Leonardo Correa
Li as duas decisões da Suprema Corte dos Estados Unidos sobre a obrigação de vacinação. A Corte tratou apenas da falta de competência de uma agência (OSHA) em determinar a medida. Em momento algum, a Corte disse que as vacinas não poderiam ser exigidas. Porém, em “obiter dictum“, deu a entender que os Estados membros, o Congresso e empresas privadas — estas por decisão própria — poderiam determinar a vacinação.
Veja-se, para esclarecimento, o início do voto vencedor: “A questão central que enfrentamos hoje é: quem decide? Ninguém duvida que a pandemia do COVID-19 representou desafios para todos os americanos. Ou que todos os nossos governos estaduais, locais e nacionais têm papéis a desempenhar no combate à doença. A única questão é se uma agência administrativa em Washington, encarregada de supervisionar a segurança no local de trabalho, pode exigir a vacinação ou testes regulares de 84 milhões de pessoas. Ou se, como 27 Estados antes de nós sustentam, esse trabalho pertence aos governos estaduais e locais de todo o país e aos representantes eleitos do povo no Congresso. Este Tribunal não é uma autoridade de saúde pública, mas é encarregado de resolver disputas sobre quais autoridades possuem o poder de fazer as leis que nos governam sob a Constituição e as leis”.
Confira-se, também, a conclusão: “A questão diante de nós não é como responder à pandemia, mas quem detém o poder de responder. A resposta é clara: de acordo com a lei como está hoje, esse poder cabe aos Estados e ao Congresso, não à OSHA. Ao dizer isso, não impugnamos as intenções por trás do mandato da agência. Em vez disso, só cumprimos nosso dever de fazer cumprir as exigências da lei quando se trata da questão de quem pode governar a vida de 84 milhões de americanos. Respeitar essas exigências pode ser penoso em tempos difíceis, mas se este Tribunal os cumprisse apenas em condições mais tranquilas, as declarações de emergência nunca terminariam e as liberdades que a separação de poderes que a nossa Constituição procura preservar equivaleriam a bem pouco”.
A lógica, aliás, está em linha com o racional da decisão sobre o Obamacare: “Os membros deste Tribunal têm autoridade para interpretar a lei; não possuímos nem a experiência, nem a prerrogativa de fazer julgamentos políticos. Essas decisões são confiadas aos líderes eleitos da nossa nação, que podem ser expulsos do cargo se o povo discordar deles. Não é nosso trabalho proteger as pessoas das consequências de suas escolhas políticas.” (National Federation of Independent Business v. Sebelius, 567 U.S. 519 (2012) – Chief Justice Roberts).
A Suprema Cortes dos Estados Unidos, mais uma vez, dá uma lição de cometimento, respeito ao federalismo, respeito à Constituição e respeito à democracia. Os EUA não são um país em que burocratas podem tudo. Não! Lá vale o “rule of law“, e os Justices não usurpam poderes e funções do Legislativo ou do Executivo. Temos muito a aprender com eles, muito!
Saliente-se, outrossim, que, no caso sobre as deturpações do “Secretary of Health“, com relação aos funcionários públicos — ou de empresas e estudantes que recebem dinheiro público —, a Corte manteve a decisão do Executivo. Isso dá um indicativo de que a SCOTUS não vai se meter em questão da obrigação de vacinar — que, ao que tudo indica, é vista como prerrogativa do Congresso. Se houver determinação do Congresso, a Corte deve, provavelmente, se abster e não interferir.
Por fim, vale mencionar que, por enquanto, o presidente Joe Biden está quieto, respeitando a decisão, sem desafiar a Corte. É assim que deve ocorrer em um país no qual há respeito ao Estado Democrático de Direito. Eis, meus caros, um exemplo de “rule of law” e não “rule of man“.
* O autor é advogado e LLM pela University of Pennsylvania, articulista no Instituto Liberal, em cujo site este artigo foi publicado originalmente: https://www.institutoliberal.org.br/blog/a-suprema-corte-dos-estados-unidos-entende-e-respeita-seu-papel/
Roberto Motta
Não sou de esquerda porque essa posição ideológica é baseada em três crenças equivocadas: a de que totalitarismo produz liberdade, a de que a distribuição da riqueza é mais importante que sua criação, e a de que o Estado deve dirigir nossas vidas nos mínimos detalhes.
Essas crenças são a base do comunismo e do socialismo, que são a mesma coisa: sistemas filosóficos, morais e políticos mórbidos, usados por psicopatas e aventureiros para transformar o ser humano em um farrapo corroído por fome, miséria e degradação.
Esse é o resumo breve do que é “esquerda”.
Faltou dizer que a esquerda sempre contou com o apoio dos intelectuais e, por isso, tem um marketing incomparável: foi assim que uma ideologia totalitária, violenta e empobrecedora se tornou promotora da “justiça social” (seja lá o que for isso) e ganhou o apelido de “progressista”.
Quando as revoluções sangrentas saíram de moda, a esquerda abraçou as bandeiras das minorias, do feminismo e da ecologia para se manter no poder. Percebam a ironia de ter esquerdistas liderando movimentos feministas, antirracistas e ecológicos: basta contar quantos negros já foram presidentes de Cuba ou Venezuela, quantas mulheres já foram chefes do Partido Comunista Russo ou Chinês, ou lembrar do desastre ambiental da China e da usina nuclear russa de Chernobyl.
No ano passado os Estados Unidos foram paralisados pelos protestos contra a morte de George Floyd. Em qualquer país comunista, você jamais teria ouvido falar do George Floyd; ele teria sumido rápida e completamente, e toda sua família e amigos teriam sido internados em algum campo de “reeducação”.
Todo os regimes comunistas da história foram ditaduras. NÃO HÁ UMA ÚNICA EXCEÇÃO. Opositores são perseguidos, presos, torturados e mortos. Os países são cercados de muros para que ninguém escape.
Apesar disso, o comunismo ainda é apresentado como o regime da solidariedade e do amor, onde “cada um dá o que pode e recebe o que precisa”.
O comunismo é um remédio que mata 100% dos doentes, mas que continua sendo vendido até para crianças. “Pode confiar”, diz o fabricante. “Da próxima vez vai dar certo”.
Essa mentira assombrosa é divulgada nas artes plásticas, na literatura, na arquitetura, no teatro, no cinema e na TV como verdade.
Livros escolares usados por nossos filhos plantam, em suas mentes imaturas, uma ideia que significará, para muitos, uma vida de frustração, revolta vazia, vício e pobreza.
Escolas de direito doutrinam futuros juízes, promotores e defensores públicos no ódio ao capitalismo e à prosperidade, e na promoção de um Estado intervencionista, autoritário e onipresente.
O esquerdismo, socialismo ou “progressismo” é isso: um equívoco moral e lógico, um instrumento de violência e opressão, e uma armadilha emocional e intelectual, glamourizada, divulgada e promovida pelos segmentos mais influentes e charmosos da sociedade.
Quem paga o preço disso são os que não podem se informar ou se defender.
Como disse Theodore Dalrymple, “os pobres colhem o que os intelectuais semeiam”.
E é por isso que eu não sou de esquerda.
* Publicado originalmente por Roberto Motta - Facebook @RobertoMottaPagina - Twitter @rmotta2 - Telegram https://t.me/RobertoMottaOficial)
Stephen Kanitz
Há muito tempo descobri que nossa elite brasileira não sabe pensar.
Meu blog se chama Para Se Pensar.
Pensar não é fácil.
É assustador ver tantas Fundações estudando e propondo soluções para o nosso ensino, e nenhuma propõe que a verdadeira solução seria ensinar em torno do mote “resolvendo problemas”.
Ao que eu acrescentaria “com n variáveis” e não somente duas, temperatura e pressão.
Ninguém sabe quais serão as profissões daqui 10 anos, fim de um ciclo educacional. E agora estão ensinando o quê?
Mas se ensinassem a pensar, usando projetos, estudos de casos, solução de problemas, nossos filhos teriam uma chance.
Vou dar um exemplo do que é ensinar a pensar.
Um dos erros mais frequentes que vejo entre os comentários, é o que se chama erro de magnitude.
Digamos que eu tenha escrito que um dos problemas do Brasil é a previdência com um furo de 24 trilhões, como fiz essa semana.
Aí alguém discorda, dizendo que o problema é a corrupção.
Só que a corrupção chega a 24 bilhões. Resolvendo a corrupção não irá resolver o problema da previdência.
Houve um erro de magnitude.
Outro exemplo é a resposta de alguns com relação à corrupção do PT, de que todos os partidos roubam, e aí acham que o placar nessa questão volta a ser zero a zero.
Outro erro de magnitude.
Ou as explicações de dezenas de economistas que o problema é o deficit, a inflação, os juros, os juros reais, sem medir a magnitude dessas variáveis e como afetam a economia.
A única vez que Paulo Freire usa o termo pensar é nesta frase.
“Só, na verdade, quem pensa certo, mesmo que, às vezes, pense errado, é quem pode ensinar a pensar certo.”
Precisamos urgentemente discutir educação para o futuro, e esquecer o passado.
* Publicado originalmente no blog do autor (Stephen Kanitz: Blog para se Pensar), em 11/01/2022: https://blog.kanitz.com.br/erros-de-magnitude/
Alex Baur
Já havia sido anunciada a presença do ditador venezuelano Nicolás Maduro na posse de Lula. Oficialmente. O Brasil suspendeu a proibição de entrada do regime de tortura de esquerda, que obrigou sete milhões de pessoas a fugir, especialmente para a ocasião comemorativa.
Apenas Jorge Rodríguez, presidente do parlamento fantoche venezuelano, compareceu. Ele também é irmão de Delcy Rodríguez, vice-ditador de Maduro. Afinal.
Coincidentemente, a recepção oficial do emissário de Maduro na gigante da TV Globo, amiga de Lula, coincidiu com o intervalo comercial. Tanto que muitos brasileiros perderam a reabilitação da ditadura.
Lula deveria ter percebido que a presença de Maduro seria um pouco demais. Durante a campanha eleitoral, Lula se apresentou como o salvador da democracia. Teve proibida na Justiça a publicação de fotos que o mostrassem em um abraço íntimo com caudilhos de esquerda e velhos companheiros como Daniel Ortega, os irmãos Castro, Hugo Chávez ou, claro, Maduro.
A posse de Lula em 1º de janeiro teve como tema "União e Reconstrução" - unidade e reconstrução. Isso soa bem. Na verdade, seus discursos inaugurais foram puro veneno.
No mesmo fôlego em que o novo presidente do Brasil clamava por unidade e reconciliação nacional, ele literalmente acusou seu antecessor Jair Bolsonaro de "fascismo", "genocídio" e "terrorismo", "barbárie" e "estupidez", a "tirania " ou "mentiras" (notícias falsas).
Os discursos de uma hora de Lula podem ser reduzidos a uma mensagem central: o demagogo de direita Bolsonaro dividiu e destruiu o Brasil! É a mesma melodia que a esquerda global tem pregado em uníssono com a mídia nos últimos cinco anos.
Internacionalmente, essa retórica pode ter pegado. Mas cerca de metade dos brasileiros não caiu na desajeitada inversão da realidade de Lula. Eles votaram em Bolsonaro.
Lula também insulta metade das pessoas a quem se refere. Dificilmente alguém mudará de ideia por causa das tiradas de ódio. Na verdade, a maioria se sentirá justificada.
Para Lula e seus seguidores, isso não é uma contradição. De acordo com a compreensão marxista da democracia, somente o partido representa os interesses do povo. Quem se opõe ao partido é inimigo do povo - e, portanto, não pertence mais ao povo.
Em um primeiro ato oficial, Lula voltou a restringir a posse legal de armas liberalizada por Bolsonaro. Em segundo lugar, ele aumentou o número de ministérios por decreto de 23 para 37. Em terceiro lugar, ele quer reverter a privatização de estatais não lucrativas iniciada por Bolsonaro.
Além das razões ideológicas, há razões sólidas para isso: Lula só tem minoria no parlamento. Ele precisa desesperadamente de cargos estatais para recompensar os aliados e mantê-los felizes.
Claro, é um veneno para a economia. Mas se as coisas correrem mal, o culpado já está claro: foi seu antecessor que arruinou o Brasil.
Jair Bolsonaro se despediu dos Estados Unidos no réveillon. Supostamente apenas por trinta dias. Talvez para sempre. Na América do Sul, é apenas um pequeno passo entre insultar um oponente político e prendê-lo. No passado, o trabalho sujo era deixado para os militares. Hoje, os juízes politizadores são os responsáveis ??por isso. Eles já deram a Lula um valioso apoio durante a eleição.
*Alex Bauer é um jornalista e escritor Suíço. O artigo acima foi publicado no Die Welt Woche.
Por Maria da Conceição.
Nota do editor: a autora do texto abaixo, Maria da Conceição, mora na Europa e deseja manter seu perfil oculto. O que relata corresponde, em muito, ao que descrevi no artigo “Aqui há resistência!”, publicado dia 09/01/2022. Diz ela:
Muito obrigado pelo artigo de Giulio Meotti sobre o 'suicídio multicultural da Alemanha', e sobre o seu recente 'statement' de que mesmo vacinado, não apoia a imposição do passaporte sanitário - o qual, independentemente de qualquer discurso sobre as vacinas, nada mais é do que um pretexto para a instalação do maior sistema de controle da população mundial já imaginado.
Meotti tem razão: este é o caminho que a Alemanha tem seguido e a agenda, para sua ('conspiração-teórica') Islamização. Algumas fontes estimam que até 2030, aproximadamente 70 milhões de imigrantes de países islâmicos estarão chegando à Europa para serem divididos entre Alemanha, Áustria, Itália, Holanda, França, Itália e Escandinávia... Curiosamente, são na maioria homens de idade militar. Os que têm chegado nas últimas semanas, apesar de todas as regras de higiene e sanitárias, são até isentos delas, não precisam de testes, nem de vacinas, recebendo imediatamente privilégios e liberdades que os europeus não têm há muito tempo. Na Holanda, por exemplo, já estão sendo empregados na polícia e força militar, exatamente para conter as crescentes manifestações da população contra os respectivos governos e contra o passaporte sanitário.
Convivo muito bem com muitos deles de modo pacífico e civilizado, muitos são educados e bem integrados na sociedade. Tento manter uma boa relação com todos, e não somente com os islâmicos, mas também com os imigrantes da comunidade 'Roma' - uma relação neutra e pacífica, diferente da postura dos partidos chamados de 'extrema direita' daqui . Enfim, essas pessoas que estão chegando nem sabem que estão sendo instrumentalizadas como massas de manobra.
Também tenho muitos colegas e amigos turcos - sobretudo artistas... Apesar da reputação de ' ditador ' que Erdogam tem mundo afora, muitos austríacos e alemães estão considerando seriamente imigrar para a Turquia neste momento - sendo lá um dos poucos países onde ainda há um pouco de liberdade (!!!).... E os turcos, diferentes dos islâmicos fundamentalistas, têm uma visão do mundo mais aberta e cosmopolita. Até a liberdade religiosa por lá é maior que na Alemanha e Áustria no momento (um paradoxo, quando a União Europeia considera até extinguir feriados cristãos como Páscoa e Natal !). Curiosamente, Erdogam (apesar de sua ditadura ...) parece ser um dos obstáculos no avanço do globalismo socialista ateu e mais tolerante que nossos ditadores de colarinho branco.
Concordo com Meotti não somente em respeito à Alemanha: a Europa está em colapso, assim como a forma institucional do cristianismo como o conhecíamos. Mas existe um fenômeno promissor acontecendo: várias figuras públicas e líderes religiosos - como recentemente arcebispos alemães (que foram imediatamente censurados e caluniados após expressarem suas análises da atual crise), nos EUA, junto com outros, o controverso Arcebispo Carlo Maria Viganò (uma sumidade que denuncia perfeitamente a agenda comunista que corrompe setores do clero desde o Concílio Vaticano II, entre outros escândalos), tem se manifestado, criando uma reflexão interna, que com certeza, está levando as pessoas a acordarem, separando o joio do trigo. E não só no campo religioso, é claro: conforme a agenda e ditadura global-comunista continua avançando violentamente por aqui, continua também avançando uma grande resistência - na verdade, o florescer de uma Renascença de pensadores, médicos, psicólogos, artistas, cientistas e poetas defensores da Liberdade. .. uma verdadeira Revolução Cultural que dificilmente poderá ser contida.
Espero que seja assim e que esta Renascença chegue logo ao Brasil - para acordar as pessoas para o fato de que não é 'culpa do Bolsonaro ‘gelocida’ ( está muito frio aqui, conforme NÃO profetizou a 'Grita'...) , mas de um fenômeno mundial de instalação da maior ditadura de todos os tempos, absolutamente sem precedentes... a qual, com Consciência e Providência, se Deus quiser, ainda podemos reverter.
Um grande abraço!
Maria da Conceição
Gilberto Simões Pires
DETALHE DIABÓLICO
Mais do que sabido, em todos os lugares do nosso planeta, com a colaboração intermitente dos principais meios de comunicação, os habitantes são levados, constantemente, a confundir CULPA com REFLEXO. No caso do nosso empobrecido Brasil, infelizmente, este fenômeno conta com um -plus-, qual seja da existência de um tenebroso CONSÓRCIO criado e formado por grandes (maiores) MEIOS DE COMUNICAÇÃO com um único e focado propósito: -DISCORDAR, CRITICAR E DEMONIZAR- praticamente tudo que é PENSADO, PROPOSTO, APRESENTADO E REALIZADO pelo atual governo. Com um detalhe diabólico: aquilo que promove ganhos indiscutíveis para o povo, a ordem é deixar sonegar e/ou ignorar a INFORMAÇÃO.
AUMENTO RELATIVO DE PREÇOS
Vejam, por exemplo, o caso do -AUMENTO RELATIVO DE PREÇOS-, que a mídia, em geral, consorciada ou não, rotula de INFLAÇÃO. Para que fique bem claro, as VARIAÇÕES DE PREÇOS DOS PRODUTOS E SERVIÇOS não tem -CULPADOS-. O que acontece nestes casos são -REFLEXOS- que atingem, da mesma forma, PRODUTORES, COMERCIANTES E CONSUMIDORES.
CARTA
Esta observação se faz necessária face à incrível MÁ VONTADE, somada a um TOTAL DESCONHECIMENTO sobre o conteúdo da CARTA ABERTA que o presidente do banco Central, Roberto Campos Neto, enviou, ontem, 11, ao ministro da Economia, Paulo Guedes, na qual explica as razões que levaram a inflação de 2021 a ficar acima da meta fixada pelo Conselho Monetário Nacional. Pois, para começar é importante esclarecer que a CARTA é exigida quando a META DE "INFLAÇÃO" DO ANO deixa de ser cumprida. Como o BC é o responsável pela política monetária, a instituição tem o dever de explicar os motivos que levaram a alta acima do previsto.
REFLEXOS
Pois, a considerar os motivos apontados na CARTA DO BC, o AUMENTO DE PREÇOS, por ser UNIVERSAL E INÉDITO, não têm CULPADOS. Atenção: Tanto a significativa e real CRISE HÍDRICA quanto a visível ALTA GLOBAL DOS PREÇOS são inconfundíveis -REFLEXOS-. Mais: a parte que, eventualmente, poderia contemplar a existência de -CULPADOS-, no caso o governo e/ou a autoridade monetária (BC), só seria cabível no caso de haver um AUMENTO DO PERCENTUAL DE MOEDA ACIMA DO AUMENTO PERCENTUAL DE BENS E SERVIÇOS, o que não ocorreu.
VERDADEIROS CULPADOS
Pois, mesmo admitindo que o aumento de moeda, pelo efeito PANDEMIA, tenha contribuído para o aumento dos preços relativos, o que realmente precisa ser dito e repetido é que os VERDADEIROS CULPADOS estão 1- no CONGRESSO NACIONAL, que simplesmente ignorou as REFORMAS ESTRUTURANTES, como as REFORMAS - ADMINISTRATIVA, POLÍTICA, TRIBUBUTÁRIA, etc...-, consideradas pra lá de necessárias para o desenvolvimento econômico e o equacionamento do sério problema fiscal; e, no JUDICIÁRIO, notadamente no STF, que não raro IMPÔS,DECIDIU E OBRIGOU o governo a PAGAR MUITO DAQUILO QUE NÃO CABE NO ORÇAMENTO DA UNIÃO, como é o caso, por exemplo, dos precatórios.