Gilberto Simões Pires
Antes de seguir com o programa definido para esta -SEMANA DE ANIVERSÁRIO do PONTOCRITICO.COM-, qual seja de republicar CINCO ARTIGOS -escolhidos aleatoriamente-, me apresso em cumprimentar -efusivamente- os deputados federais que ontem à noite acharam por bem DERRUBAR a estúpida MP 1.303/25, que previa o AUMENTO DE IMPOSTOS para compensar o recuo do governo sobre o IOF. Vale registrar que tal decisão, absolutamente diferente do que diz e pensa o comunista Lula, foi, antes de tudo, UMA VITÓRIA DO SOBERANO POVO BRASILEIRO.
A DAMA E SEUS MARIDOS
Feito o necessário registro, no editorial de hoje republico o artigo -datado de 22 DE FEVEREIRO DE 2005 (20 ANOS ATRÁS)-, com o título -A DAMA E SEUS MARIDOS- Eis:
DAMA POBRE
A SOCIEDADE BRASILEIRA é tal qual uma DAMA POBRE que, inexplicavelmente, insiste em permanecer CASADA COM VÁRIOS E INDECENTES MARIDOS, todos muito espertos, gigolôs e que, mesmo tendo atribuições que vem sendo desempenhadas com péssima qualidade, vivem de aumentar constantemente o número de seus auxiliares com garantias de grandes vantagens.
Como tal, a SOCIEDADE (nós, o povo) vive numa verdadeira POLIGAMIA. Assim, sem forças e educação suficientes não sabe como sair dessa nefasta situação. Percebe-se, por consequência, uma sensação de -impossível arrependimento- ou reação. Com isso, a DAMA se mantém presa, amordaçada, e refém dos mais distintos interesses de seus AMANTES.
CONSERVADORA
Mesmo alegando diariamente que não tem mais dinheiro para continuar sustentando os prazeres e as farras dos seus malandros infiéis, a DAMA não desiste. Basta ouvir algumas promessas de que seus maridos vão se corrigir e melhorar o comportamento. Pronto. A partir daí vai imediatamente para a cama, cheia de esperanças. Por questões que envolvem a própria criação e a cultura adquirida nunca crê que pode viver sem eles. E assim prefere aturar todo o tipo de desprezo.
Sobra nisto tudo a velha choradeira. Dizendo-se incompreendida e desprezada, vive de queixumes que nunca chegam ao ponto de acabar com a péssima e viciada convivência. Ao contrário: cada vez que seus maridos fazem beicinho, em busca de mais algum recurso para poder frequentar outras rodas mais excitantes, a DAMA corre para fazer depósitos na conta sempre negativa. E pelo visto, mesmo querendo continuar na POLIGAMIA, se diz CONSERVADORA, ou seja, não troca de maridos.
1000 DIAS DE GOVERNO LULA
Mais: a propósito, eis o texto que me foi enviado -sem assinatura-, que resume os 1000 DIAS DE GOVERNO LULA:
O Brasil chegou aos 1.000 dias de governo Lula mergulhado em ROMBOS FISCAIS, ESCÂNDALOS DE CORRUPÇÃO, AUMENTO DE IMPOSTOS E AVANÇO DO CRIME ORGANIZADO. O discurso de “RECONSTRUÇÃO NACIONAL" se transformou em um projeto de DESTRUIÇÃO ECONÔMICA E INSTITUCIONAL.
A DÍVIDA PÚBLICA já ultrapassa R$ 8,1 trilhões, o maior patamar da história, enquanto o governo acumula DÉFICITS BILIONÁRIOS e adia qualquer sinal de ajuste. A promessa de “DÉFICIT ZERO” virou FICÇÃO CONTÁBIL, e a conta dos JUROS — já acima de R$ 1 trilhão por ano — consome o orçamento. Mesmo com o Banco Central sob comando de um indicado de Lula, os juros seguem entre os mais altos do mundo, reflexo da falta de credibilidade fiscal.
Sem CORTAR GASTOS, o governo encontrou uma saída fácil: AUMENTAR IMPOSTOS. Já são 24 elevações tributárias em menos de três anos, atingindo o bolso de quem trabalha e produz. Enquanto isso, o Estado cresce, a economia estagna e o país afunda em endividamento.
Na ÁREA SOCIAL, os escândalos de corrupção voltaram com força. O caso do INSS, com fraudes bilionárias contra aposentados, expôs o retorno das velhas práticas que marcaram o petismo. Paralelamente, a Amazônia registrou o maior salto de degradação ambiental em décadas — 482% em 2025, enquanto o governo fazia propaganda de “sustentabilidade” no exterior.
No CAMPO DA SEGURANÇA, o CRIME ORGANIZADO se expandiu e o país se transformou em um verdadeiro NARCOESTADO, com facções controlando portos, fronteiras e até prefeituras. A ausência de política de segurança e o abandono das fronteiras permitiram que o tráfico se tornasse um poder paralelo.
Mil dias depois, o balanço é devastador: rombo fiscal, impostos recordes, corrupção generalizada, destruição ambiental, avanço do crime e perda de credibilidade internacional. O Brasil está mais pobre, mais dividido e mais vulnerável. Se nada mudar, o país caminha para um colapso econômico, social e moral até 2027 — resultado direto de um governo que promete reconstruir, mas só sabe destruir.
Lucas Berlanza - IL
Se 5 de outubro é o aniversário da finada (?) Constituição de 1988, 6 de outubro marca o nascimento do político que foi alçado à condição de símbolo vivo daquele texto, a que rendeu loas sob o título entusiasmado de “Constituição Cidadã”: Ulysses Guimarães (1916-1992).
Por conta de sua posição de proeminência política no combate aos últimos governos militares, lançando-se como “anticandidato” do opositor MDB em 1973 contra o representante da ARENA, Ernesto Geisel, e como presidente da Assembleia Constituinte, Ulysses é visto com um olhar muito positivo e nostálgico por setores da esquerda e do centro. Alguns liberais contemporâneos o veem quase como “mais liberal que os liberais”. Na minha opinião, há sensível exagero nessa postura.
Egresso dos círculos do PSD, o maior e mais poderoso partido da República de 46, Ulysses partilhava da máquina herdada do regime varguista, tal como todos os seus companheiros de legenda, o que determinou uma trajetória política praticamente ininterrupta, com direito a diversos mandatos consecutivos como parlamentar.
Professor de Direito e advogado, na década de 50 se opôs à luta udenista pela exclusividade de distribuição das cédulas eleitorais nos locais de votação. Integrante da “Ala Moça” do PSD, apoiou Juscelino Kubitschek, o desenvolvimentismo industrializante, a contenção das remessas de lucro para o exterior e os monopólios estatais em diversos setores.
Apoiou a emenda parlamentarista de 1961, o golpe de 1964 e votou em Castelo Branco – assim como outros políticos que, pelos mesmos motivos, são tratados como encarnações do demônio. Antes de falecer em um acidente de helicóptero, estava lutando a favor do parlamentarismo. Na Constituinte, por cerca de dez minutos, versou sobre as promessas do texto, como o fim do analfabetismo, a integração dos trabalhadores, cozinheiras, índios, estudantes, servidores civis e militares; a ideia de que o povo passaria a ter o poder supremo de legislador, sem tutelas autoritárias, e de que a vida pública brasileira passaria a ser fiscalizada pelo cidadão; de que a moral seria o “cerne da Pátria” e a corrupção seria combatida como “cupim da República”.
O cupim não se impressionou.
* Artigo foi publicado originalmente no excelente site do Instituto Liberal, em https://www.institutoliberal.org.br/blog/politica/o-mito-da-constituicao-cidada-e-o-homem-que-a-personificou/
Gilberto Simões Pires
MINI SEMANA TRÁGICA
Esta primeira (mini) semana de outubro encerra da pior forma possível para os brasileiros que, lisa e democraticamente, se propõem a lutar, resistir no sentido de dificultar ao máximo que, em 2026 (daqui a um ano), o repugnante presidente Lula venha a se reeleger, e como tal volte a subir pela quarta vez a rampa do Planalto, em janeiro de 2027, portando a faixa presidencial.
MAU PRESSENTIMENTO
Esse mau pressentimento tem tudo a ver com os efeitos das mais variadas MEDIDAS POPULISTAS-ELEITOREIRAS, -algumas já aprovadas e outras em curso-, onde a totalidade, de forma -absolutamente inquestionável e irresistível-, casam perfeitamente, dos pés à cabeça, com o desejo da grande maioria dos nossos eleitores.
NOVAS E RELEVANTESW MEDIDAS
Mais do que óbvio, a aprovação, por unanimidade, na Câmara dos Deputados, da ISENÇÃO DE IR PARA QUEM GANHA ATÉ 5 MIL REAIS/MÊS, e da NOJENTA COMPENSAÇÃO, através da COBRANÇA DE MAIS IMPOSTOS DE QUEM GANHA MAIS, não dão por encerrado o PACOTE DE BENEFÍCIOS POPULISTAS, estrategicamente pensados pelo governo Lula. Dominado por incontido entusiasmo, Lula, de mãos dadas com os deputados -ABRIU A PORTEIRA-. Como tal, em breve irá lançar NOVAS e RELEVANTES MEDIDAS DE ALTO CUSTO FISCAL. Três delas já chamam muito a atenção, principalmente pelo que -representam- em termos de CONQUISTAS DE VOTOS nas próximas eleições. Eis:
COMPRA OFICIAL DE VOTOS
1- GRATUIDADE PARA O TRANSPORTE PÚBLICO;
2- FIM DA JORNADA DE TRABALHO 6x1, com redução da jornada semanal no Brasil de 44 horas para 36 horas. Ainda que esta proposta encontre rejeição no Congresso, especialmente no setor privado, o fato é que seguirá sendo perseguida até a sua aprovação; e,
3- Já está sendo preparado, pelo governo Lula, para ser lançado neste mês, o -PROGRAMA -REFORMA DA CASA-, com empréstimos de até R$ 100 mil e prazo de pagamento de até 8 anos. Inspirado no Minha Casa, Minha Vida, o programa visa beneficiar famílias, que serão divididas por faixas de renda para oferecer juros diferenciados, com valores e prazos variáveis.
Dartagnan da Silva Zanela
Quando olhamos para o cenário educacional atual, muitos procuram falar da melhora sensível da sua qualidade devido ao aumento no número de instituições de ensino que se fazem presentes. E, de fato, hoje temos mais escolas.
Diante disso, lembramos o ressabiado filósofo alemão Arthur Schopenhauer, que em seu livro "A arte de escrever" nos chama a atenção para o fato de que o número elevado de escolas não é garantia da melhora da educação ofertada às tenras gerações. Às vezes, é um indicador do contrário.
Aliás, basta que matutemos um pouco para verificarmos que simplesmente empilhar alunos em salas não garante uma boa formação, da mesma forma que, como nos lembra a professora Inger Enkvist, obrigá-los a frequentar o espaço escolar sem exigir o esforço indispensável para que eles gradativamente amadureçam com a aquisição de responsabilidades — que é o elemento que caracteriza o ato de aprender — é um equívoco sem par que, em breve, apresentará suas desastrosas consequências. Na real, o banquete com as consequências já está sendo servido.
Subjacente a todo esse quadro está uma concepção antropológica equivocada. Isso mesmo, cara pálida: equivocada.
Toda ação humana com vistas a preparar as tenras gerações para assumirem as rédeas de suas vidas e, necessariamente, do futuro de toda sociedade, parte de uma concepção de ser humano. E é sempre com base numa concepção de humano que se elenca o que deve ser ensinado, como deve sê-lo e, deste modo, define-se a finalidade que se pretende atingir com essa ação.
Detalhe: não nos esqueçamos que a formação de uma criança não se dá, única e exclusivamente, em uma escola. Entendido? Muito bem, voltemos ao entrevero.
Johann Goethe nos ensina que educar é auxiliar um indivíduo, de forma ativa, no processo de formação da sua personalidade, porque educar é, antes de qualquer coisa, um trabalho espiritual, de humanização e, como todo trabalho, este exige um esforço danado para que o sujeito não venha a ter sua personalidade deformada por uma apatia infantilizante.
Para tanto, torna-se imprescindível que todos aqueles que advogam em favor de uma educação de qualidade procurem, com sinceridade, realizar um exame de consciência para identificar as lacunas gestadas pela sua educação mal adquirida e corrigi-las pacientemente, porque, admitamos ou não, somos a janela através da qual os infantes se veem no amanhã.
* O autor, Dartagnan da Silva Zanela é professor, escrevinhador e bebedor de café. Autor de "A QUADRATURA DO CÍRCULO VICIOSO", entre outros livros.
Gilberto Simões Pires
LULA NA ONU
Em tese, o aguardado discurso de abertura da Assembleia Geral da ONU, nesta manhã, o presidente Lula não surpreendeu. Como já era esperado usou o seu tempo basicamente para:
1- ATACAR A -POLÍTICA AMERICANA- que elevou em 50% as tarifas de produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos ;
2- CRITICAR AS (SOBERANAS) SANÇÕES IMPOSTAS A SERVIDORES DO EXECUTIVO E, PRINCIPALMENTE, O MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES; e,
3- CRITICAR ISRAEL e DEFENDER o reconhecimento internacional de um ESTADO PALESTINO.
TRUMP NA ONU
Na sequência, aí carregado de SUPRESA, o presidente dos EUA, DONALD TRUMP, ao comentar como foi o rápido encontro que teve com o presidente LULA, disse: - EU VI ELE. ELE ME VIU E NOS ABRAÇAMOS. E EU DISSE QUE: VOCÊ ACREDITA QUE EU VOU DIZER ISSO EM DOIS MINUTOS? NÓS CONCORDAMOS QUE VAMOS NOS ENCONTRAR NA PRÓXIMA SEMANA. NÃO TIVEMOS “MUITO TEMPO PARA FALAR, 20 SEGUNDOS, TIVEMOS BOA CONVERSA. ELE PARECE SER UM BOM HOMEM. ELE GOSTOU DE MIM E EU GOSTEI DELE. E EU SÓ FAÇO NEGÓCIOS COM PESSOAS QUE EU GOSTO. BOM, NA VERDADE ELE NÃO GOSTA DE MIM E EU NÃO GOSTO DELE, MAS TIVEMOS UMA QUÍMICA POR VINTE SEGUNDOS. ESSE É UM BOM SINAL.
INICIATIVA DE TRUMP
Vejam que a INICIATIVA tomada pelo do presidente Donald Trump, de promover um encontro com LULA, foi mais do que suficiente para promover uma reação POSITIVA nos MERCADOS -FINANCEIRO E DE CAPITAL-. E só não se mostrou mais consistente porque, mais do que sabido, o TARIFAÇO está sendo largamente utilizado pelo presidente LULA, junto com a farta concessão de BENEFÍCIOS SOCIAIS POPULISTAS, como BASE DE LANÇAMENTO da sua candidatura à reeleição, em 2026.
A VER...
Para concluir, arrisco a dizer que LULA não gostou nenhum pouco do que Trump disse. Se, por ventura, mesmo a contragosto, vier a participar do referido -encontro-, acabará fazendo exigências que não têm como serem atendidas pelo presidente norte-americano. Até porque quer porque quer livrar seus amigos e apoiadores que foram alcançados pela Lei Magnitsky. A ver...
Dagoberto Lima Godoy
O Brasil vive um paradoxo gritante: cassinos seguem proibidos e o “bicho” é contravenção, mas as apostas digitais ocupam telas, camisas e estádios.
A medicina já consolidou o diagnóstico: transtorno do jogo é adição comportamental, associada a ansiedade, depressão e risco de suicídio.
Diante desse quadro, falar em “entretenimento” sem considerar o dano é mascarar o problema. Licenciar, tributar, impor salvaguardas mínimas e manter o setor operando — é incoerência e chega a hipocrisia. Quando o produto depende do prejuízo repetido de muitos — com design viciante, publicidade agressiva e acesso 24/7 — a regulação pró-mercado vira cosmética: melhora a vitrine, mas preserva o motor do dano.
Se a prioridade é saúde pública, reduza-se a oferta e a acessibilidade; se a prioridade é receita, que fique claro tratar-se de imposto sobre sofrimento — não de política social.
O caminho honesto passa pela adoção de medidas corretivas como: 1) moratória de novas licenças e forte restrição ou até suspensão da publicidade; 2) reduzir a exposição — coibir designs viciantes; cortar gatilhos de engajamento contínuo; 3) desvincular o esporte — retirar patrocínios do setor; 4) cuidar de quem sofre — linha de cuidado no SUS e apoio às famílias, com responsabilização financeira das operadoras do jogo; 5) romper a ganância fiscal — deixar de usar arrecadação do jogo como política pública.
Preservar a liberdade de um adulto fazer uma aposta não exige licenciosidade. Política séria não transforma vício em estratégia de desenvolvimento. O resto é lobby e hipocrisia da lei e da gestão governamental.