• Gerhard Erich Boehme
  • 31 Outubro 2021

Gerhard Erich Boehme

 

Hoje a Venezuela sobrevive de três fontes, a principal não é mais a proveniente  dos petrodólares, de um país que detém as maiores reservas do mundo, mas sim de recursos do narcotráfico, com destaque ao principal grupo, o Cartel de los Soles. Em terceiro lugar surgem as ajudas internacionais e a ajuda de familiares além-mar, ou, aos poucos, recursos repatriados.

E o povo não tem mais como se alimentar, mesmo os cães sumiram.

Além das drogas,  a economia continua sendo mantida com base na principal atividade econômica que é a exploração e refino de petróleo, mas agora ainda mais centralizada, com a PDVSA sendo uma parte da tesouraria do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), a versão irmã ou siamesa e venezuelana do nosso Partido dos Trabalhadores (PT). 

A Venezuela é hoje a oitava maior economia da América Latina, depois do Brasil, México, Colômbia, Chile, Peru, Panamá e Argentina. Já foi a primeira. Assim também o foi um dia a Argentina. Em 1895 a Argentina era o país mais rico do mundo (mais rica que os EUA em termos de PIB per capita). A Venezuela chegou perto. De um país rico em recursos naturais a realidade da exploração e refino de petróleo chega a algo próximo ao caos, pela primeira vez em um século, são poucas as plataformas de petróleo funcionando na Venezuela. 

Os poços que já exploraram as maiores reservas brutas do mundo estão abandonados ou queimando gases tóxicos, que lançam um brilho laranja sobre as cidades petrolíferas. As refinarias que uma vez processaram petróleo para exportação são gigantes enferrujados, vazando óleo bruto que escurece a costa e dá à água um brilho oleoso. A escassez de combustível paralisou o país. Nos postos de gasolina, as filas chegam a ter quilômetros de extensão.

O colossal setor petrolífero da Venezuela, que moldou o país e o mercado internacional de energia por um século, chegou a uma parada quase total, com a produção reduzida a um gotejamento graças a anos de má gestão e sanções dos EUA. O colapso está gerando uma economia destruída e um ambiente devastado e, segundo muitos analistas, encerrando a era de potência energética da Venezuela.

E os cães?

Entre os anos 50 até o final do Século a Venezuela era o país da América com maior número de cães de raça, a que tinha o maior número de canis e associações, talvez também com a maior população de cães que denominamos de vira-latas.  Mas veio o Socialismo, na realidade uma espécie de nacional-socialismo bolivariano ou luloPTismo. E com ele a cultura da redistribuição de riqueza, adotou-se o estado de bem-estar social, o qual mostrou-se com o tempo um rematado destruidor de riqueza.

Vale a máxima de Margaret Hilda Thatcher, Baronesa Thatcher de Kesteven:

"O problema do socialismo é que você no fim das contas esgota o dinheiro dos outros" — Em seu último discurso no Parlamento britânico, no dia 22 de novembro de 1990.

Os cães aos poucos foram sendo abandonados pelas famílias, a começar por aqueles que saíram em fuga para os Estados Unidos, Reino de Espanha e Panamá.

O retrato que se via no início deste Século nas ruas de Caracas e quase todas cidades venezuelanas era o de cães disputando o alimento nas lixeiras. Os anos foram se passando e aos poucos a disputa nas lixeiras se dava também com a população mais pobre. E então começaram a surgir as notícias de furtos de animais em zoológicos, parques nacionais e aos poucos os cães sumiram das ruas, repetindo o que ocorreu na China, onde os cães são comercializados como galinhas ou porcos, resultado de uma das piores faces do comunismo como modelo político e o socialismo como econômico. 

Foram 45.000.000 milhões de pessoas mortas de fome, e praticamente todos os cães mortos. Esse é o número de chineses que morreram de fome entre 1958 e 1962. Essa foi uma consequência direta do comunismo e socialismo no país. O programa intitulado "Grande salto para frente", implementado por Mao Tse Tung e o Partido Comunista Chinês tinha o objetivo de acelerar o crescimento econômico da China, mas, apesar disso, causou uma verdadeira tragédia em nome da igualdade. Os resultados não foram diferentes em todos os países onde os cães entraram na dieta alimentar de sobrevivência, como Coreia do Norte, Iêmen e principalmente Cuba.

E vale refletirmos que a domesticação dos cães acompanhou o desenvolvimento da humanidade, sendo o principal referencial de desenvolvimento de um país, região ou família.

Como os cães passaram a "com-viver" com os humanos é uma longa história. O maior crescimento da população canina se deu durante o 1° Reich alemão, o chamado Sacro Império Romano Germânico, de 800 até 1806 na Europa Central e parte do Norte da Europa. No auge, incluía os atuais territórios pertencentes à Alemanha, Áustria, Bélgica, Holanda, Luxemburgo, República Checa, República Eslovaca e parte da Polônia. Há relatos e achados históricos que mostram a convivência com os humanos há mais de 15 mil anos. 

E segundo a Bíblia, há até mesmo relatos que mostram como devemos temer os cães. Há um juízo sobre esse animal e ele muitas vezes é simplesmente uma questão cultural e não é preciso ser fundamentalista, pensando que a vontade de Deus seja excluí-los. O cachorro é uma criatura de Deus e aí de nós se não cuidarmos deles.

Destaco onde o cachorro é apresentado como um animal impuro (veja Salmos 22,17; Salmos 22,21; Isaías 10-11 e 2 Pedro 2,22) e não eram bem vistos nas cidades do mundo Bíblico. É provável que isso foi motivado pelo fato que eram animais quase sempre abandonados, que procuravam comida no lixo, no meio da carniça. Mesmo assim, é provável que existiam cães domésticos também na sociedade daquele tempo, como podemos ver em Tobias 6,1 (texto da Bíbia católica):- Tobias partiu com o anjo, e o cachorro os acompanhou. Caminharam até o anoitecer e acamparam junto ao   Rio Tigre.

O Livro de Tobias faz parte dos livros chamados de deuterocanônicos. Estes livros foram escritos em Grego e não fazem parte da Bíblia Hebraica, que é a base do nosso Antigo Testamento.  A coleção dos deuterocanônicos é composta pelos seguintes livros: Tobias, Judite, 1 e 2 Macabeus, Eclesiástico (ou Ben Sirá), Sabedoria de Salomão e Baruque. 

Triste fim o da Venezuela com a ideologia disseminada pelo "Foro de São Paulo", entidade concebida por Lula com Fidel Castro, e é assim que caminha também a Argentina. Lá também, principalmente em Buenos Aires, a população está caindo.

Temos assim o luloPTismo ou o nacional-socialismo bolivariano contrapondo o capitalismo. Enquanto o capitalismo resulta em ampla propriedade dos meios de produção porque a propriedade privada é a sua característica distintiva, já que somente em uma economia capitalista, em que os direitos de propriedade podem ser subdivididos em ações e livremente comercializados, pode uma ampla propriedade sobre os bens de capital manter inalterado seu caráter de riqueza.  

Nesse arranjo, as pessoas voluntariamente vendem sua propriedade; os novos proprietários adquirem os direitos de propriedade sobre os bens de capital.  Há um genuíno mecanismo capitalista permitindo que isso aconteça.  Quase todo mundo pode comprar ações dos meios de produção sob o capitalismo.  Ninguém tem de morrer.  Nenhum sangue é derramado. E nenhum cão serve de alimento.

Mas o que se produziu na Venezuela foi o contrário, foi assim também em Cuba e é o que começa a ocorrer na Argentina. Mas há esperanças, na Argentina, nas últimas eleições houve a mudança do eleitorado. E o atual regime ou radicaliza ou cai. Na Venezuela uma mudança de governo não está no horizonte de curto prazo, concordam os analistas. Ou seriam "cientistas"?

A verdade é que o regime não se sustenta, embora a Venezuela esteja crescendo como narcoestado, a produção de petróleo, que chegou a 3,3 milhões de barris diários, é atualmente de pouco mais 500.000 barris, de acordo com os números oficiais.  A indústria petroleira se deteriorou gravemente pela falta de investimento, de manutenção e de mão de obra especializada. Agora na crise mundial da Covid-19 a Venezuela, com as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo, foi obrigada a importar gasolina do Irã, apesar de ter quase 20 refinarias, a maioria sucateada.

Uma Nação sem liberdade e sem cães.  O PIB (Produto Interno Bruto) da Venezuela é hoje calculado em algo inferior a 45.000.000 Bilhões de Dólares, o que representa uma queda de mais de 80% na comparação com dez anos atrás.

A Venezuela passou do grupo das 30 maiores economias do mundo a algumas posições abaixo da 100ª. No Heritage Index a nação modelo e referencial de Lula está em último lugar na América Latina.

https://www.heritage.org/index/country/venezuela

 A realidade é triste, o tamanho do Estado foi drasticamente reduzido. A Venezuela conta atualmente com mais de 45% da sua população desempregada. E a economia informal é a que mais cresceu e continua a crescer, não apenas com o narcotráfico e a prostituição, mas também com o contrabando. Por exemplo, o contrabando de gasolina se expandiu no país, com exceção ainda de Caracas, face ao policiamento e as chamadas de Coletivos, as gangues armadas pró-Maduro que se transformaram em forças ativas contra a oposição e de sustentação ao regime. Algo parecido com uma mistura entre MST, MTST e AntiFa's.

Além desta realidade ainda virão os efeitos do Coronavírus.  A segunda onda da Pandemia da Covid-19 começou a afetar a Venezuela quando a economia iniciava a abertura, após meses de confinamento. O surto, que as autoridades chamam de "mais agressivo" e vinculam à variante brasileira do vírus, provocou o colapso de hospitais e clínicas.

O governo reconhece apenas 400.000 mil casos e mais de 5.000 mil mortes provocadas pela Covid-19, mas ONGs e a oposição questionam os números e alegam um elevado nível de subnotificação pela falta de testes de diagnóstico.

Uma triste realidade tão perto de nós.

 

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  • Gilberto Simões Pires, em Ponto Crítico
  • 29 Outubro 2021

Gilberto Simõs Pires

 

CRIME HEDIONDO

Está mais que escancarado e provado que muitos daqueles que ousam MANIFESTAR OPINIÃO contrária a qualquer decisão e/ou postura assumida por integrantes do STF estão sendo perseguidos, censurados e até presos. Isto significa que no nosso empobrecido Brasil o DIREITO -FUNDAMENTAL- DE PODER MANIFESTAR OPINIÃO simplesmente foi cassado e/ou transformado em CRIME HEDIONDO do tipo  SUMÁRIO- INAFIANÇÁVEL.

TEMEROSOS

 

Como o SENADO, a única -autoridade- que a nossa Constituição considera como capaz e efetiva para dar um basta nesta absurda aberração dá demonstrações de que está plenamente satisfeita com este incrível -estado de coisas-, aqueles que manifestam qualquer descontentamento quanto às decisões nada democráticas tomadas pelo STF, notadamente pelo superministro Alexandre de Moraes, estão se mostrando cada dia mais preocupados e/ou temerosos com a nítida perda da LIBERDADE PARA OPINAR.

AUTOCENSURA

 

Ora, quanto mais a CENSURA vai se tornando corriqueira, e suas consequências vão se mostrando cada vez mais complicadas para quem emite OPINIÃO que desagrade os -Deuses do Olimpo-, aí acontece algo ainda pior: a -AUTOCENSURA-, ou o ato de CENSURAR o próprio discurso. Isto significa que o crítico, quanto mais temeroso, passa a questionar e controlar aquilo que gostaria de manifestar.

FREQUÊNCIA

 

Este receio de que pode ser CENSURADO faz com que muitos críticos passem a praticar da AUTOCENSURA. Este tipo de atitude, aliás, é visto com boa frequência em várias atividades praticadas por produtores de filmes, cineastas, editores, âncoras, jornalistas, músicos e outros tipos de autores, incluindo indivíduos que usam as redes sociais.

GUSTAVO GAYER RESOLVEU SE CALAR

 

A propósito, o youtuber goiano, Gustavo Gayer, para não ser vítima da AUTOCENSURA divulgou um vídeo nesta semana dando conta de que preferiu DESISTIR. Na sua exposição, Gayer diz que - "Depois de ver jornalistas sendo presos, deputado sendo preso, pessoas inocentes sendo presas pelo crime de opinião eu tomei uma decisão: - VOU ME CALAR! - Não vou mais opinar ou criticar os donos da verdade".  Eis aí o vídeo, na integra (https://www.youtube.com/watch?v=mWGTVDLM9fU).

 

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  • Alex Pipkin, PhD
  • 29 Outubro 2021

 

Alex Pipkin, PhD



Essa semana fui chamado de “liberalopata”. Sinto-me muito honrado.

Sim, claro, eu acredito no livre mercado, na concorrência e na capacidade dos indivíduos e das empresas de produzirem e de inovarem. São os indivíduos e as empresas os verdadeiros heróis, criadores de riqueza.

Distintamente do que pensa esse amigo que me “elogiou”, os empresários, na sua grande maioria, não são os capitalistas malvados, sem coração, “comedores de criancinhas”. Não são os vilões das desigualdades sociais…

Quem pensa desta maneira, desconhece que são nos mercados que se estabelecem relacionamentos associativos e colaborativos, e mais importante, de forma voluntária, ou seja, livre associação sem coerção.

O Estado tem a função de garantir nossas liberdades, de definir os direitos de propriedade, e de administrar a gestão da saúde, da educação e da segurança, porém, não acredito que a operação seja exclusividade estatal.

Verdadeiramente, o grande problema quase sempre está no intervencionismo - e no grau - do pai, mãe, avó, governo. “Boas intenções” não bastam, os resultados são comprovadamente piores quando o Estado intervém na tentativa de corrigir àquilo que supostamente era um problema.

Ludwig von Mises dizia que quem pede maior intervenção estatal está, em última análise, pedindo mais compulsão e menos liberdade.

Certo que os burocratas estatais encherão a boca para dizer que o governo deve intervir em razão das externalidades (Perdoa, Deus, a grande maioria deles não sabe o que diz - o que significa).

Por que eu deveria acreditar na inteligência e na capacidade superior do Estado? Pelo contrário, as tentativas estatais de impedir o funcionamento do livre mercado, por meio da coerção estatal, produzem compadrio, criam distorções e reduzem a riqueza de todos. Ou tu achas que os homens da máquina sabem gerenciar e alocar melhor os recursos do que as pessoas e os empresários? Eu não.

Um “liberalopata”, evidentemente, é contrário à ótica de que o Estado tenha que intervir para promover à ordem e fornecer a caridade para as pessoas, partindo-se da lógica que as pessoas sempre necessitam de uma “babá”, e proteção contra os gananciosos homens - ah, e mulheres - do mercado.

É tão singelo, mas tão difícil de compreender: todo o recurso do Estado sai do bolso dos contribuintes; e quando o Estado dá 1 com uma mão, pode ter certeza que já retirou 3 com a outra mão.

Um “liberalopata”, enfim, é cético, já que não acredita no nobre bom-mocismo, que na vida real não serve e não funciona para resolver os reais problemas.

 

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  • Adriano Alves- Marreiros
  • 27 Outubro 2021

 

Adriano Alves-Marreiros 

 

Uma solução equilibrada...

Diante do que ouvi e li, recentemente, de pessoas de muita luz, brilhantes como o reflexo das mais belas testas oleosas, me veio a idéia de uma proposta que resume tudo que está acontecendo. Uma proposta que pode legitimar e resolver tudo.

 Vamos suprimir as liberdades para protegermos as liberdades. Não, não é contraditório: não seja terraplanista, seu negacionista, seu fascista, seu...tenebrista...

Todos nós sabemos que as liberdades precisam ser garantidas; mas... exceto onde elas são excessivas e perigosas. E onde elas são excessivas e perigosas? Na prática, claro!!!

 Se nós formos capazes de controlar e dificultar apenas a prática das liberdades, podemos garantir que elas possam continuar existindo em quaisquer outros aspectos:  nos livros, em discursos oficiais, na teoria, na filosofia, na sociologia, no nome oficial da Alemanha Oriental, cujo comunismo acabou em teoria mas vai voltar, na prática...  Este sim, ao contrário das liberdades, pode, e deve, ser extinto na teoria, não ser mais mencionado com esse nome, e ser aplicado na prática. Aí sim!

O problema das pessoas é que elas não conseguem viver o lado bom da Liberdade, o teórico , e teimam em querem abusar, colocando as liberdades em prática,  de forma egoística e mesquinha...

Eu sou free

Sempre free

E sofri demais...

Sempre Livre

 

*Publicado originalmente no excelente Portal Tribuna Diária, em 26 de outubro de 2021 https://www.tribunadiaria.com.br/ler-coluna/1188/proteger-as-liberdades-suprimindo-as.html

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  • Stephen Kanitz
  • 25 Outubro 2021

Stephen Kanitz

Kanitz é um dos meus gurus.

A posição liberal e comunitária ao problema de fake news não é censura prévia, curadores da verdade, medidas de cancelamento e sequestro de receitas.

Isso é autoritário.

A solução liberal e comunitária é você ler e acreditar em notícias somente de quem você confia.

Você que tem que fazer este trabalho e não checadores de notícias.

Eu, por exemplo, gasto tempo selecionando em quem confiar e não confiar.

Uma das coisas que faço é seguir quem meus gurus seguem.

Segundo, prefiro ler livros recentes do que notícias bobas de ontem.

Meu maior problema com fake news é no WhatsApp, onde amigos meus, que confio, repassam fake news sem verificar.

Resumindo, fake news é um problema pessoal e não um problema social como alguns querem regular.

Se você quer ser enganado por fake news, o problema é seu.

Eu não leio artigos de economistas que passaram pelo governo. Leio de economistas jovens, especialmente os que se dedicam à Economia Evolutiva.

Faça o mesmo.

Elabore uma lista de gurus a seguir.

De vez em quando teste um ou outro novo, para certificar-se que ele é confiável.

Desconfie de repassadores de notícias, que incluem jornalistas, e vá direto à fonte.

Deixe os fake distribuidores caírem em desgraça, bloqueie ou desista daqueles em quem você não confia mais, como nossa imprensa.

A solução é evolutiva.

Quem mentir será excluído da comunidade sem censura nem autoritarismo.

*   Publicado originalmente em https://blog.kanitz.com.br/lidar-com-fake-news/, em 04 de setembro de 2021.

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  • Gilberto Simões Pires, em Ponto Crítico
  • 22 Outubro 2021

 

Gilberto Simões Pires

 

PÂNICO

Ontem, os mercados -financeiro e de capital- considerados como -termômetros- que medem a temperatura e a pressão da economia, entraram em PÂNICO. O responsável da hora é o valor do AUXÍLIO BRASIL, programa social do tipo -POPULISTA- que foi criado para substituir o Bolsa Família. A CAUSA do pânico aos mercados está no valor de R$ 400, que agravará ainda mais o problema estrutural das CONTAS PÚBLICAS, rompendo com força o TETO DE GASTOS, considerado como âncora fiscal do país.

 O GRANDE IRRESPONSÁVEL FISCAL

Ora, tomando por base as claras e evidentes MUTILAÇÕES que sofreram todos os projetos e/ou reformas até agora aprovados no Congresso Nacional, este destruidor e lamentável comportamento da maioria dos nossos deputados e senadores revela, sem tirar nem pôr, que o grande e legítimo -IRRESPONSÁVEL FISCAL- do nosso empobrecido Brasil é o PODER LEGISLATIVO. 

 O MAU EXEMPLO DA REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Nos governos anteriores a IRRESPONSABILIDADE FISCAL era dividida entre o Executivo e o Legislativo, como bem atestam as peças orçamentárias assim como a execução das mesmas. Neste governo, começando pela Reforma da Previdência, que foi barbaramente mutilada, já ficou bem claro o quanto os deputados e senadores, na sua maioria, não suportam qualquer CONTENÇÃO DE GASTOS. Pior: também não gostam de JUSTIÇA, a considerar que vários privilégios conferidos à PRIMEIRA CLASSE (servidores públicos) foram mantidos e/ou permaneceram intocáveis. 

 REFORMA ADMINSTRATIVA

Mais: a PEC da REFORMA ADMINISTRATIVA, caso venha a ser aprovada, nada tem a ver com a proposta enviada pelo Executivo. Além de não mexer nos privilégios dos atuais servidores, sob o argumento de que estão protegidos por Cláusulas Pétreas, tudo leva a crer que também os novos funcionários, aqueles que entrarão para o serviço público a partir de agora, serão tratados da mesma e nojenta forma. Ou seja, isto não é REFORMA, mas uma PEC de IRREPONSABILIDADE FISCAL, SOCIAL, etc... 

 RESPOSTA ECONÔMICA E SOCIAL

Por mais que alguém defenda GASTOS EMERGENCIAIS, o fato é que esta providência só se sustenta de forma lógica caso o Legislativo se comprometa a aprovar medidas de CONTENÇÃO DE DESPESAS PÚBLICAS. Mais: se comprometa, com a mesma intensidade e propósito, a aprovar medidas que propiciem um CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, que por sua vez se refletem em aumento da arrecadação tributária. Vejam, por exemplo, a lista de bons e ótimos projetos que estão parados na Câmara e no Senado. A maioria deles, uma vez aprovados, dariam uma importante resposta econômica e social para o nosso país.

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