• Sílvio Lopes
  • 23 Abril 2023

 

Sílvio Lopes

          A Finlândia foi, pelo sexto ano consecutivo, considerada a nação mais feliz do mundo. Situada no norte da Europa tem uma população de 5,5 milhões de habitantes, sendo 90 % deles, de religião protestante. Sentimento de felicidade pode ser muito relativo, variar de pessoa a pessoa, mas há indicadores sociais que permitem medir graus de felicidade coletiva.

Três características dos finlandeses concorrem para tal: 1) Adoção de padrões de felicidade individual. Ou seja: evitar a comparação com os outros. Maquiavel já profetizava: "Se quiséssemos ser apenas felizes, não seria difícil; mas como queremos ser mais felizes que os outros, se torna impossível, pois que julgamos que os são mais felizes do que realmente o são". Segundo ponto: Respeito à natureza, de onde absorvem a boa energia. E terceiro: Estabelecimento de um ciclo impermeável de confiança na sociedade, em que a honestidade é o elemento e o elo mais forte de transmissão.

Fez- se, até uma experiência, entre dezenas, para avaliar o grau de honestidade de vários países. Foram deixadas em locais públicos 192 carteiras. Em Helsinque, das doze espalhadas, onze foram devolvidas. Experiência dessa natureza, por aqui, que resultado teria? Fácil responder, não é mesmo? Essa é a tragédia nacional. Jamais iremos atingir grau elevado de desenvolvimento econômico e social (pré-requisitos para se alcançar a felicidade no mundo moderno, seja individual ou coletivamente), se a cultura do povo escarnece e ridiculariza os honestos, defenestra a honestidade e, ao mesmo tempo, escolhe como seu líder máximo o mais abjeto e desonesto até hoje nascido neste imenso país.

Pra finalizar, cito Emil Farhat que em seu conceituado livro "Brasil, País dos coitadinhos". Sentenciou ele: "O Brasil deve decidir-se entre ser uma grande nação – o que todos sonhamos –, ou um vasto albergue". Aliás, já estamos albergados. Ou ainda restam dúvidas sobre isso?

*      O autor, Sílvio Lopes, é jornalista e economista. Palestrante sobre a Economia Comportamental.

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  • Dartagnan Zanela
  • 22 Abril 2023

 

Dartagnan da Silva Zanela

           A disciplina é o único caminho para a liberdade, o único caminho para a liberdade é o domínio de si. Não tem lesco-lesco. Não tem "mamãe a barriga me dói". Sem autocontrole somos bem menos do que poderíamos ser.

Tal constatação é uma daquelas obviedades gritantes que, para serem ouvidas e assimiladas, precisam ser sussurradas ao pé do ouvido, tendo em vista o alarido que impera no mundo atual que declara, sem o menor pudor, que isso seria um grande absurdo, que não teríamos como conciliar uma coisa com a outra.

Mas a grande verdade, desdenhada pelos eco hedonistas que imperam na sociedade, e que se acomodam de forma cretina em nosso ego pra lá de indolente, é essa mesma: a disciplina é o fundamento da liberdade, a autodisciplina é o fertilizante que nos auxilia no crescimento viçoso de nossas potencialidades e na farta frutificação de todas as virtudes.

Não é à toa que, no mundo atual, devido a esse divórcio que se estabeleceu entre essas duas faces complementares da realização humana, cada vez mais aumenta, de forma avassaladora, o número de pessoas ansiosas, frustradas, desesperançadas, fatigadas, que vivem vidas esvaziadas de sentido, largando-se bem abaixo daquilo que elas poderiam ser.

Ao afirmar isso não estamos, por meio dessas linhas tortas, dizendo que devemos procurar os conselhos de um coach, com toda aquela conversa furada de motivação. Pelo amor de Deus! Fujam disso.

O que estamos declarando, em alto e bom tom, é que precisamos parar para refletir sobre a seguinte questão: tudo aquilo que nós fazemos, em nosso dia a dia, é fruto de uma decisão deliberada conscientemente por nós rumo a realização de um propósito previamente planejado, ou apenas vamos seguindo dia após dia, no ritmo que é ditado pelos nossos caprichos, por nossas paixões rasteiras, pela sociedade, pela mídia e demais tranqueiras similares?

Bem, se a resposta foi justamente aquela que nós não queremos, de jeito-maneira, admitir, é porque precisamos, com alguma urgência, tomar as rédeas da nossa vida, para que a palavra liberdade venha a ter algum significado concreto em nosso horizonte e não mais seja apenas e tão somente um slogan publicitário com apelações ideológicas pra lá de duvidosas.

 

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  • Gilberto Simões Pires, em Ponto Crítico
  • 21 Abril 2023

 

Gilberto Simões Pires

SUPERVILÃO

O general -gonçalves dias-, ou g.dias (as letras minúsculas são propositais), quer por seu avantajado porte físico quanto pelas tiranias que adora praticar, ontem, logo após o vazamento das imagens inéditas das -INVASÕES DO DIA 8 DE JANEIRO- ganhou fama nas redes sociais por conta da semelhança que guarda com -GRU- o SUPERVILÃO -MALVADO FAVORITO (de LULA)-, que congela pessoas, fura filas, é desagradável e sonha em cometer o Crime do Século. 

 CUMPLICIDADE DAS FORÇAS ARMADAS

Na medida em que assistia as imagens altamente comprometedoras, mostrando a manobra estrategicamente calculada, comandada e executada pelo general g.dias, no dia 8 de janeiro, quando ocorreram os -ATOS DE PURO VANDALISMO- que a mídia e esquerdistas em geral apontaram, de pronto, que a destruição foi obra -exclusiva- de BOLSONARISTAS ANTIDEMOCRÁTICOS, ouvi, através do alto-falante da minha televisão, o silencioso estrondo sepulcral emitido pela cumplicidade das nossas Forças Armadas. 

MELANCIAS PODRES

De imediato, por conta da lógica de raciocínio, me veio à mente que os representantes técnicos das Forças Armadas, indicados para inspecionar os códigos-fonte da -URNA ELETRÔNICA-, são da mesma índole do general g.dias, o MALVADO FAVORITO DE LULA, do TSE, e do STF. Ou seja, na cesta que a iludida sociedade brasileira acreditava, piamente, que só continha bons, confiáveis e maduros frutos, na mais verdade o que predomina são MELANCIAS PODRES. O silêncio das FFAA dá razão para tanto.  

 CPMI DISPENSÁVEL

Há quem diga agora, mais do nunca, que a CPMI DO DIA 8 DE JANEIRO tem tudo e mais um tanto para ser instalada. Pois, no meu claro entender, as imagens que foram vazadas mostram que a CPMI é totalmente DISPENSÁVEL. Afinal, tudo que ela poderia provar, as imagens são pra lá de esclarecedoras. Mais: em caso de instalação da CPMI, os parlamentares deveriam se debruçar quanto à LISURA DAS ELEIÇÕES, que as FFAA não se comprometeram por questões ideológicas.   

 

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  • Sílvio Munhoz
  • 21 Abril 2023

Silvio Munhoz

Para marcar os 100 dias de governo, a nova direção, praticando plágio, usou como slogan: “o Brasil voltou”. Ao ver a frase fiquei pensando, voltou para onde? Ao matutar, percebi o surgimento de um novo/velho rebanho que demarca o caminho trilhado que leva de volta ao passado e cheira a mofo e naftalina.

Temos a VACA MUERTA, gasoduto Argentino que será financiado pelo BNDES, voltando à velha prática de usar o dinheiro dos pagadores de impostos para financiar “amigos”. Autoridades garantem “não há risco de calote”, pois o FGE (fundo de garantia à exportação) garante a dívida e criticar o auxílio é “pura ignorância”. Lembram o calote de 2018 por Venezuela e Moçambique? O FGE cobriu? Não mesmo, na época foi aprovada a Lei nº 13.659 de 07/05/2018, criando crédito de 1.16 bilhões de reais para cobrir o rombo, que saiu do FAT (Fundo de Amparo do Trabalhador – seguro desemprego). Quem paga o rombo é o trabalhador, mas, é “ignorância” falar disso. A novidade é que o Congresso acordou e tentará impedir o prejuízo ao País.

Reapareceu para assombrar o agronegócio (responsável por 1/3 do PIB do país) a VACA PROFANA, que se revela na forma de invasões, feitas pela “associação criminosa” que já foi chamada de exército, mas se autoproclama “movimento social”, do qual não tem nada, pois só desestabiliza a sociedade ordeira. Voltou turbinada, após anos de calmaria, realizando, em 100 dias, quase o mesmo número de invasões dos últimos 04 anos. Pior, com apoio oficial, pois um ministro afirmou que em caso de invasões “só haverá diálogo quando ambos os lados cederem”... Pense, sua casa é invadida e quem tem de garantir sua segurança quer que você ceda algo, ao invés de expulsar os invasores. Nos novos tempos o chefe do exército marca entrevista coletiva para anunciar as invasões. Criando novo tipo de flagrante, como tuitou Ailton, o “Flagrante de Delito Avisado”, o criminoso avisa que vai praticar o crime para que ninguém se surpreenda e atrapalhe. Castigo para tal descalabro, bem capaz, ao contrário o chefe dos invasores é premiado com convite para fazer parte de comitiva oficial em viagem internacional.

Há espécimes que denunciam as mentiras eleitoreiras e o estado da economia, como a VACA TRANS - a galinha que se sente vaca e chama seu ovo de “picanha com casca” e acha que vai saciar a fome do pobre - só que não, pois seu preço foi às alturas, ou a VACA PÓS-MODERNA – o trigo que virou massa e sente (atenção, veganos e vegetarianos, segundo estudo científico as plantas sentem, e gritam quando são cortadas) que aquele “miojo sabor picanha” será a salvação da Pátria, novamente não, pois até o tradicional símbolo da comida barata vive tempos de alta. Claro, não esqueçamos a VACA CINDERELA, como no conto infantil, até meia-noite é uma bela representante bovina, com muitos quilos de gostosa proteína, com destaque para a suculenta “picanha”, passada a meia-noite o encanto termina e o churrasco vira abóbora...

Reimportaram da Índia a VACA SAGRADA, que, por sua sacralidade, ao invés de presa em seu cercado, anda livre, leve e solta por onde quiser. Recebe os méritos por eventuais acertos com pompa e destaque do consórcio da ex-imprensa, mas, como é sagrada, nunca é culpada dos erros. A culpa é sempre dos membros das direções anteriores, por isso a economia, entregue como uma máquina azeitada, funcionando a pleno, é chamada de herança maldita... Aliás, a expressão causa sensação de dèjá vu, parece que já a ouvi pelo idos de 2003.

Pior é a VACA AMARELA. Lembram a brincadeira infantil, a panela cheia de podridão, mas ninguém pode falar e quem falar primeiro come tudo. Esse o rumo que querem para o País com o aval da Corte Suprema, querem calar os brasileiros, regulando e mandando nas redes sociais. É a volta ao passado onde só existia a “narrativa oficial”, sem questionamentos. Para o bem do Brasil rezo que o rebanho não esteja iniciando a marcha da VACA QUE VAI PARA O BREJO.

Lutemos, sem LIBERDADE DE EXPRESSÃO não existe Democracia. Retorno à luta lembrando a inconfidência Mineira e encerro com seu lema.

“Libertas quae sera tamem. Liberdade ainda que tardia.”

Que Deus tenha piedade de nós!..

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  • Silvia Gabas
  • 20 Abril 2023

 

Silvia Gabas

           Tenho lido algumas análises a respeito do dia de hoje (19/04) que fazem todo o sentido.

Lula se indispôs com o governo americano.

Irritou sobremaneira os americanos com a sua intromissão de idoso etílico na geopolítica mundial, abandonando um parceiro geopolítico de mais de meio século e jogando-se no colo da China e da Rússia, oponentes naturais dos Estados Unidos da América.

A resposta veio a cavalo.

A CNN, vejam só, é empresa americana.

Coincidentemente, a embaixadora daquele país visitou hoje (19/04) os estúdios dessa rede de televisão, parabenizando a empresa pelo bom serviço realizado aqui na terrinha pela "empresa americana", segundo suas palavras.

Estranhamente, foi essa empresa americana televisa que escancarou o que aconteceu no fatídico 8 de Janeiro, apresentando os vídeos que haviam sido negados por duas vezes ao Congresso e sobre os quais o próprio General Gonçalves Dias havia imposto um sigilo de cinco anos, por uma questão de "segurança nacional".

Chegou a alegar também que câmeras do local estavam "indisponíveis".

Por um passe de mágica, essas mais de 100 horas de gravação foram depositadas nas mãos da CNN.

Em poucas horas, a informação se disseminou feito rastro de pólvora, e o Brasil foi informado sobre um fato sobre o qual pairavam muitas dúvidas, mas não se tinha acesso algum.

A lição que fica:

Os americanos são profissionais, não brincam em serviço e podem implodir um governo quando assim o entenderem.

Enquanto amigos, tudo.

Sentindo-se traídos, aplicaram a lei mafiosa.

Sorry, Lula!

Durma com um barulho desses.

Moraes,

que fria, hein, meu filho?

*        Reproduzido da página da autora no Facebook

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  • Juliano Roberto de Oliveira
  • 19 Abril 2023

Fernando Henrique Cardoso sob exame: fatos que o elogio ignora

 

Muita gente tecendo loas a Fernando Henrique Cardoso como se o ex-presidente tivesse sido um estadista à altura de Margaret Thatcher.

Agora, que o homem está fragilizado, sem condições de gerir seu próprio patrimônio, lemos e ouvimos vários “analistas” dizendo quão importante foi FHC para a economia brasileira. Diante disso, perguntei-me: Será?

Alguns fatos sobre o ilustríssimo ex-presidente da República do Brasil:

Fato nº 1: Era 2021. O presidente? Jair Messias Bolsonaro. O presidente defendia uma redução unilateral de tarifas de importação praticadas pelo Mercosul, o bloco de países formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai ou, se preferir o leitor, aquela “camisa de força bolivariana” a respeito da qual fala o economista Rodrigo Constantino.

Noutras palavras, poder-se-ia dizer que o que propunha Bolsonaro, à época, era que os brasileiros pagassem menos pelos produtos importados que desejassem. FHC, ao lado de Lula (as companhias dizem muito a respeito das escolhas de alguém) defendeu, porém, que os brasileiros não tivessem o direito de pagar menos pelos produtos que desejassem. E, por que motivo? Para não prejudicar o grande empresariado que faz lobby em Brasília. Para proteger as indústrias de seu amigo comunista Alberto Fernández, da Argentina.

Fato nº 2: De acordo com este artigo do Instituto Mises Brasil, o  “presidente-sociólogo aumentou impostos, gastos públicos, criou 10 agências reguladoras, privatizou 8 empresas em um processo que contou com a participação do estado (!) e de grupos com influência política (fundos de pensão), e no começo do governo, fixou o câmbio” e, ainda segundo o Instituto, de acordo com “o índice de liberdade do Fraser Institute, as leis de propriedade privada pioraram no Brasil na época de FHC”.

Fato nº 3: Além das questões que se circunscrevem ao campo da economia, cabe ressaltar que FHC nunca escondeu sua predileção pelo modelo econômico de inclusão social perpetrado por países notoriamente miseráveis, dito de outro modo, sua paixão pelo modelo marxista de gestão pública sempre foi algo a ser destacado em suas romantizações acerca da desigualdade social. Neste artigo, publicado pelo jornal Gazeta do Povo em ocasião da morte de Fidel, por exemplo, há relatos dos amores de Cardoso pelo (e aqui empresto mais uma vez termos comumente empregados pelo economista Rodrigo Constantino) "tirano sanguinário" e "ditador" responsável por transformar Cuba num cenário de miséria, prostituição infantil e tráfico, enquanto ele próprio vivia no luxo. Segundo o texto: “O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso usou adjetivos como ‘gentil’ e ‘curioso’ para descrever o ex-líder cubano Fidel Castro, morto na madrugada deste sábado, aos 90 anos. Em nota, o tucano ressaltou ‘a luta simbolizada por Fidel dos ‘pequenos’ contra os poderosos’ e lembrou ainda que o líder da revolução comunista não presenciará ‘as nuvens carregadas de Donald Trump’, presidente eleito dos Estados Unidos”.

Ao citar palavras do próprio sociólogo marxista, o texto continua: “A morte de Fidel faz recordar, especialmente a minha geração, o papel que ele e a revolução cubana tiveram na difusão do sentimento latino-americano e na importância para os países da região de se sentirem capazes de afirmar seus interesses.

A luta simbolizada por Fidel dos ‘pequenos’ contra os poderosos teve uma função dinamizadora na vida política no Continente”.

 

Fato nº 4: A cereja do bolo, talvez, esteja na declaração pública marxista mais recente de Fernando Henrique Cardoso. Em 2022, ignorando todo o estrago causado na economia brasileira pelos governos petistas, FHC declarou seu apoio à candidatura de ninguém menos que Luiz Inácio Lula da Silva, o atual presidente da República.

Importante ressaltar que o modelo lulopetista de gestão, por quem FHC morre de amores, criou uma prosperidade artificial baseada em gasto público e crédito fácil, que mais tarde cobrou seu preço.

Essa política aprofundou distorções econômicas, corroeu a capacidade produtiva e acabou atingindo justamente os mais pobres com inflação, perda de renda e deterioração do emprego.

Qual o resultado? O agravamento da vulnerabilidade social, com aumento da miséria após o esgotamento desse modelo.

 

Parece contraditório? Se sim, é porque o é, de fato. Em nome dos mais pobres, o ex-presidente apoiou as políticas sociais que geram mais miséria e pobreza, mas não perdeu a chance de posar de bom moço.

Relatados os fatos acima, não deixo de reconhecer a condição de fragilidade que hoje alcança Fernando Henrique Cardoso. Trata-se de uma circunstância que, por sua natureza, impõe respeito e comedimento.

Isso, contudo, não autoriza a revisão acrítica de sua trajetória pública. É necessário distinguir entre a pessoa e suas escolhas políticas: àquela, é devida a consideração própria da condição humana; a estas, o juízo que os fatos impõem. A razão não deve ser sobreposta pela emoção, sobretudo quando se trata de figuras cuja atuação produziu efeitos duradouros sobre o país.

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