• Sílvio Lopes
  • 05 Dezembro 2025

 

Sílvio Lopes    

            Pela vez primeira da história da civilização, temos uma geração menos inteligente do que a anterior. Trata-se de um fato científico comprovado pelo psicólogo e professor emérito britânico de nome Richard Flynn. Ele desenvolveu diversas e aprofundadas pesquisas sobre inteligência humana, psicometria e diferenças de quociente de inteligência, o conhecido QI.

No estudo científico, ele esquadrinhou um fenômeno devidamente provado e comprovado( a partir daí chamado Efeito Flynn), que apontava um aumento do QI em cerca de três pontos a cada década durante grande parte do século 20, em países desenvolvidos. Tudo bem, até aí.

Do começo do século 21 em diante, vários estudos desse porte apontam para uma inexorável reversão do Efeito Flynn. Ou seja: as gerações mais jovens estão num processo de queda livre no seu QI. Estão "emburrecendo" dramaticamente. Uma tragédia humana sem precedentes.

Se por um lado tais gerações estão cercadas de informações, de outro ( esse é o drama!), a maioria das pessoas não sabem o que fazer com elas. Sequer sabem distinguir o que  carrega valor(verdade), das que espalham mentiras. Hoje, diante desse estudo e suas conclusões, é inevitável citar o Brasil e seu povo como exemplo retumbante dessa hecatombe civilizacional. 

No livro "A Quietude é a Chave", o escritor e filósofo  americano Ryan Holiday, concluiu que " estamos superalimentados, mas subnutridos". Muita informação, pouca sabedoria, ele quis dizer. 

O Brasil, por certo, é exemplo maiúsculo dessa patologia distópica. Uma população refém de Big Brothers, da idolatria a nulidades literárias e artísticas e avessa à formação intelectual mínima, jamais irá contribuir para tornar esta uma grande nação, mas, no máximo, num vasto albergue, como vaticinara( aliás,  com propriedade), Umberto Eco.

Quando assistimos a elite política e jurídica deste país se aliarem a criminosos do mais baixo estirpe e a perseguirem e aprisionarem gente honesta, lembro de Ruy Barbosa na sua famosa "homilia do desapontamento": "De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra; de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto".

Que tristeza!

*        O autor, Silvio Lopes, é jornalista, economista e palestrante

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  • Dagoberto Lima Godoy
  • 04 Dezembro 2025

 

Dagoberto Lima Godoy

             Quando o Supremo fecha as cortinas, a chama da democracia tremula.

Ao transformar em “sigiloso”, no nível máximo, o pedido da defesa do dono do Banco Master, o ministro Dias Toffoli foi além do tradicional segredo de Justiça. Agora, o cidadão não tem acesso nem às iniciais das partes, nem ao andamento, nem às decisões de um caso que envolve suposta fraude bilionária e impacto direto sobre investidores e recursos com proteção pública. Não é um litígio privado; é um caso com relevância sistêmica, que levou à liquidação de um banco e mobilizou Banco Central, Polícia Federal e Ministério Público.

A justificativa formal é conhecida: em crimes financeiros complexos, o sigilo parcial muitas vezes se justifica para proteger a investigação ou resguardar dados sensíveis. Mas, aqui, o que se vê é a adoção do grau máximo de opacidade justamente onde o interesse público é mais evidente.

O que torna a decisão ainda mais inquietante é o contexto. O ministro Toffoli acumula, nos últimos anos, decisões que anulam processos, atos e provas da Lava Jato, inclusive em casos de delatores confessos, como Alberto Youssef, Antônio Palocci e executivos da Odebrecht. O argumento recorrente é o de corrigir abusos e distorções, coibindo o uso político do sistema de Justiça. Mas, aos olhos da sociedade, a leitura é outra: quando grandes interesses econômicos e políticos estão em jogo, é o prato do lado deles que a balança da Justiça faz pesar mais.

Decisões dessa natureza ferem o princípio da publicidade, erodem a confiança institucional e alimentam a sensação de que existe um padrão para o cidadão comum e outro, muito mais confortável, para quem frequenta os andares de cima do sistema financeiro e político.

A democracia não exige transparência absoluta em tudo, o tempo todo. Exige, porém, que o sigilo seja exceção justificada, proporcional e temporária – nunca um manto amplo estendido sobre escândalos que tocam o coração do Estado e do mercado. Ao transformar um caso bancário bilionário em assunto de gabinete, e ao somar isso a uma longa série de decisões que desfizeram boa parte do principal esforço de combate à corrupção das últimas décadas, o STF — e em particular o ministro Toffoli — presta um desserviço à autoridade moral que deve defender.

Se o Supremo quiser o respeito da sociedade, precisa lembrar que a transparência continua sendo indispensável à melhor justiça. Enquanto isso não acontece, sigilos espúrios seguirão como símbolos de uma justiça perigosamente opaca.

*        O autor, Dagoberto Lima Godoy, é Engenheiro civil.

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  • Gilberto Simões Pires, em Ponto Crítico
  • 02 Dezembro 2025

 

Gilberto Simões Pires     

CORE BUSINESS

Mais do que sabido, o -CORE BUSINESS- essência dos governos PETISTAS- desde sempre, é PROMOVER, em abundância, -ROMBOS NAS ESTATAIS, DÉFICITS NAS CONTAS PÚBLICAS, ELEVAÇÃO BRUTAL DA DÍVIDA PÚBLICA e, por consequência, ELEVAR ÀS NUVENS A CARGA TRIBUTÁRIA. Mais: nesta 3ª edição do GOVERNO LULA, o BILIONÁRIO ASSALTO aos aposentados do INSS ganhou pontos suficientes para ocupar a lista dos NEGÓCIOS considerados como -PRINCIPAIS- no PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO do presidente petista.

RECUPERAÇÃO FINANCEIRA???

De acordo com dados do Banco Central divulgados na semana passada, o ROMBO DAS ESTATAIS -FEDERAIS- até o mês de outubro atingiu a marca de R$ 6,35 BILHÕES. Mais: até o final de dezembro, segundo o BC, o ROMBO vai bater nos R$ 10 BILHÕES. Pois, nem estes IMENSOS ROMBOS se mostram suficientes para dar início a um PROGRAMA DE PRIVATIZAÇÕES DAS ESTATAIS. Ao contrário: na última 6ª feira, 28/11, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou -publicamente- que a PRIVATIZAÇÃO dos CORREIOS NÃO ESTÁ NOS PLANOS DO GOVERNO. Mais: a -recuperação financeira- ficará por conta do aporte de R$ 20 BILHÕES -já fechado com um consórcio de bancos-, com o aval do TESOURO NACIONAL-. Que tal? 

NÃO SURGIU DE UM ERRO PONTUAL

Ora, como o CORE BUSINESS do PT é -PRODUZIR ROMBOS E ASSALTOS ILIMITADOS-, tudo leva a crer que os INSACIÁVEIS CRIMINOSOS SERÃO CONTEMPLADOS COM BOA PARTE DO APORTE DE R$ 20 BILHÕES. Como bem diz o texto do vereador de Porto Alegre, Ramiro Rosário, "durante anos passou-se a ideia de que os Correios eram um símbolo de inclusão cultural, instrumento político e vitrine de governo. O rombo multibilionário que ameaça a existência da empresa, não surgiu de um erro pontual, mas de uma década de escolhas irresponsáveis, conduzidas sob Lula e Dilma, que transformaram uma das instituições mais respeitadas do país em um laboratório de aparelhamento, improviso e desperdício.

A CRISE É TRÍPLICE

Diz mais: ..."entre 2003 e 2014, os Correios torraram R$ 770 milhões em patrocínios, editais e centros culturais, assumindo um papel para o qual nunca tiveram vocação nem estrutura. A estatal virou mecenas, não por necessidade da população, mas por ideologia política. E fez isso justamente no momento em que congelava tarifas por decisão do governo e repassava mais de R$ 6 bilhões em dividendos para reforçar o caixa da União. Era uma equação suicida – gastar mais, ganhar menos e ainda sustentar a máquina federal.

A crise dos Correios é TRÍPLICE -OPERACIONAL, PATRIMONIAL E PREVIDENCIÁRIA - e levará décadas para ser corrigida. Mas o primeiro passo é admitir a raiz do problema: a estatal foi usada como se fosse infinita, imune a erros e disponível para qualquer projeto que agradasse ao governo da vez. 

O fundo de pensão dos funcionários dos Correios foi tratado como caixa político, aplicado em títulos de países quebrados, operações temerárias e esquemas revelados pela CPI dos Fundos de Pensão e pela Operação Greenfield. O resultado? Um rombo superior a R$ 15 bilhões, dos quais R$ 7,6 bilhões sairão diretamente do caixa dos Correios, ou seja, o trabalhador paga, a empresa sofre e os responsáveis não sofrem consequência proporcional.

Defender, portanto, que os Correios vão se recuperar com gestão pública é ignorar décadas de ingerência política e rombos sucessivos. Privatizar não é ideologia, é necessidade urgente. Alemanha e Holanda, países que adotaram modelos privados, transformaram seus serviços postais em operações modernas e lucrativas. A privatização é a única saída para proteger o pagador de impostos e garantir que o serviço funcione.

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  • Alex Pipkin, PhD
  • 30 Novembro 2025


Alex Pipkin, PhD  

               Estamos entrando no último mês do ano. Por isso mesmo, impõe-se a pergunta que assombra qualquer brasileiro não contaminado pelo delírio oficial: o que esperar — ou, falando com franqueza, o que realmente nos aguarda — em 2026?

Se o país fosse guiado por racionalidade, responsabilidade e mínima seriedade institucional, todas as energias políticas estariam orientadas para um único objetivo civilizatório: crescimento econômico. Nada substitui esse eixo. Crescimento é o fundamento da prosperidade, da liberdade, da redução da pobreza, da dignidade nacional e de qualquer chance real de rompermos com a nossa tradição de promessas populistas e entregas medíocres.

Mas, como já sabemos, o crescimento é precisamente o que menos se deseja, o que menos se planeja e o que mais se sabota na terra do pau Brasil.

O que se anuncia é trivial, meu caro Watson! Mais do mesmo; populismo, mais fantasia progressista, mais pensamento mágico travestido de política pública. A velha crença de que o Tesouro é uma árvore generosa de onde caem cédulas ao sabor das vontades do governante. No mundo real, esse palco que os sacerdotes da “justiça social” frequentam apenas para selfies, a fatura virá em mais tributação, em mais e mais impostos. Não para recuperar estatais arrombadas, mas para irrigar novas fontes de corrupção, financiar militâncias identitárias e manter o país dividido sob o eterno manto vermelho da “inclusão”.

Aqui, permito-me repetir o óbvio ululante, porque neste país, dizer o óbvio tornou-se quase um ato de coragem, hercúleo. O Brasil precisa urgentemente de crescimento econômico. O caminho não é um segredo de principiantes. Reduzir a carga tributária escorchante, amputar a burocracia que sufoca quem produz, simplificar normas, proteger a propriedade privada, abrir o comércio, investir em infraestrutura e qualificar trabalhadores. Acima de tudo, impor disciplina fiscal, a regra de ouro sem a qual tudo se dissolve em contabilidade criativa, irresponsabilidade política e promessas fantasiosas.

Mas o populismo progressista, fiel à própria lógica ilógica, trata de corroer cada item desse receituário elementar. O resultado é um ambiente de negócios caro, hostil, imprevisível e incapaz de gerar crescimento sustentável.

O autoproclamado “governo da união e da reconstrução” não realizou nenhuma reforma estrutural digna de nota. Preferiu elevar custos ao setor produtivo, impor aumentos populistas ao já incompreendido salário mínimo, multiplicar gastos assistencialistas e relançar um PAC de número incerto, perfeito nas planilhas rubras, invisível na vida concreta.

Portanto, é preciso se preparar. Da iguaria dos pés de galinha asiáticos, já disputados, restarão apenas ossos para a sopa. Novos impostos “da bondade” brotam e crescerão como pragas tropicais para sustentar o grande teatro lulopetista, essa opereta de inclusão cosmética e diversidade de cartaz. Quando faltar caixa — e faltará — imprime-se papel, repassa-se a conta e culpa-se o brasileiro “bonzinho” por não pagar com o entusiasmo exigido pela encenação lulopetista.

Mas 2026 será um ano pedagógico, claro, no pior sentido possível. Assistiremos ao desfile coreografado de mentiras. Thomas Sowell já diagnosticou a essência do momento: “quando as pessoas querem o impossível, apenas os mentirosos podem satisfazê-las”. E mentirosos, no Brasil, jamais foram escassos.

O lulopetismo não reduzirá o paraíso assistencialista, não enxugará o Estado hipertrofiado, não fará reformas estruturais. Reformas verdadeiras custam capital político, e nada pode interferir no projeto de poder, no compadrio, no aparelhamento e no atraso ideológico tingido de vermelho, com retoques verde-amarelos para consumo eleitoral.

O país precisa de crescimento. O governo precisa de dependência. Entre essas duas agendas, sabemos qual prevalece — e por quê. E é exatamente por isso que 2026 não será um ano de revelações, mas de funestas confirmações.

Quando o país renuncia ao crescimento, a história não perdoa, apenas cobra, com juros, correção e vergonha nacional.

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  • Dartagnan da Silva Zanela
  • 27 Novembro 2025

 


Dartagnan da Silva Zanela 

                 Se tem um trem que as pessoas na sociedade moderna gostam de se ufanar é das suas opiniões e, quando se vangloriam disso, fazem questão de destacar que as suas opiniões sobre tudo e sobre todos não são opiniões chinfrim; nada disso, meu amigo, elas são "opiniões críticas".

Mas o que há de tão especial nisso para nos gabarmos? Como nos lembra o professor Gregório Luri, quando alguém começa a dizer que é muito crítica, a única coisa que esse abençoado está querendo dizer é que despreza e rechaça tudo aquilo que destoa dos seus pontos de vista e que irá tratar a pão de ló qualquer pataquada que esteja de acordo com tudo aquilo que ela supostamente pensa.

Ui! Eu escrevi que muitas pessoas supostamente pensam? Sim. Eu queria ver — ah, como eu queria — essas mesmas alminhas críticas realizarem um inclemente exame de consciência sobre suas formosas opiniões a partir de uma questão, tão simples quanto modesta, como essa: quantas das nossas amadas e idolatradas opiniões são apenas e tão somente a repetição de frases que nós ouvimos aqui e acolá? Tempo (tic-tac-tic-tac). Pois é. E essa é toda a criticidade das nossas mimadas opiniões.

Há muito tempo, José Ortega y Gasset, em seu livro "A rebelião das Massas", nos chama a atenção para isso quando nos lembra, de forma lacônica, que uma opinião, seja ela crítica ou não, seria apenas um estranho que nos habita (lá ele). Só isso e olhe lá.

Ora, se nós afirmamos e defendemos algo que não sabemos claramente como chegou até nós, cujo fundamento somos incapazes de explicar e esmiuçar, como podemos dizer que esse trem seria o nosso ponto de vista? Complicado, não é mesmo?

E o mais engraçado nisso tudo é que todos os indivíduos que permitem que suas mentes e corações sirvam de caixa de ressonância para ideias, ideais e valores que não compreendem, exigem que as "suas opiniões" sejam respeitadas por todos, mesmo que eles nunca tenham se dado ao respeito de parar para matutar um pouco sobre o que estão falando.

Por essa razão, opiniões não foram feitas para serem respeitadas, muito pelo contrário: elas existem para serem discutidas e questionadas para, com o tempo, podermos superá-las.

*        O autor, Dartagnan da Silva Zanela, é professor, escrevinhador e bebedor de café. Autor de "A QUADRATURA DO CÍRCULO VICIOSO", entre outros livros.

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  • Gilberto Simões Pires, em Ponto Crítico
  • 25 Novembro 2025

 

Gilberto Simões Pires

ACIMA DA EXOSFERA

Se para alguns fanáticos o CÉU É O LIMITE, para o presidente Lula, em se tratando de DÉFICIT, ROUBALHEIRA E/OU CORRUPÇÃO, simplesmente NÃO EXISTE LIMITE. Ou seja, todas as suas ações e intenções ultrapassam, com folga, a ESTRATOSFERA, a TERMOSFERA e a EXOSFERA, tidas e havidas como camadas superiores da ATMOSFERA.

CALOTEIROS

Ontem, 24, em Maputo, capital de Moçambique, Lula DECLAROU ABERTAMENTE que o BNDES deverá iniciar um NOVO CICLO DE CRÉDITO PARA OBRAS DE INFRAESTRUTURA NA ÁFRICA. Ora, mais do que sabido, o BNDES já FINANCIOU OBRAS REALIZADAS POR EMPREITEIRAS BRASILEIRAS EM CUBA, VENEZUELA e, pasmem, em MOÇAMBIQUE, países que se tornaram INADIMPLENTES, resultando em DÍVIDAS E INDENIZAÇÕES DO FUNDO DE GARANTIA DE EXPORTAÇÃO. Esses financiamentos, vale repetir -exaustivamente-, FORAM OBJETO DE INVESTIGAÇÕES por conta do flagrante RISCO DE CALOTE E ENVOLVIMENTO COM EMPRESAS INVESTIGADAS NA OPERAÇÃO LAVA JATO.

FOCADO

Extremamente FOCADO na obtenção de RESULTADOS ESCANDALOSAMENTE NEGATIVOS, Lula disse que o fluxo de comércio que o Brasil mantém com Moçambique-caloteiro ainda é muito menor que com outros países de língua portuguesa, o que ele considera “injustificável” e como tal o BNDES está pronto para financiar a internacionalização das empresas brasileiras. Que tal? 

VELHO ESTILO PETISTA DE GOVERNAR

Entusiasmado ao extremo, Lula arrematou: - "Moçambique é um país que ainda possui lacunas para cobrir. Seu crescimento depende de portos, estradas, usinas e linhas de transmissão. O Brasil tem empresas dinâmicas com condições de contribuir".  Como se vê, a CORRUPÇÃO e os CALOTES -em nível internacional, estão de volta, prontos para COROAR o VELHO ESTILO PETISTA DE GOVERNAR . VIVA!

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