• José Batista Pinheiro Cel EB Ref.
  • 05 Julho 2021

Minha  reverência ao bom humor e à vitalidade do coronel.
José Batista Pinheiro Cel EB Ref.

 

É muita sacanagem deixar o Sr. Danilo Sili Borges (Crônicas da Madrugada) concorrer sozinho à presidência da República do Brasil. Eu também vou concorrer. Levo a vantagem de, no dia da posse, em 1ª de janeiro de 2023, estar com 92 anos, sem usar bengala, ele com 82; portanto, já ganhei no item idade. Quando ele falou que vai transformar o palácio residencial em Brasília, o famoso Alvorada, em uma escola para crianças, tirou o pão da minha boca, pois pretendo transformá-lo em museu para que o eleitor veja quanto desperdício em luxo e riqueza para um casal sem filhos. Como presidente, irei morar aqui na minha casa em Xerém, distrito de Duque de Caxias RJ, cidade natal do ilustre militar da antiga monarquia, pois sou fã ardoroso desse chefe militar, que derrotava os seus inimigos e os perdoava, daí ganhar o epíteto de Pacificador.

Como sou viúvo, terei apenas a companhia da minha fiel funcionária Diana e, como segurança, a minha corajosa vira-latas Pretinha. Brasília ficará bem longe de mim, pois a considero uma ostentação desnecessária, onde o Juscelino desperdiçou recursos naquele ermo, deixando o Brasil mais pobre em nome da sua vaidade pessoal. Xerém está em pleno desenvolvimento e vou apressar o progresso por aqui, perto da minha casa, no lugarejo chamado de Aviário, cercado de resquícios da mata atlântica e bambuzal; na área degradada, vou construir um aeroporto somente para aviões executivos, onde receberei os meus ministros para despacho e demais puxa-sacos, pedindo uma boquinha para aumentar os seus rendimentos, o que, certamente, negarei.

Ao Congresso Nacional e ao STF darei bastante motivo para se preocuparem comigo, porque sou muito escorregadio e matreiro, não gosto de ser embromado.

Dos 934 partidos políticos existentes no Brasil, escolherei um, na base da bolinha usada no sorteio da loteria. A verba para a campanha, eu a doarei ao Ministério da Saúde, não para combater o covid-19 (muito manjado), mas para equipar os hospitais de todo o Brasil com aparelhagem, de fazer inveja ao nosso vizinho rico Estados Unidos da América, com médicos e enfermeiros ganhando bons salários, com dedicação exclusiva. Como o Brasil é um dos maiores produtores de alimentos do mundo, vou introduzir na pauta de exportação a mais substanciosa e gostosa alimentação para as classes de baixa renda do mundo todo, que são a macaxeira, o feijão de corda, a farinha de mandioca, carne de sol e rapadura.

No item Segurança Nacional, nada de foguetes teleguiados de longo alcance com ogiva nuclear, hoje em dia essas armas estão obsoletas. Os possuidores desses arsenais estão em dificuldade para se livrar dessas geringonças. As polícias serão bem adestradas e possuidoras de armamento moderno, superior aos dos marginais do Rio de Janeiro. As nossas Forças Armadas terão: o Exército equipado com carros blindados e bem armados para evitar os desmatamentos e incêndios da nossa maior riqueza ambiental que é a Amazônia. A nossa Aeronáutica será equipada com caças supersônicos de interceptação aos contrabandistas e aviões cargueiros modernos para assistir aos que moram nos cafundós deste imenso Brasil. A nossa Marinha não terá os antigos porta-aviões, encouraçados, cruzadores e outros monstros marinhos e, sim fragatas ligeiras, bem equipadas e armadas para dissuadir os traficantes navais de qualquer espécie.

Vou ficando por aqui, para não dar mais subsídios ao meu digno e honrado concorrente à presidência, Sr. Danilo Sili Borges.

*     José Batista Pinheiro Cel EB Ref, articulista do jornal Inconfidência (Rio de Janeiro, 05.07.2021)

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  • Adriano Marreiros
  • 04 Julho 2021

 

Adriano Marreiros
 

Sexta Turma do STJ decide que policiais devem gravar autorização e consentimento de morador para entrada em domicílio.

“A raiva é má conselheira, mas é boa escritora”. (Eu, Adriano Alves-Marreiros, agora mesmo)

Já usei citações de autores melhores, mas deixa que vou terminar com um bom...

Tem hora que fica difícil não escrever: a mão coça, o cérebro gira, “o corpo estremece, as pernas desobedecem, imediatamente a gente...”, chega!!! Se não, vai acabar dando até trio elétrico e denúncia de aglomeração porque sou conservador... e conservador ultimamente parece ser quem será conservado preso...

Mas não vou falar de realidade, vou falar de um sonho terrível que tive.  Sonhei que estava no zap ou outro app.  É, talvez eles estejam certos em querer proibir que conservadores se comuniquem entre si.  Esses apps geram pesadelos e se fossemos proibidos, não teríamos tantos...

Voltando ao meu conturbado e ilustrado sono, alguém dava uma louca notícia,  impossível de acontecer se fosse no mundo real.  Levados a uma delegacia após prisão em flagrante, bandidos com fuzis e granadas teriam sido soltos porque os policiais não teriam provado que estavam autorizados a entrar (em local em que havia crime ocorrendo) numa residência.  Sempre achei que essa era uma hipótese de flagrante... mas parece que estar cometendo crime não é mais (Flagrante é só quando tem mandado de prisão em flagrante, me disseram).

Mas o medo me dominou de vez foi quando meu amigo Flávio perguntou: “Devolveram os fuzis aos inocentes?!”.  Tomei uma sábia decisão, resolvi acordar para não saber a resposta.  Se minha mãe no meio do sonho diz que agora vai acordar e acorda, por que eu não conseguiria?  Pois fiz o mesmo, disse: “olha, vou acordar antes que alguém responda” e acordei, levantando rápido antes que Morfeu me puxasse e eu soubesse da devolução...

Ufa! Dessa eu me livrei.  Peguei meu smartphone e fui olhar as mensagens como faço toda manhã.  No primeiro grupo que abro, vejo uma mensagem com uma notícia dizendo que um tribunal superior decidiu que policiais devem gravar autorização de entrada.  Enquanto raciocinava como atos de agentes públicos poderiam ter presunção de ILEGALIDADE, vi o app mostrar que o Flávio (!) estava digitando algo.  Desliguei rápido o aparelho e fui procurar meu velho Nokia de 1998.  Ele é bem mais seguro, ao menos para minha Liberdade: já que não me permite escrever e divulgar coisas que a coloquem em risco...

“Nessa tal sociedade pós-moderna, o certo é o errado e o errado é o certo.

E se você discordar: será criminalizado..." (Bernardo Guimarães Ribeiro)

Não falei que ia citar um bem melhor?

Crux Sacra Sit Mihi Lux / Non Draco Sit Mihi Dux 
Vade Retro Satana / Nunquam Suade Mihi Vana 
Sunt Mala Quae Libas / Ipse Venena Bibas

(Oração de São Bento cuja proteção eu suplico)

 

*       Adriano Alves-Marreiros é Cristão, Devoto de São Jorge, Cronista, Pessimista, Mestre em Direito, membro do MCI e MP Pró-Sociedade, autor da obra Hierarquia e Disciplina são Garantias Constitucionais e organizador da obra Guerra à Polícia,  da Editora E.D.A.

O autor se nega a colocar SQN e outros ridículos avisos de uso de figuras de linguagem.

**        Publicado originalmente no excelente Portal Tribuna Diária, em 25 de junho de 2021

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  • Alexandre Petersen
  • 02 Julho 2021

 

Alexandre Petersen

 

Quando se consegue recuperar o fôlego e um pouco a distância psíquica após se aventurar nos portais de notícias, percebemos que ficamos com uma sensação de ter estado afundados em uma realidade paralela, muito distinta da voz de fundo de nossos pais falando na cozinha, do cachorro latindo na rua e da chuva caindo copiosamente sobre o telhado sem que o tivéssemos percebido.

Nesta imersão na web parece que entramos em um desses estranhos estados alpha de consciência. Recentemente, depois de um regresso da “matrix” e de ter recobrado meu juízo, resolvi fazer algumas reflexões sobre minha experiência, bem como sobre a situação atual do grande público e de sua relação com as notícias informativas. Tais reflexões me levaram a conclusões que passo agora a compartilhar.

Indo direto ao ponto, nesta relação entre o público e o consumo de informação, a impressão é de que o interesse desta audiência e as notícias é, via de regra, efêmero e epidérmico. O relacionamento se dá muito mais para satisfazer a sede de novidades, do que por um genuíno desejo de se tornar informado no melhor sentido da palavra, que é: conhecer a verdade dos fatos para se posicionar frente a eles segundo sua cadeia de valores, princípios, mentalidade e visão de mundo. O público atual busca as notícias como forma de entretenimento, de excitar sua imaginação e provocar impulsos nos seus sentidos, que produzam emoções próximas, por exemplo, das que se experimenta quando se vai ao cinema ou a um parque de diversões.

Para satisfazer tal apetite por novidades e novas sensações, os portais jornalísticos precisam produzir uma quantidade monumental de informações. Essa produção é facilitada pela tecnologia de informação que disponibiliza, em segundos, uma pletora de novas informações e estímulos que compõe atualmente o vasto horizonte midiático que conhecemos. É um mar de notícias, é verdade, mas um mar que quando se imerge nele, percebe-se que quase não tem profundidade alguma.

Por outro lado, a competição entre os vários veículos de informação para obter a atenção do público, em vez de gerar, como seria natural, mais qualidade nas informações como diferencial para vencer a disputa, age ao contrário. Se esforça por produzir ainda mais notícias que apelam para as emoções e para o ludismo, e não para a razão e para um approach equilibrado e abalizado dos fatos. No lugar disso apresenta cada vez mais novidades, notícias sensacionais e emoções efêmeras.

Além do conteúdo não primar pela qualidade, a mídia, por meio das tecnologias de informação e do mundo de possibilidades que estas oferecem, transforma o modo de acessar e receber a informação, tornando-o cada vez mais instintivo e condicionado, quase autômato. É então um universo de pop-ups, hiperlinks, dentre outras técnicas e artifícios, que aparecem na tela e que são utilizados para captar a atenção do leitor e gerar a esperada interação com o portal.

É importante notar que, neste caso, o interesse prévio e a possibilidade de deliberação, portanto, a liberdade, ficam diminuídos, tolhidos. Isto toca em maior ou menor grau no problema da manipulação sobre o leitor, que é a priori, o que a mídia, sobretudo a informativa, deveria ter o cuidado de evitar.

Vemos que o modelo atual de apresentação de notícias tende a levar o público a desenvolver mais uma “afetividade pública” do que uma “opinião pública” propriamente dita. Com este consumo somente epidérmico, a reflexão, o pensamento e a consequente formação de um juízo ficam prejudicadas pelo volume, nível dos conteúdos, a disposição e as técnicas utilizadas para a atração dos leitores.

E mais uma vez a cultura de massas acaba em pizza.

*      Publicado originalmente no Portal Brasil Libre em 17 de janeiro de 2020

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  • Gilberto Simões Pires, em Ponto Crítico
  • 02 Julho 2021

 

Gilberto Simões Pires

 

DÚVIDA CRUCIAL

Quem se dispõe a analisar um pouco daquilo que se passa no complicado AMBIENTE POLÍTICO do nosso empobrecido Brasil, por certo não sairá convencido de que a DEMOCRACIA é o regime que realmente interessa e/ou está no horizonte do povo brasileiro em geral. O momento atual, por tudo que se ouve, lê e assiste, serve para aumentar ainda mais esta dúvida, que deverá persistir até o encerramento da contagem dos votos das Eleições do próximo ano de 2022.

 OS LADOS

O fato, que estimula sobremaneira esta imensa dúvida, é a seguinte: de um lado há um número expressivo de brasileiros ocupando ruas e redes sociais com o propósito de manifestar constantemente um total apoio ao presidente -DEMOCRÁTICO-; e, de outro há um poderoso AGRUPAMENTO formado por inúmeras organizações e/ou instituições com PODER INCOMENSURÁVEL, com apoio total e irrestrito de boa parte da mídia, com dois claros PROPÓSITOS: 1- DERRUBAR O PRESIDENTE a qualquer custo; e, 2 - emplacar triunfalmente a volta do SOCIALISMO, que sabidamente jogou o nosso país no mais puro arcaísmo.

 FORÇAS PODEROSAS A FAVOR DO SOCIALISMO

Pois, neste ambiente pra lá de complicado, ainda que ambos os lados se mostrem confiantes na obtenção da pretendida vitória, uma coisa está mais do que evidente: a poderosa FRENTE DE OPOSIÇÃO conta com as mais variadas decisões da maioria dos celestiais ministros do STF, que, sabidamente, estão acima da Constituição. Com esta FORÇA PODEROSA a favor do SOCIALISMO, o POVO ORDEIRO e DEMOCRÁTICO, se não se rebelar exemplarmente, acabará sendo derrotado.

 TABULEIRO MONTADO

Atenção: sem a menor pretensão de aumentar ainda mais a preocupação daqueles que estão confiantes de que o ideário LIBERAL/CONSERVADOR vai lograr êxito nas próximas eleições, uma coisa o AGRUPAMENTO DE OPOSITORES, que não suportam a presença, nem mesmo tímida, do LIBERALISMO, já está com o tabuleiro montado, cujo escancarado propósito se propõe pela volta imediata do SOCIALISMO.  

 VITÓRIA A QUALQUER PREÇO

Vejam que, além da CPI da Covid, que sabidamente foi montada com o exclusivo propósito de enfraquecer e, se possível, derrubar o presidente do país, o TSE, com o apoio do AGRUPAMENTO DE OPOSITORES já deixou bem claro que não admite a mínima possibilidade de haver VOTO AUDITÁVEL. Ou seja, os SOCIALISTAS estão focados: o que interessa é a vitória. VITÓRIA A QUALQUER PREÇO.

 

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  • Alex Pipkin, PhD
  • 30 Junho 2021


Alex Pipkin, PhD


Sou cinquentenário, 5.5, portanto, de acordo com o conjunto de valores que fui ensinado e que prezo, eu respeito os mais velhos.

Não, os mais velhos não representam sinais de autoridade, pelo contrário, são símbolos da sabedoria acumulada. É evidente que, de um modo geral, eles têm mais janela do que eu, mas, sobretudo, considero-os porque eles leram muito mais e, claro, no papel, com as letras impressas.

Tenho ficado impressionado negativamente com a escassez de leitura, especialmente dos jovens estudantes. Será que é possível ter uma compreensão adequada e ampliada do mundo - e de suas coisas - sem ler “de tudo e de todos”?

Tenha em mente - se é que já não esqueceu do parágrafo acima - que me refiro a uma leitura atenta, sem distrações e, de fato, comprometida. Uma leitura interessada nos faz viver outras vidas, imaginar, compreender múltiplas perspectivas e, acima de tudo, refletir com os pés no chão e os pensamentos viajando criativamente no tempo e no espaço.

Eu não sei... penso que em alguns aspectos estamos andando para trás, o que não é nada bom.

Primeiro, porque embora não tenha realizado uma pesquisa formal, minha amostra indica cabalmente que a grande maioria das pessoas não lê. Quem não lê fica a mercê da famosa brincadeira do telefone sem fio, na qual uma pessoa fala uma frase ao ouvido de outra ao seu lado e a tal frase vai movendo-se até o último participante. Além da turma acreditar numa pseudo-verdade tribal, esta acaba sendo ainda mais distorcida. Não é preciso aprofundamentos para sacar a alegria de líderes populistas em geral com esta situação, no fácil quesito de manipulação dessa gente desinformada.

Segundo, muita gente “se informa” pela grande mídia e/ou pelas redes sociais.

Faz tempo que a grande mídia deixou de informar os fatos como eles são, omitindo e distorcendo-os de acordo com a sua notória agenda ideológica; até cego enxerga.

Por sua vez, as redes sociais transformaram-se em câmaras de eco tribais, que somente dão voz e vez para a ditadura de suas visões de mundo parciais, enviesadas e, muitas vezes, completamente desarrazoadas.

Terceiro, porque se “lê” não se lendo. As telinhas dos laptops e dos telefones são salvadoras, mas quando se trata de leitura, pode-se estar passando os olhos, rapidamente, prejudicando ou matando a capacidade de apreensão daquilo que se lê. Ok, pode-se descartar o que já se sabe, porém, o calamitoso é desprezar o que não se sabe.

Talvez não seja unicamente um hábito que possuo, mas o tocar no papel e o mirar a tinta impressa, creio eu, atiça minha atenção e concentração. Na presença da distração, os pés voam junto com a cabeça... O mais trágico é que quem não lê atentamente, provavelmente só irá querer confirmar aquilo que vai ao encontro de suas crenças apreendidas; o bicho-homem assim funciona.

As consequências problemáticas do acima exposto não cessam com o estreitamento e a deturpação das realidades. Outro problema abissal é a falta de memória daquilo que - quando se lê - se leu.

Ou tudo que se leu e se viu do demiurgo de Garanhuns não são suficientes para comprovar seus atos ilícitos e seu achaque aos cofres públicos?

Ou tudo que se leu sobre a plataforma econômica liberal do ministro Paulo Guedes, reiteradamente afirmando que não haveria aumento de impostos, e agora propondo um inacreditável aumento a pessoa jurídica, não é um fato? Ou é um fato do mundo político?

Quem lê mesmo compreende que estamos no país de Lewis Carroll!
Como li atentamente o saudoso Paulo Francis, fecho com uma de suas frases: “Quem não lê, não pensa, e quem não pensa será para sempre um servo”.

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  • Felipe Fiamenghi
  • 29 Junho 2021

 

Felipe Fiamenghi

 

O que mais ouvi, nos últimos dias, foram bobagens sobre esse vagabundo: “Era satanista”; “Se escondia graças a bruxaria e poderes ocultos”; “Era um mateiro experiente que estava dando ‘baile’ na policia”, etc…

Hoje, a foto do defunto barbeado mostrou que o “capeta” que o escondia era de carne e osso. Esse, afinal, sempre foi o propósito da maioria das “lendas”: atribuir às bestas os atos atrozes da humanidade numa tentativa hipócrita e até inocente de negar a capacidade humana de cometer tais barbáries.

A policia, tão menosprezada e diminuída, é quem lida diariamente com estes indivíduos. Gente tão ruim que faz com que histórias sobrenaturais sejam criadas.

São eles, os homens por baixo da farda, que exorcizam os demônios da sociedade.

Lázaro, por definição, apesar da divulgação errônea e midiática da imprensa, não era um “Serial Killer”. O que não o deixa menos perigoso.

Ao contrário, aliás. O criminoso era um psicopata, sem empatia, remorso ou escrúpulos, que não matava por fantasias, rituais ou alucinações (como um serial Killer), mas por total e completo desprezo à vida alheia.

Quem hoje “chora” a sua morte, que chama de desastrosa a ação da policia, é tão ou mais psicopata do que o mesmo, pois não consegue ter empatia por suas vítimas, nem qualquer senso de preservação de sociedade, já que, vivo, seria um risco constante para qualquer um que cruzasse o seu caminho.

Eu sou um cara cético, que não costuma acreditar no “sobrenatural”. Não importa, porém, a sua crença; se acha que o mesmo era protegido pelo oculto, por forças malignas ou magia negra. Não teve reza forte ou mandinga que parasse o chumbo no seu lombo.

Portanto, ficam as lições:

1 – RESPEITE A POLICIA. É ela a fronteira entre você e um Lázaro.
2 – Não menospreze a maldade humana. O que muitas vezes achamos que, pela crueldade, só poderia ser obra de um demônio, pode ser feito por seu vizinho.
3 – Nunca subestime o limite da militância em defender tudo o que não presta. Não choraram a morte de nenhuma vítima, mas estão se debulhando em lágrimas pelo vagabundo.
4 – ARME-SE! O Estado é incapaz de te proteger, uma viatura não atinge 1045Km/h e, para cada Lázaro, existem muitos cúmplices. VOCÊ É RESPONSÁVEL PELA SEGURANÇA DA SUA FAMÍLIA! Na dúvida, releia o item 2.

“Antes de tudo, arme-se.”
(MAQUIAVEL, Nicolau)

*    Reproduzido do Diário do Brasil, em 29/06/2021

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