• Alex Pipkin, PhD
  • 30 Outubro 2025

 

Alex Pipkin, PhD em Administração

                Um dos maiores males do Brasil, e creio eu do mundo, é a ignorância econômica. O brasileiro médio não entende como o dinheiro público é criado, gasto ou desperdiçado. Paga imposto em tudo, do pão ao caixão, e ainda acredita, tristemente, que o Estado é o protetor benevolente. De tempos em tempos reaparece a conversa burlante sobre revisão de despesas ou controle de gastos. Desconfie. É enganação. Estão tentando enganar você de novo.

Desde o início do governo Lula, já foram 24 novas medidas tributárias — uma média grotesca de um novo tributo a cada 37 dias. É o milagre da multiplicação dos impostos, versão tropical. Enquanto isso, a carga tributária sobe como se fosse virtude. Segundo o IBPT, a carga sobre o PIB pode atingir 40,82% em 2025 . Será o maior índice da história recente. O brasileiro paga como sueco e recebe como venezuelano. É o retrato perfeito do país do confisco.

E, como sempre, surge o discurso moralista de que é preciso “fazer os super-ricos pagarem mais”. Medida comprovadamente ineficiente, que destrói incentivos à inovação, mina processos criativos e reduz soluções reais para os problemas da sociedade. O governo posa de Robin Hood, mas age como Sherife de Nottingham. Ele tira dos que produzem para sustentar o castelo da burocracia.

O Estado brasileiro é como um bufê caríssimo que serve comida azeda. Cobra couvert, sobremesa e gorjeta antes mesmo de o prato chegar, e, quando chega, está frio.

A gestão pública virou mistura de ineficiência, privilégio e chantagem moral. O cidadão paga caro por serviços medíocres e ainda acredita que está sendo solidário. Um verdadeiro gênio do engano não faria melhor.

A ignorância econômica é o combustível do populismo. Sustenta a falácia de que imposto alto é justiça social, gastar mais é progresso e o assistencialismo é virtude. O governo rouba pela via tributária, chama de redistribuição e ainda é aplaudido. A população, como sempre ludibriada, confunde dependência com cidadania e transforma o privilégio estatal na ilusão da bondade do Estado.

O resultado é visível: menos investimento, menos produtividade, menos inovação, menos futuro. A iniciativa privada, sufocada, desiste de crescer. O empresário vira vilão, o rentista vira herói e o Estado, esse glutão inconsequente sem limite, engole a energia de quem produz. A roda da economia gira mais devagar, mas o discurso oficial segue otimista, pois o populismo é a droga popular mais consumida nesse país.

Enquanto o brasileiro não compreender que riqueza não se redistribui, se cria, e evidentemente não é o Estado que a cria, continuará explorado com o sorriso de quem acredita estar sendo salvo.

O país do confisco seguirá marchando alegremente rumo à pobreza, acreditando que avança rumo à justiça. É o triunfo da ignorância econômica, a mais cara de todas as nossas tragédias.

 

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  • Sílvio Munhoz
  • 29 Outubro 2025

Sílvio Munhoz         

           Há poucos dias, o primeiro mandatário do Brasil pronunciou a frase infame “traficantes são vítimas dos usuários de drogas”, tão ultrajante ao povo trabalhador e honesto quanto aquela outra que relativizava o furto de celular.

A repercussão, à evidência, foi negativa, gigante. Aliados, com o apoio da ex-imprensa, que vive de passar pano para o personagem, rapidamente saíram em socorro divulgando pedido de desculpas pela “frase infeliz”, mas a história já demonstrou que não há nada de infeliz ou mal entendido, ao contrário, significa exatamente seu pensamento a respeito do crime, de bandidos e das vítimas da criminalidade.

O mundo hoje, porém, não caminha a passos lentos como quando o ritmo era ditado pelo andar dos cavalos, ao contrário, a humanidade hoje galopa velozmente na velocidade da internet e da IA e, poucos dias depois, a frase foi submetida ao escrutínio da realidade.

Na missão de cumprir em torno de 100 mandados de prisão e conter o avanço do Comando Vermelho, conhecida facção narcoterrorista, foi necessária a realização da maior operação policial da história do Rio de Janeiro, envolvendo em torno de 2.500 policiais civis e militares e o Ministério Público.

Para surpresa de quase ninguém, as “vítimas”, ao invés de se submeterem à prisão – afinal, recolhidas ao sistema prisional ficariam livres do assédio e opressão de seus algozes, os usuários -, resolveram reagir...

Pior, para surpresa de ninguém, reagiram fortemente armadas, com fuzis, drones, usados para jogar bombas e granadas, enorme número de barricadas - algumas eletrificadas, outras contendo embaixo granadas para explodir quando fossem retiradas -, inúmeros carros para incendiar no caminho, dificultando a ação da polícia, transformando algumas regiões da cidade em verdadeiro cenário de guerra. São essas as vítimas que, segundo o autor da frase, devem ser tratadas com paz e amor.

Só se surpreendeu com o poderio bélico, a estrutura de barricadas, e o crescimento territorial das facções nos últimos anos quem não leu Guerra à Polícia, no qual, junto com vários outros autores, analisamos os efeitos da ADPF 635 na segurança do Rio de Janeiro. Na minha colaboração para a obra, escrevi:

Com a decisão e enquanto ela viger, o futuro da segurança pública no Rio de Janeiro estará a um passo do caos, pois as ORCRIMs, com a folga, voltarão a se capitalizar, a arregimentar seguidores, a aumentar e melhorar armamentos, a disputar territórios, a separá-los do Estado como já estão fazendo ao colocarem barricadas em praticamente todas as ruas de acesso às comunidades... É a beira do abismo da criação de um Narcoestado...”

A obra é a verdadeira crônica do favorecimento do crime organizado anunciado. 

Entretanto, fruto da guerra cultural que vivemos, adivinhem quem os aliados políticos do frasista e a ex-imprensa, ideologicamente comprometida, impressionados com o número de mortos no confronto, culpa? Acertaram? A POLÍCIA, na velha esteira da bandidolatria já tão envelhecida e desgastada. Esquecem que estão cumprindo ordens judiciais, como é mesmo aquela história “ordens judiciais se cumprem”...

Claro que a operação e os policiais receberam vários e escabrosos adjetivos, pois o CONFRONTO, manipulado semanticamente, virou chacina. São, na realidade, heróis brasileiros, que colocam a própria vida em risco para proteger a população honesta e ordeira. Claro, esqueci, para essa mídia só são heróis os que cumprem ordem para prender mulher armada de batom, septuagenária portando bíblia, moradores de rua e vendedores de algodão doce, pois aí estão impedindo o “gópi”... 

Quanto aos traficantes, inobstante a resistência governamental, precisam ser, o quanto antes, classificados como terroristas, pois são o maior problema da segurança pública brasileira nos dias atuais.

Com quase 30 anos atuando no combate ao crime, até hoje não sei se rio ou choro quando ouço ou leio alguém dizer que o tráfico não é crime violento e, pior, quando um Juiz utiliza tal argumento para soltar um traficante. Claro que a prática do ato de mercadejar a droga em si não é violento, porém olvidar a violência atrelada ao crime de tráfico é negar fato notório e não enxergar a realidade. O preço de ocultar a realidade costuma ser sangue e lágrimas, e o melhor exemplo disso são as inúmeras varas de júris pelo Brasil afora, cuja grande carga de trabalho é cada vez mais homicídios oriundos do tráfico de drogas.

Nunca esqueçam, traficantes matam: o comprador que não paga; o dono da casa que se nega a ceder a moradia para usarem como ponto de tráfico; o cidadão que, num arroubo de cidadania, ousa denunciá-los; o pai que se nega a entregar a filha, nova e bonita, para “uso” do chefe; os moradores que não obedecem às ordens, como quando determinam, p.ex., “toque de recolher”; a testemunha valente que pensa em depor contra a quadrilha; os suspeitos de serem infiltrados nos seus domínios; membros de outras favelas dominadas que os desafiam ao entrarem em seu território; crianças que afrontam a liderança ao roubarem passarinhos; policiais de folga, quando os identificam; policiais em serviço (nestas duas últimas categorias o matador cresce de importância na organização); o membro que usa a droga ao invés de a vender; o comparsa que não obedece as ordens da chefia; o jornalista investigativo que se infiltra para denunciar a quadrilha etc... etc... etc...

Finalizo, dizendo que as “vítimas do Presidente” não merecem compaixão, mas longa e rigorosa pena. Compaixão e orações merecem as vítimas dos delitos ligados ao nefasto tráfico de drogas. Aproveito para deixar minhas orações pelos valentes policiais que tombaram na operação e meu sincero pesar aos seus familiares. Saibam que eles não morreram em vão, são verdadeiros HERÓIS BRASILEIROS!..

Que Deus tenha piedade de nós!..

 

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  • Gilberto Simões Pires, em Ponto Crítico
  • 24 Outubro 2025

Gilberto Simões Pires

 

QUÍMICA FALSA

Antes de tudo há que se admitir que nem os mais ingênuos são capazes de acreditar que a tal -QUÍMICA- que -teria pintado- entre Lula e Trump, no rápido encontro de ambos na abertura da Assembleia Geral da ONU, no dia 9 de setembro, em Nova York, é algo que carregue um mínimo de VERDADE. Na real, gostem ou não, o FATO é que não há a menor possibilidade de PINTAR UMA QUÍMICA entre COMUNISTAS e CAPITALISTAS. Trata-se, portanto de uma QUÍMICA FALSA!

MOEDAS LOCAIS

Como se sabe, por tudo que se lê e assiste, Lula tem PRAZER INCOMENSURÁVEL em criticar todas as declarações e decisões tomadas pelo presidente Donald Trump. Ontem, por exemplo, Lula,  pela enésima vez, voltou a provocar Trump ao dizer que os negócios comerciais entre IINDONÉSIA E BRASIL serão feitos com as MOEDAS LOCAIS. Ou seja, pela LÓGICA SURREAL de Lula, os PRODUTOS IMPORTADOS DA INDONÉSIA SERÃO PAGOS  EM -RÚPIAS-; da mesma forma, os PRODUTOS BRASILEIROS EXPORTADOS PARA A INDONÉSIA SERÃO LIQUIDADOS EM -REAIS-.

FALTA DE DISCERNIMENTO

Ora, por conta da absoluta FALTA DE DISCERNIMENTO,  Lula não perguntou ao presidente da Indonésia, Prabowo Subiano, se os EXPORTADORES daquele país estão DISPOSTOS A ACEITAR O -REAL- como moeda de liquidação das operações. Mais: a que preço, ou cotação, da nossa moeda em relação ao câmbio com outras moedas? Lula e Prabowo vão levar em conta que a cotação de ambas as moedas - REAL E RÚPIA- são calculadas e fixadas -internacionalmente- com base no DOLAR? 

ESCAMBO

Como um exímio POPULISTA, em matéria de CÂMBIO é possível que Lula pretenda usar o ESCAMBO, ou TROCA DIRETA,  prática antiga que remonta a tempos anteriores à invenção do dinheiro, como forma de negociar e/ou liquidar as operações comerciais que serão realizadas com a INDONÉSIA. Confesso que estou curioso para ver a reação dos IMPORTADORES E EXPORTADORES mundo afora. 

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  • Alex Pipkin, PhD
  • 23 Outubro 2025

 

Alex Pipkin, PhD

                    As instituições brasileiras se tornaram fábricas de medo — e, mais do que isso, fábricas emblemáticas da autolocupletação e difusoras da intimidação. O poder e a liderança já não se afirmam pela confiança ou pela competência que inspira e serve de modelo; virtudes essenciais, sobretudo para a geração mais jovem. Historicamente, o poder flertou com o medo; no Brasil atual, ele o faz de forma escancarada e sem pudor. O medo tornou-se o método oficial das lideranças institucionais, que confundem força com coerção e autoridade com intimidação.

A universidade, que deveria ensinar a pensar por meio de várias visões de mundo, transformou-se em laboratório de obediência. O contraditório foi banido — e, de forma estúpida e ideológica, cancelado. Não se pode discordar, muito menos pensar contra o dogma. Não há debate; há apenas a catequese das falácias do coletivismo, do “progressismo” do atraso.

Enquanto isso, a suposta “suprema” corte tornou-se um espetáculo dantesco. O tribunal virou palco de arbitrariedades, vaidades e decisões nada republicanas. Cada juiz interpreta conforme seu humor ideológico, e a lei passou a ser pretexto para o arbítrio. Jornalistas são punidos, opiniões censuradas, e a liberdade de expressão, que um dia nos fez cidadãos, tornou-se risco calculado.

Vivemos sob a ditadura do medo institucionalizado, que transbordou para a vida comum. As pessoas evitam expor-se, opinar ou confrontar. Tornaram-se cúmplices involuntárias da própria servidão. Esse silenciamento é não apenas político, mas psicológico e moral. O resultado é o tipo humano mais perigoso para uma civilização: o vitimista submisso, que transfere a culpa e terceiriza a responsabilidade. Quem estuda a história sabe que este sempre foi o método de líderes autoritários travestidos de humanistas, que arrotam governar para o povo. A culpa pelos fracassos sempre recai sobre um inimigo criado, nunca sobre suas próprias falácias.

Como consultor empresarial, vejo isso de forma evidente. É impossível liderar se você fica limitado aos problemas atuais, sem olhar para a mudança. Muitos líderes estão nesse estado, agarrados ao passado, aos próprios erros e frustrações, culpando o sistema. Eles não mudam; esperam que alguém ou as circunstâncias os mude. A política do medo funciona como antídoto perverso: mantém-nos imóveis e impede que assumam responsabilidade, transformando a inação em obstáculo à mudança.

O legítimo líder é um homem livre que pensa criticamente e que, portanto, age de maneira diferente. Diante do fracasso, ele não repete suas queixas: ele aprende e age. Não diz “ninguém me ouviu”, mas “não construí confiança suficiente para fazer o que precisa ser feito”. Ele entende que a liberdade é inseparável da autorresponsabilidade e de sua ação crítica e deliberada.

Essa é a fronteira decisiva entre cidadão e súbdito. O medo institucionalizado impacta de maneira avassaladora todas as esferas da vida brasileira, impedindo o crescimento individual, corporativo e social — nas empresas, universidades, mídia e sociedade.

No Brasil, a vitimização tornou-se virtude pública. O resultado é uma sociedade de subalternos — dóceis, ressentidos, distraídos — que preferem culpar outros ao desconforto de pensar por si.

Diante dessa realidade, cada indivíduo precisa fazer um exame de consciência. É necessário criar seus próprios incentivos, refletir sobre valores e visão de mundo, e buscar mudar a si mesmo e, na medida do possível, este sistema perverso. É possível pensar diferente, adotar visões diversas, mas sem se acovardar ou se resignar à estagnação e ao retrocesso que medo e vitimização nos impõem. A responsabilidade é pessoal. A ação consciente é o único caminho para não nos tornarmos cúmplices de nossa própria mediocridade.

Enquanto o medo for o cimento das nossas instituições e a vitimização o refúgio das consciências, permaneceremos estúpidos. Não por falta de inteligência, mas por covardia moral.

 

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  • Dartagnan da Silva Zanela
  • 22 Outubro 2025

 


Dartagnan da Silva Zanela

               Roland Barthes há muito havia dito que no século XXI seria analfabeto não somente aquele que não sabe ler e escrever, mas também aquele que não sabe interpretar uma imagem. O tempo passou e cá estamos nós, no finalzinho do primeiro quarto deste século e, mais uma vez, ele tinha razão.

Atualmente, somos bombardeados por imagens e condicionados a dedicar-lhes pouca atenção e, com uma pressa desmedida, vamos olhando tudo, sem observar nada, para ao final emitir um juízo superficial e tosco como tudo o mais.

Para realmente cultivarmos alguma profundidade em nosso olhar, é imprescindível que aprendamos a nos demorar diante daquilo que está diante do nosso olhar e apreciá-lo com atenção. É necessário que nos permitamos aprender a fazer perguntas para as imagens, não para simplesmente criticá-las, mas sim, para conhecermos melhor tudo o que está para além do que foi retratado.

Um bom exemplo disso é o ensaio "Sobre um auto-retrato de Rembrandt" de Paul Ricoeur, onde o mesmo apresenta algumas reflexões profícuas sobre o auto-retrato que foi pintado em 1660. É profundamente esclarecedor para nós lermos suas observações sobre essa pintura, pois estas, de certa forma, nos ensinam a vermos de uma forma diferente o modo como outras imagens são produzidas. Dito de outro modo, ao lermos uma meditação como essa, nós vamos educando o nosso olhar através do olhar do outro, vamos lapidando nossa percepção atabalhoada por meio de uma percepção aquilatada.

Outra obra que cinge seus passos nessa direção é o livro "A Peregrinação de Watteau à ilha do amor" de Norbert Elias, onde o autor, por meio de uma refinada reflexão sociológica, nos ensina a compreender a mudança de mentalidade de uma época através de uma obra de arte e a compreender os vários significados que a própria obra pode vir a ganhar em diferentes momentos históricos, refletindo, assim, a mentalidade de cada época.
Não preciso nem dizer, mas, como sou teimoso, direi: olhando através dos olhos e das palavras do autor, nós aprendemos a analisar de uma forma diferente os valores que se fazem presentes nas imagens que nos circundam e a compreender que uma mesma representação ganha diferentes significados e importância com a mudança de ares e de contexto.

Resumindo o entrevero: da mesma forma que sempre estamos aprimorando a nossa leitura, é imprescindível que nos dediquemos a ver melhor para não acabarmos sendo um analfabeto do século XXI.

*             O autor, Dartagnan da Silva Zanela, é professor, escrevinhador e bebedor de café. Autor de "A QUADRATURA DO CÍRCULO VICIOSO", entre outros livros. 

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  • Silvio Lopes
  • 16 Outubro 2025

Sílvio Lopes

           De todos os modelos de sociedade, desde os tempos faraônicos, podemos dizer, como sentenciou Thomas de Kempis( séc. XV), em " A Imitação de Cristo", " o capitalismo democrático pode não ser o reino de Deus na terra; mas, com certeza, o socialismo é o inferno materializado". 

Não só o socialismo, mas a sua expressão mais aguda- o comunismo-, se especializaram em tornar o homem escravo da ideologia que, para se impor, não reluta em dizimar sem dó nem piedade a seus opositores.

O socialismo nega, peremptoriamente, os princípios e valores que dignificam o ser humano como sua liberdade de ir e vir, de pensar e agir, e de devoção ou proximidade com o divino. O desprezo a Deus ou a algo que lhe seja superior, fora da cartilha ideológica, constitui o modos operandi dos que te querem dominar e tornar instrumento de opressão em prol da "causa ideológica". 

Bem diferente da sujeição ou domínio Aristotélico, que estabelece as regras e normas de civilidade, nas quais a ordem e a saudável convivência entre humanos requer a adoção de padrões de autoridade indispensáveis e capazes de evitar o caos generalizado. É a chamada hierarquia de valores, em que os mais aptos são ungidos para exercer ascendência sobre os demais, na bem conhecida relação comandantes e comandados. 

Temos falhado, porém, e terrivelmente, na escolha de nossas lideranças. Certa feita, perguntado sobre a diferença entre os homens e os animais, Winston Churchill observou: " A diferença básica é que os animais não escolhem um estúpido para os liderar". 

E nós, brasileiros, até quando vamos continuar a viver estupidamente, condenando a nação a um futuro de desalento, de desconstrução e chafurdada na corrupção institucionalizada que só nos leva ainda mais para o fundo do poço civilizatório? 

*             O autor, Silvio Lopes, é jornalista, economista e palestrante sobre Economia Comportamental
 

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