• Valdemar Munaro
  • 03 Novembro 2023



Valdemar Munaro

       Os tristes episódios perpetrados em Israel por terroristas do Hamas podem já ser inferidos e contemplados na fundação histórica do Islã. Conforme biografia sobre Maomé, escrita por Barnarby Rogerson, a Arábia no nascente Islamismo do século VII d. C., era habitada também por muitos judeus.

Centenas deles que resistiram à nova fé, foram mortos e degolados na presença do próprio Profeta e com sua aprovação.

A terra sagrada de Meca e Medina guarda, portanto, de modo silencioso e sôfrego, o sangue judaico de decapitados. Judeus e muçulmanos, sabemos, são descendentes e herdeiros do mesmo cavaleiro da fé (expressão de Kierkegaard), Abraão, e se tornaram irmãos pela benevolência e graça de Deus, mas, ao longo do tempo, vergaram-se à desgraça de uma fraternidade assassina que rasga os mantos da comunhão enchendo de dor e medo os amantes da paz e da concórdia.

O terrorismo fere o Islã tanto quanto fere qualquer outra expressão religiosa. A vida do Profeta, por sua vez, honestamente falando, não foi cem por cento limpa, nem pura. Ao se casar pela quinta vez, em 626, com Zaynad, sua linda nora, Maomé rompeu com o mandamento que ele mesmo tinha estabelecido para todos os muçulmanos: ter no máximo quatro esposas. Mas Ele resolveu o dilema com uma revelação que veio em benefício de si mesmo: a sura 33 lhe concedeu carta branca para se casar uma quinta vez: "Ó Profeta", diz o versículo 50, "tornamos legais para ti as tuas esposas (...) e qualquer outra mulher crente que se oferecer ao Profeta e que ele quiser desposar: privilégio teu, com exclusão dos demais crentes (...)".

O poeta, Ka'b ibn al-Ashraf, descendente de uma tribo judaica em Medina, ironizou um casamento anterior que Maomé tinha contraído com uma outra mulher, Hafsah, viúva de um homem que pereceu numa batalha muçulmana.

O poeta comparou o comportamento de Maomé com aquele de Davi que enviou o general e amigo Jônatas à morte, pondo-o à frente de um conflito, para poder ficar depois com Betsabé, sua esposa. Ka'b foi oportunamente esfaqueado e morto por ofender e difamar o Profeta. Mas se o Alcorão do Profeta e o Profeta do Alcorão chancelam a eliminação de infiéis, o que se pode esperar de seus discípulos radicais?!

O século VII, nas regiões da Arábia, registrava a presença de muitos judeus, muito embora não existisse, naquele então, o estado de Israel. Na ocasião em que o exército muçulmano se aproximou de Medina para conquistá-la um dos seus guerreiros bradou: "Nós enfrentamos duas coisas: ou Deus garantirá a superioridade sobre eles, ou Deus nos destinará o martírio. Eu não me importo sobre qual seja o destino - pois existe o bem em ambos".

Em outras palavras, é este o leitmotiv da cruzada terrorista: no seu reino deve haver uma só cor, uma só cultura, uma só crença, um só livro, um só povo, um só modo de ser e de pensar. Nos seus ideais não deve haver lugar para meios-termos, meias-luas, pardos, mestiços e miscigenados. Deve ser o tudo ou o nada, a raça pura ou a impura, o fiel ou o infiel. "Os revolucionários", diz o historiador polonês Leszek Kolakowski, "não creem no purgatório; creem na via sacra, no inferno e no paraíso, no reino da libertação total e no reino do mal total".

Pode ser paradoxal, mas foi exatamente esse fundamentalismo extremista religioso que se acrescentou à atividade revolucionária marxista, ateia e materialista, temperando com tentações purificadoras as ações radicais que praticam, desdenhando excrescências maniqueístas de limpeza étnica e cultural.

Assassinos, terroristas e revolucionários se assemelham em tudo com seus métodos e objetivos: estrangular violentamente as diferenças, abater sem piedade os desconfortos plurais, instalar pela força as hegemonias ideológicas culturais, políticas ou religiosas.

O psiquiatra Theodore Dalrymple diagnosticou lucidamente a identidade nas doutrinas teologais da Irmandade Muçulmana representada pelo militante, radical e poeta, Sayyid Qutb (1906 - 1966 - enforcado por Nasser) com os ideais da doutrina comunista apregoada e ensinada por Karl Marx (1818 - 1883) e seus sequazes. Qutb queria uma única religião, a islâmica, mas sabia que ela não aconteceria apenas com pregações. Marx queria uma única sociedade, sem classes e sem opositores, a comunista, mas sabia que ela não viria por espontâneas democracias reformistas.

Qutb sabia, pois, que seria necessário o emprego da coação violenta e terrorista para implantar uma única fé no mundo. Marx sabia que seria inevitável e necessário o emprego da violência revolucionária para instalar o comunismo. O terrorismo islâmico religioso e a violência revolucionária marxista antirreligiosa terminaram se abraçando numa espécie de irmandade siamesa paradoxal e autofágica.

Nos anos medievais, homens estranhos habitavam castelos inexpugnáveis em rochedos montanhosos da Síria e da Armênia e eram conhecidos pelo nome de 'assassinos'. Carne e leite de cabras, juntamente com tâmaras do deserto, alimentavam os seus corpos, mas suas mentes nutriam-se de outra comida: o excremento dos demônios. Seu ofício assassino era assaltar e matar quem atravessasse seu caminho.

Obedecendo cegamente às ordens do 'Velho da Montanha', cumpriam o sanguinário e impiedoso ato de tirar vidas alheias e/ou de morrer. Quando mandados, atiravam-se até aos penhascos para despedaçar a própria vida. Como recompensa, o paraíso, cujo prêmio prometido é ensinado no Alcorão.

O comportamento daqueles assassinos era igual ao dos terroristas atuais como os do Hamas perpetrados no dia 07 de outubro passado. Desprezando vidas pessoais e alheias, esses homens estampam crueldades e ignomínias que estremecem, estarrecem e amedrontam qualquer pessoa decente.

Felipe VI, rei francês, no ano de 1332, programou uma cruzada com o fito de libertar Lugares Santos da Cristandade. Não imaginava encontrar assassinos como aqueles da Síria pelo caminho. Recebeu de Brocardo, missionário alemão localizado na Armênia, aterradora advertência sobre ataques sanguinários que podiam ser perpetrados por homens que empunhavam adagas e punhais sob vestes matando sem piedade os que encontrassem.

"Os Assassinos", escrevia aquele missionário ao rei, "devem ser amaldiçoados e evitados. Eles se vendem, têm sede de sangue humano, matam inocentes por dinheiro e não se importam nem um pouco com a vida ou a salvação. Como o demônio, transfiguram-se em anjos de luz, imitando os gestos, as vestes, línguas, costumes e atos de diversas nações e povos; desse modo, escondidos em pele de cordeiro, submetem-se à morte tão logo sejam reconhecidos".

Os chamados 'assassinos', dos primórdios do terrorismo islâmico, eram homens alterados e sanguinários. Segundo o historiador, Bernard Lewis, comportavam-se daquela maneira em virtude dos entorpecentes que consumiam. 'Hassi', era uma espécie de pedra resinosa seca que alterava a visão e o raciocínio de quem a ingerisse. O termo 'hassassins' (bebedores de hassis) indica, regularmente, o modo de ser e de se comportar dos submetidos ao haxixe, droga que treslouca ações e pensamentos dos seus usuários.

Os homens, portanto, não nascem assassinos. Transformam-se tais quando alteram sua natureza e sua alma. São forçosamente demolidos para serem reconstruídos de forma demoníaca. É preciso degringolar a natureza e a ordem do próprio ser para se atingir o estágio criminal. É necessário um entorpecimento da inteligência e uma catalepsia da vontade para se galgar a fé e a ação terroristas. Nenhum movimento dessa magnitude seria possível sem a prévia destruição da interioridade, sem o 'haxixe' do torpor e sem o torpor do 'haxixe'.

Portanto, o terrorismo praticado, consumido e aprovado por alucinados indica um estágio fenomenológico comportamental revelador: a degeneração nuclear da vida moral e psicológica dos seus protagonistas e defensores. Ninguém galga o terrorismo assassino sem comer a bosta do demônio que pode ser encontrada somente no inferno ideológico mais corroído da terra.

Racionalidade alguma ou motivo algum podem entender e aceitar ousadias assassinas embebidas de terrorismo que tornam alguém capaz de degolar crianças indefesas ao mesmo tempo em que festeja o próprio crime.

Unicamente seres entorpecidos podem virar do avesso a própria alma e se vergar ao torpor da corrosão mais lancinante e inimaginável.

Immanuel Kant (1724 - 1804), o mais iluminista dos filósofos modernos, pretendeu defender a moral e, ao falar do suicídio, fez referência à vida humana incivilizada. "Fomos postos neste mundo\", escreveu Kant, "sob certas condições e para propósitos específicos. Mas o suicida se opõe ao propósito do Criador; e chega ao outro mundo como alguém que desertou do posto; ele deve ser desprezado como um rebelde contra Deus. Logo que nos lembramos da verdade de que a intenção divina é preservar a vida, somos obrigados a regular nossas atividades em conformidade com isso".

Ora, se, deveras, o suicida é um desertor, então o homicida é um impostor.

Os que se retiram do jardim são desertores, os que o esmagam são impostores. Ambos, porém, agem na contramão da vontade divina e fora do lugar criatural. Se no suicídio há desistência, no homicídio há demência. A escola assassina, revolucionária e terrorista ensinou, por sua vez, que um suicida pode ser também um homicida e um homicida, um suicida. Os que matam conscientes de que podem ser mortos, são terroristas suicidas porque matam para morrer e morrem para matar. Já não lhes importa a própria vida nem a de ninguém.

É por isso que os revolucionários matam na mesma proporção e na mesma ignominiosidade dos terroristas e os terroristas matam na mesma proporção e na mesma ignominiosidade dos revolucionários. Revolucionários assassinos e assassinos revolucionários rasgam a ordem da Criação e se põem num lugar transumano.

Faltam-nos estudos para compreender os abismos morais e mentais nos quais nos encontramos. Entorpecidos assassinos rondam os ambientes culturais e educacionais com ideologias e doutrinas que legitimam até o sacrifício de inocentes, a morte de indefesos, o desaparecimento de culturas, tradições e povos. Muitos terroristas, ao serem reconhecidos, suicidam-se, porque obedecem às ordens da entorpecência, incapazes de observar a loucura em que se meteram.

"Na doutrina marxista", continua Kolakowski, "domina o espírito revolucionário: a libertação ou é total e definitiva ou não existe; não existem vias intermediárias; mediante um multiplicar-se das reformas a revolução não pode nem ser substituída nem ser realizada 'em parte': a revolução não consiste na soma das reformas... Regressões culturais determinantes não são todavia impossíveis porque não existe nenhuma lei histórica que garanta à humanidade o progresso ininterrupto: a ideia que o mundo atual seja corrupto tão radicalmente a ponto de tornar impossível qualquer melhoramento e que justamente por este motivo o mundo que a isso sucederá deva trazer consigo a perfeição absoluta e a libertação definitiva, esta ideia é uma das mais monstruosas aberrações do espírito humano: a sã razão sugere ao invés: quanto mais o mundo atual é corrupto, tanto mais longo, difícil e incerto é o caminho que o separa do agoniado reino da perfeição".

Nas veias de qualquer terrorismo, religioso ou marxista, habita, portanto, um maniqueísmo de purificação, uma ansiedade de erradicação de toda dissidência e diversidade. Sua empreitada supõe a demolição de toda moralidade, o estrangulamento de toda ordem espiritual e axiológica. Os que matam inocentes sem pestanejar, sem remorso e sem culpa, assassinaram, antes, sua própria alma.

Urge, desejava G. Chesterton, retornar às fontes sagradas da nossa existência para redescobrir a verdade segundo a qual a justiça e a salvação plena deste mundo não serão alcançadas por meio de nossas soberbas mãos. Aquele que esquecer sua condição de criatura, terminará por resvalar na demência demoníaca na qual o destino é sem retorno e o retorno é sem destino.
*       Em Santa Maria, 03/11/2023

**     O autor é professor de Filosofia

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  • Gilberto Simões Pires, em Ponto Crítico
  • 03 Novembro 2023

Gilberto Simões Pires

TÁTICA UTILIZADA POR JOSEPH GOEBBELS

Por incrível que possa parecer, muita gente, com enorme prazer, segue devota da velha tática, largamente utilizada pelo ministro da PROPAGANDA NAZISTA, Joseph Goebbels, que dá conta de que a -REPETIÇÃO DE MENTIRAS AUMENTAVA AS CHANCES DE CLASSIFICÁ-LAS COMO VERDADEIRAS-. 

REPETIÇÃO DE VERDADES

 

Ora, se levarmos em boa conta que a REPETIÇÃO DE MENTIRAS produz o convencimento de que venham a ser reconhecidas como VERDADES, da mesma forma há que se admitir que a REPETIÇÃO DE VERDADES oferece chances idênticas de serem entendidas, e aceitas, como algo dotado de VERACIDADE. Mais ainda quando devidamente acompanhadas de provas sobre aquilo que é dito e repetido.  

OBVIEDADES SUPREMAS

 

Mesmo levando em boa conta que OBVIEDADES SUPREMAS dispensam REPETIÇÕES, ainda assim, partindo do princípio de que a maioria dos nossos meios de comunicação são fiéis seguidores de Joseph Goebbels, aí se impõe uma necessária REPETIÇÃO daquilo que escrevi ontem, quando apontei que o CAMINHO DA PROSPERIDADE, -ECONÔMICA E SOCIAL- passa: 1- PELA REDUÇÃO DE IMPOSTOS; 2- PELA LIBERDADE ECONÔMICA; e, 3- PELO CONTROLE DO GASTO PÚBLICO, QUE POR SUA VEZ REFLETE EM JUROS MAIS BAIXOS. 

CAMINHO DO BREJO

 

Pois, tão logo publiquei o editorial de ontem, Lula, como se tivesse tomado conhecimento do conteúdo achou por bem, com absoluta certeza e convicção, apontar que sob o comando petista-comunista no Brasil a ordem única é seguir o CAMINHO DO BREJO. 

LULA SÓ PENSA NAQUILO

 

Além de confirmar que mandou às favas a ideia de DÉFICIT ZERO, Lula não escondeu que tem os OLHOS GORDOS voltados para as eleições municipais. Isto significa que não medirá esforços -FINANCEIROS- para eleger prefeitos e vereadores petistas. Para forrar o CAIXA, Lula SÓ PENSA NAQUILO, ou seja, na CRIAÇÃO DE NOVOS IMPOSTOS E/OU AUMENTO DE ALÍQUOTAS DOS JÁ EXISTENTES, visando O AUMENTO DE ARRECADAÇÃO. Tudo que define o real CAMINHO DO BREJO!

 

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  • Sílvio Lopes
  • 02 Novembro 2023

 

 

Sílvio Lopes

 

      O tempo é implacável. As horas, dias e anos voam em velocidade supersônica. E parafraseando a letra daquela velha e surrada canção..." quem sabe faz a hora, não espera acontecer"...Pois faz todo sentido para o momento em que vivemos no Brasil. Como diz o ditado cigano: "Se não tirar a carruagem da lama, ela vira lama". Essa carruagem, você bem pode deduzir, é - no caso- o Brasil.

Que vivemos momento apocalípticos, disso também ninguém duvida! O profetizado, (ípsis literis), pelo último livro bíblico, tem acontecido. E o pior: acontecerá. Resta-nos, portanto, enquanto seres humanos,  lutar quanto mais não seja para adiar tais (diga-se, catastróficas) profecias.

Feito à imagem e semelhança de Deus, o homem sofre hoje poderosa e declarada guerra espiritual em evidência no mundo, prometida pelas forças satânicas que o querem humilhar e envergonhar diante do seu Criador. Ir contra os poderes do mal que ruge e vomita ódio pelo ser humano, exige - como observou Martinho Lutero, "mais do que o intelecto e a sabedoria humanas".

Enquanto milhões ignoram tal ameaça à raça humana, outros sequer a reconhecem como inimigos satânicos, tais seres do mal avançam e vão destroçando uma a uma de nossas trincheiras. Hoje esses seres das trevas dominam não apenas as mentes dos incautos, mas se tornaram príncipes destemidos a conduzir nossas vidas em que área for. Aqui e acolá, tomaram o poder político prometendo às massas dar-lhes o céu, mas só tem mesmo a entregar o pior dos infernos.

Fico aqui pensando: como o Brasil, tido e havido como majoritariamente cristão, pôde se render tão servil e caprichosamente às seduções de satanás. Como pode isso ter acontecido? Como vamos, afinal de contas, evitar transformar este lindo e rico país na lama que é o socialismo? Ainda temos tempo e armas eficientes para salvar a nação?

*       O autor, Silvio Lopes, é jornalista, economista e palestrante sobre "Economia Comportamental"

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  • Afonso Pires Faria
  • 31 Outubro 2023

 

Afonso Pires Faria

        Como pode um povo inteiro ficar tão debilitado mental e cognitivamente?

Nos fins dos anos 40 o escritor George Orwell já alertava através de sua obra "1984", o que nos esperava. Claro que ninguém o levou a sério. Seria impossível alguém acreditar que no futuro, em vez de evoluirmos, regrediríamos a ponto de aceitar uma idiotice tão grande tal como se criar um "ministério da verdade". Ou que se admitiria, em vez de criarmos maior número de palavras para nos comunicarmos, aceitaríamos de forma velada, a supressão das que usamos.

O que falta para aceitarmos estas evidências? O tal ministério, ao qual se referia o autor, se não foi criado com o mesmo nome, teve a sua atuação turbinada e está aí para quem quiser ver. Tem muito mais poder pois não é um simples departamento e sim um dos três poderes da República.

Quanto à linguagem, é nítido o seu empobrecimento. Liguem o rádio em uma emissora qualquer e vejam a pobreza vocabular dos seus locutores. Os pronomes pessoais foram todos suprimidos e substituídos pela expressão "a gente". Utilização indevida de termos que nada dizem e somente tornam a comunicação truncada como "aí", "né", "hã", "tá" e muitas outras, que tornam a nossa comunicação um amontoado de palavras soltas, que pouco ou nada dizem de concreto.

Os erros de pronúncia como "a grama", "récorde" e expressões totalmente desconexas como "estádio completamente lotado", "eu acho que, com certeza" são usuais. Isto tudo dito por profissionais da comunicação. Eles foram treinados para fazer exatamente assim.

O pior ainda é que foi tudo planejado por aqueles que segundo autores renomados, perderam a guerra fria. Perderam nada. Mudaram a estratégia e estão cumprindo os seus propósitos com muita eficiência. Em breve estaremos todos enjaulados e grunhindo.

*       O autor é titular do blog kacetadasdoafonso.blogspot.com

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  • Alex Pipkin, PhD
  • 31 Outubro 2023

 

Alex Pipkin, PhD

       As manifestações de “progressistas” pró-Hamas no mundo inteiro, escancararam a sórdida mentira da preocupação com a igualdade e a justiça social.

Esses idiotas úteis, exclusivamente, esforçam-se e alimentam um projeto de poder macabro de seus capos.

Porém, se fosse só burlesco ver bandeiras LGBTQIA+ em tais manifestações, seria o melhor. O fato concreto é que esta massa de manobra, inepta quanto a real “causa palestina”, é mesmo criminosa, não somente uma legítima piada de mau gosto.

Essa, contemplando uma grande parte de jovens submetidos à lavagem cerebral, suporta covardes terroristas assassinos, que cometeram atrocidades contra civis israelenses e que são condenados pelos próprios palestinos de bem da Faixa de Gaza. É evidente que a circulação desses relatos factuais não interessa, motivo pelo qual não são mostrados na “grande mídia progressista” mundial.

A trupe esquerdista faz de conta que não enxerga - a maioria é cega, objetivamente - que o Hamas sufoca e aniquila os próprios palestinos na Faixa de Gaza. Natural que palestinos, incluindo crianças e mulheres, sejam usados como escudos humanos nesta guerra.

Antes que algum “liberal” venha me alertar sobre “versionismo” (horror), são fatos cabais. O massacre de crianças e de famílias judias, representa um novo Holocausto na história civilizacional, revelando, mais uma vez, a face negra da doença mental do racismo, do antissemitismo.

É crucial compreender a genuína mentira “progressista”, agora mostrada ao vivo e a cores para o mundo, referente às políticas identitárias, e a suposta defesa das minorias, daqueles oprimidos, tais como os negros, a comunidade LGBTQIA+, as mulheres, enfim.

Nessa guerra “santa”, o embuste tornou-se transparente. Os judeus esquerdistas, no olho do furacão, deram-se conta, pela horrenda experiência em carne e osso, de que os progressistas, legitimamente, não se preocupam com a vida humana, mas somente com politicagem e poder.

Como os judeus esquerdistas ficaram “pendurados no pincel”, caíram as máscaras vermelhas do bisonho antissemitismo. Tornou-se cristalino perceber que a doença mental do antissemitismo é verbalizada por inimigos já conhecidos, contudo - e mais perigoso - aqueles “amigos disfarçados” ficaram nus!

Não me é confortável falar do ódio e da inveja ao povo judeu no mundo. Esse sempre foi utilizado como bode expiatório. A cretina turma “progressista”, adora colocar nos holofotes os crimes contra a minoria negra, no entanto, quase ninguém comenta que os crimes de ódio aos judeus, por exemplo nos Estados Unidos, em 2022, ficaram em segundo lugar nesta escala. E agora?

O antissemitismo aparenta ser um vírus que se alastra tal qual a propalada Covid-19. Entretanto, neste caso, diferentemente daquele vírus, o alvo é, assustadoramente, o povo judeu.

Tenham em mente que o objetivo do terrorismo não é exclusivamente varrer o Estado de Israel do mapa. É, de fato, criar uma atmosfera de terror e de medo nos judeus do mundo.

Já está claro que os judeus espalhados pelo globo, encontram-se preocupados, e porque não dizer, constrangidos de usar e praticar seus rituais, em público. Em especial, todo aquele que apoia o Estado de Israel é um alvo a ser abatido.

Muitos “em cima do muro” brincam com fogo! Para quem desconhece, a exemplo do período do Holocausto, na Europa, já há placas em estabelecimentos comerciais proibindo a entrada de judeus.

A doença mental do antissemitismo foi externalizada por essa esquerda “progressista”, revelando mentes e faces, e atiçando intensamente os desejos de perversos enrustidos. O antissemitismo, que sempre dormiu entre nós, simplesmente saiu do armário.

Triste. As memórias dos fatos macabros contra a dignidade humana na 2a. Guerra Mundial parecem ter desaparecido. O antissemitismo é tão presente no ar que respiramos, que muitas pessoas nem sequer conseguem, ou não querem, vê-lo.Eu vejo, ouço, leio e o sinto. Que desconforto!

Mesmo que seja doloroso para nós, temos que nos manter coerentes com aquilo que pensamos e acreditamos.

Eu não esquecerei a história, para que ela jamais se repita.

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  • Gilberto Simões Pires, em Ponto Crítico
  • 30 Outubro 2023

Gilberto Simões Pires

TÍTULOS MUNDIAIS

Os governantes petistas, mais do que todos que comungam das demoníacas ideias socialistas/comunistas, além de ostentar os títulos de -MAIORES CORRUPTOS E INSUPERÁVEIS MENTIROSOS da história contemporânea, também nunca esconderam o quanto são providos de uma desproporcional GANÂNCIA ARRECADATÓRIA.

LULA JOGOU A TOALHA

 

Pois, o chefe do PT, na última 6ª feira, 27, em café da manhã com a imprensa, estufou o peito e AFIRMOU, ALTO E BOM SOM, sem surpreender, tudo aquilo que já venho AFIRMANDO através dos meus editoriais. Na real Lula -JOGOU A TOALHA- ao dizer que -DIFICILMENTE O BRASIL ATINGIRÁ O DÉFICIT ZERO NAS CONTAS PÚBLICAS EM 2024-, como foi PROMETIDO pelo seu desmoralizado MINISTRO-POSTE,  Fernando Haddad. Disse mais: -QUE UM ROMBO DE 0,5% ou 0,25% NÃO É NADA!

MISSÃO IMPOSSÍVEL

 

Mais: como estava diante de uma plateia de jornalistas-petistas, usando da MENTIRA, jogou a culpa nos AGENTES DO MERCADO chamando-os de GANANCIOSOS. Pois, para que fique bem claro, Lula e seu partido são, desde sempre, GANANCIOSOS POR ARRECADAÇÃO. A propósito, a palavra -DIFICILMENTE- utilizada por Lula é mais uma MENTIRA, pois, a considerar o fantástico festival de IRRESPONSÁVEIS GASTOS PÚBLICOS, a tentativa da obtenção do PROMETIDO -DÉFICIT ZERO-, independente da GANÂNCIA ARRECADATÓRIA, virou MISSÃO IMPOSSÍVEL.

MAIOR DO QUE O PREVISTO

 

Pois, antes que algum leitor desavisado pense que estou de má vontade com o GASTADOR GOVERNO LULA, eis o que disse, também na última 6ª feira, 27, o Secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron (que integra a equipe do MINISTRO-POSTE): - O governo federal pode fechar 2023 com um DÉFICIT PRIMÁRIO PIOR DO QUE O PREVISTO.

 

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