• Alex Pipkin, PhD
  • 30 Março 2021

Akex Pipkin, PhD

 

Ontem à noite assisti ao filme “The Nest”. Li a sinopse e achei os atores e a história interessantes. Valeu a pena.
Jude Law atua como Rory, um homem de negócios, um vigarista de verdade - eles sempre existiram e marcam presença em qualquer profissão - , que vai para Londres em busca da fortuna.
Entretanto, sua ganância e sua vida de rico tipo  “faz de conta” dá causa a que essa irrealidade não se crie, destroçando tudo, inclusive sua família. A propósito, sua esposa Allison no filme, a atriz Carrie Coon, está espetacular.
O personagem de Law é um executivo ambicioso e ganancioso, porém, num mundo real das transações capitalistas, de mercado, as enganações muitas vezes encontram a verdade, ou seja, os necessários princípios virtuosos pelo caminho, e não se criam.
Primeiramente acreditei que se tratava de uma crítica ao capitalista ganancioso, mas terminei pensando que o filme possa querer exaltar a verdadeira versão do capitalismo, aquela em que o interesse próprio racional, nada tem a ver com a ganância egocêntrica.
A ganância é mesquinha e autocentrada, mas o interesse próprio é uma força individual vital que nos motiva a agir na direção do atendimento de nossas próprias necessidades.
Contudo, quase todos os críticos das trocas livres e voluntárias nos mercados esquecem que esse interesse próprio racional só se concretiza e, ao mesmo tempo, exige que nos envolvamos em relacionamentos e colaboração benéfica com outras pessoas, reverberando em benefícios e em melhorias para os outros.
Inquestionavelmente, o capitalismo é inerentemente cooperativo.
A economia de mercado faz direcionar esse interesse próprio para as atividades produtivas e colaborativas.
Aliás, aqueles que atuam de maneira gananciosa e desleal com os outros, são punidos pela cada vez mais importante reputação. É por isso que a concorrência é tão vital, a fim de que os consumidores possam fluir com suas necessidades e seus desejos para outras ofertas competitivas.
Aqueles empresários que mesmo motivados pelo interesse próprio racional, não conseguem entregar um pacote de valor que satisfaz as necessidades dos cidadãos-consumidores, não prosperam no longo prazo.
Os consumidores, livres para escolher, operam como os juízes nos mercados.
Neste sentido, o estímulo para a destruição criativa e as inovações é o lucro. O surgimento de novas e melhores soluções para a vida em sociedade acontece por meio de empresários dispostos a inovar e a correr riscos para melhor atender os clientes e lucrar.
Não é por acaso que o grande Adam Smith pregava o respeito ao interesse próprio, na expectativa de que houvesse o benefício para toda a sociedade.
Quando as transações são livres numa economia de mercado, as próprias pessoas, por meio das relações interpessoais e comerciais, separam o joio do trigo, o interesse ganancioso do interesse próprio racional. Este último implica, portanto, em resultados sociais benéficos para todos.
Os gritos cada vez estridentes contra o capitalismo - que é distinto daquele com abissais intervenções governamentais - querem genuinamente trazer à tona um sistema centralizador e controlador que justamente inibe os processos de destruição criativa e a soberania do consumidor. As iniciativas nesta direção estão aí, transparentes para quem quiser enxerga-las.
Voltando ao filme, é interessante notar que o ganancioso Rory encontrou refúgio no seio de sua família - embora seja uma questão em aberto; é o que dá para depreender. Eram outros tempos, Reagan, Thatcher...
Nos tempos estranhos e “progressistas” de hoje, os puros de coração e de moral exterminaram com a instituição familiar.
E o apoio?! Agora só nas tribos.

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  • Luiz Pereira Lima
  • 29 Março 2021

Luiz Pereira Lima

 

Acobertados pela palavra ciência, políticos e  membros do judiciário, tem vulgarizado sua  etimologia. Talvez desconheçam que ciência não tem ideologia e cientistas são indivíduos “uni-dimensionais”, na visão de Rubem Alves, pois cegos em relação a outros objetivos que não executar e provar com as rígidas regras de seus jogos. É um jogo sem emoção. Agora ouve-se à exaustão : seguiremos a ciência! Que ciência? A do judiciário cuja emoção tem superado a razão? Os verdadeiros cientistas capturam objetos físicos, transformando-os na linguagem de números, mas são incapazes de capturar relações afetivas. Nosso  judiciário quer provar o que não pode ser avalizado por nenhum cientista de escol.

Ganhar eleição no Brasil não significa governar. Ao contrário, perdedores inconformados, utilizam um Judiciário, cujas sentenças mascaram decisões políticas. Exemplo típico foi a interrupção recente da “ferrogrão”, que traria bilhões de reais ao País, interrompida pelo STF, em decisão de um homem só, que não teve um voto sequer dos brasileiros.

Assim a democracia dispneica agoniza, pois justiça e ideologia não combinam, não havendo enzima capaz de mitigar esta reação. O último julgamento patrocinado pela mais alta corte, quando da suspeição do ex-juiz Moro, eviscera o supra mencionado. Por primeiro, mas não o principal, foi a surpreendente- para alguns- mudança de opinião de um dos julgadores. O mais notável dos juízes, no sentido de se fazer notar, não o mais brilhante,  perdeu o decoro atirando grosserias ao novel da corte. O menosprezo ao novo ministro, após tê-lo chamado de covarde, chegou aos píncaros, quando em alto e bom som, bradou “nem no Piauí” , terra natal do mesmo . Lastimável , como exemplo máximo de educação e civilidade, deveria ser o comportamento do mais alto grau da justiça brasileira.

Todavia, estarrecedor foi o voto emocionado do Ministro! Como no poema de Guimarães Rosa,”o pranto jorrou-me em ondas” , com lágrimas públicas dedicadas ao advogado do réu por parte do julgador. O juiz ingeria água a todo momento, não para hidratar-se , mas para amenizar o efeito da adrenalina, hormônio atirado na corrente sanguínea  aos borbotões. É o hormônio do medo e da vergonha. Mais do que pacientes com Covid , quem está intubada é nossa democracia agonizante suplicando oxigênio !

* Luiz Pereira Lima é Professor de Medicina

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  • Gilberto Simões Pires, em Ponto Crítico
  • 28 Março 2021

Gilberto Simões Pires, em Ponto Crítico

 

LABORATÓRIO DE EXPERIÊNCIAS SOCIALISTAS

Embora não seja uma novidade, o fato é que muitos brasileiros ainda desconhecem que o Estado do RS, notadamente a partir da criação do Foro de São Paulo, em 1990, se transformou no GRANDE LABORATÓRIO das experiências SOCIALISTAS/COMUNISTAS. Como tal se propõe a desenvolver e adequar programas e projetos para partidos que integram a ORGANIZAÇÃO COMUNISTA, como o PT (fundador do FSP),  PSOL, PCdoB, PCB e PDT. (o PSB deixou o FSP em 2020).

GOVERNOS PETISTAS

Observem que entre janeiro de1988 a dezembro de 2004, período em que o PT esteve a frente da Prefeitura de Porto Alegre, as EXPERIÊNCIAS SOCIALISTAS se mostraram exitosas para o ILUDIDO povo gaúcho a ponto dos eleitores colocarem o PT no governo do Estado, com Olívio Dutra (1999 a 2002); e voltar a cometer o mesmo erro com Tarso Genro (2011 a 2014), deixando o Estado arrasado.

POLÍTICAS DOUTRINÁRIAS

Vale registrar que uma das maiores razões para o PT escolher o RS para sediar o LABORATÓRIO de EXPERIÊNCIAS SOCIALISTAS/COMUNISTAS está no fato de que o povo gaúcho, grande adorador de Getúlio Vargas e Leonel Brizola, foi doutrinado a seguir as políticas SOCIALISTAS que foram colocadas, cuidadosamente, na Cartilha Comunista do Foro de São Paulo. De novo: o PDT, não por acaso, mas por pura identificação, integra o Foro de São Paulo.

ESTADO SUCATA

Ora a partir desta breve introdução fica muito claro o quanto o RS foi se transformando, ano após ano, num ESTADO SUCATA. O caso da CEEE é o retrato irreparável desta crítica e infeliz realidade. A cada dia que passa, o ROMBO da empresa é maior, simplesmente porque ela não consegue repassar aos cofres do Estado o ICMS que cobra dos consumidores. E nem mesmo esta crítica situação é capaz de fazer com que a Justiça do RS se manifeste a FAVOR da venda da estatal. Vejam que o STJ precisou entrar no assunto para cassar a louca decisão da Justiça do RS e com isto garantir a realização do Leilão, que está marcado para a próxima semana.    

IN-JUSTIÇA GAÚCHA

Esta mesma IN-JUSTIÇA GAÚCHA, para confirmar o quanto é IDEOLOGICAMENTE COMPROMETIDA com os interesses dos sindicatos, além de SUSPENDER a tramitação da importante e inadiável REFORMA DA PREVIDÊNCIA DO MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE, por incrível que possa parecer, também resolveu SUSPENDER A VOTAÇÃO, NA CÂMARA MUNICIPAL, do projeto de lei que previa a QUEBRA DO MONOPÓLIO DA PROCEMPA, empresa pública responsável pela prestação de serviços de tecnologia da informação e comunicação ao município. O pedido de suspensão, obviamente, partiu das bancadas do PT, PSol e PcdoB.

CANTO DA SEREIA

Como se vê, estas decisões, que emperram o RS e afastam os investidores, são PURA CONSEQUÊNCIA. As CAUSAS estão lá atrás, quando o povo gaúcho se deixou levar pelo CANTO DA SEREIA copiosamente entoado pelos servidores públicos através de suas poderosas CORPORAÇÕES. 

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  • Felipe Fiamenghi
  • 27 Março 2021

Felipe Fiamenghi

"Uma mentira dá uma volta inteira ao mundo antes mesmo de a verdade ter oportunidade de se vestir." (CHURCHILL, Winston)

Não discuto mais com esquerdistas. A pandemia serviu pra mostrar que é impossível entrarmos em um consenso. O motivo é simples: Não buscamos a mesma coisa. Nós queremos o progresso; eles querem o poder.

 O combate ao COVID no Brasil deixou isso extremamente claro. O foco não é vencer a doença, mas derrubar o Presidente. E, de verdade, tem que ser muito idiota para não perceber isso. Infelizmente, idiotas existem aos montes.

 Agora, aliás, ao abrir o Facebook para fazer essa postagem, me deparei com um "print" dizendo que "as pessoas estão morrendo porque o Bolsonaro não comprou vacina". Coisa de demente, que não tem capacidade de se informar através de canais oficiais e fica reproduzindo discurso da extrema-imprensa.

 O Brasil é o 5º país que mais vacinou no mundo; 1º lugar entre os países que não possuem uma plataforma própria. Já foram ministradas mais de 13 MILHÕES DE DOSES e, até o final do ano, já estão garantidas 500 MILHÕES. Mais do que o suficiente para as duas doses em TODA A POPULAÇÃO; a 6ª maior do Planeta Terra.

 Para se ter ideia da dimensão disso, na Alemanha, com 80 milhões de habitantes, a previsão para vacinação das pessoas na faixa dos 30 anos é em MARÇO DE 2022!

 A esquerda NÃO QUER UMA SOLUÇÃO. Ela quer um culpado. Divulga mortes com uma satisfação mórbida, como se comemorasse uma vitória do seu time. Ela se alimenta do caos, das mazelas sociais. É um abutre, vivendo da miséria. É nisso que seu discurso se sustenta.

O objetivo é claro: Sufocar a economia até quebrar o país, responsabilizar o governo e, ano que vem, se apresentar como a solução dos problemas que criou.

Espero honestamente que o povo não seja tão ingênuo. Mas confesso que, pelo que tenho visto, ando com pouca fé.

 

Publicado na página de Pátria Amada Brasil no Facebook

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  • Valterlucio Bessa Campelo
  • 25 Março 2021

Por Valterlucio Bessa Campelo

 

Quando em 10 de Maio de 1983, o escritor Aleksandr Solzhenitsyn, Prêmio Nobel de Literatura de 1970, autor entre outros de “Arquipélago Gulag” e “Um dia na vida de Ivan Denisovich”, recebeu em Londres o Prêmio Templeton, dificilmente pensaria que, menos de 40 anos depois, estaríamos nos deparando novamente com uma catástrofe global como esta que enfrentamos desde inicio de 2020.

Na Conferência em Londres, disse o extraordinário escritor russo referindo-se ao comunismo: “Mais de meio século atrás, quando eu ainda era criança, lembro-me de ouvir um número de pessoas mais velhas oferecem a seguinte explicação para os grandes desastres que se abateram sobre a Rússia: Os homens se esqueceram de Deus; é por isso que tudo isso aconteceu. (...) Se hoje me pedissem para formular da maneira mais concisa possível a causa principal da perniciosa revolução que deu cabo de mais de 60 milhões de compatriotas, não poderia fazê-lo de modo mais preciso do que repetir: Os homens se esqueceram de Deus; é por isso que aconteceram todas essas coisas.”

Como simples admirador de sua obra, não um experto, diante do que estamos vivendo me pergunto o que diria Solzhenitsyn, afinal, o que fizeram os tomadores de decisão que produziram, espalharam e governam o vírus chinês? Sim, eles O esqueceram e em Seu lugar entronizaram uma certa “ciência” que eles mesmos corromperam e vulgarmente atende aos pedidos de socorro de qualquer um que tenha à frente a caneta do diário oficial, um receituário médico, um microfone ou um teclado. Todos ousam falar em seu nome, alguns sem fazer idéia de quem foram Galileu, Isaac Newton, Renée Descartes ou Karl Popper.

Pobre ciência! Ela não tem culpa. Falsearam-na e a usam despudoradamente. Quando vejo um daqueles repetindo o mantra “de acordo com a ciência” se referindo, por exemplo, à defesa histérica de lockdowns sem fim, ainda que gerem desemprego, miséria, fome, doença e morte, lembro de outro autor, este refutado milhares de vezes, porém ainda hoje zumbizando muitas mentes com sua ideologia malsã. Karl Marx disse que seu objetivo na vida era “destronar Deus e destruir o capitalismo”, deu no monstro denunciado por Solzhenítsyn.

Apesar de Lenin, Stalin, Mao, Pol Pot, Fidel e tantos outros, o fim do homem livre e da consciência plena onde habita Deus parece estar à nossa frente. As insanidades cometidas contra as liberdades individuais, a livre iniciativa e a propriedade privada, cava palmos no buraco onde pretendem enterrar o capitalismo. Para esse intento, estuprar e, ao mesmo tempo, culpar a ciência é o de menos.

A partir do travamento da economia, minha vista só consegue alcançar geração e aprofundamento da pobreza que deverá DOBRAR até o fim de 2021. Tramam a derrocada do único sistema que até hoje se provou capaz de promover o progresso da humanidade. Essa gente autoritária, vinculada à agenda globalista, hegemônica na mídia mainstream, sequer permite qualquer debate. A palavra da nova “deusa” - a ciência corrompida, silencia os opositores e, em conseqüência, autoriza os desvarios das agressões de todos os tipos. Como sempre, medidas extremas só podem ser executadas à força.

Assim como deificaram a “ciência”, jogaram o Direito na sarjeta. No Brasil está tudo autorizado pelo STF que, em última instância, é quem governa o país sem que tenha mandato para tal. Os obscuros interesses e negociações que antecedem seus julgamentos sobrepõem-se à democracia, fazendo-os dizer e desdizer a Constituição Federal conforme a encomenda, como ocorreu nesta terça-feira, dia 23/03, quando a “Carminha” deu um cavalo de pau hermenêutico e disse o contrário do que havia dito antes. Acrobacias jurídicas se tornaram comuns na “Suprema” Corte.

Em ação coordenada, partidos de extrema-esquerda pleiteiem o fechamento total do Brasil. A todo custo, querem a economia no chão para sobre seus escombros erguerem os marcos de sua ideologia. Aqui e acolá, juízes corajosos (onde estão todos?) decidem em favor do povo (ver AQUI), reconhecendo a flagrante inconstitucionalidade de medidas tomadas por dirigentes vocacionados ao autoritarismo. O exemplo mais absurdo é a proibição de aquisição de determinados produtos nas gôndolas de um supermercado, como se viu no Rio Grande do Sul.

Lembremos que a partir do topo as decisões repercutem na outra ponta, por exemplo, na ação do policial que executa violentamente a ordem contra uma vendedora de refrigerantes ou contra o pipoqueiro na rua. A mesma coisa se pode dizer de muitos médicos, profissionais que negam liminarmente a possibilidade de que protocolos fora do script da OMS, ou desobedientes à mídia militante, possam ser eficazes contra a peste. Outros embarcam de mala e cuia em lockdowns meia-boca.

Sobre a deturpação da ciência, os eminentes pesquisadores e professores Martin Kulldorff, de Havard e Jay Bathhacharya, de Stanford, declararam em artigo recente (ver AQUI) o que deveria ser obvio, mas para certos médicos nos cueiros da pesquisa científica soa extraordinário: “Para que a ciência prospere, ideias opostas devem ser aberta e vigorosamente discutidas, apoiadas ou combatidas com base no mérito científico. Em vez disso, alguns políticos, jornalistas e (infelizmente) cientistas se envolveram em calúnias cruéis contra cientistas dissidentes, espalhando teorias conspiratórias prejudiciais, inclusive com apelos abertos à censura no lugar do debate”. Em outras palavras, é dizer que a verdadeira ciência foi deliberadamente fraudada.

Voltemos a Solzhenitsyn. Sob Deus, seguramente os homens não teriam concertado essa trama diabólica que a partir da China subverteu todo o panorama global, afundou a democracia americana com uma eleição distorcida, empobrece as nações, promove experimentos de controle das massas, testa a nossa resistência, nos enche de medo e, assim, prepara o terreno para o golpe final – o globalismo e tudo o que ele representa. Não à toa, as igrejas, todas elas, foram cerradas sob pretexto de aglomeração, ainda que seja permitido aos seus pobres fiéis que passem horas uns sobre os outros nos ônibus e metrôs. Coerência não é a matéria preferida do autoritarismo.

Antes que se apressem os ignorantes, não significa dizer que devêssemos largar a ciência e nos agarrar à Bíblia, de joelhos no chão. O próprio Solzhenítsyn explica: “As deficiências da consciência humana, privada de sua dimensão do divino, têm sido um fator determinante em todos os principais crimes deste século”. Então, trata-se do expurgo de Deus da consciência humana e, conseqüentemente, da  reflexão sobre as conseqüências de suas decisões.

Em seu célebre discurso em Havard (1978), Solzhenítsyn decepcionou milhões que viram em seus termos uma espécie de antiamericanismo e praticamente abandonaram as suas ideias. Relido hoje, muitos certamente terão honestamente que reconhecer que ele tinha razão. Em certo trecho ele acusa: “Do jeito que está, no entanto, a imprensa se tornou a maior potência dentro dos países ocidentais, mais poderosa do que o legislativo, o executivo e o judiciário. Em seguida, gostaria de perguntar: por qual lei foi eleito e perante quem é responsável? No Oriente comunista, um jornalista é francamente nomeado funcionário do Estado. Mas quem concedeu aos jornalistas ocidentais seu poder, por quanto tempo e com quais prerrogativas?”. Certamente, diria mais, se naquela quadra da vida existissem as big techs.

Presentemente, a situação é resultado e itinerário de muitas decisões autoritárias, as quais as pessoas obedecem sem crítica. Uns o fazem por adoração cega à “deusa” corrompida, outros pelo comodismo de rebanho protegido pela norma e pela mídia e há, ainda, os que sabem exatamente a que projeto servem. De todo modo, penso, Alexander Solzhenitsyn teria firmes razões para repetir que os homens se esqueceram de Deus.

Valterlucio Bessa Campelo colabora com Conservadores e Liberais e escreve opiniões e contos em seu próprio BLOG

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  • Roberto Motta
  • 24 Março 2021

Roberto Motta

Tem gente achando que precisa escolher entre ter liberdade ou ter saúde.

Isso é um erro.

Não existe essa escolha.

Quem entrega sua liberdade não vai receber saúde em troca.

Nenhum governante, juiz ou apresentador de TV tem o poder de fazer isso.

A crise que o Brasil e o mundo enfrentam agora acontece apesar de todas as medidas ilegais, arbitrárias e destrutivas que já foram tomadas nos últimos 12 meses, e do terror que a mídia espalha todos os dias.

Você pode obedecer cegamente a todas as ordens inconstitucionais das “autoridades”.

Você pode seguir todas as recomendações dos “especialistas” de TV.

Mas, se ainda assim você ficar doente, dirão que a culpa é sua – é você que deve ter feito algo de errado.

Entenda isso: se não há leitos ou estrutura de saúde suficiente, a culpa pode ser de muita gente, exceto do cidadão comum, que tenta sobreviver em meio uma crise de saúde transformada em arma ideológica e política.

Basta lembrar que em julho do ano passado, multidões encheram as ruas de vários países para protestar contra o “racismo”. Foram aglomerações do bem. Tiveram a benção da mídia.

Basta lembrar que o terror espalhado pela mídia foi suspenso durante o período eleitoral, e que um médico – um dos principais garotos-propaganda do “fique em casa” – apareceu na TV convencendo as pessoas que era seguro ser mesário.

Basta lembrar que, por ordem da corte suprema, o Estado não entra nas 1.400 favelas do Rio de Janeiro desde junho do ano passado. O que você acha que está acontecendo por lá?

A crise que estamos vivendo no Brasil deixou de ser uma crise de saúde, e passou a ser uma crise de decência, legalidade e responsabilidade política.

Quem tem que responder por ela não é o cidadão que engole o choro pelos parentes perdidos e enfrenta ônibus e trens lotados - e agora até a polícia - para trazer o pão para seus filhos.

Quem tem que responder não é o micro empresário, o lojista, o padeiro, o dono de restaurante ou supermercado. Sem a coragem e a disposição desses empreendedores já teríamos mergulhado no caos.

Quem tem que responder pela crise são os governadores, os prefeitos, os parlamentares, os magistrados e os burocratas do alto escalão – aqueles que têm as chaves dos cofres e do poder.

Muitos estão instalados confortavelmente em suas casas em Búzios ou Ilhabela, enquanto o país dança uma perigosa coreografia de irresponsabilidade e canalhice, à beira do abismo.

O Brasil não pode – e não vai – esquecer disso.

  1. Publicado originalmente no Facebook do autor.
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  5. Foto: manifestação "anti-racista" em Washington DC, em julho de 2020, elogiadíssima pela mídia. Procure "distanciamento social" ou máscaras nessa foto.

 

 

 

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