• Gilberto Simões Pires, em Ponto Crítico
  • 26 Novembro 2022

Gilberto Simões Pires

ABANDONADO

Depois de ler e ouvir as mais diversas CARTAS, MANIFESTOS e/ou NOTAS DE REPÚDIO - que foram escritas nestas últimas semanas (até agora todas em vão, infelizmente), achei por bem escrever uma CARTA -PESSOAL- endereçada ao senhor, meu caro PRESIDENTE JAIR BOLSONARO. O principal motivo que me levou a escrever estas breves linhas é o fato de que neste momento crítico, quando a sua presença se faz ainda mais necessária, me vejo alguém que simplesmente foi ABANDONADO e entregue à própria sorte (ou azar).

SIGO NA MINHA ROTINA

 

Quero que saiba meu caro presidente, que bem diferente do senhor, sigo com a firmeza de sempre, escrevendo os meus EDITORIAIS, participando de DEBATES e muito envolvido nos MOVIMENTOS DE RUA, com o propósito firme de ajudar a salvar o Brasil do avanço notório do COMUNISMO, cujos ruídos já estão sendo ouvidos em praticamente todos os rincões deste nosso imenso Brasil.

MORRER PELO BRASIL

De novo, meu caro presidente: o que mais me preocupa, e muito me entristece, é a sua inexplicável AUSÊNCIA. Afinal, o que houve? Até agora o que sei é que o senhor me deixou só, sem dar qualquer explicação. Desculpe, mas esta sua inacreditável postura me faz imaginar que o senhor desistiu de MORRER PELO BRASIL, como sempre disse em todos os momentos. Mesmo que isto seja verdade quero que saiba que EU NÃO DESISTI. Sigo firme e presente, escrevendo e participando -ao vivo- focado na DEFESA DA LIBERDADE.

ONIPRESENTE E INTOCÁVEL

 

Creio que o senhor, onde quer que esteja, deve estar sabendo que o Brasil está sendo governado por um grupo de tiranos-ministros- do STF liderados pelo ONIPOTENTE E INTOCÁVEL Alexandre de Moraes, que pinta e borda de acordo com a sua cruel vontade, sempre contra tudo e contra todos que ousam exigir, apenas e tão somente, o cumprimento da Constituição.

NÃO ME DEIXE SÓ

Encerro esta minha breve CARTA, meu caro presidente, pedindo encarecidamente que se junte ao povo brasileiro nesta brava luta pelo bem do nosso Brasil. A sua liderança, por tudo que fez e disse durante esses últimos anos, é fundamental neste momento. NÃO ME DEIXE SÓ!  Lute comigo e com todos aqueles que de corpo e alma tem se mostrado PRESENTES E DISPOSTOS A MORRER PELO BRASIL.

Atenciosamente, Gilberto Simões Pires.

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  • Gilberto Simões Pires, em Ponto Crítico
  • 23 Novembro 2022

 

Gilberto Simões Pires

COMPULSÃO

Da mesma forma como o INCENDIÁRIO é o maníaco cuja compulsão é atear incêndios, o INFLACIONÁRIO é aquele que, de forma compulsiva, sente enorme prazer em desorganizar a economia e/ou provocar aumento generalizado de preços de mercadorias, serviços e juros assim como da desvalorização acentuada da moeda.

 TRANSTORNO EMOCIONAL GRAVE

Vejam que à luz das declarações que são dadas a todo momento pelo LULALADRÃO, além de MENTIROSO o bandido revelou à sociedade brasileira e/ou internacional que também é dotado de TRANSTORNO EMOCIONAL GRAVE, caracterizado por hábitos específicos que são repetidos excessivamente por indivíduos COMPULSIVOS, cujo prazer intenso se manifesta através de uma forte DESORGANIZAÇÃO ECONÔMICA pelo efeito INFLACIONÁRIO.

 ABOMINAR O MERCADO

Todos os diagnósticos, tanto os bons quanto os maus, revelam, inequivocadamente, um único resultado: Lula e seus adeptos que compõem a equipe de -TRANSIÇÃO- só tem olhos voltados para uma rápida, eficiente e eficaz -DESTRUIÇÃO ECONÔMICA-. Como bem mostra o jornal Estadão da semana passada, -como cidadão, Lula pode abominar o mercado, achar desprezível o jogo dos preços e comprar arroz e feijão como se fossem produzidos sem a combinação de expectativas de mercado, estimativas de custos, tendências dos juros e prospecções geopolíticas. É muito diferente, no entanto, a situação de um presidente eleito. Quem vai governar um país deve mostrar bom senso, realismo e conhecimento de fatos básicos do mundo real, mesmo sem formação especializada em assuntos econômicos.

 A FELICIDADE PELA IGNORÂNCIA

Mais: - "Palavras desastradas têm sido fartas nos pronunciamentos do presidente eleito. Mas as declarações infelizes têm mostrado mais que descuido ou imprudência. Revelam desconhecimento e preconceito. Sim, o experiente político Lula mal conhece o mercado, ignora seu funcionamento e é preconceituoso em relação aos critérios de quem participa do jogo - nas finanças, na indústria, na agropecuária e nos serviços. Essa ignorância foi exibida, de forma inequívoca, quando ele se referiu à especulação: - Se eu falar isso, vai cair a bolsa, vai aumentar o dólar. Porque o dólar não aumenta e a bolsa cai por conta das pessoas sérias, mas por conta dos especuladores que vivem especulando."

 ESPECULAÇÃO

"Especulação, em sentido próprio, é, sim, coisa de gente séria. Quem toma decisões com base na avaliação de hipóteses, na ponderação de sinais às vezes muito limitados e em probabilidades às vezes mal conhecidas está especulando. Não só grandes negociantes participam do jogo. Um pequeno produtor de feijão leva em conta fatores bem definidos, como a política de preços mínimos, e outros menos seguros, como a expectativa de mercado, ao decidir a extensão do novo plantio. Decisões baseadas em projeções, expectativas e apostas elementares podem ocorrer em muitos mercados. Parte do dinheiro movimentado nesse cassino acaba financiando a produção valorizada por quem condena a tal especulação."

 

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  • Valterlucio Bessa Campelo
  • 23 Novembro 2022

 

Valterlucio Bessa Campelo

        Outro dia, enquanto saía de uma dessas plataformas de streaming onde assisti novamente o excelente filme “A Sombra de Stálin” que, baseado em fatos, demonstra como a imprensa escondeu os horrores stalinistas, especialmente o genocídio na Ucrânia, me deparei num canal aberto, coisa que deixei de ver, com um jornalista denominando de golpistas as manifestações de rua que milhões de brasileiros, de todas as raças, credos, idades e níveis socioeconômicos realizam desde o resultado eleitoral informado pelo TSE. Desacostumado com o “noticiário” de TV, tive a impressão de que estava diante de um militante arrogante e privilegiado, que usa o tempo de que dispõe para reproduzir na telinha que ainda alcança um número considerável de pessoas, o discurso mentiroso da esquerda autoritária.

O sedizente jornalista aceita alegremente a CENSURA que o STF lhe enfia, suporta caladinho a perseguição, silenciamento e prisão de colegas que se atrevem a fugir do script progressista, morde a fronha vermelha de sangue do totalitarismo para, ao final, chamar de golpista o movimento mais legítimo, espontâneo, pacífico e sóbrio que esta nação já viveu.

Em primeiro lugar, é preciso saber que um golpe de estado pressupõe que o golpeado seja legitimo. É condição necessária. Vale dizer, sem ser legitimo, nenhum governo pode sofrer golpe, seria um contrassenso, uma contradição em termos. Em segundo, observe-se que a discussão é exatamente esta: Há legitimidade na eleição do ex-presidiário? Sim, dirão seus eleitores, já que o número de votos contados pelas urnas eletrônicas é superior ao do seu adversário. Não se garante, dirão os manifestantes, já que a caixa preta de contagem apresenta, segundo relatórios já espalhados aos montes, inúmeras inconsistências estatísticas e várias violabilidades. Há, portanto, incertezas justificáveis que devem ser resolvidas.

O cidadão que está na rua há mais de quinze dias, sob sol e chuva, não quer destituir nenhum governo legítimo, então não pode ser golpista, ele quer a chance de provar que o processo não foi legítimo e, para isto, basta que permitam o processo de auditagem integral. Pelo menos três elementos graves de suspeição foram apresentados pelo Ministério da Defesa: O código-fonte não foi disponibilizado; houve inserções não auditadas de bibliotecas de terceiros e não há garantias de que o programa disponibilizado corresponde ao efetivamente utilizado. Caso seja impossível a auditagem, fica desprovido de segurança o resultado proclamado e escassa a sua legitimidade já fragilizada por vários relatórios estatísticos ainda não contestados. O que os manifestantes não admitem é a concretização de um processo cuja lisura não possa ser absolutamente declarada. Queira ou não o Sistema e o jornalista militante, o direito à livre expressão está indelevelmente cravado na Constituição Federal brasileira, apesar dos constantes ataques que sofre de quem deveria protegê-la.

As gentes todas que o “jornalista” chama de golpistas, sem olhar para o próprio rabo onde estão atados regimes totalitários que prendem e matam por crime de opinião, tem todo o direito e o dever cívico de pedir ou lutar a favor ou em contrário do que quiserem e, neste caso, estão desconfiadas, amedrontadas e acuadas. Caminhoneiros não são vagabundos, eles não param no meio da estrada para tirar folga ou porque sejam criminosos golpistas, mas para avolumar e fortalecer a expressão de uma insatisfação legítima. Se há excessos, que sejam apurados e corrigidos na forma da lei, mas não criminalizados em uma espécie de sanção da censura. Penso que uma boa leitura de Ruy Barbosa lembraria ao militante que “Um país de imprensa degenerada ou degenerescente é, portanto, um país cego e um país miasmado, um país de ideias falsas e sentimentos pervertidos, um país que, explorado na sua consciência, não poderá lutar com os vícios que lhe exploram as instituições “.

Tomemos como exemplo a situação atual nos EUA, onde, após a retomada da maioria na Câmara, os republicanos pretendem levar adiante investigações sobre os podres do Joe Biden escondidos durante as eleições, com o já confessado acumpliciamento da imprensa para que ele fosse eleito. Lá aconteceu algo semelhante a “absolvição” do ex-presidiário pelo consórcio de cá, ou seja, esconderam os crimes do candidato. As acusações contra os Biden são severíssimas, ao ponto de incluir tráfico humano. Quem teve acesso ao conteúdo do computador de Hunter Biden (filho de Joe Biden) sabe a que me refiro.

Como costumava dizer Ulysses Guimarães, eterno ícone da redemocratização, nada é mais sanitário na política do que iluminar os fatos. O verdadeiro crime em curso é o de censura, praticado às escancaras de cima a baixo, do topo à planície, tendo como alvo uma visão conservadora do mundo, o respeito à vida, tradições, família, religião, propriedade e liberdade. O progressismo anda a passos largos, de mãos dadas com a censura calando os oponentes.

Parece que o autoritarismo que o combate à COVID acoitou não quer sair da sala. Não se podia dizer que a vacina era experimental, logo, um tanto insegura, e agora não se pode dizer que as urnas eletrônicas são passíveis de ataques à sua integridade. Mais tarde será proibido questionar o alarmismo climático e, de uma em uma, a censura se normalizará perante a sociedade. Você, leitor, dirá apenas o que eles permitirem que você diga. Infelizmente, a outrora nobre imprensa, cuja essência é a verdade, dá sobradas mostras de submissão, fazendo com que a mediação entre a realidade fática e o cidadão se mude em definitivo para as sinuosas plataformas e mídias sociais. Infelizmente, ao negar a verdade e se tornar militante de causas e projetos, a imprensa cava seu próprio sepulcro.

Valterlucio Bessa Campelo escreve todas as sextas-feiras no ac24 horas e, eventualmente, em seu blog e no site Conservadores e Liberais do jornalista Percival Puggina.

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  • Alex Pipkin, PhD
  • 22 Novembro 2022

 

Alex Pipkin, PhD
          Na vida e nos negócios, existem variáveis que se encontram sob nosso controle, e aquelas que, para obtê-las e/ou controlá-las, precisamos de coragem.

Aristóteles, na Grécia Antiga, ressaltava o valor da grande virtude: a coragem.

De acordo com o filósofo, a coragem é o equilíbrio entre o medo e a ausência dele. Coragem de verdade não é a falta do medo, mas a vitória sobre ele.

Eu diria que a “coragem racional” está entre o medo e a bravura irresponsável.

Em tempos verde-amarelos acinzentados, sombrios no mundo, eu nunca vi tamanha falta de coragem.

Não, não se trata de achismo, basta verificar o que ocorreu no auge da cólera pandêmica.

Parece-me que para a maioria dos brasileiros, factualmente, a coragem é uma virtude antiquada.

Vou além da generalização, que é sempre imprecisa e perigosa.

Falta-nos coragem para encarar situações e eventos nas diferentes esferas da vida “vivida”, como também no nível de fazer escolhas e, portanto, tomar decisões no meio empresarial. Refiro-me aqui tanto às decisões operacionais do dia a dia quanto às estratégicas de alocação de recursos no presente, visando à construção de uma posição diferenciada e favorável no futuro. A incerteza do futuro gera medo…

Desejo me concentrar em um aspecto da realidade nacional.

É claro que todo mundo sabe que essa composição do STF, a pior da história nacional, é formada por membros despreparados, interesseiros, ideológicos, aspirantes a tiranetes, arcaicos - a lista é extensa, paro por aqui.

O tiranete-mor, sem dúvida, é o xerife Alexandre de Moraes. Arrogância e demonstrações de imposição e força sobram-lhes, faltam-lhes imparcialidade e razão.

Contudo, reconheço nesse semideus togado a coragem. A coragem desvairada, aquela que beira a loucura.

A grande questão tupiniquim hoje, portanto, diz respeito a como combater essa legítima anomalia irresponsável.

Penso que não há outro remédio - administrado em doses cavalares - que não seja com a corajosa manifestação popular. A sabedoria popular é sabia.

O povo sacou que chegou a hora…

Não há nada de irresponsável nos milhões de pessoas que se encontram nas ruas do país, protestando por liberdade, justiça, ordem e prosperidade.

Friso que o referido equilíbrio envolvido na coragem de Aristóteles está na identificação da luta que deve ser travada, naquela que vale todo o esforço dispendido.

O povo brasileiro - já repararam como o ex-presidiário utiliza essa expressão? - identificou e comprou a “boa luta”. Independente do desfecho, valeu a pena!

“Quero ser alguém que faz… Levar o que faz da minha vida algo que valeu a pena ser… Valeu a pena ser!”.

Pois é a luta da coragem desarrazoada contra aquilo que todo mundo vê, e mesmo daquilo que não se vê (oh, grande Frédéric Bastiat!), efetivamente, daquilo que deve e precisa ser feito.

Certo que as elites - podres - impõem o medo para controlar o povo. Visível que vivemos a ditadura da toga verde-amarela.

Então, encarna Aristóteles, e se estiver com um certo temor, aperta aquela tecla “f…”, e vai com medo mesmo!

 

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  • Jorge Abeid, PhD
  • 22 Novembro 2022

 

Jorge Abeid, PhD

         Um dos grandes problemas da sociedade brasileira, entre tantos outros, é não questionar e não analisar as coisas que dão errado. Afinal, como diz a minha Mônica, experiência é o nome bonito que damos aos nossos erros.

Segundo dados oficiais de 2022, nós, brasileiros que vivemos fora do Brasil, somos hoje 4,2 milhões. Este número é maior que a população do Distrito Federal e de outros 12 estados, como por exemplo Mato Grosso do Sul e Tocantins.

A situação piora quando se investiga onde vivemos:

USA 1,7 milhão; Portugal 276 mil e, em terceiro lugar, se não estiver sentado sente-se: Paraguai, com 260 mil brasileiros.

Será possível que para tanta gente, um quarto de milhão, viver no Paraguai seja melhor do que viver no Brasil?

Desse povo que vive nos USA, garanto-lhes: boa parte, pessoalmente conheço alguns, vive lá ilegalmente, será possível que viver com medo da polícia é melhor do que viver no Brasil?

Eu vivo aqui na América do Norte desde 1997, sendo quatro anos nos USA e os demais aqui em Ontario Canada. Acompanho esse número por curiosidade pessoal. Desde então, lembro que me assustei quando o número chegou a 1 milhão, número que não para de crescer e ninguém aí fala nisso. Não se menciona uma sangria desatada dessa magnitude.

Fernando Pereyron Mocellin foi um gaúcho que, na FAB, pilotou  caças P47 em 59 missões de guerra nos céus da Itália durante a Segunda Guerra Mundial. No livro que escreveu – MISSÃO 60 – ele conta uma experiência que viveu na academia da Força Aérea dos USA quando os pilotos brasileiros do chamado “Senta a Pua” foram treinados naquele novo avião de caça, o então novíssimo Thunderbolt P47. No seu primeiro voo solo, ao aterrissar, ele espatifou o avião novinho na pista. A equipe de socorro ao chegar ao local, o encontrou em prantos, sentado sobre o que restava do avião. O comandante que acompanhava a equipe perguntou:

- Você está machucado?

- Não senhor, respondeu ele.

- E chora por quê?

- Eu destruí essa maravilha de avião que vocês me confiaram.

- Meu filho, um avião nós produzimos a cada quatro horas; um piloto, 20 anos.

Essa lição dos anos 40 ainda não foi aprendida no Brasil. Na multidão dos nossos imigrantes estão professores universitários como eu, cuja formação leva mais de 20 amos. Estão médicos, dentistas, enfermeiros, economistas e sabe-se lá mais quê.

A hemorragia de recursos humanos debilita o país.

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  • Dartagnan Zanela
  • 21 Novembro 2022

 

Dartagnan Zanela

          Há momentos que devemos falar, e falar em alto e bom tom, do alto do telhado da nossa morada, para que todos possam ouvir nossa voz. Esses momentos são aqueles quando a verdade não mais encontra morada no coração dos homens e, por isso, torna-se urgente proclamá-la.

Porém, o grande problema é que toda vez que alguém ousa anunciar a verdade, que muitos querem amordaçar e largar num bueiro qualquer, é que todos aqueles que tomam a decisão de realizar essa tarefa, o fazem imaginando que estão na praça da república de Platão, esquecendo-se que estão na latrina aberta por Deodoro da Fonseca e seus "Blue Cat's".

Por essa e outras que dizer a verdade é sempre um problema.

Sobre isso, podemos fazer inúmeras considerações, porém, gostaria apenas de chamar a atenção para um ponto, que é a diferença que há entre credibilidade e veracidade. Diferença essa que, muitas e muitas vezes, desdenhamos.

Algo que tem credibilidade é tão só e simplesmente um trem que as pessoas, de um modo geral, creem que seja digno de confiança, mesmo que seja uma tremenda mentira. Já a veracidade é quando algo, dito por alguém, corresponde aos fatos, pouco importando se as pessoas dão credibilidade ao que está sendo dito ou não.

E é aí que a porca torce o rabo, e torce desavergonhadamente, porque, muitas e muitas vezes, nós não procuramos distinguir uma coisa da outra, porque não estamos, de fato, preocupados em saber qual é a verdade sobre incontáveis assuntos e, não queremos saber, porque desejamos apenas ter a tal da razão que, no frigir dos ovos, nada mais seria que a "vitória" sobre alguém num bate-boca, deixando-o momentaneamente sem palavras, pouco importando se o outro está com a verdade ou não.

Não é à toa que o debate público acabe sempre enveredando por um caminho que acaba desembocando em uma choldra ignóbil, tendo em vista que, feliz ou infelizmente, nós não somos cidadãos da república platônica, mas apenas e tão somente sujeitos que vivem atônitos na latrina política aberta por Deodoro e companhia.

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