• Harley Wanzeller
  • 08 Maio 2019

 

 “Seu Nazista!”

“Nazista!”

“Nazista, Nazista, Nazista!”

Mais que um adjetivo, denota um verdadeiro xingamento usado de forma inapropriada e corriqueira contra qualquer um que ouse desafiar o establishment e seu discurso politicamente correto alimentado pela esquerda progressista.

Nestas bocas, a palavra é acompanhada de salivas raivosas e proferida como cuspe de fel na cara de muitos, em um ato terrível apto a provocar vergonha, seja ela pessoal, quando o interlocutor de fato defende esta forma de totalitarismo e suas atrocidades, ou mesmo alheia, quando o dono do discurso demonstra sua ignorância sobre o que se põe a falar.

Creio que para qualquer debate acerca do Nazismo e sua posição histórica, devemos como em muitos debates buscar a honestidade intelectual. E para isso, nada melhor do que avaliar o movimento por seus princípios instrutores, proclamados pelo próprio Adolf Hitler e consolidados no documento historicamente conhecido como a certidão de nascimento do partido nazista. A partir deste texto, extraímos a verdadeira inspiração para o totalitarismo executado pelo Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães ao longo de sua existência.

Os traços comuns com outros tipos de ideologias totalitárias não encerram mera coincidência.

Portanto, sem maiores celeumas, deixo aqui minha visão, e por ela esgoto a participação em qualquer futuro debate. A retórica nazista e seus princípios bastam para a suficiente elucidação do tema, apequenando qualquer tentativa argumentativa por parte deste autor.

Porém, não ficarei no muro das dúvidas e lamentações.

De fato, comunismo e nazismo não são a mesma coisa.

São, porém, irmãos gêmeos univitelinos que possuem nomes diferentes, vestem roupas diferentes, adotam cores diferentes e, como não poderia ser diferente em uma índole totalitária, “brigam” diabolicamente entre si pela conquista e dominação de espaços para imposição de seus objetivos.

São, sim, diferentes.

Mas não negam a origem comum.

São filhos da mesma besta, e dela se alimentam.

Tirem suas conclusões.
 

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  • Samir Keedi
  • 08 Maio 2019

 


Há décadas defendemos que o rodoviário é o modo de transporte mais caro que existe. Acima do aéreo. A priori, ficam todos surpresos. A ideia geral é considerar o aéreo o mais caro.

Enquanto sempre se considerou que havia apenas uma categoria de custos, era verdade. Começamos a disseminar a ideia que havia outra categoria de custos, que tornava o rodoviário o mais caro.

Antes se considerava apenas o que chamamos de custos visíveis, quais sejam, custo do veículo, depreciação, manutenção, custos operacionais, estrutura, etc.

Mas, há outra categoria de custo nunca considerada. De custos invisíveis. Estavam lá, mas não eram vistos e computados. Ou seja, um frete indireto sobre o produto, não considerado no preço de venda, pois pago antes da compra.

Assentamos esses custos invisíveis do rodoviário em três pernas. Utilização de estradas e vias públicas em geral, sem pagamento pelo uso. Produtividade do trabalhador. Poluição ambiental.

A primeira perna é a utilização de vias públicas, que o transporte rodoviário usa de terceiros.

Bem diferente do ferroviário, que além de ter as locomotivas e vagões, tem a sua via férrea. Ou seja, transita no que é seu e tem custo direto. E ainda assim é mais barato que rodoviário.

Ao se produzir uma mercadoria, se usa matéria prima, energia, mão de obra, estrutura, etc. Aí são incluídos impostos, lucros, custos de transporte, distribuição, etc. Quando essa mercadoria chega ao ponto de venda ao consumidor, ela já recebeu os mais diversos custos e é vendida por um preço "X".

Aí se considera esse preço de venda como o pago pelo consumidor por aquela mercadoria.

Um engano. Como vimos, nenhum caminhoneiro é dono de estrada. Assim, anda na estrada do governo. O governo é o povo. Assim, ao se pagar um preço "X" pela mercadoria, ele não é o preço total, pois, antes, já se pagou impostos e os governos construíram as estradas. Fora a manutenção. No qual os veículos andaram e quase nada pagaram por elas.

Aqui nos permitimos um aparte, para não considerar os custos dos pedágios, embora caros. Pela simples razão de que temos no país cerca de 1,7 milhão de quilômetros de estradas. E "apenas" 21.000 são pedagiadas, pouco mais de 1%. Assim, não podemos considerar uma quantidade "tão pequena" como relevante. Isso ocorrerá quando 20-30% das estradas o forem. Aí não se poderá mais construir qualquer veículo rodoviário por inviabilidade econômica no transporte.

Assim, já vimos que o preço final do produto não é o pago pelo consumidor. Ele já pagou parte antes.

E temos a segunda perna, a poluição, que é mais um custo invisível. O rodoviário é o modo mais poluente. E quem paga o "conserto" do meio ambiente é a sociedade e não os transportadores.

A terceira perna é a produtividade do trabalhador. Em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, trabalhadores perdem no trânsito, facilmente, 3-4 horas por dia.

Qual a produtividade do trabalhador que saiu de casa antes do sol e chegou depois dele se pôr, não brincou com o filho? Qual a produtividade do que saiu depois do sol, chegou antes dele se pôr, brincou com o filho, tomou aquela cervejinha com os amigos? A mesma? Claro que não. Quanto o país perde com isso? E sabemos que a produtividade do trabalhador brasileiro é até quatro vezes menor que a do norte-americano.

Está claro que o preço da mercadoria pago pelo consumidor é muito maior do que aquele preço da prateleira.

Em 2014 a Federação das Indústrias do Rio de Janeiro fez um estudo mostrando que o país perdia R$ 98 bilhões por ano, 2% do produto Interno Bruto pelo uso do rodoviário apenas nas cidades de São Paulo e rio de Janeiro.

Mas, isso faz do transporte rodoviário um modo ruim? Claro que não. Costumamos defende-lo como o melhor que existe. Somente ele pode fazer quase tudo sozinho, sem depender de outros modos. Com ele se pode fazer transporte para quase todo o mundo. E todos os demais dependem dele.

Assim, o problema não é o transporte rodoviário, mas, o uso que fazemos dele. Cruzamos o país de norte a sul, de leste a oeste transportando carga por ele. E ele é um veículo adequado para distribuição de carga, pequenos trajetos, auxiliar dos demais modos que quase nada representam sem ele.

Assim, precisamos mudar o uso desse veículo, e a nossa matriz de transporte, hoje talvez a pior da Via Láctea. Precisamos de mais logística, por mais trivial que seja, com a utilização da intermodalidade, e menos transporte direto com o rodoviário.

Acorda Brasil!

Ske Consultoria Ltda
*    Publicado originalmente no blogdosamirkeedi.com.br
    

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  • Alex Pipkin, PhD
  • 07 Maio 2019

 


Todo mundo sabe - ou deveria saber - que com a desgastada ladainha da luta de classes - socialistas e "socialdemocratas" elegeram a pauta dos direitos humanos, das minorias raciais, da igualdade de gênero, de grupos como LGBTs, da diversidade e, é claro, da "proteção" do meio ambiente, como pautas preferenciais em sua plataforma política. Nessa linha, o belo "tudo é permitido" passou a ser a regra. Muito poucos se atrevem a exercer o seu livre arbítrio e julgar. O julgamento logo assume a forma de preconceito e de discriminação. Que homofobia, racismo, misoginia... Nesta atmosfera, não tenho dúvida de que nossa cultura foi mediocrizada e banalizada. Nas artes, na literatura, na música, na arquitetura, na poesia, o belo autêntico - aquele que evoca nossas necessidades de cunho moral e espiritual e nos auxilia na ponte com o transcendente (divino) - foi substituído pelo pós-moderno "original e cool", aquilo que inova e choca. Tudo é cultura, tudo é arte! O tributo a feiura impera e degrada. A nudez foi banalizada e os segredos entre quatro paredes foram expostos ao mundo. Quanto mais, melhor! Tudo pode! Quanto mais desaforado e grosseiro mais eficiente e bonito. Tudo que é do "povo", compulsoriamente é sinônimo de belo! É o diferente que agora críticos "especialistas" definem como o melhor e o padrão a ser seguido. Pergunto-me, aonde foi parar a tão necessária criatividade, ou seja, talento e inteligência reais?!

Sem me preocupar com rótulos, sou fervoroso defensor do livre mercado e da livre iniciativa. Só com a liberdade encontraremos o caminho do desenvolvimento econômico e social. No que diz respeito aos costumes, devo ser conservador, pois para mim o copo já transbordou e faz tempo. O choque de feiura e hediondez "inovador", pelo efeito da repetição sistemática é extremamente entediante e estúpido.

Todo mundo sabia que Bolsonaro representava não só o antipetismo, como também enfatizado em promessa de campanha, a suposta defesa e introdução nas políticas e instituições, de valores considerados conservadores, ligados a família, a religião, aos costumes e a moral tradicionais. Para uma parcela da população, por isso foi eleito.
Grande parte dos intelectuais e da mídia, defensores intransigentes da pauta do tudo é permitido, critica veementemente o presidente e todos aqueles que pensam distintamente deles e que discordam desta agenda "liberalizante". Ninguém deve julgar! Claro que as feministas, os gays e outras minorias devem expor livremente seus pontos de vista e interesses. Defenderei até a morte o direito das pessoas de se expressarem, embora possa discordar! Ironicamente, todos esses grupos, querem impor a sua própria verdade para toda a sociedade, transformando-se eles mesmos nos verdadeiros discriminadores.

O que choca e me incomoda, na verdade, é a forma! A gritaria e o ranço que vem da mídia, de intelectuais e de certos indivíduos, uma vez que são tomadas ações pelo governo, segundo suas promessas conservadoras de campanha, é intolerante, parcial e interesseiro. Quer dizer que só um lado pode se manifestar? É a liberdade de expressão?
Falando em beleza - harmonia não pode; é old fashioned - como são belas as pichações nas universidades federais, não? É a expressão popular... No recente caso da propaganda do Banco do Brasil, posso até discordar de que continha alguma "coisa extravagante", embora o único representante faltante tenha sido o que realmente é diferente da diversidade! O que me preocupou mesmo foi o custo envolvido! Que horror!

Enfim, da mesma forma que a pauta dos ditos de esquerda tem todo o direito de ser apresentada e defendida dignamente, sem entrar no mérito da questão, impressiona-me como esses mesmos esquerdistas criticam severamente e querem cercear a liberdade daqueles que defendem iniciativas contrárias e outras. A liberdade irrestrita deve ser ampla e para todos! A discriminação é nefasta e deve ser sempre combatida. O que não se pode querer proibir é a liberdade para todos os lados expressarem suas visões de mundo. Tá muito berrante e chato só um lado! Podem, logicamente, é discordar de maneira sensata!
 

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  • Géssica Hellmann
  • 07 Maio 2019


Já mencionamos de passagem em diversos artigos desta série sobre os oito benefícios fundamentais da Educação Clássica, a importância do reconhecimento da herança cultural greco-romana sobre o desenvolvimento da inteligência e do pertencimento a uma civilização. A influência greco-romana sobre o modo como vivemos em nosso país e nossa civilização é assunto para muitos milhares de páginas, estendendo-se, por exemplo, a Tecnologia (odômetro, a roda d’água e o relógio despertador), à Política (república, democracia, senado, eleições periódicas, voto), ao Direito (leis, procedimentos judiciais, terminologia jurídica), à Arte (conceitos de teoria musical, escultura, pintura), à Arquitetura e Engenharia (arcos, colunas, anfiteatros, estádios), à Literatura (poesia, narrativas, teatro), aos costumes (feriados, esportes e competições, jogos olímpicos, procissões religiosas, festas públicas, carnaval), à Ciência e à Filosofia (por herança direta), entre muitos outros.

Pela óbvia limitação de espaço e tempo, enfatizaremos neste artigo apenas um aspecto fundamental da Educação Clássica que, por si, já representa um inarredável compromisso com nossas origens: o estudo do latim.

Estudo do Latim e a formação da inteligência

O historiador argentino Rúben Calderón Bouchet (1918-2012) expôs de forma muito clara o modo como o latim é um elemento definidor de nossa civilização:

“O idioma latino, cunhado com justeza nas exigências da expressão jurídica, tem o privilégio de se adequar com precisão ao intercâmbio das ideias mais universais. É, provavelmente, a melhor língua feita para dizer tudo aquilo que os homens necessitam dizer quando se tratam de assuntos de interesse geral. Léxico de juristas, se converteu facilmente em veículo idôneo da filosofia grega e de tudo o que havia de radicalmente essencial nos helênicos. Ao ser expressado em fórmulas latinas, o pensamento grego ganhou em concisão e segurança denotativa o que perdeu, talvez, em riqueza expressiva”.

É fato que, sem conhecer a origem histórica das palavras que pronunciamos, é impossibilitada a compreensão mais profunda de seu sentido e, consequentemente, esteriliza-se toda a discussão em torno delas num oceano de confusões, ambiguidades, enganos e, no limite, engodos. Alceu Garcia, em elucidativo artigo, apresenta-nos alguns exemplos:

“JUSTIÇA SOCIAL – Justiça deriva do latim justitia, exprimindo conformidade com o Direito, não necessariamente o Direito Positivo, legislado, que pode ser, e frequentemente é, injusto (…), mas os princípios gerais derivados dos valores que formam a Ética de um determinado grupo, que antecedem e informam as leis objetivas e sua interpretação, consubstanciado no mister de dar a cada um aquilo que é seu, como diziam os juristas romanos. (…). Social vem de sociale, relativo à sociedade (do lat. societate), ou seja, uma coletividade humana. Ora, se justiça é dar a cada um o que é seu, infere-se necessariamente que a existência de mais de um indivíduo é sua condição sine qua non. (…) O adjetivo “social” é, pois, redundante e dispensável”.

O autor multiplica os exemplos, demonstrando como, a partir da origem grego-romana das palavras, expressões tão em voga nos debates públicos como “justiça social”, “política pública”, “direitos humanos”, “desigualdade social”, “lógica do capitalismo” e “direitos das minorias”, não passam de redundâncias destinadas a induzir o raciocínio a conclusões equivocadas.

Olavo de Carvalho observa que a degradação da herança linguística de um povo pode conduzir, no limite, ao seu desaparecimento:

“Mas o fato é que as nações nascem das línguas, e não estas daquelas. Por isto mesmo é impossível conservar um senso de identidade nacional quando, à força de conformar-nos a uma atualidade sociológica criada pela mídia e pelo imperialismo cultural, abdicamos de conservar o senso de unidade histórica da língua, o qual só pode ser sustentado com base na tradição literária perpetuamente revivificada pelo ensino. (…) Ora, se o ensino da gramática rompe com a tradição literária, adaptando-se ao fato consumado sociológico determinado por fatores extranacionais e antinacionais, a tradição mesma acaba sendo rompida, o gosto literário cai, a língua se torna confusa e tosca, os debates públicos caem para o nível dos slogans brutais, o próprio nacionalismo assume o sentido de uma revolta suicida”.

George Orwell, em seu célebre artigo “Politics and the English language” (A Política e a Língua Inglesa) explica como esse uso “ligeiro” da linguagem sem o domínio do real alcance e significado das palavras representa uma solução cômoda para quem deseja apenas escrever sem realmente pensar:

“Com o uso de metáforas, símiles e expressões idiomáticas requentadas, você poupa muito esforço mental ao custo de deixar vago o seu significado, não somente para seu leitor, como para si mesmo. (…) O único objetivo de uma metáfora é conjurar uma imagem. Quando essas imagens colidem – tal como em ‘O polvo fascista emitiu seu canto de cisne…’ – dê-se por certo de que o escritor não contempla uma imagem mental dos objetos que nomeia; em outras palavras, que, de fato, não está pensando”.

O Professor mestre Ricardo Santos David, em resumo bibliográfico simples e didático, reconhece o quanto o estudo do latim é necessário para um autêntico estudo da Gramática de nosso idioma. Um trecho de significado inequívoco:

“O latim é necessário nos estudos de gramática da língua portuguesa, uma vez que é necessário compreender o significado das palavras em sua origem e terminologia, e a partir disto melhor compreende também os significados do sistema linguístico cultural brasileiro”.

Para além do estudo da Gramática, Napoleão Mendes de Almeida1, no prefácio à sua “Gramática latina”, após afirmar enfaticamente e demonstrar com fatos que é totalmente falsa ideia de que o principal benefício do estudo do Latim seria a facilitação do aprendizado da Língua Portuguesa, explica porque é um desastroso equívoco uma concepção de Educação que exclua o estudo do Latim:

“Não encontra o pobre estudante brasileiro quem lhe prove ser o latim, dentre todas as disciplinas, a que mais favorece o desenvolvimento da inteligência. Talvez nem mesmo compreenda o significado de ‘desenvolver a inteligência’, tal a rudeza de sua mente, preocupada com outras coisas que não estudos.

O hábito da análise, o espírito de observação, a educação do raciocínio dificilmente podemos, pobres professores, conseguir de um estudante preocupado tão só com médias, com férias, com bolas, com revistas.

Muita gente há, alheia a assuntos de Educação, que se admira com ver o latim pleiteado no curso secundário, mal sabendo que ensinar não é ditar e educar não é ensinar. É ensinar dar independência de pensamento ao aluno, fazendo com que de per si progrida: o professor é guia. É educar incutir no estudante o espírito de análise, de observação, de raciocínio, capacitando-o a ir além da simples letra do texto”.

Sobre o papel do estudo do Latim no desenvolvimento da inteligência, Cheryl Lowe (1945-2017), fundadora da editora Memoria Press e da Highland Latin School, observa que os objetivos de uma disciplina estão muito além do seu conteúdo informativo, imprimindo seus princípios, métodos e fundamentos ao próprio funcionamento da mente do estudante:

“As disciplinas escolares fazem mais do que prover informação. Elas são formativas. As disciplinas formam a mente do estudante quando nela imprimem suas próprias qualidades. (…) Por exemplo, a disciplina de Literatura ensina a compreender, perceber e a compadecer-se da condição humana. A disciplina de História desenvolve o julgamento, o discernimento, o acume e a sabedoria; a disciplina de Matemática ensina a precisão e a Lógica. Analogamente, a mente do estudante educado em Latim assume as qualidades do Latim: lógica, ordem, disciplina, estrutura. O Latim exige e ensina a atenção aos detalhes, a acurácia, a paciência, a precisão e o trabalho completo e honesto”.

Esse ponto de vista é partilhado pelo Padre Milton Luís Valente, S.J.2, na introdução da obra “Ludus Primus”, onde disserta sobre o latim como requisito imperativo para estudo de uma Ciência:

“A Ciência jurídica baseia-se no Direito Romano. Estudar o Direito Romano sem conhecer o latim é absurdo.

A maioria dos termos da Medicina e de todas as Ciências Naturais é de origem latina, e decorar esses termos sem lhes penetrar a força íntima não é digno de um ser racional, muito menos de um cientista.

Por isso, costumava dizer Carlos de Laet: ‘Admitindo aos cursos superiores moços não devidamente preparados em Letras Clássicas, seria criar não médicos, mas curandeiros, ainda que peritos; não jurisconsultos, mas rábulas; não engenheiros ou arquitetos, mas simples mestres de obras’.

Mas o maior bem que vos ministra o Latim é a sólida formação preparatória para a Ciência. O que o ensino do Latim pretende em nosso ginásio é ainda aguçar a vossa inteligência, é fortalecer a vossa vontade, é desenvolver vosso espírito para, quando chegardes aos complexos problemas da Ciência, poderdes observar, raciocinar, discutir, julgar com critério e emitir com clareza vossa opinião. Assim formados, estareis aptos para seguir nas universidades os professores de qualquer Ciência em suas pesquisas e lucubrações”.

Observações finais

O estado de absoluta confusão que podemos testemunhar em todas as discussões públicas no Brasil de hoje e, especialmente, o baixíssimo nível das conversas entabuladas por brasileiros portadores de diploma de cursos superiores sobre todos os assuntos imagináveis nas redes sociais são um indício bastante claro da degradação coletiva, em massa, da inteligência em nosso país, como resultado do abandono dos estudos clássicos e do idioma Latim por nosso sistema educacional, indício ainda mais eloquente quando os comparamos com a situação de 50-60 anos atrás, quando nosso país ainda contava com excelentes escritores e oradores. A ausência das ferramentas essenciais do raciocínio impede a definição apropriada dos problemas nacionais; a ausência de definições precisas dos problemas impossibilita seu equacionamento; a falta de equacionamento reduz a uma quimera as expectativas de que um dia esses problemas verão a luz de uma solução. A esperança de melhorias efetivas em nosso país não deve recair neste ou naquele governante ou partido, cujo poder é sempre transitório, mas numa nova geração de homens e mulheres formados nos princípios da Educação Clássica, com raciocínio e inteligência refinadas, movidos por interesses muito mais elevados do que, no amargo dizer de Napoleão Mendes de Almeida, “médias, férias, bolas e revistas”. As crianças homeschoolers, educadas no amor do lar, com o coração enternecido pela fé cristã e com a inteligência forjada pela Educação Clássica representam uma grande fonte de esperança para que nosso país recupere a trilha da Verdade, da Beleza e da Justiça, com todas as consequências benéficas dela resultantes.


• Por Géssica Hellmann em Educação Clássica, Valorizando o conhecimento
1ALMEIDA, Napoleão Mendes de. Gramática latina. São Paulo: Saraiva, 2000, 29ª edição, p. 8.
2VALENTE, Pe. Milton Luís. Ludus Primus: 1ª série ginasial. Porto Alegre: Livraria Selbach, 1949, pp. 12-13.

 

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  • Gilberto Simões Pires, em Ponto Crítico
  • 06 Maio 2019

PREVENÇÃO CONTRA DOENÇAS
O Brasil, para quem não sabe, é reconhecido mundialmente pelos bons resultados que obtém nas campanhas de VACINAÇÃO, que tem como propósito PREVENIR as mais variadas DOENÇAS. A rigor, este reconhecimento ganhou força a partir de 1973, com a criação do PNI -Programa Nacional de Imunizações- que definiu calendários de VACINAÇÃO voltados para crianças, adolescentes, adultos, idosos e população indígena.

ADESÃO DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO
É importante registrar que o sucesso das CAMPANHAS DE VACINAÇÃO sempre teve como aliado direto os meios de comunicação que, na sua totalidade, sempre se preocupam em fazer alertas constantes chamando a atenção da população sobre os reais benefícios das imunizações e/ou prevenção de doenças virais.

CAMPANHA PARA RECUPERAR O BRASIL
O que muito me chama a atenção é que as graves doenças que estão dilacerando, a olhos vistos, o adoecido tecido ECONÔMICO E SOCIAL do nosso empobrecido Brasil, não consegue fazer com que a maioria dos meios de comunicação entre, de corpo e alma, numa FORTE E DECISIVA CAMPANHA PARA RECUPERAR O PAÍS.

REFORMAS
Considerando que são muitas as REFORMAS que o Brasil precisa para se livrar das mais variadas doenças que adquiriu ao longo dos últimos 30 anos, o processo exige um decisivo engajamento do povo, com efetiva participação dos meios de comunicação. Deveria seguir um calendário, como acontece com as CAMAPANHAS DE VACINAÇÃO.

A MAIOR E MAIS PERIGOSA
De novo: como são muitas as doenças, o calendário determina que a VACINAÇÃO, cujo calendário deve iniciar pela maior e mais perigosa, ou seja, pela tentativa de IMUNIZAÇÃO dos fabulosos ROMBOS FISCAIS. E neste particular, sem sombra de qualquer dúvida estamos falando da REFORMA DA PREVIDÊNCIA SOCIAL.

CALENDÁRIO
Volto a afirmar que por serem muitas as doenças que precisam ser atacadas, apenas a REFORMA DA PREVIDÊNCIA, ainda que muito bem feita, não será suficiente para tornar o nosso Brasil um país definitivamente saudável. O calendário já identifica que depois de concluída a VACINAÇÃO da PREVIDÊNCIA é preciso dar início imediato à CAMPANHA pela REFORMA TRIBUTÁRIA. E assim por diante...

 

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  • José Maurício de Barcellos
  • 06 Maio 2019

 


Acabei de assistir a um vídeo que transita pelo território livre da Rede Mundial de Computadores, no qual o jovem jornalista Caio Copolla, na Rádio Jovem Pan de São Paulo, descreve com riquezas de detalhes o comportamento dos Deputados Federais da oposição na Comissão de Constituição de Justiça, durante a votação do projeto da nova previdência social. Citando nominalmente aquela gente da esquerda delinquente representada pelos Deputados Paulo Pimenta, Erica Kokai, Gleise Hoffmann, Clarissa Garotinho, Zeca Dirceu, Maria do Rosário e outros revela, então, o ousado teatro ou a encenação dos ordinários lutando desesperadamente para obstruir na CCJ a proposta da Reforma da Previdência. O que ele torna público em relação ao procedimento dos quadrilheiros (segundo a Operação Lava Jato) – tudo apoiado, insuflado e incensado pela extrema imprensa presente na ocasião – não constitui só mera oposição ideológica e, muito menos ainda, grave falta de decoro parlamentar. Ao contrário é, sem dúvida, uma afronta aos interesses da Nação e verdadeira violação à sobrevivência de sua sociedade. Concluiu ele, com outras palavras: “aqueles calhordas não estão nem aí para o Brasil. A obsessão deles é destruir Bolsonaro”.

Não estou falando aqui por conta de censura ou de cerceio à liberdade de expressão no Legislativo. Refiro-me ao desserviço e à trama insolente, vazia e inconsequente contra o País numa hora em que a população enfrenta um caos iminente que o levará à banca rota, caso medidas extremas não sejam urgentemente adotadas. A atitude é tão vil e criminosa que deveria estar tipificada na Lei de Segurança Nacional e é agravada sobremaneira por conta da circunstância de que aqueles servidores públicos estão se valendo do mandato popular, que o povo soberanamente a eles confiou, para traí-lo da forma mais soez e vil.

Certamente que ao caro leitor chegou a notícia que a min também foi transmitida dias atrás de que se teria visto um desses paus mandados cativos do Sistema Goebells dizer, em cadeia nacional, que ouviu numa dependência do próprio Congresso a conversa entre três parlamentares da esquerda maldita fechando questão entre eles no sentido de que trabalhariam diuturnamente objetivando não permitir que a reforma da previdência trouxesse uma economia maior que meio bilhão de reais, certos de que desta maneira Bolsonaro não se reelegeria, pois o Brasil não sairia do atoleiro em que eles mesmos o meteram. Solertemente combinavam isto e riam-se, riam-se a bandeiras despregadas. A situação é tão repugnante que o tal jornalista do telejornal, mesmo indo contra seu severo e exigente patrão não conseguiu deixar de vomitar a notícia. Depois deve ter levado uma boa reprimenda, mas já era tarde e as Redes Sociais espalharam para os quatros cantos da Nação.

Confesso que estou ficando um pouco cansado de bater firme na extrema imprensa, porém acompanho a mesma com muita atenção e estou convicto de sua má intenção e de sua falta de sinceridade de propósito. Diariamente, os doentes que a compõem dão motivo de sobra para apanhar ou para levar bordoada e o que mais me irrita é sua nojenta covardia. Nunca dizem realmente quais são suas verdadeiras intenções, isto é, a real causa de sua vindita e de seu ódio contra o Governo atual. Por que não declaram em alto e bom som seus motivos verdadeiros? Por quais razões não escrevem que nunca se conformam de estarem sendo-lhes arrancados os privilégios, as benesses e a grana que os governos civis de Sarney a Temer pagavam a todos os jornalistas, deformadores de opinião, colunistas, editores, diretores e, principalmente, aos donos dos Conglomerados das Comunicações? Por que escondem esta verdade? De sã consciência alguém acredita que se esses vermes não tivessem há mais de trinta anos sendo cevados, direta ou indiretamente, com o dinheiro público que a classe política canalha arranca dos nossos bolsos, qualquer daqueles patifes teria sobrevivido ou mesmo que viveriam como nababos, como hoje vivem? É claro que não.

Entretanto nem tudo está perdido. Como canta nosso Hino da Independência: Já raiou a liberdade, já raiou a liberdade no horizonte do Brasil! Isto mesmo! Desde outubro de 2018 e, em seguida, com a pose do novo Presidente da República e de sua equipe simplesmente surpreendentemente competente, honesta e Verde e Amarela até a medula, já podemos ver raiar um novo sol para esta “Terra Brasillis”. Percebam como a vermelhada que antes dominava livre, leve e solta e que mandava e roubava está agora acuada nos cantos dos locais aonde ainda conseguem entrar. Nada mais podem fazer senão dar vexame e se desmoralizar. O antigo establishement que a apoiava mergulhou e a imprensa hiena que deles se alimentava é sistematicamente desmentida e ridicularizada pelas “Lives” semanais do Capitão. Quem quiser se deleitar e ver esta corja do mal apanhar sem dó, basta ir para as Redes e acessar “Bolsonaro no Twitter”, toda quinta feira às 19 horas.

Além disso, nos conforta enxergar que os bons e os patriotas já têm voz. Por exemplo, é realmente reconfortante ver a independência e a coragem do jovem Caio Copolla antes mencionada, bem como as do nobre e competente jornalista Alexandre Garcia que bate sem dó nos capadócios da comunicação, muito mais do que faço e com maior autoridade também, sem falar que a todo instante nova revelação acerca de malversações ou sobre antigos ataques aos cofres públicos é por ele denunciada. No mínimo é instrutivo ouvir o que fala o velho ícone da boa imprensa. Ainda esta semana recebi um vídeo, pela Rede de Computadores, que traz seu comentário acerca da atual realidade do bando guerrilheiro que se intitula MST. Explicando que, em razão da chegada do Capitão bem como da prática de umas poucas medidas administrativas, disse que aquele movimento terrorista – com o qual o “Ogro Encarcerado” um dia bazofiou dizendo que enfrentaria até nossas Forças Armadas – em março do ano passado matou, assombrou, depredou e invadiu mais de quarenta propriedades e que nesta nova era só tentou contra uma e assim mesmo, como se sabe, de lá saiu com o rabo entre as pernas. Ouso recomendar que assistam com prazer ao vídeo que se encontra no endereço: https://www.youtube.com/watch?v=sHDQiXCU0Ok.

O Brasil se desmoralizou perante o mundo e chegou à beira do precipício por conta do domínio de uma esquerda, sobretudo incompetente e nociva. Todavia é justo por causa dessa incompetência e de sua consabida covardia que agora mais facilmente dela nos livraremos. A cada dia que passa a corda vai apertando no pescoço daquela gente do mal. A julgar pelos sinais que aqui revelo, já tenho até a esperança de ver em breve no Brasil uma nova imprensa, uma nova corrente de pensamento e, sobretudo de ver esta Nação voltar a seu berço esplendido e de ocupar o lugar de destaque que um dia teve na Comunidade de Nações Livres e Soberanas.

*Jose Mauricio de Barcellos ex Consultor Jurídico da CPRM-MME é advogado.
**Publicado originalmente no Diário do Poder
 

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