• Darcy Francisco Carvalho dos Santos
  • 09 Janeiro 2015

Entre 1987 e 2014 houve sete governadores. A maioria recebeu o governo em más condições, mas nenhum deles em situação financeira tão precária como o governador José Ivo Sartori (PMDB), tanto pela dimensão e rigidez dos déficits, como pelo esgotamento dos recursos para seu financiamento, pelas seguintes razões: o déficit projetado para 2015 é superior a R$ 5 bilhões e com comportamento crescente. Como agravante, os déficits, que eram em grande parte potenciais, passaram a ser reais, porque as despesas já foram feitas. Isso porque foram concedidos reajustes a categorias representativas de servidores, em percentuais que chegam ao dobro daquele esperado para o crescimento da receita, até 2018.

O maior percentual de reajuste para o magistério (13,7%) foi concedido, com um reflexo de R$ 1 bilhão na folha de 2015, para cujo pagamento não há recursos no orçamento. Foram desrespeitados dois princípios basilares da responsabilidade fiscal, que é gastar muito além da arrecadação e gerar despesas permanentes e crescentes custeadas por recursos finitos. Os depósitos judiciais estão com o saldo praticamente zerado. Os ingressos futuros servirão apenas para pagar os juros, calculados com base na taxa Selic sobre os saques efetuados, que alcançam R$ 8 bilhões, 73% dos quais pelo governo que saiu.

A margem para novas dívidas no curto prazo está esgotada pelas operações de crédito efetuadas em 2014. E para piorar a situação, a economia está com um crescimento muito baixo, o que se refletirá na arrecadação, mas que deve apresentar pequena melhora em função de um fator negativo, que são os reajustes da energia e dos combustíveis, acima da inflação. Faço essas constatações sem nenhuma motivação que não seja demonstrar a verdade, quase sempre escondida nas respostas evasivas dos entrevistados ou nos textos distorcidos pelas mentes ofuscadas pelo fanatismo.

* Contador e economista
 

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  • Adolfo Sachsida
  • 08 Janeiro 2015

Participo de vários grupos e, inevitavelmente, em algum momento alguém começa a falar sobre Olavo de Carvalho. Uns defendem outros criticam, esse post é a minha resposta a todos eles.

Olavo de Carvalho é um craque. Mais do que isso, é um homem de coragem e força de vontade ímpar. Assim, ele é um exemplo de conhecimento, inteligência, preparo acadêmico, e coragem para enfrentar desafios. Este homem lutou praticamente sozinho, por mais de 10 anos, contra toda a esquerda nacional e internacional. Alertou sobre os perigos do socialismo, sobre o Foro de São Paulo, sobre o PT, sobre o problema da deterioração da alta cultura quando estes problemas sequer eram imaginados seja na academia ou nas redações de jornais e revistas brasileiras.
Pagou um preço altíssimo por seus avisos: foi sendo paulatinamente ridicularizado, posto de lado, relegado ao esquecimento, e demitido de seus empregos. Resumindo: teve que suportar a solidão intelectual e a perda de empregos por falar a verdade, por embasar seus argumentos em raciocínios lógicos e comprovados.

Onde outros teriam desistido ele perseverou. Foi dele um dos artigos mais importantes que já li em toda vida: O Natal não é para os Covardes. Foi em seus textos que encontrei as primeiras referências a von Mises e Hayek (sim, o professor Ubiratan Iorio também é uma referência nesse tema). Boa parte das pessoas que tiveram contato com pensadores conservadores, ou mesmo libertários, tomaram conhecimento de suas obras lendo artigos de Olavo de Carvalho.

Alguns dizem que Olavo de Carvalho é extremamente agressivo. Sim, ele é. Mas quando se luta sozinho por tanto tempo essa arma que hoje lhe atrapalha é a mesma que o manteve vivo. Ninguém passa incólume por lutar tanto tempo contra um inimigo tão forte, essa foi a cicatriz que tal batalha lhe deixou.

Outros dizem que Olavo de Carvalho fala besteira demais. Bom, esses para mim são pessoas despreparadas. Certamente não concordo com todas as ideias do professor Olavo de Carvalho, mas daí a dizer que ele fala muitas besteiras é de um absurdo completo. Todo mundo erra de vez em quando, isso não é motivo para se jogar uma biografia no lixo. Ainda mais que tais erros, se é que eram erros mesmo, não são o ponto central de sua obra em nada comprometendo sua análise geral.

Deixemos que a esquerda tente destruir a reputação e a obra desse grande pensador. À direita cabe respeitar e promover o nome de Olavo de Carvalho como um de seus grandes ícones. A direita, a democracia, a liberdade de expressão, os conservadores e os liberais brasileiros devem muito a Olavo de Carvalho. Esse post é um pequeno agradecimento a esse gigante guerreiro das batalhas quase impossíveis. Boa parte da assim chamada direita brasileira só existe graças a obra e a perseverança desse nobre homem.

* Economista.
http://www.bdadolfo.blogspot.com.br/

 

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  • Paulo Briguet
  • 08 Janeiro 2015


Em 1969, Fidel Castro cancelou o Natal em Cuba. O ditador alegou que todos os esforços do povo deveriam ser concentrados na produção de cana-de-açúcar, e não numa festa religiosa “importada”. Com isso também ficou cancelada a troca de presentes, que em Cuba é feita no Dia de Reis, 6 de janeiro. A tristeza das crianças cubanas naquela ocasião acabou sendo inútil: afinal, a prometida safra de 10 milhões de toneladas socialistas não foi atingida, mesmo com milhares de pais de família e jovens forçados a trabalhar nos canaviais da ilha-cárcere.

O Evangelho de São Mateus é o único a trazer um relato sobre a visitação dos magos do Oriente. Da leitura do texto bíblico, deduzimos que eles eram três, pelo número de presentes que trouxeram ao Menino Jesus: ouro, incenso e mirra. Os presentes simbolizam aspectos do Filho de Deus: realeza (ouro), divindade (incenso) e humanidade (mirra). Em nenhum momento a narrativa de Mateus usa a palavra “reis” para designar os visitantes adoradores. Mas podemos concluir que eles eram figuras proeminentes em seus lugares de origem, já que antes foram recebidos pelo rei Herodes. Talvez fossem personagens semelhantes ao rei-filósofo idealizado por Platão, respeitados não por seu poder, mas por sua sabedoria. Sem dúvida, pertenciam à primeira casta, sacerdotal.

O Dia de Reis – aquele que o ditador cancelou – faz-me pensar nos presentes que Deus tem colocado em nossa mesa: verdade, beleza, bondade, justiça, misericórdia, cura, graça, pão, vinho, fé, esperança, amor. Todos os problemas e percalços surgidos ao longo do caminho – os Castros e Herodes que temos de suportar – são apenas as necessárias tribulações que no final vão conduzir ao estado de graça, também chamado Céu.

Resta saber quais os presentes que nós temos colocado na mesa de Deus. Nosso dever seria oferecer cotidianamente o ouro, o incenso e a mirra merecidos por aquele que é. Dentro das minhas limitadíssimas possibilidades, quero dar pequenas contribuições ao banquete divino: gratidão, trabalho, renúncia, alegria, perdão, carinho, serenidade – talvez uma crônica ou poema. Sei que não será muito, mas Deus não exige uma produção de dez milhões de toneladas.
É preciso estar preparado. Onde quer que existam visitadores dispostos a adorar e presentear o Menino-Deus, haverá também um Herodes pronto a massacrar inocentes com sua inveja e seu medo. Mas isso não nos fará desistir de nosso intento. Agora, silêncio: o Menino está dormindo. Quando Ele acordar, a eternidade vai iluminar a noite do tempo.

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  • Ênio Meneghetti
  • 08 Janeiro 2015

 

Foi na cidade norte-americana de Providence.

Uma providência judicial contra a Petrobrás, duas subsidiárias e membros da diretoria da estatal, a outrora menina dos olhos da esquerda brasileira.

Suprema ironia. Lembro quando no governo FH, alguém que não tinha ideia melhor, ousou sugerir trocar o nome da Petrobrás para “Petrobrax”, para facilitar a pronúncia lá fora no processo de internacionalização da companhia. Para que! A esquerdalha imediatamente reagiu, classificando até como “entreguismo” a simples troca de uma letra.

Fico até curioso em saber o que tem a dizer estes mesmos nacionalistas de araque agora. Mas eles estão quietos, não dão um pio! Mesmo o governo petralha tendo feito o que está se vendo dia a dia com a principal bandeira do estatismo.

Lá de onde eu venho isso chama-se “hipocrisia”.

Mas voltando ao que interessa, isto é, a tunga a céu aberto promovida na Petrobrás, a ação promovida pelos investidores da capital do estado de Rhode Island, atinge a presidente da estatal, os membros do Conselho, diretores e as subsidiarias internacionais, Petrobras International Finance Company (PIFCo), sediada no paraíso fiscal de Luxemburgo e a Petrobras Global Finance B.V (PGF), sediada na cidade holandesa de Roterdam, na Holanda. Ambas acusadas pelas vendas de títulos que prejudicaram investidores internacionais.

Os investidores de Providence alegam que a Petrobras levantou US$ 98 bilhões no mercado internacional, em títulos. Pleiteiam ser ressarcidos pelo prejuízo já que, dizem, os papéis da petrolífera foram inflados com contratos superfaturados à base de propina e corrupção. Nossa! Será?

A ação afeta ainda instituições financeiras do porte de Morgan Stanley, HSBC Securities, e Itaú BBA nos EUA, que atuaram como garantidores dos valores mobiliários emitidos pela companhia.

Trata-se da 11a ação judicial contra a Petrobrás nos EUA.

Já existem estimativas que as ações possam render – só em multas – cerca de US$ 5 bilhões, em caso de condenação.

Imagine-se o desgaste internacional para o Brasil ao longo dos vários anos que decorrerão até a sentença.

Naturalmente, nos processos nos tribunais americanos, pode sobrar para Dilma, que presidiu o Conselho de Administração da Petrobras no governo Lula.

O Art. 23 do Estatuto Social da Petrobras diz que os membros do Conselho de Administração e da Diretoria Executiva responderão, nos termos do art. 158, da Lei nº 6.404, de 1976, individual e solidariamente, pelos atos que praticarem e pelos prejuízos que deles decorram para a Companhia.

O Art. 28 do Estatuto estipula que ao Conselho de Administração compete fiscalizar a gestão dos Diretores, avaliar resultados de desempenho, aprovar a transferência da titularidade de ativos da Companhia, etc.

No Art. 29, o Estatuto determina que “compete privativamente” ao Conselho de Administração deliberar sobre as participações em sociedades controladas ou coligadas.

Enfim, não há como eximir um(a) ex presidente ou membros do Conselho das responsabilidades constantes do Estatuto da companhia, já que o Conselho concordou ou omitiu-se em evidentes atos lesivos.

Isto sem falar no que pode sobrar para o contribuinte brasileiro pagar, como agora nas contas de luz.

Alguém duvida?

Feliz Ano Novo.

 

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  • Gilberto Simões Pires
  • 05 Janeiro 2015


AMANTES DO CAOS
Para os amantes e perseguidores do caos econômico e social, o ano de 2015 inicia cheio de esperança. Como Dilma, seus aliados e seguidores já mostraram que são imbatíveis no jogo no qual quem mais destrói é quem sai vitorioso, quanto maior o fracasso maior a felicidade.

BOLETIM FOCUS
Vejam, por exemplo, o que informa (hoje) o primeiro Boletim Focus de 2015: a projeção de crescimento do PIB para 2015 foi reduzida de 0,55% para 0,50%, enquanto que a projeção da inflação, pelo IPCA, aumentou de 6,38% para 6,39%. Que tal?

CONSTRUÍDAS COM CUIDADO
Tais projeções, que nas últimas 15 semanas se direcionam sempre voltadas para o centro do inferno, não são obras do acaso: foram todas construídas, com grande cuidado, pelo departamento da engenharia do governo Dilma Neocomunista Rousseff.

SENTIDO INVERSO
Olhando pela perspectiva (frágil) do time contrário, de quem joga pensando que o sucesso é definido pelo crescimento econômico com inflação baixa, tudo aquilo que o Boletim Focus vem projetando deveria ser ao contrário, ou seja:
1- o crescimento do PIB deveria estar no lugar da taxa da inflação projetada; e,
2- o crescimento da inflação deveria ser igual ou menor do que a projeção do PIB.

FÉ E DEVOÇÃO
O lamentável é que a cultura do atraso, que se instalou no nosso pobre país desde a chegada da primeira caravela portuguesa, foi parar no DNA do povo brasileiro. Não havendo, portanto, a possibilidade de ser extirpada, a sociedade se agarra à Fé e à Devoção, como se viu nas imagens mostradas pela televisão na virada do ano.

PULAR SETE ONDAS
Essa tola mania que milhões de brasileiros têm, de entregar a Deus, aos santos e aos governantes o destino de suas vidas, identifica a incapacidade -voluntária- de reagir aos despropósitos. Mais: mostra que as ações cabíveis para um bom futuro está em comer porco e lentilha e pular sete ondas e outras coisas mais. Pode?

TUDO VAI DAR CERTO...
Percebendo que o povo mergulha na tradição anual, de acreditar que basta ter esperança e fé imaginando que -no fim tudo vai dar certo- o governo faz a sua parte cada dia mais destrutiva: aumenta gastos e diminui serviços. O que implica em necessidade de mais reza, fé e devoção por parte do povo cada dia mais pobre em discernimento.
O curioso é que enquanto o governo cassa quem se atreve a SONEGAR IMPOSTOS, o que mais faz, com precisão absoluta, é SONEGAR SERVIÇOS. Pode?
www.pontocritico.com
 

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  • Renato Lemos
  • 04 Janeiro 2015

 

A presidente Dilma seguiu um caminho errado quando recorreu ao Ministério Público em busca de ajuda para escolher os novos ministros. Não é essa a função do Ministério Público, como foi apontado pelos que a criticaram.
Para conhecer o passado dos que pretendia escolher, teria sido muito mais simples e menos burocrático pesquisar na internet. Bastaria colocar no campo de pesquisa o NOME do cidadão seguido das perguntas: DO QUE É ACUSADO? JÁ FOI CONDENADO? Se tivesse feito isto, com apenas um clique ficaria sabendo o seguinte:

GEORGE HILTON (PRB-MG), nomeado ministro dos Esportes em meio a críticas de atletas, foi detido no aeroporto da Pampulha em 2005 com malas de dinheiro, mais de R$ 600 mil. Naquela época era pastor da Igreja Universal do Reino de Deus. Foi expulso do DEM, partido ao qual estava filiado, porque não explicou a origem e destino do dinheiro.

HELDER BARBALHO (PMDB-PA), nomeado ministro da Pesca. É filho do "ficha suja" Jáder Barbalho. Na sua folha corrida consta que responde a dois processos na Justiça Federal por improbidade administrativa quando foi prefeito de Ananindeua, perto de Belém. Numa das ações, o Ministério Público pediu o bloqueio de seus bens por comprar medicamentos e contratar serviços para Saúde de empresas fantasmas. Durante sua gestão, desapareceram R$ 1,8 milhão destinados a programas de Saúde. Houve fraude também na compra de ambulâncias. Além disso, ele é investigado por desvio de R$ 1 milhão de convênio com a Funasa para construção de esgoto que jamais saiu do papel.

KÁTIA ABREU (PMDB-TO), nomeada ministra da Agricultura, responde processo no Supremo Tribunal Federal por falsificação de selo público. Em outra ação na Justiça é acusada de má gestão à frente da Confederação Nacional da Agricultura.

EDUARDO BRAGA (PMDB-AM), nomeado ministro das Minas e Energia, responde ações na Justiça por improbidade administrativa quando governador do Amazonas. É acusado de peculato, formação de quadrilha e fraude em licitação.

JACQUES WAGNER (PT-BA), nomeado ministro da Defesa. Um texto, que relaciona 13 escândalos em que esteve envolvido quando governador da Bahia, circula na internet e aparece nos blogs e redes sociais. Num deles, é acusado de firmar contratos sem licitação no valor de 272 milhões com uma ONG de aliado político para fornecer mão de obra à Saúde. Em outro escândalo é acusado de assinar convênio com uma ONG no valor de R$ 17 milhões para construção de unidades habitacionais que nunca foram entregues.

ELISEU PADILHA (PMDB-RS), nomeado secretário da Aviação Civil. Tramita em segredo de justiça no Supremo Tribunal Federal um processo referente ao que ficou conhecido como "escândalo dos precatórios", quando Eliseu Padilha era ministro dos Transportes. Segundo as denúncias, havia um esquema de recebimento de propina por funcionários públicos com conhecimento e participação do ministro. É acusado de corrupção passiva em processo que está há mais de dez anos no Supremo Tribunal Federal à espera de julgamento.

ARMANDO MONTEIRO (PTB-PE), nomeado ministro do Desenvolvimento, é responsabilizado pela quebra do Banco Mercantil de Pernambuco devido à prática de operações ilegais, empréstimos fraudulentos, desvio de dinheiro e uso de documentos falsos. Segundo a Procuradoria da República, o rombo no banco Mercantil chegou a mais de R$ 100 milhões. O banco foi denunciado á Justiça por conceder empréstimos a empresas ligadas ao próprio grupo Monteiro, prática proibida pelo Banco Central.

GILBERTO KASSAB ( PSD-SP), nomeado ministro das Cidades. O ex-prefeito de São Paulo foi condenado pela Justiça de São Paulo por improbidade administrativa, pelo não pagamento de precatórios judiciais previstos em lei orçamentária. A decisão é do juiz Evandro Carlos de Oliveira, da 7ª vara da Fazenda Pública da capital. O juiz determinou a suspensão dos direitos políticos de Kassab pelo prazo de três anos e proibição de contratação pelo Poder Público pelo mesmo prazo.

MIGUEL ROSSETTO (PT), nomeado secretário geral da Presidência, é suspeito de envolvimento no escândalo do Petrolão. O Tribunal de Contas da União investiga denúncias de superfaturamento na compra de duas refinarias no Sul do país pelo preço de R$ 200 milhões, quando ele esteve à frente da Petrobrás Biocombustível. Ministro do TCU afirma que o caso se assemelha ao da compra, pela Petrobrás, da Refinaria de Pasadena no Texas (EUA).

CARLOS GABAS ( PT), nomeado ministro da Previdência Social, é acusado de ter recebido indevidamente auxílio moradia, de envolvimento no escândalo revelado pela Operação Porto Seguro (aquela da amante do Lula), e de ter assinado balanços para lá de suspeitos para esconder a roubalheira no Bancoop, que deixou mais de 3000 famílias sem a casa de seus sonhos. É acusado também de prestar testemunho falso para impedir realização de uma transação, caso que está sendo investigado pela Justiça de São Paulo, e de distribuir dossiês com o propósito de denegrir pessoas que faziam oposição ao seu partido.

ALOIZIO MERCADANTE (PT), nomeado ministro da Casa Civil, foi acusado por petistas de ser o mentor do dossiê falso, montado em 2006, para prejudicar a candidatura de José Serra ao governo de São Paulo. O caso, conhecido como o "Escândalo do Dossiê" ou "Dossiê dos Aloprados", foi desbaratado pela Polícia Federal com prisão da quadrilha e apreensão de dinheiro de "origem desconhecida" que seria usado para pagamento dos autores da farsa. A Polícia Federal chegou a indiciar Mercadante, mas o caso, graças à impunidade de sempre, acabou arquivado...

CID GOMES (PROS), nomeado ministro da Educação, é acusado pelo ex-diretor da Petrobrás de envolvimento no escândalo do Petrolão. Ele negou a denúncia, divulgada pela revista IstoÉ, e solicitou à Polícia Federal e ao Supremo Tribunal Federal que se manifestassem para isentá-lo de envolvimento no escândalo. O processo sobre o Petrolão já não corre mais em segredo de justiça por decisão do STF, mas não houve até agora manifestação da PF e STF desmentindo a IstoÉ.

RICARDO BERZOINI (PT), nomeado ministro das Comunicações, é acusado de envolvimento no "Escândalo do Dossiê" ou "Dossiê dos Aloprados, o dossiê falso montado em 2006 para prejudicar a candidatura de José Serra ao governo de São Paulo. Quando o escândalo veio a público, foi afastado da coordenação da campanha de Lula à Presidência.

EDINHO ARAÚJO (PMDB) nomeado secretário dos Portos, foi condenado em dezembro de 2012 por improbidade administrativa quando prefeito de São José do Rio Preto. O Tribunal de Justiça de São Paulo cassou seus dieitos políticos por cinco anos.

PEPE VARGAS (PT), nomeado ministro das Relações Institucionais, é acusado de envolvimento no escândalo do Pronaf no Rio Grande do Sul. Esse escândalo estava sendo investigado pela Polícia Federal pela Operação Colono, mas foi sustada por ordem de Brasília antes das eleições de outubro. É um escândalo de grandes proporções. Centenas de pequenos agricultores gaúchos foram executados pelo Banco do Brasil, lesados por políticos que fizeram empréstimos fraudulentos no âmbito do Pronaf. Os políticos usaram o dinheiro para suas campanhas e os agricultores. que nunca viram o dinheiro, foram cobrados pelo banco.


Diante desse resultado em que folha corrida vale como currículo, quem espera moralização dos costumes políticos e o fim da corrupção e impunidade só pode sentir revolta e desprezo pelo governo que aí está. O Planalto não passa de um balcão de negócios - e que negócios!...- onde atuam, de um lado, o oportunismo, a irresponsabilidade e cumplicidade criminosa de quem governa e deveria estar na Papuda e, do outro, uma malta de políticos cevados na corrupção e roubalheira e escudados pela impunidade que impera no país.

E para completar, temos a nossa Justiça que condena e deixa mofar na cadeia os ladrões de galinha enquanto permite que políticos ligados ao crime organizado, quando condenados - coisa muito rara! -, cumpram pena em casa, livres para ir aonde quiserem, fazer negócios como bem entenderem, assessorar empresas envolvidas em escândalos, viajar, ir à praia e até confabular com a presidente nos arcanos do Planalto!
É o Brasil que temos e que não deveria existir !!!...

 

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