Percival Puggina
Não é de hoje, nem de ontem. Já transcorreram vários anos durante os quais foi se tornando mais e mais evidente que a maioria do STF deixa de lado as regras do jogo para tomar decisões conforme seu agrado ou em favor de si mesma. Alegando sempre a excepcionalidade do momento, das circunstâncias impostas por inimigos internos ou externos, dos mais elevados princípios e valores, etc., etc., a maioria do Supremo acaba fazendo, sempre, o que melhor lhe convém, como melhor lhe convém. A política entrou por uma porta e a imparcialidade saiu pela outra, aos borbotões, no palavreado dos mandados, entrevistas, palestras e discursos.
A realidade sempre tem um dinamismo próprio, como consequência das forças que nela atuam. Obstar uma delas mediante enquadramentos em inquéritos sem fim neste mundo não impede que subsistam e persistam. Trata-se de algo inevitável, mormente se, sem ouvir o Congresso Nacional e, sem que o tema tenha sido exposto durante a campanha eleitoral (aliás, foi proibido pelo TSE), o governo arrastar o Brasil para um bloco em tudo e por tudo adversário do Ocidente.
É mistificadora a afirmação de que se trata de um bloco autônomo de Estados nacionais, interessado em cuidar de si mesmo para o bem de todos os países-membros. O grupo dos BRICS tem um inimigo comum, explícito, bem conhecido e uma estratégia também comum: destruir o Ocidente (EUA, Reino Unido e União Europeia) por dentro, depreciando os valores de sua cultura e, por fora, debilitando-o economicamente.
Por isso, não se trata de escolher entre Brasil e EUA, mas em escolher entre Brasil + EUA ou Brasil + China.
A Argentina fez a opção correta e deu-se muito bem; o governo brasileiro – o governo, não a nação! – fez o oposto. Só alguém em surto de bulimia ideológica pode querer a segunda opção como futuro para seus filhos e netos, mas é nessa direção que nos empurram sem qualquer autorização. E juram ser “democrático” o inferno onde nos jogaram.
A ânsia por autoproteção e proteção recíproca, nestes exatos dias, está levando o Supremo a impor ao povo o ônus de pagar para que eles, em versão colegiada de Nero, assistam o parquinho pegar fogo do Oiapoque ao Chuí. Sim, se impuserem o que pretendem enquanto escrevo estas linhas, na base do dez por um e um pelos dez, a nação desce os degraus da miséria e o país vai à bancarrota bem além do que Lula já conseguiu. Como Nero responsabilizou os cristãos pelo incêndio, inculparão a direita pela consequência de atos constrangedores que o Ocidente vem presenciando com estupor.
Percival Puggina (80) é arquiteto, empresário, escritor, titular do site Liberais e Conservadores (www.puggina.org), colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil. Integrante do grupo Pensar+. Membro da Academia Rio-Grandense de Letras.
Afonso Pires Faria - 22/08/2025 10:16:30
Revoltante o que o nossos "defensores" das leis estão a nos levar. Baseados em narrativas, nos impõe regras totalmente fora do que eles deveriam defender.MARCO ANTONIO GEIB - 21/08/2025 11:58:54
Mestre, entendo que o mais urgente para o Brasil ....era que o Presidente Trump mandasse seus Porta Aviões virem para a costa de Pernambuco e do Rio de Janeiro e mandar uns Aviões "invisíveis" sobrevoarem Brasília.....Um Avião Americano pousou em Porto Alegre e São Paulo "Eles enlouqueceram... Acredito quem vai acabar co o STF será o Sistema Bancário.... ou derrotam o STF ou caem fora do SWIFT ...SISTEMA BANCÁRIO MUDIAL...= vão "QUEBRAR". Não serão loucos de se "auto liquidarem" ...!!! Sei Lá,....!!!celso Ladislau Kassick56ncx56ncx36ncx - 21/08/2025 08:50:18
Comandados pela, ( Alexandrina Rainha Louca e Desvairada), vão incendiando Povo e Nacão Brasileira e culpando defesa da Soberania Nacional e Democracia!