Sílvio Munhoz
A frase analisada na crônica passada é tão esdrúxula que escrevi esta continuação para acentuar o aspecto de, como dito na semana passada, ser mais um jogo de palavras para enganar incautos que a conclusão decorrente de qualquer exercício do método cartesiano (em suas quatro regras básicas: verificar, analisar, sintetizar e enumerar).
A frase: “Você pensa que pensa? Pensa mal. Quem pensa por você são as redes sociais. Quem vota por você são as redes sociais”. Ao se pronunciar a “Ministra” disse estar partindo de outra que ouviu de um dos melhores amigos – um velho comunista (aqui) – que dizia: “Você pensa que pensa? Pensa mal. Quem pensa por você é o Comitê Central”.
Opa! Mudou de figura, com o novo dado emerge o verdadeiro sentido da frase. Efetivamente, em sistemas comunistas, inexiste liberdade de expressão e pensamento, como a história (para quem quer ver) ensina, realmente, há um comitê central que dita as narrativas que serão contadas pelos meios de comunicação, sempre oficiais como Pravda na URRS/Rússia ou o Granma – em Cuba.
Sistema consagrado na figura do Ministério da Verdade do icônico 1984, cujo slogam era “ignorância é poder”. Esse comitê ou ministério controlador é um dos pontos mais buscados no PL 2630 e do qual o atual governo não abre mão nas discussões que hoje acontecem para tentar aprovar o projeto. Querem controle do que é dito ou discutido.
No sistema de narrativas comandadas e fiscalizadas por comitê – qualquer que seja o nome -, as pessoas serão impedidas de se expressar e, por fim, de pensar. Merece, aí, menção outra frase da Ministra durante a manifestação: “A democracia se baseia na força e na ciência de que quanto mais você pensar mais você é livre. A Constituição é um documento de libertação”. A Constituição de 1988, sim, era um documento de libertação. Lá está o capítulo dos direitos e garantias individuais, onde expressas as LIBERDADES do povo brasileiro. Mas, hoje rasurada, pisada e picotada pela casa onde a frasista ostenta cadeira - por vezes, com seu voto - tais liberdades são negadas à nação brasileira.
Parecido com a frase original é voltar aos tempos de antes das redes sociais. Poucos meios de comunicação de massa comandavam a narrativa, sem contraditório ou contestação, e, na maioria dos casos, comentada por “especialistas” de único viés. Além disso, como sabido, concessões do PODER CENTRAL e quando este quer se manter, compra favores, sugestiona, coage, ameaça e até os fecha. Exemplos nem tão longe na memória comprovam tais possibilidades!
Produziam o que hoje “dizem” combater, Fake News? Lógico. Basta lembrar o Fórum de São Paulo criado em 1990, pelo comunista e ditador Fidel Castro e os “companheiros” da América Latina, que a velha mídia escondeu por 20 anos e quem ousava falar era tachado de Teorista da Conspiração, só veio à tona para o grande público quando as redes sociais se popularizaram pelos idos de 2010. Breve, breve o inexistente se reunirá em Brasília.
A frase com a troca de “comitê” por “redes sociais” é falsa. Expressa o oposto da original. Nada há mais democrático que as redes sociais, onde surgem milhares de informações, por minuto, e incontáveis opiniões com vieses de todos os matizes a discuti-las. Isso é liberdade, é democracia, é permitir pensar e deixar ser livre. Criar órgão regulador vai igualar as redes à frase original, o comitê (não importa o nome) controlará a narrativa... alguém ingênuo a ponto de achar que não haverá interferência do establishment no órgão?
Modificada nada tem de cartesiano, é uma grande empulhação, inverte o sentido do original para confundir. Ao fim e ao cabo, o establishment – do qual faz parte a frasista e seu “tribunal”, hoje com mais poder do que nunca, – quer voltar ao controle da narrativa, pois como disse na mesma manifestação: “povo que não pensa não é livre”.
Esqueçam quando falam ser o PL 2630 para combater as Fake News da extrema-direita (como a velha mídia chama quem estiver do centro para a direita) ou regular o poder das Big Techs. Não se deixem enganar, a busca dos atuais detentores do poder é CENSURAR e retomar o perdido DOMÍNIO DA NARRATIVA, que significa poder – como no comitê do velho comunista –, pois impede o povo de pensar e ser livre.
Encerro com frase que expressa o ideal da liberdade de expressão.
“Posso não concordar com o que você diz, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-lo.” Evelyn Beatrice Hall, biografista de Voltaire ao sintetizar seu pensamento sobre liberdade de expressão.
Que Deus tenha piedade de nós!
André Marsiglia
Examinei a decisão do ministro Moraes sobre Monark. Não importa se gostam ou não do podcaster, se ele diz ou não bobagens, quero me ater ao aspecto jurídico da decisão. E, sob esse aspecto, há nela problemas técnicos relevantes. Explico o porquê. A decisão parte de algumas premissas que considero perigosas: 1) diz que é necessário evitar atos como os do dia 8, contendo seus “instigadores”. 2) que sob essas circunstâncias é possível“ o afastamento excepcional de garantias individuais”.
Bom, não é necessário dizer que conter eventuais atos futuros, sem indícios claros de se ocorrerão, não é papel do judiciário, mas da polícia, não podendo fundamentar a decisão judicial. Nem necessário dizer que a liberdade de expressão, enquanto garantia individual, não pode ser excepcionalmente afastada em uma democracia. Ela pode ser relativizada, pode ser restringida, harmonizada com outros direitos, afastada jamais.
A decisão ainda parte da premissa de que o canal veiculou notícia falsa ou fraudulenta (o que, vale dizer, não é a melhor tradução para fake news) Não assisti ao vídeo, mas, ao menos na decisão, há indagações opinativas, não informativas, sobre o processo eleitoral brasileiro. Há uma diferença importante, pois opinião não tem compromisso com a neutralidade da informação. Sendo a visão pessoal de alguém, naturalmente, é subjetiva. E não cabe ao Estado dizer que opinião seus indivíduos devem ter, sob pena de violar o artigo 37 da CF, que lhe impõe o dever de impessoalidade.
Óbvio que isso não dá a ninguém carta branca para cometer crimes, mas não pode ser considerado desinformação, como faz a decisão. Há, portanto, uma imprecisão técnica no fundamento principal da decisão, a meu ver. Por fim, no lugar de suspender as falas consideradas ilícitas, a decisão suspendeu todos os canais do autor da fala, no lugar de punir o autor, a decisão o impede de voltar a falar. Para além das imprecisões, a desproporcionalidade de punições que envolvem liberdade de expressão terminam sempre em censura.
* Reproduzido do Twitter do autor.
Dagoberto Lima Godoy
São tantos os alertas sobre os riscos ligados à Inteligência Artificial (IA), incluindo até ameaça de extinção da raça humana (!!!), que passei a me preocupar de verdade.
Por um lado, os alertas podem não ser diferentes daqueles anteriormente causados pelo impacto dos grandes inventos, como, por exemplo, a violenta reação dos ludistas às máquinas, durante a Revolução Industrial. O emprego da eletricidade, da telefonia e até do automóvel e do avião geraram temores, assim como a internet e a robotização continuam sendo vistas com estranheza por muitas pessoas da terceira idade, embora os inegáveis benefícios que trouxeram, amplamente superiores a eventuais malefícios por usos desvirtuados.
Por outro lado, os receios quanto ao uso da energia nuclear nunca deixaram de estar presentes e válidos, desde desastres como Hiroshima, Nagasaki ou Chernobyl, e não há como negar que há conteúdo e seriedade nos alertas sobre os riscos ambientais.
As visões sobre a IA também têm dois extremados pontos de vista. Há aqueles que temem a possibilidade da IA, além de agravar a ameaça do desemprego de milhões, vir a se tornar descontrolada, superar o controle humano e representar um risco existencial para a humanidade; mas, há outros que acreditam que ela acelerará avanços científicos, inovação e consequente melhoria da qualidade de vida.
Confessando estar mais próximo da expectativa otimista, considero dúvidas levantadas por gente versada na tecnologia da IA, a saber: a) desinformação - os algoritmos utilizados em plataformas de mídia social têm produzido conteúdos extremados, sem compromisso com precisão e veracidade, chegando até ao assim chamado “deep fake”; b) tendenciosidade - os modelos de IA tendem a ser treinados a partir de conjuntos de dados tendenciosos, o que pode alimentar posições facciosas e discriminatórias; c) erosão da privacidade – plataformas de IA necessitam de volumes gigantescos de dados, buscados na internet ou comprados, invadindo privacidades (inclusive a sua, prezado leitor).
Enfim, está claro que a discussão em torno da IA deve levar em conta esses alertas e tantos mais envolvendo questões éticas, legais, sociais e econômicas, se quisermos fazer dela um benefício e não uma grave ameaça. Acontece que, sob esse rótulo, a ONU está anunciando a criação de um órgão de vigilância da IA (?) e a União Europeia está prestes a uma regulamentação que tenderá a ser um modelo para outros países. Mais um avanço na escalada dos governos contra as liberdades individuais.
* O autor é Conselheiro da CIC-Caxias.
Sérgio Alves de Oliveira
Convidado pelo Primeiro Ministro do Japão, Fumio Kishida, a participar do encontro do G7 (Grupo dos Sete) em Hiroshima, nesse sábado, 20 de maio de 2023, os organizadores desse evento acabaram “caindo na asneira” de conceder a palavra para Lula “ler” um discurso não se sabe escrito por quem, aproveitando essa oportunidade para culpar os países ricos pelas crises e desgraças que assolam o mundo, principalmente os países mais pobres, ”cobrando” ainda aumento do número de países membros no Conselho de Segurança Permanente da Organização das Nações Unidas-ONU.
Quem se dedicar a ler na íntegra o discurso “lido” por Lula no Japão vai se deparar com um “primor” de discurso, uma verdadeira obra-prima literária, mas logo vai ter certeza que não foi autoria, nem “inspiração”, do próprio Lula, já que “Sua Excelência” não sabe nem falar direito, quanto mais escrever um discurso desse gabarito. Os redatores do discurso não se preocuparam nem em “disfarçar”. O certo é que o Presidente Lula não deve ter a mínima noção do significado nem de metade das palavras do discurso que proferiu.
Lula propôs um maior “travamento” do Conselho de Segurança Permanente da ONU, visto que qualquer aprovação desse órgão necessita “unanimidade” dos votos dos 5 (cinco) países conselheiros membros desse órgão estatutária da ONU, do que é exemplo a recente negativa da Rússia, um dos membros do referido Conselho, da decisão de puni-la pela invasão da Ucrânia, aprovada pelos demais 4 (quatro) conselheiros. Mas que deu em nada.
Ora, se o dito Conselho já não funciona com 5 (cinco) membros, o que não se daria então com 10, 15, ou 20 Conselheiros, como quer Lula? Será que Lula pensa que a ONU deve funcionar como uma repartição pública brasileira “lotada” pelo PT, que sempre tem mais gente do que é preciso? Ou como um sindicato, que lhe ensinou a prosperar na política enganando as pessoas? Será que Lula estaria lançando a sua candidatura para uma futura ocupação da Secretaria - Geral da ONU? E causar tantos estragos no mundo quantos os que já causou no seu p
Esse discurso de Lula foi mais um vexame passado pelo Povo brasileiro perante a comunidade internacional.
O discurso “lido” por Lula no Japão pode ser equiparado ao “sepulcro caiado” de São Mateus, quando se dirigia aos fariseus: “bonitos por fora, mas por dentro estão cheios de ossos e de todo tipo de imundícies”.
Na reunião do G7, Lula pretendeu desenvolver um raciocínio com base no silogismo, quer dizer, “um raciocínio composto de três proposições dispostas de tal maneira que a terceira, chamada conclusão, deriva logicamente das duas primeiras, chamadas premissas”. O clássico exemplo de silogismo com dedução imediata: “Toda virtude é louvável; ora-a caridade é uma virtude; logo, a virtude é louvável”.
O contrário de SILOGISMO é o SOFISMA. O sofisma é um raciocínio falso que se apresenta com a aparência de verdadeiro. Por isso todo erro provém de um raciocínio ilegítimo, portanto de um sofisma.
Transformando o exemplo de silogismo acima apresentado em “sofisma”, teríamos o seguinte raciocínio deturpado: “Toda virtude é louvável; ora, a caridade é uma virtude; logo, a virtude NÃO É louvável”.
Foi exatamente o que Lula leu já no Japão. Puro sofisma. ”Bonito por fora e cheio de imundícies por dentro”, que assim poderia ser proposto: “Os países ricos (abundantes de saber e conhecimentos) são os responsáveis pelas desgraças do mundo; ora, dessa maneira os países pobres (limitados em saber e conhecimentos) deverão tomar o lugar dos países ricos; logo, passaremos a ter um mundo com paz e prosperidade para todos”.
Errada a conclusão. Portanto um SOFISMA. Transformando esse sofisma em silogismo, num raciocínio verdadeiro, teríamos que alterar a CONCLUSÃO do discurso lido por Lula: “logo, passaremos e ter um mundo com paz e prosperidade para todos”, teria que se transformar em (uma conclusão lógica), “SERIA O FIM DA HISTÓRIA DA HUMANIDADE”.
Lula já destruiu e continua destruindo o Brasil, com mandato outorgado pelos incautos. Não satisfeito, quer passar a mandar e destruir o resto do mundo?
(Devo a inspiração desse texto ao notável pensador econômico, Dr. Ricardo Bergamini).
*O autor, Sérgio Alves de Oliveira, é advogado e sociólogo.
Gilberto Simões Pires
DIA DOS NAMORADOS
Hoje, 12 de junho, os brasileiros comemoram o DIA DOS NAMORADOS, data fielmente copiada do VALENTINE’S DAY que nos Estados Unidos e na Europa é comemorado dia 14 de fevereiro.
LOJA CLIPPER
Face ao baixo movimento das vendas no comércio no mês de junho, a já extinta Loja Clipper contratou, em 1949, a agência Standard Propaganda com o propósito de coordenar uma campanha que fosse capaz de animar o comércio em geral. Para tanto, a data escolhida foi o dia 12 de junho por ser véspera do dia de Santo Antônio, conhecido como SANTO CASAMENTEIRO.
TERCEIRA MELHOR DATA PARA O COMÉRCIO
A campanha, iniciada 74 anos atrás, foi de tal forma exitosa que o DIA DOS NAMORADOS é a TERCEIRA MELHOR DATA PARA O COMÉRCIO no país, atrás apenas do NATAL e do DIA DAS MÃES.
INTROMISSÃO DO ESTADO
Como no nosso imenso Brasil o ESTADO se intromete, através da INCONTROLÁVEL FOME TRIBUTÁRIA, notadamente quando há troca de presentes, o DIA DOS NAMORADOS é muito festejado -financeiramente- pelos insaciáveis governantes por conta da TAXAÇÃO ABSURDA IMPOSTA sobre os produtos que mais se identificam com a data comemorada pelos casais apaixonados.
RELAÇÃO DE ÓDIO, RAIVA E DESPREZO
O abuso é de tal ordem e indecência que, segundo pesquisa feita pelo IBPT - Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação-, os presentes para o Dia dos Namorados poderão ter mais de 70% de taxas de tributo.
Eis aí alguns exemplos desta RELAÇÃO DE MUITO ÓDIO, RAIVA E DESPREZO:
Flores naturais: 17,71%
Chocolates: 39,61%
Cerveja garrafa: 42,69%
Cerveja artesanal: 42,69%
Champagne: 59,49%
Cosméticos: 55,27%
Joias: 50,44
Perfume importado:78,99%
Perfume nacional: 69,13%.
Vinho nacional: 44,73%
Vinho importado: 59,73%
Luciano Pires
Nota: Este texto do amigo Luciano Pires (um dia ainda vou conhecê-lo pessoalmente!) foi escrito em 2006 e recentemente reencontrado por ele.
A maioria dos idiotas que conheço tem diploma universitário. E sobre esse assunto, recebi um e-mail de minha amiga Jane Pólo:
“A pocotização começou há muito tempo. Escolas medíocres, professores idem. Esse é o ponto de partida. Para onde vai toda essa gente malformada? Ocuparão postos em todos os lugares. Malformado não quer dizer que não tenha inteligência. A inteligência dilapidada dentro de um padrão medíocre, sem princípios morais e éticos, formará indivíduos aproveitadores, exatamente do tipo que vemos aos montes. Meu pai dizia que a educação e a imprensa estavam nas mãos de inescrupulosos e que a colheita seria rápida e trágica. Taí.”
Colheita.
É esse o nome do que vivemos nestes dias de valores morais tímidos e sacanagens explícitas. Qualquer empreendimento que substitua profissionais bem formados por outros com fraca formação, colherá perda de competitividade, queda na satisfação dos clientes, perda de participação no mercado, aumento de custos e burocracia. É natural.
Mas o que significa gente “bem-formada?”. Atenção, senhoras e senhores ideologicamente estressados: quanto mais bem-preparadas, cultas, experientes e com formação sólida, mais as pessoas conseguem interpretar, julgar e tomar decisões com segurança e acerto. No entanto, fazer uma afirmação como essa “nestepaiz” é um perigo. Serei rotulado de, no mínimo, preconceituoso…
Estamos perdidos numa discussão imbecil que incentiva a divisão de classes, tachando de preconceituosos os que acham que pessoas com cultura, instrução e formação são mais capazes que os ignorantes, mal-educados e toscos. Essa discussão transforma o termo “elite” em ofensa e “humildade” em precondição de competência, o que até nem seria problema se, para os que defendem essa tese, “ser humilde” não fosse apenas sinônimo de “ser pobre”… Mas isso é tema para outro artigo.
Hoje o assunto é “colheita”.
Formação sólida não se resume a instrução. Envolve valores morais, referências e vivências. E os processos brasileiros de formação educacional e moral envelheceram, quebraram, ficaram ultrapassados. As escolas despejam no mercado gente cada vez menos preparada. A realidade mostra que os valores morais são relativos. A mídia incentiva o “ter a qualquer preço”. As referências são substituídas por celebridades.
Um clima generalizado de impunidade faz com que ninguém se importe em dar respostas, cumprir promessas e entregar o que prometeu. Vivemos uma assustadora queda de qualidade nos processos que envolvem gente. Daí essa pobre colheita.
Ta na hora de criar uma “ISO 9000” pra gente. Na verdade, as ISOs e outros programas de qualidade até que tentam abordar os relacionamentos, mas nenhum deles sabe lidar com indicadores intangíveis. Nenhum deles sabe lidar com gente. Para esses programas, não existe vida inteligente fora de uma planilha Excel.
E ficamos assim: de um lado a máquina burocrática, fria e amarrada pelo controle. De outro um monte de gente precisando de amor, atenção, carinho e compreensão. Aquelas viadagens que não cabem no nosso mundo competitivo, sabe como é?
Pois é. E assim vamos formando máquinas. Toscas máquinas. Capazes de recitar a tabela periódica. Mas incapazes de se emocionar com um verso de Cecília Meirelles. O super engenheiro, médico, advogado ou empresário que não consegue emocionar-se com poesia, tem instrução. Mas não tem formação.
O Brasil precisa de mais que instrução. Precisa de formação.
Só assim poderemos ter uma colheita que preste.
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Esse meu texto é de 2006...