• Gilberto Simões Pires, em Ponto Crítico
  • 26 Junho 2021

 

Gilberto Simões Pires

 

PREÇO COMBINADO

No MERCADO FINANCEIRO é comum a prática de OPERAÇÕES COMPROMISSADAS, onde o VENDEDOR de um ou mais títulos assume o firme COMPROMISSO de recomprá-lo em um prazo definido. Da mesma forma, o COMPRADOR também assume o COMPROMISSO firme de revender o(s) título(s), na data estabelecida e pelo preço combinado.

SEMELHANÇA

Pois, se for levado em conta as DECISÕES que vem sendo tomadas, sem o menor constrangimento pela maioria dos ministros do STF, a impressão que passa para a sociedade brasileira em geral é que a indicação de vários ministros para integrar a Suprema Corte guarda enorme semelhança com as OPERAÇÕES COMPROMISSADAS praticadas no dia a dia no MERCADO FINANCEIRO. 

RECOMPRA

Neste caso, no entanto, a OPERAÇÃO COMPROMISSADA não têm como OBRIGAÇÃO a RECOMPRA DE TÍTULOS VENDIDOS, mas de FAVORES que devem ser pagos e/ou resgatados em algum momento, quando necessário for. Assim, a partir do momento em que o indicado é aprovado pelo plenário do Senado, o ministro se COMPROMETE a atender os desejos daquele que o indicou.

AGRADECIMENTO

Como o Brasil todo está assistindo, dia sim dia também, decisões que mundo afora são consideradas como inadmissíveis e/ou incompreensíveis por qualquer PODER JUDICIÁRIO, não há como condenar os cidadãos que manifestam uma clara percepção de que os julgamentos do STF são feitos em forma de AGRADECIMENTO pela indicação. 

MORO SUSPEITO

A última, de tantas outras decisões que já foram tomadas, aconteceu nesta semana quando o STF declarou a suspeição do ex-juiz federal Sérgio Moro ao condenar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na ação do tríplex do Guarujá. Por SETE votos a QUATRO, os ministros confirmaram o entendimento de que Moro foi parcial ao condenar o petista. Que tal?

CHEIRO FORTE

O que resulta como um -FATO INDISCUTÍVEL- na cabeça de todos os BRASILEIROS DE BEM, que querem ver os CORRUPTOS NA CADEIA, é muito simples: o STF inverteu as decisões tomadas em todas as instâncias e, de pronto resolveu CONDENAR MORO E LIVRAR LULA. É muito difícil, portanto, não admitir a existência de um cheiro forte de OPERAÇÕES COMPROMISSADAS.

 

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  • Alex Pipkin, PhD
  • 24 Junho 2021

Alex Pipin, PhD


S?omos seres sociais; necessitamos e vivemos uns com os outros.
A pandemia - na verdade, as decisões de burocratas que não arcam com as consequências dessas mesmas decisões - trancafiou-nos em casa por um longo período, e em algumas situações, continua nos mantendo isolados uns dos outros.
Embora alardeado aos quatro cantos que o isolamento social refere-se a preocupação com o outro, o resultado pragmático tem sido a devastação da dignidade de todos. Não é preciso ir muito longe para constatar o brutal desemprego, o aumento das doenças psicossomáticas, o crescimento do consumo de álcool, o aumento do número de separações entre casais, enfim, lamentável.
Aparenta-me emblemático, apesar de ser acessório para muitos, a perda e a acomodação das pessoas em relação às liberdades individuais.
Porém, pasmem, sem pandemia e sem isolamento social, o pior parece que ainda está por vir.
Evidentemente, a Covid-19 atiçou mentes, corações, bílis e, sobretudo, gargantas para entoarem o grito contra o “capitalismo selvagem”, suposto gerador das aludidas desigualdades sociais.
Muito raramente surgem momentos tão propícios como o que aí está para a evocação da necessidade do avanço dos tentáculos estatais sobre nossas vidas.
Como todos adoradores da pregação do coletivismo, quer se mostrar agora que só o “Deus Sol” chamado Estado é capaz de dar-nos aquilo de que necessitamos; urge o salvador da pátria a fim de resgatar seus servos.
Entretanto, quem vê e enxerga, sabe que as políticas coletivizantes já vêm sendo gestadas e implementadas faz tempo; essas estão entranhadas em praticamente todas às instituições nacionais e, neste momento, alcançaram seu último degrau no seio empresarial, com o “bondoso” capitalismo das partes interessadas.
Com à verve, a propaganda e as iniciativas coletivizantes, muito mais do que isolar indivíduos e ceifar suas dignidades, cria-se a já conhecida pandemia da inveja, do ódio e da raiva daqueles que, com esforço próprio, mentalidade empreendedora, ambição e ação e assunção de riscos, investem e trabalham para progredir econômica e socialmente.
Vive-se num espaço social que despreza o sucesso do outro, e que trabalha para igualar todos - ou quase todos - numa pior condição.
Esta sociedade que rejeita as virtudes do progresso individual e enaltece os vícios da pobreza e do vitimismo, tem como destino certo o fracasso econômico e social.
O vício da inveja coloca pessoas contra pessoas, e cega para a realidade objetiva de que o sucesso de uns pavimenta o caminho para a conquista de todos, seja em nível de empregos, de renda, de alternativas e de soluções de produtos e de serviços para o consumo e da felicidade.
Coletivistas raivosos não só intencionalmente prejudicam os outros; eles vivem uma vida infeliz na inveja e no ressentimento, e acabam perdendo a responsabilidade, o valor individual, recostando na enganadora e ultrajante dependência social.
Eu me questiono: que vida se leva quando inexistentes desafios e estímulos para se buscar e se lograr algo melhor para si próprio (o que é diferente para cada cidadão)? Vida? Dignidade? Espírito?
A economia não é um jogo de soma zero, em que para que uns ganhem, outros têm que perder.
A progressão e o aumento da riqueza de alguns indivíduos, não diminui a capacidade de outros de aumentarem sua própria riqueza.
Eu desconheço aonde vamos parar, embora minha desconfiança seja certeira.
Somente com mais liberdade individual e econômica, com menos intervenção do “todo poderoso” Estado, com menos coletivização e mais políticas públicas científicas e comprovadas, é que se alcançará elevar o nível de vida e de prosperidade de todos.
O coletivismo empurra todos para baixo, gerando uma guerra de todos contra todos, exacerbando a inveja, o ódio, e o fracasso econômico e social de uma sociedade inteira.

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  • Dra. Débora Balzan
  • 24 Junho 2021

Dra. Débora Balzan

 

“Quando as mentiras ficam grandes o suficiente, o mundo inteiro se deteriora”

Impunidade em massa, mas, “em compensação”, soltura o mais rápido possível!

A punição efetiva,aquela que guarda algum real sofrimento pessoal expiado pelo criminoso,  é a única forma de eventual “ressocialização”. Sofrimento como ser humano, de coração e razão, o que não acontece com os psicopatas. O sofrimento dos psicopatas será, no máximo, por estarem por curto período de tempo presos, e não o sofrimento interno, de culpa, mas tão-somente o egoístico. Das duas, uma: psicopatas não deveriam nunca sair das prisões porque nunca mudam, apenas desenvolvem mais expertise para se sofisticarem e não serem pegos; e os que não são psicopatas, mas que precisariam  expiar de forma real e por um longo tempo (quiçá para sempre), de modo proporcional à gravidade dos seus crimes. De qualquer sorte, não há dúvida de que a pena se fundamenta na necessidade de prevenção geral, que só é possível com a retribuição, pela contenção; a ressocialização, quase uma quimera, é fim mediato e é constitutiva à pessoa do apenado.

 Na prática, observo que a imensa maioria das  pessoas envolvidas na execução penal tem uma necessidade de sempre entender e justificar o criminoso, seja ainda com relação ao crime já condenado, mas também pelas  faltas e inobservância de regras no cumprimento da pena. Há quase um pedido de desculpas pelo Estado em cumprir, ainda que minimamente, a pena ou alguma sanção decorrente de uma falta grave, quando há alguma  consequência. As punições decorrentes das infrações que ocorrem dentro dos estabelecimentos prisionais seguem a regra da apuração e punição dos crimes em geral, ou seja, pouco se apura e muita impunidade. Há alguma dúvida de que quase ninguém (talvez ninguém) seja punido quando se apreendem drones,  armas, celulares,  drogas etc em grandes operações? Prevalece a máxima de socializar tudo, e em não sendo individualizadas as condutas, mas generalizadas entre dois, três ou mais. Aqueles  objetos estão   naquele local por geração espontânea. Quando em apreensões menores e mais corriqueiras, também essa é a regra, para alívio quase geral. A dúvida é tudo o que se quer!   A sociedade, na imensa maioria das vezes,  também é preterida nas execuções penais, só que não sabe. A única informação que recebe é a  de superlotação carcerária (só esses locais são mostrados, como se todos assim o fossem).

 Pode-se perfeitamente trabalhar em execução penal apenas com princípios abertos e que servem ao bem e ao mal: o  da presunção da inocência e o da dignidade da pessoa humana, levados ao infinito, sem em praticamente momento algum lembrar da dignidade de cada pessoa humana  nas ruas e que contra elas parece viger o  princípio da culpabilidade, mas que nunca cometeram nenhum crime.

Aos desavisados, menos de 3% dos crimes existentes em terra brasilis prevêem a pena de prisão no regime fechado desde o início do cumprimento. Nesse universo dos 3% estão todos os crimes de homicídios ( menos de entre 8 a 5% têm autoria apurada, o que não significa condenação, muito menos cumprimento de pena). E os  latrocínios? Estupros? O regime para o assalto não é o fechado!  Não  esqueçamos das vítimas que não reportam mais os crimes sofridos. Em compensação, de forma esquizofrênica, prega-se a maior mentira nacional acerca do superencarceramento, como se a sociedade já sofrida tivesse culpa ou como se os que lá estão são inocentes ou que lá ficassem por muito tempo, como se não fosse necessário redistribuir melhor os presos, bem como construírem-se vagas. Aqui vale destacar também o discurso de que o sistema faliu. Como assim? Nunca foi aplicado. Ele é sabotado e manipulado com dados, linguagem e imagens parciais. Mostra-se apenas um lado, ou alguém sabe quanto de dinheiro é preciso para tornar o Brasil livre desse problema?  Alguém sabe que houve um acordo em Brasília  de não se investir mais no sistema prisional em  meados de 2013? Quantos são presos com relação aos crimes ocorridos? Quanto tempo em média ficam nas condições mostradas, mesmo tendo cometido as maiores barbáries? Alguém tem noção da aberração  que existe nessa proporção crime/castigo? Há uma canibalização da verdade. Como dizer que a prisão não funciona? Ela NÃO é aplicada. Como explicar num país onde na imensa maioria de TODOS os crimes cabe transação penal, suspensão condicional  do processo, pena alternativas, prisões  domiciliares, tornozeleiras e onde não é incomum  assaltante (aquele que ataca principalmente os pobres ..) não expiar um dia sequer de liberdade e cumprir  “pena” com tornozeleira?  Nem vou adentrar nos problemas das tornozeleiras, mas garanto que não são poucos, técnicos e jurídicos (difícil apurar e impor uma sanção a quem descumpre as regras da tornozeleira, quando se descobre).

 Há  um sentimentalismo tóxico, que não ajuda nem o raro criminoso que gostaria de expiar seu erro. Não há expiação, não há crescimento, não há possibilidade de ajudar ninguém tirando-lhe o peso de certo sofrimento. Não estou dizendo que não deva existir dignidade, mas a adequada, e nunca maior do  que a de um cidadão que não atentou contra a sociedade. Não é possível querer outro resultado onde a vitimização é acolhida de forma quase que unânime. Não esqueçamos que mesmo nos piores estabelecimentos, onde há a necessidade de maior dignidade, a imensa maioria fica tempo insuficiente e desproporcional ao crime cometido. Isso a “olho nu”, abrindo processos de execução penal todos os dias. Essa verdade para mim é inafastável. A legislação leniente, a cultura em geral  libertária pelos psicólogos que lá atuam e o  ativismo completam o quadro, sem nunca tirar a responsabilidade de quem deve oferecer vagas. Precisamos superar essa questão das vagas, pois é a justificativa plantada e colhida por anarquistas,  abolicionistas, e caprichosos  onde tudo o que se quer é guerra de classes. Esse é o pano de fundo.

O que dizer de: alguns apenados que recebem remição, trabalham; apuração de faltas gravíssimas somente com recursos sem efeito suspensivo – e olhe lá; maioria dos PADs imprestáveis - e não se diga por falta da desculpa batida de falta de recursos, mas de um mínimo cuidado e capricho na forma. Qualquer desvio formal, absolutamente contornável e fácil de ser feito (sim, já tentei mais de uma dezena - esse número é real - explicar, só faltou desenhar, e vou desenhar. Será o próximo passo). O que dizer quando uma autoridade flagra um preso com celular e ela mesma julga o PAD? E não reconhece a falta?  O que dizer quando, pelo menos,  na última década, 99  por cento de todas avaliações psicológicas que são feitas pela equipe técnica do estado (em casos de  crimes com violência à pessoa), concluem que a prisão não resolve e  não informam características da personalidade do criminoso, para que se acautele na liberação precoce e temerária de alguém?  Óbvio que essa ausência JAMAIS prejudica o apenado. Inverteu-se a lógica; e quem disse que em  não se conseguindo apurar nada contra o preso ele tem condições? Tudo ocorre de forma genérica. As progressões do regime fechado para o semiaberto são praticamente automáticas, é difícil fugir disso; tenta-se  impedir uma progressão mesmo com várias fugas e delitos no curso da execução. O que dizer de prisões domiciliares por saúde no regime fechado, não demonstradas claramente a necessidade? Muito comum essas prisões domiciliares por saúde serem renovadas de 30 em 30 dias, ou em 60, ou em 90 dias? Tente recorrer e mostrar o equívoco da decisão? Quando chega ao tribunal, já perdeu o objeto, e nova decisão sobrevém por período igual, até chegar-se aos prazos para benefícios. Casos existem de condenados  faceiros passeando pelas ruas como se não tivessem décadas de pena a cumprir. Até por gastrite já vi. Essa é a realidade, não só a que se mostra.  Progressão para crimes hediondos com 2/5 ou 3/5 para reincidentes, conforme determina a lei? Não, apenas em parte, pois para a segunda progressão, utiliza-se 1/6 apenas!  Criminosos habituais? Qual o problema em unificar,  a absoluta imensa maioria. Detrações? Onde está escrito que não pode ocorrer por períodos anteriores ao delito pelo qual se cumpre a pena? Reincidência? Não é circunstância pessoal,  mas processual, seria uma interpretação que muito prejudica o apenado. Conversão de pena restritiva em privativa, mesmo que esteja no fechado, por quê?  Quando são mulheres, o ponto central são os filhos e a gravidez, mesmo que as condenações sejam por delitos na presença dos filhos. Como devolver alguma dignidade que a sociedade merece? São posicionamentos jurídicos? Sério isso? Tudo isso impacta diretamente na violência  nas  ruas  e na impunidade. Quanto mais benevolência,  sentem-se incentivados. Essa benevolência é fator criminógeno. Sempre haverá um abraço amigo . Por qual razão a tendência é sempre não buscar as reais razões do caos e já inventar mil desculpas e ideias mirabolantes?

Absolutamente,  todas essas minhas colocações vêm de minha experiência e não têm outro objetivo senão o de cumprir a obrigação a que me imponho como agente política inserida em assunto tão sujeito a paixões e a manipulações ideológicas a esclarecer com o meu trabalho: a verdade não é exatamente essa que nos é mostrada. Não estou a negar fatos, estou a dizer com o mesmo comprometimento que fiz quando do juramento na minha posse em 1996, o que se mostra é apenas um recorte , que serve a mentiras, manipulações e sequestro da capacidade do indivíduo condenado entender que ele merece e precisa de uma resposta forte do Estado e como se toda a responsabilidade fosse do incompetente Estado ou dos cidadãos. Não, não é: é do criminoso.

“Quando as mentiras ficam grandes o suficiente, o mundo inteiro se deteriora. Mas se você olhar perto o bastante, a maior das mentiras é composta por mentiras menores e essas por outras menores ainda – e a menor das mentiras é onde a grande começa.  Não é apenas uma declaração inexata sobre um fato. Pelo contrário, é um ato que tem a dimensão da mais séria conspiração que já possuiu a raça humana. Sua inocuidade aparente, sua maldade trivial, a tênue arrogância que a faz crescer, a aparente trivial fuga da responsabilidade que ela objetiva – tudo isso trabalha efetivamente para camuflar sua verdadeira natureza, seu verdadeiro perigo e sua semelhança com os grandes atos de maldade que os seres humanos perpetram e frequentemente apreciam: a mentira corrompe o mundo. E o que é pior: essa é a intenção.” (Jordan Peterson). 

Olhos para quem quer ver.

*A autora é Promotora de Justiça da Vara de Execuções de Porto Alegre, colunista do Tribuna Diária e membro do MPPS.

**Artigo publicado originalmente no portal Tribuna Diária de 30/08/2020

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  • Stephen Kanitz
  • 23 Junho 2021

 

Stephen Kanitz

 

Nos próximos 15 anos a desigualdade da renda será a discussão política número 1 a ser debatida. Portanto, prepare-se para não ser enganado como muitos serão.

Será uma discussão complicada porque será politizada e polemizada. Especialmente porque a renda, como a força muscular, a inteligência e as enfermidades na infância são fatores que tornam a renda desigual, bem como a própria vontade de trabalhar, portanto nada político nem ideológico. Ou seja, a tese é correta, a renda é de fato muito desigual. Mas não por culpa exclusiva dos ricos que produzem, mas pela natural desigualdade das competências humanas.

Portanto, o argumento de que a renda precisa ser igualmente ganha por todos é simplista demais para ser levada a sério e irreal.

Podemos sim discutir, e devemos discutir, quanto de desigualdade de renda é aceitável numa comunidade, o que seria muito mais realista e plausível.

Quanto de desigualdade podemos aceitar não faz parte de uma política de governo nem sequer é discutida.

Para termos uma discussão não polemizada precisamos nos comprometer desde já a alguns princípios, e critérios de coleta de dados.

1. Não mentir.

Como ao afirmar que a renda é “distribuída e precisa ser redistribuída”.

A renda não é distribuída e sim ganha com suor e lágrimas.

Alguém produziu, colocou à venda, pagou seus insumos e em 88% das vezes conseguiu acrescentar valor.

Um consumidor pagou mais pela soma das partes e mesmo assim ficou feliz com essa possibilidade.

Normalmente quem tem sua renda distribuída pelas Universidades, são justamente esses professores, redistribuída via impostos cobrados sobre os pobres.

2. Não publicar dados enganosos sobre distribuição, baseado em ideologia e não baseado em evidências.

Vejamos os dados de Piketty considerado o maior especialista da área.

Em nenhum momento, ele e os demais especialistas calculam o índice de Gini por faixa etária, sabendo muito bem que a idade é um dos mais importantes previsores de renda futura.

Ganha-se mais aos 45 anos do que quando se tem 17 anos e se é estagiário.

Quando se fazem índices de desigualdade, os 10% mais ricos ganham em média quatro vezes mais do que a média.

Só que os 10% mais ricos são justamente os 10% mais velhos, que ganham quatro vezes mais do que seus filhos.

Mas isso Piketty e todos os economistas especializados de distribuição da renda, escondem.

Para muitos, eu inclusive, isso é na realidade justo, como deveria ser, velhos com 30 anos de experiência deveriam ganhar muito mais que os filhos.

E não se esqueça, que estes 10% mais velhos já fazem distribuição da renda dentro do lar e não pelo Ministério da Economia, como quer Piketty.

Publicado originalmente no excelente https://blog.kanitz.com.br/desigualdade/, no dia 16 de junho de 2021.

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  • Antônio Bastos
  • 21 Junho 2021

 

Antônio Bastos, MA

 

Prezado Puggina,

como brasileiro que disponibilizou energias para ajudar construir um país melhor, principalmente, para os meus filhos e netos, aquiesço às suas lúcidas opiniões esplanadas na presente matéria (artigo “O grande inquisidor do Senado”), por me sentir enojado com o que está acontecendo na CPI do Covidão, em razão do comportamento da sua cúpula e senadores que conduzem a CPI com “verdades” prontas sobre a pandemia, o vírus chinês e o combate à pandemia.

O grande problema é que não dão voz às testemunhas que não falam o que certos membros querem ouvir e, também, não corroboram o que já consta no Relatório preparado, antecipadamente, pelo relator, fato que alguns senadores da CPI confirmam. As testemunhas que falam os que eles querem ouvir, são tratadas com educação, gentileza, não são interrompidas em suas falas e, ao final, são elogiadas.

Veem-se incoerências, inverdades, ataques gratuitos, insultos a autoridades do Poder Executivo, em especial ao Presidente da República e do Poder Executivo Federal, em desobediência ao Regimento do Senado Federal que prega à não agressão a autoridades dos demais Poderes da República. Veem-se agressões verbais e ataques pessoais a médicos e cientistas que buscam, na lida cotidiana e não em discursos, salvar a vida de brasileiros, utilizando-se de meios baseados em suas reiteradas experiências e observações clínicas.

Não sou médico nem cientista, mas posso afirmar com base em leituras e vivência que a Ciência avança e se desenvolve não apenas em laboratórios (e plenários políticos) ou estudos clínicos, mas com base em observações e evidências adquiridas através da pratica de seus profissionais.

Hoje (16/06), quando lhe escrevo, assisti às oitivas do ex-governador Witzer e dos médicos que se apresentaram à CPI. Nas duas oportunidades ficou patente a ignomínia, a discriminação e a conduta suspeita de alguns membros.

No caso do ex-governador, ficou evidente o acordo de lhe conceder tempo para destilar ódio ao presidente da República, mediante acusações descabidas e sem provas, utilizando-se de um discurso rasteiro. Cumprido o acordo, ele se retirou da sessão em desrespeito ao Senado Federal, seus membros, à própria CPI e ao povo brasileiro. Também, ao meu sentir, faltou com respeito à decisão judicial que lhe concedeu o direito de comparecer ou não comparecer e ficar calado.

É nesse ponto que quero me posicionar.

Pelo que o Presidente da CPI leu no habeas corpus, foram essas as questões básicas ali descritas. É dizer, não estava ali prescrito que o ex-governador, caso optasse pelo comparecimento, poderia se retirar no momento em que achasse conveniente, pois lhe estava garantido o direito de não responder às perguntas e se manter em silêncio. Por isso levanto a questão do acordão.

Deveria o Presidente da CPI determinar que o ex-governador não se retirasse, inform´-alo de que só o poderia fazer após o encerramento da sessão, sob pena de ser preso por tentativa de uso da CPI e do Senado Federal para uso político e desconsideração aos senadores, senadoras e à população brasileira que querem saber da verdade, em respeito à saúde pública e aos milhares de vidas perdidas.

Muito mais graves e oportunistas ainda foram as atitudes do relator e do vice-presidente, que se deixaram o Plenário da CPI para não ouvirem e para nada perguntarem aos médicos convidados. Como vai o relator construir a verdade em seu relatório? Como vai o vice-presidente aprová-lo ou não, se não presenciaram ou contribuíram para a busca da verdade? Optaram por fugir do debate!

Enfim, como não sou ingênuo, não posso levantar a dúvida de que o o relator e o vice deixaram o presidente da CPI de calças curtas, em razão dos motivos óbvios que os olhos viram e os ouvidos escutaram.

Antônio Bastos- São Luis-MA.

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  • Desconhecido
  • 21 Junho 2021

Autor desconhecido

 

Nossos congressistas o deveriam ler para fazer, no mínimo, o básico dever de casa contra a corrupção e a impunidade. Vê-se que o autor não tem formação jurídica, mas sente a vida como ela é.

"A sua vida e a minha não tem muitas instâncias.

A maioria dos nossos prosaicos problemas diários precisam ser resolvidos em 1ª instância mesmo.

Ou quando o dinheiro acaba no banco, seu gerente paga umas três instâncias das suas contas antes de informar que você está quebrado?

Doenças não dão direito a recurso de 2ª instância.

Chefe não espera 2ª instância para demitir.

Gente honesta precisa decidir quase tudo em 1ª instância.

Mas por alguma razão indizível, canalhas tem direito a inúmeras instâncias para se defender.

A Justiça não é cega. É míope.

Por isso o STF compreendeu que é assim mesmo que tem que ser.

Enquanto tudo que a nação pede, há anos, é que se faça justiça, que se reduza a violência, que se acabe com a corrupção, a Corte Suprema decidiu que são necessárias mais instâncias para se comprovar o que duas cortes já comprovaram. 

Ao lixo com o julgamento de 1ª e 2ª instâncias, pagos com nosso dinheiro.

Não valeu. Começa de novo, porque o imposto da gente de bem está aí pra isso mesmo.

Em nenhum outro canto da nossa vida existe tanta oportunidade.

No Enem não tem 2ª instância.

No hospital não tem 2ª instância.

Dívida não tem 2ª instância.

Falência não tem 2ª instância.

Mas

Assassinato e Estupro têm 2ª instância.

Agressão, Ofensas, Calúnia e Bandidagem têm 2ª instância.

Assalto, Roubo e Furto têm 2ª instância.

Apropriação, Invasão, Estelionato e Corrupção têm 2ª instância.

Enquanto você e eu temos que correr para acertar na primeira, para ganhar na primeira, para pagar na primeira, para salvar na primeira,

o STF - que deveria nos defender - criou uma casta seleta, formada pela escória do país.

E deu a eles chance, deu tempo, deu prazo, deu esperanças, dá liberdade.

As mesmas chances que faltam a dezenas de milhões de desempregados da vida real, o mesmo tempo que não tem quem precisa trabalhar e estudar, o mesmo prazo que não pode contar quem espera um transplante no SUS.

Assassinos, corruptos, canalhas, facínoras de todo tipo, bandidos que vivem somente para cometer crimes sem nada produzir para a sociedade, voltam às ruas, livres, esperando por mais instâncias de injustiça.

Enquanto a vida de quem é honesto já está transitada em julgado."


 

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