• J.R.Guzzo e Edgar Muza
  • 06 Favereiro 2017

Nota do editor:

Pareceu-me melhor juntar estes dois textos num único post pois tratam do mesmo assunto: relações perigosas e inconvenientes no STF. Ao que comenta o bageense Edgar Muza ainda cabe acrescentar a recente informação sobre as mensagens trocadas entre Carlos Gabas e o Ministro Toffoli, objeto de outra matéria neste blog.


J.R.Guzzo, em PARA QUEM QUER (Revista Veja)

O Brasil de hoje é provavelmente um dos países do mundo que melhor convivem com o absurdo. Fomos desenvolvendo na vida pública brasileira, ao longo de anos e décadas, uma experiência sem igual em aceitar a aberração como uma realidade banal do dia a dia, tal como se aceita o passar das horas ou o movimento das marés – “No Brasil é assim mesmo”, dizemos, e com isso as coisas mais fora de propósito se transformam em fatos perfeitamente lógicos. A morte do ministro Teori Zavascki, dias atrás, na queda de um turbo-hélice privado no litoral do Rio de Janeiro, foi a mais recente comprovação da atitude nacional de pouco-caso diante de comportamentos oficiais que não fazem nexo. É simples. O ministro Zavascki não podia estar naquele avião, porque o avião não era dele - estava viajando de favor, e um magistrado do Supremo Tribunal Federal não pode aceitar favores, de proprietários de aviões ou de qualquer outra pessoa. Nenhum juiz pode, seja ele do mais alto tribunal de Justiça do Brasil, seja de uma comarca perdi-da num fundão qualquer do interior.

Da morte de Teori Zavascki já se falou uma enormidade, e sabe lá Deus o que não se falou, ou talvez ainda se fale. Foram feitas indagações sobre o dono do avião, um empresário de São Paulo, seus negócios e suas questões junto ao Poder Judiciário. Foram apresentados detalhes sobre as suas relações pessoais, seus projetos empresariais e seu estilo de vida. Foram examinadas as circunstâncias em que se originou e evoluiu seu relacionamento com o ministro Zavascki. Não apareceu nada que pudesse sugerir qualquer decisão imprópria por parte do magistrado - ao contrário, sua conduta à frente dos processos da Operação Lava Jato continua sendo descrita como impecável. Mas o problema, aqui, não é esse. O problema é que ninguém, entre os que tomam decisões ou influem nelas, estranhou o fato de que um dos homens mais importantes do sistema de Justiça brasileiro, nos trágicos instantes finais de sua vida, estivesse viajando de carona no avião de um homem de negócios que não era da sua família nem do seu círculo natural de amizades. Não se trata de saber se o empresário era bom ou ruim. Sua companhia não era adequada, apenas isso, para nenhum magistrado com causas a julgar.

A questão não se limita aos empresários. Não está certo para um juiz, da mesma maneira, frequentar ministros de Estado e altos funcionários do governo. Ele também não pode andar com sócios de grandes escritórios de advocacia – grandes ou de qualquer tamanho. Entram na lista, ainda, diretores de “relações governamentais” de empresas, dirigentes de órgãos que defendem interesses particulares e políticos de todos os partidos. Não dá para aceitar convites de viagem com “tudo pago”, descontos no preço e qualquer coisa que possa ser descrita como um favor. Não é preciso fazer a lista completa - dá para entender perfeitamente do que se trata, a menos que não se queira entender. O ministro Zavascki não era, absolutamente, um caso diferente da maioria dos membros do STF e de uma grande parte, ninguém poderia dizer exatamente quantos, dos 17 000 magistrados brasileiros de todas as instâncias. Seu comportamento era o padrão – com a diferença, inclusive, de ser mais discreto que muitos. Ninguém nunca viu nada de errado no que fazia - e ele, obviamente, também não.

Cobrança exagerada? Diante dos padrões de moralidade em vigor na vida pública nacional, é o caso, realmente, de fazer a pergunta. Mas não há exagero nenhum em nada do que foi dito acima. Ao contrário, essa é a postura que se observa em qualquer país bem-sucedido, democrático e decente do mundo. Na verdade, não passa na cabeça de ninguém, nesses países, levar uma vida social parecida à que levam no Brasil os ministros do STF e de outros tribunais superiores, desembargadores e juízes de todos os níveis e jurisdições. Muitos magistrados brasileiros também acham inaceitável essa confusão entre comportamento privado e função pública. Não falam para não incomodar colegas, mas não aprovam – e não agem assim. Têm a solução mais simples para o problema: só falam com empresários etc. no fórum, e nunca a portas fechadas. Para todos eles, “conversa particular” é algo que não existe. Nenhum deles vê nenhum problema em se comportar assim. Eles aceitam levar uma vida pessoal com limites; só admitem circular na própria família, com os amigos pessoais e entre os colegas. Fica mais difícil, sem dúvida, mas ninguém é obrigado a ser juiz, nem a misturar as coisas. Só quem quer.

Edgar Muza, em A DESCONFIANÇA AUMENTA
(Extrato de artigo na Folha do Sul)

A impunidade, as explicações mal dadas, a credulidade da população com tudo o que a imprensa noticia, torna muita gente alienada. Alguns por falta de tempo. Outros por falta de interesse. E outros ainda porque “estando bem para mim, está tudo bem”. Poucos pensam no conjunto, ou nos outros, são personalistas. Felizmente ainda tem gente que raciocina e desconfia. Recebo todas as semanas, por doação do Da Cruz (filho do Chinês, Olmiro Passos), a revista Veja. A desta semana, que estará nas bancas a partir de hoje - para os assinantes chega aqui no sábado anterior à sua data base -, no caso atual, dia primeiro de fevereiro. Na última página da revista tem um colunista, jornalista J.R.Guzzo, que aborda o tema que transparece desconfiança.

 É claro que o “cordão dos desconfiados, cada vez aumenta mais”. Mas o que ele afirma que desperta minha curiosidade e o traz para meu grupo de desconfiados? Sua afirmação é incisiva: “O ministro Teori Zavascki não podia estar naquele avião”. Na coluna imediatamente após a morte do ministro questionei as causas pelas quais ele estava no avião que pertencia a sócio do presidente da BTG Pactual, preso por ordem do Teori. Tive o cuidado de não levantar nenhuma suspeita sobre o dono do avião, caso os técnicos que iriam investigar as causas do “acidente” não concluíssem, como concluíram, que foi falha humana. O motivo era simples, o dono morreu junto. Pois bem, o colunista foi mais além: “O ministro não podia estar naquele avião, porque o avião não era dele. Estava viajando de favor e um magistrado do Supremo Tribunal Federal não pode aceitar favores, de proprietários de aviões ou de qualquer outra pessoa. Nenhum juiz pode, seja ele do mais alto tribunal de Justiça do Brasil, ou de uma comarca perdida num fundão qualquer do interior”.

Aí lembrei de três ministros. Toffoli, que, como presidente do TSE, simplesmente não moveu nenhuma palha para julgar o pedido do PSDB, que queria anular a eleição de Dilma/Temer. Muito mais por Dilma do que por Temer. Lewandowski, que presidiu a sessão do Senado que cassou a Dilma, concordou com a não suspensão de seus diretos políticos, contrariando a Constituição e o regime do Senado. E, finalmente, Gilmar Mendes, que tem dado declarações que o tiram da condição de insuspeito para julgar os casos atuais de corrupção. Além do mais, seguindo a afirmação do jornalista Guzzo, não deveria ter aceito carona no avião de Temer a Portugal para os funerais de Mario Soares, onde sequer compareceu à cerimônia. Para piorar sua situação, e aumentar a desconfiança geral, após a morte de Teori, foi jantar com o Temer, ao lado de Moreira Franco, sogro do presidente tampão da Câmara, e agora preferido do governo, Rodrigo Maia. E sem agenda marcada.

Outra frase de Guzzo que chama a atenção: “Não se trata de saber se o empresário era bom ou ruim. Sua companhia não era adequada, apenas isso, para nenhum magistrado com causas a julgar”. (...)
 

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  • Cláudio Márcio Ferreira
  • 05 Favereiro 2017

Cuidado com as cotações de "O Globo".
 

Habitualmente não costumo levar em consideração as críticas que a mídia faz aos filmes na hora de escolher o que vou assistir.

Contudo, quando a crítica é muito elogiosa ou extremamente negativa eu costumo procurar me inteirar sobre o filme com quem o assistiu e sobre o que o diretor do filme já produziu.

Assim, quando vi o bonequinho de "O GLOBO" dormindo quando se referia ao filme "Até o último homem" procurei saber quem dirige o filme e para minha surpresa era Mel Gibson. Pensei com meus botões, este não foi quem dirigiu a "Paixão de Cristo", que causou tanto mal estar à Esquerda que o diretor sofre uma censura como que às ocultas da turma esquerdista do cinema?

Continuei a indagar com amigos o que eles tinham achado do filme e a resposta foi unânime - UM FILMAÇO - , pronto ... falei com minha mulher - vamos ver este filme - e ela quando soube que era dirigido por M . Gibson e sem saber da crítica e da opinião dos amigos foi logo dizendo: deve ser um filme pelo menos razoável!

Ao terminar a sessão, sem conseguir desgrudar os olhos da tela, nossa opinião coincidiu - Um FILMAÇO!

Saímos do cinema e enquanto comíamos uma Pizza e tomávamos um chopinho o papo que rolou foi sobre por qual motivo um filme tão bem feito mereceu uma crítica tão devastadora.

O filme levanta o problema da objeção por motivo de consciência ( tema detestado pela Esquerda ) e embora se trate de um fato que realmente aconteceu com um cidadão americano durante a segunda guerra mundial que se recusava a portar armas ... a objeção por motivo de consciência está presente em nossa sociedade é cada vez mais viva nos dias de hoje! Só para citar um fato que pode acontecer a qualquer momento: e se um médico não quiser fazer um aborto alegando uma questão de consciência contrariando uma determinação estatal que recebe o apoio de todos que militam pela cultura da morte?

O soldado em questão virou um herói mas antes passou por muitas peripécias... mas não vou contar o filme ... , mas quem o assistir vai ter matéria para pensar por um bom tempo , vale a pena assistir e discutir esta questão que pode -se resumir na seguinte alternativa: é melhor obedecer a Deus ou a lei dos aos Homens ? ainda que possamos ser punidos por sermos fiéis a nossa consciência é muito melhor optar por ser fiel ao Senhor dos Exércitos!

Como todo filme de guerra há cenas fortes mas nenhuma imoralidade.

Depois que vi este filme e
sua crítica no " GLOBO " ficou claro para mim a desonestidade intelectual dos que fazem crítica cinematográfica.

Quando o BONEQUINHO estiver dormindo talvez este seja O MELHOR FILME!
 

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  • Neemias Félix
  • 05 Favereiro 2017

 


É interessante (e revoltante) ver como o povo gosta de ser enganado. É curioso como a aparência das coisas suplanta a própria realidade, essa verdade dura de engolir. A hipocrisia transita a passos largos na política e as palavras melífluas embriagam e emprenham os ouvidos dos incautos que têm comichão nos ouvidos.

Analisemos dois homens e suas ações. O primeiro chama-se Barak Hussein Obama. Falso cristão, socialista, abortista, comprometido com os sodomitas e a agenda gay. Falsificou a certidão de nascimento. Junto com Hillary Clinton, criou o terrível ISIS, ou "Estado" Islâmico. Na canetada de saída do governo, deixou US$ 221 milhões para os terroristas palestinos. 82.288 é o número de imigrantes ilegais CRIMINOSOS soltos na sua administração. No rastro da tragédia do seu governo, deixou US$ 19,9 trilhões de dívida pública. US$ 1 trilhão é o aumento de impostos do ObamaCare em uma década.

Mas Obama é uma figura simpática e fascinante. É o primeiro presidente negro dos Estados Unidos. Quando desce a escada do avião, parece, ao mesmo tempo, um atleta e um artista; quando aparece nas entrevistas, tem gestos medidos, dá uma meia carreirinha, uns pulinhos, uma balançadinha no corpo, com um movimento característico dos antebraços. Fala como um ator. Palavras e olhares calculados, pausas, passadinhas de mão no rosto, engasgo na emoção. Um dandy, um smart man. Tudo falso, preparou-se para o cargo, é um típico representante do politicamente correto que tomou o mundo de assalto.

E o Trump? É o politicamente incorreto. Não se pode dizer que é um conservador encaixado nos dez princípios de Russell Kirk nem o cristão que produz "a cem por um" da parábola dos solos, mas toma decisões e atitudes saudavelmente conservadoras. Às vezes é grosso e parece truculento. Para piorar, é bilionário e branco seboso. Não tem papas na língua, diz o que pensa ali, na tampa. Bolsonaro perto dele é um poeta. A verdade mais pura e absoluta na sua boca pode parecer uma ofensa, uma blasfêmia. Uma simples frase como "eu amo as crianças" pode soar como uma intenção pedofílica. Não usa palavras doces para convencer ninguém, o que a Bíblia chama de blandícia, e não tem jogo de cintura, traquejo. Tem contra si o mundo da grande mídia que virou à esquerda, que se diz "progressista". Eu diria adernou.

Obama foi uma tragédia em dois mandatos, mas é elogiado; Trump já recebeu o julgamento antes mesmo de assomar ao trono da Casa Branca. Ninguém sabe ainda como será o futuro, uma administração essencialmente empresarial é uma novidade para o mundo. Trump pode acertar ou errar, não importa: o veredito é este: guilty.

 

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  • José Antônio Rosa
  • 04 Favereiro 2017


Está nas Escrituras, os mornos serão vomitados. É isso que está acontecendo com a Rede Globo. Seus repórteres e jornalistas são rejeitados em eventos da direita e da esquerda. Ou seja, tentam agradar a todos e não agradam ninguém. Essa é a história da maior empresa de comunicação do Brasil e América Latina que nos momentos mais cruciais da nação contribuiu para que tudo se tornasse pior.

Precisamos de uma imprensa e de jornalistas que tenham opinião, que não fiquem se escondendo atrás de uma alegada isenção que mais do que nunca está se revelando falsa. A grande mídia nacional mentiu antes, durante e espero que a sociedade não permita que continue mentindo.

Os tempos mudaram e estão à disposição de cada cidadão e da coletividade instrumentos que lhes permitem construir a própria história e testemunhá-la online com toda a humanidade sem precisar assistir a versão mentirosa no jornal das 20h. Chega de tentarem construir o país à imagem e semelhança de ideologias, de grupos de interesse ou da vaidade pessoal de algum "filho do Brasil".

Não é mais uma questão de coragem ou necessidade e sim de sobrevivência. Se não assumirmos a autoria da nossa história pessoal e social um belo dia simplesmente deixaremos de existir.
 

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  • Norberto Bozzetti
  • 04 Favereiro 2017

 

O crítico literário Jonathan Poole, em recente matéria que escreveu para o semanário South Weekly, afirma que algumas das famosíssimas peças de William Shakespeare teriam sido escritas, na realidade, por uma prima dele, que vivia em Hampshire. Segundo Poole, apoiado em recentes descobertas de historiadores ingleses, o bardo foi o canal de acesso de uma mulher criativa à autoria teatral, o que era inconcebível naquela época, naquela sociedade.

Foi também divulgado, em janeiro passado, pelo antigo dono da gravadora Trojan Records, que a conhecida banda de rock The Who, criadora de sucessos como Can´t Explain e My Generation, nunca existiu. O produtor musical Allan Mersey “inventou” esse grupo e gravou, em estúdio, com artistas free-lancers, composições de autores que buscavam um espaço para suas criações, colocando-as no mercado como gravações do grupo The Who. Para dar realismo à banda, Mersey contratou quatro rapazes para fazer as apresentações, onde o som era feito em play-back.

Documentos milenares, escritos por um tal Giges, descobertos em 2007, num vilarejo próximo a Pylos, no sudoeste da Grécia, colocam por terra a notável façanha de Fidípedes, narrada por Heródoto. Aquele militar grego teria corrido de Maratona a Atenas, para anunciar a vitória na batalha contra os persas. Após a notícia, teria caído morto, por exaustão. Os documentos agora encontrados narram que, diferentemente do que escreveu Heródoto, a notícia daquela notável vitória teria chegado a Atenas, passando por aquele local, muitos dias depois da batalha, trazida pelo vitorioso general Milcíades e por seus comandados.

É reduzidíssimo o número dos que sabem que uma das mais visitadas obras de arte do mundo, a tela chamada de Mona Lisa, ou La Gioconda, exposta no Museu do Louvre, é a terceira versão da obra-prima de Leonardo da Vinci, e a de menor qualidade artística. Das duas Mona Lisas iniciais, pintadas por da Vinci, uma – a principal - se perdeu nas convulsões sociais da Revolução Francesa. A segunda foi roubada, em 1911 – e nunca mais encontrada. A terceira versão não seria de Leonardo, mas pintada por um grupo de artistas italianos, naquele início do século vinte, a partir das muitas imagens impressas disponíveis, sendo apresentada como a que fora roubada. É esta a tela hoje exposta no Louvre e vista por multidões de visitantes.

As interessantes – e chocantes - informações acima, como boa parte das novas revelações históricas que aparecem a todo momento, na mídia mundial, têm algo em comum: foram forjadas. Nunca existiram Jonathan Poole, South Weekly, a prima escritora de Shakespeare, Allan Mersey, Giges, os citados documentos achados no vilarejo grego ou a terceira Mona Lisa. É tudo pura invenção minha, gerada algumas horas atrás.

Contudo, existiu a banda The Who e as canções citadas foram gravadas por ela; existe a cidade de Pylos no sudoeste grego e Milcíades foi, de fato, o comandante grego na batalha de Maratona; e a tela Mona Lisa foi, realmente, roubada em 1911, ficando por longo tempo desaparecida. Aí está o perigo: a mentira mesclada com a verdade pode se tornar muito mais verossímil do que a própria verdade. E imensamente instigadora da fantasia humana.

As quatro “descobertas” citadas no início desse texto foram engendradas, hoje, por mim, E, para isso, me vali do estilo que caracteriza boa parte das ”revelações” que, a cada dia em maior número, chegam para impactar as pessoas: com alguma fundamentação histórica, nomes e fontes inventados e um tom chocante de “desmistificação”. Textos assim tendem a alcançar boa repercussão, conquistando adeptos – até apologistas - das mentiras ali apresentadas.

O que preocupa é o gosto popular por notícias desse tipo e a falta de investigação mínima sobre a procedência das afirmações que as pessoas absorvem. Qualquer um - e qualquer veículo de comunicação - pode trazer a público afirmações sensacionalistas; como, por exemplo: “os faraós eram seres alienígenas colocados na Terra para orientar o desenvolvimento civilizatório dos humanos”; “a primeira embarcação que atravessou o oceano para chegar a América era de navegantes hititas, impulsionada por um tipo de energia misteriosa, treze séculos antes de Cristo”; “o enigmático Nostradamus previu que, depois do ano 2000, duas gigantescas torres seriam derrubadas por um príncipe do oriente, de turbante e longa barba, valendo-se de gigantescas aves de fogo”; “o naufrágio do Titanic não se deveu ao choque do navio com um iceberg mas, de fato, a um torpedo lançado por um submarino alemão, em preparação ao que viria a ser a primeira guerra mundial”. Tais afirmações rendem best sellers. Coisas assim fascinam a imaginação de muitas pessoas. E abrem caminho para algumas operações de marketing editorial, ideológico ou religioso. Com as mais variadas - e perigosas - intenções.

Da próxima vez que afirmações surpreendentes, de fontes discutíveis, chocarem você, avalie se não estão sendo usadas ali a manipulação e a falsificação de fatos, para colocar em cheque seus valores e suas convicções, com propósitos velados. Cuide para não entregar seu dinheiro, sua mente ou seu coração por informações desse tipo.

 

O autor, prof. Norberto Bozzetti, escreveu este instigante artigo em 2009.
 

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  • Gilberto Simões Pires
  • 03 Favereiro 2017

(Publicado originalmente em pontocritico.com)

 

REALIDADE BANAL
Mais do que sabido e comprovado, o povo do nosso sofrido Brasil é um dos países do mundo todo que melhor convive com o ABSURDO. Como bem diz J.R.Guzzo, colunista da revista Veja, aceitamos a ABERRAÇÃO como uma realidade banal do dia a dia. Simples assim.


SUI GENERIS
Ora, tudo aquilo que é considerado banal significa que pode acontecer a qualquer momento. No nosso país, entretanto, até a banalidade é algo -sui generis-, até porque certas ABERRAÇÕES acontecem várias vezes no mesmo dia.


PALCO DE ABERRAÇÕES
Ontem, por exemplo, quando foi escolhido o novo presidente do Senado e em todos os Estados foram escolhidos os presidentes das Assembleias Legislativas, vários palcos de ABERRAÇÕES foram montados sem a mínima objeção da imbecilizada sociedade brasileira.


O QUE MAIS IMPORTA
O que mais chama a atenção nesta banalidade é que dentre aqueles que se candidatam aos mais diversos cargos do setor público, o que menos é levado em conta na escolha é a capacidade para administrar. Têm maiores chances de se eleger aqueles que ostentarem nos seus currículos, com letras garrafais, que estão sendo investigado por atos de corrupção e/ou desvio de dinheiro dos pagadores de impostos.

CURRÍCULO
Ontem, por exemplo, por 61 votos favoráveis e apenas 10 contrários e 10 em branco, Eunício de Oliveira foi eleito presidente do Senado. Eunício, que passa a ocupar o lugar do suspeitíssimo Renan Calheiros, pelo que diz o seu currículo já foi citado por dois delatores da Operação Lava Jato.
1- em 2016, o ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht Cláudio Melo Filho afirmou que pagou R$ 2,1 milhões em propina ao parlamentar.
2- também no ano passado, o ex-diretor de Relações Institucionais da Hypermarcas Nelson Melo declarou que repassou R$ 5 milhões para a campanha de Eunício ao governo do Ceará por meio de contratos fictícios.
Isto sem falar que o ex-senador Delcídio do Amaral o citou os termos da delação premiada na Operação Lava Jato homologada em 15 de março de 2016 pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Delcídio o acusa de corrupção.


MST NA PRESIDÊNCIA DA ALERGS
Para confirmar que o Brasil é o país das ABERRAÇÕES, e para comprovar que coisas do tipo podem acontecer várias vezes no mesmo dia, ontem os deputados gaúchos, à exceção do valoroso Marcel Van Hattem, elegeram para presidente da Assembleia Legislativa do RS, o petista Edegar Pretto. Para quem ainda não sabe, Edegar Pretto OSTENTA, no seu currículo, que nada mais é do que o representante do MST no Parlamento do RS. Pode?
 

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