• Gilberto Simões Pires, em Ponto Crítico
  • 09 Setembro 2021

Gilberto Simões Pires

 

RAZÕES PARA RESISTIR

Durante a SEGUNDA GUERRA MUNDIAL, de tantas e importantes razões que levaram os bravos COMBATENTES VOLUNTÁRIOS FRANCESES a criar a histórica -LA RESISTENCE- duas ganharam maior RELEVÂNCIA:  

1- uma reação nacional contra a ocupação estrangeira e de luta pela independência nacional, que é a principal ou uma das principais motivações para a maioria dos resistentes;

2- uma luta política e moral contra o NAZISMO, contra a DITADURA, contra o RACISMO e contra a DEPORTAÇÃO. 

RESISTÊNCIA BRASILEIRA

 

Se compararmos de alguma forma os motivos que levaram um punhado de bravos franceses a organizar uma efetiva RESISTÊNCIA para conter as efetivas e inquestionáveis intenções e/ou pretensões da Alemanha Nazista, com a multidão de brasileiros que foi às ruas neste glorioso e já histórico SETE DE SETEMBRO, foi o mesmo sentimento, qual seja de RESISTIR aos nojentos ímpetos NADA CONSTITUCIONAIS que vem sendo promovidos pelos ministros do STF. Mais: a RESISTÊNCIA BRASILEIRA tem como propósito: LUTAR PELA LIBERDADE, PELA DEMOCRACIA, PELA JUSTIÇA, PELA DECÊNCIA, PELA SOBERANIA E PELAS ELEIÇÕES LIMPAS E TRANSPARENTES. 

DAY AFTER

 

Pois, mesmo diante da clara MANIFESTAÇÃO DO POVO, o que se viu e assistiu ontem, no tão esperado DAY AFTER, foi algo que considero, além de muito NOJENTO, absolutamente DESAFIADOR. Ao invés de produzir um efetivo MEA CULPA por tanta DESCONSIDERAÇÃO, exagerada INJUSTIÇA e indevidas e criminosas INVASÕES DE COMPETÊNCIAS, o que impede de todas as formas que o PODER EXECUTIVO consiga GOVERNAR o país, como propõe o PLANO DE GOVERNO que elegeu o presidente da República, o presidente do STF conseguiu foi apenas não GARGALHAR enquanto fazia seu ridículo e provocador pronunciamento. 

ERROS E ACERTOS

 

O pobre e medroso o Procurador Geral da República, por sua vez, não conseguiu esconder a sua portentosa covardia. E os presidentes da Câmara e do Senado, que deveriam levar em legítima e importante conta o claríssimo RECADO QUE O POVO DEU NAS RUAS , resolveram dizer tudo que ninguém estava disposto a ouvir. Ou seja, tudo que o presidente Bolsonaro fez até hoje é RUIM PARA O BRASIL e tudo que os chefes dos demais PODERES fizeram foi simplesmente MARAVILHOSO. Bolsonaro, portanto, foi dono exclusivo dos ERROS enquanto a Câmara, o Senado e, principalmente, o STF, só cometeram ACERTOS. Pode?

RESISTIR, SEMPRE! DESISTIR, JAMAIS!

 

Por duas vezes ouvi a frase que Ulisses Guimarães pronunciou na data da promulgação da Constituição:  - A Constituição certamente não é perfeita. Ela própria o confessa, ao admitir a reforma. Quanto a ela, discordar, sim. Divergir, sim. Descumprir, jamais. Afrontá-la, nunca. - Pois, o que o Brasil está assistindo, infelizmente, é o mais puro DESRESPEITO À CONSTITUIÇÃO. Além de DESCUMPRI-LA , a nossa CARTA é constantemente AFRONTADA. E a culpa de tudo, segundo os REAIS DESCUMPRIDORES, é exatamente daquele que só EXIGE o seu CUMPRIMENTO. É dose!  Depois de tudo isso, o que nos resta é RESISTIR. - RESISTIR, SEMPRE! DESISTIR, JAMAIS!  

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  • Brian Kranick
  • 09 Setembro 2021

Brian Kranick, em 13/11/17

 

A Igreja Católica nunca se deixou enganar pelas trapaças do socialismo e do comunismo. Encíclicas atrás de encíclicas denunciaram, desde o princípio, a falsa ideologia de Marx e Engels.

Os últimos cem anos, de 1917 a 2017, têm sido como uma recapitulação do protoevangelho, quando Deus disse à serpente: "Porei inimizade entre ti e a mulher" (Gn 3, 15). Trata-se de uma guerra secular que representa o período mais acentuado desta inimizade. Tudo começou em 1917, com as revelações de Nossa Senhora de Fátima, de um lado, e a Revolução Russa, que levou à implantação do comunismo ateu, de outro. Quais seriam as chances de tamanha coincidência?

Ao longo dos últimos cem anos, a forma mais grotesca que o "corpo místico" do Anticristo já adotou é, sem sombra de dúvida, o materialismo ateu, incorporado mundo afora por governos socialistas e comunistas. A serpente tornou-se Leviatã. Antes da Revolução de Outubro, Maria já advertira, em julho de 1917, que a Rússia espalharia "os seus erros pelo mundo, provocando guerras e perseguições contra a Igreja". O resto, como sabemos, é história.

Este centenário da Revolução de Outubro é uma grande oportunidade para trazer à memória o "horrendo flagelo" — como lhe chamou Pio XI (cf. Encíclica "Divini Redemptoris", de 19 mar. 1937, n. 7) — que vergastou o mundo através das perversas armadilhas do socialismo e do comunismo. Isto é particularmente importante na medida em que as elites culturais do Ocidente e seus simpatizantes vêm há tempos forcejando por minimizar os males do marxismo, como parece ser a intenção do jornal The New York Times, com sua "série de apaixonadas e saudosas recordações dos bons e velhos tempos do comunismo do século passado" [1].

Talvez seja mesmo chegada a hora de passar em revista esses tempos felizes do "século vermelho" com uma relaxante leitura de O Livro Negro do Comunismo ou O Arquipélago Gulag, de Solzhenitsyn. Mas, afinal, o que poderia ser mais enriquecedor do que dedicar um tempo a ler sobre o Grande Salto Adiante e a Revolução Cultural de Mao Tsé-Tung? Melhor ainda: que tal estourar um saco de pipocas e assistir a Os gritos do silêncio [2], um filme para divertir toda a família?

Alguns, porém, talvez se perguntem: "E quanto ao socialismo do século XXI?" Ora, basta dar uma rápida olhada nas notícias que chegam da Venezuela. Há não muito tempo, a Venezuela era uma país próspero, abundante em petróleo; numa palavra, um milagre socialista! Mas agora, após dezoito anos de marxismo, entre Chávez e Maduro, o país não passa de um inferno socialista. Muitos ali têm passado fome — uma especialidade comunista —, não lhes sobrando outra alternativa senão roubar ou comer animais de zoológico, prática na qual parecem ter especial predileção por carne de búfalo e porco-do-mato.

Isso, infelizmente, não é incomum às experiências socialistas; antes, pelo contrário, constitui a regra geral. A alimentação venezuelana, contudo, deve ainda assim ser mais agradável que a dieta à base de mato e casca imposta aos reclusos na prisão estatal da Coreia do Norte. Os fatos históricos revelam que os demagogos comunistas foram responsáveis pela morte de 140 milhões de pessoas [3], desde Lênin até Stalin, passando por Mao Tsé-Tung, Pol Pot, Kim Jong-un, Chávez, Che Guevara, Fidel Castro... e a lista poderia ir-se alongando. Lênin disse, no final das contas, que é preciso quebrar uns tantos ovos para fazer uma omelete: 140 milhões de ovos quebrados; eis aí uma omelete gigante!

A Igreja, por sua vez, nunca se deixou enganar pelas trapaças do socialismo e do comunismo. Encíclicas atrás de encíclicas denunciaram, desde o princípio, a falsa ideologia de Marx e Engels. De fato, o Catecismo o afirma claramente: "A Igreja rejeitou as ideologias totalitárias e atéias, associadas, nos tempos modernos, ao 'comunismo' ou ao 'socialismo'" (n. 2425). O Catecismo, porém, é curto e sucinto, ao passo que as encíclicas papais são ricas em detalhes e categóricas em suas condenações.

Em 1846, o Papa Pio IX promulgou a encíclica "Qui Pluribus", sobre fé e religião, na qual já combatia vigorosamente as ideias de Marx, que em 1848 publicaria O Manifesto Comunista. Pio IX ali se referia à "nefanda doutrina do comunismo, contrária ao direito natural, que, uma vez admitida, lança por terra os direitos de todos, a propriedade e até mesmo a sociedade humana". Ele advertia contra "as mais perversas criações de homens que, trajados por fora com peles de ovelha, por dentro não passam de lobos rapaces".

Em 1878, o Papa Leão XIII escrevia sobre os males do socialismo na encíclica "Quod Apostolici Muneris". O Pontífice começa a carta referindo-se à "praga mortífera que se tem difundido no seio mesmo da sociedade humana, conduzindo-a ao abismo da destruição". Leão XIII aponta em seguida que "as facções dos que, sob diversas e quase bárbaras designações, chamam-se socialistas, comunistas ou niilistas, espalhados ao redor do mundo e unidos pelos laços estreitíssimos de uma perversa confederação, já não se põem ao abrigo da sombra de reuniões secretas, senão que, marchando aberta e confiadamente à luz do dia, ousam levar a cabo o que há muito tempo vêm maquinando: a derrocada de toda a sociedade civil".

A encíclica também chamava a atenção para o projeto socialista de destruição do matrimônio e da família. Para os socialistas, com efeito, não pode haver maior fidelidade, nem mesmo a Deus e à família, do que a obediência ao Estado todo-poderoso. Leão XIII afirmava ainda que "os fundamentos da sociedade repousam, antes de tudo, sobre a união indissolúvel entre os esposos, conforme as exigências da lei natural". E no entanto "as doutrinas socialistas aspiram por dissolver quase por completo os elos desta união".

Treze anos depois, em 1891, Leão XIII voltou a escrever outra encíclica, "Rerum Novarum", a respeito do trabalho, do capital e da classe operária. Trata-se do texto fundacional da doutrina social católica nos tempos modernos. Dizia o Pontífice: "Os socialistas, para curar este mal, instigam nos pobres o ódio invejoso contra os que possuem e pretendem que toda a propriedade de bens particulares deve ser suprimida". Isto, declarou a Igreja, "é sumamente injusto" e "o remédio proposto está em oposição flagrante com a justiça, porque a propriedade particular e pessoal é, para o homem, de direito natural".

O socialismo ergue-se sobre as bases da cobiça, ou seja, uma transgressão do nono e décimo Mandamentos. Eis o que diz a "Rerum Novarum": "A autoridade das leis divinas vem pôr [...] o seu selo, proibindo, sob pena gravíssima, até mesmo o desejo do que pertence aos outros". O socialismo se baseia, além disso, na falsa ideia da luta de classes. Também para dissipar este erro Leão XIII levantou a voz: "O erro capital na questão presente é crer que as duas classes são inimigas natas uma da outra, como se a natureza tivesse armado os ricos e os pobres para se combaterem mutuamente num duelo obstinado. Isto é uma aberração tal que é necessário colocar a verdade numa doutrina contrariamente oposta".

Como já o fizera em encíclicas anteriores, Leão XIII insiste em defender contra as investidas socialistas as instituições familiar e matrimonial: "À família [...] será forçosamente necessário atribuir certos direitos e certos deveres absolutamente independentes do Estado". "Querer, pois, que o poder civil invada arbitrariamente o santuário da família é um erro grave e funesto."

Em 1931, o Papa Pio XI divulgou a carta "Quadragesimo Anno", por ocasião do 40.ª aniversário da encíclica "Rerum Novarum", à qual chamou a "Carta Magna" da doutrina social católica. Pio XI afirma sem rodeios: "Declaramos: o socialismo quer se considere como doutrina, quer como fato histórico, ou como 'ação' [...] não pode conciliar-se com a doutrina católica". O Pontífice foi ainda mais longe, ao dizer: "Se este erro, como todos os mais, encerra algo de verdade [...], funda-se contudo numa concepção própria da sociedade humana diametralmente oposta à verdadeira doutrina católica. 'Socialismo religioso' e 'socialismo católico' são termos contraditórios: ninguém pode ser ao mesmo tempo bom católico e verdadeiro socialista".

Mas o que pensar do socialismo mitigado? Também este fustigou-o o Papa de forma bastante sucinta: "Citamos novamente a juízo o comunismo e o socialismo, e vimos o quanto as suas formas, ainda as mais mitigadas, se desviam dos ditames do Evangelho". Reiterá-lo-ia anos depois o Papa João XXIII, em sua encíclica "Mater et Magistra", de 1961: "Entre comunismo e cristianismo, o Pontífice [Pio XI] declara novamente que a oposição é radical, e acrescenta que não se pode admitir de maneira alguma que os católicos adiram ao socialismo moderado".

E, para ser justo, Pio XI repreendeu também o "individualismo" e o capitalismo extremos por não respeitarem a dignidade humana do trabalhador, cuja atividade não pode ser vendida como um "um simples gênero comercial". O Pontífice apontava ainda que o remédio mais necessário consiste, não na reação violenta dos socialistas em ordem ao desmantelamento do livre mercado, mas, antes de tudo, na "reforma dos costumes". De fato, a postura da Igreja frente a esses problemas sempre foi ponderada, resguardando os direitos tanto do empregado quanto do empregador, mediante uma volta à caridade cristã e ao zelo pelo bem do próximo.

Sua crítica mais dura, no entanto, reservou-a Pio XI à "peste comunista", cujas ações e intenções são desmascaradas nos seguintes termos: "guerra de classes sem tréguas nem quartel e completa destruição da propriedade particular"; "a tudo se atreve, nada respeita; uma vez no poder, é incrível e espantoso quão bárbaro e desumano se mostra"; "aí estão a atestá-lo as mortandades e ruínas"; "ódio declarado contra a Santa Igreja e contra o mesmo Deus"; "a impiedade e iniquidade do comunismo"; "doutrinas que porão a sociedade a ferro e fogo"; "abre caminho à subversão e ruína completa da sociedade."

Mas o Papa não parou por aí. Em 1937, veio a lume outra de suas encíclicas, a "Divini Redemptoris", a respeito do comunismo ateu. O Pontífice não poupou palavras. Exortou a que "os fiéis não se deixem enganar! O comunismo é intrinsecamente perverso e não se pode admitir em campo nenhum a colaboração com ele, da parte de quem quer que deseje salvar a civilização cristã". É um "sistema cheio de erros e sofismas". A encíclica tinha em mente o "perigo ameaçador" do "comunismo, denominado bolchevista e ateu, que se propõe como fim peculiar revolucionar radicalmente a ordem social e subverter os próprios fundamentos da civilização cristã."

O comunismo é particularmente nocivo, já que "priva a pessoa humana da sua dignidade". "Os direitos naturais [...] são negados ao [...] indivíduo para serem atribuídos à coletividade". E é precisamente por isso que "qualquer direito de propriedade privada [...] tem de ser radicalmente destruído". É a coletividade que legisla em matérias de matrimônio e família. "O matrimônio e a família são apenas uma instituição civil e artificial", dependente "da vontade dos indivíduos ou da coletividade". É o ressurgimento das "cartas de divórcio". A difusão do comunismo foi possível graças à propaganda diabólica dos "filhos das trevas" e à "conspiração do silêncio" orquestrada pela imprensa não-católica, silêncio devido em parte às "diversas forças ocultas que já há muito porfiam por destruir a ordem social cristã". Isso soa familiar.

Em 1991, o Papa João Paulo II publicou a "Centesimus Annus", em comemoração ao centenário da "Rerum Novarum". Esta nova encíclica reafirmava o ensinamento segundo o qual a raiz do totalitarismo moderno encontra-se na negação da dignidade transcendental da pessoa humana. O socialismo "considera cada homem simplesmente como um elemento e uma molécula do organismo social, de tal modo que o bem do indivíduo aparece totalmente subordinado ao funcionamento do mecanismo econômico-social". "Luta de classes em sentido marxista e militarismo têm, portanto, a mesma raiz: o ateísmo e o desprezo da pessoa humana, que fazem prevalecer o princípio da força sobre o da razão e do direito". Como sabiamente notou Fulton Sheen, "o comunismo pretende estabelecer o impossível: uma irmandade entre os homens prescindindo da paternidade divina".

George Orwell conhecia bem o engodo socialista, adaptando-lhe o mantra em sua obra A Revolução dos Bichos: "Todos os animais são iguais", e no entanto, como dirá o porco a certa altura da história, "alguns animais são mais iguais do que outros". A sua verdadeira face, uma hora ou outra, acaba sendo descoberta. É o "duplipensar" do Partido. E como são estranhamente atuais o "pensar criminoso" e a "patrulha ideológica" de 1984 no ambiente politicamente correto que se respira nas universidades norte-americanas e em tantos governos europeus! O Muro de Berlim veio abaixo e a União Soviética dissolveu-se, mas o marxismo cultural está forte como nunca.

As vanguardas progressistas da esquerda são os herdeiros ideológicos da socialismo e do comunismo do século XX. Eles fazem avançar a revolução ao adotarem os "erros da Rússia" e atacarem a propriedade privada, o livre mercado, a liberdade individual e a livre expressão, o casamento e a família tradicionais, a liberdade de consciência e a liberdade de culto. Talvez não haja agora mesmo um "império do mal", um único Estado totalitário; o que há, isso sim, é um totalitarismo das inteligências, a pressão imperiosa exercida pelos media, pela educação, pelos governos e sistemas judiciais. O Big Brother continua à espreita.

 

Mas ainda há esperança. A Igreja triunfou, sim, do comunismo ateu, e Cristo garantiu-nos que as portas do inferno não hão de prevalecer contra ela. Nos sombrios idos de 1917, em meio à Primeira Guerra Mundial e à difusão dos males do comunismo ateu, a Virgem Maria prometeu: "No fim, o meu Imaculado Coração triunfará". Sim, o Leviatã continua furioso e com o chicote em mãos; sua cabeça, porém, já foi esmagada.

Referências

1.       Robert Tracinski, "Why Is The New York Times Trying To Rehabilitate Communism?", em: The Federalist, 3 ago. 2017.

2.       Em inglês, The Killing Fields, filme de 1984 sobre a ditadura comunista de Pol Pot no Camboja.

3.       Cf. os dados levantados por Paul Kengor em The Politically Incorrect Guide to Communism.

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  • Autor desconhecido
  • 08 Setembro 2021

 

Autor desconhecido.

 

Importantíssimo para compreende a comunicação social no Brasil, hoje.

Nota do editor:  Encontrei este texto traduzido para o português em algumas fontes. Busquei o original e o encontrei, em inglês, aqui. Trata de uma realidade norte-americana, mas é inteiramente aplicável ao que vemos acontecer no Brasil! O texto, indica “Autor desconhecido”. Se alguém souber algo sobre a autoria do original, por gentileza, me informe.

O termo se origina na manipulação psicológica sistemática de uma vítima por seu marido na peça de teatro de Patrick Hamilton de 1938, Gas Light, e nas adaptações para o cinema lançadas em 1940 e 1944. Na história, o marido tenta convencer sua esposa e outras pessoas de que ela é louca manipulando pequenos elementos de seu ambiente e insistindo que ela está errada, lembrando-se das coisas incorretamente ou delirando quando aponta essas mudanças. O título da peça alude a como o marido abusivo lentamente apaga as luzes de gás em sua casa, enquanto finge que nada mudou, em um esforço para fazer sua esposa duvidar de suas próprias percepções. A esposa pede repetidamente ao marido que confirme suas percepções sobre as luzes que estão diminuindo, mas, desafiando a realidade, ele continua insistindo que as luzes são as mesmas e, em vez disso, é ela quem está enlouquecendo.

O termo “gaslighting” para definir essa forma de abuso psicológico deriva dessa peça teatral.

Estamos vivendo em um estado perpétuo de iluminação a gás. A realidade de que a mídia nos diz é totalmente diferente do que vemos com nossos próprios olhos. E quando questionamos a falsa realidade que estamos sendo apresentados, ou afirmamos que o que vemos é essa realidade real, somos vilipendiados como racistas ou intolerantes ou simplesmente loucos. Você não é racista. Você não é louco. Você está sendo manipulado.

O estado de Nova York tem duas vezes mais mortes por Covid-19 do que qualquer outro estado, e Nova York foi responsável por um quinto de todas as mortes de Covid-19, mas somos informados de que o governador de Nova York, o Democrata Andrew Cuomo, lidou com a pandemia melhor do que qualquer outro governador. Mas se apoiarmos políticas de governadores cujos estados tiveram apenas uma fração das infecções e mortes de Nova York, seremos chamados de anticientíficos e queremos que as pessoas morram. Então, nós nos perguntamos, estou louco? Não, você está sendo manipulado.

Vemos multidões saqueando lojas, quebrando janelas, incendiando carros e queimando prédios, mas somos informados de que essas manifestações são protestos pacíficos. E quando chamamos isso de destruição de nossas cidades, motins, somos chamados de racistas. Então, nós nos perguntamos, estou louco? Não, você está sendo manipulado.

Vemos que o maior problema que destrói muitos centros urbanos é o crime; assassinato, violência de gangues, tráfico de drogas, tiroteios, assaltos à mão armada, mas dizem que não é o crime, mas a polícia que é o problema nas cidades do interior. Somos informados de que devemos despojar a polícia e remover a aplicação da lei de cidades crivadas de crime para torná-las mais seguras. Mas se advogarmos por mais policiamento nas cidades invadidas pelo crime, seremos acusados ??de sermos supremacistas brancos e racistas. Então, nós nos perguntamos, estou louco? Não, você está sendo manipulado.

Os Estados Unidos da América aceitam mais imigrantes do que qualquer outro país do mundo. A grande maioria dos imigrantes são “pessoas de cor”, e esses imigrantes estão desfrutando de liberdade e oportunidades econômicas não disponíveis para eles em seu país de origem, mas somos informados de que os Estados Unidos são o país mais racista e opressor do planeta, e se discordamos, somos chamados de racistas e xenófobos. Então, nós nos perguntamos, estou louco? Não, você está sendo manipulado.

Os países capitalistas são os países mais prósperos do mundo. O padrão de vida é o mais alto dos países capitalistas. Vemos mais pessoas pobres subindo na escada econômica para a classe média e até mesmo para a classe rica por meio de seu esforço e habilidade nos países capitalistas do que em qualquer outro sistema econômico do mundo, mas somos informados que o capitalismo é um sistema opressor projetado para manter as pessoas para baixo. Então, nós nos perguntamos, estou louco? Não, você está sendo manipulado.

Os países comunistas mataram mais de 100 milhões de pessoas no século XX. Os países comunistas privam seus cidadãos dos direitos humanos básicos, ditam todos os aspectos de suas vidas, tratam seus cidadãos como escravos e derrubam suas economias, mas somos informados de que o comunismo é o sistema econômico mais justo, equitativo, livre e próspero no mundo. Então, nós nos perguntamos, estou louco? Não, você está sendo manipulado.

O exemplo mais flagrante de Gaslighting é o conceito de “fragilidade branca”. Você passa a vida tentando ser uma boa pessoa, tentando tratar as pessoas com justiça e respeito. Você rejeita o racismo e a intolerância em todas as suas formas. Você julga as pessoas apenas pelo conteúdo de seu caráter e não pela cor de sua pele. Você não discrimina com base na raça ou etnia. Mas dizem que você é racista, não por causa de algo que você fez ou disse, mas apenas por causa da cor da sua pele. Você sabe instintivamente que acusar alguém de racismo por causa da cor da pele é em si racista. Você sabe que não é racista, então defende a si mesmo e seu caráter, mas lhe dizem que sua defesa de si mesmo é a prova de seu racismo. Então, nós nos perguntamos, estou louco? Não, você está sendo manipulado.

 Gaslighting tornou-se uma das táticas mais difundidas e destrutivas da mídia atual e de alguns governos. É exatamente o oposto do que nosso sistema político deveria ser. Trata-se de mentiras e coerção psicológica, e não da verdade e do discurso intelectual. Se você já se perguntou se você é louco, não é. Pessoas loucas não são sãs o suficiente para se perguntar se são loucas. Então, confie em si mesmo, acredite no que está em seu coração. Confie em seus olhos sobre o que é dito. Nunca dê ouvidos às pessoas que dizem que você é louco, porque você não é, você está sendo manipulado.

Sófocles disse: “O que as pessoas acreditam prevalece sobre a verdade.”

E é isso que a mídia está tentando explorar.

Não se permita ser manipulado.

 

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  • Valterlucio Bessa Campelo
  • 04 Setembro 2021

Valterlucio Bessa Campelo

 

Não trata o atual debate público brasileiro, como podem pensar apressadamente alguns tolos e cretinos, de mera disputa entre personalidades, estilos de governo ou sequer entre projetos sociais e econômicos díspares. Mas de uma luta que se replica no mundo inteiro, opondo as pessoas que se sentem e se pretendem livres e aquelas que apenas cedem ou, por sua ideologia malsã, oferecem o pescoço à coleira apresentada pelos poderosos promotores de uma nova ordem. A peste chinesa serve, neste sentido, de plataforma para que determinadas autoridades desatem suas vocações autoritárias, e imponham sobre o cidadão um poder que não lhes foi conferido pelo voto ou pela Lei.

Vivemos um mundo distópico que exige, como reação de cada homem e mulher livre, muito mais que indignadas mensagens de celular, “lives” diárias, ou sábias análises em sites de notícias. Não podemos perder sem verdadeiramente lutar, nos render ao totalitarismo sem enfrentá-lo com toda força e tirar-lhes a máscara que encobre sua face sórdida. Devemos, pela liberdade, ir às ruas e, direta ou indiretamente, por qualquer via, mandar para o esgoto as tentações despóticas de quem quer que seja.

Presenciamos um momento “Orwelliano” da vida nacional, de controle da verdade, de censura de nossas opiniões e de punição liminar de quem não entra no “supremo bonde progressista”. Nesta quadra tenebrosa em que pairam sobre todos nós a insegurança, a dúvida e o medo, provocados por inúmeras e poderosas investidas sobre o direito à livre expressão, é necessário que declaremos o nosso mais profundo desprezo a toda espécie de tirania. Indico:

- A dos políticos, dos que pedem e recebem do povo a confiança para que atuem em sua defesa, governem e legislem em seu benefício, mas cuidam somente de suas próprias famílias, seus negócios e ideologias, algumas tão funestas quanto totalitárias, desprezando a liberdade.

- A dos juízes, daqueles que por décadas se dedicam laboriosamente ao Direito, mas quando alcançam o alto da escadaria, acomodam-se em tronos eternos, apropriam-se da verdade, escolhem na balança sempre o lado do coração e decidem com desprezo à liberdade.

- A da ciência, dos cientistas endeusados em altares de falsos consensos sobre temas globais, atribuindo às próprias conclusões caráter irrefutável, negando o questionamento mais elementar, fazendo-se desse modo anti-ciência e desprezando a liberdade.

- A do dinheiro, de todos os que alcançando grande riqueza, apoderam-se do Estado, corrompem seus agentes em todas as esferas, descumprem as leis, impõem criminosamente seus interesses, destroem sem critérios os bens naturais, dão como invisíveis os pobres e desvalidos, e desprezam a liberdade.

- A do ensino, dos professores e alunos que dançam a música do saber nas universidades, como esponja absorvem doutrinas, teorias e pesquisas, olham com lupa para o passado e o presente, aprendem sobre governos totalitários e, mesmo assim, desprezam a liberdade.

- A dos advogados, daqueles que juram solenemente “defender a liberdade, pois sem ela não há justiça”, mas atraídos pelas chances de enriquecimento e poder, traem seu juramento, vendem suas convicções, aliam-se aos corruptos, sustentam suas baixezas e desprezam a liberdade.

- A dos clérigos sacripantas, daqueles que em nome de Deus prometem abrir-nos o caminho da fé e guiar-nos no percurso do bem, mas não resistindo ao reluzir do ouro ou à fama, transmutam-se em mercadores ou reles ideologizadores, em desprezo à liberdade.

- A da imprensa, dos seus editores, jornalistas, analistas e de todos aqueles que no exercício da comunicação renunciam ao seu papel crucial na democracia, e transformam a informação em meio para achaques, chantagens, perseguição e manipulação em desprezo à liberdade.

- A da cultura, dos artistas e intelectuais que sabendo do infinito valor da beleza, das letras  e de todas as artes, se deixam levar pela ambição e narcisismo, algemam-se ao “politicamente correto”, e põem-se vulgarmente em desprezo à liberdade.

Em certo trecho (Cap. 58), o grandíssimo Miguel de Cervantes Saavedra diz em sua obra prima “Dom Quixote”, de 1605; “A liberdade, Sancho, é um dos mais preciosos dons que aos homens deram os céus; com ela não podem igualar-se os tesouros que encerra a terra nem que o mar encobre; pela liberdade assim como pela honra pode-se aventurar a vida, e, pelo contrário, o cativeiro é o maior mal que pode vir aos homens”.

Nada pode ser mais importante que a liberdade. Com ela, lutamos, ainda que em desvantagem; nos expressamos, ainda que sejamos incertos; vivemos, ainda que surjam moléstias; doamos, ainda que tenhamos pouco; seguimos, ainda que possamos cair; servimos, ainda que estejamos fracos; aprendemos, ainda que se torne difícil; crescemos, ainda que fique tardio e penoso.

Às ruas!

Valterlucio Bessa Campelo escreve ensaios, crônicas e contos eventualmente em seu BLOG e é colaborador do site Conservadores e Liberais.

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  • Alex Pipkin, PhD
  • 01 Setembro 2021

Alex Pipkin, PhD

 

Costumo ler bastante, e já queimei a pestana sobre o Iluminismo do século XVIII. O Iluminismo se constituiu, basicamente, num movimento intelectual, filosófico e político que acreditava no conhecimento - na luz -, como forma de preconizar a razão em detrimento do pensamento religioso.

Os pensadores iluministas faziam oposição aos reis monarcas, ao absolutismo, e lutavam pelos direitos individuais.

Pois eu sou um ferrenho defensor do pragmatismo, do conhecimento, da razão, da ciência e do humanismo racional.

Tenho andado com uma dúvida atroz a respeito da literatura que o Ministro do STF, Luís Roberto Barroso, leu e assimilou referente aos conhecimentos iluministas.

Reiteradamente, o ministro Barroso tem afirmado que o país precisa de um “choque de Iluminismo”, apontando, similarmente, que Iluminismo significa razão, ciência, humanismo e progresso.

Talvez seja em razão do “choque” aludido pelo togado, ou seja, por um encontro violento e um impacto brusco, que exista uma colisão de ideias e de significados entre aquilo que penso serem ideias iluministas e as praticadas pelo ministro.

Dentre os principais filósofos iluministas, o grande John Locke afirmava que os indivíduos nascem com direitos inalienáveis à vida, à liberdade e à propriedade. Importante relembrar ao ministro, que Locke dizia que onde não há lei - aplicada igualmente a todos - não há liberdade.
Já para Voltaire, outro filósofo iluminista, crítico dos dogmas da religião, um valor fundamental é a liberdade de expressão; e que valor…

Aparenta que o ministro Barroso, que tem afiançado o absurdo inquérito das fake news, é favorável ao autoritarismo e a censura, que tolhe a liberdade dos indivíduos de expressar o que acreditam e o que pensam, visto que o Supremo é absoluto e absolutista em definir “a verdade”. Onde está a razão?!

Alerto ao Sr. Ministro que Montesquieu advogava, especialmente, a separação e a independência entre os poderes executivo, judiciário e o legislativo, este último fundamental, pois as leis deveriam representar a sociedade como um todo. Neste sentido, espanta o quê a grande mídia marrom, e o próprio STF, têm feito e dito em relação ao comportamento do executivo.

Embora tenha minhas reservas em relação a Rousseau, ele defendeu arduamente os valores democráticos e humanistas.

Quanto ao “humanismo”, o Ministro Barroso tem se notabilizado, junto com seus colegas do STF, na prática do nobre ativismo, que consideram “iluminista”, no que diz respeito ao aborto e à homofobia, por exemplo, embora a singela competência da lei e de seu cumprimento estejam muito aquém daquilo que a sociedade brasileira deseja. Enquanto bandidos e corruptos são soltos rotineiramente por decisões do STF, pessoas comuns e parlamentares são presas sem o devido processo legal, por conta de decisões absolutistas deste Supremo Tribunal, incluindo o ministro “iluminista” Barroso.

Bem o “Iluminismo” do ministro Barroso, diferentemente do meu, que preza pelos direitos e pelas liberdades individuais, advoga a coerção e a imposição estatal sobre os cidadãos.

Definitivamente, a visão de Iluminismo do togado é rústica e trivial; e claro, eu fico com meus livros.

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  • Alexandre Garcia
  • 01 Setembro 2021

Alexandre Garcia

 

Muita gente se pergunta o que são esses índios acampados em Brasília e que tocaram fogo na frente do Palácio do Planalto, e que agora muitos estão se retirando. O que é isso afinal?

Em primeiro lugar, eu passei pelo acampamento dos índios na sexta-feira (27), no dia que eles puseram fogo na frente do Palácio do Planalto e vi uma quantidade enorme de ônibus estacionados. Não eram ônibus que eventualmente parados lá, estavam à disposição dos índios.

As centenas de barracas eram uniformes, como se tivessem feito uma licitação para comprá-las; além disso, todo mundo se alimentou durante o período que estiveram lá.

Fica a pergunta: quem está sustentando isso? Porque o pessoal não estava trabalhando e muitos ainda ficaram por lá.

A segunda pergunta é como eles conseguiram material para produzir aquela fumaça preta ao pé da rampa do Palácio do Planalto? Aliás, num momento que o presidente estava em Goiânia.

E terceiro: o que está sendo julgado no STF?

Esse caso é de Santa Catarina, de uma reserva que foi demarcada em 1965 de 14.000 hectares. De repente, estão aumentando a reserva para 37.000 hectares. Isso iria desalojar 5 mil pessoas, cerca de mil famílias de pequenos agricultores que tem escritura dos terrenos desde 1902.

E qual é a base para essa disputa? O artigo 231 da Constituição, que diz que as terras são “indígenas” quando ocupadas tradicionalmente por eles, ancestralmente. É óbvio que “ocupadas” a partir da data quando foi promulgada a Constituição, em 5 de outubro de 1988.

Porque senão os índios podem ocupar terra para o resto da vida, até expulsar todo mundo para seus continentes de origem: África, Ásia e Europa.

Nesse caso, como lembrou o ex-deputado Aldo Rebelo, os descendentes de Tibiriçá e Bartira vão exigir de volta o Parque do Ibirapuera, e coisas do gênero.

O STF vai votar nesta semana para decidir esse caso. Se a maioria do STF decidir que as ocupações após o ano de 1988 valham, aí vai ser um horror.

Lá no Alto-Uruguai no Rio Grande do Sul, os pequenos agricultores estão desesperados. Porque lá tem grupos de Caingangues, e Santa Catarina tem Guaranis e Caingangues. No Mato Grosso, a área potencial para pegar 4 milhões e meio de hectares de soja, milho, algodão, pastagens para gado, e 1 milhões de pessoas.

Já chega a maluquice que fizeram em Roraima. Só o STF não reconhece, porque não tem humildade para reconhecer o erro. Aquilo foi um atentado a soberania nacional com a demarcação contínua de terras indígenas em plena fronteira com a Venezuela, num local onde índios e não-índios antes viviam em simbiose produtiva para ambos.

Depois, ficaram os índios escanteados, muitos migraram para a periferia de Boa Vista. Os arrozeiros de lá perderam os negócios. Uma maluquice que poderia ter sido resolvida reservando uma pequena área para os índios.

Aldo Rebelo, que era do PCdoB, e foi ministro em várias pastas durante o governo do PT – ou seja, é insuspeito para opinar nesse assunto – falou que isso é interesse das ONGs e não dos índios. Essas ONGs disseminam ódio entre índios e não índios, os dois lados igualmente brasileiros. Isso é crime de lesa-pátria. E alguém está financiando a manifestação dos índios para tentar atemorizar o STF.

Contudo, acaba o viés político e ideológico ao tacar fogo ao pé da rampa do Palácio do Planalto, sendo que quem vai julgar o caso é o STF. Mas isso é bem revelador do que está por trás desse movimento.

 

 

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