• Juliano Roberto de Oliveira
  • 19 Abril 2023

Fernando Henrique Cardoso sob exame: fatos que o elogio ignora

 

Muita gente tecendo loas a Fernando Henrique Cardoso como se o ex-presidente tivesse sido um estadista à altura de Margaret Thatcher.

Agora, que o homem está fragilizado, sem condições de gerir seu próprio patrimônio, lemos e ouvimos vários “analistas” dizendo quão importante foi FHC para a economia brasileira. Diante disso, perguntei-me: Será?

Alguns fatos sobre o ilustríssimo ex-presidente da República do Brasil:

Fato nº 1: Era 2021. O presidente? Jair Messias Bolsonaro. O presidente defendia uma redução unilateral de tarifas de importação praticadas pelo Mercosul, o bloco de países formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai ou, se preferir o leitor, aquela “camisa de força bolivariana” a respeito da qual fala o economista Rodrigo Constantino.

Noutras palavras, poder-se-ia dizer que o que propunha Bolsonaro, à época, era que os brasileiros pagassem menos pelos produtos importados que desejassem. FHC, ao lado de Lula (as companhias dizem muito a respeito das escolhas de alguém) defendeu, porém, que os brasileiros não tivessem o direito de pagar menos pelos produtos que desejassem. E, por que motivo? Para não prejudicar o grande empresariado que faz lobby em Brasília. Para proteger as indústrias de seu amigo comunista Alberto Fernández, da Argentina.

Fato nº 2: De acordo com este artigo do Instituto Mises Brasil, o  “presidente-sociólogo aumentou impostos, gastos públicos, criou 10 agências reguladoras, privatizou 8 empresas em um processo que contou com a participação do estado (!) e de grupos com influência política (fundos de pensão), e no começo do governo, fixou o câmbio” e, ainda segundo o Instituto, de acordo com “o índice de liberdade do Fraser Institute, as leis de propriedade privada pioraram no Brasil na época de FHC”.

Fato nº 3: Além das questões que se circunscrevem ao campo da economia, cabe ressaltar que FHC nunca escondeu sua predileção pelo modelo econômico de inclusão social perpetrado por países notoriamente miseráveis, dito de outro modo, sua paixão pelo modelo marxista de gestão pública sempre foi algo a ser destacado em suas romantizações acerca da desigualdade social. Neste artigo, publicado pelo jornal Gazeta do Povo em ocasião da morte de Fidel, por exemplo, há relatos dos amores de Cardoso pelo (e aqui empresto mais uma vez termos comumente empregados pelo economista Rodrigo Constantino) "tirano sanguinário" e "ditador" responsável por transformar Cuba num cenário de miséria, prostituição infantil e tráfico, enquanto ele próprio vivia no luxo. Segundo o texto: “O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso usou adjetivos como ‘gentil’ e ‘curioso’ para descrever o ex-líder cubano Fidel Castro, morto na madrugada deste sábado, aos 90 anos. Em nota, o tucano ressaltou ‘a luta simbolizada por Fidel dos ‘pequenos’ contra os poderosos’ e lembrou ainda que o líder da revolução comunista não presenciará ‘as nuvens carregadas de Donald Trump’, presidente eleito dos Estados Unidos”.

Ao citar palavras do próprio sociólogo marxista, o texto continua: “A morte de Fidel faz recordar, especialmente a minha geração, o papel que ele e a revolução cubana tiveram na difusão do sentimento latino-americano e na importância para os países da região de se sentirem capazes de afirmar seus interesses.

A luta simbolizada por Fidel dos ‘pequenos’ contra os poderosos teve uma função dinamizadora na vida política no Continente”.

 

Fato nº 4: A cereja do bolo, talvez, esteja na declaração pública marxista mais recente de Fernando Henrique Cardoso. Em 2022, ignorando todo o estrago causado na economia brasileira pelos governos petistas, FHC declarou seu apoio à candidatura de ninguém menos que Luiz Inácio Lula da Silva, o atual presidente da República.

Importante ressaltar que o modelo lulopetista de gestão, por quem FHC morre de amores, criou uma prosperidade artificial baseada em gasto público e crédito fácil, que mais tarde cobrou seu preço.

Essa política aprofundou distorções econômicas, corroeu a capacidade produtiva e acabou atingindo justamente os mais pobres com inflação, perda de renda e deterioração do emprego.

Qual o resultado? O agravamento da vulnerabilidade social, com aumento da miséria após o esgotamento desse modelo.

 

Parece contraditório? Se sim, é porque o é, de fato. Em nome dos mais pobres, o ex-presidente apoiou as políticas sociais que geram mais miséria e pobreza, mas não perdeu a chance de posar de bom moço.

Relatados os fatos acima, não deixo de reconhecer a condição de fragilidade que hoje alcança Fernando Henrique Cardoso. Trata-se de uma circunstância que, por sua natureza, impõe respeito e comedimento.

Isso, contudo, não autoriza a revisão acrítica de sua trajetória pública. É necessário distinguir entre a pessoa e suas escolhas políticas: àquela, é devida a consideração própria da condição humana; a estas, o juízo que os fatos impõem. A razão não deve ser sobreposta pela emoção, sobretudo quando se trata de figuras cuja atuação produziu efeitos duradouros sobre o país.

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  • Alex Pipkin, PhD
  • 18 Abril 2023


Alex Pipkin, PhD

Passaram-se três meses de governo petista. Ainda bem que o tempo passa. Converso com gente que votou no ex-presidiário. Muitos desses tinham e têm verdadeira aversão ao Capitão.

No entanto, pelo trimestre inicial do lulopetismo, com seus abissais equívocos de política econômica, a metralhadora imparável de asneiras e de devaneios e, especialmente, o espírito de porco, de ódio, de ressentimento e de revanchismo, do olhar para trás, fez com que esses raivosos de Bolsonaro percebessem que, assim como à vida, existiam iniciativas muito positivas para o país no execrado governo anterior, em especial, em nível econômico.

A reflexão e o arrependimento, sem dúvida, demonstram claros sinais de inteligência.

Evidente que indivíduos são diferentes e, assim, possuem distintas visões de mundo; muitos se consideram progressistas. Nenhum problema.

O imbróglio está numa parcela da população que, independentemente dos fatos, encontra-se acometida de uma virulenta cegueira deliberada.

Aconteça o que acontecer, essa trupe de sectários ideológicos, do tipo Jim Jones tupiniquim, se afunda com o barco encharcado, e/ou naufraga a embarcação vermelha, verde e amarela.

Parece-me que há duas questões importantes a serem consideradas.

É inquestionável que as instituições brasileiras foram assaltadas pelos ideais coletivistas. Por óbvio, para “os outros”.

Esses “progressistas” estão majoritariamente na pequena grande mídia, moldando grande parte da manipulação dos cruciais temas nacionais.

Embora a proeminência das redes sociais, que sacudiram o coreto da velha imprensa, a mídia continua manobrando e, ironicamente, tirando o foco da discussão dos assuntos que interessam a genuína classe trabalhadora do país. O pão e o circo do Império Romano segue o baile, ou melhor, prossegue sambando.

Por outro lado, há os coletivistas-raiz, que exercem enorme influência e controle sobre as instituições, inclusive no meio empresarial, e que com seus valores radicalmente “progressistas”, apoiam e suportam pesadamente tais equivocadas políticas, que trazem no seu bojo grandes prejuízos econômicos, sociais e culturais para a população brasileira.

Isso me cheira e me recorda a monumental obra Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley.

Impregnou-se também aqui, inegavelmente, de um condicionamento psicológico abissal, que manipula e força os indivíduos a viverem numa farsa, dentro de um contexto de faroeste sem leis, com regras sociais impostas goela abaixo por ativistas e minorias identitárias, que corrompem abertamente os valores morais, éticos e religiosos dos brasileiros.

Vive-se no Brasil de hoje numa realidade paralela, irreal.

Neste sentido, o mais destruidor desta fuga da realidade é, sem dúvida, a falta de liberdades, transformando as pessoas em escravas da mentira e da desinformação, e eliminando a possibilidade de viverem de acordo com suas próprias escolhas.

Muitos tupiniquins não conseguem enxergar, e principalmente pensar, além “da telinha”, servindo como uma peça na engrenagem coletivista que, factualmente, acarreta em menor nível de emprego, de renda e de efetiva prosperidade para os mais necessitados.

Com pesar, é cristalino observar que os mais carentes, aqueles despojados do cartão privê da elite - podre - nacional, terão mais uma vez, a sua felicidade frustrada pelo embuste e pelo circo amparado fortemente pela pequena mídia tupiniquim.

O tempo passa. Mais um trimestre virá, e pelo andar da carruagem rubra, com indicadores econômicos terríveis para o bolso e a barriga dos brasileiros.

Caso isso se imponha de fato, a aparente perfeição da irrealidade lulopetista pressionará com mais sofrimento o tecido social mais carente, fazendo os descamisados pensarem “fora da caixa”, e das telinhas. Impactos são imprevisíveis.

Apesar disso, evidente que a cegueira ideológica da turma sectária continuará intacta.

Os valores e os ideais coletivistas, distorcidos, nunca se dobram a verdadeira reflexão e as experiências e aos resultados daquilo que genuinamente conduz ao crescimento cultural, ético, econômico e social.

O tempo, e a reflexão, irão produzir e brindar a resposta.

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  • Gilberto Simões Pires, em Ponto Crítico
  • 18 Abril 2023

 

Gilberto Simões Pires

PASÁRGADA

PASÁRGADA, segundo o poeta Manoel Bandeira, autor da conhecida obra- VOU ME EMBORA PRA PASÁRGADA-, é o grande sonho ou a grande esperança que estejam no mais fundo da alma do homem. É o lugar maravilhoso que permite amar à vontade, praticar todos atos físicos que a saúde lhe veda no mundo real. Mais: em PASÁRGADA não poderá haver tristeza nem desalento, pois tudo lhe permitiria o seu rei e livre seria o seu corpo para todos os tipos de prazeres.

DISTRITO FEDERAL

Pois, quem se dispõe a analisar e comparar -PASÁRGADA-, como definiu o poeta Manuel Bandeira, com - BRASÍLIA- verá, com muita nitidez, que ambas têm muita coisa em comum. Vejam, por exemplo, o que segundo o Boletim de Conjuntura do Distrito Federal, em 2022 a ECONOMIA BRASILIENSE cresceu 4,3%, se comparado ao ano anterior, registrando um PIB de R$ 337,063 bilhões.

RESULTADOS ALTAMENTE POSITIVOS

A publicação indica RESULTADOS ALTAMENTE POSITIVOS no MERCADO DE TRABALHO DO DF, como : QUEDA de 1,1% na TAXA DE DESEMPPREGO na comparação entre os últimos trimestres de 2021 e 2022, além de CRESCIMENTO de 3,4% no RENDIMENTO MÉDIO dos trabalhadores entre o terceiro e o quarto trimestres de 2022. 

PASÁRGADA BRASILEIRA

Ora, mais do que sabido e comentado, a imensa maioria que habita o DF é composta por FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS. Como tal, queiram ou não, o fato é que são pessoas que NÃO FAZEM PRODUTO ALGUM. Na real se APROPRIAM daquilo que é disponibilizado por quem produz. Mais: por pertencerem à seleta -PRIMEIRA CLASSE DE BRASILEIROS-, têm DIREITO À SALÁRIOS E BENEFÍCIOS absurdamente maiores do que recebem os BRASILEIROS DE -SEGUNDA OU TERECEIRA CLASSE-, cuja OBRIGAÇÃO -CONSTITUCIONAL é PROVER RECURSOS PARA GARANTIR O ALTO SUSTENTO dos habitantes da PASÁRGADA BRASILEIRA.

LAGO SUL

Aliás, de acordo com o estudo da FGV Social, divulgado recentemente, o BAIRRO mais rico do nosso país é o -LAGO SUL-, situado no Distrito Federal. No Lago Sul, a renda média da população é de R$ 23.241 -três vezes maior que o rendimento da cidade mais abastada, que fica em Nova Lima, em Minas Gerais. O Lago Sul, para quem não sabe, é habitado basicamente por FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS. Que tal? 

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  • Maurício Nunes, em Toca do Lobo
  • 17 Abril 2023

Maurício Nunes

Nota do editor: Sempre encontro lições relevantes na página da Toca do Lobo no Facebook.

         "As massas nunca tiveram sede da verdade. Elas se afastam de evidências que não são do seu gosto, preferindo confiar no erro, se o erro os seduzir. Quem quer que possa lhes fornecer ilusões é facilmente seu senhor; quem tenta destruir suas ilusões é sempre sua vítima.

Essa é uma citação atribuída a Gustave Le Bon, um psicólogo social francês conhecido por seu estudo de multidões.

Em seu livro, “A Multidão: Um Estudo da Mente Popular”, Gustave faz um mergulho profundo nas características das multidões humanas e como, quando reunidas em grupos, as pessoas tendem a renunciar à deliberação consciente em favor da ação inconsciente da multidão.

O psicólogo Carl Jung, seguindo esta teoria, afirmou uma vez que:

“Não é fome, nem terremotos, nem micróbios, nem câncer, mas o próprio homem que é o maior perigo do homem para o homem, pela simples razão de que não há proteção adequada contra epidemias psíquicas, que são infinitamente mais devastadoras do que as piores das naturais catástrofes.”

Você sabe o que diferencia o totalitarismo moderno dos estados totalitários anteriores?

A tecnologia.

Os meios para incitar o medo e manipular o pensamento das pessoas nunca foram mais eficientes ou eficazes do que são hoje, onde a TV, internet, smartphones e mídias sociais são todas nossas fontes de informação, o que tornou ainda mais fácil do que nunca controlar o fluxo dessas informações, especialmente nos casos em que problemas médicos e de saúde estão envolvidos, como a atual pandemia em que vivemos, onde jornalistas e políticos têm mais poder junto aos pacientes, do que os próprios médicos.

Os algoritmos são quem decide o que você vai receber como informação, pois filtram automaticamente todas as vozes da razão e do pensamento racional, substituindo-as por narrativas de medo.

O psicanalista Joost A.M. Meerloo, autor do livro "The rape of the mind" (O e$tupr0 da mente) foi taxativo:

"Quem dita e formula as palavras e frases que usamos, quem é dono da imprensa e do rádio (e hoje podemos incluir a internet), é dono da mente. Sem descanso, sem meditação, sem reflexão e sem conversa, os sentidos estão continuamente sobrecarregados de estímulos. O homem não aprende mais a questionar seu mundo. A tela (smartphone?) oferece respostas já feitas.”

A confusão aumenta a suscetibilidade de uma queda nas ilusões do totalitarismo.

Por estas e outras, quanto mais lixo você consumir, mais os algoritmos vão lhe oferecer. Selecione o que você lê, ouve e assista, pois esta é ainda a única chance de ao menos tentar "enxergar fora da caixa", driblando os sistemas do totalitarismo do qual o mundo se tornou refém.

Vigie-se para não ser vigiado!

 

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  • Bianca Nunes, Revista Oeste
  • 14 Abril 2023

 

Bianca Nunes, Revista Oeste

A Diretora de Redação da Oeste, em conteúdo enviado para divulgação da mais recente edição da revista, afirma:

Em outubro de 2022, o resultado oficial das eleições mostrou que Lula ganhara em 13 das 27 unidades da Federação: todos os Estados do Nordeste, além de Amazonas, Pará, Tocantins e Minas Gerais. Nesta quarta-feira, o site Poder360 informou que o número de beneficiários do Bolsa Família supera o de trabalhadores com carteira assinada em 13 das 27 unidades da Federação: todos os Estados do Nordeste, além de Amazonas, Pará, Amapá e Acre.

"Lula, o PT e a esquerda, obrigatoriamente, têm de segurar o Brasil na miséria, na ignorância e no atraso; ou é desse jeito, ou não existem. É daí que vêm os votos que lhes permitem estar no governo", afirma José Roberto Guzzo, no artigo de capa desta edição. "Lula perdeu em todos os Estados brasileiros, sem falhar um, onde há mais progresso e menos pobreza; ganhou em todos os Estados, também sem falhar um, onde há mais subdesenvolvimento e mais miseráveis." Resumindo: sem pobreza a esquerda brasileira morre.

Sobram provas de que Lula não perdeu uma única oportunidade de deixar o número de pobres no Brasil igual ou maior ao que é hoje. Entre elas estão a anulação do novo Marco do Saneamento, a revogação da nova Lei do Ensino Médio, a destruição da Lei de Cabotagem e os ataques, por enquanto verbais, ao agronegócio. "O sucesso do agro significa, acima de qualquer outra coisa, o sucesso do capitalismo no campo brasileiro", observa Guzzo. "Simetricamente, é a prova do fracasso da 'reforma agrária' e outros contos do vigário ideológicos." 

No momento, o Maranhão é o Estado em que a relação de dependência do Bolsa Família é mais forte — governado durante oito anos por Flávio Dino, atual ministro da Justiça. Para cada trabalhador com carteira assinada há duas famílias recebendo o benefício. Nesta semana, em vez de explicar essas disfunções, Dino preferiu consumir seu tempo atribuindo ao ex-presidente Jair Bolsonaro os crimes que ocorreram em escolas brasileiras.

"Tem influência da ideia de violência extremista a qualquer preço, a qualquer custo", delirou Dino. "O ethos, o paradigma de organização do mundo que golpistas políticos, agressores de crianças e assassinos de crianças têm é o mesmo. É a mesma matriz de pensamento. É a matriz da violência." As invencionices do ministro e de outros oportunistas do caos foram desmontadas na reportagem de Edilson Salgueiro e Joice Maffezzolli.

Outro destaque é o resultado das apurações feitas por Fernando de Castro. Nosso correspondente no Nordeste percorreu parte da transposição do São Francisco e comprovou que há trechos da obra completamente secos. "Sem as águas da Estação de Bombeamento EBI-3, o cenário na Barragem de Jati é de terra abandonada", resumiu. "O mato cresce entre o cimento, a pouca água que ainda existe está represada e o concreto seco começou a rachar". Sem água, a estrutura da barragem e dos canais será irremediavelmente danificada.

Idealizada em 1840 por Dom Pedro II, a transposição começou a sair do papel com Lula, em 2007, e foi concluída por Jair Bolsonaro, em 2022. O descaso dos governos estaduais e do poder federal em mãos de Lula mostra que a falta d'água na região é mais um dos problemas cuja solução não interessa aos políticos.

Boa leitura.

Branca Nunes

Diretora de Redação

*       Nota do editor do site Conservadores & Liberais: Sou assinante da Revista Oeste e a recomendo enfaticamente a meus leitores!

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  • Marco Frenette
  • 13 Abril 2023

 

Marco Frenete

       Historicamente, a direita tende a entregar a cabeça dos seus, visando aplacar a ira daqueles que a própria direita considera os deuses do momento. Já a esquerda faz exatamente o contrário: enquanto a vitória não é completa, protege integralmente os seus. Ou seja, os honestos sacrificam os honestos, pagando o pedágio por meras narrativas criadas pela própria esquerda; e os bandidos protegem os bandidos, não importando as provas cabais contra eles.

Também historicamente, a direita tende a tratar com condescendência a esquerda, enquanto a esquerda trata a direita de modo impiedoso.

Lembre-se de que todos os grandes criminosos da esquerda, Marx, Stalin, Fidel etc., foram presos mais de uma vez, e libertados porque "não ofereciam perigo real". E da palhaçada brasileira de "anistiar" terroristas e depois esses terroristas retornarem para perseguir militares, nem é preciso comentar.

A esse fenômeno de subserviência se dá o nome de "guerra assimétrica", onde um lado usa canhões e o outro lado pede desculpas por usar estilingues; e, por pedir desculpas, termina preso ou fugido. Depois de tanto tempo praticando essa estranha guerra, a direita sempre termina acuada, restando apenas a clássica frase: "Fizemos o possível"; ou sua variação: "Não adianta me cobrar, estou de mãos atadas". E a pergunta sobre o porquê de ter permitido que as mãos fossem atadas fica no passado, creditada na conta do Abreu.

É por isso que, e novamente falando do ponto de vista histórico, os ciclos de recuperação da direita são extremamente longos, e suas permanências no poder são breves; enquanto a esquerda tem longos períodos no poder, e, quando caem, rapidamente recuperam o poder perdido, contrariando todas as leis, desde as constitucionais até as das probabilidades.

A direita carrega, há séculos, dois defeitos capitais: o da arrogância e o da pretensão. Esses dois defeitos a impedem de fazer uma autocrítica para admitir que seus métodos são inacreditavelmente ingênuos e ridiculamente ineficazes. Ela é esmagada, e, quando se reergue, busca de novo o estilingue, pede desculpas para a esquerda por estar "armada", e pensa: "Agora vai!". Esse é o mito de Sísifo dos conservadores: rolar uma enorme pedra montanha acima, para depois ter essa pedra retornando montanha abaixo, esmagando-os.

*        Reproduzo esta importante reflexão extraída da página de Marco Frenette no Facebook. O título, tomei a liberdade de colocar.

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