"Se eu tivesse um mundo só meu, tudo seria bobagem. Nada seria o que é, porque tudo seria o que não é. E, ao contrário, o que é, não seria. E o que não seria, seria. Entende?" (Chapeleiro Maluco)
A frase acima é um dos trechos mais famosos extraídos do clássico livro "Alice no País das Maravilhas", escrito no século XIX pelo autor inglês conhecido pelo pseudônimo de Lewis Carroll, e reproduz um dos diálogos travados entre a personagem Alice, do título do livro e o personagem designado Chapeleiro Maluco. O nome desse último personagem vem da expressão inglesa "mad as a hatter" (louco como um chapeleiro, em tradução livre) fazendo referência à Síndrome do Chapeleiro Maluco.
Esse trecho genial e imortal me veio à cabeça lendo um Manifesto – mais um – perpetrado por várias pessoas do bem que se dizem "esquerdistas" e justificam o seu esquerdismo alinhavando uma série de conceitos ideais, limpos e bonitinhos, como sempre embalados ao som de "Imagine".
Que lindinho! Sério. É lindo mesmo. Nós também achamos.
Diferenças podem até existir. Afinal, nós não somos iguais. Mas, como dizem os portugueses, todas essas diferenças de fato são apenas "perfumaria".
Então provavelmente a única coisa de fato significativa que nos separa de vocês é que nós estamos despertos e vocês continuam sonhando.
Lamentavelmente, e é muito triste lhes antecipar isso, a realidade não é nem um pouco agradável, como vocês verão quando acordarem, e cheira mal paca, mas... fazer o quê? Precisamos de vocês despertas (os) e bem despertas (os). Desculpem o incômodo, então, tá?
Mas a gente precisa pedir com todo o carinho a todas (os) vocês: acordem Alices!
Tá mais do que na hora de acordarem desse sonho, pois o mundo das pessoas despertas não está questionando os valores que vocês defendem. Nunca esteve, pelo contrário. Ele os defende também.
Pois o problema verdadeiro é que, nesse mundo real – não no dos sonhos, entendam -, nesse mundinho velho, cruel e castigado em que nós que nada temos com essa confusão de termos que os parceiros de bandeira de vocês deliberadamente plantaram, nós, que não temos a sorte de viver no mundo onírico das Alices, nós estamos em guerra contra pessoas, também bem despertas – aliás, despertas até demais – que empunham a bandeira do Esquerdismo (a mesma bandeira bonitinha de vocês, olha só que grande chatice) e que querem destruir por completo todos os conceitos e valores que não apenas nós, mas também vocês dizem defender.
E nós estamos sozinhos defendendo o sonho de vocês, pelos vistos. Sozinhos, otários e sobrecarregados, portanto. Não é justo isso. Não mesmo.
Como fica então? Vocês vão pegar no pesado junto conosco? Não é lá muito honesto que apregoem uma coisa e nos deixem a nós nus e sozinhos nessa defesa, na prática, concordam? E ainda têm coragem de vir a público querendo angariar votos e curtidas no nosso lombo? Aí já é nos chamarem de macacos e pisarem no rabo, né?
Porque essa guerra está fraturando o mundo, enquanto vocês sonham. Essa guerra está trazendo o Caos e o sofrimento ao nosso cotidiano, enquanto vocês sonham. Porque o vosso sonho dá combustível a essas pessoas espertas. E que combustível! Pois elas se aproveitam do vosso sonho, como disfarce. E essas pessoas são reais neste mundo real. E muito, muito, muito perversas.
Então, acordem. Por favor!!!!!!!!!
Continuem defendendo os valores que dizem defender e continuem se dizendo esquerdistas, progressistas, comunistas, marxistas, socialistas, democratas, socialdemocratas, o que bem entenderem. Nada contra até então, enquanto não pretenderem destruir os nossos. Continuem com a vossa Filosofia de vida. Ninguém tem nada com isso. Nem precisam se dar ao trabalho de vir a público expô-la.
Mas não apoiem essas pessoas que se aproveitam do vosso estado sonambúlico para militando sob a bandeira do esquerdismo – a mesma de vocês, infelizmente – com o nome de PT, PSOL, PCdoB, adotando o vermelho ou o amarelo ou usando qualquer das cores do arco íris quando uma dessas cores já está com o filme suficientemente queimado e empunhando a bandeira do Partido Comunista Chinês, dos bolivarianistas, ou a da tal Nova Ordem (os espertos reais e pérfidos são muitos e adotam várias nomenclaturas) trazerem o incorreto, a bandidagem, a corrupção desenfreada, a perversão, a deturpação e o Crime ao nosso mundinho. Já é tão árduo manter um mínimo de Ordem nesse mundo desbotado do real em que vivemos. Nem precisávamos disso. Tenham dó!
E, para que fique bem claro: a omissão é a maior das escolhas. Não se esqueçam disso. Nem o fato de viverem no mundo dos sonhos justifica ou apaga isso. Sinto muito.
Ah! Mas nós não apoiamos isso. Pois é, né? Então gritem isso bem alto. Digam isso bem claro e nos apoiem quando os "outros esquerdistas" – os espertinhos, os perversos, aqueles que de fato aparecem no mundo real e desperto – usarem a mesma bandeira de vocês para praticarem o Mal e o Incorreto, o Crime e a Bandidagem.
Caso contrário, vocês incorrem no risco de cair num campo sagrado e imutável, aonde não existe espaço para palavrinhas bonitas e retóricas vazias, nem crenças ideológicas que as justifiquem. Nem espaço de manobra. Nesse terreno cristalino, o Bem é o Bem e o Mal é o Mal. E não tem Chapeleiro Maluco que desfaça ou conturbe isso. Ficará apenas a pergunta com toda a pureza de sua simplicidade: que forças de fato você defende?
Quando vocês começarem a fazer isso, ninguém mais vai questionar se vocês são de esquerda, da direita, do centro, do Leste, do Oeste ou do Baluquistão. Vocês nem precisam explicar o que isso significa, nem o que representa. Seria tão irrelevante como o fato de alguém se declarar publicamente fá da Madonna e outra pessoa confessar ser macaca do Chitãozinho & Xororó. Ninguém vai estar nem aí pra isso. Todos saberão quem está defendendo a Ordem, o Bem e o Correto. Porque será apenas isso que importa. Simples assim!
Porque, não tem jeito não: as bandeiras e disfarces são muitos, mas, no mundo real, neste mundo dos que estão de fato despertos, crime continua sendo crime, Bem continua sendo Bem e Mal continua sendo Mal!
E o problema, queridas Alices, é que eles todos – os que defendem o Crime e o Mal – optaram por adotar a bandeira do "esquerdismo" para agir dessa forma perversa. A mesma bandeira de vocês: a tal bandeira "esquerdista" bonitinha que vocês alegam seguir. Esse é o ponto!
E, olha só que má sorte essa de vocês, que são tão do Bem, tão boazinhas (os), mas nada fizeram na prática, até agora, para justificar os idealismos sonhados e honrar os valores que dizem defender. Tá mais do que na hora de acordar gente! Pois, apenas palavras e profissões de Fé bonitinhas não estão mais segurando a sanha destruidora desses comparsas de bandeira de vocês. Esses que estão despertos e agem em vosso nome, entendam.
Como pontificou manhosamente o falecido líder chinês, Deng XiaoPing, provavelmente não por acaso comunista – caramba! Que coincidência infeliz, meu -, que certamente deve ter decorado o livro de Carroll para cunhar a frase: "Não importa como se vai chamar o gato. O que importa é que caça ratos". Pois é! Precisa desenhar? Esse daí foi fã de carteirinha do Chapeleiro Maluco. Ele sabia que ia ter muito público pras artimanhas dele. Com certeza! Ele era oriental.
É só isso. Deu para entender o truque?
A essas pessoas que ainda estão adormecidas no palácio dos sonhos que um dia alimentaram, só me resta dizer-lhes, mais uma vez recorrendo ao livro de Lewis Carroll, mas desta vez reproduzindo um conselho dado a Alice por outro personagem da mesma fábula, o Gato de Cheshire:
"Minha querida Alice, nos jardins da memória, no palácio dos sonhos é lá que nos encontraremos".
Paulo Monteiro é amazonense, aposentado, formado em Administração de Empresas pela Univ. Federal do Amazonas e tem graduação em Psicanálise.
Quando foi que permitimos
que os que destruíam flores
cuidassem do nosso horto?
Em que tempo foi que, absortos,
deixamos que os imprudentes
gerissem nossos destinos?
Quando foi que abrimos mão
de ensinar aos meninos
e cedemos à "didática"?
Se erro, dize-me então:
como foi que se perdeu
essa dadivosa prática?
Sem pretender insistir
sendo apenas consistente,
convém-me só perquirir:
Como, quando e até por que
aplaudimos o momento
em que ataram nossa gente?
Primeiro eles vieram
e ocuparam nossos lares;
e lhes fizemos família.
Então eles nos disseram
que era preciso mudar
e nos cercaram em ilha.
E ainda que cuidariam
de nossos filhos e filhas
e atraíram suas mentes.
E, quanto aos dissidentes,
chamaram-nos de inimigos
e perdemos nossos entes.
Depois fomos divididos
em "nós" e "eles": os canhotos
e os faltos de alma vivente.
Chamaram os do outro lado
de lixo e coisa indizível
e nós nos tornamos bichos.
E sem prestar atenção
deixamos que dividissem
o que não tem divisão.
E eles propuseram ainda
que moldássemos a fé
para alguma coisa linda.
E quando nós percebemos,
não havia mais uma fé,
mas só concepções fingidas.
E as Escritura Sagradas
Foram sendo assim mudadas
por forma de manifesto.
E o que nos sobrou, de resto,
não foi uma religião,
mas um guia de protestos.
E entregamos liberdade
na troca por igualdade.
E, quando já era tarde,
perdemos as nossas tardes.
Sem alarde, nos tiraram
o direito de pensar.
Já não tínhamos ideias,
apenas meras doutrinas.
E nos armaram as teias,
caímos na malha fina.
E eles nos desarmaram
e impuseram violência.
Quando fomos reagir
restava-nos a demência.
Odiamos o patrão
todos empreendedores
os que são do sexo oposto
e pessoas de outras cores...
Apartamo-nos de irmãos
criamos grandes barreiras
perdemos os sentimentos
e sofremos de cegueira.
Onde ficaram as praças?
Onde estão todas as flores?
Quem quebrou nossas vidraças
e quem levou nossas cores?
Onde está toda beleza?
Quem destruiu essas artes?
Onde guardaram riquezas?
Quem fez todos os desastres?
Mas, agora, acordamos
para a dura realidade:
o custo da ignorância
é a nossa liberdade!
#ocustodaignorância
SITUAÇÃO FISCAL
Antes de tudo é inegável a gravidade da SITUAÇÃO FISCAL do nosso empobrecido Brasil. Como tal exige muito cuidado para que a encrenca não se transforme numa HECATOMBE ECONÔMICO/FINANCEIRA, com consequências ainda mais sérias, como, aliás, apontam certos economistas que já participaram de equipes econômicas de governos anteriores, mas não foram capazes de resolver os graves problemas FISCAIS do país.
DÉFICIT ORÇAMENTÁRIO
Para os menos iniciados, vale lembrar que no início deste ano o ORÇAMENTO DA UNIÃO (LOA) previa um DÉFICIT FISCAL na ordem de R$ 124 BILHÕES, com grande chance de ser reduzida para R$ 80 BILHÕES por conta de boas ENTRADAS NO CAIXA, derivadas de PRIVATIZAÇÕES, VENDA DE PARTICIPAÇÕES E OUTRAS MEDIDAS que já estavam previstas desde o final de 2019.
ANO ESPERANÇOSO
Mais do que sabido, justamente quando dava início o até então esperançoso ANO-REAL (tradicionalmente o país só começa a andar, de fato, DEPOIS DO CARNAVAL) o MUNDO TODO, não só o BRASIL, foi atingido pela dramática e destruidora PANDEMIA DO COVID-19, cujas terríveis consequências aí estão, de maneira muito clara, no elevado DESEMPREGO, no FECHAMENTO DE EMPRESAS, na QUEDA DA ARREDAÇÃO FISCAL e nos GASTOS PÚBLICOS para AMPARAR OS MAIS ATINGIDOS.
DUAS CONTAS
Considerando que o Brasil foi atingido por algo -EXCEPCIONAL-, do tipo que não se repete a todo momento, o que se faz necessário é encontrar a melhor forma de financiar a pesada CONTA DA EXCEPCIONALIDADE (hoje projetada em torno de R$ 600 BILHÕES), e, concomitantemente, dar continuidade ao que propõe o ORÇAMENTO DE 2020, o qual, repito, identificava um DÉFICIT PÚBLICO de R$ 124 BILHÕES.
JOGADO ÀS FERAS
Ora, gostando ou não o fato é que, a pesada CONTA, parcial ou total, aí está. E como tal o PACIENTE BRASIL exige ATENÇÃO E SACRIFÍCIO DE TODOS OS PODERES DA REPÚBLICA e não é apenas do PODER EXECUTIVO, onde o ministro Paulo Guedes, ao invés de ser ouvido, tem sido jogado às feras, empurrado por POPULISTAS E ASSISTENCIALISTAS, do tipo que não têm o menor compromisso em apontar FONTES DE FINANCIAMENTO DOS IMENSOS GASTOS PÚBLICOS.
CDS BRAZIL 5 YEARS
Para encerrar recomendo que antes de dar ouvidos aos analistas do caos, tratem de verificar a cotação do RISCO BRASIL no mercado internacional. Nos últimos dias, vale registrar, o valor do CDS BRAZIL 5 YEARS está em 217,5 pontos-base. Ora, se o mercado financeiro internacional desse ouvido aos nossos analistas de plantão, certamente veríamos a cotação do CDS voltar aos valores mostrados durante o período Lula/Dilma, ou seja, na ordem de 400 pontos-base.
ESPAÇO PENSAR +
No ESPAÇO PENSAR + de hoje: A MORTE LENTA DAS INSTITUIÇÕES - por Percival Puggina. Para ler acesse o link: https://www.pontocritico.com/espaco-pensar.
19 out 2020
No dia 4 de outubro de 2020, foi publicado um manifesto redigido por professores de Harvard, Oxford e Stanford e subscrito por mais de seis mil cientistas e médicos do mundo inteiro. Na carta, os jovens são conclamados a retomarem as suas rotinas com normalidade, a fim de induzir a chamada imunidade de rebanho, mecanismo que dificulta a propagação de qualquer vírus a medida que aumenta o número de pessoas que se contaminam e se tornam imunes naturalmente (The Great Barrington Declaration, disponível em https://gbdeclaration.org/).
Esse chamamento lembrou-me um dos episódios mais marcantes do século XX. No dia 6 de junho de 1944, que ficou conhecido com o Dia D, milhares de jovens também foram chamados para uma missão: desembarcar numa praia da Normandia para dar início a campanha dos Aliados para retomar o território francês ocupado pelos nazistas. Aqueles jovens sabiam que muitos deles morreriam antes mesmo de pisar nas areias da praia, pois seriam fuzilados pelos nazistas ainda dentro dos botes que os transportavam, como ilustrou muito bem as primeiras cenas do filme “O resgate do Soldado Ryan”. Apesar de a convocação ser praticamente uma sentença de morte, esses jovens não se acovardaram. Eles enfrentaram o medo de morrer e lutaram pela liberdade não apenas deles próprios, mas principalmente dos seus filhos e das futuras gerações. E graças a esses heróis anônimos atualmente desfrutamos dessas liberdades que os regimes nacional-socialistas queriam nos tolher.
Se você ainda não percebeu, estamos em guerra de novo. A diferença é que dessa vez não precisamos pegar em armas para vencer a luta e não estamos diante de uma morte quase certa no campo de batalha. Também não estamos sendo chamados a enfrentar o inimigo por governos ou malucos neonazitas ou supremacistas brancos. O chamamento foi feito por milhares de estudiosos e está baseado em evidências científicas de que a taxa de letalidade associada ao novo coronavírus entre a população jovem é baixíssima (mil vezes menor do que entre idosos). Os jovens precisam se expor a esse risco para livrar a humanidade da ameaça que esse vírus representa tanto para a nossa saúde quanto para as nossas liberdades.
Até quando vamos ignorar o alerta de milhares de médicos e cientistas e continuar seguindo blogueiros e artistas? Nem a OMS defende mais medidas como lockdown e quarentena, pois reconhece que foram um erro. Apesar disso, tem gente que continua acreditando no que diz esse tal de Felipe Neto, um sujeito incapaz de realizar qualquer atividade produtiva para a sociedade, porque o seu único “talento” é pintar o cabelo de azul e fazer lives para falar a respeito do seu próprio pênis. Por que diabos continuar obedecendo a cantora Anitta, que manda você ficar em casa, enquanto ela viaja para a Itália para curtir o verão Europeu e reunir multidões nos seus shows? Ainda não deu para perceber que essa galera está se lixando para a sua saúde? Enquanto você adoece e empobrece confinado entre quatro paredes, a turma do “fique em casa” enche os bolsos de dinheiro com os anúncios publicitários nos canais do YouTube onde eles veiculam o lixo que produzem. Não se engane: esse pessoal não quer o seu bem; eles estão do lado daqueles que querem aniquilar as suas liberdades.
A derrota do inimigo só depende da nossa atitude, mas é justamente essa atitude que está nos faltando. Claro que ninguém quer ser aquele jovem que entrará nas estatísticas de morte em decorrência da COVID. Não desejo isso nem para mim, nem para os meus familiares, nem para os meus amigos, nem para ninguém. Mas devemos assumir esse risco, que, repita-se, é insignificante, se comparado com o risco a que se expuseram tantos jovens nas guerras que hoje ilustram os livros de história. Precisamos assumir esse risco ínfimo não apenas para resgatar as nossas liberdades, mas também para salvar os nossos idosos, em memória daqueles que lutaram bravamente no passado para garantir o nosso bem-estar hoje. Precisamos assumir esse risco para salvar as nossas crianças que estão ficando doentes não de coronavírus, mas de depressão porque foram privadas da alegria de serem livres.
Se você também não quer bater continência para um ditador, acorde! A guerra está aí e temos que reagir logo. As nossas liberdades foram tomadas de assalto e não será fácil recuperá-las. Cancele esses blogueiros e artistas que se arrogam no direito de mandar você ficar em casa. Tire o pijama e retome as rédeas da sua vida. Faça isso pelo seu próprio bem e dos seus filhos. Faça isso agora, porque daqui a pouco já será tarde demais.
Leandro G.M. Govinda é Promotor de Justiça em Santa Catarina. Formou-se em Direito na Universidade Federal de Santa Catarina e é especialista em Direito Tributário pela Universidade do Sul de Santa Catarina. Foi pesquisador do CNPq, Técnico e Auditor-Fiscal da Receita Federal e Procurador da Fazenda Nacional. Ex-Professor da Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL) e da Escola do Ministério Público. Escreveu artigos publicados na Revista Tributária e de Finanças Públicas, na Revista Fórum de Direito Tributário, na Revista dos Tribunais (RTSUL), na Revista Eletrônica “Jus Navigandi” e no portal “Meu Site Jurídico”.
Laranja é laranja; limão é limão.
Se quiseres ver uma laranja mais verde ou limão amarelado, sem problemas! O que importa pra mim é o suco, bom. O que genuinamente conta, são pensamentos pensados e ditos.
Evidentemente, com razão.
Que mundo! Faltam e abundam intelectuais. Faltam aqueles que pensam sobre laranja, limão, pera, para melhorar, utilmente o mundo. Abundam retóricas supostamente inteligentes, rebuscadas e estéticas que não servem para nada; isso mesmo, nada!
O mundo de hoje está repleto de jovens que querem viver "por procuração", gozar sem sofrer, pensar que são sem pensar profundamente, e ascender sem obrigatória caminhada.
Ah, como são amplas e variadas as janelas para quem já esteve lá fora fazendo; como são estimuladoras e transformadoras! A experiência nos permite enxergar um erro quando o cometemos novamente...
Pois é, mas o mundo de hoje está cheio de leitores de orelhas de livros e de consultores com um ou dois anos de experiência empresarial, querendo ditar regras para estudiosos e viajantes grisalhos.
O mundo de hoje é contra quase tudo e todos, ressentido - algumas vezes até com razão - mas sem arrazoamento para dizer.
O mundo de hoje progrediu cientificamente e empobreceu culturalmente.
Grande parte do mundo que deseja liberdade - sem racionalidade e sem responsabilidade - e que pensa ser livre, está preso na mediocridade, no doce e sedutor "mundo fácil" do agora.
Que mundo complexo, em que não se enxerga aquilo que está na frente da face!
Paradoxal; ao mesmo tempo só se desejam os prazeres do imediatismo daquilo que está na frente.
O ser humano, embora possua a distintiva capacidade cognitiva para enxergar e planejar o adiante, padece de racionalidade.
Só tem mirado o umbigo, e o deleitável viés do presente, sempre abastado de recompensas de curto prazo em vez de colheitas mais produtivas no longo prazo.
Não, não sou saudosista, mas que mundo é esse?
O comunismo é uma ameaça real e imediata às nossas vidas, nossas liberdades e nosso direito à propriedade. Precisamos conhecê-lo para podermos combatê-lo e não apenas ficarmos apagando os incêndios, sempre de forma inadequada, sem nem ao menos entendermos suas reais causas.
Muitos acreditaram que o Comunismo havia acabado com a queda do Muro de Berlin, no final dos anos 80, mas isso foi apenas uma cortina de fumaça. O sistema econômico soviético fracassou (a economia socialista é inviável por natureza) e seu regime ditatorial falido já não serviria mais em tempos modernos. Não tinham como vencer a Guerra Fria, o modelo Stalinista se esgotou, então fizeram da queda uma retirada estratégica. Estava na hora de adotar outros meios, silenciosos, graduais, não violentos, para implantar o comunismo no mundo, dando prosseguimento a grande marcha, agora feita pelas sombras. O mundo viu na queda uma vitória. Ledo engano.
Desde a década de 30, Intelectuais comunistas vem elaborando novos métodos de subversão através da infiltração gradual, pois sabiam que processos revolucionários armados são caros e de resultados muito incertos. Podemos destacar três principais:
1. Antônio Gramsci, ideólogo comunista Italiano, inaugurou o marxismo cultural, propondo a tomada comunista da sociedade através da infiltração dos meios culturais, e não pelo sequestro dos meios de produção. Tomar as escolas e universidades é mais importante que tomar os quartéis; Os socialistas;
2. Fabianos seguiram linha semelhante, onde o processo seria a conquista gradual das instituições do estado, até o ponto de todos viverem sob o socialismo, sem perceber. Vem daí a Social Democracia;
3. Frankfurtianos, judeus comunistas que fugiram da Alemanha nazista para os EUA, que, como Gramsci, desenvolveram as ideias semelhantes de revolução cultural, mas multiplicando a luta de classes em todas as relações humanas, entre homens e mulheres, negros e brancos, pais e filhos, Cis e trans etc, em uma matriz infindável de relações conflituosas, sempre sob a ótica de "opressores e oprimidos". Questões atuais como "ideologia de gênero", "Politicamente correto", "Discurso de ódio", "Movimentos identitários", "Movimentos sociais", opressão da sociedade "Patriarcal", a terceira onda do "Feminismo", o ambientalismo militante, o "Veganismo" etc etc etc não caíram do céu por acaso, são as fagulhas da transformação gestadas pelo Marxismo Cultural. Seu objetivo é destruir os fundamentos da sociedade ocidental, a família, a moral judaico-cristã, a história e, consequentemente, toda a propriedade privada, toda a liberdade individual, para então poderem reinar.
As novas ideias se propagaram e foram semeadas por todo o mundo e o novo processo de tomada comunista foi iniciado, de forma distribuída e sem pressa. Precisariam de pelo menos uma geração gestada sobre esses novos preceitos para atingirem a massa crítica necessária para a transformação, cerca de 30 anos.
No Brasil, com a abertura democrática e a nova constituição de 1988, de cunho essencialmente socialista, foram criados o PT e o PSDB, que dominariam o cenário político, fingindo uma falsa dicotomia entre direita e esquerda. Na America Latina, os movimentos de esquerda se uniram para formar o Foro de SP, sob o comando de Lula, Fidel e Chavez, visando criar a Pátria Grande, uma espécie de União Soviética Latina. No mundo, o multilateralismo comercial seria a porta de entrada para o fim das soberanias nacionais. ONU, UE e outros organismos foram igualmente controlados, aparelhados e instrumentalizados, impondo a influência política em sobreposição à econômica. China e Rússia tiveram processos próprios, adaptando seu comunismo aos preceitos do neoliberalismo. Mas não para por aí, os monopólios tecnológicos e as grandes fortunas (já ouviu falar dos Globalistas e de George Soros?) não ficariam de fora. Um exemplo, são as principais redes sociais, monopólios globais, que foram tomadas pelo Progressismo, um termo bonitinho para Socialismo.
A Fraudemia do Partido Comunista Chinês dá um capítulo à parte, os governos socialistas do mundo estão aproveitando a crise para subjugar seus povos, destruindo suas economias e confiscando suas liberdades, sob a desculpa de "salvar vidas". O template veio pronto, respaldado pelo puxadino do PCC, a OMS e muita "ciência"! Vejam a Argentina, uma catástrofe mais que anunciada.
Todos os conflitos que estamos presenciando hoje no mundo ocidental, todas as ações de tensão social, tiveram suas origens nessa revisão do Comunismo internacional. O que acontece nos EUA, Brasil, Venezuela, Europa, Argentina, entre outros, é reflexo dessa ação comunista gradual e teve as mesmas origens. Ora, se não entendermos as origens, as raízes desses conflitos, estaremos condenados a uma luta incessante e exaustiva contra as consequências. Se quisermos apagar esse fogo de fato, precisamos conhecer o inimigo.
Texto publicado originalmente na página do autor no Facebook, que tem o nome “O bom reacionário” (que ele diz inspirado em Nelson Rodrigues, um autorrotulado reacionário por reagir àquilo que não presta).