• Alex Pipkin, PhD
  • 28 Janeiro 2024


Alex Pipkin, PhD 

       Todo ser humano possui uma crença. Essa é adquirida a partir da família, das experiências - e conexões - sociais, culturais e acadêmicas.  Basicamente, as crenças se materializam a partir das experiências pessoais vivenciadas por cada sujeito.

Todos têm uma perspectiva ou uma determinada visão de mundo. Os jovens de hoje, tristemente, são estimulados a substituírem as virtudes do progresso pelas mazelas do fracasso.

São impulsionados a incorporar como visão, uma determinada ideologia, a “progressista”, ao invés daquela inspiradora das possibilidades do mundo e do respectivo progresso em nível individual.

?Claro, a vida não é perfeita, é dura. Talvez nos céus celestiais seja distinto. Aqui, em terra firme, há várias pedras, buracos - e abismos - pelo caminho. Mas assim sempre foi a vida. Ela é como ela é. É preciso se esforçar, lutar, correr riscos, levantar-se e continuar. Tem que existir algum propósito.

?Atualmente, um processo de vitimização e de assunção de culpa pelos males do mundo, inicia-se desde os bancos escolares, e para alguns, reforça-se na universidade.

Estudantes são estimulados e treinados para instigarem em suas cabeças as desigualdades e a opressão, tirando-lhes da mira de alça as grandes possibilidades de criação no mundo, fora de suas cabeças individualistas.

Nas águas do ensino, banham-se com as mazelas da escravidão, do capitalismo explorador, das desigualdades sociais, da crise climática, enfim, do apocalipse do fim do mundo.

Oh vida! A doutrinação lhes traz a miragem de que eles não são responsáveis por suas próprias vidas, mas, paradoxalmente, são responsáveis pela busca da salvação de todos os males da humanidade.

Constitui-se aí o círculo vicioso de formação dos grandes “guerreiros sociais”. Pensam eles, se são herdeiros das arbitrariedades e das desigualdades do passado, devem lutar contra a opressão, combatendo os vícios desse passado, dividindo contextos sociais, e negando-se as oportunidades de desenvolvimento no presente e no futuro.

O mundo é outro, não é uma folha em branco. Não há como reescrever o passado.

Na verdade, a esperança e as alternativas de mais empregos, renda, riqueza e prosperidade, dependem de um olhar para além de suas cabeças cheias de sentimentalismos contrários a opressão, e de gigantescas percepções de “culpas burguesas”.

Porém, o treinamento é poderoso. Os “justiceiros sociais” tem como método aquilo que combatem, a opressão. Triste, em especial, para suas próprias vidas. Eles são, verdadeiramente, individualistas intransigentes, que miram, mas não enxergam “os outros”. Claramente, o problema reside na incutida mentalidade “progressista”.

Muitos desses jovens se alimentam dessa busca inalcançável, transformando suas vidas em algo fadado ao fracasso. Um certo niilismo psicossocial se apossa desses “guerreiros sociais”, que justamente se suportam a partir disso.

Lastimável. São doutrinados para rejeitar o presente e o real, para viverem às custas da angústia e do imaginável. O treinamento é exímio. Eles foram cegados, factualmente, mais do que isso.

Além de desconsiderar as evidências de que suas fantasias não funcionam na realidade objetiva, eles não percebem as alternativas para operarem, de fato, com os instrumentos e os princípios comprovados, aqueles que encaminham a melhoria de oportunidades para todos.
Os vícios das arbitrariedades do passado se sobrepõem as virtudes do sucesso para todos, mesmo que de maneiras diferentes.

A catequese universitária, aquela que promete os céus, os conduz à beira do inferno.

Ao prometer o inalcançável, aniquila-se, de alguma forma, as possibilidades de concessão e de concretização de ganhos pragmáticos possíveis para todos.

É, niilismo existe. É, assim é a vida, real.

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  • Gilberto Simões Pires, em Ponto Crítico
  • 28 Janeiro 2024

Gilberto Simões Pires 

         O recém-lançado -BOLSA INDÚSTRIA-, ou, como prefere o governo socialista/comunista, -PROGRAMA NOVA INDÚSTRIA BRASIL-, segundo os representantes dos mais diversos segmentos do setor, está sendo visto como MODERNO E POSITIVO. Como vivemos no -PAÍS DAS BOLSAS-, até aí nada que espante. O espanto e a preocupação é que este mesmo PROGRAMA já foi colocado em prática durante o péssimo governo Dilma, de 2011 a 2014, sob o título -NOVA MATRIZ ECONÔMICA-, ou -MATRIZ ECONÔMICA BOLIVARIANA-, cujos resultados, mais do que sabido, foram simplesmente CATASTRÓFICOS.

MESMO CARÁTER

Vale lembrar que a -MATRIZ ECONÔMICA BOLIVARIANA-, a exemplo do que pretende o atual governo petista com o PROGRAMA NOVA INDÚSTRIA BRASIL, tinha o mesmo caráter -DESENVOLVIMENTISTA-. O fato, entretanto, sem a menor surpresa, é que aquele CATASTRÓFICO PLANO foi decisivo para: 1- uma QUEDA BRUTAL DO PIB BRASILEIRO; e, 2- um FORTE AUMENTO DA TAXA SELIC. 

ESTIMULAR A ECONOMIA

MAIS: sob o pretexto de ESTIMULAR A ECONOMIA, por meio dos gastos públicos e excesso de INTERVENÇÃO DO ESTADO, o BNDES recebeu mais de R$ 600 BILHÕES do Tesouro Nacional, às custas, obviamente, de emissão de títulos públicos (endividamento), cuja conta ainda não foi paga, causando assim uma forte PRESSÃO INFLACIONÁRIA. Isto, sem esquecer que -para tentar segurar a inflação- o governo Dilma adotou a prática de controle de preços DE ENERGIA, COMBUSTÍVEIS E DERIVADOS. Aliás, por conta desse estúpido controle, a Petrobras foi obrigada a vender combustíveis no mercado interno com preços inferiores aos que foram pagos no mercado externo, provocando prejuízo brutal na estatal.

DIZER O QUÊ?

A propósito, para que os leitores não se deixem levar apenas pelas minhas considerações, eis como o pensador e economista Igor Moraes enxerga os efeitos do PROGRAMA NOVA INDÚSTRIA BRASIL: Dizer o quê sobre a "nova política industrial"? Quando um Governo de um país pobre diz que "dinheiro não é problema", algo já está errado. Fico imaginando o industrial da Alemanha, que atravessa um momento crítico, escutando essa declaração e vendo o milagroso plano para salvar a indústria brasileira (que está sempre nascendo), simplesmente "DANDO DINHEIRO". O problema é esse mesmo? Ao invés de criticar o "Plano", vamos fazer uma coisa simples: ver o que o setor está dizendo que são os problemas para eles. Nesse caso, olhando a "Sondagem industrial" da CNI, uma pesquisa que pergunta ao setor os principais entraves, podemos ver uma lista de pontos:

1. Carga tributária (sempre dentre os primeiros a ser apontado pelos industriais);

2. Demanda interna insuficiente. O país tributa muito os produtos que ficam caros, temos os carros, as roupas, o videogame, o celular, etc., dentre os mais caros do mundo. Daí a demanda é pequena mesmo.

3. Taxa de juros elevada. Vocês querem falar de causa ou efeito?

SIMPLES ASSIM

O juro é alto porque a dívida do Governo é alta e ele oferece juros altos ao mercado para rolar essa dívida, encarecendo o crédito para as pessoas e empresas. Além de outras distorções microeconômicas como juro subsidiado, leia-se BNDES. A lista se estende por mais uma dezena de itens. Advinha o último problema? "Falta de financiamento de longo prazo". O Governo está certo. Dinheiro não é problema. Ele existe. Tem liquidez no mercado para financiar o crescimento industrial. Não precisa do BNDES nem de política industrial. O que precisamos é reduzir o tamanho do Governo, cortar impostos e gerar segurança jurídica para contratos. Até o montante de recursos já foi dito: R$ 300 bilhões. Eu diria: Vocês já foram melhores. Se dinheiro não é problema, não se diz o limite superior. Mas quer ajudar mesmo o setor de forma linear, atingindo todo mundo? Corta R$ 300 bilhões em tributos. Simples assim.

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  • Alex Pipkin, PhD
  • 22 Janeiro 2024

 

Alex Pipkin, PhD

         Reafirmo, categoricamente, que a universidade se transformou num palco pseudo-humanista e político para a encenação de melodramas dantescos. Atualmente, essa tem um lado, de cor avermelhado. Tristemente, é a cor de sangue…

Meninos e meninas vivem inebriados por simbolismos, pelo politicamente correto, desempenhando rituais para demonstração de suas virtudes, em especial, de sua superioridade (i)moral progressista.

Substitui-se o foco na formação de profissionais íntegros, capazes de expandir as fronteiras do conhecimento em suas respectivas áreas do conhecimento, pelo clamor da diversidade e inclusão, pela cega luta contra a opressão, e em defesa dos grupos minoritários.

Verdadeiramente, calaram a genuína liberdade de expressão, a voz dissonante das mentiras progressistas, e a Ciência, com “c” maiúsculo, baseada em legítimas evidências, a da verdade investigada.

Escrevi texto descrevendo tal ditadura do pensamento tribal esquerdista. Fui taxado por uma leitora - será que leu? - de fascista. Nenhuma surpresa. A sempre empregada falácia “ad hominem”. Atacou-me, pessoalmente, sem lograr refutar o conteúdo exposto. Afirmou que minha “ideia” faz parte do “mundo branco e elitista”.

Efetivamente, o português atual anda sofrível. Eles possuem dificuldades tanto ortográficas, como também, e pior, de compreensão de conceitos. Tá certo que a novilíngua confunde. Essa comentarista incauta, que pensa com a bílis, é mais uma que banaliza o significado da palavra fascista. Portanto, faz uma afirmação completamente vazia e equivocada.

É bom esclarecer. Fascismo, factualmente, foi um movimento totalitário surgido na Itália, com Benito Mussolini. Grosso modo, o fascismo se caracteriza pelo militarismo e nacionalismo, rejeitando a democracia liberal, defendendo o forte controle do Estado nas áreas econômica e social.

Quanta doutrinação! Objetivamente, ela ratifica que a técnica a ser desenvolvida na universidade, foi cambiada pela ideologia “progressista”. Eu defendo a democracia liberal, não a cleptocracia tupiniquim, como também o legítimo respeito à dignidade humana. Ela não sabe que fascismo, sinteticamente, significa “tudo dentro do Estado, nada fora do Estado”. Tudo aquilo que eu comprovadamente abomino.

Sou um homem branco - culpa da biologia! Se branco, por “default”, sou racista! Grotesco. Segundo ela, devo pertencer a “elite”. Tomara que não esteja se referindo as “elites podres” políticas, universitárias e culturais, os mesmos “semideuses” que a dita cuja cultua. Não deve saber que sou judeu.

Nos antros universitários de hoje, os “justiceiros sociais” dizem defender os grupos minoritários. Eles compartilham um zelo quase messiânico pela defesa dos grupos identitários. Claro, exceto dos judeus, “esses opressores que querem controlar o mundo”… Desse modo, efetivamente, a meninada sai às ruas clamando pela varredura do Estado de Israel do mapa, e o extermínio do povo judeu.

A moça deve estar de mãos dadas com esses garotos universitários idealistas e antissemitas, e extasiada com a sugestão do crápula petista José Genuíno, aconselhando, como no Nazismo, que as pessoas boicotem os estabelecimentos de judeus. Ela, provavelmente, dissimula desconhecer a mais nova onda universitária, relacionada a defesa dos direitos (des)humanos e das minorias identitárias: o doentio e escrachado antissemitismo.

Assim é o sectário ideológico. Utiliza-se de manjados clichês, defendendo com unhas e dentes o Estado totalitário, a escassez de liberdades, e até mesmo a comprovada e inconcebível institucionalização da corrupção.

As palavras, não sabe ela, não só importam, mas demonstram a capacidade de manipulação de mentes, docilmente corrompidas, que rejeitam a verdade dos fatos e das evidências.

Eu também tenho uma recomendação. Ao contrário de pregar a barbárie, assim como fazem os petistas, sugiro que essa moça tenha mais cautela com o uso das palavras. Somente assim ela conseguirá exercer aquilo que nos diferencia dos animais: o pensamento; crítico, sadio e produtivo.

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  • Sílvio Lopes
  • 21 Janeiro 2024

 

Sílvio Lopes

        Há um mantra que declara que o Brasil tá ficando velho sem ter, antes, se tornado desenvolvido. Verdade. Se atentarmos para o caminho (garantidor) que leva um país a se tornar uma nação desenvolvida, vamos observar dois eixos principais.

No aspecto do papel do Estado, que este assegure à população a vida, as liberdades, e que também não atrapalhe a busca da felicidade por parte de cada cidadão.

No aspecto sócio- econômico, o modelo ideal (ou o mais próximo disso), é que na sociedade prevaleçam e se consolidem três virtudes imprescindíveis e concomitentes: a do amor ao trabalho; no saudável hábito da poupança e, principalmente, no apego, e prática, da virtude da honestidade.

Aqui no Brasil, o que se observa desde que os “progressistas” (esquerda) assumiram papel no protagonismo político, é que o Estado sequer nos garante a vida, tem ojeriza às nossas liberdades e sonha nos oprimir e escravizar, física e mentalmente.

Como daremos certos diante de tamanho descalabro institucional? Como se isso não bastasse, no âmbito sócio- econômico temos as mais vergonhosas taxas de produtividade do trabalho, índices de poupança interna desprezíveis (hoje em 5% do PIB, quando temos necessidade acima de 25%). E o mais grave de tudo: onde se escondeu ou para onde fugiu a virtude da honestidade, a mãe de todas elas?

De nada adiantará um dia tornarmos o Estado eficiente, cumpridor de suas funções essenciais, termos poupança e eficiência no trabalho se desprezarmos a virtude da honestidade. Da mesma forma, pouca valia há em nos protegermos do ladrão que, diariamente e em todo o lugar, nos ameaça a vida, rouba o patrimônio ganho à custa de dores e sacrifícios se, ao depositarmos nosso voto na urna, ungimos o "pai dos ladrões" para ocupar o cargo mais elevado na hierarquia da nação.

Que país é este, afinal? Como disse Emil Farah no livro " O país dos Coitadinhos", ou decidimos fazer deste país uma grande nação; ou caminhamos a passos largos para nos tornarmos num imenso albergue!". Nós é que decidiremos o caminho a seguir nessa encruzilhada. Enquanto nos permitirem decidir, claro. É isso.

*       O autor, Sílvio Lopes, é jornalista, economista e palestrante sobre Economia Comportamental.

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  • Gilberto Simões Pires, em Ponto Crítico
  • 19 Janeiro 2024

Gilberto Simões Pires

INVEJA

Confesso que, ontem, 17, ao ouvir, atentamente, o discurso -LIBERAL- proferido pelo presidente da Argentina, Javier Milei, no importante Fórum de Davos, na Suíça, fui tomado por uma onda de INVEJA que, a cada palavra pronunciada, brotava na minha mente de forma incontrolável, ainda que muito prazerosa. Na real, fui acometido por um sentimento -do bem- do tipo em que, de forma simples e consciente, me vi desejando -sem parar- a CONQUISTA ELEITORAL obtida pelos nossos sofridos vizinhos argentinos. 

ALMA LAVADA

Embora Javier Milei já tenha dito, várias vezes, muito daquilo que expôs no seu discurso de ontem, em Davos, desta vez, assim como milhões de brasileiros que assistiram e compartilharam o vídeo onde o presidente argentino expressa, convicto e com absoluta nitidez o farto conhecimento das mais evidentes VANTAGENS PROPORCIONADAS PELO LIBERALSIMO, fiquei com a ALMA BEM LAVADA. 

FRASE COMPLETA

Pois, sem tirar nem pôr qualquer uma das palavras e/ou pensamentos expressados por Milei, a frase que mais impactou pela VERDADE ABSOLUTA que contém, foi quando fez a seguinte e completa afirmação: O SOCIALISMO É UM FENÔMENO QUE CRIA POBREZA, -O CAPITALISMO DE LIVRE INCIATIVA É A ÚNICA FERRAMENTA QUE TEMOS PARA ACABAR COM A FOME E A POBREZA. 

LAVAR O CÉREBROS

O que mais desejo, do fundo do coração e da -ALMA LAVADA- é que o povo argentino não deixe escapar esta fantástica oportunidade de transformação que surgiu com a vitória eleitoral de Javier Milei. A caminhada, certamente, não será fácil, principalmente, por conta do IMENSO LEGADO DE DESTRUIÇÃO deixado pelos governantes populistas que ao invés de -LAVAR A ALMA- trataram de LAVAR OS CÉREBROS de boa parte do povo argentino.  

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  • Dagoberto Lima Godoy
  • 18 Janeiro 2024

 

Dagoberto Lima Godoy

         Há muita gente entusiasmada com a Inteligência Artificial. E não é para menos, tão fabulosas são as inovações que dela se esperam. Entretanto, a verdade é que o impacto dela em nossas vidas ainda não está bem delineado. Possivelmente estamos revivendo a reviravolta que experimentamos com a Internet, quando mudou tudo: como trabalhamos ou nos divertimos; como passamos o tempo livre com a família ou os amigos; o quê e como compramos; e até (não tenham dúvida) como nós pensamos.

A Internet ampliou e democratizou o acesso à informação, mas também nos trouxe o assédio virtual, aumentou a pornografia infantil, gerou crises de saúde mental e, com seus algoritmos viciantes e publicidade predatória, colocou enorme poder nas mãos daqueles que querem dominar o mundo, sejam grandes conglomerados empresariais, sejam governos autoritários ou projetos de hegemonia mundial. Esses subprodutos maléficos só ficaram claros quando a rede passou a ser usada por grande número de pessoas e à medida que surgiram aplicativos tão abrangentes como os que alimentam as mídias sociais.

Acontece que a ainda incipiente IA, como vem sendo oferecida pela ChatGPT e tecnologias similares, tem a sua base alimentadora na Internet, tendendo assim a herdar e multiplicar o seu lado negativo.  Então, ao lado das perspectivas animadoras que ela com certeza oferece, a IA carrega o risco de consequências preocupantes, dentre os quais algumas já se vão revelando. A propagação de preconceitos é uma delas, uma vez que a técnica de aprendizagem por reforço (machine learning) utiliza feedback humano e bases de dados sintéticas, tendendo a reproduzir conceitos perversos.  Ademais, a facilidade de gerar textos e imagens falsos reforça a já atual onda de desinformação e grandes modelos linguísticos poderão ser (ou já estão sendo) usados para propaganda, colocando riscos para eleições limpas.

Outras preocupações estão no impacto da IA sobre os empregos -- especialmente aqueles que envolvem a criação de conteúdo, gerando a necessidade de novas competências – e a preservação dos direitos autorais (haja a vista a crise entre artistas e roteiristas e a indústria cinematográfica), bem como os custos humanos e ambientais do desenvolvimento da tecnologia, incluindo possíveis más condições de trabalho e alto consumo de energia.

Tantas questões pressionam os governos, que se movimentam para administrar as mudanças ensaiando novas regulamentações (como a Lei da IA da União Europeia que exige a utilização de marcas d’água e rotulagem clara no conteúdo gerado pela IA). Mas, os apelos por salvaguardas e regulamentações resultam em novas preocupações, eis que, por um lado, estimulam mais intervencionismo estatal e, por outro, representam obstáculos ao desenvolvimento de uma tecnologia que, afinal, todos esperamos que será superavitária no balanço entre vantagens e desvantagens ao desenvolvimento humano.

Como ocorre, desde a Criação, tudo que existe ou surge no universo traz consigo potencial para o bem e para o mal, mas é melhor que a opção para o melhor fique sempre com as pessoas, individualmente, pois para isso lhes foi concedido o livre arbítrio.

*         O autor é engenheiro civil, mestre em Direito, empresário e escritor.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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