• Olavo de Carvalho
  • 26 Setembro 2022

Olavo de Carvalho 

Uma devastadora análise sobre o último líder da era soviética, que morreu recentemente aos 91 anos

 Em 15 de dezembro de 1987, em plena Perestroika, Mikhail Gorbachov anunciou um dos pontos fundamentais do seu plano para um novo mundo de paz e liberdade: "Não pode haver trégua na luta contra a religião. Enquanto existir religião, o comunismo não prevalecerá. Devemos intensificar a destruição de todas as religiões onde quer que elas sejam praticadas ou ensinadas."

Gorbachov era e é um marxista puro-sangue, mas, àquela altura, já não pensava em implantar em escala planetária o comunismo ortodoxo, cuja inviabilidade saltava aos olhos. O que ele tinha em mente era a "convergência" dos regimes, um socialismo meia-bomba no qual, preservada alguma liberdade econômica indispensável à sobrevivência do sistema, todas as demais liberdades fossem esmagadas sob uma portentosa engenharia de dispositivos jurídicos, sociais e culturais, já não sob a direção ostensiva do partido único, mas de um pool de organizações esquerdistas concordes no essencial. O livre mercado seria mantido, mas como instrumento para subsidiar a destruição da "democracia burguesa". O empresariado sonso cederia de bom grado em tudo para preservar o seu querido direito de enriquecer, sem se dar conta de que na nova regra do jogo a riqueza seria cada vez menos uma fonte de poder e sim um handicap, calculado para subjugar seu detentor às exigências do Estado. Encapsulada na vitória temporária do capitalismo, a ascensão do socialismo já não se faria por meio da revolução e sim do acúmulo progressivo e indolor de controles burocráticos, exigidos por "movimentos populares" artificialmente criados para esse fim e subsidiados, a seu turno, por uma horda de novos e antigos ricos, movidos pela esperança insensata de aplacar com generosidades obscenas de donzela oferecida a voracidade do Estado-papão. Inspirada em Gramsci e no socialismo fabiano cujo gradualismo anestésico tinha por símbolo uma tartaruga, a estratégia permanecia fiel à máxima leninista de usar o imediatismo da burguesia como instrumento para desprovê-la de seus meios de defesa.

Esse sistema já está em avançado estado de implantação em todo o mundo. A administração central do planeta, sediada em organismos internacionais como a ONU e a União Européia, que o próprio Gorbachov qualificou de "novo Comintern", já não controla somente a atividade econômica e trabalhista das nações, nem somente a estratégia militar e geopolítica — fazendo da "soberania" uma curiosidade museológica –, mas cada detalhe da educação, da prática médica, da vida cultural e até das condutas pessoais, submetidas cada vez mais a regulamentações sufocantes que a sociedade civil, estupidificada pela tagarelice de ONGs histéricas, celebra como conquistas da liberdade e dos direitos humanos.

Nesse quadro, a luta contra a religião só se empreende pelo antigo método da repressão direta nas regiões mais distantes da atenção da mídia: Sudão, Vietnã, Coréia do Norte, boa parte da China. No mundo Ocidental, são usadas para isso a militância "politicamente correta" e a própria mídia, que, com notável sucesso, vêm expelindo a religião da vida pública, do sistema educacional e da cultura superior, sob o pretexto risível dos "direitos das minorias", como se, eliminada com a fé predominante a idéia mesma de religião, fosse sobrar para os cultos minoritários um espaço maior na sociedade e não um lugarzinho apertado no sepulcro geral das devoções extintas.

Resistência séria ao neo-socialismo mundial só há em dois países: EUA e Israel. Daí que uma campanha mundial de desinformação busque apresentá-los com imagem invertida, como se fossem os centros de comando e não os principais alvos do ataque global às soberanias. A quantidade de recursos mobilizada para esse fim é tão gigantesca, tão vasta e complexa a constelação de artifícios usada para ludibriar a opinião pública, que atinar com o curso efetivo dos acontecimentos está acima da capacidade do cidadão médio e mesmo do "intelectual" médio. Dificilmente a presente geração chegará a perceber a realidade da situação histórica que viveu. O mundo de Gorbachov é o mundo da inconsciência planificada.

*   Mikhail Sergeevitch Gorbatchov foi o último líder soviético. Faleceu em 30 de agosto deste ano.

**    Olavo de Carvalho publicou este artigo fundamental em 19 de junho de 2004

Continue lendo
  • Samir Keedi
  • 26 Setembro 2022

 

Samir Keedi

Todos nós vivemos sabendo, ou acreditando, que uma Constituição era a Lei maior de um país. Aquela pela qual se guiam todas as demais Leis. E, claro, guiando governantes, governados, instituições, etc., para que um país seja governável e considerado civilizado.

Quando se olha para a Constituição dos Estados Unidos da América, cuja independência ocorreu em 1776, se vê que ainda é a única feita por eles. Sofreu algumas alterações, mas, poucas, e permanece única.

O Reino Unido nem tem uma constituição escrita. A sua Constituição é um conjunto de leis e princípios sob o qual o Reino é governado. Não é constituído de um único documento constitucional, como é normal. É, muitas vezes, dito que o país tem uma constituição "não escrita". A maior parte da constituição britânica existe na forma escrita de leis, jurisprudência, tratados e convenções.

E assim devem ou deveriam ser em todos os países. Mas, infelizmente, não é o que tem ocorrido no Brasil, que já teve várias Constituições. Sempre ao bel-prazer de governantes e congresso de plantão. Sempre sujeita a interesses individuais, quando deveria ser sobre interesses gerais, coletivos.

Pode-se dizer que aqui troca-se de Constituição como de camisa. Ou de governante. "Não gostei, vou trocar".

Já tivemos sete Constituições, começando com a de 1824. Depois, seguiram-se as de 1891, de 1934, 1937, 1946, 1967 e 1988. Esta de 1988 está em morte lenta, ou já morreu.

No Império tivemos apenas uma, a de 1824. Depois, aos borbotões. A de 1891 foi uma troca justificável, já que houve mudança de sistema de governo, saindo do Império para República. Uma mudança lamentável, agravada também pela forma como se deu, pela tradição brasileira de fake news desde sempre.

Só no século XX tivemos cinco Constituições, sendo que de 1934 a 1946 tivemos três em 12 anos. Provavelmente um recorde mundial. Mais um recorde negativo, no qual somos pródigos.

E, agora, embora não convocada, nem tampouco anunciada ou discutida uma Assembleia Nacional Constituinte, já temos uma nova Constituição desde pelo menos 2016, a oitava. Que vem sendo criada aos poucos.

Todos agora se perguntarão, como assim, que Constituição é essa, quem a criou que ninguém conhece, a não ser este escritor?

Infelizmente todos conhecem, aceitaram, estão vivendo por ela, sem praticamente haver qualquer reclamação ou ação. A não ser simples reclamação de poucos dos 213 milhões de brasileiros. E, estranhamente, de poucos juristas, o que é, para dizer o mínimo, bem estranho.

Foi e está sendo criada pelo STF - Supremo Tribunal Federal, que com o impeachment da Presidente em 2016, começou a reescrever a de 1988. Começou fatiando-a, mantendo os direitos políticos que a Carta Magna, claramente, sem nenhuma possibilidade de interpretação diferente, manda cassar. Diferentemente do que ocorreu em 1992, em que o Presidente da época teve seus direitos políticos cassados por oito anos, como determinava a nossa ex-carta magna de 1988.

E, desde então, em que o STF se transformou no único poder no Brasil, legislando, executando e, até, nas horas vagas, "judiciando", já temos outra Constituição. E, em certos aspectos, lembrando a do Reino Unido, que não é escrita. Mas, esta, sem valor.

O STF está legislando a seu bel-prazer, reescrevendo, até por um único "juiz", nem sendo pelo colegiado. Ora um, ora outro. E, pior, que nem são juízes, pois sabemos que dos 11 ministros, apenas um realmente é juiz, tendo sido aprovado em concurso. Os demais, apenas advogados.

E, tudo isso, com o beneplácito do Congresso, que abdicou de seus deveres, amedrontado, em que agora, o que parece importar são apenas os cargo e salário. Concordando até com censura e prisões de seus pares, sem respeito pela livre expressão garantida pela Constituição anterior, a de 1988, que a maioria ainda acredita estar em vigor.

E esses privilegiados e ungidos, como acreditam, estão céleres, executando, determinando o que a figura maior do país, o Presidente da República, deve fazer ou não fazer. E, em prerrogativas exclusivas do presidente, como nomeações, política econômica, redução de impostos, execução da infraestrutura, viagens, reuniões, etc. etc. etc. E, também, da mesma forma, com o beneplácito do Congresso, juristas, povo brasileiro, etc. É bem verdade que o Presidente tem culpa. Não reagiu, deixou que o STF começasse a mandar, sem se impor, sendo ele a figura maior do País.

Assim, quem pode discordar de que há pelo menos seis anos está sendo reescrita esta nova Constituição? E apenas por uma ou poucas pessoas, que nem são representativas no país. Não foram eleitas, e cuja missão é única, constitucional, como foi desde 1824 até a Constituição de 1988, agonizando desde 2016. Apenas interpretar e julgar à Constituição.

Constituição já foi pisoteada de tudo quanto é maneira, inclusive com meios de comunicação oficiais e pessoais calados. Ou seja, a antiga constituição de 1988 e o que resta dela, foi e está sendo tratada como tapete de entrada, em que nela se limpa os pés.

Será que o Brasil acordará algum dia, ou continuará em seu sono profundo iniciado em 1492, ou 1822, ou 1989?

*         O autor é jornalista (editor do blogdosamirkeedi.com.br) e empresário (ske consultoria ltda), titular da cadeira 4 da APH-Academia Paulista de História

Continue lendo
  • Autor desconhecido
  • 26 Setembro 2022

 

Autor desconhecido

 

Em 02 de outubro, você se dirigirá até um local de votação e vai apertar umas teclas.

Na véspera, (dia 01 de outubro) à noite, faça duas coisas:

1) Vá até o quarto onde dormem seus filhos (ou netos) observe-os, cubra-os, beije-os e abrace-os.

Se por acaso nem filhos nem netos estiverem em sua casa, neste dia, olhe as fotos deles, mesmo que seja no celular.

Ria, mate a saudade, veja como cresceram, desfrute relembrando bons momentos.

2) Em seguida olhe a Internet, procure notícias sobre Venezuela, Argentina, Chile, Cuba, Nicarágua e Colômbia.

Depois desta busca na internet, REFLITA.

Qual futuro VOCÊ vai escolher para seus filhos e netos?

O da liberdade, do trabalho, crescimento, da família, da dignidade?

Ou o do SOCIALISMO / COMUNISMO que colocou TODOS esses países na pobreza, violência, fome e desespero?

Dia 02 será a eleição mais importante de NOSSAS VIDAS.

E todo pai, toda mãe sabe que nossa VIDA são nossos filhos e nossos netos.
Esta é a eleição MAIS IMPORTANTE não para nós, MAS PARA ELES.

Qual o DESTINO que você dará para eles:O destino do bem?

Ou do SOCIALISMO / COMUNISMO?

Lembrando que na Colômbia, 18 milhões de pessoas NÃO FORAM VOTAR ou votaram em BRANCO ou NULO e 11 milhões de esquerdopatas elegeram um terrorista narcotraficante do Grupo Armado M-19 para Presidente do país.

Portanto, fique ciente que sua omissão poderá representar sua ruína e de sua família no futuro.

Continue lendo
  • Raul Jafet
  • 25 Setembro 2022

 

Raul Jafet

Por volta de 2017, voltando de uma viagem, me surpreendeu pessoas no aeroporto, ovacionando o até então, apenas deputado, Jair Bolsonaro. Ouvi os primeiros gritos de " mito, mito". No ano seguinte, pré-candidato, o conheci pessoalmente! Aplaudido, pessoas descendo dos carros, motos, bicicletas, para abraça-lo, tirar fotos, assinar camisetas verde –amarelas.

Pensei comigo mesmo: "alguma vez vi acontecer isso com um político?"

Começa a campanha, loucura geral em cada cidade que passava, multidões tomando as ruas, acompanhando em frenesi, sua passagem......até a facada......

Mesmo fora de combate ganhou as eleições!

Iniciou-se então, a mais pesada e jamais vista oposição, por parte de diversos setores: Velha, mas poderosa mídia tradicional, boa parte dos artistas, atores, cantores, esportistas, membros do judiciário, mega empresários, professores, advogados, ambientalistas, organismos internacionais, até presidentes de países europeus.....enfrentou a crise na Amazônia, a tragédia de Brumadinho.... veio a terrível pandemia, foi acusado de prevaricação, insensibilidade, chamado de genocida, governadores se uniram para derrubá-lo, acumularam-se pedidos de impeachment, ufa! Não conseguiram!

Como no mitológico filme "Fúria de Titãs", soltaram o Kraken (um monstro marinho – definido como uma espécie de lula?sic ---segundo a Wikipedia), que ameaçava os navios na mitologia nórdica.

Liberaram em jogada ardilosa, o ex presidente e ex presidiário - sem inocentá-lo - das acusações pelas quais foi condenado, para que pudesse disputar as eleições, como única forma de conter a reeleição do atual Presidente.

Porém, fato curioso, o ex-Presidente líder nas pesquisas, não consegue sair às ruas.....seus comícios reúnem dezenas de correligionários, suas carreatas, uns poucos veículos.....

Quanto ao Presidente, arrasta multidões por onde passa, mesmo quando por estradas de terra, locais longínquos, pequenos povoados, onde de improviso, se detém para cumprimentar moradores, logo se formando nova multidão demonstrando afeto e admiração.

As comemorações de 7 de Setembro foram marcadas pelo verde-amarelo-azul anil, famílias exibiam nossas cores, tremulavam bandeiras, um patriotismo só antes visto em jogos da Copa do Mundo.

Bolsonaro não arrebatou símbolos como apregoado por seus inimigos, restaurou o amor e respeito a eles, despertou o civismo e o patriotismo (que importantes autoridades chegaram a chamar de fascismo), mostrou que não queremos ser Republiqueta das Bananas.

Apesar dessas multidões, as pesquisas dão vantagem ao ex-Presidente. Voto envergonhado? Alienação? Ideologia?

Dia 2 de outubro, veremos se apoio de multidão ganha eleição!!!

 

 

*O autor é jornalista e empresário

Continue lendo
  • Alex Pipkin, PhD
  • 22 Setembro 2022


Alex Pipkin, PhD

            Já escrevi bastante, inclusive sendo criticado por alguns (genuína liberdade de expressão!), referente à agenda do ESG - meio ambiente, social e de governança.

Evidente que não sou contrário a determinados temas dessa programática, no entanto, há muitos interesses de poucos envolvidos, muita ganância política e de grandes investidores, uma profusão de modismos contraproducentes e, especialmente, uma miscelânea de temáticas que, de fato, depõem contra a possibilidade de as empresas solucionarem os problemas efetivos dos consumidores e melhorarem, objetivamente, a vida das pessoas e das comunidades em que essas vivem.

É mais do que crucial enfatizar que a missão de uma organização é satisfazer os desejos e as necessidades dos consumidores, resolvendo seus problemas reais, o que em um mercado livre é sinalizado pelo alcance de uma lucratividade superior. O consumidor é o soberano.

Aliás, os velhinhos - e a velhinhas - investem suas aposentadorias na expectativa de ganharem dinheiro. Infelizmente, há muita manipulação ideológica por parte de intermediários, possuidores de interesses distintos dos poupadores. Para os pequenos investidores, sem retorno financeiro, “no dancing”! Eles ainda dançam?

O ESG, como muitos quiméricos e lúdicos aludem e confundem, não se trata exclusivamente de pautas relacionadas à sustentabilidade e as políticas de identidade, baseadas pesadamente no binômio raça e gênero. Vive-se a era “progressista” da sinalização de virtudes e dos esteriótipos! Crenças são crenças.

A preservação do meio ambiente é um imperativo. No entanto, sem meios financeiros agora, demandas utópicas em relação ao futuro podem ser desastrosas no tempo presente, trazendo pobreza, desemprego, fome e morte.  A crise energética na Europa com a proximidade do inverno mandou para longe as metas relativas ao carbono. E as usinas termelétricas queimarão todo o carvão necessário.

 Nesse quesito, é essencial lembrar que a vasta maioria do “bicho homem” pensa e factualmente necessita viver dentro de uma lógica de curto prazo.

No que se refere às políticas de raça/cor e gênero, evidentemente que essas foram apropriadas pela politicagem. Inclusão e diversidade tocam igualmente jovens da periferia, idosos, indivíduos de outras etnias, deficientes, enfim, algo para muito além da “indústria da diversidade”, que notadamente tem criado rachas sociais e preconceitos em relação aos “vilões racistas”, homens, brancos, heterossexuais…

O ativismo social, verdadeiramente político, pouco ou nada faz em relação a uma questão fundamental do ESG, ou seja, a criação de empregos, sobretudo, melhores e mais bem remunerados. A solução? Crescimento.

Não me parece que exista a pressão necessária para aliviar o peso do Estado das costas dos criadores de riqueza, as pessoas e as empresas.

Pelo contrário, a grita é por impostos corporativos mais altos, mais taxação ao empreendedorismo, mais intervencionismo e burocracia estatal, a fim de sustentar seus burocratas e o compadrio, e a sempre presente educação, quando se sabe, comprovadamente, que o problema não são os investimentos no ensino, mas o atual e fracassado modelo tupiniquim.

Qualquer discussão racional e não ideológica, contempla a ideia de que é vital o crescimento e o aumento da produtividade, até mesmo para que as pautas inteligentes do ESG avancem objetivamente.

Para gerar mais empregos, renda e riqueza, para as pessoas e para os pequenos acionistas, precisa-se de níveis justos de tributação, regulamentação sensata, e políticas que incentivem o empreendedorismo verde-amarelo.

Quase todos são dotados de altruísmo e de impulsos morais a fim de contribuir e criar um mundo melhor e/ou, se preferirem, de “salvar o mundo”. Porém, há uma linha lógica que separa o utópico da realidade.

Propósito empresarial é importante e edificante, com lucro.

As empresas existem, e se manterão no mercado de forma sustentável, com o atingimento de rentabilidade superior, por meio da satisfação das necessidades e da oferta da melhor - e inovadora - solução para os problemas das pessoas.

Portanto, para o bem da sociedade, penso que chegou a hora de ajustes finos e lúcidos nas pautas do ESG.

Continue lendo
  • Adriano Alves-Marreiros
  • 21 Setembro 2022

Adriano Marreiros

Eu rejeito a ideia de que eu preciso estar indefeso a fim de você poder se sentir seguro...

Frase de autor desconhecido, popular nas redes sociais enquanto a censura ainda não é total...

Domingo eu assistia a nova temporada de Cobra Kai: Strike First! Strike Hard! No Mercy!  Na anterior: Um psicopata—Terry – vencera, e serão tempos Terryveis, digo, terríveis, no Vale...

Lembrei do Judô: ju do – o caminho da suavidade, por que se baseia em usar a força e a impulsão do agressor contra ele.  Lembrei do Aikidô: aiki do – caminho da unificação da energia da vida.  Sua essência é o uso pragmático da energia num combate, o controle do seu fluxo. 

Mas foi com tristeza que pensei na origem do Karatê.  Em Okinawa há séculos, havia grande repressão política então a posse e o uso de armas fora proibido às pessoas de bem para garantir que ninguém pudesse se opor à opressão e ao poder dos nobres.  Coisa típica dos ditadores de todas as épocas...Daqueles queStrike First! Strike Hard! No Mercy… contraseus opositores, contra seu povo: sem sequer titubear.  Sem qualquer remorso.  Sem qualquer escrúpulo... Fazendo a própria lei...

Os moradores de Okinawa tiveram que buscar um caminho, pelo menos para se defenderem do ataque de bandidos atraídos pelo comércio local.  Para não ficarem com uma mão na frente e outra atrás, com tantos criminosos, resolveram usar ambas para buscar um caminho para sua MAIS QUE LEGÍTIMA DEFESA.  Esse caminho foi uma arte marcial que conhecemos como Karatê: karate do – o caminho das MÃO VAZIAS...

É por causa de coisas assim que existe a Segunda Emenda na Constituição Americana, que garante a posse e porte de armas aos cidadãos: tão sagrada quando a Primeira, que garante a plena Liberdade de Expressão.  Sem qualquer uma delas, não é possível se falar nas demais Liberdades e qualquer “democracia”, qualquer “poder popular”, que emana do povo, não passarão de mera demagogia e, aí sim,  desinformação: como a que se via no nome oficial da Alemanha Oriental e ainda se vê nos nomes de tantos países socialistas...

Contudo, entendei isto: se o proprietário de uma casa soubesse a que hora viria o ladrão, se colocaria em sentinela e não permitiria que a sua residência fosse violada. 

Evangelho de S. Mateus 24:43

O Congresso não deverá fazer qualquer lei a respeito de um estabelecimento de religião, ou proibir o seu livre exercício; ou restringindo a liberdade de expressão, ou da imprensa; ou o direito das pessoas de se reunirem pacificamente, e de fazerem pedidos ao governo para que sejam feitas reparações de queixas.

Primeira Emenda da Constituição Americana.

Neste 20 de setembro, Salve a Farroupilha! Sirvam nossas façanhas de modelo a toda terra, pois povo que não tem virtude acaba por ser escravo,como lembra o Hino Rio- Grandense.

Adriano Alves-Marreiros

Que já praticou judô, mas nunca aprendeu muito a tal da suavidade...

(falando em “suavidade”: parabéns a todos os colegas bateristas pelo nosso dia!)

*          O autor é mestre em Direito, membro do Movimento Contra a Impunidade (MCI) e do Ministério Público Pró Sociedade (MP Pró Sociedade), autor de “2020 D.C., Esquerdistas Culposos e Outras Assombrações” e de “Hierarquia e Disciplina são Garantias Constitucionais”.

 **        Publicado originalmente no portal Tribuna Diária, em https://www.tribunadiaria.com.br/noticia/659/belo-horizonte/colunistas-do-tribuna/ilegitima-defesa.html

***      Compre o livro de crônicas aqui: <https://editoraarmada.com.br/produto/2020-d-c-esquerdistas-culposos-e-outras-assombracoes-colecao-tribuna-diaria-vol-iii/>

****   Agora o livro 2020 D.C. Esquerdistas Culposos e outras assombrações tem uma trilha sonora com canções e músicas de filmes citados: <https://open.spotify.com/playlist/49FDRIqsJdf4oxjnM2cpc3?si=SSCu339_T5afOSWjMkk9wA&utm_source=whatsapp>

Crux Sacra Sit Mihi Lux / Non Draco Sit Mihi Dux 

Vade Retro Satana / Nunquam Suade Mihi Vana 
Sunt Mala Quae Libas / Ipse Venena Bibas

(Oração de São Bento cuja proteção eu suplico)

 

Continue lendo