• Gilberto Simões Pires, em Ponto Crítico
  • 14 Março 2022

DOIS VÍDEOS

No sábado último,12, um dia após ter anunciado os reajustes nos preços de gasolina, diesel e gás de cozinha, a Petrobras publicou DOIS VÍDEOS na sua página na internet, ambos com o propósito de explicar e/ou justificar a complicada decisão que levou a impor aumentos tão vigorosos. 

 VÍDEO 1

No primeiro VÍDEO a estatal explica que este último reajuste foi necessário para manter o fornecimento por todas as empresas, mitigando RISCOS DE DESABASTECIMENTO. Mais: diz que não repassou imediatamente a elevação recente nas cotações do petróleo pois "não transmite volatilidade e sabe da importância de contribuir com combustível acessível."

VÍDEO 2

No segundo VÍDEO, a Petrobras informa, com ABSOLUTA RAZÃO, que seu LUCRO RECORDE EM 2021 PODE PARECER ALTO, MAS NA VERDADE NÃO É. Na real, o LUCRO É COMPATÍVEL COM O TAMANHO DOS INVESTIMENTOS. Para quem não sabe ou não compreende o que está escrito nos balanços das empresas, o lucro de R$ 106,7 bilhões obtido, em 2021, pela Petrobras é o VALOR ABSOLUTO (EM REAIS). Entretanto, considerando os investimentos bilionários que foram empregados nas operações da estatal a TAXA DE RETORNO foi inferior a 8%, ou seja, 2% acima do CUSTO DE SUA DÍVIDA.

 RETORNO SOBRE O CAPITAL INVESTIDO

Como se vê, quer por muita incompetência, quer por pura má vontade, o fato é que a mídia preferiu dar relevância ao LUCRO ABSOLUTO DA PETROBRAS, EM REIAS, e não ao LUCRO RELATIVO, EM PERCENTUAL, SOBRE O CAPITAL INVESTIDO, o que mascara o resultado. Anotem aí: o ROCE (RETORNO SOBRE O CAPITAL EMPREGADO) no ano de 2021, foi de 7,8%, ou seja, 5,3 pontos percentuais maior do que em 2020. Isto é o bastante para que todos entendam que se alguém ganha, por exemplo, 10 mil reais sem empregar capital algum, o lucro obtido é INFINITAMENTE MAIOR do que o da Petrobras.

 O DOBRO DO LUCRO FOI PARA OS COFRES DO PODER PÚBLICO

Vejam, com olhos bem abertos, que em 2021, a Petrobras pagou, por hora, R$ 23 milhões em impostos e tributos, e que gerou cerca de 10 mil empregos para cada R$ 1 bilhão de investimentos em exploração e produção. Agora, o mais interessante, que a mídia safada abomina: enquanto, em 2021, a Petrobras lucrou R$ 106,6 BILHÕES, correndo riscos na sua operação, o PODER PÚBLICO, notadamente os ESTADOS DA FEDERAÇÃO, receberam de mão beijada, sem correr risco algum, mais de R$ 200 bilhões em tributos. Ou seja, o real e grande ganancioso nesta história é o ESTADO, que embolsou quase o DOBRO do lucro da Petrobras. Pode?

Pois, mesmo diante desta incontestável verdade, a maioria dos veículos de comunicação tratou de atacar a empresa com duas frases -Lucro acima de tudo. Acionistas acima de todos - Pode?

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  • Sandra Cavalcanti
  • 14 Março 2022

 

 

 

Nota do editor: Uma inteligência rara, uma bravura inaudita, uma inabalável convicção moral, fizeram-na cativar amores e ódios, admiração e inveja, mas sempre num respeitável pedestal, desses em que certos seres humanos estão porque ali é seu lugar natural. Em homenagem a ela, transcrevo este artigo que tinha bem guardado na memória porque sempre quis poder assinar embaixo.

Sandra Cavalcanti

 

Quem quiser se escandalizar, que se escandalize. Quero proclamar, do fundo da alma, que sinto muito orgulho de ser brasileira. Não posso aceitar a tese de que nada tenho a comemorar nestes quinhentos anos. Não aguento mais a impostura dessas suspeitíssimas ONGs estrangeiras, dessa ala atrasada da CNBB e dessas derrotadas lideranças nacional-socialistas que estão fazendo surgir no Brasil um inédito sentimento de preconceito racial.

Para começo de conversa, o mundo, naquela manhã de 22 de abril de 1500, era completamente outro. Quando a poderosa esquadra do almirante português ancorou naquele imenso território, encontrou silvícolas em plena idade da pedra lascada. Nenhum deles tinha noção de nação ou país. Não existia o Brasil.

Os atuais compêndios de história do Brasil informam, sem muita base, que a população indígena andava por volta de cinco milhões. No correr dos anos seguintes, segundo os documentos que foram conservados, foram identificadas mais de duzentos e cinquenta tribos diferentes. Falando mais de 190 línguas diferentes. Não eram dialetos de uma mesma língua. Eram idiomas próprios, que impediam as tribos de se entenderem entre si. Portanto, Cabral não conquistou um país. Cabral não invadiu uma nação. Cabral apenas descobriu um pedaço novo do planeta Terra e, em nome do rei, dele tomou posse.

O vocabulário dos atuais compêndios não usa a palavra tribo. Eles adotam a denominação implantada por dezenas de ONGs que se espalham pela Amazônia, sustentadas misteriosamente por países europeus. Só se fala em nações indígenas.

Existe uma intenção solerte e venenosa por trás disso. Segundo alguns integrantes dessas ONGs, ligados à ONU, essas nações deveriam ter assento nas assembléias mundiais, de forma independente. Dá para entender, não? É o olho na nossa Amazônia. Se o Brasil aceitar a ideia de que, dentro dele, existem outras nações, lá se foi a nossa unidade.

Nos debates da Constituinte de 88, eles bem que tentaram, de forma ardilosa, fazer a troca das palavras. Mas ninguém estava dormindo de touca e a Carta Magna ficou com a palavra tribo. Nação, só a brasileira.

De repente, os festejos dos 500 anos do Descobrimento viraram um pedido de desculpas aos índios. Viraram um ato de guerra. Viraram a invasão de um país. Viraram a conquista de uma nação. Viraram a perda de uma grande civilização.

De repente, somos todos levados a ficar constrangidos. Coitadinhos dos índios! Que maldade! Que absurdo, esse negócio de sair pelos mares, descobrindo novas terras e novas gentes. Pela visão da CNBB, da CUT, do MST, dos nacional-socialistas e das ONGs europeias, naquela tarde radiosa de abril teve início uma verdadeira catástrofe.

Um grupo de brancos teve a audácia de atravessar os mares e se instalar por aqui. Teve e audácia de acreditar que irradiava a fé cristã. Teve a audácia de querer ensinar a plantar e a colher. Teve a audácia de ensinar que não se deve fazer churrasco dos seus semelhantes. Teve a audácia de garantir a vida de aleijados e idosos.

Teve a audácia de ensinar a cantar e a escrever.

Teve a audácia de pregar a paz e a bondade. Teve a audácia de evangelizar.

Mais tarde, vieram os negros. Depois, levas e levas de europeus e orientais. Graças a eles somos hoje uma nação grande, livre, alegre, aberta para o mundo, paraíso da mestiçagem. Ninguém, em nosso país pode sofrer discriminação por motivo de raça ou credo.

Portanto, vamos parar com essa paranoia de discriminar em favor dos índios. Para o Brasil, o índio é tão brasileiro quanto o negro, o mulato, o branco e o amarelo.Nas nossas veias correm todos esses sangues. Não somos uma nação indígena. Somos a nação brasileira.

Não sinto qualquer obrigação de pedir desculpas aos índios, nas festas do Descobrimento. Muitos índios hoje andam de avião, usam óculos, são donos de sesmarias, possuem estações de rádio e TV e até COBRAM pedágio para estradas que passam em suas magníficas reservas. De bigode e celular na mão, eles negociam madeira no exterior. Esses índios são cidadãos brasileiros, nem melhores nem piores. Uns são pobres. Outros são ricos. Todos têm, como nós, os mesmos direitos e deveres. Se começarem a querer ter mais direitos do que deveres, isso tem que acabar.

O Brasil é nosso. Não é dos índios. Nunca foi.

 

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  • Alex Pipkin, PhD
  • 13 Março 2022

 

Alex Pipkin, PhD


Há realidades, em nosso país, que precisam ser recompostas com seriedade. É o que me vem à mente como demanda urgente quando vejo a batalha e a bulha entre uma minoria de funcionários públicos - muitos de uma guilda privilegiada e intocável - e a grande parte dos trabalhadores “comuns” no setor privado, é estupenda e desigual.

Há uma série de disfuncionalidades na economia tupiniquim, na verdade, às instituições brasileiras funcionam inapropriadamente.

Muito tem se falado, como sempre, na necessidade de implementação de reformas estruturantes, tais como a reforma tributária, a fim de que ao menos, num primeiro momento, se alcance a simplificação do cipoal tributário existente.

Penso que uma essencial reforma urgente para modernização e inovação no pais é, sem dúvida, a abertura econômica. Essa traria um aumento da concorrência e da produtividade nacional, melhorando o emprego, os salários, a renda e a prosperidade verde-amarela.

Contudo, a principal reforma estrutural que o país necessita realizar, é a reforma administrativa.

É essencial uma transformação na estrutura e no mecanismo de funcionamento de uma máquina disfuncional, que consome recursos de maneira totalmente disparatada.

Eu, e vários Maracanãs lotados, sabemos que sem uma mudança na efetividade do funcionamento do mecanismo e nos gastos com tal estrutura disfuncional, o país persistirá sendo a vanguarda do atraso, não investindo nas áreas-chave e, muito menos, melhorando e inovando, a fim de fazer frente aos novos desafios para o alcance de crescimento econômico e social.

Em nossa sociedade “rent-seeking”, o governo tributa, arrecada e aloca muito mal os recursos, extraindo renda dos criadores de riqueza, os indivíduos e as empresas, a fim de poder suportar uma superestrutura estatal cara, privilegiada e, em grande parte das situações, ineficiente.

A constatação é singela. Quanto da arrecadação pública na forma de tributos é gasta com a máquina estatal? Quanto da arrecadação pública é gasta com estruturas, salários e benesses palacianas na Corte verde-amarela? Qualquer cego enxerga as diferenças salariais e os penduricalhos brindados na esfera pública em relação àqueles no setor privado.

É importante fazer duas considerações. A primeira relaciona-se com a lógica da realidade, ou seja, em questões de política pública, não importa as “boas intenções”, já que existe uma distância muito grande entre a intenção e os resultados alcançados. Neste sentido, é pertinente questionar, à população brasileira recebe “bons serviços” de educação, de saúde, de justiça, etc.? Claro que não! Quem se beneficia dessa gigantesca estrutura?

Os próprios servidores.

A segunda consideração, refere-se ao fato de que nenhuma estrutura, nenhum de nós pode se beneficiar às custas do outro; em vez disso, cada um de nós pode se beneficiar apenas beneficiando o outro. Penso que é isso que conduz a prosperidade geral. Desnecessário aprofundar sobre as desigualdades e os privilégios existentes no funcionalismo tupiniquim vis a vis aos relés mortais.

Realmente é desanimador concluir que o país continuará procrastinando na principal reforma necessária para trilhar a rota do crescimento geral.

Verdadeiramente, por princípio, a turma estatal privilegiada quer ainda mais, e não admite que ninguém mexa “em seu queijo”, constituindo-se, desse modo, num entrave à inovação, à concorrência e à melhoria da produtividade nacional. Às justificativas são sempre as mesmas: o emprego e os direitos adquiridos. Notório estorvo do Estado.

Sem a reforma administrativa não haverá genuíno e justo crescimento econômico e social – e como eles alardeiam a palavra social!

Essa turma adora aludir igualdade, evidente, desde que o setor privado continue suando e suportando a trupe das benesses e da comprovada ineficiência.

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  • Ricardo Azeredo
  • 13 Março 2022

Ricardo Azeredo


Chega de tratar o assunto com mimimi, preconceitos e ignorância. Não há mais espaço para discussões estéreis forradas de ideologia, falta de conhecimento e visões românticas ou utópicas.

O Brasil está indefeso. Todos nós estamos.

A guerra na Ucrânia tem implicações muito além das violentas ambições totalitaristas e expansionistas do Putin e das quizilas históricas entre os dois países, rusgas com a OTAN, etc.

Outro dia escrevi nas redes sociais, com base nas informações que tenho do universo da defesa e geopolítica (como aficcionado pelo tema e não como especialista que não sou), que o mundo inteiro está se armando como não se via desde o fim da guerra fria.

E agora reforço este alerta, quando a invasão de Putin já tem duas semanas e se intensifica cada vez mais, para lembrar que o Brasil precisa estar preparado para esta "nova ordem mundial", que na real não é tão nova assim.

As ambições internacionais sobre o potencial de recursos naturais, capacidade de produção de alimentos e amplitude territorial de um país riquíssimo em tudo isso como o Brasil já vem desde a década de 80, pelo menos.

Por exemplo, toda a cantilena acerca da "destruição total" da Amazônia é uma narrativa calculada para reforçar ano após ano uma argumentação falaciosa de que não somos capazes de cuidar do que alguns cinicamente consideram "patrimônio de toda a humanidade", e não território dos brasileiros. Isso já foi afirmado claramente e até de forma oficial por líderes dos EUA e de países europeus.

A China, na ânsia de sustentar sua população gigantesca e suas ambições de um protagonismo internacional cada vez mais agressivo, está "invadindo" o Brasil através da compra desenfreada de grandes empresas brasileiras ligadas ao agronegócio e à exploração de recursos naturais, entre outros segmentos.

Isso tudo é estratégia de longo prazo que pode ganhar outros contornos mais imediatos conforme as circunstâncias.

A França já cogita reforçar bases militares na Guiana, de olho no que Macron vê como um pedaço da Amazônia brasileira que lhe afeta e que pode ser um alvo "necessário".

Entre as ONGs atuando na Amazônia, há dezenas ligadas a interesses internacionais.

Não é segredo para ninguém no planeta que a região guarda imensas reservas de cobiçados recursos minerais como paládio, grafeno, cádmio, níquel, ouro, potássio e muito mais, incluindo insumos fundamentais para a onipresente indústria farmacêutica mundial. 
No nosso mar territorial, as reservas de petróleo do pré-sal são equivalentes ao que existe no oriente médio.

E não se iluda, o mundo ainda vai precisar muito de combustíveis fósseis. As alternativas limpas levarão décadas até serem viáveis para abastecer o planeta, que demanda cada vez mais energia.

Ou você acha que o gasoduto russo do qual a Europa depende é apenas um detalhe?
Ou que as operações Tempestades no Deserto 1 e 2 foram guerras justificáveis apenas por causa das nunca encontradas armas de destruição em massa do famigerado Saddam Hussein e de outros tiranetes do Oriente Médio?

Quer mais? Os dois maiores aqüíferos do mundo estão no subsolo brasileiro. Um deles na Amazônia.

É preciso cair na real, e não é alarmismo: não podemos achar impossível que nações mais poderosas queiram nossas riquezas e terras em nome de pretextos esdrúxulos ou mesmo sem pretexto algum.

Como se diz, o preço da paz é a eterna vigilância. E isso só se consegue com um poder considerável de dissuasão, capaz de fazer um potencial inimigo pensar duas vezes antes de cogitar um avanço sobre nós.

Precisamos sim, urgentemente, de defesas proporcionais ao tamanho de nosso território.

Precisamos de superioridade aérea absoluta para nosso imenso espaço aéreo (os 36 caças Grippen que estão chegando não são suficientes).

Precisamos de forças terrestres capazes de proteger com vigor nossas extensas e desprotegidas fronteiras.

Precisamos de presença militar ainda mais intensa na Amazônia, inclusive para combater os poderosos cartéis do narcotráfico colombiano e peruano, que tem grupos guerrilheiros mercenários como o Sendero Luminoso e outros guarnecendo as rotas e laboratórios dos traficantes na selva. Estes cartéis também servem, quando necessário, de apoio a iniciativas internacionais obscuras que os pagam. 

Precisamos de uma marinha volumosa e moderna para cuidar do nosso mar, que além do petróleo, é dos mais ricos do mundo para pesca.

Não é à toa que flotilhas de pesqueiros chineses invadem todo dia nosso mar territorial, inclusive abalroando impunemente embarcações brasileiras que se encontrem no caminho.

É caro sustentar forças armadas bem equipadas e um contingente volumoso e bem treinado? Claro que é! Mas temos que pagar este preço, para não pagar um preço muito, muito maior.

Temos que encontrar maneiras de custear forças armadas à altura do que o país precisa.
Reduzir o tamanho da máquina pública hoje existente, no executivo, legislativo e judiciário é um bom começo. Fazer trocas de produtos com fornecedores internacionais também. Há vários caminhos.

Estimular a indústria nacional é um deles.  O Brasil teve nos anos 80 uma das mais vigorosas indústrias de armamentos entre os países em desenvolvimento. Foi ela que produziu a maior parte dos equipamentos que nossas forças tem hoje, além de ter exportado blindados, aviões e outros equipamentos para vários países.

Mas decisões equivocadas dos governos desde então e a submissão à pressão de concorrentes internacionais levaram à derrocada do sistema, custando milhares de empregos e nossa própria segurança.

Ainda temos grandes indústrias no setor, mas é preciso reforçar o segmento e permitir que volte a ser um setor forte da economia como um dia foi, gerando milhares de empregos qualificados e receitas polpudas para o país. 

Para isso, precisamos de um consistente, ambicioso, sustentável, transparente e perene plano nacional de defesa.

Precisamos, de uma vez por todas, encarar esta realidade.

*       Ricardo Azeredo é jornalista.

**      Publicado originalmente na página do autor no Facebook

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  • Alex Pipkin
  • 09 Março 2022


Alex Pipkin

         O ex-presidente Bolsonaro, não há um fiapo de dúvida, é imprudente com as palavras.
Muitas vezes, parecia-me que sua intenção era mesmo positiva, mas sua retórica deixava muito a desejar.
Muitos o classificavam como fanfarrão. Eu, porém, o apelidei de “rei do tropeço nas palavras”. Tá certo que, segundo sua estratégia, ele jogava para a turma bolsonarista-raiz.
Deve-se considerar que a grande pequena mídia, quase na totalidade, omitia e transformava notícias a fim de prejudicá-lo. Inegável. No entanto, ele falava mesmo em demasia e de forma não raras vezes inoportuna.
Contudo, não deverá existir na história desse país um presidente tão fanfarrão, populista, incompetente com o português e com as ideias, nem mentiroso, como esse tal de Lula da Silva.
A propósito, assisti a um vídeo em que o “pai dos pobres” chamava Bolsonaro de “fafarrão”, cruzes!
O show presidencial de horrores de verborragia, de bravatas, de mentiras e de projetos estapafúrdios, é diário.
É surreal o que esse ser incivilizado e tosco é capaz de produzir em suas falas. E há quem o considere um grande orador! Só se eu estiver ouvindo o que ele diz quando embriagado.
Não é por acaso que esse sujeito quer regular a mídia! Dessa forma, só poderá ser notícia a “verdade rubra” e o que lhe convém.
Esse sujeito, dotado de um vocabulário em que inexiste plural, afirmou agora que há pessoas que são pagas para criticá-lo. Bem, eu não tenho recebido um centavo sequer.
Com sua boca que equivale a uma metralhadora de disparos automáticos de asneiras e de erros a cada momento em que a abre, é tarefa singela criticá-lo.
É surreal o que esse cidadão fala - e pensa!
Faz pouco, o ex-presidiário afirmou que os aplicativos exploram os trabalhadores. Exploração + trabalhadores, palavras-mágicas da seita ideológica.
Fanfarrão é café pequeno para esse sujeito. O negócio inovador de aplicativos funciona melhor exatamente pela não interferência da mão pesada e equivocada do Estado.
Há uma relação voluntária entre empregados e empregadores. Nela, caso os empregados não estejam satisfeitos com a relação, podem abdicar das respectivas atividades. Os próprios motoristas de aplicativos, por exemplo, estão repudiando os eventuais “projetos” desse (des)governo.
Toda vez que Ofélio abre a boca, a chance de prejudicar os trabalhadores e as indústrias envolvidas, é abissal.
O desastre é que não há luz no fundo do túnel, e a metralhadora giratória de asneiras, de ignorância econômica e de mentiras não tem previsão de encerramento.
Homens públicos, a meu juízo, deveriam ter rigoroso cuidado com as palavras e com as ideias. Aqui, porém, quase tudo se dá de maneira invertida.
Aliás, juízes da suprema pequena corte se comportam aqui como verdadeiros superstars, que tristeza.
Aprontemo-nos, pois mais e mais pérolas virão da boca do grande “pai dos pobres”. A única semelhança, tristemente, é a incorreção no uso do idioma pátrio…

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  • Alex Pipkin, PhD
  • 08 Março 2022

 

Alex Pipkin, PhD



Publiquei um texto sobre a iminente desglobalização e os reflexos no Brasil, em especial, o apetite contraproducente e ideológico no que diz respeito às insensatas políticas nacional-desenvolvimentistas. Evidente que é possível discordar do meu viés “aberto e entreguista”.

Obrigo-me a referir que na República das Bananas - isso, nós temos bananas! - sobra nacionalismo (barato) e há escassez de patriotismo.

Genuinamente, tem-se uma série de “especialistas” - grande parte das redes sociais - e poucos leitores instruídos nos temas em questão.

Por isso, quando o assunto é comércio internacional - entre muitos outros - recorro-me ao Mestre Adam Smith.

Nenhum país pode “ser tudo para todos”, existem certas vocações e especializações.

Países fechados possuem, então, maior pobreza e menor desenvolvimento econômico e social. Ponto. Comparem, por exemplo, à situação da Coreia do Norte em relação à Coreia do Sul.

Adam Smith em A Riqueza das Nações (1776), profetizou que a divisão do trabalho em nível internacional conduziria a especialização, as economias de escala e ao fundamental aumento da produtividade, que levaria ao aumento da prosperidade de uma nação.

Dizia ele que não é o acúmulo de dinheiro o responsável pela maior prosperidade, e sim o aumento da produtividade, o que implica nas trocas.

Por meio da especialização do trabalho e da produção, as empresas expandem seus mercados, aumentam sua produção e alcançam economias de escala, possibilitando a redução de preços para os consumidores, locais e estrangeiros.

No fundo, o comércio internacional não deixa de ser uma troca de trabalho e produção especializados.

O nacionalismo (barato) cega muitos de enxergarem que o Brasil não produz, ou não eficientemente, uma série de matérias-primas, componentes, produtos, bens de capital, etc., necessários para a manufatura da tão sonhada “produção nacional”.

Vejam o que está ocorrendo justamente agora com a Guerra na Ucrânia, em que a agricultura brasileira ainda é dependente dos fertilizantes russos para operar eficientemente. As pessoas não compreendem que muitos dos esforços para produzir bens nacionais não são verdadeiramente nacionais.

Eu não tenho qualquer sombra de dúvida de que uma das principais razões para a escassez de crescimento econômico e social na terra de Macunaíma, é exatamente o lobby efetivo de parte dos ”empresários”, que se associa com agentes estatais para impor proteção e barreiras a oferta estrangeira, obrigando os consumidores brasileiros a comprar produtos de pior qualidade e a preços mais altos.

Singelo, o famoso estamento burocrático brilhantemente exposto por Raimundo Faoro.

Similarmente, quando um governo protege um determinado setor, ele evita a natural mobilidade dos trabalhadores para os setores mais rentáveis, continuando a penalizar os consumidores que necessitam gastar mais de sua renda para consumirem a respectiva oferta.

Muitos alegam que a globalização rouba empregos nacionais. No caso brasileiro, penso que por não participarmos efetivamente das cadeias globais de valor, é que deixamos de gerar postos de trabalho, inclusive, adicionando conteúdo tecnológico.

Verdadeiramente, o grande problema da falta de empregos industriais no país, deve-se ao compadrio e a maior produtividade e/ou custos mais baixos em manufatura em outras nações.

Porém, mesmo que a fabricação de determinados itens esteja ocorrendo em países de baixo custo, essas empresas estão investindo recursos de forma mais eficiente em processos de maior valor agregado, tais como os de marketing, de distribuição, de pesquisa e desenvolvimento e de design.

A questão do desemprego no país, parece-me, ocorre muito mais pelo nosso baixo nível tecnológico, o que é essencial para adicionar produtividade às pessoas e às empresas, do que pela globalização dos mercados.

O baixo índice de inovação tecnológica nacional, por sua vez, é responsabilidade de nossas instituições patrimonialistas e corporativistas, que não abrem a economia e não investem em inovação, em qualificação de trabalhadores para os novos desafios econômicos e, especialmente, em um ensino moderno, transformador e “de verdade”.

Portanto, são necessárias mais trocas internacionais - não menos -, a fim de que possamos agregar mais tecnologias, mais empregos e mais renda.
Só  maior produtividade nos alçará a uma posição de maior prosperidade.

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