• Afonso Pires Faria
  • 25 Março 2025

 


Afonso Pires Farias

             “Somente o arrependimento e a contrição podem nos trazer a salvação”, portanto, quando Deus nos apresentar os pecados, devemos sucumbir a eles. Nada mais falso e tergiversante do que isso. Sim. Não devemos pecar imaginando que "somente" o arrependimento vai nos trazer a salvação. Esta é uma forma muito antiga de enganar as pessoas e, infelizmente ainda utilizada com sucesso por gente inescrupulosa.

 A ação para o mal é deletéria sim, mas devemos tirar lições para servir como exemplo das suas consequências, para evitarmos sua repetição. O fato de o autor de uma obra narrar o sucesso de um vilão, não quer dizer que ele está induzindo o cometimento do crime. Está isso sim, demonstrando como ele agiu e como podemos evitar que isso se repita. Sim; está explícito na literatura conforme nos orientou o dramaturgo austríaco Hugo Von Hofmannsthal, que o que lá estava escrito, poderia ocorrer verdadeiramente. E está ocorrendo.

Uma lendária figura, SunTzu em "A arte da Guerra", ensinou um século antes de Cristo, como agir nas batalhas. Maquiavel, adaptou todas as artes da guerra, para atingir ou se manter no poder. Esopo, com suas fábulas amenizou e fantasiou as fórmulas que são usadas para enganar, dissuadir e vencer. Mas somente se dará conta de que está sendo enganado aquele que fizer a correta interpretação dos ensinamentos dos sábios do passado.

É difícil fazer a leitura e ,mais ainda, a correta interpretação do que lá está escrito. Para evitar que estes conhecimentos cheguem a toda a população, os governantes aproveitadores disponibilizam coisas de menor esforço intelectual. Influenciadores como "Nelipe Feto" e outros de menor importância são um exemplo disso. Infelizmente, o povo brasileiro está pecando compulsivamente pensando em adquirir o perdão. Não lograrão êxito. Estão fazendo a leitura errada da mensagem que lhe foi enviada pelos sábios. Estão sendo vítimas do sofisma e da tergiversação dos gananciosos pelo poder.

O povo de tão domesticado que está deixa de acreditar no que está vendo para acompanhar o "líder". Mesmo o líder sendo sabidamente um encantador de jumentos, ele será seguido. Este, já tão certo da imbecilidade dos seus seguidores, se dá ao direito de avisar que vai enganar, antes de agir. Ele anunciou como faria e fez. Ele disse: "primeiro se cria uma narrativa, depois tudo que se falar, mesmo sendo mentira, o povo vai acreditar". Disse que faria e está fazendo.  Pagarão caro por isso. Alguns inocentes perecerão também, infelizmente.

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  • Valdemar Munaro
  • 25 Março 2025



Valdemar Munaro

        Subsidiadas por 'teologias' ascendentes, as Campanhas da Fraternidade promovidas pela CNBB desde 1962, mostram que o rosto pastoral e evangelizador da Igreja no Brasil tem escasso e superficial efeito. Não é preciso uma requintada observação para ver, nesses anos todos, que a fraternidade entre nós não aumentou e o egoísmo não diminuiu. Algum fracasso pastoral ronda os investimentos dessa 'evangelização' e merece honesto exame.

Costumeiramente, as Campanhas não tem energia própria e viajam nos ombros da liturgia quaresmal com objetivos paralelos ao da penitência, contrição e perdão dos pecados com vistas à celebração dos mistérios da paixão, morte e ressurreição de Cristo.

A teologia da libertação é a grande fornecedora dos subsídios teóricos das referidas Campanhas, mas, sendo um espinheiro, é incapaz de produzir uvas e figos (cfr. Mt 7, 16). Os textos que idealizam a árvore da fraternidade estão carunchados de kantismo e hegelianismo. O resultado: catequeses essencialmente moralistas, temperos sociológicos refinados, dicas sobre ecologia e meio ambiente, recomendações econômicas e políticas, juízos comportamentais acerca da convivência humana.

As fraternidades indicadas por Jesus, porém, pedem claramente um tipo de amor raro, impossível à moralidade: "Amai os vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, abençoai os que vos maldizem e orai pelos que vos injuriam... Se amais os que vos amam, que recompensa mereceis. também os pecadores amam aqueles que os amam" (Lc 6, 27s).

Nenhum ser humano pode viver esse amor se não estiver enxertado na Graça divina, pois Cristo mesmo disse: 'sem mim nada podeis fazer" (Jo 15, 5). A elevação da natureza é pressuposto imprescindível sem o qual, os homens permanecem aprisionados à miséria, à morte, ao egoísmo e à violência.

A catequese kantiana, por sua vez, põe seu bedelho para apertar ainda mais a corda moral que nos aprisiona e sufoca. Os conflitos, as mágoas e os ressentimentos estão nas raízes dos afetos e das relações humanas, coisa que os românticos, contaminados de hegelianismo, não querem ver. Em razão disso, propõe comportamentos que a soberba, a vaidade endêmica e o pecado, torna impraticáveis. Mesmo assim, os 'teólogos' elevam-se do seu lugar e, julgando-se capacitados para julgar vivos e mortos, avaliam os não praticantes da fraternidade. A teologia da libertação fomenta o surgimento de almas justiceiras e ansiosas por 'juízos finais', mas a fraternidade que propõe goela abaixo, vem inspirada pelo tirânico socialismo espiritual que não é de Cristo.

Revolucionários franceses de 1789, russos de 1917, maoistas de 1950, cubanos de 1959, etc... também ostentavam bandeiras de igualdade e fraternidade. Daqueles ideais nada sobrou, exceto amargura, dor, sangue, violência e morte.

Os 'carteiraços' morais astutos e 'mansos' endereçados aos fieis a fim de que pratiquem as ditas fraternidades, é uma canalhice pastoral semelhante àquela dos que enviam soldados desarmados e raquíticos às guerras.
O hegelianismo, pai do marxismo, também meteu-se nesse imbróglio teológico para condimentar fraternidades com ideais surrealistas. Demente, propõe soluções idealistas que a complexidade dramática da convivência humana não suporta.

Enquanto os existencialistas agudizam os dramas humanos históricos e temporais, os idealistas, perigosamente, descem a campo para implementar engenharias sociais. Assim, quando kantianos, idealistas hegelianos e existencialistas, na contramão do Evangelho, subsidiam teologias cristãs, o que ocorre é a metamorfose das exigências de Cristo em ações meramente éticas e cívicas.

Certamente, os ideais de fraternidade cristã, como os descritos nos Atos dos Apóstolos (4, 32-35), sempre foram imperfeitos, anônimos e escassos. Apenas a sabedoria divina os pode julgar e tornar possível. É preciso levar em conta seriamente, pois, que as relações e vivências humanas podem ser belas e verdadeiras, mas também fúteis e banais, hipócritas e farisaicas.
O fingimento e o desamor, a vaidade e a mentira são mais recorrentes e fáceis do que se imagina. "Tra il dire e il fare, c'é in mezzo il mare', diria um proverbio italiano. As aparências, quase sempre, enganam. O que se diz nem sempre é o que se faz e o que se faz nem sempre é o que se diz.

Por estas e outras tantas razões, deduz-se que as carências fraternas não serão jamais preenchidas por meio de catequeses morais, cantigas de roda e técnicas diplomáticas, espirituais e psicológicas como sugerem as Campanhas.

S. Agostinho (430 d. C), entre os grandes da Igreja, resume, magistralmente, o enigma da vida fraterna cristã: "Beatus qui amat te et amicum in te et inimicum proter te" (Feliz quem te ama, o amigo em ti, o inimigo por ti) (Conf. 4, 9). Quer dizer, só o amor capaz de dar a vida ao inimigo produz a autêntica fraternidade. Quem for capaz de amar nessa medida, será um santo ou um idiota: idiota se não souber o que faz e santo se souber que o amor com que ama vem de Deus, pois inimigos não são aqueles que odiamos, mas aqueles que nos odeiam e amá-los, incondicionalmente, é coisa impossível à nossa condição, mas possível a Deus.

O protestante Karl Barth (1886 - 1968), enfeitiçado pelo existencialista S. Kierkegaard (1813 - 1855), ponderou que o bom teólogo deve olhar duas fontes: a Bíblia e o jornal. Não disse, porém, qual deve ser a primeira leitura, já que é impossível ler duas coisas ao mesmo tempo. É a Escritura que ilumina o jornal ou é o jornal que ilumina a Escritura?

No século XIII, S. Tomás de Aquino sabia dessas questões, mas respondeu que o esforço filosófico começa pela admiração e contemplação das criaturas até chegar progressivamente ao conhecimento de Deus. O teólogo, ao invés, tem o privilégio de um caminho inverso, partindo de Deus para chegar às criaturas, pois conhece estas últimas numa luz mais perfeita que a racional. "A essência da criatura\", diz textualmente o doutor angélico, "está para a essência de Deus como o ato imperfeito está para o ato perfeito. Eis por que a essência da criatura não nos conduz de modo suficiente, ao conhecimento da essência divina; o mesmo, porém, não se dá com a investigação em sentido inverso" (S. Theol., I, q. 14, a. 6. ad 2).

Como se conclui, a autêntica teologia cristã sobrevive na e pela verdade revelada. A vantagem cristalina e gratuita do teólogo é maior se comparada à posição do filósofo, porque, antecipadamente, vê o mundo a partir da luz que vem das verdades reveladas. Nestas, compreende luminosa e profundamente o sentido da história, do mundo e do homem. A teologia cristã, enfim, encontra na Revelação seu sentido, sua origem, sua compreensão e sua sobrevivência.

Prescindir de Cristo, portanto, é uma corrupção teológica. Os problemas ecológicos, políticos e econômicos quando essencialmente priorizados sobre os revelados traduzem a pressa do teólogo pelo juízo final. Com efeito, boa parte da produção teológica contemporânea, transportada em carroças kantianas, embrulhos hegelianos e molduras existencialistas, transformaram os Evangelhos em catequeses morais que não suscitam conversão, nem mudança de vida. Não é tarefa do teólogo ser juiz do mundo, nem ser seu ceifador.

Por serem soberbas e ansiosas, essas teologias ascendentes, contaminadas de exigências históricas, apelos transversais e ressentimentos, jogam os fieis sempre mais profundamente no interior da arena política enlameada de conflito e malandragem. Como e quando, infelizes e pobres fieis católicos ou não, poderão vislumbrar alguma saída para o caldeirão infernal de ressentimentos e conflitos em que se encontram, se as tais 'fraternidades' tão esperadas e tão alardeadas, se baseiam essencialmente em apelos morais e mandamentos cívicos?

O imperador romano Constantino (272 - 337 d. C.), bom estrategista, mas teólogo ignorante, fez deslizar o poder político para dentro da ortodoxia cristã e da organização eclesiástica, dando-lhe pompa e visibilidade. Já o reino franco de Carlos Magno (742 - 814 d. C.), agudizou o problema ao permitir que prelados e teólogos interviessem nas reuniões políticas e administrativas e condes, duques e príncipes dessem palpites nos concílios, sínodos e assembleias episcopais. A saúde profética da Igreja se deteriorou com reis metendo-se em assuntos eclesiais, mas piorou com intromissão de bispos e teólogos em poderes políticos.

Constatar, portanto, a religião cristã buscando amparo teológico em filosofias ímpias e inimigas é desolador, mas também o é, ver teologias buscando amparo nos engodos e na podridão dos poderes políticos. O quadro, como se conclui, é triste: teologias mendigando sustento de poderes políticos apodrecidos e corruptos e poderes políticos corruptos e apodrecidos mendigando apoio de teologias.

Tal parece ser o retrato de uma Igreja que mandou às cucuias Jesus Cristo e seu Evangelho. Se racionalistas, aos moldes kantianos e idealistas (hegelianos e marxistas), absolutamente hostis ao Filho de Deus, galgaram um lugar para subsidiar as teologias, é porque estas últimas finalmente degringolaram.

Nas artérias da teologia da libertação, enfim, encontramos resíduos doutrinários já ensinados pelo líbio, Ario (256 - 336 d. C.) e pelo bretão, Pelágio (350 - 243 d. C.). Ambos inteligentes, lábios afiados e de boa retórica, foram teólogos que aceitaram e recolheram de Jesus unicamente seu exemplo moral. O arianismo e o pelagianismo jogaram fora a divindade de Cristo e retiveram apenas sua humanidade. Exatamente como faz o iluminista Immanuel Kant (1724 - 1804), o teólogo Rudolf Bultmann (1884 - 1976) e quase toda Teologia da Libertação.

Ignorar o poder do pecado e da morte, do ressentimento e da mágoa, da preguiça e da indolência, do tédio e do vazio, da incapacidade humana de amar e perdoar, é não saber da visceral necessidade que o pecador tem de Cristo e de sua Graça para ser cristão. Se Jesus não for levado a sério como Filho de Deus, vivo e ressuscitado, deixará de ser a causa e razão de nossos vínculos fraternos e de nossa fé.

Teólogos à espera de uma fraternidade que eles mesmos não conseguem viver, são apenas moralistas e juízes de plantão.
*            O autor, Valdemar Munaro, é professor de Filosofia.
Santa Maria, 24/03/2025.

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  • Alex Pipkin, PhD
  • 21 Março 2025

 

Alex Pipkin, PhD
                O Brasil fala em inteligência artificial, mas pratica burrice artificial. Em vez de usar tecnologia para facilitar a vida do cidadão, insiste em uma burocracia sufocante, que impede o progresso e serve apenas para alimentar uma máquina estatal inchada e ineficiente. Já o setor privado, mesmo diante de tantos obstáculos, tenta inovar e se modernizar.

O Estado, ao invés de acompanhar essa evolução, faz o contrário: cria entraves, complica processos e perpetua um sistema que só beneficia quem vive dele. Essa “não-inteligência artificial” não é fruto do acaso. Ela existe para sustentar uma elite burocrática que se beneficia da própria ineficiência. Quanto mais difícil for um processo, mais funcionários serão necessários para lidar com ele, garantindo empregos, estabilidade e influência política. É um ciclo vicioso onde a máquina estatal cria dificuldades apenas para vender facilidades. E, claro, mais funcionários públicos significam mais eleitores fiéis a quem promove esse modelo falido. O resultado? O cidadão comum, que só quer trabalhar e produzir, fica refém de um labirinto de regras absurdas.

Não faltam exemplos do absurdo vermelho, verde-amarelo: no Brasil, é necessário um alvará para vender coco na praia. Isso mesmo. Enquanto em outros países basta um carrinho e disposição para trabalhar, aqui o trabalhador precisa enfrentar uma maratona burocrática para vender um produto que cai do coqueiro de graça. Qual o cidadão comum tupiniquim que já não foi vítima - reincidente - desse legítimo “roubo institucionalizado”? O que isso gera? Mais informalidade, mais corrupção e mais poder para os burocratas.

A burocracia brasileira não existe por acaso. Ela é projetada para servir a interesses muito específicos. Políticos fazem dela um terreno fértil para a corrupção, empresários bem relacionados a usam para eliminar concorrentes e o Estado assistencialista se aproveita da frustração gerada para vender a ideia de que apenas ele pode resolver os problemas que ele mesmo criou. No fim, todos perdem – menos os donos do sistema.

A burocracia brasileira é um labirinto projetado para que ninguém encontre a saída – a não ser que tenha um mapa fornecido pelos próprios burocratas.

Enquanto no Brasil abrir uma empresa pode levar mais de um mês devido à papelada sem fim, na Estônia, por exemplo, esse processo leva 18 minutos. A diferença? Tecnologia e um Estado que não vê o cidadão como refém, mas como cliente. A burocracia continuará nos escravizando enquanto aceitarmos o atraso como regra.

Como bem observou Margaret Thatcher: “O Brasil é o país do futuro, mas para tanto é preciso decidir que o “futuro” é amanhã. E, como bem sabem, isto significa que as decisões difíceis têm que ser tomadas hoje”.

O futuro das próximas gerações precisa ser construído a partir de agora. O país necessita, urgentemente, virar essa “página vermelha”. E o que realmente importa é a consistência dessa mudança ao longo do tempo.

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  • Eguinaldo Hélio Souza
  • 20 Março 2025

 

Eguinaldo Hélio Souza

            Provavelmente você nunca ouviu falar do Caso Dreyfus. Vale a pena pesquisar. Porque estamos vivendo a mesma coisa neste país. Dreyfus foi condenado injustamente e enviado para a Ilha do Diabo. Um inocente condenado, humilhado, desonrado, separado de seus familiares e amigos. Chamado de traidor da pátria por uma imprensa e um público desumano e cruel. Até que vozes se levantaram.

Primeiramente, umas vozes solitárias. Um famoso escritor lança seu grito na primeira página de um jornal: “Eu acuso!”. E acusou mesmo. Acusou as autoridades de injustiça, de manipulação, de parcialidade, de covardia. Houve um rebuliço. Novo julgamento.

A verdade começou a aparecer. Nua, crua e devastadora. Autoridades tiraram sua própria vida por vergonha. Outros confessaram. De outros foi exigida a renúncia. A França se dividiu entre aqueles que eram contra e os que eram a favor de Dreyfus. Por fim, após seis anos, ele foi libertado do Ilha do Diabo e teve sua honra e direitos restituídos. A verdade triunfou e venceu.

Todos sabem que a acusação de golpe de 8 de janeiro é uma farsa. São centenas de Dreyfus em suas Ilhas do Diabo, amargando um sofrimento que não merecem. Autoridades injustas declarando sentenças injustas. Uma imprensa vergonhosa fazendo eco às injustiças, sendo cúmplices do crime de incriminar inocentes. Dreyfus vive e passa mal.

“Sem anistia” é o grito dos perversos. É o eco daqueles que há quase dois milênios gritaram “Crucifica-o!”. É mais do que o sintoma da doença. É a infecção purulenta que salta através da pele revelando a podridão interna.

Anistia já! Uma nação não pode sobreviver moralmente com tanto sangue inocente manchando suas mãos e sua história.

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  • Gilberto Simões Pires, em Ponto Crítico
  • 19 Março 2025

Gilberto Simões Pires

GRANDE SAFADEZA

Considerando que o projeto do INDECENTE GOVERNO LULA, que propõe: 1- a ISENÇÃO de IR para quem ganha até 5 mil reais; 2- a TAXAÇÃO de 10% de IR sobre DIVIDENDOS; e, 3- a CRIAÇÃO de ALÍQUOTAS ADICIONAIS de IR para quem ganha acima de 50 mil-, exige a APROVAÇÃO do Congresso Nacional, resta, a partir de agora, prestar o máximo de esclarecimentos sobre esta GRANDE SAFADEZA do governo petista, que, de forma escancarada e nociva só PENSA EM ARRECADAR E/OU ESFOLAR -DESMEDIDAMENTE QUEM SE PROPÕE A PRODUZIR. 

TRIBUTAÇÃO ABSURDA

Antes de tudo é importante que todos saibam que 1- a ALÍQUOTA NOMINAL DO IMPOSTO SOBRE O LUCRO DAS EMPRESAS -NÃO FINANCEIRAS- chega a 34%; e, 2- no caso das EMPRESAS -FINANCEIRAS- o LUCRO É TAXADO EM ABSURDOS 45%.

ESTES ALTÍSSIMOS INDECENTES -CUSTOS TRIBUTÁRIOS-, por óbvio, são repassados aos esfolados -CONSUMIDORES E TOMADORES DE EMPRÉSTIMOS-. Enquanto isso, o GOVERNO MAIS DO QUE INDECENTE usa -MUITO MAL- a maior parte do IMPOSTO ARRECADADO, em proveito de seus diletos apoiadores. Pode?  

INJUSTIÇA SOCIAL

Pois, além de tamanha exploração, comprovada pela EXCESSIVA TRIBUTAÇÃO, o INSATISFEITO GOVERNO LULA acha mais do que justo TAXAR OS DIVIDENDOS, em 10%. Ora, esta inconsequente medida serve como -ATESTADO PÚBLICO- de que o GOVERNO SE APROPRIA -COERCITIVAMENTE-, apenas pela via do IR, de mais da metade dos LUCROS obtidos pelas empresas e seus acionistas. 

LULA-MENTIROSO

Mais: o GOVERNO LULA-MENTIROSO disse, na maior cara de pau: -“Nós não estamos criando nenhum tributo novo, nós não estamos criando nenhuma sobretaxa. Nós estamos exigindo apenas uma tributação mínima de quem tem alta renda. MENTIRA!  Vejam que enquanto a previsão de RENÚNCIA FISCAL (ISENÇÃO DE IR PARA QUEM GANHA MAIS DE 5 MIL REAIS) era de 27 BILHÕES, a previsão de arrecadação por conta da tributação de alta renda, segundo a Receita Federal, é da ordem de R$ 31 BILHÕES. Bandidos!

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  • Luiz Guedes, adv.
  • 17 Março 2025

 

Luiz Guedes, adv

Passou em branco o dia 15 de março de 2025, com nenhuma notícia nos meios de comunicação. Deveria ser um dia para relembrar um dos crimes cometidos contra a população brasileira. Foi em 15/03/1990 que foi publicada a Medida Provisória nº 168/1990, na qual ficou determinado o bloqueio dos depósitos da poupança, dos CDBs, dos fundos de renda fixa, dos valores em conta corrente e dos investimentos no overnight.

O Presidente da República da época era Fernando Collor de Mello, recém-empossado. A Ministra da Economia era a Zélia Cardoso de Melo.

O bloqueio de liquidez, nomenclatura retórica utilizada pelo governo para mascarar o confisco, abrangeu grande parte dos haveres financeiros, com exceção do papel-moeda em posse da população. Os valores em Cruzados Novos bloqueados ficariam bloqueados, de acordo com a MP 168/1990, por 18 meses, recebendo juros de 6% ao ano mais correção monetária, creditados diariamente, e seriam liberados em doze parcelas apenas a partir do 19º mês.

A Medida Provisória era tão autoritária e desprovida de qualquer critério técnico, que a então Ministra da Economia, Zélia Cardoso, contou, de forma despudorada, em sua biografia “Zélia, uma paixão”, que o valor de 50 mil cruzados novos contido nas regras da MP aludida foi resultado de um sorteio feito em pedaços de papel.

Após o feriado bancário decretado para os dias 14, 15 e 16 de março de 1990, as pessoas correram para os bancos para sacar o dinheiro de suas contas, formando filas intermináveis e tendo outra surpresa, os bancos não tinham dinheiro suficiente para cobrir os saques dos clientes.

Além da medida não resolver o problema da inflação, minou a confiança nas aplicações financeiras. Ademais, o PIB teve uma queda de 4,35%, a mais intensa do Século XX. O Ibovespa despencou 21,37% em 21 de março daquele ano, fora a queda de 20,95% do dia 20/03/1990.

Para a população, o dano foi terrível. Além do dinheiro confiscado, com remuneração bem abaixo da inflação, muitos passaram por período extremamente difícil, sem dinheiro para fazer frente às despesas. Há relatos de mortes do coração de diversas pessoas, bem como de suicídios. Isso sem falar no custo de oportunidade dos brasileiros, que, em razão do dinheiro confiscado, deixaram de investir em seus negócios, de comprar imóveis, entre outras transações que deixaram de ser realizadas.

Infelizmente, essa atitude cruel e criminosa do governo Collor ficou sem punição para os envolvidos. O ex-presidente Collor não foi responsabilizado por essa medida, sofrendo impeachment no final de 1992 por acusação de corrupção, tendo como delator seu irmão, Pedro Collor de Mello.    

Provavelmente por isso, os mais velhos, ainda hoje, têm medo de deixar o dinheiro no banco, bem como a cultura da poupança dos brasileiros ter permanecido baixa desde então. 

Esse fato deveria ser sempre lembrado para que as novas gerações tomassem ciência desse fato lamentável ocorrido há 35 anos, na nossa recente história republicana. Espero que esse tipo de crime contra a população não se repita.

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