• Ricardo Velez
  • 27 Outubro 2022

 

Ricardo Velez

       Meus Amigos, o país vive, nestes momentos anteriores ao segundo turno da eleição presidencial, um ambiente de deterioração das liberdades civis e políticas, motivado pela autoritária intervenção do TSE, que achou por bem se colocar do lado dos interesses do candidato da oposição, tendo tomado várias decisões lesivas às liberdades cidadãs, com a finalidade de favorecê-lo. Ora, essas decisões recaíram sobre veículos de imprensa e, em geral, sobre cidadãos não favoráveis ao candidato mencionado. Vale lembrar, em momentos como este, que o poder delegado pela Constituição e as Leis aos governantes, não é absoluto, mas deve ser pautado pelas Instituições. O Poder Judiciário não pode se erguer como um superpoder sobreposto à República e  à consciência dos brasileiros. Tem de se ajustar à Carta Magna e às exigências morais.

Pareceria, em momentos de autoritarismo como os que estamos vivendo, que a Liberdade é a condição menos natural ao homem e que o despotismo é o clima que melhor responde à sua natureza. Nada mais falso. A busca da Liberdade é essencial ao ser humano. O despotismo ocorre, portanto, contrariando as tendências naturais do homem orientadas à defesa da sua Vida, Liberdade, Dignidade e Posses. O despotismo ocorre, portanto, contrariando as tendências naturais humanas. Somente vinga ali onde o déspota quer, com mão de ferro, toda a liberdade para si e desconhece esse direito aos demais. As decisões recentes do TSE puniram com o silêncio órgãos de imprensa, jornalistas, empresários da mídia e cidadãos que não se identificam com os interesses do candidato ilegalmente favorecido. Empresas de comunicação foram desmonetizadas. A tendência de algumas pessoas é a de ficar caladas, para não atrair sobre si a ira dos poderosos de plantão. Não. A escalada autoritária tem de parar já. Não podemos permitir, nós, brasileiros, abrir mão dos nossos direitos e da nossa Liberdade, por pura conveniência ou por obediência cega a um ditame injusto.

Lembro o que um clássico do Liberalismo, o grande Alexis de Tocqueville (1805-1859) escrevia num momento histórico da França, face à Revolução de 1848, que pretendia implantar na marra o socialismo: "(...) Qual o homem com uma natureza tão baixa que preferiria depender dos caprichos dos seus semelhantes a seguir as leis que ele próprio contribuiu a estabelecer, caso considerasse que a sua nação tinha as virtudes necessárias para fazer bom uso da liberdade? Acho que este homem não existe. Até os déspotas não negam a excelência da Liberdade. Somente que a querem só para eles e sustentam que todos os outros não são dignos dela. Assim não é sobre a opinião que se deve ter sobre a liberdade que existem divergências, e sim sobre a menor ou maior estima em que se tem os homens. E é assim que se pode dizer, a rigor, que o gosto mostrado para o governo absoluto está em relação exata com o desprezo que se tem para com o seu país (...) [ Tocqueville, O Antigo Regime e a Revolução, trad. de Y. Jean, Brasília: UNB / São Paulo: Hucitec, 1989, pp. 95-96].

O jornalista J. R. GUZZO, destacou as consequências negativas que decorrem das últimas medidas tomadas pelo TSE, à luz do arbítrio que se instalou nos altos escalões da Justiça. No artigo intitulado: "Graças ao TSE, o processo eleitoral está irremediavelmente sujo" - [Gazeta do Povo, Curitiba, 20 de outubro de 2022], o articulista frisa:

"?A censura é um câncer e, sendo câncer, pode gerar metástase – a infecção sai do lugar onde começou e começa a invadir, passo por passo, o organismo inteiro. É o que está acontecendo com os atos de repressão do ministro Alexandre Moraes e seus imitadores no Tribunal Superior Eleitoral contra órgãos de imprensa. Dia após dia, violam, de maneira cada vez mais maligna, a liberdade de expressão, estabelecida com palavras indiscutíveis na Constituição Federal do Brasil - e proíbem os veículos de comunicação de publicarem qualquer coisa que o ex-presidente Lula, candidato nas eleições do dia 30 de outubro, não quer que seja publicada. A primeira agressão foi contra a Gazeta do Povo, censurada pelo TSE por informar, com base em fatos escandalosamente públicos, que Lula e o ditador da Nicarágua, Daniel Ortega, são aliados políticos e admiradores um do outro. Lula acha que isso pode lhe custar votos. Exigiu então que a Gazeta não publicasse nada a esse respeito e foi atendido na hora pelo TSE; sempre é. A partir daí o câncer se espalhou. Acaba de infectar a rádio Jovem Pan, e pelos mesmos motivos: levar ao ar notícias sobre fatos verdadeiros cuja divulgação Lula não admite. A rádio está censurada pelo TSE por falar dos processos e das condenações de Lula por corrupção e lavagem de dinheiro. É como se não tivesse existido a Lava Jato, ou a sua prisão durante 20 meses em Curitiba, ou a devolução em massa de dinheiro roubado. A Jovem Pan não pode falar nada disso".

A gravidade da situação ensejada com as tortas decisões do TSE foi caracterizada, em termos enérgicos, da seguinte forma: "Nunca se viu numa eleição brasileira, nem mesmo nas eleições consentidas e bem-comportadas feitas durante o AI-5, atos de ditadura como os que estão sendo praticados neste momento pelo alto Poder Judiciário. O processo eleitoral, por conta disso, está irremediavelmente sujo; qualquer que seja o resultado, a dupla STF-TSE conduziu durante toda a campanha um processo de destruição da democracia que não pode mais ser consertado. A autoridade eleitoral abandonou, sem maiores preocupações com aparências, a sua obrigação elementar de ser imparcial (...). Montou-se, aliás, com a colaboração da maior parte da mídia, uma colossal operação de fingimento, através da qual STF-TSE pretendem salvar o Brasil do 'autoritarismo' (...). Nunca se viu numa eleição brasileira, nem mesmo nas eleições consentidas e bem-comportadas feitas durante o AI-5, atos de ditadura como os que estão sendo praticados neste momento pelo alto Poder Judiciário". 

"A metástase transbordou do seu foco inicial" - continua Guzzo -  "não apenas quanto aos órgãos de imprensa perseguidos pelo TSE, mas também em relação aos assuntos censurados. (...). É proibido dizer que Lula foi o mais votado nas penitenciárias. Também não pode dizer que o PT votou contra, na prática, o Auxílio Brasil proposto no Congresso pelo governo – o partido negou o pagamento parcelado dos precatórios, ou dívidas da União não pagas, e é daí que vem o dinheiro para pagar o auxílio. Nem o ex-ministro Marco Aurélio, do próprio Supremo, pode falar. Os ex-colegas proibiram que ele diga que Lula não foi absolvido, em nenhum momento, pelo STF - apenas teve os seus processos penais 'anulados', sem qualquer menção a provas ou fatos, o que não tem absolutamente nada a ver com 'absolvição'. É, em todo o caso, uma interpretação dele como jurista, absolutamente legítima e legal. Mas o ex-ministro foi proibido de falar (...)". E conclui assim o jornalista:  "A ditadura do Judiciário está proibindo dizer a verdade no Brasil".

*       O autor é formado em Filosofia (licenciatura, mestrado e doutorado), pesquisa a história das ideias filosóficas e políticas no Brasil e na América Latina, e fez pós-doutorado em Paris sobre as ideias de Alexis de Tocqueville e os liberais doutrinários.

**      Texto publicado originalmente no blog do autor, em https://www.ricardovelez.com.br/blog/a-desvalorizacao-do-processo-eleitoral-por-obra-e-graca-do-tse

 

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  • Gilberto Simões Pires, em Ponto Crítico
  • 25 Outubro 2022

 

Gilberto Simões Pires

SOCIEDADE EM MODO - PERPLEXA-

Ontem à noite, quando ministro das Comunicações, Fábio Faria, afirmou que uma AUDITORIA contratada pela campanha eleitoral de JAIR BOLSONARO constatou que o número de INSERÇÕES DA PROPAGANDA ELEITORAL -OBRIGATÓRIA- em RÁDIOS de todo o Brasil foi ACENTUADAMENTE MENOR do que manda a Legislação, a sociedade brasileira entrou em MODO -PERPLEXA-. Segundo Farias, até o dia 21 de outubro foram mais de154 MIL INSERÇÕES A MENOS, sendo que só no NORDESTE DO PAÍS foram mais de 29 MIL INSERÇÕES A MENOS.

DISPOSTOS A MUITO MAIS DO QUE TUDO

 

Ora, enquanto todos nós olhávamos com MUITA DESCONFIANÇA para as URNAS ELETRÔNICAS, imaginando que o sistema de apuração concentrava o RISCO de existência de FRAUDE ELEITORAL, eis que surge esta GRAVE DENÚNCIA para provar que os INIMIGOS, além de NUMEROSOS E PRA LÁ DE PODEROSOS estão UNIDOS E DISPOSTOS A TUDO, ou até MUITO MAIS DO QUE TUDO, para emplacar o LulaLadrão como o vitorioso no próximo domingo. 

A FRAUDE JÁ ESTÁ FEITA

 

Como se sabe, a PROPAGANDA ELEITORAL se encerra nesta quinta-feira, 27. Até lá, mesmo que o TSE julgue (pouco provável) que houve FRAUDE no tocante às INSERÇÕES QUE NÃO FORAM LEVADAS AO AR, não haverá tempo suficiente para recuperar o que os criminosos fizeram com o objetivo de beneficiar o candidato ladrão. Ou seja, a FRAUDE JÁ ESTÁ FEITA E, INFELIZMENTE, NÃO HÁ COMO RECUPERAR O PRODUTO DO ROUBO. 

ORQUESTRAÇÃO DE FORÇAS INIMIGAS

 

Quando digo que os INIMIGOS SÃO NUMEROSOS, PODEROSOS E ESTÃO DISPOSTOS A TUDO, estou me referindo, por exemplo, a uma fantástica ORQUESTRAÇÃO DE FORÇAS INIMIGAS, onde cada uma cumpre à risca o seu papel de CRIMINOSO. Começando, por exemplo, pelo ministro Luis Roberto Barroso, que CONFESSOU PUBLICAMENTE que -ELEIÇÃO NÃO SE VENCE, SE TOMA!-. A seguir, como se viu desde o início de 2019, grandes empresas de comunicação se organizaram em forma de CONSÓRCIO com o propósito de criar NARRATIVAS FALSAS E/OU CRIMINOSAS sempre voltadas para desacreditar o governo BOLSONARO. 

INIMIGOS ORGANIZADOS

 

Mais: boa parte dos ocupantes do Congresso Nacional aprovaram CPIs ABSURDAS, e PAUTAS BOMBAS, como o ORÇAMENTO SECRETO, além de outras barbaridades. Também se juntaram aos ORGANIZADOS INIMIGOS os INSTITUTOS DE PESQUISA, cujo papel -bem conhecido- tem sido o de FABRICAR NÚMEROS com o propósito de influenciar ao máximo os eleitores menos esclarecidos. Pois, para completar o time de INIMIGOS, O PODEROSO JUDICIÁRIO entrou em cena e sem dar a mínima para a Constituição Federal, tratou de criar e aplicar LEIS -MAGNAS- absurdas, além de promover repugnantes ATOS DE CENSURA, voltados exclusivamente para beneficiar o COMUNISTA LULALADRÃO. 

FOCO: FALTAM APENAS 5 DIAS

Pois, mesmo dentro deste CLIMA TERRÍVEL a ORDEM É RESISTIR. Não esqueçam: faltam apenas 5 DIAS para o segundo turno. Até lá nada pode nos afastar do FOCO NA REELEIÇÃO DE JAIR BOLSONARO. O Brasil, mais do que nunca, precisa de nós. Vamos em frente. A VITÓRIA está ao nosso alcance. Vamos vencer os terríveis INIMIGOS DO BRASIL.

 

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  • Alex Pipkin, PhD
  • 24 Outubro 2022

 

Alex Pipkin, PhD

         O grande Mestre dos mestres, Adam Smith, afirmou que o homem se preocupa, naturalmente, com os seus interesses próprios.

Cada pessoa se importa com determinados objetivos pessoais e, objetivamente, esses são diferentes entre os indivíduos.

Neste sentido, é evidente que cada pessoa queira possuir o controle dos recursos para alcançar seus planos mais eficazmente.

Smith, com o seu espectador imparcial - nosso outro eu interno - e a “simpatia”, deixa claro que o homem é dotado de princípios que o fazem se interessar pelo bem-estar dos outros.

O interesse individual, mesmo que egoísta, necessita dos outros e, assim, do aprofundamento das relações pessoais e de nossa natureza benevolente.

O homem inserido em uma economia de mercado, é impelido a estabelecer e desenvolver relacionamentos colaborativos voluntários com outras pessoas.

Não, ele não é ele não é esse ser explorador que deseja somente lucrar à custa dos outros, como expõem as teorias marxistas e assemelhadas.

Portanto, minha interpretação smithiana, é de que o indivíduo tem muitos interesses próprios para além do acúmulo de riquezas materiais.

Eu não sei exatamente o percentual do funcionalismo público e de burocratas famintos por um carguinho, que irão votar no ex-presidiário larápio.

O que sei, com certeza, é que o número de pessoas é expressivo.
Sabem por que?

Porque essa turma de parasitas - evidentemente que nem todos - quer garantir seus soldos diferenciados e suas benesses, não importando que para isso o resto da população tenha que suportar uma tributação escorchante que, para piorar, não apresenta contrapartida em nível de serviços de qualidade para a população.

Esses são aqueles que de boca cheia arrotam palavras como democracia, justiça social, direitos (des)humanos, e por aí afora. Note que esses foram os justos, os humanistas, e os preocupados que afirmavam na pandemia: “fiquem em casa”; e eu sempre afirmei: “e a economia, cara-pálida?”.

#elenao, porque ele desejará reformar esse sistema disfuncional e injusto, ainda que eu acredite que de forma tímida.

A verdade nua e crua é que a turma estatal do beautiful people não quer que ninguém, mas ninguém, mexa nos seus queijos!

Tem-se aqui um clássico exemplo do interesse próprio meramente egoísta!

Que gente mais dissimulada e mesquinha…

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  • Valterlucio Bessa Campelo
  • 23 Outubro 2022

 

Valterlucio Bessa Campelo

No inferno, os lugares mais quentes são reservados àqueles que se omitem em tempos de crise.

(Frase atribuída a Dante Alighieri por John F.Kennedy)

          Há poucos dias das eleições de 30 de outubro, quero dirigir-me aos nossos irmãos profissionais liberais, funcionários públicos, jornalistas, youtubers, empresários, influencers, terceirizados, autônomos, donas de casa, enfim, a todos os cidadãos ou cidadãs que a esta altura do campeonato ainda se colocam na posição de indecisos ou isentos, ou seja, “acima” da disputa entre Bolsonaro e Lula. Quero lhes dizer algumas coisas que talvez os faça refletir melhor sobre seu voto e o pleito. O texto é um pouquinho mais longo do que de costume, pelo que peço desculpas.

Não se trata, nessa quadra da vida brasileira, da escolha entre dois homens, não é falar de pessoas e das culpas ou acusações que carregam, mas do Brasil, do seu futuro que, aliás, já no presente, dá mostras inequívocas do rumo lastimoso que poderá seguir se o ex-presidiário voltar. Olhe bem para o que está acontecendo e verá os sinais da ditadura, expressos em decisões desarrazoadas, em prisões sem causa definida nem processo legal, em negação do direito de defesa, em cerceamento da livre expressão, em parcialidade fragorosa de decisões sobre o que pode e o que não pode ser dito em na campanha eleitoral, não apenas por um candidato, mas por jornalistas e por nós mesmos em nossas redes sociais.

Fatos provados e comprovados, cujos autores foram longamente processados, julgados e condenados estão proibidos de serem mencionados sob pena de ferirem a “ordem eleitoral” (na verdade, os interesses de um dos lados). No caso recente da empresa Brasil Paralelo, magnífica plataforma onde se pode ver filmes e documentários e cursos extraordinários, que anunciou para esta semana uma produção sobre a tentativa de assassinato sofrida pelo presidente Bolsonaro, chegaram ao cúmulo de fazerem censura PRÉVIA, quer dizer, antes de algo ser dito, os autores foram proibidos de dizê-lo. Ninguém, a não ser os autores sabem o que está dito no vídeo sobre a tentativa de assassinato (alguma dúvida de que é um fato?), mas ainda assim estão proibidos de dizê-lo. Calem-se! Disseram suas excelências antes que os autores abrissem a boca. A empresa se manifestou em nota e dezenas de jornalistas protestaram. Tá na rede.

No caso da Jovem Pan, uma empresa com 80 anos de serviços prestados à informação do povo brasileiro, a decisão emanada estabelece limites ao que o jornalista ou comentarista pode ou não referir em seu trabalho. Palavras que possam ser tidas como ofensivas por determinado candidato não podem ser pronunciadas. Genocida! Pode. Ditador! Pode. Negacionista! Pode. Mesmo sendo mentiras obvias, narrativas vãs, se for contra o Bolsonaro, pode.  Ex-presididiário! Não pode. Corrupto! Não pode. Promotor do petrolão! Não pode. Mesmo sendo verdade, mesmo sendo resultado de anos de investigação e trocentas condenações, não pode porque é contra o Lula. O leitor está me entendendo? Tem a medida do que está acontecendo? Juristas do quilate de Ives Gandra Martins, Modesto Carvalhosa e o próprio ex-Presidente do STF Marco Aurélio de Mello se manifestaram publicamente contra essa obtusidade do TSE. É uma espécie de chicoteamento da Constituição Federal no que refere à liberdade de expressão. Neste caso até a ABERT, controlada pela velha mídia, se obrigou a contestar.

Quem pediu essa decisão judicial absurdamente autoritária foi um partido político, o PT, que usa o TSE como se fosse seu braço jurídico e demonstra já no pedido a sua natureza autoritária, controladora e afrontosa à liberdade de expressão. A esquerda mostra assim um pouco de sua face horrenda ao pretender tratar o TSE como um mamulengo, e ainda há quem tenha a desfaçatez de nomear “extremista de direita” quem clama por liberdade. É kafkiano que o censor seja “democrata” e o censurado seja um “autoritário”.

Pergunto ao senhor jornalista, senhor médico, senhora professora, senhor músico, senhora poeta, senhora dona de casa... vocês têm a dimensão da gravidade deste momento? Preciso lhes dizer? Pois digo. Significa que a representação do SEU pensamento através da linguagem está sob controle antes mesmo que seja expressa. Nem a ditadura militar foi capaz disso. Naquela época, ao menos o regime esperava conhecer a obra antes de censurá-la. Hoje estamos sendo forçados a segurarmos a “nossa língua” sobre fatos, fatos! O mensalão não existiu? O petrolão não existiu? A lavajato foi um sonho? Não há um ex-presidiário concorrendo às eleições? Sim, Existiram, tem culpados, mas a “justiça” proibiu que se falasse no assunto porque o chefe da organização criminosa não gosta.

O que estamos vendo agora com a possibilidade da eleição do ex-presidiário é a véspera do parto de um regime historicamente assassino e cruel. Nossas liberdades estão por um fiapo, com a conivência de congressistas, de OAB, de intelectuais e até de jornalistas que deveriam se rebelar contra essa ignomínia. Onde estão os milhares que assinaram a tal “carta pela democracia”? Cadê os artistas que tanto falam de liberdade? Eu sei. Estão cagando para a democracia, estão omissos achando que do regime autoritário vão tirar proveito, receber migalhas de poder.

E nós, os homens e mulheres livres, onde estamos? Eles estão nos calando e não estamos fazendo nada. Estão prendendo inocentes e não estamos fazendo nada, estão fraudando um processo que deveria ser livre, isonômico e imparcial. Estão rasgando a lei à nossa vista e não estamos fazendo nada. Os senhores todos acham que poderemos fazer algo depois? Pois lhes digo que não. Depois, será tarde e sangrento. A hora de fazer algo é no dia 30 de novembro. Se for preciso, tape o nariz, vire o rosto, mas vote na liberdade contra o autoritarismo.

Quer conhecer um cisco sobre o que significa o monstro que está sendo parido nessas eleições em que a justiça tem lado? Facilito. Numa tarefa simples, sem teorização de doutos, leia “O livro Negro do Comunismo”, de Stéphane Courtois, Nicolas Werth, Jean-Louis Panné e Andrzej Paczkowski. Recomendo também que conheça os discursos dos líderes socialistas no Foro de São Paulo, prometendo fazer da América Latina uma grande pátria, integrada politicamente, socialmente, economicamente, culturalmente, ou seja, com mais de cem anos de atraso, está para nascer no hemisfério sul uma espécie de União das Repúblicas Socialistas. É como se essa gente tivesse dormido antes da revolução russa e acordasse agora. Não viram, ou, não se importam com a tragédia de 100 milhões de mortos que pesam sobre os ombros do comunismo/socialismo, afinal, segundo Trotsky a moral que conhecemos é apenas a moral burguesa e não a moral revolucionária à qual TUDO é permitido.

Enquanto muitos estão sendo sacrificados e mortos em países socialistas na vizinhança, por aqui os “isentos” simplesmente pensam que “isso é lá com eles”. Não é não. É com você, é com seus filhos e netos. Outro dia, um jovem universitário me perguntou: “eles governaram durante 14 anos e não fizeram, por que fariam hoje?”. Inocente! Já estão fazendo. Um dos pilares da democracia já foi tomado. Vejam aqui o que disse o Lula ao seu amigo Boff e aqui, secundado pelo ex-presidiário Zé Dirceu recentemente. Experimente conversar com os venezuelanos que se mandaram de lá para cá, ouça suas histórias e chore se tiver um coração aí dentro.

Bastaria a censura que nos impuseram para denunciar o tipo de institucionalidade que pretendem implantar e, mesmo assim, você vai ficar de biquinho pelas frases ou gestos infelizes do Bolsonaro? Peço que não, amigo. Peço fraternalmente para você sair de casa no dia 30 e, pensando no Brasil de seus filhos e netos, votar em defesa da liberdade, ainda que ela não venha dourada de promessas “politicamente corretas” ou num prato de picanha fictícia. Liberdade apenas para ser livre e, creia, não há nada mais importante a perder.

Valterlucio Bessa Campelo escreve às sextas-feiras no site ac24horas e, eventualmente, no seu BLOG, no site Liberais e Conservadores do Puggina, na revista Navegos de Franklin Jorge e em outros sites.

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  • Dartagnan Zanela
  • 23 Outubro 2022

 

Dartagnan Zanela

           E, do nada, aparecem boleiras de alminhas dizendo que são o mais puro amor e que, do alto de sua doçura ideológica, irão revidar todos os "ataques e agressões" com amor e emojis de coraçõezinhos.

Qualquer pessoa desavisada poderá ter a impressão de estar diante de uma multidão de "filhos de Gandhi", adeptos da não-violência e piriri e pororó. Só que não.

 Na verdade, temos alguns pontos que devem ser esclarecidos sobre essa turma. Primeiro: o que essa galera do "bem" e do "amor" chama de [supostos] ataques e agressões nada mais é do que uma crítica, um contra argumento, um perigosíssimo meme e, em alguns casos, uma cruel verdade inconveniente que lhes é apresentada. É isso que essa gente, com suas dissimulações e simulacros mil, chama de agressões e ataques.

Segundo ponto: já viram como é a reação "amorosa" manifesta por essas pessoas que juram, com os pés juntos, que não mais querem um "Brasil do ódio"? Então, são justamente essas figuras que, sem a menor inibição, destilam sua bile e todo o seu rancor contra todos aqueles que não concordam com elas. É um trem cômico de se ver. Tragicômico.

Na verdade, se pararmos para prestar a devida atenção, iremos perceber com cristalina clareza, que aqueles que dizem meigamente que defendem uma maior tolerância em nosso país, são justamente os que semeiam o intolerável entre nós com atitudes desonradas contra aqueles que discordam deles. Pois é. Eles toleram tudo, menos que pensem de uma forma diferente da deles.

Não apenas isso. Essas figuras, figurinhas e figuraças, que dizem ser contra toda ordem de discursos de ódio são justamente aqueles que, como dizem, "viram num bicho" quando percebem que alguém realmente conhece os fatos que desmascaram a versão farsesca que eles defendem com unhas, dentes e "textões".

Enfim, em período eleitoral, feliz ou infelizmente, é normal que os ânimos se alterem. Porém, chamar a exaltação dos desafetos de "discurso de ódio" e a histeria coletiva dos seus partidários de "sementes de amor", com o perdão da palavra, é um problema sério, muito sério, de falta de caráter e de "otras cositas más".

*Publicado  originalmente em https://sites.google.com/view/zanela e enviado ao site pelo autor.

 

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  • Reginaldo de Castro
  • 22 Outubro 2022

 

Reginaldo de Castro

         A eleição presidencial deste ano guarda, em relação as que a precederam, desde o início da República (e não há exagero nisso), uma singularidade: não se trata de discutir nomes, partidos ou mesmo interesses de ordem fisiológica.

O que está em pauta são caminhos. E caminhos antípodas, que hão de marcar o país não por um ou dois mandatos, mas pelas próximas gerações, para o mal ou para o bem.

Lula e Bolsonaro são apenas as fisionomias que expressam esses rumos antagônicos. É preciso, portanto, examinar o entorno de cada qual, a proposta que vocalizam, em vez de perder tempo examinando os modos, o palavreado, rendendo-se a melindres.

O cenário é de guerra e, nesses termos, não se esperem gestos cavalheirescos de nenhuma das partes.

Vamos, pois, ao que interessa: para onde nos leva (ou nos quer levar) cada um dos projetos em pauta.

O PT já deu mostras suficientes do que quer. Em 16 anos de exercício do poder, conjugou fatores que levaram o país à tragédia: corrupção (a maior de que se tem notícia), má gestão e descaso pelo Estado democrático de Direito. Nada menos.

Não tenho qualquer relação pessoal ou de qualquer outra ordem com o presidente Jair Bolsonaro.

Ao contrário, recebi sua chegada ao poder com reservas, tendo em vista sua longa atuação parlamentar, em que mostrava pouco zelo com as palavras, dando cabimento ao de que lhe acusavam os adversários, de que flertava com o autoritarismo.

Não foi, porém, o que se deu em sua gestão presidencial. Pode-se divergir de algumas atitudes, algumas palavras, mas não se pode acusá-lo de agir contra a ordem democrática. E aí está a primeira e grande diferença entre ele e Lula: se for ele o eleito, teremos eleições daqui a quatro anos; se, inversamente, for Lula, não saberemos.

Diante de tal risco – o de suportar o PT deformando o povo e o Estado brasileiros, por tempo indeterminado -, concluí que seria imperdoável covardia manter-me neutro no presente processo eleitoral. Optei por votar em Bolsonaro.

Os arroubos do presidente, é verdade, dificultam os mais cuidadosos de o apoiarem. Mas o fato é que a hipótese de retorno do PT supera tais idiossincrasias. Não se conhecem ainda os termos do projeto de governo de Lula. Ele preferiu só revelá-lo se eleito. Mas, do que já adiantou, há elementos suficientes para temê-lo.

Depois de acusar o agronegócio – carro-chefe da economia – de fascista, avisou que o MST terá papel preponderante em seu governo. E voltou a incentivar as invasões, no campo e na cidade. Se, antes mesmo de vencer, já faz isso, imagine-se o que fará se eleito.

Avisou que promoverá a regulação da internet e dos meios de comunicação, eufemismo óbvio de censura.

Não respeitará o teto de gastos, anulará as privatizações de estatais e voltará a usar o BNDES para financiar e promover obras em ditaduras vizinhas e africanas, dando-lhes prioridade em relação às demandas internas. Já vimos esse filme. E morremos no fim.

As obras do Porto de Mariel, em Cuba, tiveram como garantia charutos. Como o calote é no valor de bilhões, é possível que haja charutos em quantidade para prover toda a população brasileira.

Além desse projeto suicida de poder, que demolirá a economia e provocará em algum momento, tal como ocorreu na Venezuela e na Nicarágua – países modelos do PT -, uma convulsão social, há ainda a personalidade psicopata de Lula. Não é pouca coisa.

Basta lembrar que, certa vez, ele se autoqualificou de “metamorfose ambulante”. É um ser humano inconfiável, mentiroso, dissimulado. Na atual campanha, se desdisse com a maior desfaçatez mais de uma vez. Numa semana, proclamou-se favorável ao aborto, “fator de saúde pública”. Mas, ao falar a evangélicos, contrários à tese, disse que é radicalmente contra o aborto e que defende a vida desde sua concepção. Sua dissimulação o faz esconder seus mais fiéis amigos, como José Dirceu, seu braço direito, pilar do regime totalitário que, na hipótese de sua vitória, seria instalado em Brasília.

De outra parte, Bolsonaro, mesmo enfrentando luta desigual contra algumas autoridades do STF, do TSE e da mídia mainstrean, tem obtido resultados importantíssimos na economia: deflação, crescimento do PIB acima das previsões do FMI, redução do desemprego e dos índices de violência.

Sem jamais apelar a medidas arbitrárias, jogando, como gosta de dizer, “dentro das quatro linhas da Constituição”, granjeou popularidade indiscutível, que exibe nas ruas, em contato direto com a população, bem ao contrário de Lula, que fala apenas a plateias amestradas, em recintos fechados.

Aos que buscam evitar uma opção entre os dois candidatos, alegando que se equivalem, digo apenas o seguinte: mesmo nesse caso, há uma vantagem em optar por Bolsonaro. Se ele ganhar, você poderá criticá-lo, sem risco de ser punido, pelos próximos quatro anos. Não é possível afirmar o mesmo em relação a Lula.

*         Reginaldo de Castro, advogado e jurista, é ex-presidente nacional da OAB

**        Publicado originalmente no Diário do Poder

 

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