No último dia 7 de julho, organizações como MST, Levante Popular da Juventude, Consulta Popular, Movimento dos Atingidos por Barragens, Marcha Mundial das Mulheres, Movimento dos Pequenos Agricultores, Movimento de Mulheres Camponesas, Rede Fora do Eixo, Comitês Populares do Plebiscito, mobilizaram-se em todo o país no Dia de Luta pela Constituinte. A iniciativa, que já conta com mais de 600 núcleos organizados em todos os Estados, pretende coletar, durante a Semana da Pátria, 10 milhões de assinaturas para o projeto de iniciativa popular em favor da Reforma Política, mediante uma constituinte exclusiva. Existem vídeos no YouTube sobre o tema.

Conhecida a relação das entidades participantes, pode-se presumir que tais ações correspondem a uma estratégia oficial, governista, porque as pautas desse plebiscito lhe convêm. E lhe convém, outro tanto, que essas mobilizações de rua aconteçam em pleno período eleitoral, desviando a atenção social para um outro foco que não o da atualidade social, política e econômica do país. Campanha em favor de reformas institucionais em pleno período eleitoral é alienação travestida de militância. Ou militância diversionista.
 

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PROPAGANDA ENGANOSA

09/07/2014

Está sendo feito um grande esforço no sentido de destacar entre os tais "legados da Copa" a visibilidade concedida ao país em função do evento. São imagens padrão FIFA, de um evento padrão FIFA e peças publicitárias elaboradas pelos patrocinadores enfocando aspectos do nosso país. Tudo perfeito. Perfeito até de mais.

Publicidade que não encontra reflexo na realidade não funciona. Boa publicidade é a que divulga virtudes de um produto virtuoso. E esse não é, realmente, o caso brasileiro. Em 2009, baseada em informações insuficientes sobre a realidade nacional, a revista The Economist publicou uma edição em cuja capa exibia o Cristo Redentor como um foguete em acelerada ascensão. Quatro anos depois, em 2013, a mesma revista, novamente em matéria de capa, mostrava aquele foguete em queda na direção do solo. Fantasias não resistem ao passar do tempo. No mês passado, a mesma jornalista que produziu a matéria, em entrevista ao "Congresso em Foco", reprovou nossa burocracia, nossos sistemas tributário e previdenciário, nosso conformismo ante os problemas sociais e políticos. E - pasmem - identificou um preconceito dos brasileiros para com os brasileiros.

Nenhuma nação pode ser apenas um cenário bonito. Esperto, Lula sumiu e se descola de sua criatura.
 

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Muito se ouve, entre nós, que o preço da gasolina no Brasil é o mais alto do mundo, ou um dos mais altos do mundo. Isso não é verdadeiro. Ainda recentemente estive na Itália e na Turquia e em ambos os países, o litro desse combustível oscila ao redor de R$ 4,50 convertido para nossa moeda. Gasolina abaixo de 1,50 euros não existe na Europa.

O atual governo não só tornou o Brasil novamente importador de gasolina como fez despencar o ritmo de crescimento da produção nacional. Reportagem publicada no jornal Estado de São Paulo na edição do dia 7 de julho informa que nos primeiros cinco meses deste ano a produção brasileira cresceu apenas 0,1%. Aliás, desde 2009 ela não tem expansão significativa. Conforme alguém já afirmou antes, a Petrobras sob gestão petista é a única petroleira que perde dinheiro quando o preço do barril de petróleo sobe. Mas isso não importa. Danem-se os acionistas e o futuro da empresa, contanto que ela sirva à propaganda oficial e que o governo não se desgaste com aumentos de combustíveis.

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