• Gilberto Simões Pires, em Ponto Crítico
  • 15 Outubro 2021

 

Gilberto Simões Pires

 

TERRORISMO ESCANCARADO

Ontem cedo, em Brasília, por volta das 7 horas da manhã, o escritório que abriga as sedes da APROSOJA BR (Associação dos Produtores de Soja do Brasil), ABRAMILHO (Associação Brasileira dos Produtores de Milho), ABRASS (Associação Brasileira dos Produtores de Sementes de Soja) foi alvo de ATOS DA MAIS PURA SELVAGERIA.

MOVIMENTO CRIMINOSO

 

Os TERRORISTAS confessos, como informa o site Tempo & Dinheiro, são todos integrantes do Movimento Via Campesina Brasil. Pelo Twitter, logo após o VANDALISMO, uma militante do movimento criminoso postou uma mensagem na qual afirma que - esta ação faz parte da Jornada Nacional da Soberania Alimentar que denuncia o Agronegócio do país e que se trata de uma “uma bela demonstração de como devemos tratar o Agronegócio.

VIA CAMPESINA

 

Para quem não sabe, a organização TERRORISTA/COMUNISTA - Via Campesina- nasceu em 1992, quando várias lideranças camponesas (?) dos continentes americano e europeu que participavam em Manágua do II Congresso da Unión Nacional de Agricultores y Ganaderos (UNAG), da Nicarágua, propuseram a criação de uma articulação mundial de camponeses. A partir daí se transformou num movimento internacional que coordena organizações camponesas de pequenos e médios agricultores, trabalhadores agrícolas, mulheres camponesas e comunidades indígenas da Ásia, África, América e Europa.

PROPÓSITO EXPLÍCITO

 

Pois, quem acompanha os passos do MOVIMENTO TERRORISTA já percebeu que o verdadeiro e/ou único propósito do Via Campesina é VANDALIZAR, DESTRUIR E ATERRORIZAR aqueles que se dedicam -de sol a sol- a produzir os mais variados tipos de alimentos no nosso imenso Brasil. Mais: justamente aquele SETOR, cuja magnífica escala de produção tem peso substancial na formação do PIB do país.

TIPO DE GENTE

 

Em nenhum momento, o Via Campesina, o MST e qualquer outro movimento formado por comunistas assumidos, se propõem a fazer manifestações contra aqueles que NADA PRODUZEM. Pior, além de NÃO PRODUZIREM COISA ALGUMA ainda se APROPRIAM de boa parte daquilo que a iniciativa privada produz. Isto é o suficiente para que todos entendam com que tipo de gente estamos lidando. Quem ousa produzir, como bem mostra a atitude do movimento nesta manhã, é ALVO DE ATOS DO MAIS PURO TERRORISMO. 

 

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  • Alex Pipkin, PhD
  • 15 Outubro 2021

 

Alex Pipkin, PhD


Faz pouco tempo, vinha dirigindo pela Av. Nilo Peçanha e quase bati meu carro.

Próximo à universidade, que tem sede em São Leopoldo, há um imenso outdoor da instituição com os seguintes dizeres: “Como minha profissão pode ajudar a reduzir as desigualdades sociais”. Acho que é isso.
Espanto total; fiquei incrédulo.

Sinceramente, não sei mais se é possível vencer as narrativas coletivizantes que vêm sendo implementadas no país.

Primeiro, penso que o papel essencial de cada curso universitário é promover à excelência acadêmica técnica, formando profissionais em suas respectivas áreas de conhecimento e de especialização que possam melhor suprir as necessidades dos indivíduos e dos consumidores. Se assim ocorrer, a sociedade como um todo será beneficiada.

Verdadeiramente os cursos devem buscar alcançar as fronteiras do conhecimento em cada área de especialização, inovando em soluções, em produtos e em serviços para a população em geral.

Em nível individual, um acadêmico dotado das melhores habilidades e competências pode evoluir profissionalmente e, sem dúvida, indiretamente contribuir para o bem comum.

Portanto, objetivamente, a função vital de um curso acadêmico não é "reduzir as desigualdades sociais". Uma coisa são os fatos, outra coisa são as narrativas.

Segundo, o que importa genuinamente não são as alardeadas desigualdades sociais, mas sim a pobreza!

Quando eu leio, vejo e ouço a narrativa da "desigualdade social" me dá uma espécie de arrepio. Na grande maioria das vezes, isso implica na inveja, no ódio e no rancor àqueles que se esforçam, produzem e atingem resultados em várias esferas da vida - para si e para os outros.

Não há, como quase sempre sugerido, um jogo de soma zero, em que para alguns ganharem outros têm que perder. Se um empreendedor inventou algo que beneficiou a todos e ficou bilionário, ótimo. Sua riqueza certamente não afeta a minha vida e não impactará sobre o que eu posso ganhar.

As pessoas são diferentes, dotadas de capacidades e habilidades distintas, com diferentes objetivos e planos de vida.

O que importa de fato, inclusive moralmente, é a pobreza. A falta de recursos para comer, vestir, habitar, estudar e viver dignamente.
O foco, meu juízo, deve estar na erradicação da pobreza. Deve estar na luta por instituições mais inclusivas, a fim de eliminar esse Estado gigantesco e ineficiente no país, e o costumeiro e invencível capitalismo de compadrio tupiniquim.

Pois é, eu conheço a narrativa de uma linha jesuíta com suas retóricas à la "faça o que eu digo, não faça o que eu faço"...

Dia 15 de Outubro é dia do professor. O outdoor que eu colocaria no lugar deste que mencionei, seria exatamente um no sentido de que a universidade - não esquecendo que significa totalidade - teria vinculação com a geração de ideias e conceitos inovadores (em cada curso específico); com a criação de soluções inovadoras que melhorariam suas respectivas áreas do conhecimento, reverberando para toda a sociedade. As pessoas precisam de ideias, de inovação e da criatividade de acadêmicos especialistas. São tais ideias que contribuirão para a redução da pobreza.

É muito triste constatar - como a evidência desse outdoor - que a ideologia coletivista tomou conta das universidades, e a ideologia se baseia em meras crenças e não em evidências que comprovam aquilo que dá certo e que promove o maior progresso e crescimento para todos.

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  • Érika Figueiredo
  • 14 Outubro 2021

 

Érika Figueiredo

 

É por essas e outras que estamos caminhando para um abismo como Civilização.

           Assisti ao novo filme da Cinderela, que está sendo exibido na plataforma Amazon Prime Video. Confesso que fiquei horrorizada. O conto de fadas que atravessou os séculos e encantou milhões de crianças, foi transformado em uma grande propaganda ideológica, na qual nem a fada madrinha foi poupada.

Todos os elementos da anterior narrativa, repleta de símbolos virtuosos e que falava de amor, doação, renúncia, entrega, generosidade, fé e esperança, heroísmo e senso de dever, cavalheirismo e feminilidade, foram subtraídos da história.

Agora, Cinderela é uma jovem ambiciosa e feminista, que deseja vencer na vida a qualquer custo, como modista. É debochada, contestadora e impetuosa. Seu sonho é alugar a loja que se encontra vazia, e transformá-la em uma boutique de roupas, no vilarejo em que reside. Diz coisas do tipo: “se posso dar à luz e administrar um lar, por que não posso gerir um negócio próprio?”

A madrasta não é tão perversa assim... afinal,  uma mulher que ficou viúva de dois maridos, e tem duas filhas e uma enteada para sustentar, precisa arranjar-lhes bons casamentos, a fim de que tenham o futuro garantido. Dá conselhos de sedução às jovens e flerta com o vizinho.

O príncipe é apresentado como um jovem idiotizado e totalmente alheio às funções que deve desempenhar, rodeado de amigos tão histriônicos quanto ele próprio. Questiona a sucessão, e dá ordens ao rei. Sente-se exausto pelo exercício de suas atribuições reais, e chega a dizer que Deus é injusto com ele, pois sua vida é muito difícil.

A rainha é fastiada e aborrecida com seu papel, ao mesmo tempo em que se mostra condescendente com a atitude descompromissada e mimada de seu filho. Desdenha do rei, a quem quer dominar. A princesa, irmã do príncipe, é petulante e autorreferente como o irmão, e o rei só ganha deles na base do grito e da ameaça.

As irmãs de Cinderela, ao menos, permanecem insuportáveis.

As músicas do filme trazem mensagens do tipo: “você pode fazer o que você quiser”, “você pode ser quem você sonhar”, “não deixe o mundo formatar você”, “o que vale é o que você pensa sobre si mesmo”. Ideologia pura, travestida de autoajuda.

A própria postura de Cinderela é insolente e desafiadora, e seu linguajar é chulo e repleto de gírias. Nada nesse filme é ofertado de graça, nenhum afeto é genuíno e desinteressado. Em todas as relações e cenas, as pessoas obtém algum ganho, que faz com que permaneçam onde estão.

Cinderela chega a vender um vestido para o príncipe, na aldeia, em uma ocasião em que ele está disfarçado de plebeu.  Ao convidá-la para o baile, o rapaz precisa antes assegurar-lhe que lá haverá muitas clientes em potencial, para suas criações, a fim de que a mesma aceite o convite.

E o que dizer do “fado madrinho”? Uma drag queen, vestida de amarelo, que providencia um terninho azul para Cinderela ir ao baile, em um primeiro momento, já que ela quer ser “empresária”. Como ela discorda da vestimenta, coloca a moça em uma roupa de gala.

O discurso feminista prossegue, com Cinderela dizendo ao príncipe que não quer viver trancada em um palácio, que quer trabalhar fora, que esse papo de casar não está com nada, que quer ser independente... Totalmente Meghan e Harry, e o fim da história lá do Reino Unido nós já sabemos qual foi.

Os contos de fadas foram inventados como uma forma de transmissão de ensinamentos, de geração para geração, a respeito de valores e virtudes, para as crianças desde a mais tenra idade, de um modo compreensível para estas. Ao ouvirem sobre reinos, príncipes, princesas, heróis, bruxas, fadas, reis e rainhas, os pequenos vão decodificando o bem e o mal, o certo e o errado, na vida dos seres humanos.

Acontece que testemunhamos, hoje, com muita perplexidade, a total desvirtuação destas fábulas, as quais passaram a ser impregnadas das ideologias e dos discursos do momento. Se antes, estes permaneciam preservados em suas narrativas, atualmente, deixaram de servir de base para a formação, transformando-se em instrumentos de perversão do pensamento, desde a infância; nem as crianças são poupadas.

Pensemos o seguinte, por exemplo: se Cinderela não é necessariamente boa, o bem e o mal estão automaticamente relativizados. Assim, a madrasta também deixa de ser má, mesmo com todas as demonstrações de egoísmo, maledicência e inveja, e tudo está justificado pela vida difícil que leva.  

Se o príncipe não é forte, viril e protetor,  não é um homem ciente de suas obrigações,  põe-se em xeque a masculinidade. Se a fada não é modelo de fé, esperança, generosidade e beleza, ela não representa nosso anjo da guarda. Logo, nossa capacidade de acreditar em Deus e na Humanidade começa a ruir.

Pouco a pouco, todos os critérios objetivos de avaliação de virtudes e de símbolos são diluídos, nessa versão bizarra de Cinderela. O mesmo aconteceu com versões recentes de Alladin e de A Bela e a Fera. Jordan Peterson, o famoso psicólogo canadense e autor de best sellers, costuma utilizar os símbolos extraídos dos contos de fadas, para exprimir virtudes, desde sempre almejadas pelos homens.

A civilização passava tais virtudes adiantes, por meio de seus mitos, fábulas, novelas e Histórias, tamanha a importância desses modelos, ali contidos, para toda a Humanidade. Infelizmente, a modernidade acabou com isso: não há mais modelos ou exemplos a serem seguidos, no campo da existência. Como diz a música do filme Cinderela – cada um pode ser o que quiser.

É por essas e outras que estamos caminhando para um abismo como Civilização, vivendo uma guerra espiritual entre o bem e o mal sem precedentes. Por mais que já tenha o mundo atravessado crises civilizacionais terríveis, os critérios do que seriam o bem e o mal estiveram sempre preservados e eram claros.

É preciso refletir muito sobre o que se passa com a Humanidade, e em que ponto o bem e o mal tornaram-se tão relativos, a ponto de comprometer-se até mesmo a narrativa de um singelo conto de fadas. Como nos dizia Eric Voegelin, ninguém é obrigado a participar da loucura da Civilização, mas todos somos obrigados a manter a ordem em nossas vidas, apesar do caos externo. Os contos de fadas, antigamente, sinalizavam-nos um caminho para chegarmos a esse fim.     

*     Publicado originalmente em Tribuna Diária -https://www.tribunadiaria.com.br/ler-coluna/1161/cinderela-pos-moderna.html

**    Erika Figueiredo é Promotora de Justiça, escritora, mãe, cristã e conservadora. Fala de história, filosofia, política e direito.

 

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  • Gilberto Simões Pires, em Ponto Crítico
  • 09 Outubro 2021

 

Gilberto Simões Pires, em Ponto Crítico

 

HECTOR BRENNER

Ontem à noite, mexendo na gaveta onde guardo os textos -inteligentes-, assinados por autores cujas análises, propostas e críticas nunca saem de moda, me deparei com o espetacular relatório que foi produzido e divulgado pelo MOVIMENTO NACIONAL PELA LIVRE INICIATIVA, referente ao período de 1978 a 1988, encabeçado pelo então presidente do CNP - Conselho Nacional de Propaganda- o saudoso e muito competente publicitário, Héctor Brenner, um argentino que cultivou carinho especial pelo Brasil, especialmente na sua trajetória profissional.

PEÇAS PUBLICITÁRIAS

No seu discurso de apresentação do relatório, em 26 de maio de 1988 (lá se vão mais de 33 anos), Brenner fez um especial agradecimento aos veículos de propaganda do RS pelo excelente material que elaboraram, todo ele com a pretensão de transformar o Brasil em um país próspero e democrático. Aqueles antigos e corretos profissionais, por tudo que fizeram durante a década de atuação do MOVIMENTO PELA LIVRE INICIATIVA, deixaram bem claro o quanto não queriam mais viver sob a interferência do Estado em forma de PESADA CENSURA.

A MELHOR ESCOLHA É A LIBERDADE DE ESCOLHA

Vejam , a seguir, algumas peças que foram publicadas durante o período da campanha do MOVIMENTO NACIONAL PELA LIVRE INICIATIVA, começando por esta aí: A MELHOR ESCOLHA É A LIBERDADE DE ESCOLHA. Entre tantas e ótimas razões o texto publicitário destaca: - NUNCA, NA HISTÓRIA DO HOMEM, SE VIU UMA SOCIEDADE POLITICAMENTE LIVRE QUE NÃO SE BASEASSE NUM SISTEMA ECONÔMICO LIVRE-. Bons tempos, não? 

CAMPANHA

Outra: PARA EXERCER A LIVRE INICIATIVA BASTAM DUAS CONDIÇÕES: SER LIVRE E TER INICIATIVA. Mais outra: SE A LIVRE INICIATIVA FECHAR OS OLHOS A CERTAS COISAS, MUITO EM BREVE ELA PODERÁ NÃO SER MAIS LIVRE. Neste texto a peça publicitária faz a seguinte referência: ENQUANTO EXISTIREM BRASILEIROS VIVENDO EM CONDIÇÕES SUBUMANAS, A LIBERDADE NÃO SERÁ SUA PRIMEIRA PRIORIDADE. Que tal?

LUCRO

Outras mais: QUANDO EXISTE LUCRO, TODO MUNDO SAI LUCRANDO! Aí a peça faz duas referências: 1-: O LUCRO É O INSTRUMENTO FUNDAMENTAL NA ECONOMIA DE MERCADO; e, 2- O LUCRO É NEUTRO, NÃO É BOM NEM MAU. O QUE PODE SER QUESTIONADO É A FORMA COMO ELE FOI OBTIDO OU APLICADO.  

MELHOR SISTEMA ECONÔMICO

Mais ainda: - PELAS "4 ÚNICAS MANEIRAS DE GASTAR DINHEIRO" VOCÊ DESCOBRE O MELHOR SISTEMA ECONÔMICO -. As 4 únicas maneiras, como refere a peça publicitária, são:

1- GASTAR O DINHEIRO PRÓPRIO EM BENEFÍCIO PRÓPRIO;

2- GASTAR O DINHEIRO PRÓPRIO EM BENEFÍCIO DOS OUTROS;

3- GASTAR O DINHEIRO DOS OUTROS EM BENEFÍCIO PRÓPRIO; e,

4- GASTAR O DINHEIRO DOS OUTROS EM BENEFÍCIO DOS OUTROS!

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  • Valterlucio Bessa Campelo
  • 09 Outubro 2021

 

Valterlucio Bessa Campelo

 

Desde que foi criada em 13 de abril deste ano, a CPI da COVID do Senado, liderada pela dupla Omar Aziz/Renan Calheiros, que dispensa apresentações, coadjuvada no que pode ser piorada pelo senador saltitante e outros da espécie vermelha, vem cumprindo o rito, previamente comprometido, de buscar por todos os meios incriminar o governo. Não havendo qualquer denúncia frontal contra o Presidente Jair Bolsonaro, se fez necessário através da uma Comissão Parlamentar de Inquérito, o mais poderoso instrumento de investigação do parlamento brasileiro, produzir molambos fáticos que preenchessem um boneco jurídico prévio, no caso, uma omissão ou algo que o valha em relação ao enfrentamento da peste chinesa.

Nos últimos meses, com direito a prorrogação, a sociedade brasileira foi diariamente afrontada com abusos cometidos contra depoentes que não deveriam estar ali e, nem de longe, poderiam esclarecer qualquer coisa a não ser as próprias percepções em relação à peste. Desde senhoras e senhores profissionais médicos renomados a empresários, qualquer depoente não alinhado com a frase mortal “fique em casa e espere a falta de ar” foi tratado como criminoso. Humilhar o cidadão ou cidadã em nível nacional, constranger, e impingir culpa sem razão seguiu um verdadeiro abecedário na CPI.

Já em vias de refinamento, a CPI de relatório de conclusões prontas antes de começar, obviamente vai incriminar o presidente. Também obviamente não há justa causa, mas não é de justiça que se trata, é de política. Pretendiam seus propositores e operadores atingir dois objetivos. O primeiro, desgastar o presidente no curso das investigações, fazer derreter sua popularidade com a assistência novelesca das TV’s e jornais, de modo que seu capital político sofresse danos relevantes. O segundo, pouco provável, mas em tese não impossível, seria arrancar algum elemento que desse base a um pedido consistente ao Ministério Público. Não conseguiram uma coisa nem outra, a popularidade do presidente continua alta e a credibilidade do governo permanece íntegra. Os senadores apenas mostraram a própria face.

É certo que a tarefa inglória somente poderia ser dada a certos agentes. Que outro grupo de senadores aceitaria uma missão dessas? É tarefa para Renans, Humbertos. Randolfes e Azizes e como tal foi cumprida. Cada imagem de pessoa decente e trabalhadora, flagrantemente desconfortável apenas em sentar-se perante suas excelências e ter que dar respostas que não lhes caberia, é reveladora da trama que se desenvolveu às nossas vistas.

O Brasil deve um enorme pedido de desculpas ao médicos e cientistas Dr.a Nise Yamaguchi, Dr.a Mayra Pinheiro, Dr. Paulo Zanoto, Dr. Mauro Ribeiro e muitos outros furiosamente questionados por aquela gente sem freios. Aliás, em sentido contrário, sempre que o/a depoente apresentava-se anti-governista, o tapete vermelho era desenrolado e as hienas se derramavam em cortesia e salamaleques. Simplesmente nojento.

Milhões de reais foram gastos no embuste para produzir um relatório definido ex-ante, pedindo o indiciamento do presidente Bolsonaro. Parece um escárnio, mas Renan Calheiros, o relator, aquele responsável pela peça resultante de meses de gastos e nojentezas públicas, tem um histórico em sua carreira política de mais de 25 processos no Supremo Tribunal Federal – STF. Corrupção, lavagem de dinheiro, distribuição de propina, tráfico de influência, venda de apoio parlamentar a projetos etc., são comuns em sua folha corrida. A maioria foi arquivada, diga-se, mas como se pode ver AQUI, Renan Calheiros é praticamente um freguês dos ministros “supremos”.

Omar Aziz, presidente da CPI, não fica muito atrás em matéria criminal. Reportagens AQUI e AQUI e AQUI dão uma pista dos antecedentes do senador amazonense e de sua família. O mais agressivo entre os interrogadores é um vezeiro em responder a acusações de crimes.

Outro integrante, o Senador Humberto Costa, do PT pernambucano, tem alcunha na lista de propinas apurada na lavajato. Ele teria, segundo o delator Paulo Roberto Costa, recebido uma grana (ver AQUI) do esquema para sua campanha em 2010.

O inquieto Randolfe Rodrigues, senador pelo Amapá, teria participado de um esquema chamado mensalão do Amapá, quando foi por lá deputado estadual. O governador Capiberibe teria copiado o Lula e distribuído mesadas mensais aos deputados da base em troca do sim em votações de seu interesse (ver AQUI).

Pode-se então afirmar, pelo noticiário acima referido, que as quatro mais estridentes vozes que se levantam contra senhoras e senhores depoentes são, sem exceção, indignas de partir para cima dos depoentes como tsunamis de pureza, intimidando, agredindo, ameaçando, calando e interrompendo quem deveria estar à vontade para falar.

Foi necessário que o empresário Luciano Hang, vestido de veio da HAVAN em ironia verde e amarela genial, lhes mostrasse como discernimento e lucidez é bastante para por ao chão narrativas prontas e afrontas desmedidas.

Valterlucio Bessa Campelo escreve no site ac24horas, em seu BLOG e, eventualmente, no site CONSERVADORES E LIBERAIS (puggina.org)

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  • Dagoberto Lima Godoy
  • 05 Outubro 2021

 

Dagoberto Lima Godoy

 

Os preços estão aumentando em um ritmo de meter medo e esvaziar os bolsos, especialmente os dos mais pobres. É bom que se saiba que isso não acontece só no Brasil, mas em todo o mundo. Não serve de consolo, mas torna mais importante perguntar-se por que o problema é assim, geral. É certo que tanto a globalização da economia quanto a pandemia da Convid são causas evidentes, mas não devem ser culpadas sozinhas pelo empobrecimento generalizado.  

É preciso lembrar como governantes reagiram diante desses fatos, mundo afora, com o apoio da mídia internacional e sob os aplausos dos políticos, especialmente os da esquerda. Ressalvadas as exceções, então acusadas de falta de senso humanitário, a maioria resvalou nos limites do autoritarismo ao impor regimes de isolamento social e quarentenas, com isso prejudicando a produção de bens e serviços e, ainda mais, desorganizando o sistema produtivo, em todo o mundo. A palavra de ordem foi “cuidar primeiro das vidas; a economia a gente vê depois”. E governos, como o brasileiro, que se inclinavam a enfrentar a pandemia com visão de médio e longo prazo, foram pressionados pelos opositores políticos e pela mídia, em geral, a seguir a corrente dominante. Então, impôs-se a necessidade de socorrer as multidões deixadas sem ganha-pão, com o que os bancos centrais ao redor do mundo passaram a produzir moeda, em um ritmo sem precedentes desde o fim do padrão-ouro, 50 anos atrás.

Essa dupla estratégia governamental gerou um perverso “efeito-pinça” sobre a economia: de um lado, reduziu-se a oferta, por produzir-se menos e com menor produtividade; de outro lado, no sentido inverso, aumentou-se enormemente o volume de moeda em circulação. Quer dizer:  mais dinheiro para ser trocado por ativos escassos, resultando em elevação de preços para bens essenciais e serviços, em escala mundial.

Poderiam tantos governos ter dado outra resposta ao flagelo da Covid? Então, seria diferente o balanço entre as perdas e sofrimentos de curto e de longo prazo? Quem poderá dizer? De momento, só me atrevo a repetir o que escrevi, logo que a pandemia aqui chegou:

“Os governantes que fraquejam ao enfrentar grandes ameaças, enquanto responsáveis pelos destinos de um povo, serão inevitavelmente condenados e vilipendiados, não importa qual tenha sido a natureza – boa ou má – de suas motivações.”

*       Dagoberto Lima Godoy é graduado em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1960), em Direito pela Universidade de Caxias do Sul (1990) e mestre em Direito pela Universidade de Caxias do Sul. Empresário, escritor, advogado e ex-presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul.

**       Publicado originalmente em O Pioneiro. 29-09-2021

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