Alex Pipkin, PhD
Hoje começa o Ano Novo Judaico — Rosh Hashaná. Shaná Tová a todos. É um dia de introspecção, renovação e reflexão sobre quem somos, nossa memória, nossos valores e nosso compromisso com a dignidade humana. Neste momento de renovação, nenhuma reflexão é mais necessária do que pensar sobre intolerância, liberdade e a força da resistência. Reafirmamos, juntos e individualmente, o propósito do judaísmo: fazer o bem, preservar a vida, transmitir valores que sustentam a humanidade.
Vivemos numa atmosfera saturada de intolerância. Contra ideias divergentes, contra a liberdade de consciência, contra a fé. Uma intolerância que, travestida de virtude, se esconde sob o nome de "politicamente correto", mas cujo objetivo é calar dissidentes, sufocar a verdade e impor um dogma ideológico.
Quando se fala em defesa das minorias, a única minoria sistematicamente desrespeitada, demonizada e apresentada como opressora é a minoria judaica. O mesmo povo que, ao longo da história, foi perseguido, segregado e massacrado, agora ocupa novamente o tribunal da memória distorcida.
Depois do genocídio do Holocausto, em que mais de seis milhões de judeus foram assassinados, vemos novamente judeus sendo mortos, intimidados e espancados, no Oriente Médio e em seus próprios países. Assistimos à inversão moral surreal, onde tribunais e operadores políticos transformam assassinos em vítimas e terroristas em réus respeitáveis, enquanto os verdadeiros agredidos são tratados como algozes. Querem-nos impedir de exercer o direito elementar de defender nosso território, nosso povo. Como se não houvesse lição na história, como se a memória do Holocausto não nos ensinasse que a omissão diante da violência termina sempre em catástrofe. Nós resistiremos, como sempre resistimos. Estamos de pé e ainda mais fortes. Nunca mais significa nunca mais.
O radicalismo contra ideias dissidentes e o antissemitismo contemporâneo são expressões de uma nova religião intolerante. Uma fé secular que se traveste de defesa das minorias e dos direitos humanos, mas que exige conformidade ideológica. O chamado politicamente correto é apenas um verniz. Fala em inclusão, mas opera pela exclusão. Defende diversidade, mas nega voz àqueles que já foram silenciados. É a censura travestida de compaixão, o autoritarismo pintado com as cores da virtude.
Populistas, demagogos e autoritários, de todas as esferas, manipulam essa cultura da virtude para esmagar a dissidência, calar a razão e obscurecer fatos. A censura tornou-se sua arma mais eficaz. O corolário é previsível, resultando em liberdade em declínio, perseguição em expansão, especialmente contra os judeus.
Karl Popper nos advertiu: "A tolerância ilimitada deve levar ao desaparecimento da tolerância. Se estendermos tolerância mesmo aos intolerantes... então os tolerantes serão destruídos, e a tolerância com eles. Devemos, portanto, reivindicar, em nome da tolerância, o direito de não tolerar os intolerantes".
Não se trata apenas de liberdade de expressão — trata-se da sobrevivência da civilização. Da preservação dos valores que nos definem: dignidade humana, justiça, memória.
Hoje, neste Rosh Hashaná, reafirmo que resistiremos, como sempre resistimos; estaremos aqui sempre defendendo a dignidade humana, brigando pelos valores judaico-cristãos que ergueram a civilização ocidental, lutando por aqueles que tombaram, pelo nosso povo, pela nossa ancestralidade. Reafirmamos o propósito coletivo e individual do judaísmo: fazer o bem, transmitir valores, manter viva a chama da justiça, proteger a memória e a vida. Nós resistiremos. E esta resistência será eterna.
Shaná Tová Umetuká!
Valdemar Munaro
O expoente mais notável do Idealismo Alemão, G. W. F. Hegel (1770 – 1831), concebia a história do mundo como realização progressiva do 'espírito' iniciada no oriente e concluída no ocidente. China, Índia, Pérsia, Grécia e Roma representam, para Hegel, a infância e a adolescência da humanidade, enquanto a fase adulta se encontra no continente europeu, especificamente, em terras e culturas germânicas.
O olho hegeliano vê o cume qualitativo do 'espírito' no germanismo, lugar da liberdade e da consciência. É, como se vê, um idealismo bairrista e arrogante que esconde em suas entranhas os gérmens do marxismo, do fascismo e do nazismo.
A megalomania de tais ideias, desembocou, mais tarde, nas práticas malthusianas, eugenistas e racistas que a história registra. A hipotética superioridade sanguínea e cultural do povo germânico, suficientemente chancelada por Hegel, foi palco do desprezo que levou milhões de 'inferiores' e sobrantes ao extermínio.
A demência historicista, hegeliana e marxista, foi denunciada veementemente pelo filósofo K. Popper. Não se pode, segundo ele, isentar Hegel e Marx da responsabilidade pelas ideologias assassinas que esmagaram e destruíram a Europa.
No seu livro autobiográfico (O mundo de ontem: memórias de um europeu), o escritor judeu austríaco Stefan Sweig, exilado no Brasil, escreveu: "Todos os corcéis pálidos do apocalipse correram pela minha vida, revolução e fome, desmonetização e terror; vi as grandes ideologias de massas crescerem e propagarem-se sob os meus olhos, o fascismo na Itália, o nacional-socialismo na Alemanha, o bolchevismo na Rússia e, acima de tudo, esse arque-pestilência, o nacionalismo, que envenenou a flor de nossa cultura europeia. Tive de ser uma testemunha indefesa e impotente da inimaginável recaída da humanidade na barbárie há muito esquecida com o seu dogma consciente e programático de antihumanidade. (...). Era preciso submeter-se constantemente às exigências do Estado, atirar-se para ser devorado pela política mais estúpida, adaptar-se às mudanças mais fantásticas, sempre se estava acorrentado ao comunitário, por mais amargamente que se resistisse; você era arrastado, não havia como resistir"
Os que plantam ideologias assassinas quase sempre não são os que experimentam os seus frutos. São autores incendiários, reclinados em seus divãs confortáveis (como fazem os dirigentes do Hamas no Catar), sob conforto e segurança de asseclas, ignorantes da ruína demencial que produzem.
Os convencidos da superioridade germânica não são poucos: I. Kant, F. Holderlin, J. G. Fichte, G. W. F. Hegel, R. Wagner, K. Marx, F. Engels, Robby Kossman, Ernst Haeckel, Max von Gruber, A. Rosemberg (ministro da cultura nazista), Oscar Schmidt, F. Nietzsche, M. Heidegger, Adolf Hitler etc. Muitos deles foram combatentes pró eugenistas. A lista de muitos outros, pode ser encontrada nos estudos de Richard Weikart 'De Darwin a Hitler' e Francisco Gil-White 'O Eugenismo – movimento que pariu o nazismo'.
Boa parte dos teóricos e revolucionários marxistas são de ascendência germânica: K. Marx, F. Engels, L. Feuerbach, Moses Hess, Ernst Bloch, Karl Kautsky, Eduard Bernstein, Theodor Adorno, etc. e, por mais que o marxismo se contorça para inculturar-se, transportar-se-á por veias mentais soberbas e racistas. A história, segundo Hegel, no fim dos tempos, julgará supremamente os vivos e os mortos. Seus magistrados serão germânicos. Como se vê, Hegel não foi apenas mentor do marxismo, mas também seu sacerdote, juiz e profeta.
Entretanto, das teses hegelianas presentes no prefácio da 'Filosofia do Direito' e também na 'Enciclopédia das Ciências Filosóficas' sobressai-se a afirmação mais desconcertante e enigmática que o idealismo alemão produziu: "aquilo que é racional é real; e aquilo que é real é racional".
Se levada a efeito, a proposição faz o pensamento ser um princípio igualzinho ao ser e o ser um princípio igualzinho ao pensamento. A simbiose densa e vulcânica desse esponsalício realiza uma confusão tamanha que faz do mundo uma extensão da racionalidade e da racionalidade uma extensão do mundo. Construído assim, o bolo ontológico se equipara ao bolo racional e vice-versa. Não havendo fronteiras que distingam o pensamento da existência e a existência do pensamento, qualquer coisa será possível, num imanentismo de fatos pensados e pensamentos factuais que substancializam, estonteantemente e esquizofrenicamente, tudo, para enlouquecer e desorientar.
Hegel tinha um projeto maluco (morreu antes de o terminar): eliminar todas as obscuridades no interior do saber humano. Nas suas últimas considerações acerca da 'Fenomenologia do Espírito' dedicou páginas ao 'saber absoluto'. O projeto: fundição da inteligência com a natureza e vice-versa até ao ponto de não haver mais enigmas, nem sombras epistemológicas. A meta hegeliana seria obter a graduação divina para tudo dominar e esclarecer. Hegel quis ser Deus sem precisar Dele. A conquista do saber absoluto, seria a chave do poder absoluto que tudo ilumina e resolve: tudo em todos e todos em tudo.
Essa 'enjambração' filosófica, porém, veio de mais longe, dos tempos subjetivos em que o geômetra francês R. Descartes (1650), desconfiado e cético, não conseguia sentir o que pensava, nem pensar o que sentia. Foi, porém, de dentro do próprio pensamento que encontrou sua suposta verdade desejada. 'Cogito, ergo sum' (penso, logo existo), concluiu. O ato de pensar lhe garantiu a certeza de ser um ser real. Em outras palavras, Descartes tirou da 'cartola' racional a confirmação de sua própria existência. Não foi da experiência senciente, mas do seu pensar erguido edifício. Ninguém pode pensar sem existir, mas a sua principal testemunha, o pensamento, lhe dá a certeza de ser.
Assim, a filosofia moderna ocidental pôs sobre os ombros do pensamento o comando dos raciocínios e das buscas científicas. De modo que, segundo ela, se deve partir da razão para se chegar ao ser e não inversamente. Ao invés das coisas reais determinarem a atividade cognoscitiva, o pensamento passa a determinar o mundo das realidades. G. Berkeley, B. Espinoza, N. Malebranche, I. Kant, J. Fichte, F. Schelling e G. W. F. Hegel acrescentaram temperos a essa lógica cartesiana que resultou catastrófica e insana.
O tobogã idealista escorregadio fez o pensamento 'voar livre', sem compromissos, para que se detivesse onde bem lhe aprouvesse. Sob sua 'autoridade' absoluta, o pensamento não mais pensa sobre as coisas que vê, mas vê as coisas sobre as quais pensa. Esse grave delito hegeliano não apenas fundiu o pensamento no ser, mas o independizou para que se erigisse autor de si mesmo.
Idealistas aos moldes hegelianos creem firmemente na premissa segundo a qual, o que não é pensado também não existe. Em outras palavras, aquilo que não for pensado pertencerá ao mundo do não ser. "Agora sabemos, disse o físico norte americano, N. D. Mermin, que é possível demonstrar que a lua não está lá quando ninguém a olha". Quer dizer, se ninguém estiver olhando a lua, ela praticamente deixará de existir.
É preciso, porém, urgentemente, restaurar o realismo científico e filosófico que se perdeu, pois não é a visão a causadora da existência das coisas, mas as coisas existem independentes de nosso pensamento e, por isso, podemos vê-las e conhecê-las. Se o mundo existisse em razão dos pensamentos que o pensam, então a existência do mundo dependeria de uma roda 'pensamentista'. Os idealismos epistemológicos podem nos enlouquecer, pois criam a falsa ilusão de que as coisas existem e ocorrem em razão de nossas ordens pensantes.
A fórmula 'aquilo que é real é racional e aquilo que é racional é real' quando levada ao forno prático da atividade cognoscitiva e moral, produz esquizofrenias monstruosas. A festa de muitos que celebraram a morte de Charlie Kirk é uma demonstração delas. Ao invés da inteligência se submeter aos apelos dos fatos e realidades reais, a alucinação estonteante faz prevalecer a demência e a insensatez. O idealismo hegeliano, portanto, é um fabricante de esquizofrenias tresloucadas que o tempo não curou.
Hegel e Marx, segundo Popper, algozes do passado e profetas do futuro, na verdade, se tornaram pensadores estranguladores do presente. A incapacidade que os impede de ver a realidade tal como é, metamorfoseou-os em loucos desvairados.
O recente julgamento sobre os eventos de 08 de janeiro de 2023 e do ex-presidente da República mostra a eficácia do idealismo hegeliano. Se o ministro Fux refletiu sobre o que viu, os demais ministros, refletiram sobre o que pensaram. No primeiro caso, a realidade dos fatos orientou o pensamento, no segundo, o pensamento orientou os fatos da realidade. A sentença infame e vergonhosa que resultou, indica a presença de hegelianos esquizofrênicos ocupando o egrégio tribunal.
Em Santa Maria, 19/09/2025
* O autor, Valdemar Munaro, é professor de Filosofia.
Gilberto Simões Pires
TETO PARA A DÍVIDA PÚBLICA
Ontem, o péssimo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que -para felicidade geral da Nação- andava sumido do noticiário, fez uma manifestação no mínimo confusa, ao declarar ser totalmente contrário ao projeto de lei do senador Renan Calheiros, que estabelece um TETO de 80% do PIB para a DÍVIDA PÚBLICA. Óbvio: quem só pensa, defende e age com o propósito de AUMENTAR, -SEM LIMITE- A DESPESA PÚBLICA, não tem como concordar com -LIMITE DE ENDIVIDAMENTO-.
POR PARTES
Vamos por partes;
1- Na visão -caolha- do ENDIVIDADOR-MOR DA REPÚBLICA, o referido Projeto de Lei, se resultar aprovado, “não trará os melhores resultados”. Disse mais: o Ministério da Fazenda já tem regras adequadas e suficientes para assegurar a estabilidade das contas públicas, desde que executadas corretamente;
2- Já na ótica do relator do projeto, senador Oriovisto Guimarães, a DÍVIDA BRUTA DO GOVERNO FEDERAL (soma de todas as obrigações financeiras (empréstimos e financiamentos) assumidas pelo Governo Federal, pelo INSS e pelos governos estaduais e municipais do país), além de não poder ultrapassar 80% do PIB também não pode exceder a 6,5 vezes o VALOR DA RECEITA CORENTE LÍQUIDA DA UNIÃO.
RESOLUÇÃO DO SENADO
Como se trata de uma RESOLUÇÃO DO SENADO FEDERAL, o mesmo depende apenas da aprovação da Casa, e como tal não precisa passar pela Câmara nem pelo presidente da República, pois a Constituição dá ao Senado a competência de estabelecer LIMITES GLOBAIS PARA AS DÍVIDAS DA UNIÃO, DOS ESTADOS E DOS MUNICÍPIOS. E como a votação do Projeto está prevista para acontecer na próxima 3ª feira, 23/09, isto está deixando o ENDIVIDADOR-MOR em MODO DESESPERO.
CÁLCULO CORRETO
Na real, a considerar que o Projeto venha a ser aprovado, o FATO é que na MÉTRICA, ou PADRÃO, do FMI, a DÍVIDA BRUTA DO GOVERNO FEDERAL, que inclui os títulos públicos que estão na carteira do Banco Central, SUPERA O TETO (80%) PREVISTO NO PROJETO DE LEI. Até porque a DÍVIDA PÚBLICA, se for levado em conta o que aponta o CÁLCULO CORRETO, já atingiu, em julho, a marca de 90% DO PIB.
É pouco provável, ou quase nulo, que o Senado leve em conta que o TETO previsto no Projeto já nasce FURADO, e como tal, para não se transformar em nova -LEI BURRA-, precisa ser alterado antes da votação.
Dr. Pedro Lagomarcino
Dizia Júlio César nos tempos da Roma antiga:
- "Dê as pessoas pão e circo, certifique-se de que suas barrigas estejam cheias e que elas tenham algo para vestir e se distrair. Assim elas não tomam as ruas para protestar".
"Mutatis mutandis", o povo brasileiro é o grande responsável de praticamente tudo que vivemos e vemos hoje.
Não adianta "tapar o sol com a peneira", ou tentar criar subterfúgios para transferir a responsabilidade para terceiros, no intuito de se engendrar uma causa de isenção de culpa.
O povo brasileiro não está, verdadeiramente, interessado em resolver problemas complexos. Tem sim, por hábito, nadar no raso. Não quer entender como se dão as relações de poder, não quer saber ou dialogar com maturidade sobre o que, como e por quê? Sabem aquela história de “aguardar o pacote cair do céu”? Por supuesto, ao que se observa, mesmo se “o pacote cair do céu”, se não estiver “embalado para presente e com fita”, o povo brasileiro é capaz de “descartar”, ou de “devolver ao remetente”.
Fato é que os representantes eleitos que temos com mandato são, sim, bem ou mal, cada um ao seu modo, o fiel retrato dos eleitores que votaram.
Ninguém recebe mandatos e é eleito por combustão espontânea.
Percebo há anos que o povo brasileiro gosta mesmo é de reclamar, mas nunca ou raramente quer se envolver. Gosta de ver o circo pegar fogo, de comentar o próximo escândalo, de eleger alguém para ser criticado e não raras vezes execrado. Entretanto, na época de eleição, apoia, financia e decide votar em candidatos que possam lhe alcançar favores pessoais com notório imediatismo, ou para um familiar, ou para um amigo próximo.
Esperar o que de um país, quando quem tem direito a voto procede desta forma?
Mudanças estruturais?
Prosperidade?
O povo brasileiro se esqueceu o que significa ser um representante eleito e, lamentavelmente, passou a idolatrar YouTubers, TikTokers e outros congêneres, achando que por ter reduzido sua personalidade, sua individualidade e sua capacidade cognitiva, simplesmente, a se tornar em seguidor de alguém, isso é estar representado, porém sem saber se o suposto líder que se segue (seja ele quem for) de fato tem aptidão, capacidade intelectual, articulação natural, para elaborar e promover mudanças e melhorias em prol do bem comum.
E assim se formam em bloco uma linha fordista dos novos Sísifos, porém com uma mudança dos novos tempos, qual seja, em vez de se pagar a pena de carregar a pedra até o topo da montanha, sabendo-se que ela cairá e terá de ser carregada eternamente de novo, agora "a pena" é dar coraçõezinhos e compartilhamentos sem filtro, até que o dia termine, sem que se tenha lembrado de viver e existir.
Lamento muito dizer, mas caminhamos, como país e como sociedade, diariamente, para trás.
É hora de refletir e de mudar comportamentos que nos atrasam e não nos levam a lugar algum.
Verdade seja dita, a envergadura moral de um homem é medida pelo seu caráter, pela visão de mundo que tem e por seus gestos mais simples.
E quem não quer se envolver para construir e fazer as mudanças, merece o pouco que lhe é entregue.
Gilberto Simões Pires
MENSAGENS NAZISTAS
Antes de tudo vale sempre lembrar que Adolph Hitler ao escolher o seu fiel escudeiro Joseph Goebbels para chefiar o MINISTÉRIO DA PROPAGANDA NAZISTA, tinha como propósito, mais do que comprovado, de garantir que as MENSAGENS NAZISTAS fossem -transmitidas e recepcionadas- com sucesso através -da arte, da música, do teatro, dos filmes, dos livros, do rádio, dos materiais escolares, da imprensa e, obviamente através de DISCURSOS e/ou PRONUNCIAMENTOS proferidos pelo DITADOR-. Mais do que sabido, e repetido à exaustão, a técnica mais utilizada era a de -RETIR MENTIRAS- até que as mesmas fossem entendidas como VERDADES.
SOBERANIA
Pois, na noite do dia 6 de setembro, quem se propôs a ouvir o MENTIROSO -PRONUNCIAMENTO- do presidente LULA -transmitido em -rede nacional de rádio e televisão- ficou com a clara impressão de que o texto -preparado pelo ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social do Brasil, Sidônio Palmeira-, foi integralmente inspirado na CARTILHA do Chefe da Propaganda do governo nazista, JOSEPH GOEBBELS. Desta vez, vale registrar, o FESTIVAL DE MENTIRAS teve como mote principal a cansativa REPETIÇÃO da expressão -SOBERANIA-.
OITO VEZES
Mais: com o mesmo propósito consagrado por Goebbels, de REPETIR MENTIRAS ATÉ QUE AS MESMAS SOEM COMO VERDADES, ao longo dos 5 minutos e 25 segundos de pronunciamento, LULA usou e repetiu -OITO VEZES- a palavra SOBERANIA. E, como já era mais do que esperado, a MÍDIA TRADICIONAL, ou ABUTRE, que para tudo sempre tem algo a criticar, comentar, desconfiar ou repreender, não se dignou a fazer o menor comentário sobre TANTAS E REPETIDAS MENTIRAS.
DIREITOS HUMANOS UNIVERSAIS
Pois, a título de ESCLARECIMENTO me apresso, mais uma vez, em explicar que SOBERANIA é o PODER SUPREMO E INDEPENDENTE QUE UM ESTADO POSSUI para GOVERNAR SEU TERRITÓRIO SEM INTERFERÊNCIA EXTERNA -DESDE QUE CUMPRA O QUE MANDA A LEI -UNIVERSAL E INDIVISÍVEL que caracteriza os DIREITOS HUMANOS.
-UNIVERSAL-, porque se aplicam a todas as pessoas;
-INDIVISÍVEL, porque não podemos separar um do outro, ou escolher quais serão respeitados e quais não. A violação de um deles é uma ameaça aos demais.
Essas diretrizes estão descritas na -DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS-, aprovada em 10 de dezembro de 1948 por 48 países, dos 58 que eram membros da ONU na época. Detalhe importante: - o BRASIL estava entre os países signatários. Atualmente, a ONU possui 193 países-membros e TODOS SÃO SIGNATÁRIOS DESTE COMPROMISSO INTERNACIONAL DE GARANTIA DE DIREITOS HUMANOS- e o BRASIL, REPITO, segue como PAÍS-MEMBRO.
CUMPRIMENTOS
Ontem, o que se viu em todo o Brasil foi um verdadeiro -ATO DE SOBERANIA-, onde o POVO foi às ruas para DIZER -ALTO E BOM TOM- que não aceita a violação dos DIREITOS UNIVERSAIS, notadamente pela SUPREMA CORTE, órgão de cúpula do PODER JUDICIÁRIO, ao qual compete a GUARDA DA CONSTITUIÇÃO, como bem define o art. 102 da nossa LEI MAIOR.
A propósito, na qualidade de participante de todos os MOVIMENTOS PRÓ LIBERDADE DE EXPRESSÃO E DEMOCRACIA, envio os meus sinceros cumprimentos pelo VALOROSO SENTIMENTO DE PATRIOTISMO.
Alex Pipkin, PhD
Ao longo dos últimos oito anos, venho escrevendo sobre o que denomino de bommocismo destruidor. Aplicam-se políticas que soam como melodias sedutoras para a população, sobretudo para os mais pobres, mas que, no fundo, hipotecam o futuro. São medidas que encantam pela promessa imediata de alívio, mas que, no médio e no longo prazo, corroem as bases da economia, geram estagnação e atingem com brutalidade justamente aqueles que dizem proteger. Essa é a perversidade maior do populismo, ou seja, apresentar-se como bênção, quando não passa de maldição disfarçada.
A história econômica demonstra que intenções, por mais nobres que sejam, não imunizam políticas públicas contra resultados desastrosos. Como advertiram Friedrich Hayek, Milton Friedman e Thomas Sowell, a economia não se curva a discursos; responde a incentivos. Quando estes são mal desenhados, o efeito é devastador. O populismo, sobretudo o que se mascara sob slogans de “justiça social” e “igualdade”, distribui ilusões de curto prazo ao povo, mas cobra no futuro a conta da irresponsabilidade. Boas intenções não pagam dívidas.
No governo Dilma Rousseff, o represamento artificial dos preços de combustíveis e energia elétrica foi vendido como proteção ao bolso da população. O que se viu foi a Petrobras sangrar bilhões, tarifas explodirem e a confiança dos investidores evaporar. A medida que se anunciava “social” terminou por penalizar justamente os mais pobres.
No governo Lula, a redução do IPI para a linha branca foi saudada como motor do consumo popular. Geladeiras e máquinas de lavar ficaram mais baratas, é verdade, mas o ganho foi fugaz e artificial. Não houve aumento estrutural de produtividade; o que restou foi um buraco fiscal que recaiu sobre toda a sociedade.
O BNDES tornou-se um cassino estatal, onde apostas altas pagam-se com o dinheiro do povo. Nos governos Lula e Dilma, a política dos “campeões nacionais” despejou mais de meio trilhão de reais em empresas escolhidas a dedo. O discurso era de fortalecimento da competitividade global; a prática foi a concentração de privilégios e a socialização das perdas. Muitos desses “campeões” terminaram em escândalos de corrupção, enquanto o contribuinte arcava com a fatura.
Essa pedagogia perversa não terminou em 2016. Em 2023, com o retorno de Lula à cena do crime, vemos a tentativa de reedição do mesmo populismo econômico. A Petrobras voltou a priorizar a indústria naval nacional, pouco competitiva, em detrimento da eficiência. O BNDES, mais uma vez, é convocado para financiar projetos externos com o dinheiro do trabalhador brasileiro. A retórica é a mesma de sempre: desenvolvimento, empregos, justiça social. A realidade é o velho roteiro da ineficiência e da captura do Estado por interesses privados travestidos de bem comum.
A tentativa de redução da taxa de juros tornou-se a principal ferramenta desses governos populistas. Juros baixos não garantem crédito barato nem compensam políticas econômicas mal concebidas. No curto prazo, podem criar a ilusão de prosperidade e popularidade para o governo; no médio e longo prazo, resultam em inflação, distorções de preços e estagnação econômica. A prosperidade não se projeta com juros artificiais! É ilusão populista, doce aos ouvidos, amarga nos pés.
O populismo econômico sempre carrega a mesma marca. Uma promessa sedutora, mas com fatura pesada. Ao intervir de forma artificial, governos deseducam a população e criam gerações que acreditam que o Estado distribui prosperidade, quando, na verdade, só distribui dependência e estagnação.
Eis o ponto crucial e definitivo. O populismo não é apenas um erro de cálculo econômico. É uma falácia moral. Ele se apresenta como bondade, mas produz miséria. Proclama justiça, mas perpetua privilégios. Anuncia igualdade, mas entrega a desigualdade mais cruel, a do futuro sem esperança para os que mais precisam.
Ao fim, a realidade, implacável, sempre desmascara a farsa. Por mais que governos populistas maquiem o presente, a verdade econômica se impõe com dureza no longo prazo. O povo brasileiro já pagou caro por essas ilusões. A grande questão é se continuará disposto a pagar novamente pela mesma música enganosa, esse bommocismo destruidor que soa doce, mas retumba como tragédia para as próximas gerações.