• Adriano Klafke
  • 24 Setembro 2019

 

1. Crie a ideia de que criminosos são vítimas da sociedade, sem escolhas individuais;

2. Romantize o crime, em especial o tráfico de drogas (de quem você é cliente financiador); transforme traficantes em paradigmas de sucesso e impulsione o recrutamento de crianças e adolescentes para facções criminosas;

3. Crie a farsa do "encarceramento em massa" e, a partir daí,

4. Promova política de impunidade via lei penal, processual e de execução penal - conte com o apoio de um Congresso minado por investigados, réus e até condenados, e tenha ênfase nas decisões dos tribunais, forte no STF;

5. Com mais criminosos impunes nas ruas, mais ousados justamente em razão da impunidade, mais criminosos dispostos ao confronto;

6. Com mais confrontos, probabilística, mais mortes de criminosos e maior probabilidade de inocentes atingidos por disparos da ação de criminosos contra operações policiais ou mesmo por dano colateral na ação policial;

7. Na imprensa, noticie "mortos em operação policial"; não cite criminosos na narrativa; induza à presunção de que a polícia causa mortes, sem culpa alguma dos bandidos;

8. Diga que a solução está em adotar políticas "contra o encarceramento em massa", "contra o punitivismo"; convença a sociedade que atacar as estruturas do crime organizado/tráfico de drogas, que determina o maior porcentual de mortes, não reduz o número dessas mortes - mesmo que os dados mostrem que assim os homicídios reduziram quase 25%;

9. Com dissimulação e eufemismos, convença a sociedade de que com mais impunidade - com mais criminosos impunes, mais ousados e dispostos ao confronto nas ruas - o crime reduzirá e teremos menos crimes, menos mortes;

10. Volte ao passo 1 e retroalimente o ciclo.

*Do Facebook do autor.
 

Continue lendo
  • Jorge Abeid, PhD
  • 23 Setembro 2019

 

Alô, Puggina!

Eu ouvi sua (como sempre brilhante) palestra sobre os dez grupos que lutam contra Bolsonaro. Já tive oportunidade de escrever sobre as coincidências que vejo entre o Brasil e nosso vizinho aqui ao sul da fronteira canadense, os USA.

Donald Trump foi eleito com folgada margem sobre Hilary, como todo mundo sabe. Mas os demoniocratas não aceitaram o resultado, afinal democracia só é boa quando eles ganham, (soa familiar aí para você?). Desde então, e já se vão quase três anos, tentam destitui-lo sem sucesso. Inventaram um dossier encomendado pelo DNC (Democratic National Committee) a um espião inglês aposentado que escreveu, para esse fim, uma peça de ficção.

No fundo e no raso, o trabalho do espião acusava Donald Trump de ser agente russo, imagine só. Conseguiram montar uma investigação que foi comandada por Bob Mueller, condecorado ex-combatente do Vietnã, ex-diretor do FBI entre outras posições de peso no governo Federal. Passados 26 meses, gastos 40 milhões de dólares e ouvidas 500 testemunhas, nasceu, por fim, o relatório esperado pelos Demoniocratas. O processo de impeachment, aliás, já estava inteiramente equacionado, pois as necessárias evidências seriam todas apontadas no tal relatório. Mas... a vida tem surpresas e – surpresa das surpresas – não havia evidências.

Desgraçadamente, o Presidente não é agente russo. Mas como? Que horror!

Chamaram Bob Mueller às falas. E nada foi acrescentado ao nada que já havia no relatório. “Não! Não é possível. Mil vezes não! Vamos iniciar os proceedings de impeachment assim mesmo, porque vamos arguir novamente as
testemunhas indiciando-as, o Advogado Geral da Uniao (Atorney General) e o Presidente, para depor no Congresso.
Esqueceram, porém, um detalhe: o Congresso não é um Tribunal de Justiça, não tem poder de indiciar, nem de obrigar o Presidente a depor. Assim, um a um, todos os “indiciados” simplesmente não compareceram às secções marcadas.

“Que horror! Desprezo pelo Congresso! Onde vamos parar?”

No entanto, mesmo sem testemunhas, iniciaram os proceedings de impeachment convidando para depor – ora vejam só! – John Dean, o famoso advogado que teve papel crucial no processo contra Nixon quase 50 anos atrás. Ele seria a salvação da lavoura porque, com sua experiência, resolveria o impasse...

Chegou o dia, John Dean veio e depôs. Aos 80 anos de idade não sabia bem porque estava lá, não soube responder as perguntas e revelava sinais de demência.

E agora? Continuam os proceedings de impeachment porque, em algum momento, os demoniocratas vão achar as evidências que estão todas lá no tal relatório do Mueller.

Kafka perdeu seu lugar na história como inventor de ficção em mundos paralelos. O Processo é um ensaio amador perto de tudo isso.

Sendo assim meu caro, no hope para o Bolsonaro. Ele, a exemplo do colega ao Norte daí, vai enfrentar os 10 inimigos citados por você até o último dia do seu mandato, e não se assuste se, daqui até lá, essa lista não aumentar.
Saudoso abraço!

Jorge Abeid, Ph.D.
ASCE member

REMONTECH-Remote Monitoring Technologies Inc.

 

Continue lendo
  • Gilberto Simões Pires, em Ponto Crítico
  • 20 Setembro 2019

 

NOS CAPÍTULOS ANTERIORES
Nos capítulos anteriores (1 e 2) da -CAMPANHA DO ESCLARECIMENTO- apontei a -CAUSA -, ou -DIAGNÓSTICO- da fantástica DOENÇA FINANCEIRA que vem destruindo as CONTAS PÚBLICAS, assim como a (única) forma para combater os -DIREITOS ADQUIRIDOS- que, repito, só será possível desde que seja promulgada uma NOVA CONSTITUIÇÃO com este fim.

REVOLUÇÃO FARROUPILHA
Vamos, portanto, para este -CAPÍTULO 3- da -CAMPANHA DE ESCLARECIMENTO- que, coincidentemente, está sendo lançada no exato momento em que os gaúchos festejam a REVOLUÇÃO FARROUPILHA, onde o -20 DE SETEMBRO- (próxima 6ª feira) é considerada a sua data máxima.

IDEAIS JAMAIS ALCANÇADOS
A propósito, como porto-alegrense, o que me deixa muito triste e pasmo é que o -20 DE SETEMBRO- é a data na qual os gaúchos celebram IDEAIS, nunca alcançados, como o de propor melhores condições econômicas ao Rio Grande do Sul. Incrível este sentimento carregado do mais puro sadomasoquismo, não?

MODELO A TODA TERRA
Como se percebe claramente, pela janela que escancara o lamentável estado das CONTAS PÚBLICAS DO RS, as -FAÇANHAS DO POVO GAÚCHO- não têm a mínima condição de -SERVIR DE MODELO A TODA TERRA-, como o povo gaúcho entoa, emocionado, quando é tocado o Hino Rio-Grandense.

AÇÃO TRANSFORMADORA
Mas, voltando ao tema da CAMPANHA DO ESCLARECIMENTO, que tem como objetivo provocar, além do necessário conhecimento, um sentimento capaz e suficiente para tornar a já célebre e histórica -INDIGNAÇÃO- em uma AÇÃO TRANSFORMADORA dos destinos do País, Estados e Municípios.

POPULISMO DESTRUIDOR
Sabe-se, perfeitamente, que a obra que tem por objetivo MELHORAR a situação financeira do falido SETOR PÚBLICO como um todo é uma tarefa extremamente DIFÍCIL. Diferente, infelizmente, do que acontece, sistematicamente, quando estamos diante da sempre recorrente e viciada vontade para -AUMENTAR AS DESPESAS PÚBLICAS-. Aí, infelizmente, os POPULISTAS, com apoio irrestrito e firme das corporações, tornam esta tarefa, além de FÁCIL, geralmente VITORIOSA.
Amanhã continua...
 

Continue lendo
  • Eguinaldo Hélio Souza
  • 19 Setembro 2019

 

Embora eu não aceite, eu até entendo a hipocrisia da esquerda política. Ela só tem demagogia e mais nada, ela só quer o poder e mais nada. Embora seja tão inclinada à corrupção como qualquer política, o elemento ideológico e totalitário a torna ainda mais falsa e perigosa. Se ela apoia a elite Venezuelana mesmo quando essa mata de fome e de tiro o seu povo, tudo bem. De onde menos se espera é que não sai nada mesmo. Imaginar que ficassem ao lado do povo oprimido contra as elites opressoras, não seria imaginação, seria delírio.

Por outro lado, há uma “esquerda que se diz cristã”, se é que um quadrado redondo é possível. Esse grupo, quando fala contra opressão, contra as elites, em favor dos oprimidos, parece profeta de fato, proclamando no deserto a ira divina. Os poderosos são por eles denunciados e eles se proclamam a favor dos pobres, dos oprimidos e dos mais fracos, contra os capitalistas, os burgueses, os poderosos.

Isso somente se as elites não forem suas elites de estimação como acontece na Venezuela. Isso se os oprimidos não forem os oprimidos pelos seus opressores favoritos. Nesse caso, silêncio. E não apenas silêncio, mas também omissão. Nada falam, nada fazem, nada ajudam. Opressores no país dos outros é refresco, principalmente se esses opressores forem do seu partido, da sua ideologia, da sua fé, não a cristã, mas a política.

Gente está morrendo de fome na nação vizinha. Gente está sendo presa, massacrada, assassinada, tolhida em todas as suas liberdades. Estão fugindo sem rumo, sem futuro e sem parada certa. Fruto direto da ideologia destruidora e diabólica acalentada pelos profetas de um olho só, que enxergam alguns pecados e deixam outros andarem soltos. Que criticam legitimamente certos erros sociais, mas que não só toleram, mas defendem os mesmos erros e piores, quando cometidos por seus cúmplices ideológicos. Seu silêncio não os inocenta, antes os condena.

Quem está ajudando esta pobre turba sem esperança? Os profetas da solidariedade, do socialismo já, do anticapitalismo? De modo algum. Quem está ajudando é aquela igreja conservadora, aquela sociedade conservadora, aquele governo conservador. Os progressistas faladores desaparecem quando as ideias que eles tentam defender com uma Bíblia que as condena terminam em falência, fracasso, opressão e morte. Morte não para os seus comparsas ideológicos, mas para o povo que foi vítima deles.

Onde estão os Boffs, os Betos, os Ramos e todos os outros defensores de regimes fundados sobre as crenças anticristãs do marxismo? Que tentam casar luz com trevas e morte com vida, em um casamento impossível? Como disse Pondé (**), ninguém precisa de Nietzsche para matar Deus, basta chamar um teólogo da libertação . Que no final de contas nem é teologia e nem libertação. Não passa de um humanismo da escravidão, bem regado com os rios de sangue que as ideias de Marx e seus profetas sempre produziram.

O pior de tudo não é ser um falso profeta. É ser um falso profeta acreditando que se é verdadeiro, mas nunca assumindo a culpa pelos oráculos responsáveis pelo sofrimento de um povo. Pior que uma esquerda política que como sempre produz morte e nunca reconhece a tolice de seus conceitos é uma esquerda pseudocristã tentando maquiar e perfumar com expressões bíblicas um monstro ideológico grotesco e fétido que a tudo enfeia, contamina e mata. O pior cego é o que pensa que enxerga.

* Pastor, jornalista, professor de história e teologia, poeta, escritor e palestrante em várias áreas.

** PONDÉ, Luiz Felipe. Guia politicamente incorreto da filosofia. São Paulo: Leya, 2012, p. 154
 

Continue lendo
  • Gilberto Simões Pires, em Ponto Crítico
  • 18 Setembro 2019

 

CAUSA INQUESTIONÁVEL
Inicio este 2º Capítulo da -CAMPANHA DE ESCLARECIMENTO- partindo do pressuposto de que não há a menor dúvida de que a -CAUSA- da grave doença que vem destruindo, paulatinamente, as finanças do País, Estados e Municípios, INDEPENDENTE DE QUEM SEJA O GOVERNANTE DA VEZ, está na -DESPESA PÚBLICA- , como foi claramente apontada no editorial anterior.

REFÉNS DAS DESPESAS OBRIGATÓRIAS
Ainda que os responsáveis pelo CAOS das CONTAS PÚBLICAS não sejam os atuais governantes (assumiram em 2019) o fato é que isto não tem a menor importância. Até porque todos que se elegeram (País, dos Estados e dos Municípios), ao assumir se tornaram -REFÉNS- das DESPESAS OBRIGATÓRIAS. Ou seja, GOSTEM OU NÃO os escolhidos pelos eleitores estão condenados a cumprir o que manda a lei, independente da disponibilidade de recursos do Tesouro.

REFORMA DA PREVIDÊNCIA
Considerando que a maior parte das tais DESPESAS OBRIGATÓRIAS, que consomem em torno de 95% da Receita Corrente Líquida, é destinada para o pagamento da FOLHA DE SALÁRIOS dos servidores -ATIVOS E INATIVOS-, há quem esteja apostando todas as fichas na aprovação da REFORMA DA PREVIDÊNCIA como forma de obter o pretenso EQUILÍBRIO ORÇAMENTÁRIO.

LONGO PRAZO
Pois, para este enorme contingente de crentes, infelizmente dotados de POUCA VISÃO, informo que tudo aquilo que constar na REFORMA DA PREVIDÊNCIA, por melhor que venha a ser, só produzirá EFEITOS NO LONGO PRAZO. Até lá, independente do fato de que muitos brasileiros já estarão em outro mundo, as CONTAS PÚBLICAS (União, Estados e Municípios) continuarão brutalmente DEFICITÁRIAS.

DIREITOS ADQUIRIDOS E CLÁUSULAS PÉTREAS
O pior de tudo é que a grande maioria das tais -DESPESAS OBRIGATÓRIAS-, se mostram em forma de GASTOS COM PESSOAL, que estão plenamente garantidas pela CONSTITUIÇÃO NADA CIDADÃ por -DIREITOS ADQUIRIDOS-, blindados por -CLÁUSULAS PÉTREAS-. Isto significa que estas DESPESAS/DIREITOS só podem ser retirados se esta vontade for colocada numa NOVA CONSTITUIÇÃO.
DE NOVO: -DIREITOS ADQUIRIDOS- E -CLÁUSULAS PÉTREAS- não são passíveis de modificação por PECs - Projetos de Emenda Constitucional. Só numa NOVA CONSTITUIÇÃO.

O CALOTE ESTÁ A CAMINHO
Como pode ser constatado, independente de questões ideológicas, enquanto não for atacada esta verdadeira -CAUSA- que provoca o constante a crescente CAOS FINANCEIRO, os recursos arrecadados dos pagadores de impostos jamais serão suficientes para brecar o crônico ROMBO DAS CONTAS PÚBLICAS.
Mais: usando os recursos obtidos com a venda de ativos para pagar -DESPESAS de PESSOAL, como pretende o governo do RS com a venda de ações do Banrisul, em pouco tempo não haverá mais nada para financiar os GASTOS DE GOVERNO. Ou seja, sem atacar o problema, não há como evitar o CALOTE.
 

Continue lendo
  • Alex Pipkin, PhD
  • 18 Setembro 2019

 

Não desejo adentrar nos embates acadêmicos entre economistas ortodoxos versus heterodoxos, tampouco ideológicos entre visões de direita e esquerda. Trata-se somente da lógica da realidade. Da vida real cotidiana e da própria história econômica das civilizações. Claro que os fatores produtivos e as instituições são fruto de cada circunstância e momento, mas é fundamental conhecer - profundamente - o passado para se inferir sobre o futuro.

A meu juízo, muitos indivíduos têm confundido democracia, suas instituições e o papel do Estado (este como empreendedor!). Alguns por óbvias paixões partidárias, outros por interesses próprios e outros ainda por razões de desconhecimento e ignorância.
O badalado Estado de bem-estar social e suas instituições, adorado por parte dos brasileiros, em especial os mais jovens, é criação moderna dos Estados-nação. Se aludirmos aos pais da democracia, os gregos, esse Estado era totalmente impensável, na forma da regulação da vida econômica e social das pessoas.

Evidentemente, o Estado deve zelar pela liberdade, pela lei igual para todos, pela defesa dos direitos de propriedade privada, pela saúde, pela educação e pela segurança. Creio, no entanto, que mesmo nas áreas da saúde, educação e segurança, não seja eficiente econômica e socialmente o monopólio estatal, que impede a competição sadia e, assim, o respectivo aumento de serviços com qualidade efetiva. Com isso, não quero desmerecer o crucial papel das instituições, uma vez que são aquelas inclusivas que fazem resultar em crescimento econômico e maior justiça social.

Desafortunadamente, em parte da história brasileira, ficamos emperrados em instituições "não tão boas". No Brasil, elites especuladoras, egoístas e desqualificadas se apoderaram das instituições, dominando o processo político e econômico, a fim de obterem privilégios pessoais. Por um longo período, a elite "do bem", manteve-se apartada das decisões de caráter público.

Claro sintoma da disfuncionalidade de nossas instituições são o Supremo Tribunal Federal (STF) e nosso abissal déficit fiscal. Basta qualquer olhar mais atento para se horrorizar com a proporção entre dívida e receita pública.

Vejamos um caso corriqueiro de qualquer família brasileira assalariada. Se receitas familiares são reduzidas e/ou eliminadas, compulsoriamente, deve-se cortar despesas, principalmente acessórias. Mais água no feijão...

Já nosso grande Estado, até então perdulário, parecia não haver a compreensão de que não havia mais como enfrentar o problema com a estratégia de inflação alta e, similarmente, com a receita mais trivial de aumento de impostos. Não há mais espaço; ninguém aguenta mais ter um sócio como o governo! Simples observação com a indignação popular nacional com o suposto retorno da CPMF!

Qualquer tipo de altruísmo social por parte do Estado necessita de empreendedores que alcancem o ganho individual por meio da livre concorrência privada.

Todos querem educação gratuita de qualidade, mais segurança, mais oportunidades de emprego, maior infraestrutura, mais lazer, mais cultura, maior respeito pelo ambiente, mais e melhores serviços públicos... Obviamente, para que tais demandas possam ser mais bem atendidas, é indispensável crescimento econômico.

Para desenvolvimento econômico e social, mandatório é mais livre mercado e concorrência, menos intervenção estatal. A experiência histórica tem comprovado que a regulamentação estatal complexa e excessiva, acaba por tornar-se a doença da qual professa ser a cura para as respectivas mazelas.

Cabe salientar que a população brasileira vem envelhecendo rapidamente, o que implica que mais serviços e supostos "direitos sociais", significam um ônus para as gerações futuras. Não há almoço grátis! O pacto geracional impõe disciplina fiscal, responsável, e aumento de produtividade. Gastos com bem-estar social são pagos por toda sociedade, ou seja, pelos indivíduos criadores de riqueza.

Tristemente, grupos organizados do funcionalismo público e aqueles recebedores de benefícios governamentais ainda não se deram conta de que somos nós - pagadores de impostos - e não o Estado - os reais produtores de emprego, renda e riqueza.

Num desses dias, assisti debate na GloboNews, em que uma jovem economista da USP, argumentava que nesta época de crise, seria importante utilizar a dívida pública como ferramenta para estimular a economia. O keynesianismo ainda parece estar muito vivo no imaginário nacional! Do lado de cá da TV, ruborizei! Mas e o déficit estrutural? Notadamente, em nossa vida privada ou em empresas privadas, ninguém de sã consciência proporia tal "solução mágica!". Aonde foi parar o estudo sério da história - verdadeira - de política econômica?

Na terra do berço democrático, por exemplo, na Grécia, vimos no presente, o destino certo para uma gestão macroeconômica incompetente, temerária e corrupta. Primeiro, perda de credibilidade, logo após, aumento dos juros, corte de gastos, impostos mais elevados e, por fim, inflação galopante e "morte". Nosso país encaminhava-se para logradouro semelhante.

Tenho afirmado que uma das instituições críticas que, infelizmente, não tem cumprido sua missão, além de estar contribuindo para um equivocado viés de confirmação, é a universidade brasileira. Parte do problema é desconhecimento, na medida em que jovens alunos não são expostos a história política, econômica e social "global". Simplesmente, ignorância. Nada surpreendente, uma vez que a grande maioria dos professores brasileiros de História professa abertamente a ideologia do "Estado grande".

A onda progressista e idealista entre os jovens reforça uma noção de que o capitalismo falhou e que mais intervenção governamental é necessária. Esses são estimulados a identificarem-se com a defesa dos direitos das minorias e a confundir a égide dos direitos humanos por parte do Estado com comportamento intervencionista na economia!

A irresponsabilidade na gestão de políticas fiscais (imprudentes), sedutoras para jovens que privilegiam o horizonte temporal presente e, ironicamente, desconhecem o crucial pacto geracional, faz-me lembrar do filósofo Edmund Burke: "A sociedade é, um contrato... o Estado... é uma parceria não só entre os que estão vivos, mas entre os que estão vivos, os que estão mortos e os que estão por nascer".

Bem, a jovem professora da USP, talvez não esteja consciente de que a dívida pública tornou-se uma maneira da geração brasileira mais velha viver à custa daqueles que ainda estão por nascer! Oh herança maldita!

Alex Pipkin, PhD
 

Continue lendo