MILITÂNCIA FEMINISTA PROTEGE ESTUPRADORES

Percival Puggina

26/09/2020

 

 Recebo do amigo João Carlos Biagini, cópia de uma sugestiva Ação Civil Pública Civel através da qual ele contesta, pedindo liminar, uma ação interposta pela Defensoria Pública da União e pelas Defensorias Públicas de 11 estados da Federação contra a Portaria 2.282, de 27,08.2020 do Ministério da Saúde.

 Essa portaria cuidou de eliminar grave erro de uma outra, anterior, que dispensava registro de ocorrência de estupro para autorização de aborto em mulher vítima desse crime. Era uma negligência descabida. Estupro é crime hediondo. Há poucos dias, o Senado Federal aprovou projeto criando um Cadastro Nacional de Pessoas Condenadas por Crime de Estupro. O Brasil vem tratando desse assunto com seriedade. No entanto, para autorizar a morte de um ser humano em gestação consequente de estupro, dispensava-se, no Brasil, o Boletim de Ocorrência.

Surpreende a mobilização em bloco dos Núcleos Especializados de Promoção e Defesa dos Direitos das Mulheres (NUDEM), das Defensorias Públicas. Com o intuito de transformar a alegação de estupro em legalização do aborto elas insistem em encobrir um ou outro de dois crimes. Se o estupro aconteceu, querem levar livre o estuprador; se não aconteceu, querem levar livre a mulher que aborta.

Ademais, é flagrante, como bem salienta a longa peça interposta pelo Dr. Biagini, o conflito e interesse. Por quem devem zelar as Defensorias Públicas? Pela vontade da mulher, pela vida do feto? Qual o valor maior? Não é preciso pensar muito.

Na linha do ”protagonismo legislativo” assumido pelo nosso STF, em breve estarão nossos ministros lendo a Constituição de cabeça para baixo e votando a liberação do aborto no país. Certamente alegarão omissão do Congresso, fazendo de conta não saber algo que até os serventes daquelas Casas sabem: quando um determinado projeto nunca é levado à votação, é porque o seu autor percebeu que não tem apoio para aprovação. Muitos projetos são apresentados exatamente para criar a ideia de que há omissão do poder em relação ao tema. No entanto, nos parlamentos, não deliberar é deliberação. Não votar é presunção de reprovação.

Parabéns ao Dr. João Carlos Biagini por sua longa e competente dedicação à defesa da vida.
 

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Coincidência? Não creio. Trata-se, de fatos desencadeados. No último dia 19, publiquei pequeno texto com título “A Netflix quer sair do mercado?”. Abordei, ali, o total alinhamento da empresa com a agenda globalista e em belicoso antagonismo com verdades, princípios e valores que orientam os conservadores em sua desarticulada resistência.

Na ocasião, respondi assim à pergunta do título, que questionava o fato de a empresa desagradar todos os seus clientes conservadores: “(...)a esquerda internacional descobriu que pode desempenhar seu papel na direção do poder global e, ao mesmo tempo, fazer sua propaganda sem que ela afete negativamente posição no mercado. Esse duplo objetivo se viabiliza se todas as empresas forem pressionadas a adotar a mesma linha e os consumidores induzidos a pôr em dúvida a ética das organizações que não o façam. É o primeiro upgrade do politicamente correto”.

Pois eis que, simultaneamente, Magazine Luiza e Bayer divulgam seus programas de trainee apenas para negros, recebendo apoio generalizado da grande mídia militante. Assim, em breve, quem não fizer estará sendo racista e atrairá sobre si a rejeição do mercado. É a Razão virada pelo avesso, com as costuras de fora, sem contestação.

Terríveis as consequências a que se poderá chegar nesse upgrade do politicamente correto. 

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NEGLIGÊNCIA DOS CONSERVADORES

Percival Puggina

21/09/2020

 

 Leio no portal da Câmara dos Deputados

A comissão externa criada na Câmara dos Deputados para acompanhar os trabalhos do Ministério da Educação (MEC), aprovou por unanimidade, nesta terça-feira (10) o relatório final, apresentado pelo deputado Felipe Rigoni (PSB-ES).

O relator apresentou nova versão do texto nesta segunda (9), incorporando algumas sugestões de deputados. Entre elas, a recomendação ao Poder Executivo de apoio aos estados, DF e municípios para implementação do ensino técnico.

Rigoni explica os próximos passos do colegiado: “Apresentaremos o relatório ao presidente da Câmara, à Comissão de Educação, que terá a responsabilidade de aprovar os projetos sugeridos, e ao próprio ministro da Educação e sua equipe, se assim o desejarem”, disse.

"A partir daí, continuaremos com os trabalhos da comissão acompanhando a gestão do MEC e acompanhando como as sugestões estão sendo implementadas”, completou.

O texto, que tem 273 páginas, avalia o planejamento e a gestão do MEC como “muito aquém do esperado e insuficientes para dar conta dos desafios educacionais que se apresentam no País". Evidência disso, segundo Rigoni, é que o ministério ainda não apresentou Planejamento Estratégico para o ano de 2019, e diversas metas do Plano Nacional de Educação (PNE) estão atrasadas sem cronograma de ação para atingi-las.

Rigoni acrescenta que outro fator preocupante é a baixa execução orçamentária em diversos programas. Conforme Rigone, até julho foi executado apenas 4,4% do montante para investimentos do MEC — valor que corresponde a menos da metade do executado no mesmo período de 2018.

“A gente não está só batendo de frente, está apresentando soluções, está apresentando caminhos. E ano que vem é mais trabalho de novo, aqui na Câmara para aprovar os projetos que a gente sugere. E com o Ministério da Educação, para que a gente possa corrigir essa rota juntos”, disse a coordenadora do colegiado, deputada Tabata Amaral (PDT-SP).

Fonte: Agência Câmara de Notícias

COMENTO
Todos sabemos o quanto é fundamental ao conservadorismo agir contra a influência do movimento e dos partidos revolucionários sobre a Educação. Nela é cozinhado o pão da revolução cultural, é manipulada a história, são construídas versões, é dominada a linguagem, são destruídos valores, são desestruturados os fundamentos de uma ordem moral e manipulados princípios para manipular leis. Ou não. Ou se evita, ali, que isso aconteça. Nesse território, infelizmente, os militantes dos movimentos revolucionários agiram com total liberdade de ação durante décadas, produzindo os resultados que bem observamos.

O texto transcrito acima é do ano de 2019. A Comissão Externa, como tudo ao longo deste ano, enfiou nariz na máscara e não teve atividade registrada. A última está datada de 17/12/2019.

 O que chama atenção é a composição desse colegiado. A saber, Coordenador Felipe Rigoni (PDT/ES); Vice-Coordenador João H. Campos (PSB/PB); Relatora Tabata Amaral (PDT/SP. A estes se acrescem seis sub-relatores, sendo dois do PDT um do PSB, um do PV, um do PTB e um do Novo.

 O leitor poderá perguntar, mas não havia conservadores em posição de influência, seja de coordenação ou relatoria? Não. “Para quê?”, talvez tenham perguntado entre si os demais membros da comissão, inteiramente confiada a mãos e a um comando comando “terrivelmente” esquerdista.

Uma Comissão da Câmara vai “ficar de olho no MEC (logo no MEC!) e é controlada pela oposição esquerdista que quer deixar tudo como está, limitando-se a pedir mais e mais verbas. É alarmante a negligência de congressistas eleitos em 2018 por eleitores conservadores, num pleito em que estes se revelaram majoritários, mas votaram em representantes sem esse perfil. Que sirva de lição.

*  Colaborou: Denisa Puggina

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A NETFLIX QUER SAIR DO MERCADO?

Percival Puggina

19/09/2020

 

 De modo insistente essa pergunta tem me ocorrido ao assistir filmes disponibilizados pela Netflix. Eles explicitam o viés ideológico esquerdista da empresa e seu alinhamento com pautas que os norte-americanos chamam “liberals”. São, aliás, as mesmas que a esquerda brasileira macaqueia traduzindo para o português e empurra ao público nacional.
 Ora, se há uma divisão política na sociedade, nada menos inteligente do que uma empresa privada, em teoria e prática interessada em gerar lucros e dividendos, entrar em conflito com a metade ou mais de seus consumidores, que passam a perceber o indisfarçado tipo de influência que sobre eles está sendo exercida.

Isso leva à pergunta do título: a Netflix quer perder mercado? Claro que não!

Acontece que, num lance de genialidade, a esquerda internacional descobriu que pode desempenhar seu papel na direção do poder global e, ao mesmo tempo, fazer sua propaganda sem que ela afete negativamente sua posição no mercado (como aconteceu em 2011 com a Benetton). Esse duplo objetivo se viabiliza se todas as empresas forem pressionadas a adotar a mesma linha e os consumidores induzidos a pôr em dúvida a ética das organizações que não o façam. É o primeiro upgrade do politicamente correto.

Por outro lado, o que alguns países europeus pretendem, ameaçando impor restrições ao Brasil, é mera consequência geopolítica do que descrevi. É o segundo upgrade do “politicamente correto”, servido no esôfago da comunidade internacional.
 

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O país mais populoso da África também sofre uma campanha de ataques e incêndios contra igrejas
A perseguição contra os cristãos da Nigéria continua piorando, ao silêncio da grande mídia internacional. Só nos primeiros 4 meses de 2020, já foram assassinados 620 cristãos nigerianos em decorrência de ódio contra a fé. Em paralelo, prossegue a campanha de ataques e incêndios criminosos contra igrejas. A informação vem do relatório publicado neste 15 de maio pela Sociedade Internacional para as Liberdades Civis e o Estado de Direito (Intersociety), organização sem fins lucrativos fundada em 2008 no país, que é o mais populoso da África – aliás, a população nigeriana deverá ultrapassar a brasileira por volta de 2025 e chegar ao terceiro lugar mundial até 2100, superando largamente os Estados Unidos e ficando atrás apenas de Índia e China.

Os cristãos, que representam aproximadamente a metade da população nigeriana, vêm sofrendo ataques cada vez mais violentos. Segundo a Intersociety, cerca de 32 mil cristãos foram assassinados por radicais islâmicos desde 2009:

“Os principais jihadistas islâmicos na Nigéria, os pastores militantes Fulani e o Boko Haram/ISWAP, intensificaram a sua violência anticristã nas regiões do Cinturão Médio e no Nordeste. As atrocidades contra os cristãos não foram controladas pelas forças de segurança do país. Os atores políticos estão fazendo vista grossa ou mesmo conspirando com os jihadistas”.

Casos recentes
Em janeiro de 2020, quatro seminaristas foram sequestrados, mantidos reféns e espancados. Gradualmente, três deles foram liberados e abandonados em estradas remotas, mas o quarto, Michael Nnadi, de 18 anos, foi assassinado porque, segundo o líder do bando de raptores, “não parava de pregar o Evangelho de Jesus Cristo” e pedia que ele “saísse do caminho do mal”.

Enquanto isso, cidades de maioria cristã foram atacadas, fazendas incendiadas, cidadãos sequestrados e assassinados. Mulheres foram feitas escravas sexuais e torturadas, um horror que, segundo o arcebispo de Abuja, dom Ignatius Kaigama, é o “padrão” dos ataque contra os cristãos no país.

Cobranças ao governo
Em 27 de fevereiro, o embaixador geral dos Estados Unidos para a Liberdade Religiosa Internacional, Sam Brownback, declarou à agência católica ACI que a situação na Nigéria está piorando:

“Há muitas pessoas assassinadas na Nigéria e tememos que isto se espalhe muito na região”.

Para ele, o governo nigeriano poderia fazer mais, pois “não estão levando os responsáveis à justiça” nem estão tendo “senso de urgência para agir”.

Por sua vez, na homilia de 1º de março, dom Kaigama exigiu de Muhammadu Buhari, presidente da Nigéria, mais coordenação para dar um basta à violência no país:

“Precisamos ter acesso aos nossos líderes; presidente, vice-presidente. Precisamos trabalhar juntos para erradicar a pobreza, os assassinatos, o mau governo e todos os tipos de desafios que enfrentamos como nação”.
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* Com informações da agência ACI Digital

** Publicado originalmente em https://pt.aleteia.org/2020/05/22/so-no-comeco-de-2020-mais-de-620-cristaos-nigerianos-ja-foram-assassinados/
 

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EBCT, UMA EMPRESA CANIBALIZADA

Percival Puggina

14/09/2020

 

 Os Correios não são nossos. Como quase tudo que é estatal, os Correios não são nossos. Pertencem a seus cem mil servidores que, por sinal, não têm qualquer dúvida sobre tal posse e sobre os direitos que dela advêm. Enquanto isso, encomendas que enviei e encomendas que deveria ter recebido contam meses de atraso!

 O Diário do Poder, em sua edição de hoje, informa que enquanto o prejuízo da empresa chega a quase R$ 2,5 bilhões, a greve de seus servidores continua como se uma situação nada tivesse a ver com a outra. Eles têm “direito” a 2/3 do salário como abono de férias (o dobro dos demais mortais) e, mesmo em férias recebem auxílio alimentação de R$ 1 mil. Quem trabalhar em dia de repouso ganha um adicional de 200%.

 Isso tudo leva a uma folha salarial de R$ 12 bilhões.

E ainda há quem sustente a ideia de que a empresa não deve ser privatizada. Uns, por interesse político, parasitam habitualmente empresas estatais; outros cometem e equívoco de ver a árvore da empresa e não ver a floresta dos serviços mal prestados em virtude de sua condição estatal e correspondente canibalização.
 

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