Gilberto Simões Pires
PERÍODO FESTIVO
Houve um tempo em que o período que inicia no NATAL e vai até a entrada do NOVO ANO, era reservado para alegres e festivas reuniões com familiares e amigos, todos devidamente prontos e desejosos para expressar, sob o domínio da mais pura sinceridade, votos incalculáveis de muita SAÚDE, FELICIDADE E PROSPERIDADE.
CRIMINOSOS IRRECUPERÁVEIS
Entretanto, notadamente nestes dois últimos anos, esse TRADICIONAL PERÍODO DE FESTAS deixou de ser respeitado pelas AUTORIDADES TIRÂNICAS DO NOSSO EMPOBRECIDO PAÍS, as quais, de forma muito COESA, FIRME, ARTICULADA E ORGANIZADA, fortemente poiadas pelo CONSÓRCIO -MÍDIA ABUTRE-, acharam por bem que todos aqueles que SÃO -DE DIREITA-, e/ou se dedicam a FAZER PRODUTOS E PRESTAR SERVIÇOS, devem ser vistos aqui, ali e acolá como CRIMINOSOS IRRECUPERÁVEIS. Para esses, a PROTEÇÃO DA LEI simplesmente NÃO VALE.
DÍVIDA PÚBLICA
Mais: como PRESENTE DE NATAL, o presidente Lula está entregando um AUMENTO SIGNIFICATIVO DA DÍVIDA PÚBLICA. Sem tirar nem pôr, nestes dois anos de governo, a DÍVIDA PÚBLICA BRUTA cresceu 10% (começou em 72% do PIB e jogou para irresponsáveis 79% do PIB). Insatisfeito, Lula já acena com a certeza de que o endividamento vai crescer muito nos próximos dois anos de mandato. Tudo por conta de uma GASTANÇA SEM LIMITE, onde nenhum real é destinado para melhorar o crescimento e o desenvolvimento do nosso empobrecido Brasil. Mais: no mês de novembro, a DÍVIDA PÚBLICA FEDERAL cresceu 1,85%, totalizando R$ 7,2 TRILHÕES. Que tal?
TRAGÉDIA EM NÚMEROS
A consequência desta DIREÇÃO PERIGOSA é retratada, dia após dia, através da TAXA DE RISCO PAÍS, calculada e informada, on-line e em tempo real, pelos meios financeiros do mundo todo. Ontem, para quem não tomou conhecimento, o RISCO BRASIL superou a marca de 200 PONTOS BASE, superando a máxima verificada em maio do ano passado (2023), quando Lula tinha completado pouco mais de um ano do seu TRÁGICO MANDATO.
FOTO DO EX-MINISTRO PAULO GUEDES
Para confirmar o FANTÁSTICO E ILIMITADO DESRESPEITO, ontem, 26, a Folha de São Paulo noticiou que a -FOTO DO EX-MINISTRO DA ECONOMIA, PAULO GUEDES, ficou de fora de um mural exposto no Ministério da Fazenda com personalidades que comandaram a pasta em governos anteriores. Na real, como bem escreveu o pensador Rodrigo Constantino, na Gazeta do Povo, Paulo Guedes não merece estar ao lado de figuras como Mantega ou Delfim Netto. Um país que tem Fernando Haddad como substituto de Paulo Guedes é amaldiçoado mesmo. Paulo Guedes foi a chance que tivemos de sair desse lamaceiro e experimentar o CAMINHO DA PROSPERIDADE COM LIBERDADE. Mas os "eleitores" escolheram a desgraça...
Valdemar Munaro
O que fariam os 'papais noeis' sem o Natal de Jesus? Esses velhinhos de barba branca que andam velozes entregando presentes estariam, certamente, em asilos ou ociosos se não houvesse a gruta de Belém. Os eventos natalinos, ofuscados pela abundância de provocações consumistas ou multiplicação de luzes em nossas praças e cidades, não deixam de irradiar seu genuíno significado. Os acontecimentos na cidade de Davi contêm verdades cristalinas atuais e imprescindíveis à humanidade.
Uma delas é o contraponto radical à catequese niilista e existencialista do experimento nauseabundo e negativo que compreende a vida humana. Foi M. Heidegger (1889 - 1976) o autor que sutilmente plantou essa ideia posteriormente colhida e espraiada pelo filósofo francês Jean Paul Sartre (1905 - 1980). O homem, no entender de Heidegger, é um 'Dasein', isto é, um ser-aí, atirado ou jogado no mundo à semelhança de uma peça desengrenada. Sua condição temporal é essencialmente assinalada pela angústia, pelo medo e pela morte.
Intelectuais próximos à essa estirpe filosófica niilista embarcaram na mesma carruagem e transformaram a existência humana num antro de queixumes bizarro e infeliz. Existir, segundo eles, é fardo sem pé nem cabeça, é aventura sem eira nem beira, é abismo sem fundo e sem luz.
A mensagem do Evangelho, ao invés, proclama vivamente outra catequese. A narrativa de João diz: "e o Verbo se fez carne e habitou entre nós". Essa notícia não se acha em lugar algum, exceto aqui, e sua verdade, extraordinariamente benfazeja, altera o andador da história contrapondo-se radicalmente ao teorema niilista.
As criações humanas seriam impotentes e inúteis se Deus não as amparasse. O que o Verbo Encarnado revela, é que os homens não são indivíduos abandonados à própria sorte, nem têm vidas que se assemelham a baratas tontas, sem rumo. O Autor da Vida, entre nós, veio para nos dar tudo sem nada receber a fim de que pudéssemos receber tudo sem nada dar.
É a fé confiante e pessoal que salva o homem, pensava o matemático B. Pascal (1623 - 1662), mas a fé não se obtém com teoremas científicos ou argumentos filosóficos. Jansenista, Pascal considerava o ateísmo, o niilismo e o ceticismo, fórmulas aptas, convenientes e adaptadas à covardia e à tibieza dos indivíduos. A fé, certamente, é um dom de Deus que conduz o fiel ao encontro vital e pessoal com Cristo, mas ele pode e deve ser desejado e suplicado pelo coração humano.
Os reis magos, por sua vez, varões sábios e humildes, após verem e adorarem o menino, 'voltaram por outro caminho'. O encontro com Jesus, rompe as mesmices. Belém e a humanidade deixaram de ser as mesmas com a Encarnação. Revelando-se puro Amor, Deus não se comunica na forma energética e cósmica, impessoal, mas na forma e linguagem antropológicas cujo destinatário predileto é o homem.
Uma segunda verdade pode ser contemplada na dignidade dos homens e mulheres reunidos em torno de Jesus. Ali está a família de Nazaré composta de pessoas que amam a Deus, os patriarcas, os profetas na esperança do Messias. Chamam-se Zacarias e Isabel (pais de João Batista), Myriam, (filha de Joaquim e Ana, esposa de José e mãe de Jesus), José, homem justo, pastores, anjos, magos, Simeão, o velho, Ana, a profetisa, etc.
Vê-se em seus rostos humildes, extraordinária alegria. O 'Nunc dimittis' de Simeão, o 'Magnificat' de Maria, o 'Benedictus' de Isabel e a 'orquestra sinfônica' dos anjos do céu indicam uma bem-aventurança e uma felicidade contagiosa. Apesar das advertências de Simeão, (ele disse, 'uma espada transpassará tua alma'), não se encontram aí lamentos pelas incompreensões, pela ausência de hospitalidade, pela precariedade da manjedoura, pela crueldade de Herodes e pela fuga dramática ao Egito.
Antros de violência e desamor povoam a história humana e em todos os lugares. Tampouco a concórdia reinava no império de César Augusto. José, Maria e Jesus, contudo, estreitamente unidos pelo amor e pela fé, se tornaram o porto seguro do recém nascido. O escritor austríaco Jakob Wassermann (1873 - 1934) observou: "As doutrinas revolucionárias de um rapaz ainda muito jovem têm frequentemente suas raízes na discórdia que reina no lar" (O Processo Maurizius).
Wassermann, considerado o Dostoievski do século XX por Stefan Zweig, entendeu perspicazmente que a construção ou a destruição de personalidades se gestam em berços. Eis a razão de hordas de insensatos e malucos, ressentidos e psicopatas, revolucionários e terroristas emergirem como moscas nos últimos séculos. As sombras de lares quebrados e filhos desamparados se espalharam progressivamente revelando as marcas de ressentidos e revoltosos, terroristas e assassinos.
O antídoto das insanidades psicológicas e morais se encontra na restauração da concórdia e do amor intrafamiliar. Biografias de grandes justiceiros e assassinos mostram ódios viscerais que todos eles nutriam pelo próprio pai, um reflexo patológico das agressões e opressões vividas na infância.
O marxismo se tornou doutrina fácil e feiticeira justamente por isso: foi capaz, magistralmente, de explorar as feridas recônditas da alma humana, mais que as do corpo. Marx, de história familiar sombria, talvez por isso, não soube construir senão através de destruições. Sua obra incendiou mentes e corações que já ardiam. Cutucai humilhados e oprimidos e descobrireis revolucionários em profusão! Às fileiras de revoltosos e guerrilheiros que se assemelham a Prometeu, Barrabás e Spartacus juntaram-se muitos outros, entre eles, assassinos, psicopatas e justiceiros tão iguais ou piores: Trotski, Stalin, Castro, Lenin, Mao Tse Tung, Pol Pot, Hitler, Ceausescu, Che Guevara, etc.
Nenhuma outra urgente verdade se mostrou tão necessária. A religião de Jesus se baseia no amor. Nem Lao Tsé, nem Kumg-tseu (Confúcio), nem Sidarta Gautama (Buda), nem Abraão, nem Gandhi estiveram livres de confusões e desamores, pois eram humanos. Também Maomé, o grande profeta, teve miserável infância e triste abandono. Sua revelação mostrou-se incapaz de livrar o Islã de mágoas e ressentimentos. O divino mestre, porém, é o único na história que ensina e pratica o mais puro e autêntico amor desvestido de rusgas ressentidas. Seu amor é humanamente impossível porque ama de modo incondicional, de um amor que não destroi, mas salva e redime inimigos.
As doutrinas e obras humanas, quaisquer que sejam, em Cristo, se iluminam em douto significado. Há as soberbas e há as humildes; aquelas se julgam capazes de chegar a Deus sem precisar Dele; estas se creem incapazes de elevar-se sem a ajuda divina. Por isso a suplicam. A Encarnação de Jesus ilumina não somente a história, também a interioridade humana, tornando-se 'causa de queda e soerguimento para muitos' (Lc 2, 34). Os que pretendem o 'saber absoluto' e, com ele, a construção violenta de paraísos neste mundo, sem o concurso da graça, estabelecem para si mesmos um suicídio antropológico e moral.
Edith Stein (1891 - 1942), mártir em Auschwitz, converteu-se à fé cristã não pelos argumentos dialéticos e científicos, mas porque buscou e experimentou um vínculo pessoal e vivo com Jesus. A experiência a conduziu para fora da fenomenologia de seu mestre, Edmund Husserl (1959 - 1938). A fé em Cristo Jesus vivo e ressuscitado realiza a plenitude do Natal, pois O 'envolto em faixas e reclinado no presépio' é o mesmo crucificado e ressuscitado.
Todos os que se movem soberbamente chocar-se-ão com a verdade de que o homem não é Deus, nem o será. Cristo, porém, "sendo de condição divina, não se prevaleceu de sua igualdade com Deus, mas aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e assemelhando-se aos homens. E, sendo exteriormente reconhecido como homem, humilhou-se ainda mais, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz" (Fl 2, 6- 8). Os que se arvoram mais superiores do que são, opõem-se ao espírito e aos eventos de Belém.
Jonathan Weiner, ao discorrer sobre o planeta Terra, escreveu: "Qual a primeira e mais importante dádiva da Terra? É simplesmente sua localização no espaço, onde é aquecida pelas chamas de um astro próximo, sendo estas as condições necessárias para a existência da vida. Qual a segunda dádiva da Terra? É o azul do céu e do mar, que tornam o planeta adequado para nosso tipo de vida - o único lugar hospitaleiro de que temos conhecimento no universo. E qual a terceira dádiva da Terra? É a riqueza de sua crosta, contendo aproximadamente uma centena de elementos naturais que dão origem a milhares de combinações químicas - essa constitui a dádiva da variedade, sem a qual as possibilidades de vida seriam infinitamente limitadas... Se o sol se apagasse, toda a água existente em nosso planeta congelaria; os sete mares se transformariam em blocos de gelo com quilômetros de espessura. A própria atmosfera se tornaria líquida, e se acumularia em mares rasos, charcos e poças, na terra negra e gelada. Diante deste poder, é natural perguntarmo-nos se o sol não exercerá sobre nós influências mais sutis, das quais ainda não estamos cientes" .
Ora, há povos que veem o sol como deus, mas o canto de Zacarias (Lc 1, 78) não o confirma. Ali se lê que Deus se parece com o sol, numa imagem que simboliza o Messias que é a luz do mundo. Se não houvesse luz andaríamos nas trevas e a nossa existência seria insípida e obscura. Belém expressa o que S. Agostinho afirma no seu mais nobre texto: "Et laudare te vult homo, aliqua portio creaturae tuae...Tu excitas ut laudare te delectet, quia fecisti nos ad te" (O homem quer te louvar, uma partícula de tua criação...És tu que o estimulas a se deleitar dos teus louvores, pois nos fizeste para ti) (Conf. 1, 1). Deus não nos fez para o nada, nem para o abismo da extravagância niilista. Fez-nos para Ele e nossa origem será também nosso destino. Isso, e mais, podem ser verdades colhidas da Belém de Jesus. Bom Natal!
Santa Maria, 21/12/2024
* O autor, Valdemar Munaro, é professor de Filosofia.
Dagoberto Lima Godoy
A má condução econômica pode não ser apenas um erro de gestão, mas uma estratégia para subverter a ordem constitucional e instalar um regime autoritário. Um dos caminhos mais insidiosos para isso é a dominância fiscal, um fenômeno que ocorre quando o governo prioriza seus próprios gastos acima da estabilidade econômica, levando ao descontrole inflacionário. O governo acumula déficits insustentáveis e recorre ao Banco Central para financiar suas despesas, geralmente por meio da emissão de moeda. Essa prática desvaloriza a moeda, reduz o poder de compra da população e destrói a confiança no sistema econômico. O resultado? Uma espiral inflacionária que desorganiza a economia, criando condições de caos social.
Historicamente, regimes autoritários se aproveitaram de crises econômicas para justificar ações extremas. Na Alemanha dos anos 1920, a hiperinflação abriu caminho para a ascensão do nazismo. Na Venezuela e no Zimbábue, políticas fiscais desastrosas desencadearam colapsos econômicos que fortaleceram líderes autoritários sob o pretexto de "restaurar a ordem".
No Brasil, esse alerta não é irrelevante. A instabilidade econômica, aliada à deslegitimação de instituições democráticas, pode ser usada como justificativa para medidas excepcionais que centralizem o poder, calem a oposição e controlem as massas. Sob o pretexto de combater o caos, controles econômicos rígidos e a supressão de liberdades individuais podem ser impostos.
Evitar essa armadilha exige vigilância institucional e políticas fiscais responsáveis, sendo a autonomia do Banco Central crucial para evitar interferências políticas que sabotem o controle inflacionário.
Proteger a economia de abusos é proteger a própria democracia. O caos econômico manipulado, pode ser um caminho para a destruição das liberdades que tanto prezamos.
* O autor é engenheiro civil, mestre em Direito, empresário e escritor.
Gilberto Smões Pires
SÍNDROME DO PÂNICO
Antes de tudo, vale lembrar que o PÂNICO tem como característica a sensação de MEDO ou MAL-ESTAR repentinos. Ora, se levarmos em correta conta que esta fantástica -CRISE (CAOS) FISCAL, FINANCEIRA E ECONÔMICA que vem sendo imposta com extrema maestria pelo governo Lula promete ser LENTA, GRADUAL, SEGURA E DURADOURA, aí a SÍNDROME DO PÂNICO ganha claros contornos de notória DEPRESSÃO.
BANCO CENTRAL INDEPENDENTE
Mais do que sabido, o TRIO DE DESTRUIDORES PETISTAS -Lula, Gleisi e Fernando Haddad,- jamais escondeu o quanto detesta a -INDEPENDÊNCIA DO BANCO CENTRAL-.Pior do que isto é o fato de se obrigarem a suportar a permanência, nesses dois últimos anos, do economista -LIBERAL e pra lá de RESPONSÁVEL, Roberto Campos Neto que está se despedindo do cargo com as malas cheias de insultos de toda ordem e tamanho, que foram atirados pelo TRIO PETISTA.
O CAOS VENCEU
Esta triste e grave situação, pelo alto grau de destruição que já chegou, deixa bem claro que já não EXISTE O RISCO DA ECONOMIA DO PAÍS ENTRAR EM -DOMINÂNCIA FISCAL, conceito que se traduz quando o BANCO CENTRAL PERDE A CAPACIDADE DE CONTER A INFLAÇÃO POR MEIO DA POLÍTICA MONETÁRIA (leia-se AUMENTO DA TAXA SELIC). Ou seja, o RISCO já deu lugar à CERTEZA DE QUE, ENFIM, -O CAOS VENCEU-.
SEM ESPAÇO PARA ILUSÕES
Assim, da mesma forma como o IBGE, por exemplo, deixou de ser INDEPENDENTE, por conta de metodologias suspeitas que foram decididas e colocadas em prática pelo seu presidente, Márcio Pochmann, o BANCO CENTRAL, nas mãos e pés do seu novo presidente e mais três novos diretores, todos escolhidos a dedo por Lula, já está comprometido em fazer tudo aquilo que o governo quer. Tal qual, aliás, aconteceu no governo Dilma, quando a inflação subiu e o COPOM, por vontade da então PRESIDENTA, decidiu baixar a TAXA SELIC. Como se vê, não há mais espaço para ILUSÕES...
Dartagnan da Silva Zanela
Manter-se vigilante, eis aí uma das lições que o Tempo do Advento nos apresenta. Lição que, infelizmente, entra ano, sai ano, nós insistentemente deixamos pra depois. Um depois que nunca chega.
Cristo, no horto das oliveiras, conclamou os apóstolos a orarem com Ele e a manterem-se vigilantes. Bem, todos conhecemos o fim desse episódio. A rapaziada pregou os olhos enquanto Jesus, em agonia, orava.
Ao falarmos em vigília, não estamos aludindo aos desafios que a vida nos apresenta em seus caminhos e encruzilhadas, referimo-nos às sedições e seduções que se fazem presentes no âmago do nosso coração que, por pura distração de nossa parte, vira e mexe, acabam por ditar o rumo e o prumo dos nossos passos.
Ora, quantas vezes tomamos decisões tontas por termos dado ouvidos aos nossos caprichos, medos, ressentimentos e desejos desordenados? Com toda certeza o número não é miúdo. Aliás, nós realmente refletimos sobre isso? Pois é.
Sim, somos muito mais impulsivos que reflexivos e, por sermos assim, imaginamos que nossa reatividade infantil seria sinônimo de "bom senso".
Vigiamos, atentamente, a vida alheia, especialmente daqueles que têm a infelicidade de estarem na lista dos nossos desafetos; mantemo-nos atentos a todas as miudezas, que fluem de boca em boca, pelas malhas do whatsapp e similares, para ficarmos bem informados sobre tudo aquilo que não nos diz respeito e, por isso, acabamos sempre subtraindo o pouco valor que tínhamos em nosso peito por um preço vil.
Agindo assim, fragmentamos a consciência que temos a respeito dos nossos semelhantes e, de quebra, terminamos por nos alienar de nós mesmos, por ignorarmos a presença e o poder das inúmeras inclinações tortas e desordenadas que atuam através de nós, como bem nos lembra Louis Lavelle.
Alienados, com o olhar turvado, acreditamos ser pessoas "do bem", ou "de bem", ao mesmo tempo que torcemos pelo cancelamento da humanidade daqueles que não caminham dentro do nosso riscado.
Por essa e por outras razões, o filósofo Leszek Kolakowski nos lembra que aquele que nunca parou para considerar a possibilidade de ser uma farsa é o mais infeliz dos homens, porque rendeu-se por inteiro aos inimigos da alma humana.
E quanto a nós, seríamos uma dessas pobres almas ou não? Eis aí o ponto que deveríamos levar em consideração.
*O autor é professor, escrevinhador, bebedor de café e autor de "A QUADRATURA DO CÍRCULO VICIOSO", entre outros livros.
Alex Pipkin, PhD
Tenho posto que à discussão sobre redução da pobreza no Brasil assemelha-se a um verdadeiro “papo de bar”.
É imprescindível mencionar que o elixir “mágico” para retirar as pessoas da pobreza é, sem dúvidas, o crescimento econômico. Para tanto, o foco de políticas públicas deveria estar no aumento da produtividade nacional, essa aportando mais oportunidades, mais empregos e melhores níveis salariais.
O grande imbróglio é que em razão de uma “nova consciência benevolente” - e interesseira -, abdicou-se da preocupação com as alavancas da produtividade e do crescimento em favor de um assistencialismo contraproducente, sentimental e desmedido. De maneira genuína, a lógica ilógica passou a ser o centro na redistribuição de renda, transferindo-se renda - e responsabilidades - daqueles que produzem para aqueles que pouco ou nada produzem.
Os indivíduos são imanentemente diferentes, dotados de recursos, de habilidades e de atitudes distintas, vivenciando diferentes circunstâncias na vida. Diga-se de passagem em determinadas situações, naturais e transitórias. É claro que existem reais incapacitados, que merecem acessar uma rede de proteção e auxílio do aparato estatal - e das “comunidades” envolvidas” -, a fim de sanar suas necessidades e sofrimentos. No entanto, é necessário tratar tal questão com lógica, conhecimento e ciência “de verdade”, além de um humanismo racional, para distinguir entre aqueles incapacitados e aqueles capazes de assumir suas próprias vidas e responsabilidades correspondentes.
Comprovadamente, não há uma relação direta entre assistencialismo e redução da pobreza. O resultado prático e efetivo é, sem dúvidas, o aumento de barreiras à criação de mais empregos, mais oportunidades, à inovação, e ao incremento da produtividade, obstaculizando o “salvador” crescimento econômico.
O Leviatã, “salvador” dos fracos e oprimidos, com sua gastança inconsequente em programas sociais, acaba intervindo com a mão pesado do Estado, interferindo abusiva e equivocadamente na economia, gerando exatamente consequências não intencionais - e intencionais -, que redundam em uma série de barreiras e problemas para o alcance da criação de empregos, para o aumento de produtividade e para o vital crescimento econômico.
Pior do que isso, cria-se um ciclo vicioso, em que a justificativa de aplacar às dificuldades dos mais necessitados, faz com que o Leviatã siga intervindo e gerando ainda mais problemas para a vida, em especial dos mais pobres, e de todos. Objetivamente, é o Estado grande quem gera disfunções na esfera privada e na economia, e que, posteriormente, posiciona-se com o responsável para solucionar os dificuldades geradas por ele próprio.
Governos populistas e irresponsáveis, especialmente aqueles da “esquerda bondosa”, miram, trivialmente, nas consequências de suas políticas esdrúxulas e “bem-intencionadas”, abstendo-se das reais causas da pobreza e do fracasso na direção do legítimo crescimento econômico.
É mister dar um “basta” na explosão infrutífera de benefícios àqueles que, seguramente, podem e devem ser estimulados a trabalhar, a assumir suas responsabilidades e a conquistar à dignidade individual. Por via de consequência, direcionando as políticas públicas para iniciativas que criem liberdade individual e econômica para às pessoas, interferindo menos na vida privada e na economia, a fim de que os agentes econômicos possam estabelecer relacionamentos colaborativos e voluntários mais lucrativos, em um ambiente propício e favorável aos negócios e a respectiva geração de empregos, de renda, de produtividade e de mais prosperidade para todos.
Como realizar tal objetivo? Deixando-se de lado o populismo, a inconsequência e a incompetência, intervindo menos e mais acertadamente. Simples assim. É fundamental melhorar em muito à qualidade da educação, em especial, a dura, na base. É preciso inovar em parceria com a iniciativa privada, criando centros de treinamento técnico nas amplas e variadas áreas industriais, gerando programas efetivos para inserção de jovens - e velhos - no mercado de trabalho e, principalmente, tirando dos ombros da iniciativa privada o fardo de um ambiente econômico repleto de normas, de regulamentos e de legislações risíveis e absurdas. Essas últimas, geradoras de aumento de tributos e custos insustentáveis para o aumento de empregos, das inovações, da produtividade e do alcance do necessário crescimento econômico.
Passou da hora de separar o joio do trigo, de inverter os incentivos para o “andar com as próprias pernas”, ao invés da nefasta “dependência planejada”! Os brasileiros do bem e aqueles que produzem, não suportam mais financiar à ideologia do fracasso, o populismo e a incompetência estatal, via um assistencialismo ideológico e contraproducente.
Chega de intervencionismos baratos, do incentivo à cultura da dependência, e da gastança inconsequente do dinheiro dos reais criadores de empregos e de riqueza. Definitivamente, o foco nacional deve ser colocado na geração de empregos sadios, na geração de novas ideias e inovações, e no vital incremento da produtividade nacional.
São esses fatores que induzem a verdadeira solução para a redução dos níveis de pobreza.
É o crescimento econômico, estúpido!