• Gilberto Simões Pires, em Ponto Crítico
  • 10 Junho 2022

 

Gilberto Simões Pires

 

LEVAR ESCLARECIMENTOS

Com a aproximação das Eleições 2022 (faltam apenas quatro meses), o grande dever daqueles que têm por hábito fazer uso do raciocínio lógico é levar o máximo de esclarecimentos possíveis mostrando, insistentemente, de que o BRASIL ESTÁ DIANTE DE UMA NOVA OPORTUNIDADE HISTÓRICA. É importante observar que o sucesso desta trajetória, que já está em curso, depende apenas da reeleição de Jair Bolsonaro, que apesar das dificuldades impostas por boa parte do Legislativo e pela grande maioria do STF, vem conseguindo fazer valer os propósitos de uma MATRIZ ECONÔMICA MAIS LIBERALIZANTE.

 REFORMAS E MARCOS REGULATÓRIOS

Hoje, bem diferente do que aconteceu na década dos anos 2000, quando o Brasil, por falta de REFORMAS, PRIVATIZAÇÕES e de outras medidas necessárias, assistiu o fantástico crescimento da economia da China, é preciso admitir que a situação é bem mais promissora. Além da REFORMA DA PREVIDÊNCIA, vários MARCOS REGULATÓRIOS (GÁS NATURAL, que abriu o setor; SETOR ELÉTRICO, que abriu o mercado livre de energia; CABOTAGEM, que criou novas regras para a chamada “BR do Mar”; e PETRÓLEO, que permite que as áreas do pré-sal sejam exploradas pelo regime de concessão, etc.) abriram as portas do Brasil para INVESTIDORES DO MUNDO TODO.

 REVOGAÇÃO DAS BOAS MEDIDAS

Ora, diante das PROMESSAS AMEAÇADORAS que vários candidatos fazem a todo momento dizendo -explicitamente- que, caso venham a ocupar a cadeira presidencial, estas boas medidas serão imediatamente revogadas, isto por si só aumenta ainda mais a necessidade de REELEGER o candidato Jair Bolsonaro. De novo: o Brasil, mesmo deixando passar inúmeras boas OPORTUNIDADES, nunca esteve tão próximo de APROVEITAR O QUE A HISTÓRIA JAMAIS HAVIA CONFERIDO. 

 BOLA DA VEZ

Volto a repetir, à exaustão: aqueles que não aprovam certas atitudes do presidente Bolsonaro precisam levar em conta que na comparação com os demais candidatos ele é o ÚNICO que oferece reais condições para que, desta vez, o BRASIL NÃO PERCA A GRANDE OPORTUNIDADE QUE ESTÁ BATENDO NAS MAIS DIVERSAS PORTAS, onde o SETOR DE INFRAESTRUTURA desponta como a GRANDE BOLA DA VEZ. 

 MATRIZ ECONÔMICA BOLIVARIANA

Vejam que nesta ELEIÇÃO, pelo que informam todas as pesquisas de intenção de voto, simplesmente não existe TERCEIRA VIA. Assim, cabe ao eleitor escolher um de dois candidatos, sendo que um deles diz, de forma incansável, que se eleito voltará a emplacar a MATRIZ ECONÔMICA BOLIVARIANA, baseada na CARTILHA PRODUZIDA CUIDADOSAMENTE PELA ORGANIZAÇÃO COMUNISTA -FORO DE SÃO PAULO- que vigorou no desgraçado governo Dilma Petista e continua em pleno vigor na Venezuela, Cuba, Argentina...

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  • Carina Belomé
  • 09 Junho 2022

 

Carina Belomé

 

Um grupo de militantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) que tem como líder Guilherme Boulos, membro da Coordenação Nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, sendo reconhecido como uma das principais lideranças da esquerda no Brasil, filho de médicos, invadiu o Shopping Igualmente, de São Paulo, na tarde desta quarta-feira (08/06).

Com palavras de ordem onde diziam “Não é mole, não, Brasil com fome e aqui ostentação” assumiram o papelão de terroristas que são num espaço que acolhe pessoas de todas as classes, credos, para lazer, para sanar necessidades e gerar renda, pois trabalhadores do local ficaram intimidados com a violência verbal e a invasão proposta pelo movimento.

A dúvida é, será que o mesmo grupo, coordenado pelo pseudo-trabalhador Boulos, filho de pais médicos, que tiram um bom salário por mês pelos seus méritos não reconhecidos pela ideia marxista, irão invadir o jantar de Lula com empresários e advogados, que está sob sigilo, no final do mês, onde ingressos variam de 3 a 20 mil reais e alegar que ali há ostentação e fome na rua?

Será que a mesma militância insana vai cancelar artistas como Anita e cia que usam marcas de grife (ostentação), onde alegou que 50 mil reais para ela é apenas o valor de uma bolsa quando o TSE promoveria uma multa para não ocorrer manifesto partidário no último evento do Lollapalooza em que apelaram apoio ao descondenado Lula?

Será que a mesma militância se propõe a organizar eventos beneficentes para aquecer moradores de rua como muitos grupos ocultos o fazem pelo simples fato de prestar caridade e não politicagem?

O mesmo grupo que gritou contra a fome sabe realmente o que significa estatizar os grãos como ocorreu pelos seus ídolos no HOLODOMOR, no começo do século XXI, na Ucrânia?

O mesmo grupo sabe que na Venezuela de Maduro, comparsa de seus líderes, passam fome por estarem com 94% no índice de pobreza, enquanto milhares tentam refúgio? Inclusive aqui no Brasil, de janeiro de 2017 a março de 2022, recebermos 325.763 venezuelanos que permaneceram aqui. Em primeiro lugar está a Colômbia, com 1.842.390 refugiados venezuelanos. Fonte Agência Brasil. Nem cães e gatos de rua há mais por lá, pois o relato de refugiados é que esses animais de rua foram feitos de comida em nome do desespero da fome.

A mesma militância alienada que critica o agronegócio brasileiro que alimenta mais de 200 milhões no Brasil, é um grupo de pessoas egoístas e de comportamento duvidoso de psicopatia que cospem no prato que os alimenta.

Não é por justiça social, eles não ligam a mínima pra quem está desempregado pós-pandemia e com IPTU para pagar, passando necessidade em casa depois do fecha tudo proposto com fervor pelos mesmos baderneiros da canhota; não é por quem sofre de fato que eles estão organizando esses atos de terrorismos, mas por pura obsessão de poder pelo poder, onde posicionam-se numa subserviência da cartilha socialista que os incautos deixam-se ser sugados e os espetos sugam outros para fazerem suas escadas rumo ao totalitarismo em busca de uma vaga nos cargos políticos, onde farão de tudo para causarem danos a quem quer que seja.

Essa turma, realmente, por minha conta em risco, conheço bem do que são capazes, pois nada vale, a vida não vale, apenas o poder de mando custe o que custar. O materialismo, a destruição da fé, da família e seus tentáculos seguem surrupiando quem está a mercê de seus encantos.

Após o posicionamento do nosso presidente sobre LIBERDADE, na última terça, (07/06), sobre o pedido pelo cumprimento das leis referente ao que estamos vivenciando nas mãos de poderosos com a suas canetas na mão, em mãos erradas, no caso, informa que, com a conduta dessa trupe de vermelhos agindo de forma insana, que guerra só começou, pois eles não irão parar de causar balbúrdia onde quer que seja necessário ocorrer.

Contudo, encerro a questão neste espaço pontuando a necessidade de não pecarmos por omissão onde pudermos gritar pela nossa liberdade antes que o barulho desses grupelhos ocupe espaços e tornem-se os monstros que já assolam outras nações ao nosso lado.

*Carina Belomé é jornalista.

**Publicado originalmente em https://vistapatria.com.br/grupo-terrorista-mtst-invade-shopping-de-sao-paulo

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  • Félix Maier
  • 08 Junho 2022

 

Félix Maier

 

Nestes tempos de pandemia da Peste da China, o que não diminuiu foi o consumo de drogas, entregues também por motos, fato que se tornou corriqueiro quando começou o “confinamento” chamado FiqueEmCasa. Pelo menos é o que se depreende, face às toneladas de drogas apreendidas pela Polícia em todo o Brasil. Se toneladas de maconha, cocaína, crack, LSD, skank, haxixe, ecstasy e tudo o mais que vicia o cidadão são interceptadas pelas autoridades, é fácil imaginar o quanto de drogas é consumido pela população. 

No período de 2020 até novembro de 2021, foram apreendidas 108 toneladas de drogas, sendo 80,687 toneladas de cocaína e 27,124 toneladas de maconha, segundo levantamento do Sindifisco. Esses dados se referem apenas à apreensão de cocaína e maconha, e nada é dito sobre as outras drogas. Para melhor compreensão desse estado calamitoso, as mais de 80 toneladas de cocaína serviriam para confecção de 242 milhões de papelotes, número maior que a população brasileira. 

O centro de São Paulo se tornou uma Cracolândia, pela quantidade de traficantes e zumbis viciados que se aglomeram, ora numa praça, ora numa rua. Quando a polícia fecha o cerco, para prender traficantes e dispersar a multidão de drogados, o fato é que essa cena dos infernos apenas muda de endereço. Ai de você se chamar esses zumbis de “mendigos” ou “maltrapilhos”. Para os sociólogos marxistas, são apenas “seres humanos em situação de rua”. E fazem questão que permaneçam na sarjeta. 

Infelizmente, ONGs e políticos de esquerda são contra levar esses viciados para um centro de recuperação de drogados, ainda que compulsoriamente, pois, segundo esses embusteiros, todo cidadão tem o “direito de ir e vir”, e não podem ser desalojados desse cenário ultrajante a não ser por vontade própria. Assim, nada é resolvido. Pior, o problema só cresce, face ao aumento de viciados nesses locais dantescos. 

Em Brasília, no centro da cidade, no Setor Comercial Sul, cresce a cada dia uma cracolândia candanga. Mendigos e drogados ocupam calçadas e marquises frente às lojas comerciais, de modo que o comerciante muitas vezes sequer consegue abrir sua loja, pela quantidade de zumbis empilhados frente às portas. Ocorre que muitos comerciantes, quando pedem que desocupem a entrada da loja, são muitas vezes agredidos e desistem de abrir a loja. Os mendigos não são recolhidos para centros de assistência social, nem os drogados são levados para centros de reabilitação, pelo mesmo motivo alegado na Cracolândia de São Paulo: o cidadão tem o “direito de ir e vir” e não pode ser retirado do local à força. O resultado aí está: muitas lojas e salas de escritórios estão sendo fechadas, com prejuízo para empreendedores e empregados, tornando o centro de Brasília um escabroso The Walking Dead à noite.

Durante a pandemia, proliferaram no Distrito Federal festas rave ilícitas, onde o consumo de drogas era uma regra geral. Seja em mansões, chácaras ou em barcos do Lago Paranoá, que tem a terceira maior frota aquática do Brasil, a Polícia sempre encontra muita bebida e droga. É a juventude, principalmente, fazendo questão de se viciar cada vez mais, para não parecer desenturmado perante a galera.  

Outra cena vista com frequência em carros de Brasília é o motorista ou passageiro soltar baforadas de fumaça branca densa, provenientes de cigarros eletrônicos, que se tornaram uma febre entre os mais jovens. Viciando muito mais rápido do que o cigarro comum, devido à grande quantidade de nicotina, é fácil imaginar os problemas de Saúde Pública que esses vaporizadores irão provocar. 

Não fica difícil imaginar o que anda ocorrendo em todo o Brasil, seja em festas legais ou em festas clandestinas, seja em boates ou em bares, seja nas faculdades ou na própria casa, com tanta droga circulando pelas estradas e aeroportos.  

A questão das drogas jamais irá acabar, porque se trata de uma parceria forte entre o traficante e o consumidor, que são, no final das contas, sócios no negócio. Se há traficantes de drogas é porque não faltam viciados para comprá-las. Criminalizar apenas o traficante, e não o consumidor que portar “pequena” quantidade de droga, é um erro que se repete mundo afora, inclusive no Brasil. Assim, o serviço da Polícia se torna ineficaz, apenas aumenta o preço das drogas, face às apreensões feitas. 

Do jeito que as coisas andam, chegará o dia em que nosso País passará a ser chamado de República Democrack do Brasil.

*          Publicado originalmente em https://felixmaier1950.blogspot.com/2022/06/republica-democrack-do-brasil-por-felix.html

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  • Alex Pipkin, PhD
  • 06 Junho 2022

 

Alex Pipkin, PhD


Inexoravelmente, foi a economia de mercado a responsável por tirar milhões e milhões de pessoas da linha da miséria e da pobreza.
A divisão do trabalho, e a correspondente especialização, promoveram o incremento das trocas em nível mundial.

O foco na busca do aumento da lucratividade, fez com que as empresas impulsionassem as inovações, gerando mais empregos, mais renda e maior bem-estar para as populações.

O vínculo entre liberdade individual e liberdade econômica logrou produzir melhores empregos, maiores salários, um padrão de consumo infinitamente melhor do que se tinha até 1860 e, consequentemente, um maior crescimento econômico e social nas nações.
O capitalismo, ou o sistema de economia de mercado, arrefeceu inegavelmente a propalada luta de classes.

É interessante frisar que o entusiasmo pelas políticas coletivistas e pelo socialismo deixou de ser um movimento de baixo para cima, capitaneado pelo proletariado, ara ser vigorosamente empregado de cima para baixo, pelas elites de poder e influência, pelos intelectuais ungidos e por ativistas progressistas.
As utópicas ideologias coletivistas apoderaram-se das instituições, especialmente, das universidades, sendo suportadas e entoadas em coro pela "grande mídia".

O capitalismo aparenta estar no seu pior fogo cruzado e, de maneira importante, essa guerra também se realiza por meio do autoritarismo fantasiado de bom-mocismo, pela retirada das liberdades individuais, em especial, a de expressão, e sobretudo pelo intervencionismo econômico estatal.

A cruzada pelo coletivismo ou por um "novo tipo de capitalismo" nada tem a ver genuinamente com o desenvolvimento popular, pois trata-se da luta das elites pelo poder e pela influência, e pelo desejo de intelectuais interessados em posições estatais.

Muitos não percebem que a "mágica" da economia de livre mercado é dar mais liberdade, mais poder e capacidade para às pessoas realizarem seus planos individualmente e conjuntamente com os outros.

A coletivização almejada pelas elites tem como objetivos principais o aumento do tamanho do Estado e a intensificação do intervencionismo.
Exemplo mais emblemático dessa tentativa de acabar com a economia de mercado, disfarçado de remédio para os seus males, é o Fórum Econômico Mundial, em Davos.

Klaus Schwab e seus colegas, com a entusiástica propagação de seus ideais coletivizantes, alcançaram o último reduto, ou seja, a empresa privada.

Atualmente, com determinadas políticas de ESG, presenciam-se líderes empresariais corporativistas brincando de governantes que aludem salvar o mundo e, ao mesmo tempo, governantes paramentados de generosos CEO's. O projeto é subverter a missão essencial de uma organização, que é de criar produtos e serviços que melhor atendam as necessidades dos consumidores, e os satisfaçam, portanto, alcançando uma maior lucratividade, para o propósito de fazer com que a empresa tenha como objetivo principal a inclusão social e a diversidade.

Verdadeiramente, o grande projeto desses líderes "benevolentes" é, indubitavelmente, intensificar o infausto intervencionismo estatal.

Pois a tropa de elite composta de burocratas estatais, de intelectuais e de empresários corporativistas intenciona mesmo implantar um franco coletivismo, operacionalizado por um Estado gigante e ainda mais intervencionista.

A campanha contra o "capitalismo selvagem", como sabemos, é anciã, capitaneada por demagogos e populistas, por intelectuais interessados e por corporativistas, entretanto, agora, já se encontra no seio empresarial, o centro criador de riqueza.

Portanto, a batalha pelo desenvolvimento econômico e social e pelo progresso, depende cada vez mais da divulgação e da defesa dos comprovados benefícios da redentora economia de mercado.

 

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  • Gilberto Simões Pires, em Ponto Crítico
  • 03 Junho 2022

O RESILIENTE PIB BRASILEIRO

Hoje, 02, pela manhã, contrariando totalmente tanto a MÍDIA ABUTRE quanto os esquerdistas de plantão, que não medem esforços para fazer com que o povo brasileiro acredite que a economia brasileira vai de mal a pior, notadamente pelo fato de ter sob o seu comando uma ótima equipe de colaboradores identificados com propostas LIBERALIZANTES, comandada pelo IBGE, informou que o PIB BRASILEIRO, demonstrando uma clara resiliência, apresentou um crescimento de 1% no primeiro trimestre deste ano.

PARA DESESPERO DOS AGOURENTOS

 

Para desespero dos agourentos, esse foi o TERCEIRO RESULTADO POSITIVO CONSECUTIVO. Mais: com este resultado (R$ 2,249 trilhões em valores correntes) o PIB BRASILEIRO está 1,6% acima do patamar apresentado no quarto trimestre de 2019 -período PRÉ-PANDEMIA-; e 1,7% abaixo do PONTO MAIS ALTO DA ATIVIDADE ECONÔMICA DO PAÍS, que foi registrado no primeiro trimestre de 2014.

SETOR SERVIÇOS

 

A atividade que teve melhor desempenho, portanto, garantiu o bom crescimento do PIB foi o SETOR SERVIÇOS (que atualmente responde por 70% da economia), diferente das vezes anteriores onde o SETOR AGRO geralmente se mostrava como a locomotiva da nossa economia. Nas estimativas dos investidores, o resultado acabou superando a prévia, que dava a entender que a alta do PIB seria de apenas de 0,5%, a considerar que a economia ainda não está livre da crise.

TRANSPORTES, ARMAZENAGEM E CORREIO

 

Ainda quanto ao SETOR SERVIÇOS, segundo o relatório do IBGE, as atividades de TRANSPORTES, ARMAZENAGEM E CORREIO registraram um vigoroso crescimento na ordem de 2,1%, o que dá a entender que tais atividades já conseguiram retornar ao nível praticado antes da decretação da pandemia. Mais do que sabido, o crescimento do comércio eletrônico e o retorno das viagens aéreas foram os que mais contribuíram para o crescimento neste primeiro trimestre. 

ENCRENCAS

 

Outro fator que precisa ser levado em boa conta é que no mês de MARÇO (último mês do primeiro trimestre), a economia brasileira, como de resto também as economias do mundo todo, foi atingida por duas grandes encrencas: a GUERRA NA UCRÂNIA; e as medidas de RESTRIÇÃO NA CHINA. Ambas acabaram por desorganizar ainda mais o sistema por conta das enormes variações de preços da commodities, dos produtos e serviços. Ainda assim, o Brasil mostrou uma forte resiliência, que precisa ser festejada.

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  • Fernão Lara Mesquita, em O Vespeiro
  • 03 Junho 2022

 

 

O reinado de Elizabeth II fez 70 anos. Você assistiu à festa, ouviu os comentários de sempre e não saiu convencido sobre o que é que explica aquela popularidade toda num país tão moderno em pleno 3º Milênio.

Dou-lhes a minha hipótese.

O povo inglês é o detentor de uma arte única no panorama da História. Ele nunca rompeu consigo mesmo. Tem um senso prático fenomenal. Foi o primeiro a desmisturar política de religião. E isso criou um hábito que, generalizado, fez-se uma cultura: a de pensar separadamente esses dois círculos da existência, o que vai de você para dentro, que no entender deles não é da conta de mais ninguém, e o que vai de você para fora e tem de "ser combinado" com os outros. 

Aos pouco isso criou uma muralha profilática que falta a todas as outras culturas européias, especialmente às latinas. Não apenas impediu que as religiões seguissem se transformando em políticas, o que de um jeito ou de outro todo mundo acabou fazendo porque, a partir do impulso inglês, saiu de moda e passou a ser caipira insistir nisso mas, por analogia, impediu também que a política se transformasse em religião.

Fora d'A Ilha, entretanto, até por balda, até pela boca milenariamente entortada pelo cachimbo, até por não saber fazer diferente, deu-se o inverso: transformar a política em religião é que entrou na moda e tornou-se "cult".

 

Se antes era a religião que salvava almas e queria "construir um novo homem", agora era esse o papel da política. E por nada menos que a "salvação da humanidade", claro, continuou valendo, como desde sempre, qualquer barbaridade...

Os ingleses nunca se levaram tão à sério. Nunca acharam, nem que têm esse poder, nem que fosse necessário "salvar almas". Sempre estiveram à vontade com a humanidade como ela é. Por isso mesmo, sempre entenderam que, por baixo da pompa, da circunstância e do blá, blá, blá intelectualmente tortuoso, quem quisesse mesmo entender a que se reduz o poder devia, antes de mais nada, follow the money. 

Identificado o "X" da questão, práticos que são, trataram de deixar seus reis sempre pobres ou, senão isso, não ricos o bastante para conseguir manter um exército. Assim, quando suas majestades augustas e excelentes - ninguém discute! - resolviam que precisavam mostrar a sua glória com guerras e outras demonstrações extravagantes, tinham de ir pedir um dinheirinho ao Parlamento eleito pelo povo, que só abria a torneira em troca de um direito a mais.

Tudo isso rolou ao mesmo tempo em que, lá no continente, que corria na mão inversa, os reis se transformavam em nada menos que "sóis" brilhando em seus palácios folheados a ouro. 

 

Na Inglaterra, não. Lá onde o povo se ia apropriando cada vez mais da "torneira", os castelos continuavam sendo de pedra e de madeira. Menos ouro nas paredes, menos sangue nas revoluções. Eles ficaram com o sistema que vinha desde muito, muito lá de traz, passando a regra de pai pra filho sem nunca mudá-la essencialmente senão para melhor. A justiça era distribuída não segundo a vontade do juiz ou a cara do réu mas pela tradição escrita, pela qual o juiz era e continua sendo obrigado a se balizar para dar sempre a mesma sentença para os mesmos crimes, dos que vierem a ser condenados não pelo seu "alto discernimento" mas sim pelos júris dos iguais de cada réu.

Graças a isso os ingleses, ao contrário dos europeus continentais que jogaram tudo isso no lixo em sucessivas revoluções, sempre desfrutaram de válvulas de escape concretas para as vicissitudes da vida que a todos interessava preservar. E nessa toada foram, passo a passo, até o fim do fio dessa meada, e acabaram metendo também o rei under god e under the law, porque não?

Vade retro com essas "novas humanidades" boiando em rios de sangue e paridas por reinados de terror. Na Inglaterra cada novidade que chegava era tratada com cuidado mesmo quando ungida pela simpatia das massas, e as novas instituições não "derrubavam" as velhas. Conviviam com elas até que uma assimilasse da outra o melhor das duas, ficando descartado por desuso apenas o bagaço.

 

A rainha é isso. 

No mundo da egolatria desabotinada que a internet criou; depois de tudo que os "líderes geniais dos povos", os "fuherers" e os "duces"dos "reichs de mil anos" fizeram com o século 20 e diante do que os Putins e os trilionários da internet e seus caronas, com suas vaidades flamejantes e sem limites, estão fazendo com o 21, ela vale mais a cada minuto.

Enquanto o resto da humanidade tem de se rebolar para conter as "viagens na maionese" dos egos nascidos e criados nos cafundós do judas mas grandes o bastante para se candidatar a "Rei Sol" ainda que para brilhar somente por quatro ou cinco anos, o primeiro-ministro inglês tem de sentar-se semanalmente com a rainha nonagenária, a quarta da dinastia de Windsor, o 17º dos "bancos de DNA" de onde saíram, ao longo dos séculos, tantos que reinaram sem reinar absolutamente na Inglaterra. E isso dispensa qualquer outro inglês de lembrar ao primeiro-ministrozinho da vez a bobagem que é ele entrar no "trip" do poder e começar a "se achar" que faz tantos pequenos grandes homens com egos com elefantíase arrebentarem com a humanidade por aí afora.

A realeza britânica tornou-se, assim, a mais sólida garantia da democracia britânica. Não fosse por mais nada, só por essa vacina automática contra a doença da vaidade, a que mais matou e mais continua matando na história da nossa espécie em que acabou por se transformar, ela já vale muito mais do que pesa. Melhor que isso, mas sem o mesmo charme, só fizeram os suíços que, para colher o mesmo resultado, não têm mais presidente da republica.

*     Publicado originalmente em https://vespeiro.com/2022/06/03/a-importancia-dessa-rainha/

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