• Leonardo Faccioni
  • 18 Novembro 2014

Quando queremos ser elogiosos para com determinados modos, hábitos ou comportamentos que julgamos dignos e belos, tendemos a dizê-los “civis”, ou “urbanos”. Falamos em “civilização”, palavra com a mesma raiz de “cidade”, e é efetivamente essa a sua conotação positiva: a compostura da cidade, contraposta ao arredio do campônio.

Talvez o antigo romano, em sua urbe de vinte, trinta, quiçá cem mil habitantes às margens do Mediterrâneo, efetivamente fosse mais tratável que algum bruto barbarizado, perdido na Floresta Negra. Talvez, pois o prêmio esperado por todo augusto senador, cônsul ou procurador parecia ser o sonho arcadiano da villa, entre pomares e oliveiras, e não a selvageria do Fórum até a senectude. Talvez o cortesão renascentista fosse mais amistoso, a princípio, que um desconfiado pastorinho, ou um calejado servo da gleba. O professor da Bologna medieval seguramente teria mais a dizer sobre as artes e a verdade do que o mercenário suíço, embora talvez menos que o monge, no claustro de Montecassino.

Mas em nosso tempo, aparentemente em qualquer país, região ou clima, é nas pequenas comunidades de interior, onde a agricultura ainda comunica a liturgia inescapável das leis deixadas por mãos não-humanas; lá, onde a realidade constringe a vontade, que amizade e solidariedade ainda se brindam. A megalópole, seja Nova Iorque, São Francisco, Londres, São Paulo, Rio ou Pequim, barbariza. A selva de pedra aliena. As lâminas de vidro dos arranha-céus arranham a face de Deus, e a essa ilusão de ótica tremenda os homens, delirando onipotência, buscam se assemelhar. Dilaceram, assim, eles também sua natureza — e a da sociedade com ela.
 

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  • Neemias Felix
  • 17 Novembro 2014

Que sobra nesta nação? ... Ladrão.

Quais deles os mais polutos?... Corrutos.

Quem ganha grandes espaços? ... Devassos.

 

O Demo alarga os seus passos,

Seus domínios se desdobram

Numa nação onde sobram

Ladrões, corrutos, devassos.

 

Quem a fez se corromper?... Poder.

Quem a levou a tal ânsia? ... Ganância.

Que mais, por ser tão espúria? ... Luxúria.

 

Desvergonhada penúria

De um povo afeito a Asmodeu,

Que não sabe que o perdeu

Poder, ganância e luxúria.

 

Quem tem moral de bandido?... Partido.

Que há nos seus arraiais?... Venais.

Não há mais membro fiel?... Babel.

 

Quem diria que o batel

Tivesse tantos venais;

Que os partidos fossem tais

Como a remota Babel...

 

E a direita, o que fala? ... Se cala.

Não se opõe por seu mister?... Não quer.

Que tem, que a tudo assiste?...Não existe.

 

Meu Deus, por que permitiste

Que a direita antes tão forte

Jaza hoje em leito de morte?

Se cala, não quer, não existe.

 

Que vai pelo judiciário?... Vário.

Não era assim tão brioso? ... Moroso.

Por que não pune o velhaco? ... Fraco.

 

Que o Rui não saiba o buraco

Dos nobres jurisconsultos,

Que o labor de homens tão cultos

É vário, moroso e fraco.

 

Quais são seus doces amados?... Veados.

Tem outras fãs dissolutas?... Putas.

Há amores mais sutis? Travestis.

 

No Brasil — é o que se diz—

Há castas privilegiadas

Pelas leis mais deslavadas:

Veados, putas, travestis.

 

Solução pra baixa nota?... Cota.

E ser assíduo na escola?... Esmola.

Como agradar a gentinha?... Bolsinha.

 

O governo amesquinha,

Torna o povo mais inglório

Ao trocar o meritório

Por cota, esmola e bolsinha.

Com quem se afina em seus males?... Morales

A quem se mostra fiel?... Fidel.

Mais alguém nos seus conclaves?... Chaves.

 

Ah, miseráveis entraves
Pra nossa democracia,
Que aceita a mancebia
? Morales, Fidel e Chaves.


 

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  • João Alves
  • 16 Novembro 2014

"O mundo estaria a salvo se os homens de bem tivessem a mesma ousadia dos canalhas"!  Rômulo Nogueira
 

O pobre não entrava na faculdade. O que o PT fez? Investiu na Educação? Não, tornou a prova mais fácil.

Mesmo assim, os negros continuaram a não conseguir entrar na faculdade. O que o PT fez? Melhorou a qualidade do ensino médio? Não, destinou 30% das vagas nas universidades públicas aos negros que entram sem fazer as provas.

O analfabetismo era grande. O que o PT fez? Incentivou a leitura? Não, passou a considerar como alfabetizado quem sabe escrever o próprio Nome.

A pobreza era Grande. O que o PT fez? Investiu em empregos e incentivos à produção e ao empreendedorismo? Não. Baixou a linha DA pobreza e passou a considerar classe média quem ganha R$300,00.

O desemprego era pleno. O que o PT fez? Deu emprego? Não. Passou a considerar como empregado quem recebe o bolsa família ou não procura emprego.

A saúde estava muito ruim. O que o PT fez? Investiu em hospitais e em infraestrutura de saúde, criou mais cursos na área de medicina? Não. Importou um Monte de cubanos que sequer fizeram a prova para comprovar sua eficiência e que aparentemente nem médicos são. (Um já foi identificado como capitão do exército cubano)

Alguém ainda duvida que esse governo é uma tremenda mentira?
 

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  • Olavo de Carvalho
  • 13 Novembro 2014

Editorial no site www.midiasemmascara.org

         O Brasil é o único país da galáxia no qual apuração secreta é coisa democrática e exigir recontagem de votos é antidemocrático. O tom de aparente sinceridade, até de inocência, com que tantas pessoas aparentemente cultas enunciam esses julgamentos mostra que os últimos vestígios de educação política desapareceram do cérebro nacional. Só a educação política? Não. A racionalidade em geral. A total insensatez tornou-se critério de normalidade.

         Carl Schmitt, o desafortunado filósofo que meio involuntariamente ajudou a formular os planos do Estado nazista, definia a política como aquele campo da atividade humana no qual nenhuma resposta racional às dúvidas é possível e onde, portanto, só o que resta é reunir os "amigos" contra os "inimigos".

Há muitas situações que são incontornavelmente políticas, nesse sentido. Uma eleição é o exemplo mais típico. É impossível provar racionalmente que X será melhor ou pior governante que Y. Pode-se conjeturar o futuro em termos de probabilidade razoável, mas nem todos os melhores cálculos probabilísticos do mundo, somados, poderão jamais eliminar a sua própria margem de erro e provar racionalmente que ninguém deve apostar nela. A decisão, portanto, é política em sentido estrito.

Apuração de votos, no entanto, não é uma questão política de maneira alguma. É uma questão de aritmética e de verificação idônea.

Também não é de maneira alguma uma tomada de posição política afirmar que uma apuração secreta, inacessível a qualquer averiguação popular ou recontagem de votos, é uma aberração autoritária incompatível com a idéia de “democracia”, mesmo tomada na sua acepção mais elástica. É uma questão de lógica, de pura comparação de conceitos.

E não é uma questão política saber o sentido da palavra “democracia”. É uma questão de consulta ao dicionário. Democracia sem transparência, democracia onde todo mundo é obrigado a aceitar, sem questionamentos, a palavra de um funcionário estatal altamente suspeito de parcialidade e o parecer técnico de uma empresa já mil vezes acusada de fraude, não é democracia em nenhum sentido identificável da palavra. No entanto, todo o establishment político e midiático deste país, todas as mentes iluminadas e pessoas maravilhosas repetem que é, e chamam de “extremista de direita” quem insista em exigir eleições limpas, com apuração controlada pelo povo. Quem é extremista, nós ou o beautiful people que quer nos fazer engolir essa politização forçada, esse schmittianismo psicótico?

O simples fato de que respondam com uma rotulação ideológica pejorativa a uma afirmação auto-evidente já mostra que querem transferir a discussão do campo da razão para o da guerra política nua e crua. Não querem saber se você diz a verdade. Só o que lhes interessa é se você está no grupo dos “amigos” ou dos “inimigos”. E no mesmo instante em que fazem isso têm ainda a cara de pau de discursar contra o “fanatismo” e a “radicalização”.

Apuração secreta é fraude. É fraude em si mesma, independentemente de pequenas fraudes pontuais que possam ocorrer também. É fraude e é a negação ostensiva de todo princípio democrático.

Não podemos aceitar essa imposição de maneira alguma, quer venha do governo, da mídia chique ou de uma oposição vendida, frouxa e cúmplice.

Muito menos é uma questão política saber se o Foro de São Paulo é ou não é a maior e mais poderosa organização política que já existiu no continente, se nele se irmanam ou não se irmanam partidos legais com organizações criminosas, se nele os destinos das nações são ou não são decididos em segredo, pelas costas dos povos. Tudo isso é fato tão bem documentado que até os mais fiéis e destacados membros dessa organização o confessam. O sr. Lula em primeiro lugar.

Mas, para os nossos políticos que se dizem “de oposição”, falar disso é “extremismo de direita”. São eles que politizam tudo, são eles que fogem do campo dos fatos verificáveis para o dos carimbos ideológicos. E, no entanto, os extremistas somos nós.

Continua vigorando, com total e unânime aprovação da classe política, o acordo que segundo o sr. Fernando Henrique Cardoso existe entre o seu partido e o PT: Nada de divergências ideológicas ou estratégicas, apenas disputa de cargos, donde a redução do confronto partidário a dois itens : corrupção e má administração. Isso é disputa de prefeitura do interior. É rebaixamento da República brasileira à condição de papagaio amestrado, que só diz o que o dono manda.

Por mais "dura" que seja a oposição prometida por quem se autonomeia opositor no Congresso Nacional, enquanto ela se limitar a questões de incompetência administrativa e roubo, sem mencionar o maior dos crimes, que é o Foro de São Paulo, continuará subserviente ao pacto de contornar divergências ideológicas.

É esse tipo de mordaça anestésica que o povo não suporta mais. É por isso que, saltando por cima dos representantes que se recusam a representá-lo, hoje ele sai às ruas para dizer o que eles não querem que ninguém diga.

Pois agora não ter de ouvi-lo e segui-lo, ou ficar para trás e ser jogados na lata de lixo do esquecimento.

*Filósofo 

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  • Gilberto Simões Pires
  • 13 Novembro 2014

SÁBADO 15/11
Ao longo dos últimos dias entraram dezenas de mensagens, vindas de todos os cantos do país, contendo informações e pedidos para que todos aqueles que se sentem indignados com os rumos de nosso país, que não deixem de sair às ruas, neste sábado, 15 de novembro, data em que o país comemora (?) a Proclamação da República, para protestar contra o péssimo governo Dilma-petista.

1º GOLPE MILITAR
Antes de tudo, porém, é preciso esclarecer que, independente da data escolhida para ir às ruas e protestar, a Proclamação da República foi o primeiro Golpe Militar que o país sofreu desde o ano de 1500, quando foi descoberto (ou invadido) pelos portugueses.
Vale dizer que a Proclamação da República, que derrubou o Regime da Monarquia, foi urdida, exclusivamente, dentro dos quartéis. Não contou, portanto, com o apoio popular, que resultou surpreso com a decisão dos militares.

INTERVENÇÃO MILITAR
O curioso é que a grande maioria dos brasileiros só lembra do Golpe Militar de 31 de março de 1964, o qual, a bem da verdade, gostem ou não, naquele momento não passou de uma INTERVENÇÃO MILITAR, urdida e deflagrada a pedido do povo, que lotava as ruas com insistentes manifestações contra o Comunismo.

ATO INSTITUCIONAL 5
O Golpe, propriamente dito, vale frisar, só veio a acontecer no Brasil em 13/12/1968, quando o general Costa e Silva baixou o Ato Institucional número 5 (AI-5), o qual conferia poderes extraordinários ao Presidente da República e suspendia várias garantias constitucionais.

EXTENSA LISTA DE MOTIVOS
Bem, voltando ao tema -Manifestações de Rua-, prometidas para o dia 15/11, onde a lista de motivos para tal mobilização, como bem escreveu recentemente o pensador (Pensar+) Rodrigo Constantino, além de necessária e muito bem-vinda, é bem extensa: vai desde a roubalheira impune, o abuso de poder, o autoritarismo, ao desejo de controlar a imprensa e muitas outras.

TODO CUIDADO É POUCO
Todo cuidado, portanto, é pouco. Sabemos, conclui Rodrigo Constantino, do que essa turma é capaz. Podem até mesmo infiltrar seus agentes nas passeatas para destruí-las de dentro, acusando-as de demandar golpe militar ou algo do tipo. Não! As manifestações devem clamar pelo respeito aos valores republicanos e democráticos, pelo fortalecimento de nossas instituições, e não sua substituição.
Que todos lotem as ruas nesse feriado de nossa República, de forma ordeira e pacífica, com uma mensagem de resgate de uma democracia sólida. Que protestem contra essa “República de Bananas” que o PT vem instalando em nosso amado Brasil!

www.pontocritico.com
 

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  • Paulo Vasconcelos Jacobina
  • 13 Novembro 2014

Em momentos de crise, a sensação de insegurança se espalha com muita rapidez. E estamos vivendo um momento de crise: não somente de crise econômica, embora esta também se faça evidente, mas principalmente de crise ética, religiosa e, porque não dizer, civilizacional.

Em situações assim, não é incomum que aqueles que estão no poder procurem razões – fora de si mesmos – as quais imputar a responsabilidade pelo fato de que as coisas não estão indo bem. Uma estratégia muito comum de governantes que desacreditam na alternância de poder como princípio democrático é a de afirmar que as atuais estruturas políticas e sociais não são suficientes para que ele possa exercer o poder necessário para levar o povo para fora da crise. O governante grita por mais poder; presume-se legítimo não apenas para conduzir o povo para a prosperidade, mas ao paraíso na terra, o que só não aconteceria, alegam, porque sua capacidade de fazer o necessário para isto está atada por princípios e estruturas que o restringem, e o impedem de redimir o povo da crise.

Este é um fenômeno que parece estar se desenhando no Brasil: vê-se o partido do governo propondo uma reforma política logo após quase sofrer uma grande derrota eleitoral, e defendendo a extinção de estruturas políticas multicentenárias como o Senado da República, ou tentando bloquear o que vê como canais de possíveis derrotas para si em votações no congresso e em futuras eleições, que são a imprensa livre e a possibilidade de financiamento privado (aberto e contabilizado) de campanhas.

Ora, os princípios são criados e mantidos exatamente para nos guiar nas crises. Na prosperidade, ninguém discute princípios. No entanto, a ideia de que são os princípios, as estruturas democráticas, a liberdade de expressão ou a participação de agentes privados em campanhas eleitorais os verdadeiros responsáveis pela crise escamoteia o fato principal: isto não é verdade. As crises nascem e algum outro lugar, não das estruturas democráticas e sociais, e desconstruir estruturas democráticas e sociais nunca foi caminho para solução de crise, senão para, como parece óbvio, criar um governo autoritário e acabar com a democracia.

É por isso que a própria Igreja construiu um sistema sólido de Doutrina Social, firmemente ancorado numa ética cristã que, se de um lado possui uma sustentação de razoabilidade firme como rocha, por outro lado respeita a interpelação de Deus no dado revelado. Por essa mesma doutrina social, o Estado – e seus eventuais ocupantes – não são a panaceia geral, mas servidores da sociedade, e não têm a legitimidade para pleitear mais poder, desconsiderando o princípio da subsidiariedade, mesmo a pretexto de soluções “sociais” para crises. Há problemas que não cabe mesmo ao Estado resolver, mas apenas reforçar as demais estruturas sociais para que estejam capacitadas a fazê-lo.

Não faz parte da doutrina social da Igreja acreditar que os cristãos somente ajudam os mais pobres de verdade quando votam num governo que alegadamente faça isso por eles. De fato, sabe-se que Jesus nunca ensinou que os cristãos deveriam simplesmente delegar ao governo o dever de ajudar os mais pobres. A doutrina social da Igreja sempre ensinou que se deve fazer uma “opção preferencial pelos pobres”, mas jamais que o Estado, de algum modo, devesse receber mais poderes, mais delegações, devesse desconstruir estruturas familiares, restringir meios de comunicação social, impedir a plena participação do setor privado no processo eleitoral, desfazer estruturas republicanas, de modo a exercer uma suposta benignidade para com os mais pobres em nome e por delegação dos cristãos.

A Doutrina Social da Igreja, na verdade, sempre instruiu que lutar pelos mais pobres era um dever de todos, não um monopólio de um governo “social”. Mesmo porque, a julgar pelo que se vê na rua todos os dias, a estratégia do governo não está adiantando. E não por culpa da “falta de uma reforma política”. Mas por políticas econômicas desastradas, falência ética, excesso de drogas e incapacidade de lidar com elas, falta de perspectiva, falta de segurança e massiva partidarização das escolas que escolhem não ensinar, mas doutrinar, apenas para citar alguns problemas.
Há muitos debates a serem feitos, com toda a franqueza e honestidade, sobre quais os meios mais adequados para resgatar os mais pobres; dentre eles, é claro, a compreensão e prática mais firme da doutrina social da Igreja, por todos e cada um de nós, cristãos.

Mas imaginar que a única maneira de ser cristão é dar mais poder a “partidos populares”, ou que a Doutrina Social da Igreja de algum modo nos obriga a dar irrestrito apoio a programas sociais estatais assistenciais e massivos, ou a quem propõe alinhar o país a blocos internacionais socialistas em nome do combate ao “capitalismo internacional”, e que a Igreja deveria, portanto, estar ao lado da desconstrução das estruturas democráticas, familiares e sociais como única maneira de tornar mais forte um governo “social” que promete tornar “efetiva' sua opção preferencial pelo pobre é uma tentação, mas, como toda tentação, deve ser fortemente resistida.

Os mais pobres precisam de educação, saúde e emprego, de estabilidade econômica e de solidariedade entre si e com os demais. Dar mais poder ao Estado, ao contrário, é torná-lo mais paternalista, mais centralizador da economia, mais gerador de dependências. Os mais pobres precisam de famílias bem estruturadas, estáveis e fecundas, para serem apoios recíprocos e fortalecer a sociedade. Não se obtém este objetivo apoiando o aumento de poder político de um grupo cuja ideologia proclamada é a “desconstrução da heteronormatividade”, a “destruição do modelo (segundo eles) patriarcal e dominador de família em que o homem provê e a mulher reproduz”, por um modelo em que ambos trabalhem duramente e o dia todo, suas ligações afetivas sejam circunstanciais e facilmente substituíveis e o Estado se ocupe plenamente da atenção e dos cuidados com as crianças que sobreviverem às políticas públicas de contracepção artificial, esterilização em massa e aborto irrestrito. Os mais pobres precisam de apoio na velhice e na doença, e não de um governo que se veja cada vez mais capaz de promover a legalização e adoção da eutanásia e do suicídio assistido, e cuja política de saúde mais propagandeada seja a importação de médicos estrangeiros de habilitação duvidosa mediante o pagamento da maior parte do respectivo salário aos governantes daquele país.

A crise é forte, e não há horizonte de melhoras. Está havendo uma radicalização inegável no discurso do governo. O apelo governamental a uma suposta “política pelos pobres” não pode silenciar o profetismo cristão, nem em nome de uma leitura simplista da doutrina social católica. Que em nenhum lugar estabelece que é dever cristão ampliar o domínio do Estado em mãos da esquerda socializante. Que, aliás, onde se instalou, passou a combater a Igreja e a própria liberdade religiosa.


Zenit.org

 

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