• Alex Pipkin, PhD
  • 22 Dezembro 2020


Sou um liberal e, distintamente de anarco-capitalistas e de marxistas históricos, não sou ingênuo e imprudente o bastante para negar a necessidade do Estado. Penso que verdadeiramente o indivíduo, no que tange a sua liberdade, desabrocha com o próprio surgimento da figura do Estado.

Basta pensar no aparato jurídico estatal (aquele que funciona!) para compreender que sem a garantia de suas liberdades individuais, por exemplo, da própria vida e de sua propriedade, o ser humano não é e nem pode ser livre. Pense na prestação de bens públicos para um determinado contexto social, tais como segurança, saúde e educação, prioridades do foco estatal.

Bens públicos têm duas características que os definem: são não-excludentes de outros indivíduos e não-rivais, ou seja, não impedem que outras pessoas os utilizem.

Evidente que alguns bens públicos podem ser tanto produzidos e/ou ofertados pelo mercado, enquanto que outros não.

Portanto, a fim de se obter uma vida individual e na coletividade de forma plena, orientada para o genuíno bem comum, embora não o tenha assinado, assumo minha parte no grande contrato social da convivência salutar em sociedade.

Dentro de uma lógica racional, precisamos do Estado Necessário, que obviamente tem gastos que devem ser financiados pelos impostos arrecadados dos indivíduos-contribuintes.


Se tivéssemos este Estado Necessário operando de forma eficiente, resignar-me-ia tranquilamente a esta coerção estatal. O grande dilema é que o Estado brasileiro é factualmente mastodôntico e parasitário.

Como conviver num ambiente de generalizada ineficiência e corrupção estatal, que simplesmente reage a sua inoperância repassando a conta aos cidadãos por meio de uma arrecadação escorchante?

Ninguém aguenta mais ter seu suor saqueado por burocratas despreparados, que não estão dispostos a arredar um milímetro de seus privilégios e benesses, essas legais, embora completamente imorais.

Sempre que penso nesta problemática, vêm-me à cabeça o grande economista liberal Frédéric Bastiat. Como dizia ele, muita gente parece estar acometida de uma espécie de miopia, só vendo o que se vê, não enxergando o que não se vê.

Neste sentido, como não indignar-nos frente ao descalabro de um aumento de impostos, quando castas instaladas em empresas estatais e autarquias, por exemplo, gozam de altos salários e benefícios absurdamente desproporcionais àqueles com funções similares na iniciativa privada?

O que se vê é o destino que o Estado dá aos impostos recolhidos, mas não se vê o destino que os contribuintes dariam a tais recursos, e com os quais nada podem fazer.

Num contexto de altíssimo desemprego, muitas pessoas não possuem recursos, inclusive para comer, e ainda assim são coagidas a continuarem sustentando estruturas públicas ineficientes, caras e absolutamente imorais.
Vejam a educação. O que se vê é que parcela dos impostos das pessoas é direcionada para a educação pública. Evidente que investimentos em educação têm enormes repercussões positivas para a sociedade, porém e certamente não a que aí está.

Aliás, serviços de educação também podem ser fornecidos por empresas privadas.

Não há como ficar inerte, tipo sapo fervido, quando parte do meu trabalho vem sendo usado em universidades públicas para formar militantes partidários, ao invés de seres pensantes e de profissionais competentes para inovarem e melhor resolverem as questões circunstanciais e estratégicas da vida em sociedade.

Não creio que haja contribuição factual para a sociedade, com investigações de temas da espécie de “roteiros sexuais de transexuais e travestis”... pois é!

O que não se vê, é que o contribuinte paga por tal ineficiência, pela total prodigalidade com o recurso público!

O sofisma que combato frente a esse tipo de contrassenso, é o fato de que outros temas de impacto e relevância deixam de ser aprofundados, além do que com o recurso que foi retirado do indivíduo-contribuinte, ele próprio poderia financiar o estudo de seus filhos e/ou utilizá-los de acordo com seus próprios interesses pessoais.

A educação brasileira, acho eu, é a área que exige uma mudança transformacional urgente em toda a sua estrutura, nos currículos e nos conteúdos ministrados, objetivamente, se quisermos alcançar politicas inovadoras e geradoras de progresso e lógico desenvolvimento econômico e social no amanhã.

O Brasil não precisa ficar rico para dar um salto de qualidade na educação, mas só deixará de ser o eterno país de renda-média baixa, caso consiga transformar positivamente suas políticas educacionais. A própria - e genuína - liberdade individual repousa em uma educação de qualidade!
Não, não nos deixemos seduzir pelo efeito pseudo igualitário na educação, e em outras áreas estatais absolutamente ineficientes, e que são financiadas por meio dos nossos impostos.

Não, ninguém suporta mais impostos, especialmente sem as devidas contrapartidas em termos de serviços eficientes e de qualidade.
Ironicamente, só mesmo com educação superior é que passaremos a enxergar as consequências.

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  • Gilberto Simões Pires, em Ponto Crítico
  • 17 Dezembro 2020

 

ANALFABETISMO MATEMÁTICO

Partindo da inquestionável aferição obtida através dos mais variados levantamentos feitos e refeitos por todos os institutos de pesquisa, de que os brasileiros em geral simplesmente ODEIAM A MATEMÁTICA, isto prova o quanto é imenso o grau de ANALFABETISMO FUNCIONAL MATEMÁTICO que reina no nosso país, que se traduz pela incapacidade de mobilizar conhecimentos associados à quantificação, à ordenação, à orientação e também sobre suas relações, operações e representações, aplicados à resolução de problemas similares àqueles com os quais a maior parte da população brasileira se depara cotidianamente, como bem diz a pesquisadora Renata Soares de Andrade Timótio.

 

PERDA DE TEMPO

Esta triste realidade, por óbvio, faz com que o interesse do povo brasileiro, e, por lamentável consequência, principalmente daqueles que são eleitos para tomar decisões em nome de todos, pela leitura de RELATÓRIOS ECONÔMICOS seja praticamente NULO. Até porque seria uma grande perda de tempo pedir que ANALFABETOS EM MATEMÁTICA procurassem ler aquilo que jamais seriam capazes de compreender.

 

CLUBE DOS RICOS

Pois, mesmo assim, embora já venha dizendo e escrevendo de forma insistente sobre quase tudo que está posto no RELATÓRIO da OCDE -Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico-, sugiro que leiam as RECOMENDAÇÕES que a Organização faz para o nosso Brasil. Só para lembrar, a OCDE, que o Brasil almeja ingressar, reúne 36 países (clube dos ricos) cujos membros precisam estar firmemente enquadrados em determinados padrões nos campos econômico, financeiro, comercial, social e ambiental.

 

RECOMENDAÇÕES

Pois, no relatório sobre o Brasil, divulgado ontem, 16, a OCDE faz algumas RECOMENDAÇÕES, como:  -Melhorar as POLÍTICAS MACROECONÔMICAS, a GOVERNANÇA e a PROTEÇÃO SOCIAL; MANTER as TAXAS DE JUROS BAIXAS “até que as pressões inflacionárias se tornem claramente visíveis”; dar AUTONOMIA ORÇAMENTÁRIA AO BANCO CENTRAL, assim como MANDATOS COM TEMPO DETERMINADO ao presidente e seus diretores; MANTER o TETO DE GASTOS com o propósito de garantir a sustentabilidade fiscal; REVISÃO DAS ESTRUTURAS DE REMUNERAÇÃO dos SERVIDORES PÚBLICOS, dos SUBSÍDIOS INEFICAZES, DOS REGIMES FISCAIS ESPECIAIS E DOS GASTOS TRIBUTÁRIOS- para poder FORTALECER as CONTAS PÚBLICAS.  

 

SÍNTESE

Mais: na boa síntese feita pelo Valor Investe, a OCDE SUGERE:

- A criação de uma base legal para a execução de sentenças a partir da SEGUNDA INSTÂNCIA de recurso ou limitar o número de recursos, inclusive para o STF e implementar uma lei específica de proteção a denunciantes. Para combater a insegurança jurídica, a recomendação é garantir o alinhamento das decisões judiciais com as decisões de precedência dos tribunais superiores. Isso poderia ser estimulado com a vinculação das promoções e salários dos juízes ao cumprimento dessas regras.

- Para acelerar a abertura de empresas, a OCDE recomenda adotar a regra “silêncio significa consentimento” e criar janelas únicas para todos os pedidos de licenças, sempre que possível. Sugere também que seja intensificada a ABERTURA COMERCIAL, com a redução de barreiras tarifárias e não tarifárias, a começar pelos bens de capital e insumos intermediários.

- No campo tributário, a RECOMENDAÇÃO é consolidar os impostos sobre o consumo em um único imposto sobre valor agregado. Com diferentes estratégias, esse é o objetivo perseguido pelo Congresso Nacional e pelo Poder Executivo em suas propostas de reforma tributária.

- Revisão de subsídios e isenções fiscais, que correspondem a 5% do PIB, e a REFORMA ADMINISTRATIVA, uma vez que o Brasil gasta mais com o funcionalismo do que o padrão internacional.

- REVER o ambiente de negócios. Uma empresa média brasileira gasta 1.500 horas para pagar impostos, ante 159 horas da média da OCDE.

- O governo deve continuar com avanços em sua agenda de reformas estruturais. Deve promover a concorrência e reduzir cargas regulatórias e complexidade fiscal.

Pelas estimativas da OCDE, as REFORMAS poderiam ELEVAR O CRESCIMENTO MÉDIO ANUAL em 0,9 ponto percentual.

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  • Sérgio Mello
  • 17 Dezembro 2020


 

O rótulo de "teórico da conspiração" é um dos instrumentos bélicos mais usados e mais eficazes no combate ao inimigo na guerra cultural. Para entrar nesta guerra e passar a ser rotulado é muito fácil. Basta dizer que você é contra as drogas e contra o aborto que já estará nela inserido. Um exemplo bem simples, embora a disputa pelo pensamento alheio não se resuma à saúde pública ou ao corpo feminino. 

O rotulado é sempre visto como um maluco pregador de profecias, um idealizador do passado, um fanático, um paranoico, um religioso que não quer a dita evolução social. Enquanto isso, o rotulador é o portador dos bons antecedentes, o titular da moral hodierna e evoluída; suas ideias são sempre as melhores. Ele acredita ser um hegeliano de primeira. Numa acepção essencial da teoria dialética de Hegel, a história da frente é sempre a evolução de bons e maus pensamentos rivais do passado.

Essa desqualificação é utilizada para evitar a resistência a novas ideias evoluídas da modernidade ou pós-modernidade. A intenção é desviar a atenção do verdadeiro foco do debate e fugir do enfrentamento de uma realidade sensível trazida pelo rotulado para um quadrante de escarnecedores. Os sofistas fariam melhor, já que jamais se recusariam a debater intensamente. É o abandono da inteligência, da razão, do pensar livre e democrático, em nome de supostas verdades consensuais ou contemporâneas. 

O pensamento é aviltado em nome de sensações românticas que ladeiam a razão humana. As melhores decisões são as pragmáticas, aquelas que resolvem tudo na hora e sem perder muito tempo. Afinal, o mundo anda rápido e precisamos acompanhar esse "trem bala". 

As repetições são usuais em detrimento do pensamento criativo. É uma espécie de barbarismo intelectual que invadiu sorrateiramente as mentes e os corações humanos a partir de um certo momento na história. Mario Ferreira dos Santos nos diz que estamos hoje no maior caos aporético já visto, com a caricaturização da pessoa inteligente e a coroação do "pensador" malandro (em Invasão vertical dos bárbaros).

O tal do "inimigo das verdades consensuais" modernas tem as suas próprias verdades e quer expô-las contra aquilo que Theodore Dalrymple também combate: a frivolidade do mal. O pensamento do rotulado é voltado para o futuro. A sua "conspiração" nada mais é do que história e filosofia pura e autêntica.

Evitar a degradação cultural, a desumanização humana. Esse é o intento dos tais "conspiradores". 

 

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  • Jorge Schwerz
  • 15 Dezembro 2020

 

 

 “Um povo que não conhece sua História está fadado a repeti-la.” (Edmund Burke)


 

O último dia 27 de novembro, uma sexta-feira, não teria nada de especial se não fosse a antevéspera do segundo turno das eleições municipais no Brasil.

A eleição para a Prefeitura de Porto Alegre revestiu-se de um tom especial, pois concorria ao mandato de prefeito a candidata da extrema-esquerda do Partido Comunista do Brasil. Felizmente, derrotada!

 

Seria somente isso se esta data não carregasse uma importante mensagem, quando voltamos 85 anos no passado e lembramos que o comunismo, pela primeira vez, acercou-se do Brasil de forma violenta.

 

Foi neste dia de 1935 que houve a tentativa de tomada do poder pelos comunistas liderados pelo maior traidor da pátria brasileira, Luis Carlos Prestes, ex-Capitão do Exército, espião da União Soviética; o qual entrou no Brasil sob disfarce, escoltado pela agente do Serviço de Inteligência do Exército Vermelho, Olga Benário.

 

A primeira lembrança que tenho dessa traição, foi o medo que os nossos instrutores provocavam nos alunos e cadetes, rememorando que, durante a intentona comunista, muitos companheiros foram mortos quando ainda dormiam. Servindo-nos como exemplo para que estivéssemos sempre atentos durante os nossos serviços de vigia.

 

Honrando os que tombaram defendendo o Brasil, o Blog Ao Bom Combate! não poderia deixar de relembrar esta data.

 

Para tal, conto com a prestimosa ajuda do Coronel Luiz Ernani Caminha Giorgis, do Exército Brasileiro e Presidente da Academia de História Militar Terrestre/RS que, gentilmente me concedeu a honra de usar as suas palavras para que a Intentona Comunista não seja nunca esquecida.

 

“O preço da liberdade é a eterna vigilância!”

 

*O autor é Coronel Aviador
 

A INTENTONA COMUNISTA DE 1935 EM POUCAS PALAVRAS


 

Coronel de Infantaria Luiz Ernani Caminha Giorgis, do Exército Brasileiro.


 

Em 1908 surge, no Rio de Janeiro, a Confederação Operária Brasileira (COB), inspirada em Karl Marx e Friedrich Engels. Seu órgão oficial é o jornal “A Voz do Trabalhador”, que adota uma linha grevista-reivindicatória e contrária ao Serviço Militar.

 

Com a Revolução Comunista na Rússia, em 1917 a COB ganha força e passa a atacar acintosamente o Governo Federal.

 

Em 1922, é organizado o Partido Comunista Brasileiro (PCB), no Rio de Janeiro, negando o sentimento de Pátria e manifestando a tomada do poder pela força. O PCB lança o jornal “O Movimento Comunista” e em seguida o “A Classe Operária”. Em seguida, surgem no cenário duas novas

organizações, a Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT) e a Federação Sindical, ambas nitidamente subversivas. A agitação reinante faz o Presidente Arthur Bernardes decretar o Estado de Sítio, somente suspenso em 1927, já com Washington Luís. No mesmo ano, o Congresso aprova lei colocando o PCB na ilegalidade. O movimento comunista passa a ser clandestino. Em um congresso, o Partido escolhe Luís Carlos Prestes para líder que, convidado, aceita. Prestes era conhecido nacionalmente pela participação na Coluna de Miguel Costa (movimento tenentista).

 

Em 1931, Luís Carlos Prestes segue para a União Soviética, onde faz cursos de liderança comunista. No regresso, assume a direção do Partido. As atividades comunistas ganham incremento. Em 1934, surge a Aliança Nacional Libertadora (ANL), nova organização comunista, melhor estruturada. A ALN será o dínamo da Intentona e Prestes é o Presidente.

 

Neste contexto, o deputado Carlos Lacerda lê em plenário um manifesto de ataque ao governo, combatendo o imperialismo e o latifúndio. O manifesto favorece os comunistas.

 

Em 1935, chega ao Brasil o agente do Komintern Artur Ewert, para auxiliar na articulação do movimento. A propaganda comunista chega aos quartéis, através de elementos doutrinados por Prestes e por Agildo Barata, entre outros. O assalto comunista torna-se iminente.

 

A 23 de novembro inicia-se o levante em Natal, estendendo-se ao Recife em 24 e ao Rio a 27. Na Capital Federal, irrompe no 3º RI (Praia Vermelha) e na Escola de Aviação (Campo dos Afonsos). No 21º BC em Natal, às 1930 h de 23Nov (sábado), dois sargentos, dois cabos e dois soldados prenderam o Oficial de Dia (Ten Abel) e abriram o quartel para os demais revoltosos. Muitos eram remanescentes da recém-extinta Guarda Civil. O armamento e a munição foram retirados das reservas e paióis. Armados, os revoltosos atacaram o quartel da Polícia Civil que, depois de 19 horas de resistência, rendeu-se. Os comunistas só fugiram com a ação das tropas federais, depois de terem feito vários assassinatos, saques e arrombamentos, ao longo de quatro dias. Presos logo após, responderam processos na justiça.

 

Em Recife, quando os militares comunistas souberam dos acontecimentos em Natal, insurgiram-se contra seus comandantes. Em Olinda, no dia 24, civis comandados por um sargento, atacaram a Cadeia Pública, apoderando-se do armamento. A Secretaria da Segurança Pública, bem como o QG da 7ª RM foram também atacados. No CPOR, um sargento matou um oficial e feriu outro, sendo preso em seguida. Os confrontos mais graves ocorreram no 29º BC. Um comandante de Companhia, o Ten Lamartine, colocou sua tropa contra as forças legais, no que foi seguido por outras sub-unidades. Lamartine apossou-se de todo o armamento e suas tropas ocuparam vários pontos do Recife. Com o reforço de tropas das Alagoas e da Paraíba o comandante das forças legais, Ten Cel Afonso de Albuquerque, conseguiu cercar os rebeldes. Resultado: dezenas de mortos, cerca de 100 feridos e 500 rebeldes presos.

 

No Rio de Janeiro aconteceram os fatos mais graves, por ser a Capital Federal. Os dois locais de maiores levantes comunistas foram o 3º RI (Praia Vermelha) e a Escola de Aviação (Campo dos Afonsos). No 3º RI, a doutrinação comunista tinha atingido oficiais e graduados, em todas as sub-unidades. Os líderes eram os capitães Álvaro de Souza, Agildo Barata e José Brasil. A unidade estava de prontidão no dia 26 Nov, em função dos acontecimentos no NE. Neste dia, à tarde, o Cap Agildo Barata recebeu ordem de Luís Carlos Prestes para deflagrar o movimento na madrugada de 26/27. O 1º tiro foi disparado às 0200 h, no pátio do Regimento. Em seguida, a Companhia de Metralhadoras foi atacada e reagiu, sob o comando do Cap Álvaro Braga. Depois de muito tiroteio e prisões de oficiais legalistas, os comunistas, ao amanhecer, dominaram o RI, inclusive com a prisão de seu Cmt, Cel Afonso Ferreira.

 

A reação legalista, comandada pelo General Eurico Gaspar Dutra, não tardou, tendo a tropa cercado o 3ºRI. Sob ataque de Infantaria e Artilharia, os amotinados não resistiram e renderam-se, por volta de 1300 h do dia 27Nov.

No Campo dos Afonsos, o ataque rebelde iniciou por volta de 0200 h do mesmo 27 Nov, liderado por dois capitães. Dois outros capitães, legalistas, foram assassinados enquanto dormiam. Um outro oficial foi morto após ter sido preso, já desarmado e incapaz de reagir. Os amotinados apossaram-se do armamento e munição e buscaram os hangares, para acionar os aviões, mas as baterias de obuses do Grupo Escola de Artilharia impediram o acesso. No 1º Regimento de Aviação, vizinho à Escola, o Ten Cel Eduardo Gomes comandou a reação com êxito, até a chegada das forças legais. Muitos revoltosos fugiram e 254 foram presos.

 

Anos depois, os comunistas da Intentona de 1935 foram anistiados e perdoados pela Sociedade, mas realizaram, em 1964 e 68, novas tentativas.

O saldo da Intentona Comunista de 1935 foi de mais de 100 mortos, entre civis e militares, e 500 mutilados e feridos.

 

*Publicado originalmente em https://www.aobomcombate.org/

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  • Leandro G.M. Govinda
  • 14 Dezembro 2020

HORA DE CANCELAR OS RADICAIS

Leandro G.M. Govinda

 

O ano de 2020 não foi fácil. Foi o ano em que o mundo parou, pelo menos durante algumas semanas, quando o comércio em geral, os shoppings, as feiras, as igrejas, as escolas, as universidades foram fechados, e as pessoas foram compelidas a ficarem em casa, deixando as ruas, os parques, as praças, as praias e outros espaços públicos desertos, parecendo o cenário daqueles filmes do fim do mundo. Apesar da tragédia humanitária que grassou o ano de 2020, os grupos radiciais progressistas continuaram a agir sem cerimônias e até intensificaram as suas práticas para tentar conter o avanço do conservadorismo mundo afora.

 

Foi em 2020, por exemplo, que uma empresa de cosméticos usou uma mulher transgênero como “garoto-propaganda” de um comercial da campanha do dia dos pais. Para muitos, a peça publicitária não representa a esmagadora maioria dos pais das famílias tradicionais, que acordam cedo, levam seus filhos para a escola, passam o dia trabalhando duro e, quando voltam para casa, ainda encontram tempo para ensinar valores importantes aos seus filhos, como o respeito ao próximo e a tolerância às diferenças. Foi também em 2020 que uma grande loja de departamentos proibiu pessoas brancas de participarem de um programa de contratação de novos funcionários. Esse tipo de política propaga um preconceito às avessas e lembra as práticas de segregação racial nos EUA e na África do Sul do século passado, onde por muito tempo brancos e negros não podiam se misturar. Nesse famigerado 2020 o grupo progressista anônimo Sleeping Giants boicotou organizações sociais e veículos de comunicação defensores de ideais conservadores, como a Gazeta do Povo e a Brasil Paralelo, ao ameaçar fazer linchamento virtual das empresas que continuassem apoiando esses grupos. O corrente ano também foi marcado pela violência contra a língua portuguesa praticada não só por empresas, mas também por escolas e universidades que resolveram alterar a grafia de palavras para supostamente neutralizar o gênero masculino e feminino. Foi o caso daquela escola carioca que passou a se dirigir aos seus estudantes como “querides alunes”.

 

Os progressistas querem empurrar goela abaixo essa agenda radical. Aproveitaram o cenário da pandemia para avançar a passos largos nessa direção. Como as reuniões públicas e privadas estão proibidas, as pessoas não tiveram a chance nem de protestar contra essas iniciativas totalitárias. Mas nem tudo está perdido. As empresas que aderiram à modinha progressista não estão preocupadas com minorias nem com justiça social. São apenas oportunistas que se apropriam de certas bandeiras para fazer marketing. Antes de mais nada, essas empresas são capitalistas e o que move todo capitalista é o lucro. Nesse contexto, o poder de compra do consumidor é um poderoso instrumento de protesto. O consumidor que não se identifica com o “pai” transgênero; que acha preconceituoso contratar as pessoas em razão da cor da pele; que é contra milícias anônimas na rede de internet; que não quer que os seus filhos falem igual ao Mussum dos Trapalhões, esse consumidor tem o poder de “cancelar” as empresas que adotam essas políticas que propagam um discurso radical e de acirramento da divisão entre as pessoas. O direito de escolha do consumidor é uma forma pacífica e muito eficaz de conter o avanço dessa agenda radical de “progresso”, porque tem reflexo direto sobre a parte mais sensível dos executivos e acionistas dessas empresas – o bolso. Então, nesse Natal, lembre disso quando for às compras.

 

Leandro G.M. Govinda é Promotor de Justiça em Santa Catarina e aluno do Mestrado em Direito na Universidade George Washington em Washington D.C. Formou-se em Direito na Universidade Federal de Santa Catarina e especializou-se em Direito Tributário pela Universidade do Sul de Santa Catarina.

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  • Alex Pipkin, PhD
  • 13 Dezembro 2020

É A ECONOMIA! NÃO! É A FALTA DE LIVRE MERCADO.

Alex Pipkin, PhD

 


Eu sofro com a pobreza material dos brasileiros. Porém, fico ainda mais indignado com a escassez de educação e com a pobreza intelectual de um povo, que faz com que parte da população seja enganada e facilmente manipulada pelo ilusionismo sedutor de um pensamento esquerdista “progressista” interesseiro e estúpido.


Pobres são condenados à pobreza inescapável quando governos populistas e despreparados impõem regulamentações burocráticas descabidas, custosas e rígidas, que desencorajam as empresas de iniciar ou expandir suas operações, reduzindo a geração de empregos para aqueles que mais precisam de oportunidades.


Empresários são forçados a jogar pelas janelas o suado dinheiro, a fim de suportarem uma burocracia burra, ao invés de focarem e investirem em novos negócios e na criação de mais empregos.


Quando governantes ineptos em quase tudo, especialmente em economia e negócios, aumentam tributos, tenha a certeza de que mais empregos serão destruídos, já que os empresários terão que repassar o acréscimo de impostos para os preços de seus produtos e serviços que aumentarão, e assim serão prejudicadas desproporcionalmente as famílias de baixa renda.


Claro que agora dá para perceber que a combinação de menos oportunidades de emprego e um custo de vida mais alto torna ainda mais difícil para os pobres saírem da pobreza.


Analise, por exemplo, o que está acontecendo com a progressista e sonhadora Califórnia nos Estados Unidos. Aparenta que a fantasia progressista californiana está prestes a ruir...


A Tax Foundation americana comprova que na Califórnia as regulamentações e seus impostos muito altos geram um clima de negócios desfavorável, além de aumentar o custo de vida e reduzir sensivelmente as oportunidades de emprego, em especial, para os mais pobres.


Pois é; a falta de educação de qualidade cega a massa popular de atentar para o fato de que a imposição estatal de regulamentações rígidas, contraproducentes, combinada com tributação elevada, provoca um êxodo de empresas, tais como o de indústrias que são geradoras de empregos para a classe média e para os grupos minoritários.


Ironicamente, a solução de social-democratas e de esquerdistas para tal problema é MAIS, NÃO MENOS, IMPOSTOS. Inacreditável!


As Big Techs estão em franca debandada do Vale do Silício. A Tesla já tinha saído, agora está sendo a vez da Oracle transferir sua sede da Califórnia para Austin, no Texas.


A farsa progressista é comprovada pelos fatos: a Califórnia é o pior estado dos EUA no que diz respeito à criação de empregos para a classe média, e o Estado líder no país na criação de empregos abaixo da média e de baixa remuneração. O Estado tem criado menos empregos para os negros, e sua “bondosa” (des)política educacional a posiciona com as piores pontuações em relação aos estudantes negros em uma série de seus condados.


Como por aqui, em bandas tupiniquins, eu sei que “educadores” progressistas estão muito mais interessados ??em doutrinação política do que em melhorar pragmaticamente os resultados escolares.


O foco da agenda progressista, evidente, está centrado em cursos que repelem o “capitalismo” - até em cursos de gestão e negócios! - em racismo, em matemática contra a dominação (risos), sem falar nas tradicionais aulas de “história”...


Quais são os fatos? Basta analisar os resultados concretos do Brasil nos comparativos internacionais, para se constatar que o despertar “crítico” para a consciência oprimida versus opressora não tem conduzido os jovens brasileiros a carreiras profissionais de sucesso, mas sim ao triste racha social que vivenciamos.


Não se pode pensar, operar e produzir um aumento da produtividade nacional, desenvolver novas e altas tecnologias, e otimizar modelos de gestão e negócios com o centro em ideologias!


Qualquer indivíduo genuinamente livre em pensamento sabe que a elite progressista, apologista da melhoria de vida dos descamisados, está mesmo interessada no voto de jovens idealistas inexperientes, e de velhos ainda empenhamos no retorno ao paraíso tribal.


Mas perdoa-lhes; eles não sabem o que falam e o que fazem...


Eles não se dão conta de que o sistema capitalista é aquele do “inovatismo”, muito mais da aplicação de ideias verdadeiramente de progresso e de inovações humanas do que da alocação de capital financeiro.


Eles não sabem que as inovações e o progresso prosperam naqueles lugares onde diferentes padrões culturais podem se misturar, livremente, sem imposições estatais e demais coerções, e desconhecem que tal evolução ocorre em todas as esferas da vida econômica, social e cultural.


Perdoa-lhes! Eles pensam que são os monopolistas das virtudes, da moral superior; os guerreiros infalíveis da justiça social.


Porém, eles são verdadeiramente como aqueles mimados adolescentes, que pensam que são “os caras” no ensino médio, quando quase todos os outros sabem que eles são mesmos tristes idiotas.


É; eles não querem saber que é impossível “recomeçar do zero”, mas que com mais liberdades individuais e econômicas, e com o poder das ideias, das práticas comprovadamente bem-sucedidas, e com a destruição criativa e as inovações do verdadeiro sistema capitalista, é possível começar a pensar e a fazer um novo e genuíno fim de progresso e de desenvolvimento para todos.

 

Eles não sabem que a história do desenvolvimento econômico e social da humanidade atesta que a melhoria de vida dos pobres só pode ocorrer em um ambiente de livre mercado, de ideias inovadoras e do magistral processo da destruição criativa *.

 

*É pelo processo de destruição criativa, por dentro dos mercados, que empreendedores descobrem oportunidades não atendidas e/ou mal atendidas especificamente, e criam novas soluções em termos de produtos, serviços e experiências, ou novas formas de produzir que florescem causando mudanças na dinâmica econômica. A destruição criativa é a força vital do crescimento econômico, o movimento empreendedor que cria e leva negócios, trazendo novas indústrias e inovações, varrendo a ordem existente até então. Evidente que o processo traz simultaneamente a criação (do novo) e a destruição (do antigo).

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