• Ricardo Hingel
  • 07 Agosto 2014


O interessante quando tratamos de economia é a inter-relação entre os agentes econômicos que atuam: o governo, as empresas, os consumidores e outros tantos que fazem a roda econômica girar. Talvez o menos entendido, em face de suas complexidades, seja o setor público, ao mesmo tempo o mais perigoso quando tratamos dos efeitos de seus atos.

O nível dos gastos públicos, em especial do governo federal, é sem dúvida o principal fator de desequilíbrio da economia brasileira. Apenas para relembrar, o Plano Real, que comemorou recentemente seus vinte anos, buscou seu aprimoramento e sua estabilidade a partir do conhecido tripé, representado pelo câmbio flutuante, pelo Sistema de Metas de Inflação (leia-se política monetária com o uso maciço das taxas de juros para o controle inflacionário) e pelo equilíbrio fiscal.

De forma simplificada, poderíamos afirmar que o equilíbrio fiscal é fundamental e interfere nas demais variáveis da economia. Um equilíbrio fiscal adequado, no caso do Brasil, significaria obviamente se gastar menos do que se arrecada e ainda assim sobrarem recursos para a redução da dívida pública e dos gastos com seus juros.

A maior parte das análises sobre o desempenho governamental se apega ao nível do superávit e esquece de olhar para o principal, que é o crescimento do montante do gasto estatal, evidente nos últimos anos, independente dos governantes, para arcar com o custeio de toda a máquina estatal, funcionalismo, déficits previdenciários e outros tantos que ao crescerem mandaram a conta via expansão da carga tributária.

Para a cobertura das despesas públicas existem duas fontes básicas utilizadas, que são a receita de tributos e o endividamento. Para arcar com a crescente despesa, assistiu-se à elevação da carga tributária ou o aumento do endividamento.

Qualquer aumento de despesas ou novos encargos a serem assumidos pelos agentes públicos manda esta conta, já bastante elevada, para a sociedade brasileira, o que vem comprometendo não só o desempenho econômico, mas o crescimento, em função principalmente do custo que embute na produção, na redução da lucratividade e também na capacidade de as empresas investirem.

O nível de gasto público, especialmente o federal, gera a chamada pressão de demanda, ou seja, esquenta a economia e a inflação se eleva. Como nos últimos vinte anos, inflação no Brasil se combate principalmente através de taxa de juros, com a prática de juros elevados. A taxa de juros para a economia brasileira parece ser uma aspirina, receitada para quaisquer males; ela não resolve todos os males e, mal aplicada, pode trazer fortes efeitos colaterais.

É importante ressaltar que, quando se fala em gasto público, busca-se referir uma questão maior, que é a gestão que o administra e que tem razões técnicas e políticas. As leis e os orçamentos aprovados dão legalidade muitas vezes à imprudência fiscal, que desembocará em aumento de impostos ou da dívida pública.

Todos nós já ouvimos falar da necessidade de uma “reforma tributária”, porém nunca se ouviu que esta “reforma” visaria reduzir os impostos pagos pela sociedade.

Voltando ao ponto, entendendo-se que a despesa pública impacta diretamente na inflação e que este gasto é problema de gestão, os erros de governo acabam gerando inflação, que será combatida preponderantemente com a utilização da política monetária com o uso da ferramenta “elevação da taxa de juros básica”, a conhecida Selic, que representa a taxa oficial e que deve induzir e influenciar no comportamento de todas as demais taxas praticadas na economia.

Ao sentir a inflação elevada, como no momento, o Banco Central eleva a Selic como forma de diminuir a demanda e, por consequência, prejudicando e reduzindo o crescimento. O quadro atual apresenta inflação anual de 6,5%, crescimento pífio previsto para 2014 próximo de 1% e um conjunto crescente de setores econômicos com desempenho negativo.
A necessidade de utilizar esta “aspirina”, ou taxa de juros, ocasiona um efeito que pode ser sentido, porém é pouco falado ou percebido e que deveria ser mais bem entendido, que é seu efeito como “destruidor de riquezas”.

A taxa Selic, ao direcionar todas as demais taxas da economia, impacta diretamente no custo das dívidas das empresas e pessoas, bem como de toda a sociedade, que ao final é quem paga o custo da trilhonária dívida pública brasileira.

Ao longo de décadas desta prática, é incomensurável o que as pessoas, empresas e a sociedade em geral pagaram de juros como efeito da política monetária utilizada, ressaltando que esta foi utilizada visando combater os efeitos de continuados equívocos na gestão econômica.

Quem teve, tem ou terá algum tipo de dívida, pagou, paga ou pagará por estes efeitos, o que sempre transfere renda para aqueles que os financiam. Este elevado custo financeiro pago destruiu riqueza em decorrência desta transferência de renda.

O gasto público, ao impactar na definição da taxa de juros da economia, vem provocando um histórico de destruição de riqueza e transferência de renda muito difícil de medir, porém de dimensões bastante graves para todos.
 

* Economista

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  • Carlos I.S. Azambuja
  • 07 Agosto 2014

Como e por que é produzido o salto desde o radicalismo islamita até a integração em uma célula terrorista?

"La frustración social, laboral y política conduce al radicalismo. Así lo muestra el primer estudio policial europeo hecho con casos reales". Jornal El País, 25 de novembro de 2007, matéria de autoria de Jose Maria Irujo.
Essa foi a conclusão a que chegou um estudo confidencial conduzido pela Europol (Polícia Européia), a organização que agrupa as polícias européias, segundo escreveu José Maria Irujo, de cuja matéria são os extratos abaixo.
Quem são os terroristas que cometeram o atentado contra os trens em Madri, os ônibus em Londres, os que atentaram contra o aeroporto de Glasgow com carros-bombas ou tentaram envenenar as águas da rua Veneto, em Roma, ou ainda que protagonizaram o 11 de setembro?

Na opinião dos policiais que elaboraram o estudo, não há um perfil único, nem uma só tipologia sobre o terrorismo jihadista que atua na União Européia. O estudo sobre os perfis jihadistas foi elaborado por experts das unidades antiterroristas- Antiterrorism Taks Force, da Europol - da França, Espanha, Reino Unido e Itália, e não foi difundido por razões de segurança, sendo guardado como um tesouro pelos ministérios do Interior desses países e como uma arma eficaz para combater o terrorismo islamita, que configura a principal ameaça à Europa.

Foram analisados como são os seguidores de Osama Bin Laden, os perfis de uma centena de jihadistas implicados em ataques praticados e frustrados, de terroristas vivos e mortos, de infiltrados, confidentes e familiares, buscando o que se passa no mais íntimo dos corações de terroristas dispostos a morrer para conseguir os objetivos da causa.
Suas declarações à Polícia e à Justiça, suas atitudes ante os interrogatórios, foram analisados a fim de buscar parâmetros comuns. Porém, foram vários os resultados obtidos. Segundo um dos investigadores, "não podemos falar de um único perfil: há jovens e maduros, universitários e sem formação, legais e ilegais, fundamentalistas ou indiferentes à religião. o perfil é mais complexo do que imaginávamos".

Como e por que é produzido o salto desde o radicalismo islamita até a integração em uma célula terrorista? O estudo da Europol assegura que o isolamento e a frustração profissional, social e política dos jovens é o caldo de cultura para ser recrutado. "Utilizam os recursos do país em que vivem. Parecem integrados, porém não se sentem integrados, pois não é a integração que eles querem. E, nessas condições, são cooptados com maior facilidade pelos recrutadores", assinala um dos investigadores.

A principal ferramenta de cooptação é a Internet e a propaganda e proselitismo do jihadismo na Europa. Em todos os casos estudados nos quatro países, os terroristas consultavam as páginas extremistas, onde existem fatwas, livros sobre a jihad, vídeos violentos e manuais sobre a fabricação de bombas. "Aí, na rede, é onde se encontra a autoria intelectual que leva avante as ações desses grupos", assinala um expert.

A falta de experiência da maioria deles e as viagens de alguns às zonas de conflito como Afeganistão, Paquistão, Iraque, Chechenia, Indonésia e, recentemente a Argélia, onde recebem cursos de adestramento em técnicas terroristas, são outros dos elementos comuns entre eles. Os que viajam, regressam à Europa com uma categoria superior e se convertem em emires (chefes) dos grupos aos quais se deve lealdade. "Em quase todos os casos estudados estes são os que dirigem e decidem o que fazer".

O Informe da Europol destaca a importância do grupo (célula) na vida desses jovens. Só dentro do grupo podem desenvolver suas personalidades. O grupo se converte em parte de suas novas identidades. Fora do grupo não são nada. No grupo encontram a reafirmação de suas idéias e é no grupo que se produz o salto de radical a terrorista. A entrada no grupo é chave.

O trabalho das polícias européias assegura que as raízes do jihadismo internacional não são novas e sim históricas e antigas. Os terroristas interrogados falam da "nação islâmica" e não se apegam a fronteiras em que pese pertencerem a distintos países. O objetivo de um novo califado e a recuperação dos denominados "territórios perdidos", perseguido por dirigentes como Abdala Azzam, Osama Bin Laden e Ayman Al Zawahiri são o seu azimute.
O estudo sobre perfis jihadistas analisa com preocupação os casos de jovens terroristas que pertencem à segunda geração de imigrantes, mesmo porque o isolamento e a frustração dessas pessoas é, às vezes, superior à de seus país.

* Historiador
 

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  • Luiz Carlos da Cunha
  • 06 Agosto 2014


 A primeira responsabilidade de um governo é garantir os direitos e deveres de seus cidadãos. Quando é incapaz de garanti-los a seus compatriotas, como está acontecendo no Brasil em saúde, transporte, emprego, segurança, como entender a abertura de suas fronteiras a emigrantes aqui chegados com passagens aéreas sem volta de pessoas bem vestidas e bem nutridas, vindas do Gabão, um país com índices superiores aos nossos em qualidade de vida? Nenhum outro país civilizado permite o desembarque de passageiro desapercebido da passagem de retorno. É embarcado de volta na hora! Os “turistas” mentiram na entrada e, suspeitamente, nossos fiscais da migração aceitaram. Os ganenses passaram pela autoridade aduaneira apenas declarando-se turistas.

Sendo de conhecimento geral que os casos de AIDS aumentaram em 10% no Brasil, e que a doença grassa em índices alarmantes na África, não seria de todo recomendável que fosse exigido atestado de saúde dos “turistas “ africanos quando se pretende conceder-lhes o direito de permanecer em território nacional por um ano ? Nosso desemprego computado por estatística criativa em 6,5% é o dobro do Gabão! Entenda: lá, o desemprego de 3,6% é aceitável com inexistente. Só isto recomendaria proteger nossos desempregados. Hoje apreciei na avenida Getúlio Vargas, às 10 horas, uma fila de duzentas pessoas esperando a Sopa do Pobre, oferecida por entidade Espírita. No Rio e São Paulo crescem as filas diante do INSS para requerer o bônus de desemprego.

O índice de crescimento desse país africano é cinco vezes maior que o nosso! Alguns deles trazem o Alcorão na bagagem. Não seria prudente impedi-los de entrar no Brasil quando o islamismo tem cometido crimes de lesa humanidade em diversos países africanos? Como admitir que o governo federal, eximindo-se de suas obrigações para com a população brasileira, empurre aos municípios de São Paulo, Criciúma e Caxias o ônus de receber e sustentar estrangeiros entrados em território nacional à procura de emprego, casa e comida? Na capital paulista se agiganta o MTST – movimento dos trabalhadores sem teto. São milhares.

Não se pode esquecer do episódio anterior de emigração do Haiti. Eles chegaram ao Acre em viagem longa e difícil custeada não se sabe por quem. E o governador daquele estado patrocinou o despacho dos haitianos para São Paulo como carga descartável na conta do contribuinte acreano. Parece que há uma coerência entre as autoridades governamentais em promover às escâncaras nas fronteiras brasileiras a emigração de pessoas necessárias em sua pátria de origem e dispensáveis ou até inconvenientes aos interesses do povo brasileiro.

* Escritor

 

 

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  • Paulo Briguet
  • 04 Agosto 2014

 

1. “Você é o perfeito aliado de seus próprios coveiros”, diz um personagem de Milan Kundera no romance “A Imortalidade”. Essa frase se aplica à atual situação brasileira e londrinense. Vejo muitas pessoas, principalmente militantes esquerdistas e ambientalistas, dedicados a “empoderar” quem amanhã tende a se voltar contra todos nós. (“Empoderar”, que só uso entre aspas, é uma das palavras mais horríveis do idioma.)

2. A bancária demitida por ordem do governo federal é um triste exemplo do que pode acontecer ao País amanhã. Pelo andar da carruagem, falar a verdade – e foi só o que a bancária fez – será crime. Outro dia o PT não fez uma lista negra de jornalistas “conservadores e reacionários”? É o mesmo processo.

3. Não sei se entre meus sete leitores há alguém que se lembre do que é viver em um país com inflação alta. Aos mais jovens, arrisco uma definição: inflação é quando todos são milionários e miseráveis ao mesmo tempo.
4. Congelamento de preços. Confisco de propriedades. Demonização da atividade empresarial. Redução drástica do poder de compra. Tudo isso pode estar em um horizonte bem próximo de nós. Tão próximo quanto a Venezuela ou a Argentina. Acham que exagero? Nesta semana vi uma senhora defendendo o confisco de bens das pessoas com origem judaica, por causa da guerra em Gaza.

5. Para Platão, a moral determina a política. Para Maquiavel, a política e a moral estão separadas. Para Gramsci, a política determina a moral. Retiro esse pensamento do livro “A Traição dos Intelectuais”, de Julien Benda. Hoje o título do livro poderia ser “A Traição dos Militantes”.

6. Nunca houve uma época no Brasil em que o termo “idiota útil”, no sentido consagrado por Lênin, fosse aplicável em tantas e tão variadas situações.

7. No mesmo livro de Milan Kundera, um personagem recebe um diploma de “burro total”. Espero que nós não façamos jus a esse epíteto.

*Jornalista
www.jornaldelondrina.com.br/blogs/

 

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  • Gilberto Simões Pires
  • 03 Agosto 2014

 

Pela forma agressiva, e muitas vezes irada, com que a presidente Dilma-Neocomunista trata todos aqueles que -ESPECULAM- sobre o escancarado e incontestável (mau) desempenho que a economia brasileira vem apresentando, antes que o termo vire sinônimo de -COISA DO DIABO- nada melhor do que conhecer o seu real e correto significado.

  Como bem escreveu Stephen Kanitz, em 2009, a palavra tem sua origem na raiz indo-germânica -SPEC-, que significa OLHAR. Especulador, portanto, é aquele que enxerga antes; aquele que enxerga aquilo que os outros não veem.

  Toda sociedade, completa Kanitz o seu raciocínio, necessita de especuladores, pessoas que enxergam na frente (antes) e mostram o caminho. Deveríamos venerar nossos especuladores, e não vilipendiá-los como fazemos costumeiramente.

  A rigor, a presidente Dilma-Neocomunista, pela maneira como reage aos ESPECULADORES que não acreditam no sucesso da Matriz Econômica-Petista, se comporta também como uma ESPECULADORA. Só que no sentido contrário.

Até agora, no entanto, pelo desempenho pífio da nossa economia, aqueles que previram o fracasso estão ganhando de goleada.

  Ora, não é necessário estudar muito a situação para entender que a visão dos -ESPECULADORES- que estão deixando Dilma Neocomunista irada e de cabelo em pé. Os indicadores que medem o desempenho da indústria, do comércio, da inflação, dos preços administrados, dos resultados colhidos pelos países que, assim como o Brasil, defendem a Matriz Econômica Bolivariana, por exemplo, falam por si.

  A rigor, como se vê, a admissão desse retumbante fracasso nem deveria ser considerada como -ESPECULAÇÃO_. Mesmo porque, tudo aquilo que, provadamente, nunca deu certo em lugar algum deste mundo, por óbvio que teria como não dar certo aqui. O fracasso, pois, já estava cantado.

  Vejam, por exemplo, somente três notícias divulgadas hoje:

1- A produção industrial recuou 6,9% em junho ante o mesmo período de 2013, de acordo com a Pesquisa Industrial Mensal (PIM) do IBGE. Foi a queda mais significativa nesses termos de comparação desde setembro de 2009, quando houve declínio de 7,4%.
2- A piora nas contas públicas registrada nos últimos dois meses torna mais -difícil- o cumprimento da meta fiscal para esse ano, segundo informa o Banco Central.
3- O setor público consolidado - governos federal, estaduais e municipais e empresas estatais- registrou pelo segundo mês seguido déficit primário. Em junho, o déficit primário chegou a R$ 2,1 bilhões. Em maio, o déficit ficou em R$ 11,046 bilhões. Essa foi a primeira vez na série histórica do Banco Central (BC) que foi registrado déficit primário no mês de junho. A série histórica tem início em dezembro de 2001. Com esses resultados, no primeiro semestre o superávit primário ficou em R$ 29,380 bilhões, contra R$ 52,158 bilhões registrados em igual período de 2013.

www.pontocritico.com
 

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  • Dagoberto Lima Godoy
  • 02 Agosto 2014

 

Os gaúchos conheceram bem o engodo do Orçamento Participativo, promovido por Tarso Genro, em Porto Alegre, com sucesso internacional de marketing. Sobre o que de fato significou o OP do PT, disse com precisão o Professor Giusti:”um mecanismo paralelo, extralegal, de manipulação e mobilização de massa”. Depois, vimos manobra semelhante quando Genro, já governador, instalou o seu “Conselhão”, destinado, segundo ele, a uma “concertação” política que visaria a “identificar os temas estruturantes de um novo contrato social e [...] buscar posições [...] hegemônicas na sociedade [...] para transitarmos [...] para uma sociedade [...] radicalmente democrática”. Não ficamos sabendo em que consistiria dito “novo contrato social”, mas as pretensões hegemônicas do PT são gritantes.
Então, os gaúchos não se terão surpreendido com o Decreto 8.243, da presidente Dilma, publicado em 26 de maio passado, que foi interpretado por expoentes da mídia como “um conjunto de barbaridades jurídicas”, ou “a instalação da ditadura petista por decreto”. Para o jurista Ives Gandra Martins,para citar um exemplo respeitável, trata-se de um decreto ditatorial, bem na linha de um governo bolivariano, que tenta "alijar o Congresso".

Não está fácil exaltar as virtudes do poder legislativo, tantos e tão graves têm sido os escândalos envolvendo deputados e senadores. Mas, vamos convir que a democracia representativa ainda é menos ruim do que o “novo contrato social”, que se delineia no decreto da presidente.Aliás, muitos identificam a imagem tão desgastada do Congresso e dos políticos como resultado, em boa parte, da estratégia de desmoralização das instituições democráticas, na linha revolucionária pregada pelo famoso filósofo comunista Antonio Gramsci.

Quem tenha dúvidas, leia (ou releia) o famigerado decreto. Verá que, na prática, ele transforma a sociedade civil num amontoado de “coletivos, movimentos sociais institucionalizados ou não institucionalizados, suas redes e suas organizações”, subvalorizando o cidadão; eobriga órgãos da administração direta e indireta a nada fazer sem a participação dos “mecanismos de participação social”, isto é, conselhos e comissões de políticas públicas, conferências nacionais, ouvidorias federais, mesas de diálogo, fóruns interconselhos, audiências e consultas públicas, e ambientes virtuais de participação social! É preciso mais?

* Cidadão brasileiro.
 

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