos curandeiros de palanque.

A polícia, o Ministério Público e a Justiça tornaram-se meros (e nada míseros!) coadjuvantes da sociedade da imunidade que virou impunidade. A lei – ora, a lei... – é só pretexto. Agora, por exemplo, a Lei da Ficha Limpa, de iniciativa popular, é um obstáculo que, se condenado na segunda instância, Lula espera ultrapassar sem recorrer mais apenas às chicanas de hábito, mas também à guerrilha dos recursos. Estes abundam, garantem Joaquim Falcão e Luiz Flávio Gomes, respeitáveis especialistas.

Não importa que a alimária claudique, eles almejam mesmo é acicatá-la. Formados no desprezo à democracia dos barões sem terra e dos comerciantes sem títulos dos séculos 12 e 18, os lulistas contemporâneos consideram o voto, que apregoam como condão, apenas um instrumento da chegada ao poder e de sua manutenção – como a guilhotina e a Kalashnikov. José Dirceu, que não foi perdoado por ter delinquido cumprindo pena pelo mensalão, ganhou o direito de sambar de tornozeleira na mansão, conquistada com o suor de seus dedos, por três votos misericordiosos. Dias Toffoli fora seu subordinado. Ricardo Lewandowski criou a personagem Dilma Merendeira. E Gilmar Mendes entrou nessa associação de petistas juramentados como J. Pinto Fernandes, o fecho inesperado do poema Quadrilha, que não se perca pelo título, de Carlos Drummond de Andrade. Celso de Mello e Edson Fachin foram vencidos.

Na semana passada, o ex-guerrilheiro, ex-deputado e ex-ministro estreou coluna semanal no site Nocaute, pertencente ao escritor Fernando Moraes, conhecido beija-dólmã do comandante Castro. Na primeira colaboração, Dirceu convocou uma mobilização nacional no próximo dia 24 de janeiro, em defesa dos direitos do ex-presidente Lula, “seja diante do TRF-4, em Porto Alegre, seja nas sedes regionais do Tribunal Regional Federal” (sic). O post, com o perdão pelo anglicismo insubstituível, é a síntese da campanha que atropela o Código Penal e a Lei da Ficha Limpa, apelando para disparos retóricos e balbúrdia nas ruas, à falta de argumentos jurídicos respeitáveis. Nada que surpreenda no PT, cujo passado revolucionário sempre espreitou para ser usado na hora que lhe conviesse. E a hora é esta.

O voto é apenas lorota de acalentar bovino. Estamos com a lei e o voto, que já lhes faltou no ano passado e dificilmente será pródigo no ano que vem. Mas não podemos vivenciar a fábula A Revolução dos Bichos, de Orwell. Pois o papel de ruminantes é o que nos destinaram. Só nos resta recusá-lo.

*Jornalista
** Publicado originalmente no Estadão
 

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  • Alexandre Garcia
  • 30 Dezembro 2017



Aqui no Brasil estão soltando condenados, inclusive os por corrupção, pelo generoso indulto de Natal; há o festivo saidão natalino e de Ano-Novo, enquanto o Supremo alivia prisões cautelares de corruptos. No indulto, um ladrão de automóveis sem reincidência, condenado a 12 anos, pode sair depois de dois anos e 5 meses, pelos meus cálculos. No país em que o número de policiais-militares mortos este ano no Rio de Janeiro, chega a 132, enquanto escrevo estas linhas. No hemisfério norte, semana passada, um tribunal de Nova Iorque condenou à prisão perpétua, sem direito a saidões, indultos, progressão de pena ou liberdade condicional, o matador de um policial. Ao pronunciar a sentença, o juiz disse:

Pelo assassinato do policial Brian, que estava em serviço, a sentença do tribunal é prisão perpétua. Toda a vida, sem liberdade condicional. Para tornar mais simples para o seu cérebro comprometido, você vai morrer na prisão. Nunca mais irá respirar ar puro fora do aço e do concreto de uma prisão do Estado de Nova Iorque. Essas sentenças são aplicadas juntas, consecutivas com cada uma. Em adição aos 300 dólares de sobretaxa obrigatória, uma taxa de 25 dólares para o sistema de assistência às vitimas de crimes, uma taxa de 50 dólares de registro de DNA, todas a serem pagas pelo condenado. Cientifico seu advogado do direito de recorrer e de tirar sua cara com esse sorriso cínico fora deste Tribunal.

É assim que a maior democracia do planeta trata matadores de policiais. A notícia do crime explica que fora o segundo assassinato de um policial no semestre. Aqui, com a corrupção institucionalizada no topo, os jovens de periferia são mais atraídos para o crime - sempre com a droga como eixo. A imagem de mais de 50 milhões do dinheiro de Geddel fala por si, sobre a corrupção generalizada. Crimes políticos que se entrelaçam com o crime comum. Violência no campo, invasões, depredações, toleradas por razões ideológicas, se equiparam aos assaltos nas estradas e nas cidades. Mentiras jogadas ao léu por políticos equiparam-se às balas “perdidas” em letalidade da cidadania. Assim, matar policiais é matar as leis.

Assim como desarmaram os cidadãos, emasculando o Direito de Defesa, armam mal os policiais, privam de proteção maior os que estão no front, enfrentando bandidos bem armados com fuzis modernos, recém-contrabandeados. As viaturas da polícia são de dar pena, como se o Brasil não pudesse fazer um bom acordo antidroga com os Estados Unidos, em troca de carros poderosos, blindados, potentes, estáveis, de tração integral, para perseguir os que assaltam - e encarceram a população atrás das grades de seus lares. Quando o policial Brian foi morto em Nova Iorque, a porta de sua casa ficou cheia de flores; o prefeito visitou a família; as honras fúnebres foram de herói; o condenado pagou uma taxa para o fundo de assistência às vítimas. Por aqui, os valores estão invertidos.

 

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  • Jorge Hernández Fonseca
  • 29 Dezembro 2017

 

Como nos anos anteriores e com os elementos fornecidos pelos eventos atuais, quero analisar os cenários prováveis no próximo ano. Para a análise, farei considerações sobre o que estimo sejam os quatro cenários principais no futuro imediato da ilha:

• a análise da sucessão de Castro como fator de "mudanças";
• a eleição presidencial venezuelana e o controle da ilha dos processos desse país;
• relações cubano-americanas e presença de Trump presidindo os destinos dos EUA;
• as relações que Cuba reinicia com um ex-aliado russo.

No interior da ilha, Diaz Canel será o sucessor de Raúl Castro na presidência formal do país, se as expectativas forem finalmente confirmadas. Eu acredito que esta revisão da autoridade é um aspecto fundamental na provável quebra do esquema de comando até então monolítico dentro da ditadura cubana e a luta pelo poder - agora interna e subterrânea - que se tornaria patente. Um sinal importante a este respeito é o necessário e surpreendente adiamento da aposentadoria do ditador e a seleção de seu sucessor. Isso certamente desencadeou conjecturas associadas a disputas internas sobre quem será selecionado para a presidência formal pois o adiamento, em si, destaca a importância desse fato. Penso que o sucessor será Diaz Canel e que o adiamento deve mais a fatores não relacionados à pessoa que irá substituir Raúl Castro, embora essa substituição produza um agravamento da luta pelo poder dentro da ditadura, que acabará favorecendo, a curto ou médio prazo, a causa da liberdade e da democracia do sofrido povo cubano.

 Venezuela: Cuba depende como nunca antes da Venezuela “madurista”. A principal tarefa da contra inteligência cubana é transformar Nicolás Maduro no candidato presidencial do chavismo para as próximas eleições presidenciais e que este candidato será eleito na caricatura eleitoral a ser montada no início deste ano para perpetuar Maduro no poder. Maduro será o candidato "eleito", mas o futuro do “madurismo” não longo.

Com relação aos EUA, Cuba 2018 aproveitará o período de calma proporcionado pelos obstáculos interpostos ao governo Trump, malgrado as mudanças que ele já promoveu na anterior política entre os dois países. Acredito que Trump quer resolver o problema cubano a médio prazo, esperando, para agir, que a sucessão e/ou o desaparecimento físico do último Castro acabem se manifestando como um conflito interno entre os reformadores e a velha guarda.

 No entanto, a disputa geopolítica entre os EUA e a Rússia fez com que o último país voltasse para a ilha, começando a fornecer petróleo e planejando instalar bases militares (ou paramilitares) em Cuba, direta ou secretamente, o que complica a estratégia de Trump. Este aspecto é explosivo. Pode ser um jogo geopolítico, segundo o qual os russos começaram a apoiar o castrismo como resposta ao apoio militar dos EUA à Ucrânia. Esta relação poderia, finalmente, ser definida deixando - por parte da Rússia - os cubanos em "mãos" dos EUA, em troca de que os EUA deixassem os acontecimentos da Ucrânia nas "mãos" russas, com as exceções e recomendações usuais em ambos os casos .

Por fim, a difícil situação social, econômica e material de Cuba e da Venezuela resulta de métodos políticos ditatoriais e pode levar a uma explosão social com resultado libertador inesperado. E não seria improvável, então, o efeito dominó de um regime sobre o outro.

Os artigos deste autor podem ser encontrados em http://www.cubalibredigital.com

 

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  • Olavo de Carvalho
  • 28 Dezembro 2017

A ILUSÃO CORPORALISTA
Olavo de Carvalho



O que separa da humanidade normal os abortistas, gayzistas, globalistas, marxistas, liberais materialistas e outras criaturas afetadas de mentalidade revolucionária não é uma questão de opinião ou crença: é uma diferença mais profunda, de ordem imaginativa e afetiva.

Aristóteles já ensinava – e a experiência de vinte e quatro séculos não cessa de confirmar – que a inteligência humana não forma conceitos diretamente desde os objetos da percepção sensível, mas desde as formas conservadas na memória e alteradas pela imaginação. Isso quer dizer que aquilo que escape dos limites do seu imaginário será, para você, perfeitamente inexistente. O imaginário, por sua vez, não reflete somente as disposições do indivíduo, mas os esquemas lingüísticos e simbólicos transmitidos pela cultura. A cultura tem o poder de moldar o imaginário individual, ampliando-o ou circunscrevendo-o, tornando-o mais luminoso ou mais opaco.

O imaginário da espécie humana quase inteira, ao longo dos milênios, foi formado por influências culturais que o convidavam a conceber o universo físico como uma parte, apenas, da realidade total. Para além do círculo da experiência imediata, existia uma variedade de outras dimensões possíveis, ocupando o território imensurável entre o infinito e o finito, a eternidade e o instante que passa.

A partir do momento em que o universo cultural passou a girar em torno da tecnologia e das ciências naturais, com a exclusão concomitante de outras perspectivas possíveis, era inevitável que o imaginário das multidões fosse se limitando, cada vez mais, aos elementos que pudessem ser expressos em termos da ação tecnológica e dos conhecimentos científicos disponíveis. Gradativamente, tudo o que escape desses dois parâmetros vai perdendo força simbolizante e acaba sendo reduzido à condição de "produto cultural" ou "crença", sem mais nenhum poder de preensão sobre a realidade. O empobrecimento do imaginário é ainda agravado pela crescente devoção pública ao poder da ciência e da tecnologia, depositárias de todas as esperanças e detentoras, por isso mesmo, de toda autoridade.

sso não quer dizer que as dimensões supramateriais desapareçam de todo, mas elas só se tornam acessíveis ao imaginário popular quando traduzidas em termos de simbologia tecnológica e científica. Daí a moda da ficção científica, dos extraterrestres e dos deuses astronautas. Mas é claro que essa tradução não é uma verdadeira abertura para as dimensões espirituais, e sim apenas a sua redução caricatural à linguagem do imediato e do banal.

Uma das conseqüências disso é que o corpo, milenarmente compreendido como um aspecto entre outros na estrutura da individualidade, passou a ser não apenas o seu centro, mas o limite último das suas possibilidades. Aquelas potências do ser humano que só aparecem quando ele é confrontado com a dimensão da infinitude e da eternidade tornam-se absolutamente inacessíveis e passam a ser explicadas como "crenças culturais" de épocas extintas, com a conotação de atraso e barbarismo. Daí, também, que as mais hediondas realizações da sociedade tecnológica, como a guerra total e o genocídio, tenham de ser explicadas, de maneira invertida e totalmente irracional, como resíduos de épocas incivilizadas em vez de criações originais e típicas da nova cultura. O "formador de opinião" dos dias que correm é incapaz de perceber a diferença específica entre o totalitarismo moderno e as formas imensuravelmente mais brandas de tirania e opressão conhecidas na antigüidade e na Idade Média. Para ele, o Gulag e Auschwitz são a mesma coisa que a Inquisição. Quando lhe demonstramos que as formas extremas de controle totalitário da conduta individual eram perfeitamente desconhecidas em toda parte antes do século XIX, ele sente aquele mal-estar de quem vê o chão abrir-se sob seus pés. Então muda de conversa imediatamente ou nos amaldiçoa como fanáticos fundamentalistas.


Publicado originalmente no JB de, 4 de dezembro de 2008 e em http://www.olavodecarvalho.org/a-ilusao-corporalista/
 

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  • Gilberto Simões Pires, em Ponto Crítico
  • 28 Dezembro 2017


Ao final de cada ano, como já virou uma praxe, é muito comum os meios de comunicação assim como as mais diversas entidades elegerem aqueles que mais se destacaram nas áreas em que atuam.

MINHA LISTA
Assim, antes que 2017 termine achei por bem divulgar a minha lista de nomes e instituições que na ótica liberal/conservadora, mais fizeram para mostrar que o único caminho capaz de levar o Brasil a ser um país melhor, mais decente e, certamente, promissor.

INSTITUIÇÃO
Na categoria -INSTITUIÇÃO-, mais uma vez o destaque, incomparável, vai para o PENSAR+, instituição -informal- desde a sua criação, em 2009, que reúne dezenas de pensadores dispostos a produzir conteúdos que levem o máximo de esclarecimento sobre a relação CAUSA/EFEITO de tudo que acontece ao nosso redor.

EMPRESARIAL
Na categoria EMPRESARIAL, por tudo que faz, notadamente ao sediar e organizar a realização dos Colóquios anuais do Pensar+, o troféu 2017 vai para a Florense, através dos incansáveis Gelson Castellan e Mateus Corradi. Um verdadeiro show que a família Florense apresenta a cada ano.

POLÍTICA ESTADUAL DO RS
Na categoria POLÍTICA ESTADUAL, nem precisei sair do ambiente do Pensar+. Na Assembleia Legislativa do RS, o pensador e deputado Marcel Van Hattem, por convicção e formação liberal, representou -ipsis literis- a vontade e os propósitos de seus eleitores. Nota DEZ.
Em tempo: fiquem de olho no pensador e pré-candidato ao Governo do RS, Mateus Bandeira, do partido NOVO. Certamente vai mostrar tudo aquilo que os demais pensadores vem apresentando.

POLÍTICA MUNICIPAL DE PORTO ALEGRE
Na categoria POLÍTICA MUNICIPAL, o destaque vai para três pensadores, não por acaso integrantes do Pensar+: os vereadores Ricardo Gomes e Felipe Camozzato e o Secretário Municipal de Serviços Urbanos, Ramiro Rosário (também eleito vereador em 2016) todos de Porto Alegre. Além de eficientes e corretos são aqueles que menos dão despesa aos eleitores. Nota 1000.

COMUNICAÇÃO
Ainda que atue na área da comunicação, manifestando opinião diária com ênfase no liberalismo, propondo uma decisiva diminuição do Estado na economia (que sufoca e mata diversas atividades), aqueles que, na minha ótica, se destacaram em defesa do liberalismo e, por consequência, da lógica do raciocínio jornalístico, foram o pensador e jornalista Diego Casagrande; o incansável Políbio Braga; e o jornalista Felipe Vieira. Pena que são poucos os comunicadores deste naipe.

ESCRITORES
Na categoria ESCRITORES, por mais que existam bons e excelentes destaques, não precisei pensar duas vezes para eleger três pensadores de primeira linha: Percival Puggina, Rodrigo Constantino e Roberto Rachewsky. Quem lê seus textos sabe o quanto eles são capazes de levar esclarecimento suficiente até para aqueles que têm alguma dificuldade para desenvolver o raciocínio lógico.

OUTROS DESTAQUES
Ah, nesta minha lista de destaques não podem faltar os seguintes pensadores: o jurista e pensador Ives Gandra Martins, o pensador e presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro, o cientista político Paulo Moura, a combatente Fernanda Barth, esta, principalmente, por ter trazido ao RS a EXPOSIÇÃO HOLODOMOR – GENOCÍDIO UCRANIANO. Espero que em 2018 a lista seja ainda maior, pois os pensadores (entre os quais me incluo) estão prontos para fazer o máximo para tentar mudar o país.

 

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  • Gilberto Simões Pires, em Ponto Crítico
  • 27 Dezembro 2017



SENTIMENTO DE ESPERANÇA
Tudo leva a crer que o sentimento de entusiasmo e esperança que reinou ao longo da semana de Natal ganhará força redobrada nesta semana que termina com o ingresso em 2018, considerado por muitos brasileiros como o ANO DA GRANDE VIRADA.

ROUPA NOVA E SETE ONDAS
Mais do que nunca, pelo clima reinante de norte a sul do país, a maioria do povo brasileiro, senão todos, por óbvio que já tratou de reservar alguma peça de roupa com a cor do novo ano para fazer a confiante travessia. Mais: aqueles que forem para o litoral não deixarão de pular as -sete ondas- fazendo os mais diversos pedidos.

PIB VAI CRESCER EM 2018
Pois, independente dos pedidos de -saúde, dinheiro e felicidade- que 100% das pessoas fazem, em termos da nossa economia uma coisa já é mais do que certa: o crescimento do PIB brasileiro em 2018 já está garantido. No mínimo, se não houver alguma catástrofe, a economia vai crescer em torno de 3%. Isto é CERTO!

ELEIÇÕES/2018
Entretanto, se as REFORMAS forem recusadas, a mesma confiança positiva que está sendo depositada para 2018 pode dar lugar a uma forte desesperança para o ano de 2019, quando o Brasil passará a ser governado por um novo presidente e um novo Congresso. Ou seja, tudo vai depender das escolhas do povo, nas eleições/2018.

VOOS DE GALINHA
Historicamente, para infelicidade do nosso empobrecido país, o povo brasileiro tem dado enorme preferência para políticos POPULISTAS. Daí a razão pela qual a economia brasileira, nos últimos 50 anos, quando apresenta algum crescimento o fenômeno se assemelha aos VOOS DE GALINHA, ou seja, além de duração curta são sempre rasantes.

CAPITALISMO
Portanto, mesmo que a entrada de 2018 deva ser festejada por tudo de bom que foi conquistado ao longo de 2017, fica aqui o alerta: 2019 corre sério risco fiscal, caso as REFORMAS, notadamente a da PREVIDÊNCIA, não sejam feitas. A musculatura do Estado só ganhará tônus com MEDIDAS DE CONTENÇÃO DE GASTOS PÚBLICOS E/OU PRIVATIZAÇÕES. Resumindo: o BRASIL só vai se desenvolver, de fato, quando abraçar o CAPITALISMO!
 

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