• Gilberto Simões Pires, em Ponto Crítico
  • 19 Novembro 2025

 

Gilberto Simões Pires        

  

BICICLETA USADA

Mais do que sabido, toda e qualquer pessoa que recebe, por exemplo, a PROPOSTA DE VENDA DE UMA BICICLETA USADA, antes mesmo de entrar na FASE DE NEGOCIAÇÃO DE PREÇO o interessado, com absoluta certeza, vai querer ver e/ou examinar o produto para saber se o mesmo está em razoáveis condições de uso, ou seja, se tem RODAS, PNEUS, SELIM , FREIOS, etc...

 

BANCO

Ora, se este trâmite de verificação do produto acontece com um contrato de COMPRA E VENDA DE UMA SIMPLES BICICLETA USADA, a COMPRA DE UM BANCO vai muito além. Como tal exige um exame extremamente minucioso e intenso, envolvendo tanto auditores experientes como equipes de profissionais -públicos e privados- todos dotados de razoável conhecimento sobre todos os tipos de operações que são realizadas pelas mais variadas instituições financeiras.  

 

CONSELHO SINISTRO

Pois, o que salta aos olhos na LIQUIDAÇÃO EXTRAJUDICIAL DO BANCO MASTER, determinada na manhã de hoje pelo Banco Central, e da prisão do seu dono, Daniel Vorcaro, pela Polícia Federal, é que em março deste ano, 2025, o PÉSSIMO CONSELHO DO BANCO PÚBLICO -BRB-, cujo acionista majoritário é o GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL, APROVOU -SINISTRAMENTE- A COMPRA DE 58% DO CAPITAL DO BANCO MASTER, COM VALOR ESTIMADO DE R$2 BILHÕES.

 

HISTÓRICO COMPLICADO

Para quem não sabe, a OPERAÇÃO só era vista como boa, ou ótima, apenas pelo DONO DO BANCO MASTER, Daniel Vorcaro. Vejam que, em maio, a Superintendência-Geral do CADE -CONSELHO ADMINISTRATIVO DE DEFESA ECONÔMICA- APROVOU A OPERAÇÃO SEM IMPOR RESTRIÇÕES. Da mesma forma a Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou uma lei AUTORIZANDO A COMPRA. Detalhe: a PROPOSTA FOI SANCIONADA EM TEMPO RECORDE PELO GOVERNADOR IBANEZ ROCHA, entusiasta DEFENSOR DA TRANSAÇÃO. Felizmente, em setembro, o BANCO CENTRAL, DE FORMA UNÂNIME, APÓS MAIS DE CINCO MESES DE ANÁLISE MONETÁRIA, RESOLVEU REJEITAR A COMPRA DO MASTER PELO BRB, colocando em SÉRIAS DÚVIDAS a "viabilidade econômico-financeira do empreendimento". 

 

VIGARICE OSTENSIVA

Como se vê, pouco importa o produto. O fato é que, EMPRESAS ESTATAIS, através de PÉSSIMOS E CORRUPTOS CONSELHOS, conseguem enxergar VANTAGENS na COMPRA DE QUALQUER COISA, inclusive BICICLETAS SEM QUADRO, RODAS, SELIM, etc... Mais: entendem que quanto menos peças existem nos produtos ofertados, maior o PREÇO A SER PAGO e/ou REPARTIDO COM OS VIGARISTAS. 

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  • Gilberto Simões Pires, em Ponto Crítico
  • 15 Novembro 2025

 

Gilberto Simões Pires

MINISTROS PSOLISTAS

A maioria dos ministros da nossa -sinistra- SUPREMA CORTE, com o nítido propósito de DEMONSTRAR o quanto vê como LEGÍTIMO, SIMPÁTICO E NECESSÁRIO dar prosseguimento a toda e qualquer AÇÃO apresentada pela enlouquecida turma do PSOL, achou por bem, na semana passada,  RECONHECER a -OMISSÃO DO CONGRESSO NACIONAL- em INSTITUIR -o quanto antes- o estúpido -IMPOSTO SOBRE GRANDES FORTUNAS-.

INEFICIÊNCIA COMPROVADA

Antes de tudo, para que não paire mínima dúvida, a EXPERIÊNCIA INTERNACIONAL COM O IMPOSTO SOBRE GRANDES FORTUNAS MOSTRA -TIM TIM POR TIM TIM- QUE A GRANDE MAIORIA DOS PAÍSES QUE INSTITUÍRAM A ESTÚPIDA TRIBUTAÇÃO, como ALEMANHA, JAPÃO, ÁUSTRIA, SUÉCIA E FRANÇA, por exemplo, acabou por REVOGÁ-LO OU MODIFICÁ-LO DEVIDO A INEFICIÊNCIAS E À FUGA DE CAPITAIS. 

7 VOTOS A 1

Pois, nem mesmo o FATO -mais do que comprovado- de que praticamente todos os países voltaram atrás, tratando de REVOGAR A ESTÚPIDA TRIBUTAÇÃO, consegue fazer com que a maioria dos ministros do STF enterre o pleito do PSOL. Até o momento, para quem não sabe, o placar é de 7 votos a 1 para RECONHECER A OMISSÃO DO LEGISLATIVO.

FUX - O DIVERGENTE

Até agora, pelo que foi divulgado, Luiz Fux foi o único ministro que DIVERGIU dos MINISTROS PSOLISTAS. Como tal CRITICOU OS PARTIDOS POLÍTICOS que “perdem na arena política e vêm procurar a solução no Judiciário”.  Com ênfase, DEFENDEU que COMPETE À UNIÃO, E NÃO AO PODER JUDICIÁRIO CRIAR TRIBUTOS. Fux destacou, também, a diferença entre -OMISSÃO E OPÇÃO- e lembrou que o Congresso discute inúmeros projetos na área econômica. 

ESTADO DE ESCULHAMBAÇÃO

Já o ministro Flávio Dino, com o claro intuito de se mostrar sempre pronto para atender os pleitos do PSOL e/ou mostrar que o BRASIL VIVE UM PLENO -ESTADO DE EXCEÇÃO-, ou -ESTADO DE ESCULHAMBAÇÃO- fez a seguinte afirmação: - se o Congresso se omitir, aí cabe a nós, STF, criar o IMPOSTO SOBRE GRANDES FORTUNAS. Que tal?

 

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  • Afonso Pires Faria
  • 14 Novembro 2025

 

Afonso Pires Faria 

            É raso, para não utilizar outro termo menos palatável, o que o governo do PT está fazendo com o povo brasileiro. Utilizando técnicas tão antigas quanto criminosas, enganam e ludibriam toda a população, sem dó nem piedade. Sabendo do pouco conhecimento e capacidade cognitiva da grande maioria da população brasileira, mente e tergiversa como se não houvesse amanhã. A velha e surrada técnica de criar um espantalho para bater nele, é usada dia sim, dia também. Acusam de fascistas todos aqueles que apontam os seus crimes e desmandos.

Quando no poder, incham o estado com leis populistas e ilusórias. Quando não estão criando leis absurdas, estão a louvar aqueles que criaram algumas que são utilizadas e incrementadas por eles. A própria CLT, que engessa o empregador e escraviza o trabalhador, tem sua origem na “carta del lavoro”, criada pelo pai do regime que eles acusam seus opositores de defender. Não bastasse posar de “bom moço” com o dinheiro alheio, aumentam e criam impostos toda a vez que os cofres já não suportam tanto assistencialismo. Ao mesmo tempo, tiram vultosos recursos de trabalhadores e de empresários e distribuem pequena parte do bolo, para aqueles que nada produzem. Sim, nada produzem porque não é vantajoso trabalhar para ganhar um valor semelhante, se não menor, do que o pai Estado lhes fornece.

Criando uma massa de desocupados no país, o governo segue outra cartilha também nada democrática. Estão fomentando a existência no país, do lumpemproletariado. Estes estarão dispostos a votar no governo de plantão, ou até mesmo de praticar atos antidemocráticos e criminosos para que este lhes garanta o ganho fácil.

A oposição, não tem a menor chance de lograr êxito em uma disputa democrática. A ignorância, a esperteza e a pouca vontade de um lado, e a ganância pelo poder e do lucro fácil de outro. Eis o que estamos vivendo no nosso pobre país. À oposição somente resta “cantar para ouvidos surdos”.

 

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  • Dartagnan da Silva Zanela
  • 14 Novembro 2025

 

Dartagnan da Silva Zanela

 

Hannah Arendt nos ensina que a educação é o alicerce de uma república. É através de uma formação sólida que se edificam as bases sobre as quais os cidadãos poderão construir as suas vidas e desenvolver de forma plena a sua participação na sociedade. Por essa razão, não se deve brincar com a educação, nem agir de forma leviana em relação a ela, porque é através dela, da forma como ela é constituída, que se desenha o futuro e se edifica a personalidade dos indivíduos.

Sobre esse ponto, José Ortega y Gasset nos chama a atenção para um fato que, muitas e muitas vezes é esquecido por nós: se almejamos saber como será a sociedade em que vivemos daqui a uns trinta anos, basta que voltemos os nossos olhos para aquilo que é vivenciado hoje nas salas de aula. Não tem erro, nem "lero-lero"; ali encontra-se o germe do futuro que nos aguarda.

E tendo essa preocupação em mente, preocupação essa que há muito fora manifestada pelos dois filósofos acima citados, é que a professora Inger Enkvist faz uma dura advertência a todos aqueles que tiverem ouvidos para ouvir: um governo que não trata com a devida seriedade a educação das nossas crianças e jovens está agindo de forma frívola com relação ao futuro da nossa sociedade. Quando os governantes atuam de forma negligente com relação à educação das tenras gerações, eles estão agindo de forma irresponsável com relação à continuidade da existência da própria sociedade.

Uma das colunas fundamentais para se preparar as bases do futuro é criar os meios para transmitir o patrimônio cultural, a herança intelectual que nos foi legada pela humanidade, para as gerações mais jovens, para que, deste modo, elas possam ter uma visão mais ampla da realidade e das possibilidades humanas, como bem nos lembra o professor Gregório Luri.

Agora, se nós não conseguimos fazer isso, transmitir essa herança para as tenras gerações, a sociedade tal qual nós a conhecemos, em um curto espaço de tempo, sofrerá uma profunda transubstanciação.

Ora, quando vemos inúmeras pessoas imersas nas sombras do analfabetismo funcional, quando nos deparamos com incontáveis indivíduos presos num círculo vicioso onde o narcisismo, as compulsões, o egocentrismo e a adolescência sem fim predominam, constatamos que a forma leviana como a educação vem sendo tratada nas últimas décadas já está dando os seus frutos e que o futuro já está apresentando os seus primeiros traços. Traços esses que, em alguma medida, estão estampados nos rostos de todos nós.
 *      O autor, Dartagnan da Silva Zanela, é professor, escrevinhador e bebedor de café. Autor de "A QUADRATURA DO CÍRCULO VICIOSO", entre outros livros.

 

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  • Dagoberto Lima Godoy
  • 11 Novembro 2025

 

Dagoberto Lima Godoy      

            A COP-30, em Belém do Pará, será um acerto de contas com a realidade?

 O planeta aqueceu cerca de 1,1 °C desde o fim do século XIX. A influência humana é evidente: combustíveis fósseis e mudança de uso do solo empurraram os gases de efeito estufa para cima. O mar subiu; o gelo recuou; extremos ficaram mais frequentes.

O quadro é sério, mas não pede pânico: demanda ação e ação correta exige precisão. A ciência não é bloco monolítico: debate sensibilidade climática, papel dos aerossóis, séries de satélite — como ajustar e comparar medições ao longo do tempo — e a atribuição de eventos — que estima o quanto o aquecimento elevou a probabilidade e a intensidade de ondas de calor ou chuvas extremas. Nada disso nega o aquecimento, mas refina números e margens de incerteza. Realismo é isto: medir melhor para agir melhor.

Ocorre que a política climática não se move num vácuo, mas num tabuleiro de incentivos. Subsídios e o legado fóssil (petróleo, gás, carvão) distorcem preços e atrasam a transição. Há marketing “verde” que não se sustenta e mercados de compensação — créditos de carbono — que pedem governança séria. Na direção oposta, ajustes de carbono na fronteira (BCA) e políticas industriais que reduzem o custo de investir no baixo carbono empurram a economia para competitividade limpa.

Na verdade, há também um clima de fadiga. Promete-se muito, entrega-se pouco. O vai-e-vem regulatório eleva risco e custo de capital. Casos de marketing “verde” enganosos corroem confiança. A policrise — segurança, imigrações, saúde, tecnologia — disputa atenção e recursos. Na comunicação, alternam-se negacionismo e fatalismo apocalíptico, que paralisa. Resultado: vontade política dispersa, cúpulas esvaziadas, público cansado.

Como sair disso? Trocar promessa por entrega: metas com cronograma e métricas públicas; revisão de subsídios ineficientes; mercados de carbono íntegros; obras visíveis no cotidiano; comunicação honesta — sem alarmismo nem triunfalismo.

Agenda climática não é guerra cultural nem peça de marketing. É gestão de risco com oportunidades de produtividade e competitividade. Reconhecer o perigo, admitir incertezas, cortar exageros e focar na execução é o que recoloca governos, empresas e cidadãos na mesma página. Menos slogans, mais obras; menos palco, mais contrato; menos promessa, mais auditoria e prestação de contas. É assim que ciência vira política pública — e promessas viram resultados. Belém está sendo um teste: vamos esperar que dê bons frutos.

*        O autor, Dagoberto Lima Godoy, é Engenheiro civil.

     

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  • Adriano Alves-Marreiros
  • 07 Novembro 2025

 

 

Adriano Alves-Marreiros

         Fernanda diz que eu eu leio o mesmo livro várias vezes...  Ela tem razão:  eu releio livros.  Eu revejo filmes.  As pessoas costumam ouvir uma mesma música ou banda em certos momentos.  Não que eu não faça isso: mas eu releio livros! Eu revejo filmes!

Hoje, assistindo a um filme novo eu entendi que até quando escolho os novos eu escolho rever...  Na verdade, foi quando acabou e entre as sugestões apareceu “Um passado de presente”: que já revi várias vezes.  E eu entendi tudo que procuro ao rever ou ao escolher.  A honra e a atitude daquele cavaleiro que cativaram a todos.   A pureza de sua visão que resgatou algo em mim a cada vez que revi.

Podem achar piegas o que vou dizer, nunca liguei, e não será agora aos 55, mas é como recarregar.  Recarregar de honra o meu caráter e continuar acreditando nela.  Recarregar de fé a minha mente e prosseguir acreditando.  Recarregar de esperança meu coração e prosseguir lutando contra o mal que há de cair. 

Sim! Eu releio livros! Eu revejo filmes!  Eu preciso reler mil vezes o poderoso Voldemort caindo derrotado, vencido mais pelas verdades ditas por Harry que pelo feitiço do jovem bruxo.

Sim! Eu releio livros!  Eu revejo filmes! Eu preciso rever a Estrela da Morte explodindo antes e depois de o Império contra-atacar.  Eu preciso acreditar que o Império pode ser derrotado quantas vezes for necessário e que o Imperador pode ser arremessado no fosso...

Sim! Eu releio livros!  Eu revejo filmes!  Eu preciso rever o respeito de Gates e Chase pela Constituição, pela Liberdade e pelos verdadeiros valores nela contidos, arriscando tudo, carreira e Liberdade, para impedir a torpeza de Ian Howe que só queria riqueza e poder.

Sim! Eu releio livros!  Eu revejo filmes!  Eu preciso reler o bardo e torcer mais uma vez pra que aquele bilhete chegue pra Romeu... Como todo mundo faz século após século, por mais que seja em vão...

Sim! Eu releio livros!  Eu revejo filmes!  E por mais vil e fraco que eu possa me sentir em alguns momentos, eu preciso almejar ser como o cavaleiro de “Um passado de presente”, que manteve sua honra e seu código – Jamais mudou!!!— independentemente de qualquer mudança que o tempo possa ter trazido ao mundo.

Sim!  Eu releio livros!  Eu revejo filmes!  E prosseguirei relendo e revendo a cada vez que a dúvida e o cansaço tornarem a noite tão longa que a alvorada pareça impossível...

“Treme, perna traidora!

Tremerias mais se soubesses aonde ainda vou te levar hoje!”

Atribuída a Osório, o Legendário, antes da Batalha de Tuiuti.

*       O autor é Infante, mas admira o verdadeiro Cavaleiro!

Crux Sacra Sit Mihi Lux / Non Draco Sit Mihi Dux 
Vade Retro Satana / Nunquam Suade Mihi Vana 
Sunt Mala Quae Libas / Ipse Venena Bibas

(Oração de São Bento cuja proteção eu suplico)

 

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