• Gilberto Simões Pires
  • 15/03/2015
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RESPIRANDO POR APARELHOS

TRIBUTO/INTERVENÇÃO

Por absoluta falta de conhecimento e/ou divulgação, cresce em todo o país o número de brasileiros revoltados com a elevação dos preços dos combustíveis, quando, na realidade, deveriam se manifestar contra o retorno da cobrança da CIDE- CONTRIBUIÇÃO DE INTERVENÇÃO NO DOMÍNIO ECONÔMICO, que além de TRIBUTO, representa (como o nome diz), uma -intervenção-.

50% DO PREÇO

Reitero: como os impostos representam mais de 50% do preço dos combustíveis colocados à venda no território nacional, as manifestações deveriam se voltar, exclusivamente, contra a elevada carga tributária imposta pelos governos -federal e estaduais- a esses imprescindíveis produtos (e todos os outros, certamente).

BALANÇA COMERCIAL DA PETROBRAS

Ainda assim, o que a maioria também desconhece, independente do ROUBO que a Petrobras sofreu (e continua sofrendo) é que a Balança Comercial da estatal, que envolve importações e exportações de combustíveis, voltou a ser DEFICITÁRIA. Mesmo, repito, com a queda dos preços do petróleo no mercado internacional.

CORO COM A MÍDIA

Fazendo coro com o que prega a mídia brasileira -muito mal informada-, os brasileiros em geral resolveram exigir a imediata queda dos preços dos combustíveis no país, só porque a cotação do barril de petróleo despencou de U$ 100 para U$ 50.

A VANTAGEM SUMIU

Pois, antes que os leitores passem por tolos, acreditem: a vantagem que o caixa da Petrobras vinha obtendo desde setembro de 2014, por manter inalterados os preços dos combustíveis no Brasil enquanto os preços do petróleo caíam no exterior, simplesmente desapareceu.

DÉFICIT OPERACIONAL

ATENÇÃO: a Petrobras não só perdeu a breve vantagem obtida, como voltou a apresentar um novo DÉFICIT OPERACIONAL preocupante. Quem esclarece esta triste realidade são os números da Balança Comercial da Petrobras, de Janeiro e Fevereiro deste ano. Só nesses dois meses de 2015 a estatal já contabilizou um DÉFICIT de 2,5 bilhões de dólares. Olhem só:

NÚMEROS

1- Em Janeiro e Fevereiro, a Petrobras IMPORTOU U$ 5,1 bilhões.
No mesmo período EXPORTOU U$ 2,6 bilhões. Um déficit, portanto, de U$ 2,5 bilhões.

2- O custo da moeda (dólar) que estava em R$ 2,75 no dia 5/02, aumentou para R$ 3,01 no dia 5/03.

3- Como o real continua se desvalorizando, o rombo da Balança Comercial da Petrobras vai aumentar, pois os preços dos combustíveis, que deveriam acompanhar o mercado internacional, pelo câmbio do dia, não devem se ajustar por -intervenção- do governo.

AMANTES DA ESTATAL

Como os números provam de forma inquestionável, a disparada recente do dólar (que não deve parar por aqui) já dizimou a pequena vantagem que a Petrobras vinha obtendo a partir de setembro de 2014 até agora, depois de sofrer um déficit brutal de R$ 60 bilhões, entre 2011 e 2014.

Fico pensando: - diante deste novo ROMBO, o que vão dizer os tais DEFENSORES DA PETROBRAS? Vão continuar dizendo que amam a estatal, ou vão admitir que não passam de DETRATORES?

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