• Stephen Kanitz, em Blog do Kanitz
  • 15 Novembro 2022

 

 

Stephen Kanitz     

          Existe uma frase no capitalismo “nunca pergunte como um empresário obteve seu primeiro milhão”.

A premissa é que todo novo negócio começa, ou sonegando impostos, ou por contrabando, ou por um acordo generoso com uma estatal.

Mas a outra parte dessa premissa é que uma vez alcançado o primeiro milhão, a empresa entra nos eixos sem corrupção.

Na política é a mesma coisa, só que ela continua sem limites.

Achei este texto de um especialista em campanhas eleitorais.

“O brasileiro é tolerante com a corrupção, pois se puder, de algum modo, também recorre a meios ilícitos para subir na vida.

Faço campanhas eleitorais há muito tempo e as pesquisas revelam isso.

Nas conversas informais as pessoas também deixam entrever essa complacência com o crime.

O brasileiro é dinheirista.

Curso superior no Brasil é meio para ganhar dinheiro.

Lecionei economia e ciência política muitos anos, e a maioria dos alunos nunca me pediu uma indicação de livro.

Não é a educação que é valorizada, mas o diploma.

O brasileiro quer uma fórmula eficiente de ganhar dinheiro e subir na vida.

O conhecimento é solenemente desprezado.

Lemos em média 1,2 livros por ano, aí incluídos livros didáticos, que são obrigatórios.

Mais de 70% das pessoas são analfabetas funcionais, ou seja, têm sérias dificuldades em ler corretamente e compreender o que leram. Você mesmo anda sofrendo com isso aqui.

Enfim, antes de aspirar o poder, a esquerda revolucionária devastou a cultura e a educação brasileira.

Não sobrou nada.

Cursos universitários são centros de formação de militantes.

São espaços para moldar a cabeça de uma geração extremamente materialista, vazia, que só pensa em obter sucesso na vida.

Mais uns 10 anos e a direita nem eleitorado terá.

Essas eleições estão revelando toda a miséria cultural, intelectual, moral e espiritual do brasileiro.”

*       Reproduzido do Blog do Kanitz, em https://blog.kanitz.com.br/por-que-nossa-elite-tolera-a-corrupcao/

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  • Alex Pipkin, PhD
  • 15 Novembro 2022


Alex Pipkin, PhD

          De louco todos nós temos um pouco.

Ainda bem que eu disse “um pouco”, impondo-se a razão.

No comportamento tribal, nos grupos enlouquecidos pelo pertencimento e pelo reconhecimento, e em partidos políticos evidentemente insanos a loucura é a lei.

Se bem que nesse Brasil varonil “demais”, o faroeste verde-amarelo, já não existem mais leis.

Certo que essas não são aplicadas igualmente para todos, imperando o carteiraço.

A loucura rubra apoderou-se de quase todas as instituições da terra de Macunaíma, e a utopia e a safadeza explícita transformaram-se na regra deletéria.

Freud, em Psicologia das Massas e a Análise do Eu, afirmava, cientificamente, uma platitude que por aqui todos nós constatamos a olhos nus: as massas nunca desejam a verdade objetiva, pois elas vivem e apreciam ilusões.

Se não bastasse um louco e megalomaníaco, “venceu” às eleições um “L”, de ladrão, suportado por uma ex-mídia putrefata e, especialmente, uma suprema INJUSTIÇA MARXISTA E “ILUMINISTA”.

A insanidade, a desfaçatez e o ódio do bem estão poluindo nossos ares.

A patrola vermelha vai destruir tudo que encontrar pela frente, ou por desconhecimento e incompetência, ou por sem-vergonhice.

Afora a “gratidão” declarada - não sei se rio ou choro -, a bondade extrema expressada pelas cínicas demonstrações de virtudes, as experiências concretas da trupe encarnada em políticas públicas, agora sob nova roupagem, conduzem os mais necessitados a mais pobreza e miséria.

Para mim, há um equívoco trivial na cartilha marxista, aquela que não sai da cabeça de jovens idealistas e de velhos “modernos”, eternamente ludibriados. A luta de classes e a opressão ficaram objetivamente muito “desgastadas”…

O capital não é adversário do trabalho, eles são complementares, porém, o problema é que a ladainha esquerdista insiste em aludir a existência de um jogo de soma zero - eles sequer sabem o que é isso.

A loucura instalada irá nos conduzir com esmero ao desastre anunciado.

A mistura explosiva de loucos e incompetentes vai engrossar o caldo do feijão já aguado do Estado do Bem-estar social, gigantesco e ineficiente - sei lá quantos novos ministérios o ex-presidiário irá criar para agraciar sua turma do amor.

O devaneio de chutar o balde do teto de gastos, a fim de solucionar o problema dos mais pobres, demonstra cabalmente a inépcia e a irresponsabilidade dessa turma vermelha do amor.

Eles não sabem o que dizem, o déficit fiscal gera uma disparada dos preços, inflação, que afeta principalmente os mais pobres. Gasto não é igual a investimento. Déficit fiscal cria incertezas e, portanto, constitui-se na principal barreira para a entrada de capitais no país.

Preparemo-nos para a tragédia: políticas nacional-desenvolvimentistas vermelhas só deram certo para “empresários” do compadrio, o assistencialismo estatal burro só deseja preservar eleitores para o próximo pleito, como se viu, e em especial, a suposta “salvação” pelo Estado inflado, fortalece cada vez mais os parasitas estatais, em detrimento dos genuínos criadores de riqueza: pessoas e empresas.

Loucura, psicopatia ou burrice? Tudo junto, misturado?

Desalento racional.
 

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  • Cel. João Batista Pinheiro
  • 14 Novembro 2022

 

Cel. João Batista Pinheiro

Às vezes ficamos andando a esmo pelos mistérios da vida, sem acreditar no que está acontecendo ao redor de nós.  Aos 92, já enxergando a linha de chegada, a nossa estiagem de vida parece que foi uma mentira. Tudo o que nós aprendemos nesse longo caminho não serviu para nada. Cada dia que passa, um absurdo desponta no horizonte de nossa virtude do não saber nada. Será que ainda estamos vivos ou já morremos e não sabemos?

Em um país que enfrentou tantos perigos nos últimos quatro anos e subsistiu bravamente com alguns arranhões, fica difícil acreditar que o órgão máximo da nossa Justiça STF, coadjuvante do Poder Central, fosse buscar no cárcere para presidir o Brasil, um indivíduo desagradável, velho, doente, semianalfabeto, julgado e condenado a mais de onze anos de reclusão por crime contra o patrimônio financeiro nacional. Ficamos de queixo caído ao meditar como pode acontecer tanta incoerência e insensatez nas hostes da política brasileira.

Nessa última eleição para presidente da nossa República, seria normal qualquer brasileiro derrotar o candidato da situação presidente Bolsonaro. O que seria anormal foi constatar que o inelegível, incompetente e desagradável Lula da Silva fosse derrotar todos os candidatos. Não gostaríamos de ver os mesmos fantasmas de um passado esquecido, voltar ao picadeiro do circo da vida para dar cambalhotas no ar e receber os apupos da plateia entorpecida.

A nossa insistência em retornar ao mesmo assunto da eleição do Lula à presidência do Brasil é para lembrar que somos uma população de 215 milhões de brasileiros, habitando um dos países mais ricos do mundo em tudo, povo ordeiro e generoso, clima, solo, vegetação, posição geográfica com 9.200 km de extensão de costa em um mar manso e belo.

Não apreciamos o retorno do inelegível Lula da Silva ao poder, portador de uma ficha pessoal sempre sujíssima, especialista em corromper consciências, despedaçar novamente o Brasil, como o fez no passado, em dezesseis anos consecutivos. Este país colossal não merece mais uma vez ser vilipendiado e estagnado por um mentiroso picareta, pouco afeito às salas de aula das escolas, ser alçado ao maior alto cargo do poder civil, em detrimento a muitos brasileiros ilustres, sob o manto protetor do órgão máximo da nossa Justiça, representada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Os demais brasileiros que frequentaram escolas regulares em todos os níveis, estão se sentindo diminuídos e injustiçados. Perdemos os melhores momentos da nossa mocidade, dos 17 aos 22 anos de idade, trancafiados entre os muros das escolas militares do Exército, levando trotes e estudando feito uns loucos, para colocar uma singela estrela de 2º tenente nos ombros. Estamos arrependidos? Não, estamos ressentidos. Nunca imaginamos assistir a tanto retrocesso na vida política do nosso país.

Sempre almejamos deixar para os nossos descendentes um Brasil em desenvolvimento, governado por mãos competentes, com futuro garantido. Vamos ter mais quatro anos de estagnação. Grande tristeza para quem está vislumbrando o manto protetor da eternidade.

*        José Batista Pinheiro Cel EB Ref, articulista do jornal Inconfidência (Rio de Janeiro, 13.11.2022)

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  • Roberto Rachewsky
  • 08 Novembro 2022

 

Roberto Rachewsky

        A diversidade que realmente deveria receber destaque, e ser levada à última instância, não se refere a homens, mulheres, gays ou lésbicas. Nem a negros, brancos, amarelos ou vermelhos. Nem a judeus, muçulmanos, cristãos ou ateus.

Diversidade de verdade, universal, é aquela que inclui indivíduos com nome e sobrenome, com corpo e alma, propósitos, vitórias e derrotas, seres humanos que acordam, criam valor e dormem para reiniciar de novo a construção dos seus caminhos em direção ao destino que escolheram na vida.

O que importa para os seres humanos não aparece perante nossos olhos, por isso não julgue antes de saber o que tem guardado naquele corpo, naquela mente.

Características congênitas como cor, sexo, nacionalidade, nos identificam e distinguem, mas isso não deveria nos separar. Há outros critérios ainda: altura, peso, largura, comprimento do todo e das partes, velocidade, força, inteligência, feiura e beleza. Tudo isso nos identifica e nos distingue, mas não nos separa.

Somos todos seres humanos dotados de aparência que se herda e de caráter que se constrói. O caráter é essencial e a aparência é acessória. Não é à toa que dizem que o amor é cego. Que seja cego para o corpo, mas não para o caráter.

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  • Gilberto Simões Pires, em Ponto Crítico
  • 08 Novembro 2022

 

Gilberto Simões Pires

FACHADA

Por incrível que possa parecer, muitos brasileiros ainda não perceberam que no nosso Brasil tanto o ESTADO DE DIREITO quanto o ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO não passam de FACHADA. Esta grande verdade está mais do que clara por conta do flagrante DESRESPEITO a tudo que prega o “Parágrafo único do Artigo 1º da Constituição Federal, que escancara, sem a menor necessidade de interpretação, que: - Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição.” 

O QUE O POVO QUER

Mesmo admitindo que tudo aquilo que é óbvio não precisa ser explicado, volto a insistir com o termo -FACHADA- aproveitando a lógica expressada pelo constitucionalista Paulo Bonavides (já falecido), que diz o seguinte  -“Na democracia representativa tudo se passa como se o povo realmente governasse; há, portanto, a presunção ou ficção de que a vontade representativa é a mesma vontade popular, ou seja, aquilo que os representantes querem vem a ser legitimamente aquilo que o povo haveria de querer, se pudesse governar pessoalmente, materialmente, com as próprias mãos". Como se percebe, infelizmente, nada disso acontece no nosso Brasil. 

 ESTADO DE DIREITO E ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO

Vale observar que o ESTADO -DE DIREITO- é uma organização destinada a manter, pela aplicação do DIREITO, as condições universais de ordem social. O DIREITO, portanto, é o conjunto das condições existenciais da sociedade, que ao ESTADO cumpre assegurar. Já o ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO, como dispõe a CF, é a divisão do ESTADO em TRÊS PODERES INDEPENDENTES -EXECUTIVO, LEGISLATIVO E JUDICIÁRIO- sendo que as LEIS PROMULGADAS pelo LEGISLATIVO DEVEM SER OBEDECIDAS pelos TRÊS PODERES E PELOS CIDADÃOS. Perceberam, enfim, que ambos não passam, infelizmente, de FACHADA? 

 ESTADO DE NÃO-DIREITO

O que mais leva à revolta e à indignação é que o ESTADO DE DIREITO deu lugar, com enorme e flagrante visibilidade, ao -ESTADO DE NÃO-DIREITO- onde imperam LEIS ARBITRÁRIAS, CRUÉIS E DESUMANAS que submetem os cidadãos a viver sob as vontades de um ESTADO AUTORITÁRIO onde deixam de existir os DIREITOS FUNDAMENTAIS, como o DIREITO À VIDA, À LIBERDADE, À SEGURANÇA E À PROPRIEDADE. OU seja, já vivemos um período de ABSOLUTISMO.  

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  • Dartagnan Zanela
  • 06 Novembro 2022

 

Dartagnan Zanela

       Nós não estamos no fim da história. Esse momento turbulento, que agora testemunhamos, é apenas um capítulo de uma jornada que está muito longe de terminar. Penso que é imprescindível que não nos esqueçamos disso.

A jornada humana não é linear, como um documentário cafona, nem retilínea, como um livro de história escrito com letras deselegantes. O traçado da mestra da vida é sinuoso, com avanços rápidos e regressos abruptos e repentinos. Ou, dito de forma lacônica e entojada: o devir humano através do tempo é dialético.

É importante nunca esquecermos que a história é forjada por tensões, boleiras de tensões. Ignorar a presença delas é a receita mais do que perfeita para não compreendermos as correntezas que movem a vida em sociedade.

Para captarmos essas tensões e compreendê-las é imprescindível que sejamos capazes de enxergar a realidade histórica não apenas por meio de nossos olhos, mas também, através do olhar do outro, por meio das razões contrárias às nossas.

Dentro das tensões que a movem e forjam a história, nós podemos vislumbrar as possibilidades que estão se desenhando em uma conjuntura e as probabilidades latentes num dado momento.

Diante do exposto, vejamos essa sequência de fatos: (1) surgiu um relatório questionando a integridade do pleito. (2) O deputado mais votado do país pede que o assunto seja investigado. (3) O deputado é silenciado. (4) Os dados do pleito ficam fora do ar.

Frente a esses fatos, podemos perguntar: não. Não podemos perguntar.

Pois é. E se voltarmos os nossos olhos para os regimes políticos que são incensados por aqueles que consideram o ato de levantar uma dúvida como sendo um crime imperdoável, veremos, com clareza apolínea, para que direção os [supostos] defensores da democracia querem empurrar todos nós e, pela audácia e petulância expressa recentemente, tudo indica que será um tremendo de um empurrão ladeira abaixo.

E quando chegarmos lá no fundo, os vencidos serão calados e não mais poderão escrever a lauda da história que lhes caberia, porque serão considerados "cristofascistas" e "anti-democráticos".

 

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