Sílvio Lopes
Escritor e empreendedor norte-americano, Napoleon Hill foi o responsável pelo despertar de gerações inteiras de líderes, mundo afora. Seus ensinamentos jamais usaram de fetiches ou mecanismos motivacionais, unicamente, para construir mentalidades vencedoras. E independentes.
Seu método, inclusive, foi profetizado nas páginas bíblicas, e mesmo nas tiradas de superlotados humanos. René Descartes, por exemplo, apregoava um mantra até hoje lembrado: "Cogito, ergo sum!" Ou seja: "Penso, logo existo".
Portanto, até mesmo para provar a nossa existência, precisamos... pensar. E para realizarmos algo, do simples à construção humana mais desafiadora e improvável, o ditado bíblico é retumbante: " Como penso, assim sucederá; e como determinei assim se efetuará"( Isaías, 14-24).
Tudo começa num pensamento...do simples ao mais orquestrado e, aparentemente, irrealizável.
Uma sociedade cujo povo terceiriza o seu pensar, já nasce escrava. Quando insiste e, ainda por cima, persiste, se condena à mais sórdida dominação, escancarando as portas para um poder tirânico que não lhe dará tréguas, pela eternidade.
Desde a pandemia de 2020, o mundo vem experimentando a mais devastadora dominação de governos sobre seus povos. A propagação do medo como principal aliado nesse propósito global, tem sido- desde, então-, instrumento implacável para arrancar das mentes o despertar mínimo de qualquer atitude racional de resistência e/ou contestação. O Brasil, e seu povo, caminha embalado nessa mordaça intelectual que nos está condenando à prostração. Pior: ao desânimo e ao conformismo que só nos trarão desgraças e desalentos.
Tem razão Napoleon Hil ao sustentar: "Medo é a ferramenta de um diabo idealizado pelo homem. A fé inabalável em si mesmo é tanto a arma que derrota este diabo, quanto a ferramenta que o homem utiliza para construir uma vida de sucesso". E de liberdades, acrescento eu.
Tudo a ver.
* O autor, Sílvio Lopes. é jornalista, economista e palestrante.