Assunto que passa ao largo da pauta dos partidos políticos situados à esquerda do espectro político. Para esses setores é mais importante estar ao lado dos pobres, com discursos exaltados, atiçando o conflito de classes, pois, desse modo, a ideologia estaria sendo difundida, e o caldo do materialismo dialético seria engrossado sobremaneira (a lógica do marxismo). A igualdade seriam favas contadas, resultado da marcha histórica, bastando um pequeno empurrão, que o paraíso chegaria como fruto do determinismo histórico, ou seja, o que ocorreria independentemente da vontade dos homens... Pelo menos, foi assim que Karl Marx gerenciou as suas “descobertas”! Mas se esse lance demiúrgico não se confirmar (os deuses também podem falhar, ainda mais os do materialismo...), então entraria em cena a Escola de Frankfurt (Horkheimer, Adorno, Marcuse, etc).
É o chamado marxismo cultural, que se afastou dos exércitos de Lenin, Stalin e Trotsky para promover a destruição dos valores da civilização ocidental (religião, família, instituições, a educação tradicionai, direito, por serem agentes da superestrutura), por meio da revolução cultural. Foi assim que Paulo Freire e Antonio Gramsci caíram de paraquedas nas escolas, universidades, jornais e canais de televisão. É uma luta subliminar, não declarada, pois se negam a estabelecer o debate, o contraditório, mas apenas se dispõem a rotular os seus adversários com os mais intimidadores chavões.. De outro lado, quanto mais gente desempregada houver, mais grandioso será o exército do lumpemproletariado para se juntar às minorias e pôr um fim à exploração do homem pelo homem...
Num dos polos da luta, segundo a compreensão desses setores, estão os malfeitores, os gananciosos capitalistas, como se o resultado da produção não se esparramasse por toda a sociedade. Na verdade, pode-se dizer que é a existência dos livres mercados, um mecanismo pelo qual o voto impera rotineiramente na economia, seja nas situações de consumo, seja nas situações de investimento, que impulsiona todo o sistema produtivo. E é por meio dele que as riquezas e os bens são criados abundantemente, descontando-se a falácia de que as riquezas são produzidas apenas em favor dos empresários. E os impostos gerados, os empregos, o FGTS, as contribuições para a previdência, os investimentos em tecnologia e máquinas, o aprendizado e treinamento não entram nessa conta? E ainda é preciso considerar que, se os bens não fossem consumidos também pelos operários, o capitalismo não ficaria de pé, porque apenas os ricos não dariam conta do consumo. Elementar, elementar, meu caro Watson! Daí, sim, teríamos o colapso da superprodução previsto por Marx.
A bem da verdade, a produtividade se realiza no dia a dia, no chão das fábricas e nos ambientes de trabalho, seja qual for a natureza da atividade, por meio da busca da eficiência, mas apenas alguns poucos economistas do nosso cenário abordam esse tema, pois, afinal de contas, a esquerda não está ai para dar “sobrevida” a um sistema que condena com veemência embrutecida.
Não é sem razão que o salário mínimo do operário americano é quatro vezes superior ao nosso. Bondade, generosidade, luta sindical? Não, não! Simplesmente, porque o operário americano tem produtividade superior a 4 por 1 em relação ao nosso (é evidente que para isso vários fatores estão conjugados).
Essa questão não pode passar ao largo de pessoas interessadas verdadeiramente em juntar teoria e fatos empíricos para amalgamar as ciências econômicas. Assim, tem de ser construída uma agenda que considere a importância da produtividade na economia. Karl Marx já havia compreendido, na sua obra A Ideologia Alemã, que a fonte da abundância reside no aumento da produtividade, ou seja, o aumento do produto por hora de trabalho. A máquina a vapor e o carvão deram a largada.
O que me leva a dizer: o aumento da produtividade resulta de uma combinação de fatores, quais sejam: a) - aumento do estoque de capital, a ser obtido por meio da poupança; b) - aquisição de máquinas modernas (tecnologia); c) - elevação da escolaridade dos trabalhadores e treinamento da mão de obra (nos EUA, a média de treinamento por trabalhador é cento e trinta horas anuais, aqui, entre nós, apenas trinta horas), isso até a bem pouco tempo; d) - elevação da capacidade gerencial. E simultaneamente: a) - logística adequada, ou seja, transportes mais baratos e eficientes; b) - carga tributária compatível; c) - melhoria dos serviços públicos ofertados à população, principalmente nas áreas de saúde, educação e saneamento básico, cuja ausência é o principal responsável pela poluição dos ambientes e da morte de nascituros em nosso País, embora esse diagnóstico passe ao largo dos folhetos esquerdistas. De outro lado, devemos ter o respeito ao tripé macroeconômico (câmbio flutuante, superávit fiscal e regime de metas para a inflação); ou seja, um basta à gastança desordenada, de modo a não permitir que a macroeconomia saía dos trilhos. Nunca é demais relembrar que a nossa carga tributária, a partir de advento da Constituição de 1988, passou de 24% do PIB para 45%, considerados os déficits operacional e nominal (este último inclui as despesas do governo com os juros e amortização da dívida).
Ainda é tempo de botar o País nos trilhos. Deputados e Senadores estão com a palavra, a menos que pretendam fazer do Brasil uma outra Venezuela...
Um supermercado tradicional e bem estocado possui entre 60.000 e 65.000 itens diferentes. Um supermercado de uma grande rede possui aproximadamente 120.000 itens.
Agora, imagine que toda a economia tenha sido estatizada e que o governo tenha nomeado você para a tarefa de produzir e abastecer este supermercado com apenas um item: maçãs.
Toda a cadeia de produção de maçãs, agora estatizada, está sob seu comando. Assim, você não pode simplesmente comprar maçãs no atacado. Já que tudo é do governo, não há nem mercado nem preços para os produtos.
Logo, você terá de descobrir todos os insumos necessários para cultivar maçãs, colhê-las e transportá-las ao supermercado. Você é o responsável por todas as etapas de produção e distribuição. Como fazer?
Você precisará de caixotes para transportar as maçãs. Contabilize todos os insumos necessários para produzir esses caixotes. Você precisa de madeira. Mas, para obter madeira, será necessária uma serra elétrica para cortar as árvores. A serra elétrica é feita de aço, o que significa que minério de ferro terá de ser extraído das minas. Máquinas e equipamentos pesados de mineração serão necessários e terão de ser fabricados. Ah, e todos os trabalhadores necessitam de roupas e sapatos.
A lista de insumos e matérias-primas necessários para apenas levar maçãs ao mercado é incontável. É impossível precisar um número exato. Esqueça um item - velas de ignição ou correia do alternador - e você fracassará.
Imagine, então, todos os outros alimentos. Por isso, o povo passa fome em economias socialistas.
A tarefa de abastecer um supermercado com maçãs, algo que o mercado faz diariamente sem nenhum comitê de planejamento central, é bem menos complexa do que, por exemplo, gerenciar todo o sistema de saúde de um país inteiro. E, no entanto, o governo se arvora a capacidade de fazer este último.
Hoje, só em São Paulo, aproximadamente 12 milhões de pessoas almoçaram. Decidir a variedade de alimentos e a quantidade exata de comida disponíveis no lugar certo e na hora certa para fazer com que tudo funcione fluentemente é um problema de impressionante complexidade, o qual se torna ainda mais complicado pelo fato de que várias pessoas se decidem apenas no último minuto onde irão comer.
Quem está no controle supremo deste arranjo? Há um comitê central coordenando tudo? Você seria capaz de coordenar este arranjo? Por que um sistema tão crucial como este não é subsidiado? Como ele pode ser tão pouco regulado e funcionar tão bem?
Mais: você confiaria em um político para tal tarefa? Não? Se você não confia em um político para coordenar seu almoço, por que confiaria a ele o controle da educação de seus filhos, dos hospitais que você utiliza e das estradas em que você viaja?
Thomas Sowell disse: "É necessário ter um conhecimento considerável para se dar conta de quão grande é a sua própria ignorância".
Por isso, na economia, a diferença entre ignorância e estupidez é a diferença entre prosperidade e miséria.
Confira: https://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2802
*O autor é professor honorário de economia da George Mason University e autor de sete livros. Suas colunas semanais são publicadas em mais de 140 jornais americanos.
** Texto reproduzido da página do Instituto Mises Brasil no Facebook: https://www.facebook.com/MisesBrasilhttps://www.facebook.com/MisesBrasil/
Em 2012, em nosso artigo "Brasil: buraco 2020", previmos, conforme nossos estudos, que em 2020 o Brasil quebraria definitivamente. Com falta de recursos para absolutamente tudo. Sem dinheiro para aposentadorias, bolsa-esmola, pagamento do funcionalismo, manutenção da máquina pública, etc.
E, especialmente, recursos para saldar os juros e o principal da dívida interna da União. Hoje no valor de R$ 5,8 trilhões, tendo saído de R$ 89 bilhões em 1994. Nossos governos esquerdistas conseguiram essa proeza em apenas 24 anos.
Em 2012 dissemos que ela equivaleria ao Produto Interno Bruto (PIB) em 2020, e que a moratória seria inevitável. O PIB está previsto em R$ 6,8 trilhões em 2019. É o que vai acontecer ou chegar próximo em 2020. Em nossa opinião, uma moratória dessa dívida é hoje quase inevitável.
Nada foi feito para evitar isso. Ao contrário, os governos anteriores continuaram destruindo o país e agravando a dívida. Por isso voltamos ao assunto em mais um artigo desta série.
Desta feita temos, finalmente, após 3,5 décadas de civis aproveitadores do país para proveito próprio, um governo sério. Pessoas que querem recolocar o país na trajetória ocorrida entre 1901 e 1980, com crescimentos econômicos invejáveis para o resto do mundo.
E o que acontece? O governo é novo, é serio, tem boas intenções e quer fazer. Mas, infelizmente, continuamos tendo legislativo e judiciário na forma antiga. Destruidores e aproveitadores. E, pior, corroborados pela maioria da imprensa suja e artistas. Também sindicatos e a maioria do povo e estudantes desinformados e conduzidos. Todos visando apenas interesses particulares e a derrubada de um governo sério. Criticado em tudo. Por erros, por acertos, por falar, por não falar, por fazer, por não fazer, etc.
Nenhum deles, exceto o governo, quer mudar o país, reduzir gastos, melhorar a gestão dos recursos governamentais. A conclusão é que, se as reformas não forem feitas, é inevitável a quebra geral, absoluta, total, ampla e irrestrita.
O próprio ministro Paulo Guedes, há alguns dias, corroborou nossa preocupação e nossos diversos artigos a esse respeito. Quando disse que se for feita apenas uma reforminha, ele pega um avião e vai embora do país, e que o Brasil quebra em 2020. Pode ser que além da realidade vista por ele, até tenha lido algum dos nossos artigos.
Portanto, se o país não se conscientizar, se o povo não se der conta de que em breve não receberá mais suas aposentadorias, e nem poderá se aposentar por absoluta falta de condições financeiras do país, o caos está à vista.
A distância é apenas de uma mudança do calendário no próximo 31/12/2019. Ou, mais tardar mais uma virada.
Brasil, acorde. O futuro no momento é tenebroso. Vamos parar de jogar contra. Vamos nos unir. Todos em favor da reforma previdenciária. E, posteriormente, da justiça. E, logo depois, da tributária e outras necessárias.
A carga tributária brasileira está matando o país. Há 39 anos, de 1981 a 2019, o país não cresce. Está empatando à média de crescimento anual de 2.2%. Isso significa quase duas gerações perdidas. Esse processo tem que ser estancado imediatamente, para "ontem".
A Moody's, em 2017, já havia corroborado nossa tese insinuando uma moratória do país.
* Samir Keedi - ske consultoria ltda
** *Publicado originalmente no DCI
SURTO JURÁSSICO
No nosso empobrecido Brasil, por incrível que possa parecer, quando a palavra -LIBERDADE- é pronunciada, os incorrigíveis políticos/eleitores do PT, PSOL, PDT, PCB, PCdoB e PSB (partidos que integram o Foro de São Paulo), simplesmente entram em SURTO JURÁSSICO e, de pronto, começam a ter sérias convulsões.
MP DA LIBERDADE ECONÔMICA
Ontem, por exemplo, a turma do PDT, liderada pela lamentável deputada Tabata Amaral (pupila do também lamentável Ciro Gomes), depois de várias noites sem conseguir dormir, entrou com uma ADI -Ação Direta de Inconstitucionalidade- contra a MP da LIBERDADE ECONÔMICA, alegando, 1- que a medida não é urgente; e 2- que a mesma afeta os direitos sociais dos brasileiros. Pode?
GIANLUCA LORENZON
Ao tomar conhecimento da Ação Direta de Inconstitucionalidade da MP movida pela deputada Tabata Amaral, que não suporta ouvir nem ler a palavra LIBERDADE, o incrédulo diretor federal de DESBUROCRATIZAÇÃO do Ministério da Economia, Gianluca Lorenzon, um dos responsáveis pela construção da MP da LIBERDADE ECONÔMICA, usou a sua conta no facebook para se manifestar. Eis o que disse Gianluca, com total razão:
ACELERA A ECONOMIA
Vocês sabem que eu sou da área técnica e nunca fui de nenhum partido político. Para justificar a urgência da MP da LIBERDADE ECONÔMICA juntamos dezenas de estudos empíricos, publicados em grandes revistas internacionais, que demonstram como melhorar a liberdade econômica CIENTIFICAMENTE acelera a economia, diminui o desemprego e ajuda a dar resultado nos investimentos de tecnologia e educação. Com 13 milhões de desempregados, se uma iniciativa dessas não é urgente, então o que seria?
DIREITOS SOCIAIS
Mais: nenhuma parte da MP da LIBERDADE ECONÔMICA toca nos direitos sociais. Longe disso: estudos mostram como SAÚDE, EDUCAÇÃO E MORADIA são mais acessíveis se o país tem mais LIBERDADE ECONÔMICA. Sequer a MP mexe nos direitos trabalhistas. Ela é toda voltada para a desburocratização dos PEQUENOS, pois os grandes já possuem escritórios de despachantes.
A VER
O que mais preocupa é que a ADI proposta pelo PDT foi distribuída, no STF, para decisão liminar do péssimo ministro Lewandowski, que comunga dos mesmos propósitos daqueles que integram o Foro de São Paulo. Ainda assim o que se vê no ambiente do Legislativo é que muitos congressistas estão empolgados com a oportunidade de melhoria aos brasileiros. Vamos ver no que vai dar...
Uma coisa é não gostar de armas. Outra é ser contra o direito de autodefesa daqueles que, aptos a fazê-lo, optam por ter uma arma. Você pode falar “jamais terei arma”, é seu direito de escolha. Nem por isso terá razão de querer que todos estejam obrigados a fazer o mesmo.
Está visto que o governo é muito competente para desarmar quem vive na legalidade, ao passo que simplesmente não consegue desarmar o crime. Quando, em 2005, a população honesta ficou proibida de se defender, o que o governo Lula fez foi dar, à bandidagem, o “monopólio das armas”, tornando o crime uma “profissão” de baixíssimo risco. Haverá dúvidas de que criminosos preferem manter a proibição?
O pessoalzinho do grêmio estudantil logo vai ironizar: “Ah, vamos dar uma arma pra cada um…” Não! Ninguém (ninguém!) está propondo uma irrestrita distribuição de armas. O que se pretende é, por um lado, que pessoas aptas, assim desejando, possam prover sua defesa. E, por outro, que os bandidos não tenham mais a segurança de saber que as vítimas estão desarmadas e vulneráveis.
De sã consciência, ninguém acredita que se ataca a complexidade da violência apenas armando os cidadãos. Entretanto, não há como negar que, por exemplo, assaltos e roubos a propriedades rurais (onde policiamento não há) vão diminuir drasticamente quando as vítimas potenciais recuperarem o direito de se defender.
O fato inelutável é que, hoje, assaltantes e ladrões em geral agem na presunção de que as vítimas estão indefesas e não oferecem risco, impedidas de reagir. Por enquanto, bandidos não têm muito a temer.
E como chegamos a isso? Em 2005, houve o Referendo Nacional Pelo Comércio de Armas e Munição. O povo votou contra o desarmamento (e a favor do direito de autodefesa). Mas o governo petista, como sempre, mandou o povo às favas, desarmou a população e fez do banditismo uma “profissão” de baixo risco.
E aqui está uma verdade que não aparece nos jornalões: o desarmamento de 2005 foi a aplicação de diretrizes de uma organização internacional, o nefasto Foro de São Paulo (FSP). Para que se tenha ideia, o mesmo ocorreu na Venezuela, onde, como aqui, contrariando o discurso dos governos bolivarianos, a violência só aumentou.
Na Venezuela, aliás, o projeto do FSP foi mais longe: hoje a população desarmada tem de suportar as “milícias chavistas”, militantes do partido governista, bandidos oficiais que, portando armas longas e pilotando motocicletas, controlam a população.
Felizmente, a venezuelização do Brasil ficou pela metade. Mas é fato que muitas pessoas de boa-fé e alheias ao FSP ainda alimentam crenças que a propaganda governista de 2005 lhes enfiou na cabeça.
Apesar disso, embora contra a proibição em vigor, a maior parte da população não pretende armar-se. E é bom que assim seja. Inadmissível é que, não havendo suficiente proteção estatal, as pessoas aptas não possam defender-se a si nem aos seus (com os bandidos sabendo disso!).
Mas convém, sim, que o assunto seja tratado com rigor: nem todo mundo tem condições de portar uma arma. O que é repudiável é a proibição indiscriminada, que, ao contrário do que afirma o esquerdismo, tornou o Brasil um dos países mais violentos.
* Renato Sant’Anna é psicólogo e advogado. Trabalha com vítimas de violência.
Você já teve aquela sensação, quando criança, de ir todos os dias na geladeira e pegar um Danoninho? Você vai de novo e de novo e sempre quando abre a porta, seus olhos brilham diante do Danoninho em abundância. Então, algo incomum acontece, você abre o refrigerador com toda convicção e, pimba, não há mais Danoninho lá. A primeira sensação é de vazio, a próxima, de revolta. Ao ser informado que as coisas estão mudando dentro de casa e não haverá mais Danoninho porque a justiça, digo, seus pais interromperam seu “esquema” com o refrigerador, seu sentimento de revolta vai aumentar sob uma indignação inconsolável gerada pelo “desmame” de Danoninho. Afinal, ele sempre esteve lá, era tão natural e fazia parte do seu modus operandi desde sempre. Você, então, vai tentar qualquer coisa para reverter essa desconfortável condição.
Portanto, The Intercept representa toda essa gente abstinente de Danoninho, digo, de porcentagens, desvios, comissões e propinas. The Intercept são todas as “vítimas” do desmame que a lava Jato tem produzido nos últimos anos. Um autêntico exército de órfãos da velha corrupção sistêmica ainda incrédulos que seus naturais esquemas os estão levando em cana e, pior, fazendo devolver a grana. The Intercept são todos aqueles que apertam a teta que não dá mais leite. The intercept é o stablishment consolidado nos últimos trinta anos de “democracia madura”, The Intercept é o medo da cadeia, é o deputado que você votou, é o juiz de tribunal superior indicado pelo crime organizado, The Intercept é a grande mídia que viu seus recursos bilionários secarem em publicidade, The intercept são os lobistas, empresários, atravessadores, doleiros assistindo sua demanda suprimir, The intercept são todas as vítimas do desmame esperneando. Uma máfia interessada em enterrar a maior operação anticorrupção do mundo moderno.
Então, The Intercept é robusto e vai desde o vereador da sua cidade até os canalhas mais clássicos da república desejando o caos institucional a fim de reestabelecer seus cartéis lucrativos. Em contrapartida, The Intercept, não representa os milhões de pequenos e médios empresários, prestadores de serviço e trabalhadores que que funcionam 5 meses por ano pra manter a roda girando, temendo pela segurança e saúde de seus familiares. Mas se todos sabemos quem, de fato, é The Intercept, cabe saber se vamos permitir nos entregar de novo à nefasta “democracia de coalizão”, do toma lá cá, dos meios de comunicação cheios de verbas públicas propagandeando as “fake News” do governo, da indisciplina fiscal, de Lula, Temer, Cunha, Sarney, FHC, Aécio e quem mais quiserem.
Pare de protestar no seu grupo fechado de whattsapp, comece a pensar em expressar um apoio massivo ao combate à corrupção. Se você não gosta de se envolver, pelo menos, faça pelo seu filho antes que The Intercept lhe engula pela segunda vez. Pense sobre sair do casulo, pois, é isso que The Intercept mais teme...
* Cirurgião-Dentista e Professor.
** Publicado originalmente na Gazeta do Sul de Santa Cruz e no Facebook do autor.