Todos fomos jovens. O mundo progrediu "cientificamente", involuiu em honestidade! Mas não cabe saudosismo. Dependendo do ângulo que se olha, como seria boa a virilidade da juventude e a experiência dos "mais vividos"!
Quando jovens – independente de classe, raça, religião, gênero, orientação sexual – o desejo de autonomia parece tão familiar. Rebeldes por natureza. Desejamos – como em um passe de mágica – transformar o mundo em um lugar mais "igual".
O jovem aparenta buscar uma "marca", algo que o identifique. Ele quer justiça, igualdade, liberdade e proteção do meio ambiente. Nesta busca, o "moço" exterioriza seus sentimentos de compaixão pelos outros. E neste exercício de liberdade que ele e seus "iguais" se juntam na avenida da "esquerda".
A jovem e enfática Greta Thunberg é notório exemplo, embora claramente misture desejo original de proteção ambiental com esforço ideológico. Percebe-se a transformação do tema ambiental em uma causa ideológica muito distante dos ideais ambientais. A matéria é complexa, exigindo verdadeiras evidências no sentido de contrabalançar desenvolvimento econômico com proteção ambiental. Mas parece-me importante, menos sentimentalismos e mais fatos. Politização do tema é perverso.
Embora mais "experiente", também desejo liberdade, mais oportunidades para as pessoas e um mundo melhor. Porém e especialmente, "dois dos cordões do nó", parecem estar mais frouxos na juventude: respeito às instituições e responsabilidade individual. Parafraseando o dramaturgo Bernard Shaw: a "juventude é uma coisa maravilhosa. Que pena desperdiçá-la em jovens".
Justamente no momento de se "achar no mundo", é que o jovem embaralha os desejos de um ideal coletivista e a paixão pela liberdade. Claro que tem recebido formidável ajuda para tal "mistura". Vamos "passear" pela universidade – em latim, totalidade. Não creio – exatamente – que as universidades se transformaram em locais totalmente de doutrinação. Algumas exceções. Mas acredito que se transformaram num lugar que sofre de abandono moral e intelectual. "Sabedoria prática", conhecimento acumulado do ser humano sobre suas virtudes foi descartado, agora taxado de opressivo. Nesse cenário, ideologias se transformaram em certezas para tudo! Possuo poucas dúvidas de que, no ambiente universitário, há uma espécie de silenciamento das vozes contrárias ao pensamento "totalitário" de esquerda.
Evidente que isso reforça o contato de estudantes com "visões abstratas" e, por consequência, propagam-se ciclos de "professorado de esquerda". Desse modo, no seio universitário, ideias mais conservadoras e/ou liberais, contrárias as ditas "progressistas", são vistas como inadequadas e imorais, inibindo suas aparições. Ideologia fantasiosa propaga a falácia de que a vida humana pode ser isenta de preocupações morais.
A universidade tem deixado de ser um lugar de discussão intelectual e plural. Não há estímulo ao pensamento próprio e crítico. Visão "crítica" encorajada é crítica no sentido de criticar o capitalismo!
Não há dúvida de que a influência do professor sobre os jovens é abissal! Na realidade dos mercados, jovens irão se deparar com a necessidade de resolverem "problemas mundanos", não ideológicos. A perspectiva romântica de mundo não é boa. A vida real tem sofrimento, de todos! Ideologias e críticas vazias só dão emprego a alguns mestres e doutores, "intelectuais" e cientistas políticos.
Na vida real das redes de empresas, estudantes-executivos terão que, compulsoriamente, contrair riscos. Liberdade "intelectual e geral" para acertar e/ou errar e assumir, de fato, responsabilidades da ação individual. Importante pensar no "abstrato", mas executivos precisam resolver problemas cotidianos dos "reles mortais".
É preciso ver "o mundo" como ele realmente é! Não há muito espaço para se fingir que se importam com coisas que não se têm motivos para se preocupar, como por exemplo, a celebração do feminismo ou a permanente adoção de companhas por salários mais "justos". (Não sistematicamente). Não há tempo e espaço para ressentimentos quanto aos "dramas da humanidade". Imperioso é o alcance de resultados econômico-financeiros, seguramente contemplando objetivos sociais e ambientais.
Nesta direção, jovens também deveriam compreender que é o livre mercado que permite desenvolvimento econômico e social; a prosperidade. Não há mais espaço para esse estreitamento ideológico na universidade. Há necessidade de alargar o leque intelectual, para todos os "lados". A partir daí, são os alunos que formarão suas convicções, com a consciência do que acreditam ser certo e, muito mais, pela prática e responsabilidade individual. O processo é demorado, exigindo observação, educação, reflexão, interação social e prática.
Como na vida das empresas, no "mercado de verdade", precisamos de menos ideologias e mais soluções para os problemas das pessoas. Não creio que faça bem proteger os jovens de visões que eles encontram nos mercados reais.
Ao invés de qualquer tipo de "doutrinação política", é fundamental que as instituições de ensino retornem foco para o conhecimento intelectual genuíno e às virtudes humanas! Sem isso, ficará cada vez mais difícil que os jovens saibam "agir por contra própria" – e, de modo mandatório, com responsabilidade.
O estudo liberta! Não é saudável se deixar seduzir pelas belas retóricas e ideologias. O estudo, a vida "vivida", a maturidade e a experiência tornam as pessoas mais "conservadoras", ou talvez, mais realistas. Como seres humanos, cada um de nós tem certa dose de sofrimento. Diferentemente de falaciosos ideais ideológicos, a moralidade, o regramento e o esforço e responsabilidade individual importam muito! Para aqueles com mais "janela", fica mais fácil sentir que a sabedoria advém da observação e da experiência, não de conjunturas abstratas.
Como definiu o filósofo Nicolás Gómez Dávila, mais ou menos assim, não se parte de ideias reacionárias; geralmente chega-se a elas. Ou como disse o estadista francês Georges Clemenceau: "Um homem que não seja um socialista aos 20 anos não tem coração. Um homem que ainda seja um socialista aos 40 não tem cabeça".
Então, jovens! É por conta própria do estudo e da reflexão pessoal e, especialmente, das descobertas pela ação que penso que cada um "se acha no mundo". Sem dúvida, pela colaboração de mestres de todos os lados, com genuíno conteúdo intelectual e moral. Água mole em pedra dura, (tomara) tanto bate até que fura!
Alex Pipkin, PhD
1. Crie a ideia de que criminosos são vítimas da sociedade, sem escolhas individuais;
2. Romantize o crime, em especial o tráfico de drogas (de quem você é cliente financiador); transforme traficantes em paradigmas de sucesso e impulsione o recrutamento de crianças e adolescentes para facções criminosas;
3. Crie a farsa do "encarceramento em massa" e, a partir daí,
4. Promova política de impunidade via lei penal, processual e de execução penal - conte com o apoio de um Congresso minado por investigados, réus e até condenados, e tenha ênfase nas decisões dos tribunais, forte no STF;
5. Com mais criminosos impunes nas ruas, mais ousados justamente em razão da impunidade, mais criminosos dispostos ao confronto;
6. Com mais confrontos, probabilística, mais mortes de criminosos e maior probabilidade de inocentes atingidos por disparos da ação de criminosos contra operações policiais ou mesmo por dano colateral na ação policial;
7. Na imprensa, noticie "mortos em operação policial"; não cite criminosos na narrativa; induza à presunção de que a polícia causa mortes, sem culpa alguma dos bandidos;
8. Diga que a solução está em adotar políticas "contra o encarceramento em massa", "contra o punitivismo"; convença a sociedade que atacar as estruturas do crime organizado/tráfico de drogas, que determina o maior porcentual de mortes, não reduz o número dessas mortes - mesmo que os dados mostrem que assim os homicídios reduziram quase 25%;
9. Com dissimulação e eufemismos, convença a sociedade de que com mais impunidade - com mais criminosos impunes, mais ousados e dispostos ao confronto nas ruas - o crime reduzirá e teremos menos crimes, menos mortes;
10. Volte ao passo 1 e retroalimente o ciclo.
*Do Facebook do autor.
Alô, Puggina!
Eu ouvi sua (como sempre brilhante) palestra sobre os dez grupos que lutam contra Bolsonaro. Já tive oportunidade de escrever sobre as coincidências que vejo entre o Brasil e nosso vizinho aqui ao sul da fronteira canadense, os USA.
Donald Trump foi eleito com folgada margem sobre Hilary, como todo mundo sabe. Mas os demoniocratas não aceitaram o resultado, afinal democracia só é boa quando eles ganham, (soa familiar aí para você?). Desde então, e já se vão quase três anos, tentam destitui-lo sem sucesso. Inventaram um dossier encomendado pelo DNC (Democratic National Committee) a um espião inglês aposentado que escreveu, para esse fim, uma peça de ficção.
No fundo e no raso, o trabalho do espião acusava Donald Trump de ser agente russo, imagine só. Conseguiram montar uma investigação que foi comandada por Bob Mueller, condecorado ex-combatente do Vietnã, ex-diretor do FBI entre outras posições de peso no governo Federal. Passados 26 meses, gastos 40 milhões de dólares e ouvidas 500 testemunhas, nasceu, por fim, o relatório esperado pelos Demoniocratas. O processo de impeachment, aliás, já estava inteiramente equacionado, pois as necessárias evidências seriam todas apontadas no tal relatório. Mas... a vida tem surpresas e – surpresa das surpresas – não havia evidências.
Desgraçadamente, o Presidente não é agente russo. Mas como? Que horror!
Chamaram Bob Mueller às falas. E nada foi acrescentado ao nada que já havia no relatório. “Não! Não é possível. Mil vezes não! Vamos iniciar os proceedings de impeachment assim mesmo, porque vamos arguir novamente as
testemunhas indiciando-as, o Advogado Geral da Uniao (Atorney General) e o Presidente, para depor no Congresso.
Esqueceram, porém, um detalhe: o Congresso não é um Tribunal de Justiça, não tem poder de indiciar, nem de obrigar o Presidente a depor. Assim, um a um, todos os “indiciados” simplesmente não compareceram às secções marcadas.
“Que horror! Desprezo pelo Congresso! Onde vamos parar?”
No entanto, mesmo sem testemunhas, iniciaram os proceedings de impeachment convidando para depor – ora vejam só! – John Dean, o famoso advogado que teve papel crucial no processo contra Nixon quase 50 anos atrás. Ele seria a salvação da lavoura porque, com sua experiência, resolveria o impasse...
Chegou o dia, John Dean veio e depôs. Aos 80 anos de idade não sabia bem porque estava lá, não soube responder as perguntas e revelava sinais de demência.
E agora? Continuam os proceedings de impeachment porque, em algum momento, os demoniocratas vão achar as evidências que estão todas lá no tal relatório do Mueller.
Kafka perdeu seu lugar na história como inventor de ficção em mundos paralelos. O Processo é um ensaio amador perto de tudo isso.
Sendo assim meu caro, no hope para o Bolsonaro. Ele, a exemplo do colega ao Norte daí, vai enfrentar os 10 inimigos citados por você até o último dia do seu mandato, e não se assuste se, daqui até lá, essa lista não aumentar.
Saudoso abraço!
Jorge Abeid, Ph.D.
ASCE member
REMONTECH-Remote Monitoring Technologies Inc.
NOS CAPÍTULOS ANTERIORES
Nos capítulos anteriores (1 e 2) da -CAMPANHA DO ESCLARECIMENTO- apontei a -CAUSA -, ou -DIAGNÓSTICO- da fantástica DOENÇA FINANCEIRA que vem destruindo as CONTAS PÚBLICAS, assim como a (única) forma para combater os -DIREITOS ADQUIRIDOS- que, repito, só será possível desde que seja promulgada uma NOVA CONSTITUIÇÃO com este fim.
REVOLUÇÃO FARROUPILHA
Vamos, portanto, para este -CAPÍTULO 3- da -CAMPANHA DE ESCLARECIMENTO- que, coincidentemente, está sendo lançada no exato momento em que os gaúchos festejam a REVOLUÇÃO FARROUPILHA, onde o -20 DE SETEMBRO- (próxima 6ª feira) é considerada a sua data máxima.
IDEAIS JAMAIS ALCANÇADOS
A propósito, como porto-alegrense, o que me deixa muito triste e pasmo é que o -20 DE SETEMBRO- é a data na qual os gaúchos celebram IDEAIS, nunca alcançados, como o de propor melhores condições econômicas ao Rio Grande do Sul. Incrível este sentimento carregado do mais puro sadomasoquismo, não?
MODELO A TODA TERRA
Como se percebe claramente, pela janela que escancara o lamentável estado das CONTAS PÚBLICAS DO RS, as -FAÇANHAS DO POVO GAÚCHO- não têm a mínima condição de -SERVIR DE MODELO A TODA TERRA-, como o povo gaúcho entoa, emocionado, quando é tocado o Hino Rio-Grandense.
AÇÃO TRANSFORMADORA
Mas, voltando ao tema da CAMPANHA DO ESCLARECIMENTO, que tem como objetivo provocar, além do necessário conhecimento, um sentimento capaz e suficiente para tornar a já célebre e histórica -INDIGNAÇÃO- em uma AÇÃO TRANSFORMADORA dos destinos do País, Estados e Municípios.
POPULISMO DESTRUIDOR
Sabe-se, perfeitamente, que a obra que tem por objetivo MELHORAR a situação financeira do falido SETOR PÚBLICO como um todo é uma tarefa extremamente DIFÍCIL. Diferente, infelizmente, do que acontece, sistematicamente, quando estamos diante da sempre recorrente e viciada vontade para -AUMENTAR AS DESPESAS PÚBLICAS-. Aí, infelizmente, os POPULISTAS, com apoio irrestrito e firme das corporações, tornam esta tarefa, além de FÁCIL, geralmente VITORIOSA.
Amanhã continua...
Embora eu não aceite, eu até entendo a hipocrisia da esquerda política. Ela só tem demagogia e mais nada, ela só quer o poder e mais nada. Embora seja tão inclinada à corrupção como qualquer política, o elemento ideológico e totalitário a torna ainda mais falsa e perigosa. Se ela apoia a elite Venezuelana mesmo quando essa mata de fome e de tiro o seu povo, tudo bem. De onde menos se espera é que não sai nada mesmo. Imaginar que ficassem ao lado do povo oprimido contra as elites opressoras, não seria imaginação, seria delírio.
Por outro lado, há uma “esquerda que se diz cristã”, se é que um quadrado redondo é possível. Esse grupo, quando fala contra opressão, contra as elites, em favor dos oprimidos, parece profeta de fato, proclamando no deserto a ira divina. Os poderosos são por eles denunciados e eles se proclamam a favor dos pobres, dos oprimidos e dos mais fracos, contra os capitalistas, os burgueses, os poderosos.
Isso somente se as elites não forem suas elites de estimação como acontece na Venezuela. Isso se os oprimidos não forem os oprimidos pelos seus opressores favoritos. Nesse caso, silêncio. E não apenas silêncio, mas também omissão. Nada falam, nada fazem, nada ajudam. Opressores no país dos outros é refresco, principalmente se esses opressores forem do seu partido, da sua ideologia, da sua fé, não a cristã, mas a política.
Gente está morrendo de fome na nação vizinha. Gente está sendo presa, massacrada, assassinada, tolhida em todas as suas liberdades. Estão fugindo sem rumo, sem futuro e sem parada certa. Fruto direto da ideologia destruidora e diabólica acalentada pelos profetas de um olho só, que enxergam alguns pecados e deixam outros andarem soltos. Que criticam legitimamente certos erros sociais, mas que não só toleram, mas defendem os mesmos erros e piores, quando cometidos por seus cúmplices ideológicos. Seu silêncio não os inocenta, antes os condena.
Quem está ajudando esta pobre turba sem esperança? Os profetas da solidariedade, do socialismo já, do anticapitalismo? De modo algum. Quem está ajudando é aquela igreja conservadora, aquela sociedade conservadora, aquele governo conservador. Os progressistas faladores desaparecem quando as ideias que eles tentam defender com uma Bíblia que as condena terminam em falência, fracasso, opressão e morte. Morte não para os seus comparsas ideológicos, mas para o povo que foi vítima deles.
Onde estão os Boffs, os Betos, os Ramos e todos os outros defensores de regimes fundados sobre as crenças anticristãs do marxismo? Que tentam casar luz com trevas e morte com vida, em um casamento impossível? Como disse Pondé (**), ninguém precisa de Nietzsche para matar Deus, basta chamar um teólogo da libertação . Que no final de contas nem é teologia e nem libertação. Não passa de um humanismo da escravidão, bem regado com os rios de sangue que as ideias de Marx e seus profetas sempre produziram.
O pior de tudo não é ser um falso profeta. É ser um falso profeta acreditando que se é verdadeiro, mas nunca assumindo a culpa pelos oráculos responsáveis pelo sofrimento de um povo. Pior que uma esquerda política que como sempre produz morte e nunca reconhece a tolice de seus conceitos é uma esquerda pseudocristã tentando maquiar e perfumar com expressões bíblicas um monstro ideológico grotesco e fétido que a tudo enfeia, contamina e mata. O pior cego é o que pensa que enxerga.
* Pastor, jornalista, professor de história e teologia, poeta, escritor e palestrante em várias áreas.
** PONDÉ, Luiz Felipe. Guia politicamente incorreto da filosofia. São Paulo: Leya, 2012, p. 154
CAUSA INQUESTIONÁVEL
Inicio este 2º Capítulo da -CAMPANHA DE ESCLARECIMENTO- partindo do pressuposto de que não há a menor dúvida de que a -CAUSA- da grave doença que vem destruindo, paulatinamente, as finanças do País, Estados e Municípios, INDEPENDENTE DE QUEM SEJA O GOVERNANTE DA VEZ, está na -DESPESA PÚBLICA- , como foi claramente apontada no editorial anterior.
REFÉNS DAS DESPESAS OBRIGATÓRIAS
Ainda que os responsáveis pelo CAOS das CONTAS PÚBLICAS não sejam os atuais governantes (assumiram em 2019) o fato é que isto não tem a menor importância. Até porque todos que se elegeram (País, dos Estados e dos Municípios), ao assumir se tornaram -REFÉNS- das DESPESAS OBRIGATÓRIAS. Ou seja, GOSTEM OU NÃO os escolhidos pelos eleitores estão condenados a cumprir o que manda a lei, independente da disponibilidade de recursos do Tesouro.
REFORMA DA PREVIDÊNCIA
Considerando que a maior parte das tais DESPESAS OBRIGATÓRIAS, que consomem em torno de 95% da Receita Corrente Líquida, é destinada para o pagamento da FOLHA DE SALÁRIOS dos servidores -ATIVOS E INATIVOS-, há quem esteja apostando todas as fichas na aprovação da REFORMA DA PREVIDÊNCIA como forma de obter o pretenso EQUILÍBRIO ORÇAMENTÁRIO.
LONGO PRAZO
Pois, para este enorme contingente de crentes, infelizmente dotados de POUCA VISÃO, informo que tudo aquilo que constar na REFORMA DA PREVIDÊNCIA, por melhor que venha a ser, só produzirá EFEITOS NO LONGO PRAZO. Até lá, independente do fato de que muitos brasileiros já estarão em outro mundo, as CONTAS PÚBLICAS (União, Estados e Municípios) continuarão brutalmente DEFICITÁRIAS.
DIREITOS ADQUIRIDOS E CLÁUSULAS PÉTREAS
O pior de tudo é que a grande maioria das tais -DESPESAS OBRIGATÓRIAS-, se mostram em forma de GASTOS COM PESSOAL, que estão plenamente garantidas pela CONSTITUIÇÃO NADA CIDADÃ por -DIREITOS ADQUIRIDOS-, blindados por -CLÁUSULAS PÉTREAS-. Isto significa que estas DESPESAS/DIREITOS só podem ser retirados se esta vontade for colocada numa NOVA CONSTITUIÇÃO.
DE NOVO: -DIREITOS ADQUIRIDOS- E -CLÁUSULAS PÉTREAS- não são passíveis de modificação por PECs - Projetos de Emenda Constitucional. Só numa NOVA CONSTITUIÇÃO.
O CALOTE ESTÁ A CAMINHO
Como pode ser constatado, independente de questões ideológicas, enquanto não for atacada esta verdadeira -CAUSA- que provoca o constante a crescente CAOS FINANCEIRO, os recursos arrecadados dos pagadores de impostos jamais serão suficientes para brecar o crônico ROMBO DAS CONTAS PÚBLICAS.
Mais: usando os recursos obtidos com a venda de ativos para pagar -DESPESAS de PESSOAL, como pretende o governo do RS com a venda de ações do Banrisul, em pouco tempo não haverá mais nada para financiar os GASTOS DE GOVERNO. Ou seja, sem atacar o problema, não há como evitar o CALOTE.