Temos visto um festival de decretos absurdos e até inconstitucionais durante a Pandemia do Covid-19. Sob a desculpa de termos um decreto de estado de emergência, nossos governantes extrapolaram em criatividade e usurparam os poderes do legislativo produzindo decretos que não tem poder de lei, mas fazendo-os serem cumpridos com o rigor da mesma. Fizeram o que bem entenderam, agravando a situação de calamidade e estendendo a crise para o campo econômico, por exemplo. Vou aqui citar alguns dos exemplos que considero mais absurdos.
Vimos um festival de insensibilidade e falta de empatia por parte dos donos da caneta que com seu salário garantido estão longe de passar necessidade, alguns chegando ao disparate de ostentar luxos gastronômicos nas redes sociais. Decidem quem pode ou não trabalhar, em que dia da semana, em que turno do dia. Autorizam abrir hoje e voltam a fechar uma semana depois, três dias depois, um dia depois. Decidem quem é essencial e quem não é, sem se preocupar com o fato de que todo trabalho é essencial para quem depende dele para viver.
Outra barbaridade foi a redução dos horários dos ônibus, aglomerando dentro destes as pessoas que precisam sair para trabalhar e posteriormente a proibição dos ônibus de carregarem pessoas em pé, fazendo com que quem mora longe das paradas iniciais jamais consiga pegar o transporte e que, mesmo em dias de chuva e frio, as pessoas tenham que ficar expostas durante horas nas paradas, esperando a sorte de ter um lugar no transporte público.
Outra decisão surreal e autoritária foi a proibição de estacionar na área azul, com multas e guinchamento de veículos, impedindo inclusive quem tem consultas médicas, emergências ou trabalho essencial de poderem deixar seus veículos em segurança. Multas foram dadas inclusive a veículos de moradores da quadra.
A necessidade de saber o CPF do colega de trabalho que tem Covid-19 e data de início dos sintomas do mesmo para ter o direito a testagem oferecida pela prefeitura, trazendo uma burocracia absurda em um momento em que a velocidade da testagem pode ser decisiva tanto para conter o vírus quanto para tratar o paciente.
O fechamento do Mercado Público sendo que outros mercados puderam continuar funcionando normalmente. O fechamento de estabelecimentos por faixa de lucro e de shopping centers, sendo que estes são os que empregam mais gente e estavam tomando todas as medidas sanitárias necessárias, tendo inclusive feito altos investimentos.
Em outra decisão que não tem embasamento científico algum, parques e praças foram fechados, impedindo que a população buscasse um pouco de sol e ar puro no meio da pandemia, garantindo sua dose de vitamina D, um plus na imunidade e um alento para fugir da depressão. Uma válvula de escape também para as crianças que passam a semana toda trancadas em casa.
Por fim, Porto Alegre apesar de ter recebido recursos federais polpudos, manteve três hospitais fechados, pois o prefeito havia afirmado não serem necessários novos leitos, pois estava tudo tranquilo. Apesar dos inúmeros avisos dados por médicos especialistas o pico da pandemia foi empurrado para o inverno onde as UTIs historicamente lotam e tem fila de espera (até as pedras da calçada sabem disto), tornando Porto Alegre a primeira capital a ter sido fechada em pleno verão e a última que será aberta.
No âmbito do Estado, as bandeirinhas regionais colocaram de joelhos centenas de municípios que não tinham nenhum caso de Covid, mas tiveram que sofrer “solidariamente”.
A falta de uma estratégia regional verdadeira, para além do fique em casa, fez que hospitais de campanha que custaram milhões de reais fossem construídos e desmanchados antes do inverno chegar, sem ter tido pacientes, em regiões que depois entraram em alerta vermelho por falta de leitos (sic). Se isto não é rasgar dinheiro público e ser negligente ao mesmo tempo já não sei de mais nada.
Para finalizar é tanta gente desnorteada brincando de gerir a crise que só podemos estar no poço que estamos. Até preparador físico (nada contra a profissão) virou guru de políticas públicas sem nenhuma competência em imunidade ou infectologia. Tudo em nome de uma ciência que passou bem longe da elaboração da maioria dos decretos e decisões sobre políticas públicas. O resultado disto é que conseguiram colocar o estado na UTI, sem direito à tratamento precoce.
Fernanda Barth é consultora de inteligência política, jornalista e mestre em ciência política
Os autodenominados “salvadores da humanidade”, essa gente que vai da adolescente viking ao senil aposentado uspiano, passando por uma miríade de ongueiros, empresários, financistas e políticos oportunistas, estão sempre a apontar o dedo aos cientistas céticos como negacionistas, uma forma de, por indução, os assemelhar aos negadores do holocausto. Aviso que sempre que ler ou ouvir essa palavra (negacionista) fora de uma discussão sobre o nazismo ou no campo psicológico (negação da doença), você estará frente a uma desonestidade intelectual, pois há dezenas de palavras adequadas para designar qualquer discordância ou ceticismo.
Quero com isto dizer que não há negação alguma em relação às mudanças climáticas, nem nunca houve, aliás, nesta área, a única coisa permanente é a mudança, o que há é uma exigência de demonstração científica de que o alarmismo climático – este sim dominante no debate, tem razão de ser. Nenhuma das previsões de Al Gore, por exemplo, lá pelos idos e “esquecidos” anos 2005/2026, se confirmou. Aquele ursinho na geleira já deve ser trisavô e continua comendo peixinhos saudáveis em um frio de lascar.
De vez em quando o alarmismo climático sofre a deserção de cérebros honestos, enquanto são sucedidos por novos candidatos a salvar o mundo que nadam de braçadas em mar tranquilo sob aplauso da mídia engajada. É o caso de Michael Shellenberger, dado como “Herói do Meio Ambiente” em 2008 pela Revista Time, ano em que também ano ganhou o Green Book Award. O sujeito estava em tal escalada de prestígio que foi candidato a governador da Califórnia em 2018.
Até que “caiu a ficha” e o arrependimento e, e agora, em julho de 2020, ele escreveu “Apocalipse nunca – Por que o alarmismo ambientalista faz mal a todos” (“Apocalypse Never – Why environmental alarmism hurts us all”, Harper, New York, julho 2020), best-seller nos EUA, onde desmancha uma série de crendices que costumam se esconder sob aparência científica, mas não passam de propaganda ecoterrorista.
Em artigo publicado na Climate Changed Despatch (ver aqui), o renomado ambientalista inicia assim: “Em nome dos ambientalistas em todos os lugares, gostaria de pedir desculpas formalmente pelo medo climático que criamos nos últimos 30 anos. A mudança climática está acontecendo, mas não é o fim do mundo. Nem é o nosso problema ambiental mais sério”. Alguém viu na mídia brasileira alguma repercussão disto?
Confesso que ainda não li o livro, mas no artigo referido (imperdível) Michael Shellenberger praticamente se ajoelha e deslinda uma série de conclusões que sempre frequentaram as páginas dos céticos quanto ao alarmismo. Eis algumas:
a) Os humanos não estão causando uma "sexta extinção em massa";
b) A Amazônia não é “o pulmão do mundo”;
c) A mudança climática não está piorando os desastres naturais;
d) Os incêndios caíram 25% em todo o mundo desde 2003;
e) A quantidade de terra que usamos para carne - o maior uso da terra pela humanidade - diminuiu em uma área quase tão grande quanto o Alasca;
f) O acúmulo de lenha e mais casas perto das florestas, não as mudanças climáticas, explica por que há mais, e mais perigosos, incêndios na Austrália e na Califórnia;
g) As emissões de carbono vêm diminuindo nas nações ricas há décadas e atingiram o pico na Grã-Bretanha, Alemanha e França em meados dos anos 70;
h) A adaptação à vida abaixo do nível do mar tornou a Holanda rica, não pobre;
i) Produzimos 25% mais alimentos do que precisamos e os excedentes de alimentos continuarão a aumentar à medida que o mundo esquenta;
j) A perda de habitat e a morte direta de animais selvagens são ameaças maiores às espécies do que as mudanças climáticas;
k) O combustível de madeira é muito pior para as pessoas e a vida selvagem do que os combustíveis fósseis;
l) A prevenção de futuras pandemias requer mais e não menos agricultura "industrial".
E então, não parece um cientista cético falando? Parece, mas não é. Trata-se de um ambientalista de carteirinha carimbada há 30 anos, ex-extremista, que resolveu, conforme suas próprias palavras, falar a verdade. Nos termos do autor, convencido de que o alarmismo climático é fraudulento “...decidi que tinha que falar. Eu sabia que escrever alguns artigos não seria o suficiente. Eu precisava de um livro para expor adequadamente todas as evidências. E, assim, meu pedido formal de desculpas por nosso medo vem na forma de meu novo livro, Apocalypse Never: Why Environmental Alarmism Hurts Us All”. O livro, em mais de 400 páginas cobre questões como mudanças climáticas, desmatamento, resíduos plásticos, extinção de espécies, industrialização, carne, energia nuclear e renováveis.
Pois é. Há gente importante rompendo a bolha e questionando com firmeza e dados certas mentiras, slogans e dogmas climáticos, propagandeados à farta por gente que fatura alto em prestígio jornalístico, acadêmico e político, sem base verdadeira. Precisamos que mais pessoas como Shellemberg reconheçam que foram longe demais em sua estratégia de geração de pânico climático que, aliás, atinge psicologicamente um número enorme de crianças e jovens que se sentem sob ameaça de não envelhecerem, de não viverem, pois segundo a adolescente surtada na Suécia e mais uma embiricica de alarmistas, o mundo está às vésperas da extinção.
Infelizmente, a velha mídia foi inteiramente cooptada por esta manga podre chamada aquecimento global antropogênico e dificilmente dará voz a personagens antagonistas ao discurso politicamente correto, ainda que sejam cientistas do porte de Shelemberg, Richard Muller, Bjorn Lomborg e tantos outros como o próprio James Lovellock, criador da famosa hipótese Gaia, que nos últimos anos vem também reconhecendo os próprios erros.
Teremos, os não-alarmistas, que adotar na questão ambiental o mesmo tipo de estratégia que fazemos em relação à política, usando maximamente as mídias sociais até consolidarmos um anteparo à avalanche de sandices que deturpa o debate ambiental que, antes de tudo precisa ser honesto e verdadeiro.
* Valterlucio Bessa Campelo é Eng.° Agr.°. Mestre em Economia Rural.
Para começar a semana, e o sol vem trazendo a luz da esperança, uma recorrente notícia terrível e outra alvissareira.
A horrorosa, é que continuamos a ter parcela significativa de brasileiros que seguem acreditando tanto na ilusão da defesa dos interesses e do desenvolvimento do (farsante) coletivo, da massa etérea, abstrata e despersonalizada - em detrimento da menor minoria factual, o indivíduo - como também da capacidade do Estado e de seus tangíveis burocratas estatais de atenderem a tal utópico faz de conta.
Mesmo repaginado para a luta identitária - intolerante e segregadora - o bondoso sonho marxista que não pode (lógica e tecnicamente), nunca deu e nunca poderá ser realizado com resultado positivo concreto, persiste em dormir “de conchina” com muitos homens, mulheres e outra infinidade de possibilidades contemporâneas...
A falácia da retidão desses jovens governantes - genuinamente aspirantes a ditadores - reflete ipsis litteris seus atos benevolentes orientados para a salvação do coletivo, muito embora quase todos nós saibamos que os resultados objetivos, como apontam as evidências atuais e robustas, sejam devastadores para o efetivo todo social.
No RS e em POA, nos últimos cinco meses, nunca presenciei tantos abusos e cerceamento de liberdades individuais constitucionais, em nome de uma ciência SEM CIÊNCIA que fechou a economia e destruiu cadeias produtivas inteiras (interligadas à outras), trazendo a tragédia para os comuns e a carnificina de vidas econômicas humanas.
Vejam bem, interromperam a atividade econômica em março, com alguns “abre-fecha” ainda mais perniciosos, visto que sem previsibilidade não há como se ter negócios que possam sobreviver e prosperar, principalmente no horizonte de curto prazo!
Jovens políticos profissionais, que nunca foram além de visitas populistas de inaugurações de operações empresariais, sem qualquer visão e órfãos de experiências pragmáticas, colocaram aos seus pés aqueles que estudaram, empreenderam e correram riscos, a fim de criar empregos, renda e prosperidade real para todos.
O que se viu foi uma comédia dantesca de erros, de ignorância, em especial econômica, de ineptidão, e de estupidez autoritária. O rol é interminável...
De suas mentes brilhantes, ordenaram que grandes supermercados “essenciais” operassem com gigantescas aglomerações, enquanto que pequenos mercados, ESSENCIAIS para o sustento de pequenos empreendedores e de seus familiares, foram completamente impedidos de trabalhar. Nos parques, até cego embaixo d’água enxergou os abissais ajuntamentos. Com a “inteligente” decisão de reduzir o tráfego de ônibus, o bafo na nuca daquelas pessoas que transitavam nos ônibus foi inevitável.
Com o alvará da Covid-19, jovens delinquentes presos foram liberados da prisão, para livre e “levemente” cometerem mais crimes e assassinatos; liberou geral!
Carta branca foi dada para justiceiros sociais “antifascistas e racistas”, que se acumularam e se juntaram para a realização de protestos nas ruas, em que tais manifestantes foram calorosamente acompanhados pelas rédeas soltas da polícia militar e pela brilhante presença e cobertura midiática do nefasto partido da mídia, sensacionalista e parcial até os dentes.
Sem fôlego para prosseguir a missa...
Além de contraproducente, o isolamento social drástico foi a tatuagem da ineficiência, do despreparo, da politicagem, do abuso ditatorial, que ficará gravado nos corpos e nas vidas de milhões de brasileiros por décadas.
Esses jovens governantes não só usaram e abusaram da falácia das boas intenções, mas os sucessivos fracassos governamentais escancararam prepotência, inaptidão e desqualificação.
Não dá mais mesmo pra votar e suportar esses meninos sofistas, que falam de soluções e de supostas “inovações” que não têm o mínimo preparo e experiência para alcançar.
Saber fazer política é importante? Evidente que sim, saber articular, dialogar e negociar é vital, porém insuficiente, mas esses surdos-mudos nem isso conseguem realizar.
Nunca se viu um fracasso tão grande em termos de liderança política na verdadeira gestão do bem comum. Pelo menos eu nunca tinha presenciado.
E a boa notícia?! Maravilhosa, em tese!
As escolas estaduais começarão a incluir autores liberais em seus currículos. Onde há vida existe esperança... de que os jovens comecem a formar sua própria massa crítica e passem a concluir por eles próprios, que fora da valorização do indivíduo, para muito além da abstração coletiva, à liberdade, a felicidade e a genuína prosperidade desaparecem...
Como a foto do dia revela, instantaneamente!
Alguns têm me taxado de pessimista. Talvez; um pessimista racional.
Mas confesso que o andar e o conversar com os gaúchos tem me tornado mais confiante num futuro melhor para todos; a chave para as reformas liberalizantes e progressistas na mente juvenil aparenta-me que começou a girar, e para o lado certo!
Vamos meu vermelho do coração! Só no futebol e no vinho, é óbvio!
Em 12/08/2020
DEBANDADA
Não são poucos os temas que me proponho a comentar e/ou analisar nos meus editoriais. Entretanto, ao tomar conhecimento da saída dos liberais - Salim Mattar, secretário de DESESTATIZAÇÃO, e Paulo Uebel, secretário de DESBUROCRATIZAÇÃO, este tema goza de ALTA PRIORIDADE para ser abordado e, se possível, compreendido pelos leitores que foram pegos de surpresa com a notícia da DEBANDADA, como classificou o ministro Paulo Guedes.
TIME DAS CORPORAÇÕES
Pois, para começar, é importante lembrar que no início do governo Bolsonaro, lá em janeiro de 2019, escrevi dizendo que as PRETENSÕES LIBERAIS defendidas pela equipe econômica, como bem consta no Plano de Governo que elegeu o presidente Jair Bolsonaro, iriam BATER DE FRENTE com as PRETENSÕES do PODEROSÍSSIMO TIME DAS CORPORAÇÕES.
PITADA DE PESSIMISMO
Senti, naquela ocasião, que a minha afirmação teve uma repercussão ruim junto a vários e fiéis leitores. Alguns, inclusive, enviaram mensagens dizendo que o meu texto continha PITADAS INCABÍVEIS DE PESSIMISMO, uma vez que o governo Bolsonaro foi eleito por defender um ousado PLANO DE DESBUROCRATIZAÇÃO E DE DESESTATIZAÇÃO.
AJUDA DOS ÁRBITROS
Se a saída de Mansueto, por mais que já estivesse combinada, exalou um cheiro de DESCONFIANÇA, agora, com a queda de Mattar e de Uebel, fica evidente que o TIME DAS CORPORAÇÕES está dando de goleada. Mais: além de jogadores muito fortes, o TIME DAS CORPORAÇÕES vem recebendo, desde sempre, uma fantástica AJUDA dos ÁRBITROS. Observem que além de paralisar o jogo a todo momento, ainda tomam decisões absurdas visando impedir até as intenções de ataque dos LIBERAIS, pouco importando que a torcida exige um jogo justo.
PERSISTÊNCIA
Pois, por mais que não esteja surpreso com o resultado do JOGO, como já havia previsto lá no início de 2019, o que me impressiona é o ABANDONO DA LUTA. Vejam, por exemplo, o meu caso: mesmo sabendo das dificuldades, que não são poucas nem leves, sigo focado, com muita persistência, produzindo conteúdos que têm como propósito ESCLARECER o quanto o povo brasileiro é vítima dos PRIVILÉGIOS conferidos aos SERVIDORES PÚBLICOS e EMPREGADOS DE ESTATAIS, considerados de PRIMEIRA CLASSE.
ADMISSÃO DA DERROTA
Confesso que, mesmo levando em boa consideração o que disseram os dois secretários para justificar suas saídas da equipe econômica, vi, infelizmente, que ambos admitiram a derrota frente ao TIME DAS CORPORAÇÕES bem antes do jogo terminar. De novo: eles não podem dizer que não sabiam com quem estavam tratando. Ou seja, mesmo quando admito que a probabilidade de ser derrotado é grande, ainda assim sigo lutando.
O mainstream (pensamento único) progressista, ambientalista e “politicamente correto” está dando amplo respaldo às matérias sobre a Amazônia.
Porém nas reportagens mass-mediatics não faltam informações equivocadas enquanto informações relevantes são omissas. Assim, no mundo inteiro (inclusive ONU e Vaticano) vêm colando o preconceito que o Brasil seria o vilão do planeta, agressor da “Mãe Terra” e desmatador da Amazônia, que é “ patrimônio da humanidade” e “pulmão do planeta”. Porem, várias noticias são apresentadas de forma equivocada.
A Amazônia é a maior floresta do planeta? Errado. A inteira Amazônia (6 milhões de km² em nove Países sul americanos) mal chega à metade da Taiga, a floresta de coníferas russo siberiana é, de longe, a maior área florestal do planeta. A Amazônia brasileira (4 milhões de km²) mal chega a um terço desta.
A Amazônia é “patrimônio da humanidade”? Sim e não.
Não, obviamente, no intuito de que todos os Estados interessados teriam direito aos recursos naturais do território amazônico. Sim, no sentido de que o oxigênio produzido pela floresta e lançado na atmosfera é um beneficio universal e indivisível. Neste sentido correto, são patrimônio da humanidade todas as florestas do planeta, inclusive a Taiga russo siberiana (é só combinar com os russos).
A Amazônia é “o” pulmão do planeta? Errado. O verdadeiro pulmão do planeta, muito mais que toda a vegetação terrestre, é o fitoplâncton que flutua nos oceanos produzindo 50% do oxigeno que é lançado na atmosfera.
A superfície da floresta amazônica brasileira, a partir da colonização, foi drasticamente reduzida pela intervenção humana?
Reduzida sim, drasticamente não. Dos originários 4 milhões de km², permanecem 3 milhões e 400 mil km² (85%), uma superfície maior que a da inteira Índia.
O desmatamento decorre do “incediamento” humano na região (estradas, vilarejos, cidades, agricultura, pastagem, exploração legal e ilegal de madeira), mas também é causado por incêndios naturais. Anualmente caem na floresta amazônica mais que 10 milhões de raios, a maior porcentagem dos cerca 50 milhões de raios que caem todo ano em todo o Brasil (isto sim é um primado mundial).
O desmatamento aumentou de forma exponencial? Errado.
Nas décadas dos anos 70 do século XX a média anual de desmatamento foi de cerca 20.000 km², nesta última década a média caiu para 7.000 km². É verdade que no ultimo ano houve um aumento (9.000 km², um sinal de alerta a ser considerado), porém em escala muito menor do que os 25.000-30.000 km² desmatados nos anos 2003-2004 (na época, quem estava no governo? Proibido falar.)
As reportagens politicamente orientadas para estigmatizar o desmatamento no Brasil simplesmente ignoram o que acontece no resto do mundo.
Não se registra que, na ultima década, a maior porcentagem mundial de desmatamento ocorreu no sudeste asiático (Malásia, Bornéu, Sumatra) com perda de cerca 70% da área florestal nativa substituída por lavouras destinadas à produção de óleo de palma.
Não são publicadas as imagens satelitares que mostram o impressionante aumento do desmatamento na África Subsaariana e principalmente na Republica Democrática do Congo (mas quem arisca ser rotulado de racista por mencionar criticamente um governo africano?).
Tampouco se fala do desmatamento na taiga russo siberiana (2,5 milhões de hectares entre julho e setembro 2019) para exploração legal e ilegal de madeira a ser exportada na China, o maior importador mundial de madeira.
(mas quem se atreve criticar a Rússia ou a China?)
Porém, as criticas mais ferrenhas, nacionais e internacionais, batem a vontade no governo brasileiro. Quem está atrás disso?
* O autor é italiano residente no Brasil, doutor em História e Filosofia.
Durante a bimilenária história da Igreja Católica, na ocorrência das inúmeras epidemias e pestilências, o povo cristão, guiado pelos Bispos e clero, saía em procissão para implorar a graça de Deus, expressando sem medo sua Fé na Providência.
Hoje em dia, a Igreja, ansiosa de “se abrir ao mundo”, fechou as portas dos templos durante vários meses considerando a participação à Missa muito menos importante que o lockdown. Agora, as igrejas abrem no domingo com restrição de horário e só para poucos fieis visando ao máximo distanciamento, enquanto lojas, bares, restaurantes e shoppings acolhem de braços abertos a maior clientela. Até os folhetos da Missa com as leituras bíblicas são proibidos na igreja sendo considerados contagiosos, enquanto os jornais são livremente expostos e vendidos nas bancas de revistas. Os Padres montam câmeras na igreja para gravar e transmitir a celebração da Missa nas redes sociais, esquecendo que a Missa postula a real participação comunitária, não é um mero espetáculo cinematográfico.
Enquanto o povo cristão ficou trancado em casa, abalado pelo terror da doença e da morte, os Pastores “politicamente corretos” surgiram para estigmatizar o desmatamento da Amazônia e, no que se refere à epidemia, simplesmente optaram para reverenciar os novos profetas (virólogos, “expertos científicos”, etc.) e os mandamentos deles.
S. Francisco de Assis abraçava os leprosos. Os frades franciscanos, durante a pestilência de Milão, confortavam a agonia dos doentes no Lazareto.
Hoje em dia, os Padres são afastados das agonizantes e das sepulturas. O bom Papa Francisco aparece rezando solitário na praça de S. Pedro deserta (a imagem desoladora corre pelo mundo) e, nas homilias, proclama que “Deus perdoa, a natureza não”, como se a natureza (Gaia na linguagem dos ambientalistas radicais, Mae Terra na linguagem dos teólogos da libertação) fosse uma entidade autônoma, independente de Deus, dotada do poder de castigar a humanidade agressora.
Durante a Revolução francesa foi proclamado o culto à “Deusa Razão”.
Será que hoje proclamaremos o culto à “Deusa Ciência”?
Mas a qual ciência? Aquela da OMS, que lança declarações heterogêneas a cada dia? Aquela dos virólogos e vários “espertos” que discordam entre eles e, quando são honestos, reconhecem que o nosso conhecimento cientifico é provisório e precário?
Mala tempora currunt, não só por causa da pandemia, pela insipiência também.
* O autor é italiano residente no Brasil, doutor em História e Filosofia.