Não adianta dar destaque para a primeira-dama, nem ela fazer o discurso em sinais e defender a inclusão de um grupo historicamente excluído. Bolsonaro podia nomear 22 ministros trans, não-brancos e gays, que ainda assim o esquerdista não reconheceria valor na medida. Por quê?
Por que essa inconsistência na esquerda, que deveria demonstrar aprovação a algo que, em princípio, casaria com os seus valores? Ora, porque esses valores da esquerda não são as verdadeiras prioridades da esquerda.
Antes de mais nada, o esquerdismo é uma seita de cunho estético, em que pessoas se reúnem para sinalizar virtude umas para as outras e para se pensarem detentoras do monopólio do bem. Já experimentou pensar-se assim? Não resolve problema social nenhum, mas faz um bem danado para o ego.
Sendo portanto uma seita narcisista, qualquer medida boa que venha do outro grupo precisa ser logo menosprezada, pois, espelho, espelho meu, não pode existir ninguém mais belo (ou progressista, ou incluidor social) do que eu.
Levado ao extremo, o esquerdismo torna-se cada vez mais auto-referenciado, cada vez mais preocupado com a mera sinalização virtude, cada vez mais aprisionado numa disputa interna para ver quem é o mais preocupado com a justiça social, quem é o mais lacre, como um computador que travou porque está em loop eterno, sem conexão com a realidade externa aos seus processamentos.
E o resultado disso é o dogmatismo, o fundamentalismo político que se vê na esquerda brasileira: para o esquerdista, será bom tudo aquilo que venha da esquerda, e ruim tudo aquilo que não venha. Vale até roubar dinheiro do povo, que você continua sendo “guerreiro” (só não vale fazer delação e assim prejudicar outros guerreiros, ok? Daí você perde o status de guerreiro).
E não adianta pensar na tal auto-crítica ou no voto crítico, porque auto-crítica na esquerda é como o cara na entrevista de emprego que é perguntado “qual o seu maior defeito?” e o cara diz: sou perfeccionista.
Para a esquerda, as coisas só dão errado porque eles não se esforçaram mais, não suaram mais, não souberam explicar o quão virtuosos seus planos são, entende? A qualidade de suas ideias e o fundamentalismo de sua seita nunca são questionadas. Lula é lula.
E só Marisa, só ela, poderia ser elogiada por qualquer coisa feita como primeira-dama. Não há ninguém mais bela do que ela, e ninguém mais do bem do que nós.
* Publicado originalmente no Facebook do autor
O impeachment da presidente Dilma Rousseff será visto como o ponto final de um período iniciado com a chegada ao poder de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2003, em que a consciência crítica da Nação ficou anestesiada. A partir de agora, será preciso entender como foi possível que tantos tenham se deixado enganar por um político que jamais se preocupou senão consigo mesmo, com sua imagem e com seu projeto de poder; por um demagogo que explorou de forma inescrupulosa a imensa pobreza nacional para se colocar moralmente acima das instituições republicanas; por um líder cuja aversão à democracia implodiu seu próprio partido, transformando-o em sinônimo de corrupção e de inépcia. De alguém, enfim, cuja arrogância chegou a ponto de humilhar os brasileiros honestos, elegendo o que ele mesmo chamava de "postes" – nulidades políticas e administrativas que ele alçava aos mais altos cargos eletivos apenas para demonstrar o tamanho, e a estupidez, de seu carisma.
Muito antes de Dilma ser apeada da Presidência já estava claro o mal que o lulopetismo causou ao País. Com exceção dos que ou perderam a capacidade de pensar ou tinham alguma boquinha estatal, os cidadãos reservaram ao PT e a Lula o mais profundo desprezo e indignação. Mas o fato é que a maioria dos brasileiros passou uma década a acreditar nas lorotas que o ex-metalúrgico contou para os eleitores daqui. Fomos acompanhados por incautos no exterior.
Raros foram os que se deram conta de seus planos para sequestrar a democracia e desmoralizar o debate político, bem ao estilo do gangsterismo sindical que ele tão bem representa. Lula construiu meticulosamente a fraude segundo a qual seu partido tinha vindo à luz para moralizar os costumes políticos e liderar uma revolução social contra a miséria no País.
Quando o ex-retirante nordestino chegou ao poder, criou-se uma atmosfera de otimismo no País. Lá estava um autêntico representante da classe trabalhadora, um político capaz de falar e entender a linguagem popular e, portanto, de interpretar as verdadeiras aspirações da gente simples. Lula alimentava a fábula de que era a encarnação do próprio povo, e sua vontade seria a vontade das massas.
O mundo estendeu um tapete vermelho para Lula. Era o homem que garantia ter encontrado a fórmula mágica para acabar com a fome no Brasil e, por que não?, no mundo: bastava, como ele mesmo dizia, ter "vontade política". Simples assim. Nem o fracasso de seu programa Fome Zero nem as óbvias limitações do Bolsa Família arranharam o mito. Em cada viagem ao exterior, o chefão petista foi recebido como grande líder do mundo emergente, mesmo que seus grandiosos projetos fossem apenas expressão de megalomania, mesmo que os sintomas da corrupção endêmica de seu governo já estivessem suficientemente claros, mesmo diante da retórica debochada que menosprezava qualquer manifestação de oposição.
Embalados pela onda de simpatia internacional, seus acólitos chegaram a lançar seu nome para o Nobel da Paz e para a Secretaria-Geral da ONU.
Nunca antes na história deste país um charlatão foi tão longe. Quando tinha influência real e podia liderar a tão desejada mudança de paradigma na política e na administração pública, preferiu os truques populistas. Enquanto isso, seus comparsas tentavam reduzir o Congresso a um mero puxadinho do gabinete presidencial, por meio da cooptação de parlamentares, convidados a participar do assalto aos cofres de estatais. A intenção era óbvia: deixar o caminho livre para a perpetuação do PT no poder.
O processo de destruição da democracia foi interrompido por um erro de Lula: julgando-se um kingmaker, escolheu a desconhecida Dilma Rousseff para suceder-lhe na Presidência e esquentar o lugar para sua volta triunfal quatro anos depois. Pois Dilma não apenas contrariou seu criador, ao insistir em concorrer à reeleição, como o enterrou de vez, ao provar-se a maior incompetente que já passou pelo Palácio do Planalto.
Assim, embora a história já tenha reservado a Dilma um lugar de destaque por ser a responsável pela mais profunda crise econômica que este país já enfrentou, será justo lembrar dela no futuro porque, com seu fracasso retumbante, ajudou a desmascarar Lula e o PT. Eis seu grande legado, pelo qual todo brasileiro de bem será eternamente grato.
DISCURSOS DOS MINISTROS
Depois de sorver, palavra por palavra, os discursos proferidos pelo presidente Jair Bolsonaro e pelo seu vice, Hamilton Mourão, no dia 02/01, ontem foi a vez de me deliciar com os pronunciamentos (promessas de firmes mudanças) feitos pelos ministros que foram empossados.
PAULO GUEDES E SÉRGIO MORO
Ainda que todos os discursos de posse dos ministros de Bolsonaro soaram como música de alta qualidade nos meus ouvidos, considerando que a ECONOMIA e a POLÍTICA são os temas que gozam de maior preferência nos meus editoriais, sem prejuízo dos demais me proponho a tecer comentários sobre o que ouvi dos ministros Paulo Guedes (Economia) e Sérgio Moro (Justiça).
PAULO GUEDES
Começando por Paulo Guedes, gostei quando o ministro se referiu aos gastos da Previdência, dizendo que -a máquina do governo virou gigantesca engrenagem perversa de transferência de renda. Mais ainda quando se referiu aos bancos públicos, dizendo que PIRATAS PRIVADOS, BUROCRATAS POLÍTICOS E CRIATURAS DO PÂNTANO POLÍTICO se associaram para agir contra o povo brasileiro. Show!
VAMOS VENDER ATIVOS
Com muito foco e precisão Guedes disse muito mais no seu discurso - feito de improviso- que durou 55 minutos. Resumindo as tantas boas coisas que Guedes disse, gostei desta: -O Brasil foi corrompido e parou de crescer pelo excesso de gastos. A reforma do Estado é a CHAVE para corrigir esse fenômeno. E arrematou: "-Vamos vender ativos, desacelerar a dívida".
A MÃE DE TODAS AS REFORMAS
Enfim, com a sua habitual clareza, que lhe dava ares do saudoso liberal Milton Friedman, Guedes, em praticamente todas as frases não deixava de colocar a REFORMA DA PREVIDÊNCIA como a MÃE DE TODAS AS REFORMAS. Sem ela, repetiu várias vezes, o Brasil se mantém na ROTA DO IMENSO ABISMO FISCAL, que já colocou o Brasil na Lona.
SÉRGIO MORO
Quanto ao magnífico ministro da Justiça, Sérgio Moro, primeiro a ser empossado, gostei muito quando disse que a “missão prioritária” de sua gestão é “o fim da impunidade da grande corrupção, o combate ao crime organizado e a redução dos crimes violentos”.
Também citou exemplos de medidas “ainda em elaboração” que sua equipe vai propor ao Congresso, em fevereiro, como é o caso do “projeto anticrime” que já havia sido anunciado durante a transição de governo. Entre as mudanças “simples, mas eficazes” estarão a previsão de operações disfarçadas das polícias e a proibição de progressão de regime a membros de organizações criminosas.
O ápice, no meu entender, foi quando Moro falou que o governo pretende “deixar mais claro na lei” que réus CONDENADOS EM 2ª INSTÂNCIA em processos criminais podem ser presos para cumprir pena. Moro classificou as decisões do Supremo que permitem a execução de pena após sentença em segundo grau como “mais importante avanço institucional dos últimos anos”. Para completar, Moro disse que o "Brasil jamais será porto seguro para criminosos". DEZ!
*Publicado originalmente em www.pontocritico.com
Repudiada pela maioria da população e dos analistas, a convocação de suplentes de deputado federal e senador para o “exercício de mandatos” fadados a vaporizar pouco mais de 30 dias após a “posse” se tornou uma infâmia corriqueira. Justiça seja feita, um dos recentemente chamados pela Mesa da Câmara dos Deputados para representar um estado da Região Centro Oeste se negou a assumir. E o fez com toda a razão.
Afinal, durante o período de recesso, o parlamentar fica impossibilitado de apresentar projetos, discursar, participar de sessões, votações, etc. Na prática, que é o que realmente interessa, não há protocolo disponível, as comissões não se reúnem, o plenário está chaveado e os serviços do Congresso Nacional não funcionam. No entanto, para arrematar o disparate, uma vez empossados, a Constituição Federal lhes assegura o direito ao recebimento de salário, cota parlamentar e auxílio mudança, cujos valores, uma vez somados, chegam a aproximadamente R$ 105 mil, às vezes um pouco mais.
Diante de tamanho aviltamento, verdadeiro insulto à moralidade pública que onera inutilmente a União e vitamina a descrença do cidadão e da sociedade relativamente ao Legislativo Federal, tramitam algumas Propostas de Emenda à Constituição (PECs) vedando a possibilidade da convocação de parlamentares para o exercício de inexpressiva fração de mandato no qual não podem desempenhar nenhuma atividade ou tampouco representar alguém, sequer a si próprios.
A ociosidade desses simulacros de representação se revela ainda mais ostensiva e induvidosa perante o §4º do art. 58 da mesma Carta Magna, a mesmo que foi denominada “Cidadã”. O dispositivo disciplina uma Comissão Representativa formada por membros das duas casas legislativas para atuar justamente no prazo da suspensão temporária das atividades congressuais. Aliás, a junta desse ano tem como integrante um deputado federal condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) pela prática de crimes de licitação e falsificação de documento público que cumpre pena no regime semiaberto junto ao Complexo Penitenciário da Papuda, na mesma Brasília.
É possível afirmar, sem maior risco de errar, que a efetivação desses substitutos de verão materializa a uma providência torpe e descartável porque a sua finalidade é completamente inútil. Enfim, sob todos os ângulos em que for examinado, tal absurdo precisa ser defenestrado. Até porque, se o massacrado contribuinte brasileiro fosse consultado, certamente reprovaria esse convescote patrocinado com o dinheiro recolhido dos seus impostos.
* Antônio Augusto Mayer dos Santos, advogado e professor de Direito Eleitoral.
RAIMAR RICHERS
Na década de 70, quando morava, trabalhava, estudava e dava aulas de Finanças e Controle Orçamentário na PUC de São Paulo, conheci, na FGV, o professor Raimar Richers, um dos primeiros especialistas em Marketing no Brasil, que desenvolveu o -MODELO DOS 4 As-, o qual pode ser aplicado, não só no marketing, mas em todas as áreas do setor privado e do setor público.
COMO UMA LUVA
Como o Brasil está iniciando um novo governo comprometido com mudanças pontuais que visam a tirar o Brasil do atraso monumental, que, por força e determinação de SOCIALISTAS DA GEMA levou, literalmente, a nossa economia à lona, este -MODELO DOS 4 As- cai como uma luva como instrumento de recuperação.
OS QUATRO AS
O primeiro -A- é de ANÁLISE, qual seja o DIAGNÓSTICO e/ou identificação das CAUSAS a serem atacadas, o que no caso do nosso pobre -Brasil- existe em abundância.
O segundo -A- é de ADAPTAÇÃO. Uma vez concluída a ANÁLISE dos PROBLEMAS e/ou CAUSAS, é preciso encontrar e ajustar as formas capazes de elevar a probabilidade de acertos.
O terceiro -A- é de ATIVAÇÃO, qual seja, depois de ADAPTAR as formas é a hora de FAZER ACONTECER. Em outras palavras é botar o BLOCO NA RUA.
O quarto -A- é de AVALIAÇÃO, ou auditoria do processo. Os resultados colhidos na AVALIAÇÃO geram um importante ciclo, que propõe a RE-ANÁLISE, RE-ADAPTAÇÃO, RE-ATIVAÇÃO e RE-AVALIAÇÃO.
FAZER ACONTECER
Estou pra lá de convencido, da mesma forma como o ministro Paulo Guedes, de que a ANÁLISE, ou DIAGNÓSTICO, já é mais do que conhecida, escancarada e provada. Da mesma forma também a ADAPTAÇÃO, que está brutalmente estampada em forma de fantásticos e inquestionáveis ROMBOS NAS CONTAS PÚBLICAS.
O BRASIL NÃO PODE ESPERAR
Cumpridas as duas primeiras tarefas do MODELO de Raimar Richers, não há porque protelar a ATIVAÇÃO. Embora com um atraso monumental, com este novo governo o Brasil agora só precisa, mais do que nunca , -FAZER ACONTECER-, ou -BOTAR O BLOCO NA RUA-. Esperar mais é pecado mortal!
*Publicado originalmente em pontocritico.com
A esquerda sempre precisou de dinheiro, de muito dinheiro para se sustentar.
A direita por sua vez, não.
Isso porque a direita é composta de adolescentes que estudaram quando estudantes, trabalharam quando jovens, pouparam quando adultos, e portanto se sustentar não é um grande problema.
A direita progride, enquanto a esquerda protesta nas Ongs e nos cafés filosóficos.
A esquerda sempre viveu do dinheiro dos outros.
Karl Marx é o seu maior exemplo, sempre viveu às custas de amigos, heranças e do companheiro Friedrich Engels.
Não conheço um esquerdista que não viva às custas do Estado, inclusive os empresários esquerdistas que votam no PT e PSDB e vivem às custas do BNDES.
Nos tempos áureos a esquerda tomou para si até países inteiros.
China, União Soviética, Cuba, por exemplo, onde a esquerda se locupletou anos a fio com Dachas e Caviar.
Essa esquerda gananciosa foi lentamente sugando a totalidade do Capital Inicial usurpado da sua direita, até virar pó.
Foi essa a verdadeira razão do fim do muro de Berlim.
A esquerda faliu os Governos que eles apoderaram.
No Brasil, a esquerda também aparelhou e tomou Estados e Municípios, e também conseguiu quebrá-los.
Socialistas Fabianos como Delfim Netto, FHC, Maria da Conceição Tavares ainda vivem às custas do Estado com duas ou mais aposentadorias totalmente imorais.
Só que o dinheiro grátis acabou.
Sem dinheiro, a esquerda brasileira começou a roubar, roubar e roubar com uma volúpia jamais vista numa democracia.
Mas graças à Sergio Moro, até esse canal se fechou para a esquerda brasileira.
Sem a Petrobras, as Estatais, o BNDES, o Ministério da Previdência, o Ministério da Educação, a esquerda brasileira não tem mais quem a sustente.
O problema da esquerda hoje é outro e muito mais sério.
Como esquerdistas vão se sustentar daqui para a frente?
Como artistas plásticos e Estudos de Gênero da FFLCH, apadrinhados políticos, vão se sustentar sem saberem como produzir bens e produtos que a população queira comprar?
Que triste fim para todos vocês que se orgulhavam de pertencer à esquerda brasileira!
* Publicado originalmente em http://blog.kanitz.com.br/esquerda-acabou/